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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Mercosul: ademais de ineficiente, imobilizado? Uruguai contesta reforma trabalhista no Brasil

O ministro do trabalho do Uruguai acha que nossa reforma laboral parcial, insuficiente como possa ser para padrões avançadas de liberdade contratual, significa um "retrocesso de dois ou três séculos".

Ele acha que contrato coletivo é preferível à liberdade individual, o que é compatível com a mentalidade socialista, na qual o indivíduo não vale nada, e só "direitos sociais" contam.

Não só no Brasil, no Mercosul também o atraso material não é tão grande quanto o atraso mental.

Paulo Roberto de Almeida 

Reforma trabalhista aprovada no governo Temer faz Uruguai acionar Mercosul

Por iG São Paulo | 14/08/2017 16:08 - Atualizada às 14/08/2017 16:12

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País teme que propostas da reforma atinjam trabalhadores e empresários uruguaios; "retrocedemos dois ou três séculos", disse ministro do Uruguai

 Uruguai pediu ao Brasil que convoque Mercosul para discutir e apresentar as preocupações sobre a reforma trabalhista

Uruguai pediu ao Brasil que convoque Mercosul para discutir e apresentar as preocupações sobre a reforma trabalhista

A aprovação da reforma trabalhista para os trabalhadores brasileiros fez o Uruguai apresentar, durante o último fim de semana, um pedido de consulta ao Mercosul.  

A intenção do Uruguai é forçar o governo federal a convocar os órgãos trabalhistas do Mercosul, para discutir e a apresentar as suas preocupações sobre a reforma trabalhista o governo está promovendo, anunciaram ministros uruguaios.

“O governo uruguaio enviou uma nota ao Brasil, que é o presidente (pró tempore) do Mercosul , pedindo que reúna os órgãos sociotrabalhistas do Mercosul porque queremos analisar que impacto a reforma trabalhista do Brasil pode ter [nos outros países] caso se concretize”, disse o ministro de Trabalho uruguaio, Ernesto Murro.

Para Murro, essa reforma, inclusive, pode atingir trabalhadores e empresários uruguaios.“Se vale mais um acordo individual entre um trabalhador e um empresário do que uma lei ou um convênio, retrocedemos dois ou três séculos”, advertiu Murro.

'Metendo o bedelho'

De acordo com a agência EFE . o ministro de Relações Exteriores uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, por sua vez, indicou que o seu governo não possui a intenção de se envolver na política local de outro país.

Na verdade, de acordo com Novoa, a intenção do país latino nesse pedido é de apresentar as suas preocupações sobre esta reforma trabalhista no marco do Mercosul.

“Nós não vamos nos envolver na legislação interna dos países, mas queremos discutir, trocar ideias, apresentar preocupações, porque assim vai ser muito difícil competir. O salário do trabalhador não pode ser a variável de ajuste para a concorrência”, explicou Nin Novoa.

Em julho deste ano, o presidente Michel Temer participou da cerimônia de sanção da reforma trabalhista, a chamada “Lei de modernização trabalhista”, ao lado de autoridades como o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, o senador Romero Jucá, o deputado Rogério Marinho, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Durante o período de análise da proposta da reforma, em nenhum momento, o governo Temer ou a oposição chegaram a comentar sobre o impacto da mudança nas leis trabalhistas brasileiras no Uruguai ou em qualquer outra nação que pertence ao Mercosul.

Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-08-14/uruguai-reforma-politica-mercosul.html

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