sábado, 21 de dezembro de 2013

Companheiros combatem seriamente o desemprego, deles mesmos - Augusto Nunes

Correto, Mateus: primeiro os teus...
Paulo Roberto de Almeida

Augusto Nunes, 20/12/2013

Que Bolsa Família, que nada: nenhum programa assistencial deu tão certo quanto o Desemprego Zero para a Companheirada, informa o balanço do projeto concebido em 2003 para garantir um bom salário mensal a todo brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores. O sucesso foi tão extraordinário que, passados 11 anos, o petista desempregado sumiu. Ou é uma espécie extinta ou se tornou invisível. Faz tempo que busco em vão enxergar remanescentes da tribo. Não conheço nenhum. Nem sei de alguém que conheça.
A filiação ao PT dispensa o companheiro do aflitivo garimpo de vagas no mercado de trabalho. O emprego vem junto com a carteirinha de filiado (à disposição dos interessados por módicos R$3,50). Basta a exibição do documento para que o portador dê um jeito na vida e um fim nas inquietações financeiras. Sem concursos, exames ou avaliações de qualquer gênero, porque o currículo dos novos servidores da nação é irrelevante. Sejam gênios da raça ou cretinos fundamentais, doutores de verdade ou doutoras dilmas, primeiros da classe ou ignorantes sem cura, há sempre lugar para mais alguns no mamute estatal.
Eles mordem o dinheiro dos pagadores de impostos no Planalto, no Congresso, no Judiciário, nos ministérios, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica, na Petrobras, no pré-sal, na empresa que promete parir um trem-bala, nas agências reguladoras, nas administrações estaduais, nas prefeituras, nas ONGs exploradas por comparsas, nos blogs estatizados, nos Correios, nos aeroportos, no Ibama, no Incra ─ os roedores dos cofres públicos estão por toda parte. Nem o mais remoto cafundó do Estado-patrâo escapou do aparelhamento indecente, repulsivo, criminoso.
O IBGE acaba de informar que, em novembro, os desempregados na Grande São Paulo somavam cerca de 1 milhão. É provável que muitos votem no PT. Mas não existe nessa imensidão de brasileiros um único e escasso petista de carteirinha. É compreensível que a hipótese da derrota de Dilma Rousseff em outubro de 2014 tire o sono, o que resta de pudor e o pouco juízo dos ineptos assombrados pela demissão. Perder a eleição é muito ruim. Perder o salário é um pesadelo, principalmente quando não se tem para onde ir.

Como Lula em 2006 e a atual presidente em 2010, Dilma não vai apenas liderar uma campanha eleitoral. Vai sobretudo comandar uma guerra contra o desemprego no PT. É mais que uma batalha eleitoral. É uma luta pela sobrevivência.

Carga fiscal aumenta mesmo com crescimento baixo: voracidade do Estado nao tem limites

Carga tributária cresce pelo 3º ano seguido e chega a 35,85% do PIB

Dado divulgado nesta sexta-feira pela Receita Federal é referente a 2012; arrecadação cresceu mais que a economia no ano passado


20 de dezembro de 2013 | 17h 17
Ayr Aliski, da Agência Estado, e Economia & Negócios
BRASÍLIA - A carga tributária bruta em 2012 foi de 35,85% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 35,31% em 2011. Trata-se da terceira alta seguida (veja o gráfico acima). O dado foi divulgado nesta sexta-feira, 20, pela Receita Federal. Já a carga tributária líquida foi de 19,82% no ano passado, ante 20,17% em 2011.
Segundo explica a Receita, a alta de 0,54 ponto porcentual na carga tributária bruta de 2012 em relação a 2011 resulta da combinação dos crescimentos, em termos reais, de 1,0% do PIB e de 2,44% da arrecadação tributária nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal). A Receita Tributária total do ano passado foi de R$ 1,574 trilhão, frente a um PIB de R$ 4,392 trilhão. De todo esse conjunto, fatia de 69,05% ficou com a União (R$ 1,087 trilhão); parcela de 25,16% foi para os Estados (R$ 396 bilhões); e 5,79%, com os municípios (R$ 91 bilhões).
A Secretaria de Política Econômica, por sua vez, informa que a carga tributária líquida de 2012 foi de 19,82%; ante 20,17% em 2011. "Esta queda, explicada pelo fato das transferências (TAPS) terem crescimento mais que a carga tributária bruta, se deve principalmente à ampliação da rede de proteção social no Brasil, que inclui a política de valorização do salário mínimo,que elevou o seu valor em 14,1% em 2012 em relação a 2011, e a ampliação da cobertura dos programas sociais", cita nota da SPE sobre o tema.
A carga tributária líquida é definida como o valor da totalidade dos impostos, taxas e contribuições arrecadadas pelo governo, deduzido dos subsídios ao setor privado e das transferências previdenciárias, assistenciais e subsídios, efetuadas pelo governo às famílias e às instituições privadas sem fins lucrativos, explica a Secretaria de Política Econômica. As transferências para a Previdência e Assistência Social e Subsídios (TAPS) em 2012 representaram 16,03% do PIB, ante 15,14% em 2011.

Economia brasileira: companheiros continuam asfixiando, sufocando oempresariado...

... com seu instrumento fascista por excelência.
Paulo Roberto de Almeida 

Carga tributária bruta em 2012 foi 35,85% do PIB

A alta se deve à combinação dos crescimentos do PIB e da arrecadação tributária nos três níveis de governo

Produção de cédulas de notas de 20 reais na Casa da Moeda no Rio de Janeiro
A carga tributária líquida é definida como o valor da totalidade dos impostos, taxas e contribuições arrecadadas pelo governo (Marcelo Sayão/EFE)
A carga tributária bruta em 2012 foi de 35,85% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 35,31% em 2011. O dado foi divulgado nesta sexta-feira pela Receita Federal. Já a carga tributária líquida foi de 19,82% no ano passado, ante 20,17% em 2011.
Segundo explica a Receita, a alta de 0,54 ponto porcentual na carga tributária bruta de 2012 em relação a 2011 resulta da combinação dos crescimentos, em termos reais, de 1,0% do PIB e de 2,44% da arrecadação tributária nos três níveis de governo (municipal, estadual e federal). A Receita Tributária total do ano passado foi de 1,574 trilhão de reais, frente a um PIB de 4,392 trilhão. De todo esse conjunto, uma fatia de 69,05% ficou com a União (1,087 trilhão de reais); uma parcela de 25,16% foi para os Estados (396 bilhões); e 5,79%, com os municípios (91 bilhões).
"Esta queda, explicada pelo fato das transferências (TAPS) terem crescimento mais que a carga tributária bruta, se deve principalmente à ampliação da rede de proteção social no Brasil, que inclui a política de valorização do salário mínimo, que elevou o seu valor em 14,1% em 2012 em relação a 2011, e a ampliação da cobertura dos programas sociais", cita nota da SPE sobre o tema.
A carga tributária líquida é definida como o valor da totalidade dos impostos, taxas e contribuições arrecadadas pelo governo, deduzido dos subsídios ao setor privado e das transferências previdenciárias, assistenciais e subsídios, efetuadas pelo governo às famílias e às instituições privadas sem fins lucrativos, explica a Secretaria de Política Econômica. As transferências para a Previdência e Assistência Social e Subsídios (TAPS) em 2012 representaram 16,03% do PIB, ante 15,14% em 2011.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Drogas, sexo e... tango!: Aprovechen hermanos!

A Argentina, dos malucos peronistas, já aprovou três ou quatro congelamentos de preços neste ano da (des)graça de 2013, sempre para, supostamente, combater a inflação, que insiste em mostrar a cabeça, tronco e as quatro patas, a desgraçada.
Pois bem, neste último congelamento, segundo li na imprensa e ouvi na rádio, entre os 180 itens que tiveram seus preços tabelados e inamovíveis até março de 2014, todos de absoluta necessidade para a vida diária (e noturna também), figuram camisinhas de latex (não especificaram a marca, tipo, cor, textura ou sabor), e se supõe que sejam realmente itens de primeira necessidade, absolutamente indispensáveis na vida diária (em grande medida noturna, suponho).
Sortudos argentinos: vão poder fazer amor mais baratinho por pelo menos três meses, mas não tenho certeza: a primeira coisa que ocorre nesse tipo de medida idiota é a busca frenética e depois a ruptura de estoques, seguida de mercado negro e penúria, neste caso perigosa, pois o barato pode acabar saindo caro, no médio ou no longo prazo.
Por isso, divirtam-se argentinos, enquanto podem; depois, tudo ficará mais caro ou será impossível encontrar. 
Aos estoques hermanos, de todos los sexos. 
Atenção à Aids: sexo seguro é sempre melhor, mas não sei se com os peronistas isso é possível...
Paulo Roberto de Almeida 
Trata-se do terceiro congelamento anunciado em 2013 para tentar frear a aceleração da inflação, que já acumula alta anual de quase 27%, conforme estimativas de institutos privados

Paraguai, o rato que ruge, e o Mercosul que mia

América Latina

Paraguai volta ao Mercosul sem acatar todos os protocolos

País não irá respeitar o acordo de Ushuaia II, que estipula sanções no "caso de ruptura da ordem democrática" entre integrantes do bloco

Horacio Cartes, presidente do Paraguai
Horacio Cartes, presidente do Paraguai (Andrés Cristaldo/EFE)
O governo do Paraguai esclareceu nesta quinta-feira que o regresso do país ao Mercosul não implica na aceitação do que foi decidido durante sua ausência do bloco. "O Paraguai se reserva alguns direitos, como ignorar a vigência do Protocolo de Ushuaia II", destacou o texto da chancelaria de Assunção. O Protocolo de Ushuaia II, firmado no dia 20 de dezembro de 2011 na Cúpula de Montevidéu, se refere à aplicação de sanções no "caso de ruptura ou ameaça da ordem democrática" entre os integrantes do bloco.
Tais sanções podem suspender o direito de participar de distintos órgãos do Mercosul no processo de integração, como o fechamento das fronteiras, limitação do tráfego aéreo e marítimo, suspensão das comunicações e fornecimento de energia, e sanções políticas e diplomáticas. O Paraguai firmou o tratado Ushuaia I, a chamada Cláusula Democrática do Mercosul, que determina a exclusão do bloco do país que viole a ordem democrática.

Leia também
Senado do Paraguai aprova entrada da Venezuela no Mercosul

Dilma recebe Cartes e defende volta do Paraguai ao Mercosul
Na cúpula de junho de 2012, três integrantes do Mercosul: Brasil, Argentina e Uruguai decidiramsuspender o Paraguai, o quarto sócio pleno do grupo, devido ao impeachment relâmpago do presidente Fernando Lugo, e imediatamente depois a Venezuela foi incorporada.
O ingresso da Venezuela no bloco estava exatamente bloqueado pela falta de aprovação do Senado paraguaio, uma condição prevista nos estatutos do Mercosul. Em 18 de dezembro passado, a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou, de forma definitiva, oprotocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul, retirando também uma declaração de "persona non grata" que mantinha desde 2012 contra o atual presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
(Com agência France-Presse)

"Querida: encolheram o meu salario!" - Chefe da quadrilha tem de darcalote nas cinco ex-mulheres...

Pois é: com toda essa perseguição do politicamente correto, mesmo entre juízes complacentes (e coniventes), não vai dar para pagar todas as ex-mulheres, mais vinhos, charutos, advogados, hoteis-resorts, enfim, essas coisas simples da vida.
Ser perseguido deve ser terrível, sobretudo para quem tem vocação de Stalin...
Mas se ele for bom bibliotecário, posso pensar em contratá-lo para organizar os meus livros, que estão uma bagunça. Não tenho nada dele, mas alguns marxistas, isso tenho.
Paulo Roberto de Almeida 

Mensalão

Dirceu receberá R$ 2.100 para trabalhar em escritório 

O mensaleiro será responsável pela organização e manutenção de biblioteca jurídica. Pedido de emprego ainda será analisado pela Justiça

O ex-ministro José Dirceu em 2012
O ex-ministro José Dirceu em 2012 ( Lúcio Tavora/A Tarde/AE)
José Dirceu tem uma nova proposta de trabalho. O ex-ministro da Casa Civil, apontado comolíder do esquema do mensalão, recebeu proposta de trabalho, e aceitou. Dessa vez o empregador de Dirceu será o escritório José Gerardo Grossi de Advocacia. O salário oferecido dessa vez será de 2.100 reais, quase dez vezes menos do que a proposta anterior oferecida ao mensaleiro pelo Saint Peter Hotel, em Brasília, que era de 20.000 reais mensais.
A oferta de emprego foi apresentada por escrito pelo próprio Grossi, em carta ao criminalista José Luís Oliveira Lima, advogado de Dirceu. Grossi, de 81 anos, informa na proposta de trabalho que o ex-ministro "se encarregará da organização e manutenção da biblioteca jurídica, da eventual pesquisa de jurisprudência e de colaboração na parte administrativa". O horário de trabalho é das 8 às 18 horas. A oferta de emprego foi entregue à Vara de Execuções Penais nesta quinta-feira.
Caso a Justiça aprove o pedido, Dirceu dará expediente no Setor Bancário Sul em Brasília. A correspondência de Grossi foi anexada à petição que Oliveira Lima entregou à Justiça, por meio da qual requer "autorização para exercício de trabalho externo" em favor de Dirceu. No requerimento, Oliveira Lima e Dall'Acqua, advogados que defendem o mensaleiro, pedem que seja concedida prioridade no trâmite da execução penal do ex-ministro.
Clientes e amigos - O escritório de advocacia que ofereceu trabalho ao mensaleiro não o afastará do convívio com os antigos colegas e amigos do governo. Entre os clientes atendidos pelo escritório estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Semiaberto - O argumento de Oliveira Lima e de seu colega, Rodrigo Dall'Acqua, que defendem o ex-ministro, é que ele cumpre pena de 7 anos e 11 meses pelo crime de corrupção ativa. Essa pena garantiria ao réu regime semiaberto e a possibilidade de realizar trabalhos externos ao presídio da Papuda, onde ele está encarcerado. A outra acusação que pesa contra Dirceu, pelo crime de quadrilha, é alvo de recurso ainda pendente de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal que deverá ser julgado apenas no segundo semestre de 2014.
Concierge barrado - A proposta para que Dirceu exercesse a função de gerente administrativo no Saint Peter naufragou no dia 5 de dezembro, depois de uma série de denúncias veiculadas na imprensa sobre a existência de um laranja residente no Panamá na constituição societária do hotel. A defesa anunciou a desistência "tendo em vista o linchamento midiático instalado contra José Dirceu".

The Economist e uma Primeira Guerra para a atualidade

The first world war: Look back with angst

A century on, there are uncomfortable parallels with the era that led to the outbreak of the first world war

The Economist, December 20. 2013

AS NEW YEAR approached a century ago, most people in the West looked forward to 1914 with optimism. The hundred years since the Battle of Waterloo had not been entirely free of disaster—there had been a horrific civil war in America, some regional scraps in Asia, the Franco-Prussian war and the occasional colonial calamity. But continental peace had prevailed. Globalisation and new technology—the telephone, the steamship, the train—had knitted the world together. John Maynard Keynes has a wonderful image of a Londoner of the time, “sipping his morning tea in bed” and ordering “the various products of the whole earth” to his door, much as he might today from Amazon—and regarding this state of affairs as “normal, certain and permanent, except in the direction of further improvement”. The Londoner might well have had by his bedside table a copy of Norman Angell’s “The Great Illusion”, which laid out the argument that Europe’s economies were so integrated that war was futile.

Yet within a year, the world was embroiled in a most horrific war. It cost 9m lives—and many times that number if you take in the various geopolitical tragedies it left in its wake, from the creation of Soviet Russia to the too-casual redrawing of Middle Eastern borders and the rise of Hitler. From being a friend of freedom, technology became an agent of brutality, slaughtering and enslaving people on a terrifying scale. Barriers shot up around the world, especially during the Great Depression of the 1930s. The globalisation that Keynes’s Londoner enjoyed only really began again in 1945—or, some would argue, in the 1990s, when eastern Europe was set free and Deng Xiaoping’s reforms began bearing fruit in China.

The driving force behind the catastrophe that befell the world a century ago was Germany, which was looking for an excuse for a war that would allow it to dominate Europe. Yet complacency was also to blame. Too many people, in London, Paris and elsewhere, believed that because Britain and Germany were each other’s biggest trading partners after America and there was therefore no economic logic behind the conflict, war would not happen. As Keynes put it, “The projects and politics of militarism and imperialism, of racial and cultural rivalries, of monopolies, restrictions and exclusion, which were to play the serpent to this paradise, were little more than the amusements of [the Londoner’s]…daily newspaper.”

Playing your role
Humanity can learn from its mistakes, as shown by the response to the economic crisis, which was shaped by a determination to avoid the mistakes that led to the Depression. The memory of the horrors unleashed a century ago makes leaders less likely to stumble into war today. So does the explosive power of a modern conflagration: the threat of a nuclear holocaust is a powerful brake on the reckless escalation that dispatched a generation of young men into the trenches.

Yet the parallels remain troubling. The United States is Britain, the superpower on the wane, unable to guarantee global security. Its main trading partner, China, plays the part of Germany, a new economic power bristling with nationalist indignation and building up its armed forces rapidly. Modern Japan is France, an ally of the retreating hegemon and a declining regional power. The parallels are not exact—China lacks the Kaiser’s territorial ambitions and America’s defence budget is far more impressive than imperial Britain’s—but they are close enough for the world to be on its guard.

Which, by and large, it is not. The most troubling similarity between 1914 and now is complacency. Businesspeople today are like businesspeople then: too busy making money to notice the serpents flickering at the bottom of their trading screens. Politicians are playing with nationalism just as they did 100 years ago. China’s leaders whip up Japanophobia, using it as cover for economic reforms, while Shinzo Abe stirs Japanese nationalism for similar reasons. India may next year elect Narendra Modi, a Hindu nationalist who refuses to atone for a pogrom against Muslims in the state he runs and who would have his finger on the button of a potential nuclear conflict with his Muslim neighbours in Pakistan. Vladimir Putin has been content to watch Syria rip itself apart. And the European Union, which came together in reaction to the bloodshed of the 20th century, is looking more fractious and riven by incipient nationalism than at any point since its formation.

I have drunk and seen the spider
Two precautions would help prevent any of these flashpoints sparking a conflagration. One is a system for minimising the threat from potential dangers. Nobody is quite clear what will happen when North Korea implodes, but America and China need to plan ahead if they are to safeguard its nuclear programme without antagonising each other. China is playing an elaborately dangerous game of “chicken” around its littoral with its neighbours. Eventually, somebody is bound to crash into somebody else—and there is as yet no system for dealing with it. A code of maritime conduct for the area is needed.

The second precaution that would make the world safer is a more active American foreign policy. Despite forging an interim nuclear agreement with Iran, Barack Obama has pulled back in the Middle East—witness his unwillingness to use force in Syria. He has also done little to bring the new emerging giants—India, Indonesia, Brazil and, above all, China—into the global system. This betrays both a lack of ambition and an ignorance of history. Thanks to its military, economic and soft power, America is still indispensable, particularly in dealing with threats like climate change and terror, which cross borders. But unless America behaves as a leader and the guarantor of the world order, it will be inviting regional powers to test their strength by bullying neighbouring countries.

The chances are that none of the world’s present dangers will lead to anything that compares to the horrors of 1914. Madness, whether motivated by race, religion or tribe, usually gives ground to rational self-interest. But when it triumphs, it leads to carnage, so to assume that reason will prevail is to be culpably complacent. That is the lesson of a century ago.

Diplomatas e a moderna escravidao: India vs EUA


Fury in India Over Diplomat’s Arrest in New York

Public flag burnings. The removal of security barriers around the United States Embassy in New Delhi. Diplomatic overtures amid talks of sanctions.
The outrage was remarkable, not merely for its proportion, but also for what provoked it: the arrest of an Indian diplomat in Manhattan last week on charges that she fraudulently obtained a work visa for her housekeeper, forced her to work longer hours than agreed to and paid her far less than the minimum wage.
Much of the furor over the arrest of the diplomat, Devyani Khobragade, the deputy consul general in New York, stemmed from reports of her treatment in custody.
Indian officials have been quoted as saying she was arrested and handcuffed as she was leaving her daughter at school, and the Indian news media have run accounts saying she was strip-searched and cavity-searched, and then held with drug addicts before her release on $250,000 bail.

Devyani Khobragade
REUTERS

The latest development in the case came as American officials expressed concern that relatives of the victim, Sangeeta Richard, might be subjected to intimidation in India, where they lived.
Preet Bharara, the United States attorney in Manhattan, whose office is prosecuting Ms. Khobragade, said in a written statement on Wednesday that it became necessary to “evacuate” the victim’s family, which has been brought to the United States. He said the family “reportedly was confronted in numerous ways regarding this case.”
The State Department on Thursday confirmed, without offering details, that the government had “taken steps to reunite” the family and was aware of “allegations that the family was intimidated in India.”
A person close to Ms. Richard’s family described several episodes that frightened family members. In one case, Ms. Richard’s husband, while bicycling with one of his children, was confronted by a man with a gun who demanded that his wife return home.
Ms. Richard’s husband said he had been called more than once by Ms. Khobragade’s father, who asked him to make his wife return to India, the person said. Yet another time, Ms. Richard’s husband was interrogated by the police in India about his wife’s whereabouts in the United States.
Ms. Khobragade’s lawyer, Daniel N. Arshack, said he had no information concerning Ms. Khobragade’s father. Mr. Arshack called the charges against Ms. Khobragade “false and baseless,” and said she would plead not guilty and was protected from prosecution “by virtue of her diplomatic status.”
“This entire prosecution represents a significant error in judgment and an embarrassing failure of U.S. international protocol,” Mr. Arshack said, adding that he hoped the matter would be resolved promptly.
Mr. Arshack also disputed Mr. Bharara’s characterization that legal action had been brought in India against Ms. Richard, “attempting to silence her.” Mr. Arshack said his client, who had initiated the legal action there, did so in response to a legal complaint Mr. Richard filed about his wife’s treatment and then withdrew. A Delhi high court then ordered that Ms. Richard not take legal action against Ms. Khobragade outside of India.
In India, the furor over Ms. Khobragade’s arrest continued to grow on Thursday, dominating India’s political discussion despite an expression of regret by Secretary of State John Kerry.
“How would the U.S. react if one of their diplomats were subjected to this treatment in India?” said Ravi Sankar Prasad, a spokesman for the Bharatiya Janata Party, the main opposition party in India.
The prosecutor, Mr. Bharara, dismissed such complaints on Wednesday and said Ms. Khobragade was discreetly detained and afforded courtesies “beyond” those accorded United States citizens. He also said she was “fully searched by a female deputy marshal” in a private setting, the standard procedure.
Mr. Bharara’s statements were widely criticized in India, and Foreign Minister Salman Khurshid said he would ignore them and demanded the immediate dismissal of all charges against Ms. Khobragade.
“We are not convinced there is a legitimate legal ground for pursuing this case,” he said. “The worst that can be said about her is that she did not comply with the amounts that were supposed to be paid under your law. I don’t think that justifies treating her like a common criminal.”
From November 2012 until about this past June, the complaint said, Ms. Richard worked for Ms. Khobragade “far more than 40 hours a week” and was paid about $3.30 an hour, despite a contract that stated a higher rate.
Ms. Richard’s lawyer, Dana Sussman of Safe Horizon, a victim services agency, said on Thursday: “My client is frustrated with how the media has portrayed this story and the response from the Indian government. The victim in this case is not the criminal defendant. The victim is the person who worked incredibly long hours and was severely underpaid.”
Ms. Khobragade is the third Indian diplomat stationed in New York City in recent years to be accused of exploiting a domestic worker. Domestic servants in India routinely work from dawn to dusk and six or seven days a week for minuscule wages. Their presence is ubiquitous in Indian middle-class homes.
Asked why Indian diplomats seem to run afoul of United States wage-and-hour laws, Mr. Khurshid said that India might not pay its diplomats as much as United States diplomats were paid.
“We try to ensure that they have enough to serve with dignity,” Mr. Khurshid said. “If there is a problem with your law and our settled wage scales, that’s something we need to talk about with your government.”
Benjamin Weiser reported from New York, and Gardiner Harris from New Delhi. Hari Kumar and Malavika Vyawahare contributed reporting from New Delhi, and Neha Thirani Bagri from Mumbai.

Brasil: annus horribilis em comercio exterior - Mansueto Almeida

2013? Ainda não.
2014? Certamente...
Paulo Roberto de Almeida 

Saldo da Balança Comercial em 2014: projeções

by mansueto, 19/12/2013
Desde o ano passado muita gente errou nas previsões. Quem deu muito peso ao passado recente dos indicadores, esperava uma melhora significativa do crescimento em decorrência dos estímulos que o governo deu ao longo de 2012. O Credit Suisse, que ficou muito perto de acertar o baixo crescimento do PIB de 2011, no início deste ano esperava um crescimento do PIB de 4%, ante a média de 3% esperada pelo mercado, e o Bradesco e a LCA consultores apostavam em crescimento de 3,5% em 2013.
Algumas consultorias colocavam que a chance de o Brasil crescer 2,5% ,em  2013, como o cenário pessimista que tinha uma baixa probabilidade de ocorrer: 25%. O mais provável era um crescimento perto ou acima 3%. Por que todo mundo errou? Porque todo mundo supervalorizou as medidas de estimulo à demanda e os modelos que olhavam para o passado indicavam um maior crescimento fruto dessas medidas.
Em 2012, um dos economistas mais pessimistas sobre o crescimento do PIB era o Alexandre Schwartzman que fazia uma conta simples sem se basear em modelos: PIB iria crescer este ano perto de 3% que seria uma combinação do crescimento da força de trabalho com o aumento da produtividade.
Ao que parece, houve uma “quebra estrutural” na nossa economia. O crescimento menor (média de 2% ao ano) no governo Dilma não decorre de problemas do lado da demanda, mas problemas do lado da oferta que reduziram o crescimento do PIB potencial. Assim, a aposta do mercado agora é que literalmente estamos presos em uma trajetória de baixo crescimento – algo em torno de 2,5% ao ano.
As projeções que me chegam as mãos são em geral pessimistas, mas há uma enorme variância em relação a alguns indicadores específicos. Em especial, entra nesse rol as projeções para o saldo da balança comercial, em 2014.
O IBRE-FGV aposta em uma saldo de US$ 5 bilhões. A CNI aposta em um número maior: US$ 9 bilhões. O Credit Suisse aposta em US$ 13 bilhões e outros trabalham com um saldo ainda maior: US$ 16 bilhões. A mediana do mercado é um saldo da balança comercial, em 2014, de US$ 7,8 bilhões para uma taxa de câmbio (R$/US$) em torno de 2,40.
No próximo ano, teremos elevada volatilidade da taxa de câmbio, mais um ano seguido de déficit no balanço de pagamentos e uma conta corrente deficitária em torno de 3,5% do PIB ou um pouco menos. Mas está difícil fazer projeções e mesmos o cenário mais otimista é pior do que o cenário pessimista do início do ano.
O Brasil hoje é pior do que há dez anos? Claro que não. É muito melhor. Não há como ganhar dinheiro no Brasil? claro que há excelentes oportunidades de investimentos em setores e empresas que crescerão muito acima da média. Mas estamos preso em um equilíbrio medíocre:  crescimento do PIB perto de 2,5% ao ano, déficit em conta corrente entre 3% e 3,5% do PIB, tendência de aumento do gasto público, queda adicional do resultado primário e crescimento da divida publica. E para piorar a expectativa do mercado é que a inflação fica próxima a 6% ao ano, ajudada pelo controle dos preços administrados.
Em resumo, o cenário econômico piorou e as pessoas no mercado que sabem ganhar dinheiro confirmam esse cenário. Não será fácil sair desse imbróglio com o tipo de medida que adotamos nos últimos três anos. Ao que parece, com exceção da taxa de desemprego, todos os indicadores e projeções econômicas pioraram.
A dúvida que fica é se tudo isso ainda vaio piorar ainda mais. Aqui os economistas se dividem. mas posso garantir pelas reuniões que tive nas últimas semanas é que mesmo um grupo de economistas que conversa com o ex-presidente Lula e que participou do seu governo não anda otimista. Até esse grupo tem dúvidas da "curva de reação" da equipe econômica.
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Confirmando as projeções pessimistas, economistas de bancos rebaixam todos os indicadores...

Brasil
Deutsche Bank
Para el 2014, el banco rebajó la expansión prevista de Brasil a un 1,9% desde el 2,1% estimado previamente. La firma citó las tasas de interés en alza, la desaceleración del empleo, el espacio limitado para el estímulo fiscal, la fuerte intervención en la economía y la incertidumbre política.

Nomura Securities
En general, la opinión local sigue siendo bastante negativa pese a que vemos señales recientes de mejoría en la política. El pesimismo contempla la economía y, más importante, cómo la dinámica de la política electoral condicionará a la política monetaria.
Las expectativas para el 2014 se concentran en un rango estrecho: un crecimiento de 1,5%-2%; una inflación Ipca de 5,8%-6,2%.
La relativa inacción de política debido a las próximas elecciones e impulsores negativos de la demanda agregada cíclica se encuentran detrás de las expectativas pesimistas: la política monetaria se está endureciendo y eso se sentirá mayormente en 2014; temores de una rebaja en la calificación restringirán la política fiscal, las condiciones financieras se han endurecido y los bancos del sector público están recortando el préstamo.
Sólo la demanda externa, vía crecimiento global, sería más positiva, pero la mayoría piensa que será insuficiente para contrarrestar los factores negativos.

Citi FX Wire
El gobernador del Banco Central, Alexandre Tombini, anunció que esta semana se conocerán los detalles del programa de intervención para el próximo año. El anuncio debe hacerse antes de fin de año, cuando expira el viejo programa, con el objetivo de evitar volatilidad. Pero el encuentro de la Reserva Federal (FED) en diciembre también es un factor para el esperado anuncio.

Barclays
El banco proyecta que el real caerá a 2,45 por dólar para fines del 2014, comparado con un cierre del año en curso en 2,35. Pero advierte que el nivel de 2,45 podría ponerse a prueba ante el “escenario adverso” global y local, que plantea el riesgo de una nueva ronda de depreciación cambiaria.

Eurasia
La consultora cree que dos eventos podrían alentar al gobierno a ser más “coherente” antes de las elecciones del 2014 para reforzar su credibilidad financiera: una potencial rebaja de la nota por parte de Standard & Poor’s o un posible fallo de la Corte Suprema contra los bancos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Uruguay: country of the year! Felicitaciones, by The Economist

The Economist’s country of the year: Earth’s got talent

Resilient Ireland, booming South Sudan, tumultuous Turkey: our country of the year is…

HUMAN life isn’t all bad, but it sometimes feels that way. Good news is no news: the headlines mostly tell of strife and bail-outs, failure and folly.

Yet, like every year, 2013 has witnessed glory as well as calamity. When the time comes for year-end accountings, both the accomplishments and the cock-ups tend to be judged the offspring of lone egomaniacs or saints, rather than the joint efforts that characterise most human endeavour. To redress the balance from the individual to the collective, and from gloom to cheer, The Economist has decided, for the first time, to nominate a country of the year.

But how to choose it? Readers might expect our materialistic outlook to point us to simple measures of economic performance, but they can be misleading. Focusing on GDP growth would lead us to opt for South Sudan, which will probably notch up a stonking 30% increase in 2013—more the consequence of a 55% drop the previous year, caused by the closure of its only oil pipeline as a result of its divorce from Sudan, than a reason for optimism about a troubled land. Or we might choose a nation that has endured economic trials and lived to tell the tale. Ireland has come through its bail-out and cuts with exemplary fortitude and calm; Estonia has the lowest level of debt in the European Union. But we worry that this econometric method would confirm the worst caricatures of us as flint-hearted number-crunchers; and not every triumph shows up in a country’s balance of payments.

Another problem is whether to evaluate governments or their people. In some cases their merits are inversely proportional: consider Ukraine, with its thuggish president, Viktor Yanukovych, and its plucky citizens, freezing for democracy in the streets of Kiev, even though nine years ago they went to the trouble of having a revolution to keep the same man out of office. Or remember Turkey, where tens of thousands protested against the creeping autocracy and Islamism of Recep Tayyip Erdogan, the prime minister-cum-sultan. Alas, neither movement has yet been all that successful.

Definitional questions creep in, too. One possible candidate, Somaliland, has kept both piracy and Islamic extremism at bay, yet on most reckonings it is not a country at all, rather a renegade province of Somalia—which has struggled to contain either. As well as countries yet to be, we might celebrate one that could soon disintegrate: the United Kingdom, which hasn’t fared too badly, all things considered, since coming into being in 1707, but could fracture in 2014 should the Scots be foolhardy enough to vote for secession.

And the winner is
When other publications conduct this sort of exercise, but for individuals, they generally reward impact rather than virtue. Thus they end up nominating the likes of Vladimir Putin, Ayatollah Khomeini or, in 1938, Adolf Hitler. Adapting that realpolitikal rationale, we might choose Bashar Assad’s Syria, from which millions of benighted refugees have now been scattered to freezing camps across the Levant. If we were swayed by influence per head of population, we might plump for the Senkaku (or Diaoyu) islands, the clutch of barren rocks in the East China Sea that have periodically threatened to incite a third world war—though that might imply their independence, leading both China and Japan to invade us. Alternatively, applying the Hippocratic principle to statecraft, we might suggest a country from which no reports of harm or excitement have emanated. Kiribati seems to have had a quiet year.

But the accomplishments that most deserve commendation, we think, are path-breaking reforms that do not merely improve a single nation but, if emulated, might benefit the world. Gay marriage is one such border-crossing policy, which has increased the global sum of human happiness at no financial cost. Several countries have implemented it in 2013—including Uruguay, which also, uniquely, passed a law to legalise and regulate the production, sale and consumption of cannabis. This is a change so obviously sensible, squeezing out the crooks and allowing the authorities to concentrate on graver crimes, that no other country has made it. If others followed suit, and other narcotics were included, the damage such drugs wreak on the world would be drastically reduced.

Better yet, the man at the top, President José Mujica, is admirably self-effacing. With unusual frankness for a politician, he referred to the new law as an experiment. He lives in a humble cottage, drives himself to work in a Volkswagen Beetle and flies economy class. Modest yet bold, liberal and fun-loving, Uruguay is our country of the year. ¡Felicitaciones!

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