Sobre os destruidores de estátuas em nome de uma impossivel pureza no passado das sociedades:
Um dos maiores traficantes de escravos nas colônias inglesas do Novo Mundo, que fez fortuna com o nefando comércio ao início da primeira República no hemisfério ocidental, devotou toda a sua riqueza adquirida no comando de navios negreiros à fundação da Brown University, em Rhode Island, uma das melhores na costa leste dos EUA, onde lecionou durante anos um dos maiores Brasilianistas, Thomas Skidmore, e onde ainda atuava como professor convidado o ex-presidente FHC.
Os puristas anti-escravagistas de um passado impoluto estão de acordo em fechar a universidade? Talvez até mesmo destruí-la, já que foi erguida com o lucro do tráfico escravo?
A sua riquíssima Biblioteca tem uma das mais ricas “Brasilianas” dos EUA, comparável à Newberry de Chicago e à Benson de Austin, no mesmo nível da Library of Congress e da Public Library of New York, em livros sobre o Brasil, abrigando ainda os milhares de livros do acervo de Skidmore.
Os pequenos Stalins e êmulos dos talibãs pretendem arrasar essa universidade e todos os outros legados dos escravistas do passado?
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 14/06/2020
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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