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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Extrema esquerda e extrema direita se unem no besteirol da paranoia amazônica - Causa Operária

Reproduzo abaixo uma matéria do jornal Causa Operária, que volta ao famoso mapa fraudado sobre a "internacionalização" da Amazônica, mentira que eu havia detectado em 2000, como sendo uma montagem da extrema direita militar, secundada imediatamente pela extrema esquerda.
Por que é que eu ainda insisto nesse besteirol?
Justamente para demonstrar que esses dois extremos são irremediavelmente estúpidos, no seu anti-imperialismo primário, no seu antiamericanismo infantil, enfim, na paranoia doentia.
O mapa e o texto que o seguia são tão primários, tão estúpidos, no seu "ingreis" tupiniquim, que fiquei surpreendido, quando estava na embaixada do Brasil em Washington, de ver que jornalistas e mesmo congressistas – deputados e senadores – vinham interrogar o Itamaraty e a nossa embaixada para obter maiores "esclarecimentos" sobre o tal projeto de "internacionalização" da Amazônia.
Na época, fiz até um dossiê completo sobre a questão, denunciando a fraude, que ficou por muito tempo em meu site. Depois que passou a febre de estupidez, retirei, porque achei que não fazia mais sentido insistir nessa fábula sobre "unicórnios" inexistentes.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 26/08/2019

Bolsonaro é criminoso na Amazônia, mas intervenção não é conspiração

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Temos que partir de um fato incontestável: Bolsonaro é um presidente ilegítimo, eleito em uma fraude, e sua política tem sido a continuidade do golpe, aprofundando o que Temer tinha feito anteriormente. Isto inclui as ações do governo Bolsonaro na Amazônia. Os latifundiários, que compõe a base direitista do governo, têm implementado uma ação profundamente predatória e irracional na floresta. No entanto, não podemos ser ingênuos.
Quem está de olho na Amazônia é o imperialismo, uma ameaça muito maior e mais poderosa do que Bolsonaro jamais será. Até porquê, convém lembrar, foi o próprio imperialismo quem elegeu Bolsonaro, mesmo que ele não fosse o candidato dos sonhos desta burguesia estrangeira. Embora exista todo um setor que diz que denunciar o interesse imperialista na Amazônia é “teoria da conspiração”, vimos no último período as invasões do Iraque, do Afeganistão e da Líbia, onde em cada um destes casos, o imperialismo encontrou uma “justificativa” diferente para agir. Estas ocupações foram reais, não apenas uma “teoria”, e custaram muito caro para os povos destes países.
É muito óbvio, mas devemos sempre destacar o fato de que a Amazônia possui uma riqueza inimaginável. Tanto os recursos minerais inexplorados, como ouro, petróleo, e muitos outros, como a própria diversidade biológica do território fazem da floresta um tesouro muito cobiçado. Sabemos que empresas estrangeiras atuam constantemente no território há muito tempo. Além disso, não é de hoje que o “olho grande” do imperialismo espreita a Amazônia. Ficou famoso o caso de um livro de geografia dos Estados Unidos, onde o Brasil aparecia no mapa sem a floresta em seu território!
Para os que insistem em tratam este assunto como “teoria da conspiração”, o próprio Macron falou recentemente na Amazônia como um “bem comum”. Ela não seria mais dos brasileiros, mas sim da “humanidade”. Traduzindo para o português claro: para os grandes tubarões imperialistas internacionais. Macron não foi o primeiro a dizer isso. Antes dele, François Mitterrant e Al Gore já tinham dado declarações similares.
Aqui, se aplica a lei da autodeterminação dos povos. A Amazônia é do povo brasileiro, e somente ao povo brasileiro cabe definir o seu destino. O Brasil não pode aceitar uma intervenção estrangeira no país, sob absolutamente qualquer pretexto. A solução para o problema da Amazônia hoje passa necessariamente pelo “Fora Bolsonaro”, e somente nós podemos conquistar esta reivindicação.

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