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sábado, 5 de agosto de 2017

Retomada do trabalho no Itamaraty, depois de 13 anos de regime companheiro - Paulo Roberto de Almeida


Retomada do trabalho no Itamaraty, depois de 13 anos de regime companheiro: um relatório das atividades desde a volta do exterior

Paulo Roberto de Almeida
 [Junção dos trabalhos 3145 e 3146; relatório de atividades desde o retorno ao Itamaraty; balanço e avaliação]


Introdução
Não é segredo para nenhum colega do Itamaraty – embora seja eventualmente desconhecido para a maior parte dos “paisanos”, ou seja, os de fora, com exceção de um pequeno círculo de acadêmicos mais próximos – que eu permaneci à margem de qualquer trabalho na Secretaria de Estado durante a duração completa dos governos companheiros no Brasil, ou seja, desde o início de 2003, quando fui vetado para dirigir o mestrado em diplomacia no Instituto Rio Branco, até o mês de agosto de 2016, quando fui finalmente confirmado como novo Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, IPRI-Funag/MRE. Durante todo o período tive atividades total ou parcialmente fora do Itamaraty, ou simplesmente fiquei no chamado DEC, título vulgar do “Departamento de Escadas e Corredores”, ou seja, daqueles que vivem no limbo ou no ostracismo não declarado oficialmente.
Devem existir muitas razões para tal afastamento, embora eu mesmo não possa dizer com certeza quais as razões exatas dessa “distinção”: provavelmente fui tomado por, ou considerado, um “inimigo do regime lulopetista", o que aliás muito me honra, pois ser classificado como opositor da organização criminosa que assaltou o Brasil entre janeiro de 2003 e maio de 2016 é certamente um prêmio do meu ponto de vista: não tive o desprazer de trabalhar para uma diplomacia que sempre considerei fundamentalmente equivocada e danosa para o país.
Tendo sido reintegrado, há exatamente um ano, ao serviço exterior, na condição de “ativo”, venho, por meio de dois relatórios parciais e complementares, prestar contas aos interessados de uma parte, ao menos, de minhas atividades desde que voltei do exterior, no final de 2015. Como sou pago pela coletividade para prestar serviços ao Estado em funções diplomáticas, o que os companheiros fizeram nos últimos treze anos foi simplesmente uma irregularidade administrativa, provavelmente passível de algum processo, o que evitei fazer por diversos motivos. Os que assim procederam, tinham provavelmente a intenção de me dobrar, ou seja, de me intimidar, evitar que eu fizesse críticas ao regime companheiro, em especial sua diplomacia. Nunca me intimidei: como já repeti várias vezes, nunca deixei o cérebro em casa quando saía para o trabalho, e tampouco o depositava na portaria ao adentrar no ministério. Sempre disse o que pensava, sempre registrei minhas opiniões e posturas, e geralmente escrevia e publicava o que me parecia adequado, num plano mais acadêmico do que profissional, e sempre considerei expressar-me objetivamente, com a independência e honestidade intelectual que são os critérios básicos pelos quais me guio em minhas tarefas reflexivas.
Não vou retomar agora toda a trajetória da minha longa “travessia do deserto”, pois ela está suficientemente refletida nas dezenas, centenas de trabalhos produzidos ao longo desses treze anos de produção contínua. No plano estritamente diplomático, posso apenas referir-me a um volume de trabalhos seletivos em temas de política externa do Brasil e de sua diplomacia, assim registrado:
3121. Quinze anos de política externa: ensaios sobre a diplomacia brasileira, 2002-2017; Brasília: Edição do Autor, 2017, 366 p. Volume de ensaios compilados sobre as temáticas do título. Disponibilizado na Academia.edu (link: https://www.academia.edu/33186849/QUINZE_ANOS_DE_POLITICA_EXTERNA_ENSAIOS_SOBRE_A_DIPLOMACIA_BRASILEIRA_2002-2017 ). Informado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/05/quinze-anos-de-politica-externa-ensaios.html; twittado neste link: https://shar.es/1Rvapr).
O que consigno abaixo, de forma unificada, são os dois relatórios parciais de atividades no último ano e meio desde minha volta do exterior, em dezembro de 2015. Espero que eles sejam suficientemente transparentes aos que por acaso desconheciam completamente minha condição profissional, e minha postura política, na longa travessia histórica do Brasil entre A.C. e D.C., ou seja, antes e depois dos companheiros (não pretendo que isso seja inscrito na nossa historiografia, mas para mim esse intervalo de tempo tem um significado especial).

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 6 de agosto de 2017

Aqui as fichas dos dois trabalhos transcritos no seguimento: (aqui suprimidos por redundância)

3145. “IPRI-Funag/MRE: como cheguei à sua direção?”, Brasília, 4 agosto 2017, 7 p. Relato sobre os trabalhos realizados até dar início às atividades como Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, IPRI-Funag/MRE. Transcrição dos principais textos produzidos nos meses anteriores a agosto de 2016. Postado no blog Diplomatizzando (link: (https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/apos-um-ano-no-comando-do-ipri-um.html) e disseminado no Facebook (link: https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1613606942036083).

3146. “Um ano no IPRI: relato das atividades desenvolvidas”, Brasília, 5 agosto 2017, 11 p. Lista dos eventos realizados no IPRI e transcrição de fichas de trabalhos pertinentes desenvolvidos durante o primeiro ano de atividades na direção do IPRI. Postado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/08/ipri-atividades-promovidas-na-gestao-de.html) e disseminado no Facebook (link: https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1614471058616338).

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 6 de agosto de 2017
Publicado parcialmente no blog Diplomatizzando e registrado em Academia.edu, seção de drafts, e em Research Gate.

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