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domingo, 20 de agosto de 2017

Uma entrevista sobre a carreira de internacionalista e temas de diplomacia (2002) - Paulo Roberto de Almeida

Transcrevo tal qual, sem nada mudar, sem sequer reler, uma entrevista que concedi, em janeiro de 2002, a estudantes de RI de SC, e que pode ter interesse, ainda hoje, por minhas posições contrárias à "profissionalização" de uma carreira de "internacionalista" -- o que ainda mantenho, por ser contra qualquer corporativismo e reservas de mercado -- e pelo que possa apresentar de valor histórico dada a abordagem de alguns temas conjunturais de política externa da época.
Paulo Roberto de Almeida 
Brasília, 20 de agosto de 2017

Alunos do Centro Acadêmico de Relações Internacionais da UNISUL entrevistaram Paulo Roberto de Almeida, diplomata, sociólogo e especialista em Relações Internacionais.

Os estudantes Thiago Domingues e Luis Fernando Coelho, da 7ª fase de Relações Internacionais, e Pablo Sebastian, da 8ª fase, realizaram a entrevista, que abordou assuntos relativos ao meio acadêmico, como regulamentação da profissão de bacharel em Relações Internacionais, e assuntos como a crise na Argentina e a reunião da OMC.

PRA: Gostaria, antes de mais nada, de apresentar meus cumprimentos aos responsáveis pelo Centro Acadêmico e pelo Boletim, pela iniciativa tomada de entrevistar um “praticante” da carreira diplomática, com vistas a disseminar um pouco da experiência e conhecimento de um servidor diplomático para jovens aspirantes à carreira. As questões são variadas e foram muito bem formuladas, cobrindo questões de atualidade, temas acadêmicos, de formação didática e de preparação para o exercício profissional, ademais de questionar a opinião pessoal do autor destas linhas sobre alguns temas de interesse corrente.

INTERNEWS - Na enquete promovida pelo grupo "RI Brasil" (ribrasil@grupos.com.br) sobre a regulamentação da profissão de bacharel em Relações Internacionais, o Sr. votou contra. Por quê?
PRA: Em princípio, sou contra regulamentações excessivas ou desnecessárias e sobretudo contra determinadas “reservas de mercado” profissionais. Por exemplo, a profissão de jornalista, que em essência poderia ser exercida por qualquer pessoa competente em qualquer área profissional, está restrita aos detentores de diplomas de jornalismo ou egressos de escolas de comunicações. Tal disposição legal constitui para mim um abuso corporatista e uma irracionalidade intrínseca, pois parece evidente a qualquer um que um grande veículo de comunicações estaria muito mais bem servido com profissionais competentes em economia, em ciências, em engenharia, artes ou mesmo literatura, do que por um generalista que passou por uma escola não necessariamente dotada de qualidades intrínsecas, mas simplesmente explorando um nicho de mercado criado em virtude de uma reserva tão irracional quanto danosa para a sociedade. A regulamentação profissional apenas deveria existir para aqueles setores que necessitam exibir, efetivamente, uma competência técnica específica, adquirida apenas mediante estudos especializados, em áreas nas quais a incompetência profissional pode colocar em risco a segurança ou mesmo a vida de terceiros, como parecem ser, por exemplo, as profissões geralmente associadas às áreas médicas, de engenharia, segurança de instalações elétricas e outras do mesmo gênero. Ora, um jornalista incompetente não coloca a vida de ninguém em perigo, apenas o sucesso de mercado do próprio veículo que o emprega. Ele apenas deve enfrentar o julgamento dos consumidores, que se desviarão daquele “produto” se sua qualidade não for a melhor possível ou mesmo a esperada. Quantos de nós já deixamos de comprar determinados jornais ou revistas, ou de assistir determinados programas de televisão ou ouvir certos programas de rádio, com base em nosso julgamento desfavorável da qualidade geral desses programas ou na competência de quem os dirige ou apresenta? Pois assim deveria ocorrer com a maior parte das profissões: as empresas se “abastecem” de profissionais no mercado e devem ter liberdade para contratar os melhores ou os mais adequados aos encargos que se lhes pensa cometer. Em certos casos, não será um jornalista, estrito senso, mas um cientista, um economista ou um crítico de arte. Uma das melhores coisas que existe no acesso à carreira diplomática brasileira é que ela não está restrita a nenhum perfil profissional específico, mas aberta a qualquer formado em curso superior, independentemente de seu diploma ou histórico profissional. Com isso se pode recutar os melhores profissionais em todas as áreas de conhecimento e de experiência técnica. Não há nenhum motivo para que o formando em relações internacionais tenha sua “profissão” regulamentada e sua “reserva de mercado” constituída, pois não se trata na verdade de uma profissão, mas de uma competência técnica e de uma capacitação não especializada que pode ser exercida nos mais diferentes setores da atividade humana. Em termos simples, o especialista em relações internacionais não coloca a vida de ninguém em perigo, logo sua profissão não deve ser regulamentada. As empresas contratarão ou não um egresso de um curso de relações internacionais não em função de seu diploma, mas em função de sua competência (ou da imagem de mercado daquela escola ou faculdade), e elas deveriam ser livres também, como de fato o são, para contratar um diplomado em direito com especialização em direito internacional, por exemplo, se tal competência é a que melhor se ajusta às suas necessidades. Se a profissão de relações internacionais fosse regulamentada, o próximo passo corporatista certamente seria uma pressão para que a legislação seja mudada no sentido de reservar a carreira diplomática apenas a esses profissionais, o que seria uma perda inestimável para a carreira e para o Brasil.

INTERNEWS - De 1995 até hoje, o Brasil presenciou uma “explosão” de cursos de RI, com a criação de mais de 25 cursos de graduação. Como o Sr. enxerga este processo?
PRA: De forma saudável. É muito bom que isso ocorra, que cursos se expandam e se diversifiquem, pois isto corresponde aos processos enfrentados pelo Brasil atualmente: globalização e regionalização. A concorrência e a oferta ampliada de cursos nessa área apenas pode beneficiar os interessados e a própria sociedade, pois significa que a captação de alunos, primeiro, e de profissionais, depois, se fará com base nas melhores competências e qualidades oferecidas no mercado. Aos poderes públicos caberia velar pela qualidade da “mercadoria”, como se faz aliás com o código de defesa do consumidor. As empresas educacionais, por sua vez, não podem sair vendendo “gato por lebre”, isto é, oferecendo um curso que não tenha requisitos mínimos de funcionamento e de qualidade.

INTERNEWS - Há uma grande variedade entre os currículos de RI espalhados pelo Brasil. O Sr. defende a criação de uma diretriz básica curricular?
PRA: Sim, mas com ampla latitude de “especializações” regionais ou temáticas que melhor possam atender à demanda do mercado. Ou seja, nem todo mundo quer fazer um curso de relações internacionais para fazer pesquisa ou perseguir uma carreira acadêmica, e de modo geral não é isso o que as empresas procuram. Elas precisam de profissionais competentes que possam resolver seus problemas de inserção internacional, questões que raramente têm a ver com a teoria neorealista de relações internacionais ou com o funcionamento do Conselho de Segurança da ONU, mas é mais suscetível de comportar um conhecimento especializado sobre normas e regulamentos do comércio internacional, por exemplo. As diretrizes curriculares devem portanto comportar um núcleo comum de matérias que assegura uma competência genérica em questões internacionais, mas depois permitir uma certa flexibilidade, pois os cursos devem ser modelados em função das necessidades de mercado daquele segmento profissional ou região específica. Os próprios cursos devem comportar matérias opcionais que vão orientando o candidato para o direito, para a economia e comércio, para propriedade intelectual, para pesquisa acadêmica, para problemas do Mercosul e da Aladi, e assim por diante.

INTERNEWS - Devido à grande variedade de currículos, fica difícil avaliar o qualidade dos cursos de RI através de testes como o Provão. Qual maneira o Sr. considera ideal para avaliar a qualidade desses cursos?
PRA: Não conheço nenhuma avaliação específica dos cursos em relações internacionais, nem tenho certeza de que esses cursos já tenham sido avaliados no âmbito do chamado Provão. Mas, as diretrizes de avaliação não deverão e não serão muito diferentes, em sua essencia, de um curso tradicional de ciências humanas, ou ciências sociais aplicadas, como direito, economia, etc. A qualidade será dada aliás pelas exigências dos próprios alunos, o que talvez seja um processo custoso, demorado e incerto, mas a qualidade de determinados cursos tradicionais em universidades públicas e particulares existentes no Brasil foi construída ao longo de décadas de “avaliações de mercado”, muito antes que qualquer Provão viesse formalizar esse processo.

INTERNEWS - Na sua opinião, qual a melhor alternativa para a Argentina sair da crise?
PRA: Nada além de bom senso e da boa aplicação de determinadas regras e princípios econômicos já suficientemente testados na prática ao longo de décadas de experiências com políticas públicas, o que aliás é válido para os indivíduos e famílias também. Ninguém consegue aguentar muito tempo consumido mais do que produz, ou gastando mais do que dispõe como renda. Você pode eventualmente tomar dinheiro emprestado para fazer um investimento, ou mesmo ter uma tia rica que lhe pague a conta do cartão de crédito, mas na maior parte das vezes somos obrigados a viver com os nossos próprios meios e disponibilidades. Com a Argentina ocorreu algo terrível neste século, que o Brasil também conheceu em determinadas épocas e de forma recorrente: a aplicação de políticas irrealistas, e mesmo erradas, que causaram inflação, estagnação, cartelização, monopolização ou outros efeitos nefastos do ponto de vista da produtividade do sistema econômico, da poupança dos indivíduos ou do equilíbrio das contas públicas, internas e externas. Numa determinada fase, seria preciso introduzir correções, o que sempre é difícil, pois que grupos de interesse particulares capturam o aparelho de Estado para implementar suas próprias políticas, num comportamento que os economistas conhecem como sendo de “rent-seeking”. Conosco ocorreu o mesmo na fase de valorização do real: foi importante para combater a inflação, mas deveríamos ter introduzido igualmente medidas de ajuste fiscal que nos libertassem da despoupança do Estado e dos índices insatisfatórios de produtividade e de competitividade. Tinhamos a ilusão de ser ricos, pois um real valia mais do que um dólar, esquecendo que o valor da moeda é determinado em última instância pela capacidade econômica de um País e pela confiança que os indivíduos podem atribuir a um determinado meio de pagamento. Finalmente, tivemos de reconher que éramos mais pobres do que gostariamos de ser, e acordamos, em janeiro de 1999, descobrindo que o PIB não era de 800 bilhões de dólares, mas de apenas 450 bilhões. Os argentinos também estão acordando para essa triste realidade, e vão precisar agora trabalhar um pouco mais duro, pois que durante muito tempo viveram de dinheiro emprestado. Assim ocorre, com as pessoas e os países: um dia a sua tia rica pode morrer ou lhe deserdar, toca então passar a trabalhar. O neoliberalismo e “políticas impostas pelo FMI” não têm nada a ver com a crise argentina. O FMI, finalmente, depois da derrocada do sistema de Bretton Woods em 1973, considera a flutuação cambial como o sistema normal para as moedas, e uma de suas primeiras recomendações em caso de programas de ajuste é justamente a desvalorização cambial. Por outro lado, não há nada mais profundamente antiliberal do que um câmbio fixo, ou rígido. O neoliberalismo requer justamente realismo cambial e aplicação dos princípios de mercado, o que significa também viver com seus próprios recursos. Não nos iludamos, pois que o Brasil também vive numa dependência indesejável de capitais estrangeiros, com nossa preocupante fragilidade financeira externa.

INTERNEWS - O Sr. acha que na última reunião da OMC (Organização Mundial do Comércio) realizada em Doha, no Catar, houve avanços na luta pela redução das barreiras não-tarifárias impostas pelos países ricos aos países em desenvolvimento, como foi noticiado em diversos jornais?
PRA: Não, até agora não houve nenhum avanço, apenas ocorreu um acordo para debater ou negociar determinadas questões que poderão, eventualmente, redundar na redução ou eliminação de algumas dessas barreiras. O que assistimos, aliás, foram cenas de protecionismo explícito, com diversos países desenvolvidos, entre eles os da União Européia e em particular a França, tentando garantir a todo custo um tratamento de exceção para a agricultura, onde se encontram o grosso das iniquidades do comércio internacional que atingem mais duramente os países em desenvolvimento ou países competitivos nessa área como o Brasil. Por outro lado, o essencial das barreiras ainda existentes no comércio internacional não se situa no plano tarifário e sim no terreno das normas, onde as práticas abusivas dos países ricos (como em antidumping ou normas fitossanitárias) podem nos atingir ainda mais duramente.

INTERNEWS - O Sr. escreveu à Revista Veja (07 de novembro) queixando-se não ter dito "Ricos e Arrogantes", título de sua entrevista na edição de 24 de outubro. O que houve?
PRA: Nesse tipo de entrevista, sempre ocorre o que os jornalistas chamam de “editing”, isto é, a transformação do tom coloquial da entrevista em linguagem mais adequada aos fins da publicação escrita, mas também algumas distorções de linguagem que não correspondem efetivamente ao que disse o entrevistado, mas ao que pensa o próprio editor do veículo. Nesse caso, em nenhum momento eu me referi aos países ricos mediante o conceito de arrogantes, pois pareceria que eu estaria considerando o problema do comércio internacional como decorrente simplesmente de uma questão de arrogância, quando não é isso que está em causa, e sim determinadas práticas, algumas tradicionais, outras criadas extemporaneamente, que prejudicam os países em desenvolvimento, ou simplesmente os competidores leais. Se eu tivesse de dar um título à entrevista, ele seria algo no gênero: “Precisamos de mais, não de menos, globalização”. E o subtítulo seria algo como: “Especialista em relações internacionais defende plena inserção do Brasil no sistema mundial e condena protecionismo agrícola europeu e subsídios americanos.”

PRA: Longa, lenta e séria preparação e sobretudo não conte apenas com os cursos de relações internacionais ou qualquer outro curso tradicionalmente acadêmico. Seja basicamente um auto-didata, e comece cedo a ler, anotar, estudar, se preparar, em todos os terrenos importantes para os exames de ingresso. Sobretudo tenha certeza de que é isso mesmo que pretende, e que não está alimentando nenhum sonho romântico de entrar numa carreira que supostamente apresenta “glamour” ou “viagens fáceis”. Trata-se simplesmente de uma das mais exigentes profissões da burocracia governamental e certamente a mais intelectualizada das carreiras de Estado, requerendo portanto uma educação sofisticada e diversificada. Comece cedo, portanto, não perca tempo com digressões inúteis, mas vá direto aos temas que apresentam “vantagens comparativas” para uma boa prova de ingresso: português, outras línguas (mas sobretudo o inglês), história e ciências humanas e sociais de maneira geral, literatura, economia, relações internacionais enfim. Na faculdade, não compactue com o pacto de mediocridade e de preguiça entre professores e alunos, mas exija aulas, leituras, seja sério e competente na preparação de seus deveres e trabalhos e sobretudo cobre responsabilidade de quem está ganhando dinheiro para ensiná-lo (e eventualmente não o faz). Na vida diária, acostume-se a passar os fins de semana lendo e navegando pela Internet, faça cadernos de notas (com fichas de livros, por exemplo), mantenha seus arquivos de computador organizados e atualizados (acostume-se a guardar documentos disponíveis de reuniões internacionais, discursos e posições de países), faça assinatura de algum jornal econômico de boa qualidade (os jornais tradicionais trazem muita fofoca política e colunismo impressionista, que fazem você perder tempo com besteirol) e de alguma revista internacional de qualidade (recomendaria a The Economist, que tem tudo o que você precisa saber para aspirar a um bom exame de ingresso e depois a uma carreira bem sucedida). Sobretudo, não pense que a carreira diplomática seja o nec plus ultra da vida profissional ou acadêmica. Você primeiro precisa ser um profissional competente em sua própria área, para depois aspirar a ser um diplomata competente. Em outros termos, não dependa da carreira, como o único horizonte disponível em sua vida profissional, mas seja capacitado em qualquer outra profissão, para poder abandonar a carreira diplomática quando bem lhe aprouver, ou para poder dedicar-se a um hobby ou atividade de apoio (artística ou acadêmica, por exemplo) que seja diferente e atraente em seus méritos próprios, não em função de uma dependência indesejada a uma única atividade. Por fim, não sonhe, mas sim faça uma previsão realista de suas capacidades e possibilidades. A carreira diplomática seleciona um entre muitas dezenas de candidatos, o que significa que a maioria dos que tentarem ficarão de fora durante um certo tempo ou mesmo indefinidamente. Que isso não seja motivo de frustração pessoal ou profissional. Tenha os pés no chão, não idealize a carreira, seja esforçado, em todas as etapas, pois você vai precisar de muita seriedade e dedicação para enfrentar todos os desafios de uma carreira enriquecedora e exigente.
Por fim, gostaria de remeter os leitores desta entrevista a dois trabalhos meus, disponíveis em minha página pessoal: www.pralmeida.org Trata-se dos textos: 800. “Dez Regras Modernas de Diplomacia”, Chicago, 22 julho; São Paulo-Miami-Washington 12 agosto 2001, 6 p; série “Cousas Diplomáticas” (nº 1). Ensaio breve sobre novas regras da diplomacia, com inspiração dada a partir do livro de Frederico Francisco de la Figanière: Quatro regras de diplomacia (Lisboa: Livraria Ferreira, 1881, 239 p.). Para desenvolvimento posterior em formato de longo ensaio. Publicado na revista eletrônica Espaço Acadêmico (Maringá: UEM, Ano I, nº 4, Setembro de 2001 - ISSN: 1519.6186, www.espacoacademico.com.br/04almeida.htm; Seção “Cousas Diplomáticas”) e na revista eletrônica Relnet: site brasileiro de referência em relações internacionais (Brasília: Coluna “Além do Quadro-Negro” < a href="http://www.relnet.com.br/pgn/colunaquadro.lasso" target="blank">clique aqui. Revisto em 2.11.01. Relação de Publicados nº 277.

691. “Profissionalização em relações internacionais: uma discussão inicial”, Brasília, 12 junho 1999, 5 pp. Texto sobre formação e perspectivas profissionais do formando em relações internacionais. Publicado no periódico do curso de relações internacionais da PUC-SP, Observatório de Relações internacionais (São Paulo: PUC-SP, nº 1, outubro/dezembro 1999, pp. 10-13). Revisto em 2001 e integrado como “leitura complementar” ao livro Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas. Relação de Publicados nº 248. 

Boa sorte e votos de sucesso aos futuros colegas. 
 
Paulo Roberto de Almeida
Orlando, 11 de janeiro de 2002 (848)

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