sábado, 23 de novembro de 2013

"Luta de classes no Itamaraty? Nao, apenas dignidade..." - Paulo Roberto de Almeida, via Aflex (thanks...)

Esta foi a frase que os bravos militantes (no bom sentido da palavra) da Aflex (Associação dos Funcionários do Itamaraty no Exterior) escolheram para simbolizar a sua luta, e agradeço pela distinção de citar o meu nome.

Pelo menos o copyright, poderíamos dizer, ou mais provavelmente os moral rights, sobre essa frase singela, eles me deram, e preciso agradecer sinceramente por me juntar à sua causa (que não é exatamente a minha, por pertencer a uma outra casta profissional, mas que reconheço como legítima e até mesmo necessária).
Assim é, se lhes parecem, como diria, no singular, certo italiano do modernismo pré-fascista...
Confesso que nem sei quando escrevi essa frase, ou a propósito do quê, exatamente.
Provavelmente foi no primeiro semestre deste ano, motivado pelas descrições de absoluta indignidade de um colega, assediador serial, e que até hoje não foi punido, a não ser com o que prosaicamente chamamos de Departamento de Escadas e Corredores. Parece que ele andava (não sei se ainda anda) se vangloriando de suas excelentes relações com um outro personagem pouco recomendável, o quadrilheiro-chefe, o Stalin Sem Gulag, que conhece um pequeno gulag (mas cheio de comodidades e de rapapés) naquele espaço pouco recomendável para todos os humanos normais chamado de Papuda (espero que fique lá bastante tempo, sem as distinções atuais).
Lembro-me, em todo caso, de ter lido, recebido, transmitido, sabido dos protestos de indignação do pessoal do quadro e de funcionários locais a propósito desse episódio específico, que parece ter sido a gota d'água que faltava num clima de muita decepção com o feudalismo reinante e a pouca consideração dada a funcionários não diplomáticos que trabalham no serviço exterior brasileiro, um clima de Casa Grande e Senzala, como várias vezes referido na literatura especializada...

Esse cartaz, ou banner, vem a propósito de uma audiência, ocorrida nesta sexta-feira 22 de novembro, na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal, a que assisti apenas em parte (um pouco porque o meu computador insistia em repetir as mesmas cenas da TV Senado, por estúpido que era, certamente, outro tanto porque estando responsável pelo consulado em Hartford tive de me desempenhar em várias outras funções, como é o normal e para isso me pagam). Tenho, por exemplo, de dar assistência a brasileiros, despachar expedientes, enfim, essa miríade de atividades burocráticas aborrecidas mas necessárias). Não sei sinceramente em que resultou essa audiência, e por isso sequer ouso expressar minha opinião, totalmente desinformada e provavavelmente defasada, sobre os próximos passos.
Acredito que todos os funcionários, ou qualquer ser humano, precisam ter uma perspectiva de vida, planejar seu  futuro, numa situação de pleno reconhecimento de seus méritos e qualidades profissionais. Nenhuma pessoa normalmente constituída -- e quem trabalha no serviço exterior costuma ser assim, salvo alguns malucos que também entraram não se sabe como -- almeja progresso e reconhecimento, pelo mérito, pela dedicação, pelo esforço. Isso significa alguma ascensão funcional e, pelo menos, alguma progressão salarial regular, não fosse que apenas pelos fenômenos inflacionários bem conhecidos em todos os países, alguns mais, outros menos. Mas sempre existem distorções salariais inter-temporais e entre as categorias, que caberia reconhecer e tentar corrigir.
Também acredito que as categorias são muito diversas, diversificadas, diferentes, para a criação de alguma carreira unificada nesse tipo de situação. Ainda assim, alguns princípios gerais e uniformes são passíveis de serem introduzidos, talvez até pelas distinções mais simples, tipo: categoria A: A1, A2, A3; categoria B, etc...
Ou uma definição genérica e elementar de funções: assistente técnico de nível elementar, secundário, especializado, etc.A partir daí se poderia cogitar -- além das revisões salariais periódicas -- algum tipo de movimentação funcional.

Mas eu divago: provavelmente os camaradas (ops, perdão) da Aflex já pensaram em tudo isso e já apresentaram suas "soluções" para todas essas questões,

Sendo um libertário radical, confesso que sou contra todo tipo de corporatismo, pois isso costuma levar a regimes fascistas (nunca tão distantes de nós quanto poderíamos pensar), e por isso sou contra a imposição de normas rígidas, isonômicas (estupidamente igualitárias, sem reconhecimento do mérito) ou automaticamente progressivas, ou seja, mecanicamente aplicadas. Acredito que indivíduos devem ser reconhecidos justamente nessa dimensão, e ser avaliados nesse sentido, em função do seu esforço e mérito individual, sem falsos democratismos ou a pressão indevida de máfias sindicais.
O ambiente de trabalho requer uma convivência sadia entre trabalhadores de diferentes funções e dotadas de competências diversas.
Pessoas normais exigem dignidade, e acho que a frase acima é feliz, mesmo que eu não saiba exatamente como e quando eu a escrevi.
Grato, em todo caso, podem usar e abusar.
Aliás, o "luta de classes" deve ser um resquício inconsciente de meu passado marxista. Sendo um libertário radical, e um liberal em economia, há muito me libertei da metafísica marxiana em favor de um ceticismo sadio que me faz analisar cada empreendimento humano em sua dimensão própria.
Creio que a luta da Aflex é justa: se não descambar para o corporativismo fascista, ela é bem-vinda, ao defender a dignidade de tantos trabalhadores locais das nossas unidades no exterior que muitas vezes não são reconhecidos em seu esforço em prol da boa qualidade do serviço diplomático.
Abaixo o feudalismo, viva a liberdade e a dignidade de todos os trabalhadores do serviço exterior.

Paulo Roberto de Almeida
Hartford, 23/11/2013

Estou sendo espionado em Beijing (e nao so la): esses academicos curiosos...

De vez em quando o Academia.edu me avisa (acho que uma vez por semana) quem, onde, andou espionando meus trabalhos depositados nesse site acadêmico de intercâmbios da área.
Clicando no Google Analytics do sistema, veio quem, quando, o que andaram espionando em torno de alguns trabalhos (aqui os especificamente relacionados a política comercial e aos blocos de integração, mas tem outras palavras-chave e outros trabalhos também, mas separados desta pesquisa).
Vejamos o que podem querer saber de mim todo esse povo...
Paulo Roberto de Almeida

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Os comunistas trapalhoes do Brasil (1935): um pouco da historia passada - Euler de França Belém

Já foram muito trapalhões: os patifes atuais são apenas um pouco trapalhões, mas foram mais bem sucedidos na sua revolução "socialista": eles não querem mais construir o comunismo no Brasil, eles já se contentam em expropriar burgueses idiotas, e capitalistas em geral, mesmo contra a vontade destes, simplesmente instalando um governo que está mais próximo do fascismo do que do comunismo. Eles apenas querem eternizar suas expropriações, monopolizando o poder e garantindo para si riquezas e poder infinito...
Paulo Roberto de Almeida

O espião alemão que detonou a revolução de Prestes

POR  
Revista Bula, EM 16/11/2010 ÀS 06:05 PM (publicado em )
Johnny — A Vida do Espião Que Delatou a Rebelião Comunista de 1935”
Apoiados pela União Soviética de Josif Stálin, os comunistas brasileiros tentaram derrubar o presidente Getúlio Vargas em 1935 mas foram fragorosamente derrotados. Entretanto, ao contrário do que podem depreender alguns leitores, a Intentona Comunista fracassou não porque foi delatada, e sim porque era de um irrealismo abissal. Era uma formiguinha maluca brigando contra um astuto exército de elefantes. A traição serviu apenas, quem sabe, para antecipar e, assim, debelar a rebelião mais cedo. A história está devidamente anotada em livros de qualidade, como “A Rebelião Vermelha” (Record, 217 páginas, 1986), do brasilianista Stanley Hilton, “Camaradas — Nos Arquivos de Moscou: A História Secreta da Revolução Brasileira de 1935” (Companhia das Letras, 416 páginas, 1993), de William Waack, “Olga” (Companhia das Letras, 259 páginas, 1984), de Fernando Morais, “Revolucionários de 1935: Sonhos e Realidade” (Companhia das Letras, 432 páginas, 1992), de Marly de Almeida Gomes Vianna, e “Uma das Coisas Esquecidas — Getúlio Vargas e Controle Social no Brasil/1930-1945” (Companhia das Letras, 341 páginas, 2001), do brasilianista R. S. Rose. Agora, 75 anos depois, sai um livro excepcional sobre um personagem misterioso, comentado apenas episodicamente nos livros citados. “Johnny — A Vida do Espião Que Delatou a Rebelião Comunista de 1935” (Record, 600 páginas), de R. S. Rose e Gordon D. Scott, é uma obra do balacobaco sobre o alemão Johann Heinrich Amadeus de Graaf, mais conhecido como Johnny. Rigorosamente documentada, a obra é vazada no estilo de romance policial. Johnny começou a espionar para os soviéticos, chegou a se encontrar com Stálin e Molotov, para citar duas eminências soviéticas, mas depois se tornou espião dos ingleses. Uma das revelações, embora não devidamente explorada, é que Urbano “Bercuó” espionou para Johnny, em 1940, no Rio de Janeiro. Espionava navios de origem alemã e, aparentemente, estava na folha de pagamento dos ingleses. O promotor de justiça e pesquisador Jales Guedes Mendonça diz que se trata do advogado e jornalista goiano Urbano Berquó. “Foi advogado de Pedro Ludovico e jornalista do ‘Correio da Manhã’.”

Ao leitor mais interessado em assuntos brasileiros, recomendo a leitura de cinco capítulos, “Brasil um”, “Argentina”, “O retorno a Moscou”, “Brasil dois” e “Primeiros anos da guerra”. Se quiser entender como os espiões eram formados, e por quais motivos Johnny desencantou-se com o comunismo soviético — o paraíso social só existia na teoria e a repressão aos dissidentes era brutal —, é preciso ler todo o livro do americano R. S. Rose e do canadense Gordon D. Scott (que conheceu Johnny). A história de Johnny, de tão impressionante, às vezes parece inventada. Não há, porém, nada de ficcional. Os estudiosos são criteriosos e parcimoniosos no uso da documentação. Muitos documentos a respeito de Johnny, sobretudo na Inglaterra, ainda não estão disponíveis.

Delírio de Prestes
Luís Carlos PrestesConquistado pelos comunistas alemães, o ex-marinheiro Johnny se tornou um tarefeiro do partido. Perseguido na Alemanha, escapou para a União Soviética, de onde, espião especialíssimo, foi enviado a vários países, com o objetivo de semear a revolução. Esteve na Romênia, na Hungria e na China. Ao voltar da Ásia, foi convidado pelo general soviético Manfred Stern para acompanhá-lo à Espanha, país onde, pelo menos no início, Stálin pretendia implantar uma espécie de república soviética. Diante da recusa, Alfred Langner deu-lhe a chance de voltar à China ou participar da revolução no Brasil. O célebre Dmitri Manuilski, do Comintern, participou da conversa.

O papel de Johnny, espião do M4, a Inteligência do Exército soviético, seria “cultivar, recrutar e desenvolver células dentro e fora das forças armadas” brasileiras. Langner garantiu que o capitão Luís Carlos Prestes, que seria o chefe da revolução patropi, era “um líder nato”. Foram escalados para comandar a derrubada de Vargas os comunistas Arthur Ernst Ewert (codinome Harry Berger), Johnny de Graaf (codinome Franz Paul Gruber), o americano Victor Allen Barron, o italiano Amleto Locatelli, o argentino Rodolfo José Ghioldi, os soviéticos Pavel Vladimirovich Stuchevski (com o codinome de Leon Jules Vallée, era da NKVD, a futura KGB) e Sofia Semionova Stuchevskaya (mulher de Pavel), a alemã Olga Benario (guarda-costas e amante de Prestes). Na primeira reunião, em Moscou, Prestes disse que a revolução estava madura no Brasil e que 90% do trabalho “já havia sido feito”. Realista absoluto, Johnny pensou: “Esse homem tem a cabeça nas nuvens. Às vezes a realidade e a lógica sensata lhe escapam”. Logo depois, Johnny informou seu contato no MI6 (serviço secreto de inteligência inglês), o britânico Frank Foley, que reportou-se ao major Valentine Patrick Terrel Vivian, “Vee-Vee”. O espião Alfred Hutt, superintendente-assistente-geral da Light no Rio de Janeiro, havia sido informado.

Na década de 1930, depois de, um pouco antes, ter acusado a social-democracia de “social-fascismo”, o Comintern (Internacional Comunista) mudou de tática e passou a incentivar a política de construção de frentes políticas com a participação de comunistas e democratas. “A intenção era radicalizar aos poucos cada Frente”, ressaltam Scott e Rose. No Brasil, o Partido Comunista do Brasil (erroneamente, apontado como Partido Comunista Brasileiro; esta nomenclatura só vai ser empregada décadas adiante) aderiu à Aliança Nacional Libertadora (ANL). Numa reunião, no Rio de Janeiro, Johnny ficou estupefato com o superficialismo político e tático de Prestes, que acreditava, era fé mesmo, que o Brasil estava “pronto” para a revolução. Quando Johnny duvidou, Prestes vociferou: “Sim, estamos!” Johnny contestou-o e ficou impressionado com o fato de que o PCB estava afastado do centro das decisões. Mas o líder personalista não desistiu. Avaliava que era possível construir uma revolução sem as mínimas condições objetivas, numa leitura simplista das ideias leninistas.

Afastado do centro das decisões, por ser cético quanto ao poder de fogo do grupo de Prestes, Johnny passou a ser informado dos assuntos da cúpula por sua mulher, Helena Krüger, que atuava como motorista do líder revolucionário. As informações eram repassadas aos ingleses, que as transmitiam ao governo de Vargas. Mesmo sabendo que a revolução estava fadada ao fracasso, porque era uma mera “revolta militar”, Johnny treinou alguns recrutas, totalmente despreparados, e deu orientações a Prestes, que as recusou.

Com ou sem preparação, a rebelião estourou em Natal, em novembro de 1935, e em Recife. Os rebeldes assumiram o controle da capital do Rio Grande do Norte, mas por pouco tempo. No Rio de Janeiro, a revolta também explodiu. O presidente Getúlio Vargas, no lugar de inquirir sua polícia, ligou para Hutt e perguntou se os comunistas tinham chance de vencer. Johnny disse a Hutt que deveria tranquilizar o presidente, pois “não havia a menor chance” de a revolta ser bem-sucedida. Era uma quartelada. “A Revolução Social, ou Intentona Comunista, estava encerrada em um fiasco de quatro dias.” Johnny a delatara, é verdade, mas o fracasso se deu muito mais por causa da orientação inconsistente de Prestes. Os militares de esquerda e os comunistas não estavam preparados para tomar o poder, mas confundiram desejo com realidade.

O governo de Vargas reprimiu ferozmente a rebelião, prendeu (a estatística varia de 7 mil a 35 mil pessoas) e torturou centenas. Um alemão da Gestapo, da equipe do diretor da polícia Filinto Müller, torturou Arthur Ewert logo depois de sua prisão. Quebrou um dos polegares de Ewert com um quebra-nozes e ficou irritado porque o comunista não gemeu. Brutalmente espancado, Ewert enlouqueceu. Sua mulher, Elise (Sabo), foi enviada para um campo de concentração, onde morreu em 1941. Olga Benario morreu, “em uma câmara de gás em Bernburg, em março de 1942”. Delatado por Rodolfo Ghioldi, o americano Victor Allen Barron foi morto sob tortura.

Moscou desconfiou de Johnny, procedeu a uma grande investigação, mas, usando a velha dialética leninista, o espião conseguiu convencer os veteranos stalinistas — a feroz “inquisidora” búlgara Stella Blagoeva continuou duvidando de sua integridade — que o fracasso da revolução brasileira tinha a ver unicamente com o voluntarismo de Prestes.

Depois de um período na geladeira, Johnny voltou ao Brasil, agora com a missão de espionar os nazistas para os soviéticos e, claro, para os britânicos. Era eficientíssimo. Montou uma rede de espiões, pagos pelos ingleses, e começou a repassar informações confiáveis sobre negócios dos alemães com os brasileiros. Chegou a ser preso e torturado pela polícia de Filinto Müller, que era simpático aos nazistas, e só foi liberado por conta de pressões inglesas. Com o fim da guerra, foi dado como morto por seus chefes soviéticos e mudou-se para a Inglaterra, onde adotou outro nome e continuou a espionar, especialmente no Canadá. Quem era Johnny? “Não era um comunista de carreira, tentando agradar superiores na órbita stalinista, mas alguém que estava do lado de fora olhando para dentro”, sintetizam seus biógrafos. Johnny morreu em 1980, aos 86 anos, no Canadá, com o nome de John Henry de Graff (ligeira alteração de seu sobrenome).

===========
Recebido de um leitor: 
Bom dia,

A partir do seu post em 

http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2013/11/os-comunistas-trapalhoes-do-brasil-1935.html

interessei-me pela lista de livros lá citada, em particular pelo  

“Uma das Coisas Esquecidas — Getúlio Vargas e Controle Social no Brasil/1930-1945” (Companhia das Letras, 341 páginas, 2001), 
do mesmo autor do livro comentado no post.

Em geral, antes de ler alguém que não conheço, gosto de pesquisar um pouco sobre o autor, saber qual é a dele e o que dizem dele. Para não perder tempo.

O que achei interessante é que esse sr. R.S.Rose parece "inachável" pela rede, apesar de ter escrito seus livros em plena era da Internet. É quase como se não existisse. Nenhum foto, nenhum vídeo ou entrevista no you tube, nenhum  página no facebook, nenhum  citação na wikipedia.

Ele tem três livros na Amazon: um é editado pela Ohio University Press, em 2006,  (The Unpast: Elite Violence and Social Control in Brazil, 1954-2000), outro pela Pennsylvania State University Press, em 2010, (Johnny: A Spy's Life), e o mais antigo, de 2000, pela  Praeger (One of the Forgotten Things: Getulio Vargas and Brazilian Social Control, 1930-1954). 
Essa última editora, Praeger, não tem website, é pouco citada via Google,e parece ter sede em Santa Barbara-CA. 
O nome dele aparece sempre na forma R.S. Rose, ou seja, um sobrenome comuníssimo e apenas as iniciais no prenome. 
No site da Penn State Presse diz apenas que "R. S. Rose, an American, took his doctorate from the University of Stockholm. He teaches criminology and criminal justice at Northern Arizona University, Yuma."
A pergunta inevitável: esse moço existe ??
Abs,
 Alexandre.
=========
Minha resposta (PRA):
Existe sim; depois que eu comprei o livro dele, na edição americana "Forgotten Things", interessei-me por um ele, e fui buscar.
O Stanley Hilton me falou um pouco dele e de sua carreira errática. Ou seja, competente, mas não conseguiu boas posições nas universidades americanas.
Mas eu não tenho contato com ele, embora possa buscar...
Paulo Roberto de Almeida 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O futuro aterrorizador de um mundo sem antibioticos - Maryn McKenna

Maryn McKenna
Medium.com, November 22, 2013

After 85 years, antibiotics are growing impotent. So what will medicine, agriculture and everyday life look like if we lose these drugs entirely? 

A few years ago, I started looking online to fill in chapters of my family history that no one had ever spoken of. I registered on Ancestry.com, plugged in the little I knew, and soon was found by a cousin whom I had not known existed, the granddaughter of my grandfather’s older sister. We started exchanging documents: a copy of a birth certificate, a photo from an old wedding album. After a few months, she sent me something disturbing.
It was a black-and-white scan of an article clipped from the long-gone Argus of Rockaway Beach, New York. In the scan, the type was faded and there were ragged gaps where the soft newsprint had worn through. The clipping must have been folded and carried around a long time before it was pasted back together and put away.
The article was about my great-uncle Joe, the youngest brother of my cousin’s grandmother and my grandfather. In a family that never talked much about the past, he had been discussed even less than the rest. I knew he had been a fireman in New York City and died young, and that his death scarred his family with a grief they never recovered from. I knew that my father, a small child when his uncle died, was thought to resemble him. I also knew that when my father made his Catholic confirmation a few years afterward, he chose as his spiritual guardian the saint that his uncle had been named for: St. Joseph, the patron of a good death.

I had always heard Joe had been injured at work: not burned, but bruised and cut when a heavy brass hose nozzle fell on him. The article revealed what happened next. Through one of the scrapes, an infection set in. After a few days, he developed an ache in one shoulder; two days later, a fever. His wife and the neighborhood doctor struggled for two weeks to take care of him, then flagged down a taxi and drove him fifteen miles to the hospital in my grandparents’ town. He was there one more week, shaking with chills and muttering through hallucinations, and then sinking into a coma as his organs failed. Desperate to save his life, the men from his firehouse lined up to give blood. Nothing worked. He was thirty when he died, in March 1938.

The date is important. Five years after my great-uncle’s death, penicillin changed medicine forever. Infections that had been death sentences—from battlefield wounds, industrial accidents, childbirth—suddenly could be cured in a few days. So when I first read the story of his death, it lit up for me what life must have been like before antibiotics started saving us.
(...)

Leia o artigo na íntegra, aqui: 


This article was written by Maryn McKenna and produced in collaboration with the Food & Environment Reporting Network, an independent, non-profit news organization producing investigative reporting on food, agriculture and environmental health.

Veja os crimes "politicos" dos presos "politicos": meteram a mao na grana, com a little help do guia genial dos povos

Reinaldo Azevedo, 22/11/2013

Pois é… Que José Genoino se recupere plenamente! Até para que possa responder à Justiça pelos crimes do mensalão pelos quais já está condenado — por corrupção ativa (4 anos e 8 meses), pena executada, e formação de quadrilha (2 anos e 3 meses), objeto de embargos infringentes. Só que as coisas não param por aí. Lembram-se dos empréstimos fraudulentos do BMG às empresas de Marcos Valério e ao PT? Pois é. Resultaram na Ação Penal 420. Corria no Supremo. Só que José Genoino, único réu que tinha foro especial por prerrogativa de função, deixou de tê-lo. Então o processo foi enviado para a 4ª Vara Federal de Belo Horizonte. Ocorre que ele voltou a ser deputado, e a ação retornou ao Supremo.
ATENÇÃO! NESSE PROCESSO DO BMG, GENOINO FOI CONDENADO NA PRIMEIRA INSTÂNCIA A QUATRO ANOS DE PRISÃO POR FALSIDADE IDEOLÓGICA. Aliás, esse é o caso em que as digitais de ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva aparecem de modo insofismável. O relator dessa ação no Supremo é o ministro Marco Aurélio. O revisor é Gilmar Mendes.
Se a pena for confirmada pelo Supremo, mesmo que Genoino escape da imputação de quadrilha, sua condenação será superior a oito anos — o que rende, em circunstâncias normais, regime fechado.
O caso BMG
- No dia 17 de fevereiro de 2003, o BMG “emprestou” ao PT R$ 2,4 milhões. José Genoino assinou pelo partido.
- No dia 20 de fevereiro, Marcos Valério levou Ricardo Guimarães, presidente do banco, para um encontro como Palácio do Planalto com… José Dirceu.
- Cinco dias depois dessa reunião, o BMG liberou um empréstimo de R$ 12 milhões, desta vez para uma empresa de Valério. O publicitário confessou depois que era dinheiro para pagar a turma indicada por Delúbio — vale dizer: era dinheiro para o PT.
- Entre o “empréstimo” feito diretamente ao partido e aqueles oficialmente concedidos às empresas de Valério, o BMG repassou ao esquema R$ 43,6 milhões.

Trecho da Ação Penal 420. Olhe o José Dirceu aparecendo ali
E tudo isso por quê? Eis o pulo do gato. Ou do sapo barbudo. Reproduzo uma síntese que foi publicada no site Consulor Jurídico, com base nos dados da Ação Penal 420:
Em 2004, cinco dias após o presidente Lula assinar o Decreto 5.180, que abriu a todos os bancos o mercado de crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS, o BMG pediu oficialmente para entrar nesse mercado. Oito dias depois, recebeu autorização do INSS. Outros dez bancos fizeram pedido igual, na mesma época. Todos levaram pelo menos 40 dias para receber a mesma autorização.
Com condições favoráveis, o BMG operou com pouca concorrência num mercado em que a demanda era abundante. Sua carteira de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS engordou e, três meses depois, o BMG a vendeu à Caixa Econômica Federal por R$ 1 bilhão. O BMG, que já operava com crédito consignado desde 1998, tornou-se um gigante nesse mercado. Fechou o ano de 2004 com lucro de R$ 275 milhões — um crescimento de 205% em relação ao lucro de R$ 90 milhões no ano anterior. No ano seguinte, o lucro foi de R$ 382 milhões.
Àquela altura, o BMG se tornara o 31º banco do país. (Em 2002, antes do governo Lula, o BMG não estava entre as 50 maiores instituições financeiras brasileiras.) No ano passado, o BMG lucrou R$ 583 milhões, comprou outro banco e se tornou o 17º do país em ativos totais. No mês passado, enquanto o Rural se preparava para o julgamento do mensalão no Supremo, o BMG se tornava sócio do Itaú Unibanco, o maior banco da América Latina, cedendo a ele 70% de suas operações no mercado consignado.
Em 2005, após o chamado escândalo do mensalão, o Tribunal de Contas da União examinou a entrada do BMG no mercado de empréstimos consignados do INSS. A Polícia Federal investigou as operações de lavagem de dinheiro do mensalão envolvendo o BMG. O Banco Central analisou a lisura dos empréstimos liberados pelo BMG ao PT e a Marcos Valério. A CPI dos Correios e a Procuradoria-Geral da República centraram-se no nexo entre a concessão desses empréstimos e as vantagens obtidas pelo BMG no crédito consignado do INSS.
De volta a Genoino
Entenda, leitor. O dinheiro do BMG não era bem um empréstimo. Digamos que o banco tinha a grana, o PT tinha seus mensaleiros, e Lula tinha a caneta para autorizar as operações de empréstimos consignados, que permitiram à instituição fazer depois aquele negócio bilionário com a Caixa Econômica Federal.
Aqueles R$ 2,4 milhões que o BMG repassou diretamente ao PT foi tendo o pagamento adiado, adiado, adiado… Genoino e Delúbio passaram a figurar como avalistas e devedores solidários. A Justiça considerou que era outra evidência de fraude porque eles não tinham bens para fazer frente a um eventual calote. A propósito: Delúbio também foi condenado a quatro anos. Se quiser ler a integra da sentença, clique aqui.

Nos dois trechos acima, a condenação de José Genoino

Eis todos condenados pela juíza Camila Franco e Silva Velano com base na do Art. 4°, Caput, da Lei 7492/86 (Lei do Colarinho Branco) Ricardo Annes Guimarães, João Batista Abreu, Márcio Alaôr de Araújo e Flávio Guimarães. Foram condenados por falsidade ideológica José Genuíno Neto, Delúbio Soares De Castro, Marcos Valerio Fernandes de Souza, Ramon Hollerbach Cardoso, Cristiano de Mello Paz e Rogério Lanza Tolentino.

A Italia gastadora e os "ayatollahs" de Bruxelas: seria comico, se nao fosse patetico...

A Italia quer ter o pudim, e comer o pudim. Assim os ingleses resumem essas histórias de pessoas que querem ter todas as vantagens do consumo e da poupança ao mesmo tempo, como se isso fosse possível no mundo real.
Paulo Roberto de Almeida

Italy Rejects E.U. Warnings
The New York Times, November 22, 2013

BRUSSELS — Finance ministers from the euro area pushed Friday for centralized management of the currency bloc even as Italy rebuffed warnings from European Union authorities about their finances.
The tensions over Italy’s budget grew after Enrico Letta, the country’s prime minister, warned Friday that “ayatollahs” in Europe were seeking to promote austerity even though it was killing Italy’s chances of recovery.
The finance ministers’ meeting in Brussels came one week after Olli Rehn, the E.U. commissioner for economic and monetary affairs, warned that Italy and Spain faced debt and deficit problems under their current spending plans for 2014. The main topic on the agenda was whether the verdicts by Mr. Rehn, who has gained authority to review national spending plans, should be followed.
“Some countries may have to do more, and we will discuss all these countries,” said Jeroen Dijsselbloem, the head of the group of ministers from countries using the single currency. “I think part of the process is also that we question each other on what further measures could be taken and about how the ministers assess the risks in their budgets.”
Italy has pushed back hard against Mr. Rehn’s findings and his refusal to grant the country an exemption that would have enabled it to spend additional billions of euros already included in its budget for next year, saying that he failed to take into account revenue from privatizations and a spending review.
Mr. Rehn dryly rebutted Mr. Letta’s “ayatollahs” comment, rejecting any suggestion he was too tough on Italy. “I trust Mr. Letta meant the negotiations on the Iranian nuclear program,” Mr. Rehn said in an interview Friday with the Finnish broadcaster Yle. “It is very important that all E.U. member states, including Italy, aim at the stability of their public finances.”
Fabrizio Saccomanni, the Italian minister of economy and finance, reiterated Friday that his country’s budget would not need to be modified to comply with the commission’s recommendations. In recent days, Spain has also said the warnings from Mr. Rehn were overdone.
The meeting of the finance ministers was part of a newly introduced process in Europe of vetting budgets of euro area members before they are approved by national parliaments.
European Union states agreed to the new system seeking to do a better job enforcing rules on deficits that were flouted during the past decade by major countries, including Germany. Those lapses were widely seen as setting a bad example to Greece and others that had far more vulnerable economies.
“For European insiders, today’s Eurogroup meeting is historic as it marks the next step of the first implementation of the euro zone’s new fiscal surveillance framework,” said Carsten Brzeski, a senior economist in Brussels for ING Bank. Even so, the commission was being “very cautious in using its newly won powers.”
Mr. Brzeski was referring to Mr. Rehn’s decision earlier this month not to require Italy, Spain or any other country to revise their budget plans.
Concerns about Italy and Spain come amid scant signs that market stability in Europe over the past year is translating into a solid and sustained economic recovery. The euro zone emerged from recession in the second quarter of this year, but growth has since been barely perceptible.
There are also growing concerns about France, which has the second-biggest economy in the euro area. The French economy contracted 0.1 percent in the July to September period, disappointing hopes for a sustained recovery just months after the country broke out of a shallow recession.
Pierre Moscovici, the French finance minister, said Friday that his country was pursuing a vigorous economic policy that would promote growth and allow France to meet an E.U.-mandated target for a budget deficit of less than 3 percent in 2015.
Mr. Moscovici also said meetings of euro area ministers needed a permanent, long-term president — rather than a part-time chairman like Mr. Dijsselbloem — as another step toward formalizing and enhancing management of the currency bloc.

“We have to improve the governance of the euro zone,” said Mr. Moscovici, who noted that the move to appoint a full-time head for the euro zone meetings already had the support of Italian and German leaders.

A nova classe: a Nomenklatura do partido totalitario do Brasil:privilegios sem fim

Os petralhas, aqueles que negam corrupção no partido mais corrupto do Brasil, em todas as épocas da história do Brasil, reunidas e acumuladas, continuam acumulando malversações, como revelado neste blog do jornalista José Pedriali: Política e outra perdas de tempo.
Paulo Roberto de Almeida

André Vargas e o assessor-cabide

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Na foto ao alto, um turboélice da Força Aérea destacado para transportar o passageiro ilustre de Londrina para Brasília.
O passageiro ilustre é o segundo, a partir da direita, na foto do meio, a caminho do avião.
É o deputado federal André Vargas, que iniciou a carreira levando mensagens e trazendo incentivos aos chefes petistas e projetou-se no partido ao organizar a rede de “guerrilheiros virtuais”, que age como uma polícia política, cuja missão principal é difamar os inimigos (o PT não tem adversário, tem inimigo).
O PT a chama de MAV – Militância em Ambientes Virtuais. O nome mais apropriado, no entanto, seria Pestapo – Patrulha Especial de Truculência Aos que Protestam contra a OniPoTência.
As fotos foram feitas segunda-feira passada, quando Vargas assumiu por algumas horas a presidência da Câmara.
Ganhou avião, paparico da tripulação (foto mais abaixo) e até porta-terno (na foto intermediária, o último elemento da direita).
Porta-terno ou assessor-cabide: Vargas poderia requerer a patente de mais esta função, que contribui – decisivamente – para ampliar a oferta, como nunca antes na história, de emprego neste país.
  • por: José Pedriali
  • Postado em: 18 de novembro de 2013 às 17:02

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