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quinta-feira, 15 de abril de 2021

A estratégia do caos e o sofrimento dos brasileiros - Paulo Roberto de Almeida

 Um ano atrás, exatamente, eu postava isto:

“ ‪Antes, pensávamos que o “Exército” bolsonarista fosse assim uma espécie de Armata Brancaleone; agora descobrimos que podem estar armando os fasci di combatimenti, mais os palavrões do Rasputin de subúrbio. 

O Mussolini de opereta se leva a sério.‬

Está faltando um Charlie Chaplin, em versão de comédia pastelão série C, para fazer uma nova paródia do candidato a ditador.

Sem financiamento da Ancine...”

Hoje, 15/04/2021, complementei com este texto:

O Mussolini do cerrado central continua querendo armar os seus camisas pardas, como eu avisava um ano atrás. Não conseguiu e não conseguirá, mas não vai deixar de causar confusão. O Brasil está começando a enveredar pela vertente descendente. Pode demorar para se recuperar, mas um dia conseguirá, ainda que com o sacrifício dos cidadãos. O que não vai cessar é a “estratégia do caos” do genocida do Planalto.

Minha mini-reflexão sobre uma anomia em formação no Brasil, mas uma anomia diferente, auto-induzida, mas sem qualquer consciência de quem a fabrica sem qualquer determinação ou controle sobre as consequências dessas ações e palavras desvairadas. A verdade é muito simples: o Brasil está entregue a uma malta de novos bárbaros ineptos, perversos, no limite da loucura, alguma forma de psicopatia. Meus cumprimentos aos militares, aos políticos e aos donos do capital, nessa ordem, que construíram e ainda mantêm essa monstruosidade no poder. A História não os absolverá, não no que depender de mim.

 O Brasil, os brasileiros, mas sobretudo os “donos do poder” — militares, políticos, capitalistas — cometemos um erro terrível em 2018, e não estamos perto de nos redimir. 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 15/04/2021

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Bolsonaro prepara uma "marcha sobre Brasília"? - revista Veja, Paulo Roberto de Almeida

 Do portal da Veja, com uma reflexão histórica posterior:


"APOSTA NOS QUARTÉIS
Desde que assumiu a Presidência, Bolsonaro tenta conquistar em nível nacional o apoio das bases das Forças Armadas e das polícias militar, civil e federal, com o objetivo de transformá-las em armas poderosas de seu projeto político. Como mostra matéria na edição de VEJA desta semana, o presidente não economiza recursos nem tempo de sua agenda para sedimentar essa aliança. Só em dezembro passado, ele compareceu a sete cerimônias com militares e policiais, quase uma a cada quatro dias. Já os recursos destinados às Forças Armadas para 2021 subiram mais de 5 bilhões de reais em relação a 2020, enquanto a Saúde perdeu 2,2 bilhões de reais."

PRA:
Ele imagina que assim estará não apenas "protegido" de qualquer incursão de poder "malévolo" – Legislativo, Judiciário – como preparado para o que der e vier.
Quase cem anos atrás, em 1922, Mussolini fez a sua famosa "Marcha sobre Roma", com poucos milhares de camisas pardas, e o idiota do rei lhe atribuiu o encargo de formar um governo. Logo em seguida, ele encomendou a morte de seus "inimigos": o assassinato de líderes liberais e socialistas, inclusive de refugiados em Paris.
Hitler foi mais expedito: um ano depois de tomar o poder, literalmente, incendiando o Parlamento alemão, em 1933, organizou, em 1934, a Noite dos Longos Punhais, quando assassinou todos aqueles "aliados" que poderiam querer tirá-lo do cargo. Foi uma longa noite...
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 15/01/2020

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