Não é de hoje, aliás.
Desde os tempos em que um economista otimista -- e grandemente equivocado -- como Gunnar Myrdal "previu", ainda na virada dos anos 1960, que a América Latina iria alcançar os países desenvolvidos -- com base em seus brilhantes economistas e em suas políticas substitutivas e de dirigismo estatal -- os países da América Latina tem se esforçado por desmentir esse Prêmio Nobel (que aliás, deveria ter devolvido o Prêmio Nobel, ao também "prever" que a Ásia permaneceria irremediavelmente pobre, miserável, atrasada), cometendo todo tipo de impropriedade para confirmar seu atraso, sua estagnação e seu recuo.
Se considerarmos que a educação é o caminho indispensável para o avanço, então deveremos aceitar que permaneceremos atrasados pelas próximas decadas.
A escolha foi nossa.
Com faculdades tão brilhantes quanto a "Fefelech" da Universidade de São Paulo, nosso destino é continuar na rabeira dos progressos mundiais.
Paulo Roberto de Almeida
EUA: CRESCEM ESTUDANTES DA ÁSIA E DIMINUEM OS DA AMÉRICA LATINA!
Andrés Openheimer
La Nacion, 22/11/2011
1. De acordo com estudo Portas
Abertas do Instituto de Educação Internacional, com sede em Nova York, o
número de estudantes asiáticos nas universidades norte americanas
cresceu para 462 mil estudantes, enquanto o número de estudantes latino
americanos caiu para 64 mil alunos.
2. No ano passado, os países com o maior número de estudantes
universitários nos Estados Unidos foram a China (158 mil), Índia (104
mil), Coréia do Sul (73 mil), Canadá (28 mil), Taiwan (25 mil), Arábia
Saudita (23 mil) e Japão (21 mil).
3. Os estudantes asiáticos, atraídos pelo fato de que as universidades
norte americanas ocupam as primeiras posições em todos os rankings
mundiais de universidades, consideram que o diploma de uma universidade
norte americana é o melhor passaporte para conseguir um bom emprego em
seus países. Até mesmo o Vietnã tem 15 mil estudantes em universidades
norte-americanas, mais do que o México, que não chega a 14 mil. Entre os
países latino-americanos, o México ocupa o primeiro lugar, seguido pelo
Brasil, com 9 mil estudantes; Colômbia, com 6 mil; Venezuela, com 5
mil, e Jamaica, com 3 mil.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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Um comentário:
Myrdall não é muito citado pelos economistas regionais e geógrafos brasileiros. Em parte, por causa do otimismo estatizante dele, que não agrada aos que ainda defendem o socialismo. Mas há muitos outros intelectuais que erraram tanto ou mais e vivem sendo idolatrados em nossa academia. Conceição Tavares, Chico de Oliveira, João Manuel Cardoso de Mello, e tantos outros. Não por acaso, são autores marxistas e estatizadores que sempre fazem sucesso na América Latina...
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