Os europeus e o FMI, mais alguns credores nacionais, estão sustentando a dívida grega, o que significa simplesmente transferir dinheiro dos contribuintes europeus para os bancos europeus que compraram, de maneira irresponsável, títulos da divida grega.
O pacote se eleva ao montante absurdo de metade do PIB grego, o que indica que alguma coisa está errada com esse país irresponsável.
Seria melhor que os gregos obrigassem os credores a um rebaixamento das obrigações financeiras pelos próximos três ou quatro anos, impondo um desconto do valor face de pelo menos 30%.
Paulo R. Almeida
A Better Plan for Greece
Luigi Zingales
City Journal, 7 May 2010
A restructuring, not a bailout
It seems like déjà vu: using fear, a political leader pushes down the throats of violently opposed voters an expensive bailout plan that benefits banks. That description applies not only to U.S. Treasury Secretary Henry Paulson in 2008 but also to German Chancellor Angela Merkel and French President Nicolas Sarkozy in 2010. Make no mistake: the €110 billion bailout plan, organized by the European Union and the International Monetary Fund and backed by Merkel and Sarkozy, is designed not to save Greece but to avoid painful losses to German and French banks, which hold massive amounts of Greek debt. According to Barclays’s estimates, French financial institutions hold €50 billion of Greek debt, while German ones hold €28 billion.
Just as Paulson did, Merkel and Sarkozy have artfully presented the situation as a choice between bailout and catastrophe. Any reasonable person would choose to avoid the disaster that an uncontrolled default would cause and reluctantly back a bailout. But there is another way out: restructuring, which was a feasible option in the Paulson case and is feasible now as well. Just as many private firms do when facing the threat of default, the Greek government could restructure its debt. In fact, Greece as a sovereign borrower is in a much stronger bargaining position than a private company.
Here’s how it could work. The first thing Greece needs to restructure its public finances is time. So the initial step of a restructuring plan would be a forced extension of debt maturity by three years. This extension, amounting to a partial default, would saddle holders of debt issued by the Greek government with a 15 to 20 percent loss. Temporarily liberated from the need to refinance its debt, Greece would need only the money to finance its budget deficit, which it must bring down dramatically in the next few years. Any credible fiscal policy plan must shrink the budget deficit to €20 billion this year and €5 billion the following year. The International Monetary Fund would be in the best position to extend the €25 billion in loans to cover these deficits. The IMF could make the loans conditional on these deficit cuts’ being reached and could also make the loans senior to all the existing debt—as debtors in financing lending do in U.S. bankruptcy law—which would keep the funds from propping up the existing debt.
Such a plan would admittedly be risky because of the impact it could have on banks in Greece. French and German banks would not be affected in a major way; most of the Greek debt that the two countries hold is owned by insurance companies and mutual funds, which can absorb the shock, rather than by banks, which hold just €18 billion of debt in France and €19 billion in Germany. Thus the worst-case 20 percent loss that Greece’s partial default could impose on debtholders would represent €4 billion for each country’s banks—a significant blow, but not enough to imperil the entire European banking system. The Greek situation is different. According to Barclays’s estimates, Greek banks hold €42 billion of Greek debt. There, a 20 percent loss would equal €8 billion, potentially too much to bear. The failure of Greek banks could then easily spread a panic throughout Europe.
So a restructuring plan would require an IMF intervention in the Greek banking system: not a bailout, but a temporary takeover of insolvent banks. The IMF could act as a receiver, guaranteeing the banks’ systemic obligations (deposits and interbank debt) while wiping out shareholders and also, to the extent the losses require, long-term debtholders. Then it could temporarily recapitalize these banks and sell their shares in the marketplace as soon as the market stabilized. This part of the plan would not require more than €8 billion, and the IMF would be likely to recover all of that (and more) at the time the banks were sold. So the total amount of funds required would not exceed €33 billion, an amount that the IMF could feasibly cover on its own.
This restructuring plan would cost European taxpayers nothing while preserving marketplace incentives. The current bailout plan, by contrast, rewards banks and individuals who invested in risky Greek debt, contributing to moral hazard and distorting future market signals. But the restructuring that I propose would never be discussed in Europe, let alone approved. In Paris and Frankfurt, as in Washington, the will of the banks matters more than the will of the people.
Luigi Zingales is the Robert C. McCormack Professor of Entrepreneurship and Finance at the University of Chicago Booth School of Business and a City Journal contributing editor.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sábado, 8 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Know-how (ou nou-rau) economico brasileiro para ajuda a Grecia...
Acredito ser imperdível, para os que apreciam humor econômico (com toda a sutileza permitida pelo gênero, claro).
Como não sou o autor, não adianta debater comigo, apenas ler e se divertir (para os que gostam do gênero, claro, pois sempre tem aqueles que vão ficar rangendo os dentes e ser tentados a responder, o que eu já digo que é inútil, pois não sou autor, apenas divulgador. A única coisa que fiz foi trocar GDP por PIB, pois acho que o pessoal estava tentando escrever em grego, ou alguma dessas línguas bárbaras...). PRA.
Pacote de ajuda brasileira para a Grécia
Trilha Liberal, 7 de maio de 2010
Está embarcando hoje para Atenas uma delegação de especialistas brasileiros, enviados como cortesia pelo Itamaraty. Economistas do IPEA estão preparando apresentações ao governo Grego provando que o gasto público grego é da mais alta qualidade, e que a produtividade do servidor público grego é mais alta do que a do setor privado, o que garantirá taxas de crescimento do PIB acima do mercado, e resolverá supostos problemas fiscais. 'O problema são os juros', concluirá o palestrante.
O adjunto econômico da UNASUL acompará a delegação brasileira e fará uma apresentação expondo as experiências do Instituo Nacional de Estatísticas da Argentina, em sua constante missão de esclarecer alguns numeros mal-entendidos e mal-interpretados pelo mercado, usando estatísticas macroeconômicas responsáveis socialmente e da mais alta qualidade.
Especialistas da FGV irão fazer uma apresentação mostrando que o endividamento grego, embora relativamente alto, é uma consequência do modelo de estado escolhido democraticamente pelos gregos, que afinal inventaram essa estória toda, logo sabem o que estão fazendo e merecem respeito.
Portando, os especialistas brasileiros mostrarão com seus estudos econométricos precisos que o mercado está redondamente enganado sobre uma suposta deterioração nas contas públicas gregas.
Técnicos do BNDES vão apontar para a Grécia o caminho brasileiro, comprovadamente uma invenção tupiniquim como a palavra saudade e a jabuticaba. A receita brasileira diz que em tempos de crise, é essencial que o estado tome a liderança dos investimentos tanto no setor público quanto privado. E em épocas sem crise, com mais motivos ainda é necessário que o estado faça o mesmo.
Através dos recursos espontaneamente recolhidos dos trabalhadores pelo Fundo de amparo ao trabalhador português, irlandês e grego (FAT PIG) os brasileiros demonstrarão que investimentos estatais em grandes empresas européias garantirão um sólido crescimento para estes países e para a Europa como um todo.
O BNDES também já anunciou o interesse brasileiro em investimentos em parceria no setor de azeite de oliva, desde que a tecnologia seja compartilhada com o Brasil. A Petrobrás anunciou o interesse de investir no azeite de oliva como um combustível alternativo bastante econômico.
Uma delegação da JBS-Friboi acompanhá os representantes brasileiros para conhecer técnicas de preparo do churrasco grego, e sondar um possível investimento em uma unidade de processamento de alimentos, com o aval do banco, para produzir churrasco grego usando picanha 100% brasileira.
A Caixa Econômica Federal mostrará seus planos de habitação no Brasil para os próximos anos, que de acordo com a Caixa e o governo, formam a estratégia ótima para sair da crise. Todos precisam de casas para morar, e é evidente que o sonho da casa própria gera um ciclo virtuoso na economia, gerando empregos e renda. Portanto, é extremamente necessário que o setor de habitação tenha juros mais baixos, para que os gregos deixem para trás suas casinhas brancas nos morros, e passem a morar em habitações de qualidade.
Para não atrair a atenção dos repórteres internacionais, que não o deixam em paz um minuto sequer após sua consagração como grande líder internacional, a delegação brasileira transportará o presidente Luís Inácio Lula da Silva dentro do compartimento executivo de um cavalo gigante de madeira.
O presidente explicará, em termos simples, que nunca antes na história da Grécia houve tanto progresso quanto nos últimos anos, e que todos estes problemas não passam de especulação dos mercados e da imprensa européia que não aceitam que os países mais pobres da Europa possam ter direito a ter uma vida digna.
Postado por Julek às 12:37 PM
Como não sou o autor, não adianta debater comigo, apenas ler e se divertir (para os que gostam do gênero, claro, pois sempre tem aqueles que vão ficar rangendo os dentes e ser tentados a responder, o que eu já digo que é inútil, pois não sou autor, apenas divulgador. A única coisa que fiz foi trocar GDP por PIB, pois acho que o pessoal estava tentando escrever em grego, ou alguma dessas línguas bárbaras...). PRA.
Pacote de ajuda brasileira para a Grécia
Trilha Liberal, 7 de maio de 2010
Está embarcando hoje para Atenas uma delegação de especialistas brasileiros, enviados como cortesia pelo Itamaraty. Economistas do IPEA estão preparando apresentações ao governo Grego provando que o gasto público grego é da mais alta qualidade, e que a produtividade do servidor público grego é mais alta do que a do setor privado, o que garantirá taxas de crescimento do PIB acima do mercado, e resolverá supostos problemas fiscais. 'O problema são os juros', concluirá o palestrante.
O adjunto econômico da UNASUL acompará a delegação brasileira e fará uma apresentação expondo as experiências do Instituo Nacional de Estatísticas da Argentina, em sua constante missão de esclarecer alguns numeros mal-entendidos e mal-interpretados pelo mercado, usando estatísticas macroeconômicas responsáveis socialmente e da mais alta qualidade.
Especialistas da FGV irão fazer uma apresentação mostrando que o endividamento grego, embora relativamente alto, é uma consequência do modelo de estado escolhido democraticamente pelos gregos, que afinal inventaram essa estória toda, logo sabem o que estão fazendo e merecem respeito.
Portando, os especialistas brasileiros mostrarão com seus estudos econométricos precisos que o mercado está redondamente enganado sobre uma suposta deterioração nas contas públicas gregas.
Técnicos do BNDES vão apontar para a Grécia o caminho brasileiro, comprovadamente uma invenção tupiniquim como a palavra saudade e a jabuticaba. A receita brasileira diz que em tempos de crise, é essencial que o estado tome a liderança dos investimentos tanto no setor público quanto privado. E em épocas sem crise, com mais motivos ainda é necessário que o estado faça o mesmo.
Através dos recursos espontaneamente recolhidos dos trabalhadores pelo Fundo de amparo ao trabalhador português, irlandês e grego (FAT PIG) os brasileiros demonstrarão que investimentos estatais em grandes empresas européias garantirão um sólido crescimento para estes países e para a Europa como um todo.
O BNDES também já anunciou o interesse brasileiro em investimentos em parceria no setor de azeite de oliva, desde que a tecnologia seja compartilhada com o Brasil. A Petrobrás anunciou o interesse de investir no azeite de oliva como um combustível alternativo bastante econômico.
Uma delegação da JBS-Friboi acompanhá os representantes brasileiros para conhecer técnicas de preparo do churrasco grego, e sondar um possível investimento em uma unidade de processamento de alimentos, com o aval do banco, para produzir churrasco grego usando picanha 100% brasileira.
A Caixa Econômica Federal mostrará seus planos de habitação no Brasil para os próximos anos, que de acordo com a Caixa e o governo, formam a estratégia ótima para sair da crise. Todos precisam de casas para morar, e é evidente que o sonho da casa própria gera um ciclo virtuoso na economia, gerando empregos e renda. Portanto, é extremamente necessário que o setor de habitação tenha juros mais baixos, para que os gregos deixem para trás suas casinhas brancas nos morros, e passem a morar em habitações de qualidade.
Para não atrair a atenção dos repórteres internacionais, que não o deixam em paz um minuto sequer após sua consagração como grande líder internacional, a delegação brasileira transportará o presidente Luís Inácio Lula da Silva dentro do compartimento executivo de um cavalo gigante de madeira.
O presidente explicará, em termos simples, que nunca antes na história da Grécia houve tanto progresso quanto nos últimos anos, e que todos estes problemas não passam de especulação dos mercados e da imprensa européia que não aceitam que os países mais pobres da Europa possam ter direito a ter uma vida digna.
Postado por Julek às 12:37 PM
Diplomacia da generosidade eletrica (assimetrica)
O Focem é para corrigir assimetrias. Do jeito que vai, se está aprofundando assimetrias...
Comunicado Conjunto dos Ministros das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil e da República do Paraguai sobre a construção da Linha de Transmissão entre Itaipu e Villa Hayes
Por mandato do Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Senhor Presidente da República do Paraguai, Fernando Lugo Méndez, após o Encontro Bilateral realizado na cidade de Ponta Porã, Brasil, em 3 de maio de 2010, subscreve-se o presente
COMUNICADO CONJUNTO
Nessa oportunidade, os Presidentes do Brasil e do Paraguai recordaram o compromisso contido no ponto 10 da Declaração Conjunta assinada em Assunção, em 25 de julho de 2009, relativo à "construção por Itaipu da LT 500 kV entre a SE Itaipu-MD e a SE Villa Hayes. (...) As duas obras serão transferidas sem custo ao Paraguai".
Os Governos da República Federativa do Brasil e da República do Paraguai identificaram, como mecanismo para viabilizar a execução da linha de transmissão de 500 kV no mais breve prazo possível, o Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (FOCEM). Nesse sentido, os recursos serão repassados pelo FOCEM a ITAIPU, para que execute a obra.
Para este efeito, os dois Governos apresentarão o projeto de forma conjunta, para a utilização dos recursos do FOCEM derivados das contribuições feitas pelo Brasil - tanto as obrigatórias quanto as voluntárias - que beneficiarão o Paraguai.
Levando em consideração que o valor da obra é estimado em US$ 400.000.000 (quatrocentos milhões de dólares), desse montante, US$ 100.000.000 (cem milhões de dólares) virão de contribuições obrigatórias brasileiras e até US$ 300.000.000 (trezentos milhões de dólares) de contribuições voluntárias do Brasil.
Nessa oportunidade, os Presidentes determinaram que a Entidade Binacional ITAIPU e a Administración Nacional de Electricidad (ANDE) adotem as providências necessárias para a pronta execução da obra, cuja conclusão está prevista para o mês de dezembro de 2012.
Assinado em 5 de maio de 2010
Celso Amorim
Ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil
Héctor Lacognata
Ministro das Relações Exteriores da República do Paraguai
O original desta nota encontra-se disponível no seguinte endereço:
http://www.mre.gov.br/portugues/imprensa/nota_detalhe3.asp?ID_RELEASE=8192
Comunicado Conjunto dos Ministros das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil e da República do Paraguai sobre a construção da Linha de Transmissão entre Itaipu e Villa Hayes
Por mandato do Senhor Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Senhor Presidente da República do Paraguai, Fernando Lugo Méndez, após o Encontro Bilateral realizado na cidade de Ponta Porã, Brasil, em 3 de maio de 2010, subscreve-se o presente
COMUNICADO CONJUNTO
Nessa oportunidade, os Presidentes do Brasil e do Paraguai recordaram o compromisso contido no ponto 10 da Declaração Conjunta assinada em Assunção, em 25 de julho de 2009, relativo à "construção por Itaipu da LT 500 kV entre a SE Itaipu-MD e a SE Villa Hayes. (...) As duas obras serão transferidas sem custo ao Paraguai".
Os Governos da República Federativa do Brasil e da República do Paraguai identificaram, como mecanismo para viabilizar a execução da linha de transmissão de 500 kV no mais breve prazo possível, o Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul (FOCEM). Nesse sentido, os recursos serão repassados pelo FOCEM a ITAIPU, para que execute a obra.
Para este efeito, os dois Governos apresentarão o projeto de forma conjunta, para a utilização dos recursos do FOCEM derivados das contribuições feitas pelo Brasil - tanto as obrigatórias quanto as voluntárias - que beneficiarão o Paraguai.
Levando em consideração que o valor da obra é estimado em US$ 400.000.000 (quatrocentos milhões de dólares), desse montante, US$ 100.000.000 (cem milhões de dólares) virão de contribuições obrigatórias brasileiras e até US$ 300.000.000 (trezentos milhões de dólares) de contribuições voluntárias do Brasil.
Nessa oportunidade, os Presidentes determinaram que a Entidade Binacional ITAIPU e a Administración Nacional de Electricidad (ANDE) adotem as providências necessárias para a pronta execução da obra, cuja conclusão está prevista para o mês de dezembro de 2012.
Assinado em 5 de maio de 2010
Celso Amorim
Ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil
Héctor Lacognata
Ministro das Relações Exteriores da República do Paraguai
O original desta nota encontra-se disponível no seguinte endereço:
http://www.mre.gov.br/portugues/imprensa/nota_detalhe3.asp?ID_RELEASE=8192
Nossos aliados "climaticos" no Bric: eles mesmos, os chineses...
Sem comentários (e precisa?):
Sabe quem sabotou o acordo do clima?
por Marcos Guterman
Seção: Zeitgeist
Blogs do Estadão, 05 de maio de 2010 22:51:23
Os EUA passaram à história como o perverso país que boicotou o Protocolo de Kyoto, como a comprovar a indiferença do “império” sobre os destinos do mundo sobre o qual exercia sua hegemonia. Agora, a revista Der Spiegel revela que, na Conferência do Clima de Copenhague, o fracasso deve ser debitado na conta do país queridinho dos antiamericanos: a China.
Juntos com a Índia – e apoiados por Brasil e África do Sul –, os chineses impediram que se articulasse um consenso para a redução acentuada da emissão de carbono, como mostram os registros gravados de uma tensa reunião de cúpula na Dinamarca, em 18 de dezembro de 2009.
No encontro, fechado à imprensa, estavam presentes os principais chefes de Estado do planeta, como Barack Obama, Angela Merkel, Gordon Brown e Nicolas Sarkozy. Lá pelas tantas, o francês, ao perceber o naufrágio da proposta, exaltou-se: “A China, que logo será a maior economia do planeta, diz ao mundo: ‘Compromissos se aplicam a vocês, e não a nós’. Isso é absolutamente inaceitável. Isso é sobre coisas essenciais, e alguém tem de reagir a essa hipocrisia”.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, não compareceu ao encontro, enviando em seu lugar um subalterno. Esse diplomata se sentou ao lado de Obama, num evidente escárnio, ainda que o presidente americano tenha tentado pôr panos quentes na situação – coisa que a Spiegel qualificou de “facada nas costas dos europeus”.
A ideia de Pequim, desde sempre, foi evitar um acordo que obrigasse a China a cortar suas emissões, o que certamente afetaria seu desenfreado crescimento econômico. E a história, como sempre, serve de desculpa esfarrapada, como se constatou pelo discurso do subalterno de Wen: “Nos últimos 200 anos de industrialização, os países desenvolvidos contribuíram com mais de 80% das emissões. Quem criou o problema é responsável pela catástrofe que estamos enfrentando”. Por essa lógica infantil, os chineses, que descobriram a pólvora, deveriam ser responsabilizados pelos milhões de mortos que ela provocou.
Como diz a Spiegel, tomar conhecimento dos detalhes desse episódio só serve para confirmar a sólida autoconfiança dos asiáticos e a crescente impotência do Ocidente.
Sabe quem sabotou o acordo do clima?
por Marcos Guterman
Seção: Zeitgeist
Blogs do Estadão, 05 de maio de 2010 22:51:23
Os EUA passaram à história como o perverso país que boicotou o Protocolo de Kyoto, como a comprovar a indiferença do “império” sobre os destinos do mundo sobre o qual exercia sua hegemonia. Agora, a revista Der Spiegel revela que, na Conferência do Clima de Copenhague, o fracasso deve ser debitado na conta do país queridinho dos antiamericanos: a China.
Juntos com a Índia – e apoiados por Brasil e África do Sul –, os chineses impediram que se articulasse um consenso para a redução acentuada da emissão de carbono, como mostram os registros gravados de uma tensa reunião de cúpula na Dinamarca, em 18 de dezembro de 2009.
No encontro, fechado à imprensa, estavam presentes os principais chefes de Estado do planeta, como Barack Obama, Angela Merkel, Gordon Brown e Nicolas Sarkozy. Lá pelas tantas, o francês, ao perceber o naufrágio da proposta, exaltou-se: “A China, que logo será a maior economia do planeta, diz ao mundo: ‘Compromissos se aplicam a vocês, e não a nós’. Isso é absolutamente inaceitável. Isso é sobre coisas essenciais, e alguém tem de reagir a essa hipocrisia”.
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, não compareceu ao encontro, enviando em seu lugar um subalterno. Esse diplomata se sentou ao lado de Obama, num evidente escárnio, ainda que o presidente americano tenha tentado pôr panos quentes na situação – coisa que a Spiegel qualificou de “facada nas costas dos europeus”.
A ideia de Pequim, desde sempre, foi evitar um acordo que obrigasse a China a cortar suas emissões, o que certamente afetaria seu desenfreado crescimento econômico. E a história, como sempre, serve de desculpa esfarrapada, como se constatou pelo discurso do subalterno de Wen: “Nos últimos 200 anos de industrialização, os países desenvolvidos contribuíram com mais de 80% das emissões. Quem criou o problema é responsável pela catástrofe que estamos enfrentando”. Por essa lógica infantil, os chineses, que descobriram a pólvora, deveriam ser responsabilizados pelos milhões de mortos que ela provocou.
Como diz a Spiegel, tomar conhecimento dos detalhes desse episódio só serve para confirmar a sólida autoconfiança dos asiáticos e a crescente impotência do Ocidente.
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Voce compraria acoes de uma empresa estatal pouco transparente?
Talvez sim, pelo menos por certo tempo.
Afinal de contas, o governo já fez as ações dessa companhia se valorizarem mais de 3 mil por cento, por manobras de certos "espertos" (ou bandidos) interessados justamente nisso.
Mas, você confiaria na palavra desse presidente de companhia que disse que vai apresentar lucros em apenas dois anos de funcionamento, subsidiando conexões baratas para o povinho miudo?
Talvez, pois o governo, mais uma vez, está colocando mais de 3 bilhões de reais na companhia, ou seja, o seu, o meu, o nosso dinheiro. Fica fácil, assim, fazer caridade com o dinheiro alheio, como sempre acontece.
Em todo caso, acredito que o governo poderia tratar do que é verdadeiramente estratégico: colocar crianças em escolas de boa qualidade o dia inteiro.
Oferecer conexões de internet, isso o setor privado pode fazer e o setor privado não vai fazer escolas primárias de boa qualidade, funcionando o dia inteiro...
Acho que falta foco, e faltam prioridades a esse governo.
Não esperem a educação melhorar de qualidade pelo futuro previsível: os analfabetos vão poder continuar escrevendo errado em alta velocidade...
Paulo Roberto de Almeida
(Shanghai, 7 de maio de 2010)
Sem subsídios, estatal vai ter lucro a partir de 2013, prevê novo presidente
Valor Econômico, São Paulo, 7 de Maio de 2010
De Brasília, 06/05/2010 -- O maior entusiasta da restauração da Telebrás ao longo das discussões do Plano Nacional de Banda Larga, Rogério Santanna, será seu novo presidente. Segundo ele, nos moldes do plano apresentado ontem, a partir de 2013 a Telebrás começará a apresentar lucro e, daqui a dez anos, apresentará um Ebitda (receita operacional líquida) de 51%. "Não será uma empresa subsidiada, que vai onerar os cofres públicos", diz Santanna. "Será uma empresa eficiente, que focará mais em inteligência do que na operação de serviços."
O fato relevante divulgado na terça-feira pela Telebrás indicava que a empresa poderá oferecer serviços de acesso onde a oferta não for considerada adequada, o que significa baixa atratividade econômica para empresas privadas. Para Santanna, porém, no resultado final, haverá bom lucro.
Foto Destaque
Ontem, a ação PN da empresa subiu 19,5% com a notícia da sua retomada como protagonista do PNBL. Nas contas do assessor especial da Presidência, César Alvarez, a Telebrás terá receita de R$ 5,7 bilhões daqui a dez anos.
Para ter fôlego para esta missão, a estatal - que perdeu qualquer atividade operacional com a privatização do setor em 1998 -, será capitalizada em R$ 3,22 bilhões. Santanna destaca, porém, que essa operação não precisa ocorrer no curto prazo, porque, para atingir as metas definidas para 2010, os cerca de R$ 280 milhões que a empresa tem em caixa seriam suficientes.
"O investimento (capitalização) será do Tesouro Nacional, mas os acionistas minoritários poderão acompanhar", diz Santanna. Para ele, está descartada a possibilidade de a Telebrás fechar o capital. "Isso nos obriga a ter bons critérios de governança corporativa e transparência." Além de operar a rede de 30,5 mil km de fibras ópticas que o governo quer ter até 2014, a Telebrás terá garantia de fornecimento de serviços a órgãos públicos federais, como a Receita Federal e a Previdência Social, sem necessidade de licitação.
Santanna é atualmente secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento. Ele substituirá Jorge da Motta e Silva, que foi indicado à presidência da Telebrás pelo ex-ministro das Comunicações Eunício Oliveira, hoje deputado federal do PMDB do Ceará.
Para Santanna, em cerca de dois meses a empresa poderá ser reativada. Hoje, a Telebrás tem 226 funcionários, dos quais mais da metade está alocada na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em 2020, o governo prevê que a empresa chegará a ter 400 funcionários. (DF)
=============
Addendum:
O governo é um especulador (como eu sempre desconfiei). (PRA)
O especulador
Miriam Leitão
O Globo - 06/05/2010
Durante mais de dois anos o governo soltou balões de ensaio, fez declarações, desmentidos, informações contraditórias sobre Telebrás, apesar de ser uma empresa com ações em bolsa. O resultado foi o que se viu: as especulações produziram uma violenta volatilidade, uma alta espetacular das ações. Altas e quedas produziram ganhos aos mais espertos.
A notícia que saiu aos pedaços foi confirmada: a Telebrás será a gestora do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A forma correta de fazer isso era o governo decidir primeiro e anunciar depois. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deveria ter visto isso.
Manipular o mercado dessa forma é crime.
O governo Lula nada fez em matéria de telecomunicação.
Tudo o que aconteceu foi decorrente da privatização.
A telefonia estatal tinha 20 milhões de clientes dos serviços de telecomunicações. Agora, 12 anos depois, são 235 milhões. O número é maior do que a população porque alguns são consumidores de diversos produtos.
As empresas, como disseram ontem em nota, investiram R$ 180 bilhões nestes 12 anos. Nada disso seria possível se o setor permanecesse estatal.
O governo Lula não conseguiu sequer usar o fundo criado na venda das empresas, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, que tem hoje R$ 10 bilhões depositado lá pelas empresas do setor. Esse fundo era exatamente para ampliar serviços como a banda larga.
Depois de sete anos sem fazer coisa alguma, o governo Lula, a sete meses do seu fim, lança um plano para investir R$ 13 bilhões em cinco anos e reintroduzir o Estado no setor. E o faz com óbvias fanfarras eleitoreiras.
Não há dúvida que o serviço de banda larga tem que ser ampliado, mas para isso o governo tem recursos dos fundos setoriais (Fust e Funtel) e muito a fazer. Há oito anos, a Anatel não oferece uma licença de TV a cabo. A última oferta de novas frequências (espectro radioelétrico) para utilização de serviços sem fio foi feita no final de 2008. Os serviços de telecomunicações pagam mais impostos que perfumes, bebidas e armas. Só para usar um exemplo: no modem de internet móvel há 75% de impostos.
O ex-ministro das comunicações Juarez Quadros não tem dúvidas que é preciso ampliar os serviços de banda larga no Brasil, mas acha que o governo reativar uma empresa em processo de liquidação é o caminho errado.
— Uma estatal depende de procedimentos burocráticos, como restabelecimento de um quadro de pessoal, aprovação da proposta do Executivo pelo Legislativo.
Tem amarras para investir — diz ele.
A Telebrás quando funcionava era uma holding de prestadores de serviço, ela em si não prestava serviço ao público. A própria lei que criou a estatal tem que ser mudada. Isso sem falar na Lei Geral de Telecomunicações, que definiu os participantes do mercado.
O economista William Alves, da XP Investimentos, explica que a Telebrás era uma massa falida, com patrimônio líquido negativo de R$ 400 milhões. Ou seja, possuía dívidas maiores do que o valor da própria empresa.
Se ela fosse vendida, ainda assim não haveria dinheiro para pagar tudo. Os prejuízos trimestrais eram constantes, com pagamentos de passivos trabalhistas, pensões e aposentadorias.
Como mostra o gráfico abaixo, até o final de 2007 as ações da Telebrás negociadas em bolsas não tinham valorização, ficavam encostadas com preço baixo. Mas após as primeiras declarações do então ministro Helio Costa e do presidente Lula, de que queria usar a empresa no PNBL, teve início a especulação: — Quem comprou esse papel não foi o investidor, mas o especulador. Esse é um papel totalmente especulativo porque não é possível projetar nada sobre a empresa, até porque ela não oferece mais nenhum tipo de serviço, é apenas uma massa falida.
Não gera receita, apenas despesa. Tudo essa alta aconteceu em função das declarações do governo — explicou William.
Somente este ano, as ações subiram mais de 160%. Ontem, após o anúncio oficial do Plano, as ações chegaram a subir mais de 40%, e o pregão teve que ser interrompido por conta da forte volatilidade.
Se quisesse ampliar e aumentar o acesso, o governo poderia retirar barreiras, regular, ampliar licenças e frequências, fazer desonerações para os serviços que considera prioritário ou faixas de renda, e usar os fundos para subsidiar a baixa renda. Poderia ter atuado na oferta e na demanda ao longo dos últimos sete anos, mas escolheu o caminho de injetar gás numa estatal falida e quebrando todas as regras de respeito ao mercado de capitais.
Afinal de contas, o governo já fez as ações dessa companhia se valorizarem mais de 3 mil por cento, por manobras de certos "espertos" (ou bandidos) interessados justamente nisso.
Mas, você confiaria na palavra desse presidente de companhia que disse que vai apresentar lucros em apenas dois anos de funcionamento, subsidiando conexões baratas para o povinho miudo?
Talvez, pois o governo, mais uma vez, está colocando mais de 3 bilhões de reais na companhia, ou seja, o seu, o meu, o nosso dinheiro. Fica fácil, assim, fazer caridade com o dinheiro alheio, como sempre acontece.
Em todo caso, acredito que o governo poderia tratar do que é verdadeiramente estratégico: colocar crianças em escolas de boa qualidade o dia inteiro.
Oferecer conexões de internet, isso o setor privado pode fazer e o setor privado não vai fazer escolas primárias de boa qualidade, funcionando o dia inteiro...
Acho que falta foco, e faltam prioridades a esse governo.
Não esperem a educação melhorar de qualidade pelo futuro previsível: os analfabetos vão poder continuar escrevendo errado em alta velocidade...
Paulo Roberto de Almeida
(Shanghai, 7 de maio de 2010)
Sem subsídios, estatal vai ter lucro a partir de 2013, prevê novo presidente
Valor Econômico, São Paulo, 7 de Maio de 2010
De Brasília, 06/05/2010 -- O maior entusiasta da restauração da Telebrás ao longo das discussões do Plano Nacional de Banda Larga, Rogério Santanna, será seu novo presidente. Segundo ele, nos moldes do plano apresentado ontem, a partir de 2013 a Telebrás começará a apresentar lucro e, daqui a dez anos, apresentará um Ebitda (receita operacional líquida) de 51%. "Não será uma empresa subsidiada, que vai onerar os cofres públicos", diz Santanna. "Será uma empresa eficiente, que focará mais em inteligência do que na operação de serviços."
O fato relevante divulgado na terça-feira pela Telebrás indicava que a empresa poderá oferecer serviços de acesso onde a oferta não for considerada adequada, o que significa baixa atratividade econômica para empresas privadas. Para Santanna, porém, no resultado final, haverá bom lucro.
Foto Destaque
Ontem, a ação PN da empresa subiu 19,5% com a notícia da sua retomada como protagonista do PNBL. Nas contas do assessor especial da Presidência, César Alvarez, a Telebrás terá receita de R$ 5,7 bilhões daqui a dez anos.
Para ter fôlego para esta missão, a estatal - que perdeu qualquer atividade operacional com a privatização do setor em 1998 -, será capitalizada em R$ 3,22 bilhões. Santanna destaca, porém, que essa operação não precisa ocorrer no curto prazo, porque, para atingir as metas definidas para 2010, os cerca de R$ 280 milhões que a empresa tem em caixa seriam suficientes.
"O investimento (capitalização) será do Tesouro Nacional, mas os acionistas minoritários poderão acompanhar", diz Santanna. Para ele, está descartada a possibilidade de a Telebrás fechar o capital. "Isso nos obriga a ter bons critérios de governança corporativa e transparência." Além de operar a rede de 30,5 mil km de fibras ópticas que o governo quer ter até 2014, a Telebrás terá garantia de fornecimento de serviços a órgãos públicos federais, como a Receita Federal e a Previdência Social, sem necessidade de licitação.
Santanna é atualmente secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento. Ele substituirá Jorge da Motta e Silva, que foi indicado à presidência da Telebrás pelo ex-ministro das Comunicações Eunício Oliveira, hoje deputado federal do PMDB do Ceará.
Para Santanna, em cerca de dois meses a empresa poderá ser reativada. Hoje, a Telebrás tem 226 funcionários, dos quais mais da metade está alocada na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em 2020, o governo prevê que a empresa chegará a ter 400 funcionários. (DF)
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Addendum:
O governo é um especulador (como eu sempre desconfiei). (PRA)
O especulador
Miriam Leitão
O Globo - 06/05/2010
Durante mais de dois anos o governo soltou balões de ensaio, fez declarações, desmentidos, informações contraditórias sobre Telebrás, apesar de ser uma empresa com ações em bolsa. O resultado foi o que se viu: as especulações produziram uma violenta volatilidade, uma alta espetacular das ações. Altas e quedas produziram ganhos aos mais espertos.
A notícia que saiu aos pedaços foi confirmada: a Telebrás será a gestora do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). A forma correta de fazer isso era o governo decidir primeiro e anunciar depois. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deveria ter visto isso.
Manipular o mercado dessa forma é crime.
O governo Lula nada fez em matéria de telecomunicação.
Tudo o que aconteceu foi decorrente da privatização.
A telefonia estatal tinha 20 milhões de clientes dos serviços de telecomunicações. Agora, 12 anos depois, são 235 milhões. O número é maior do que a população porque alguns são consumidores de diversos produtos.
As empresas, como disseram ontem em nota, investiram R$ 180 bilhões nestes 12 anos. Nada disso seria possível se o setor permanecesse estatal.
O governo Lula não conseguiu sequer usar o fundo criado na venda das empresas, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, que tem hoje R$ 10 bilhões depositado lá pelas empresas do setor. Esse fundo era exatamente para ampliar serviços como a banda larga.
Depois de sete anos sem fazer coisa alguma, o governo Lula, a sete meses do seu fim, lança um plano para investir R$ 13 bilhões em cinco anos e reintroduzir o Estado no setor. E o faz com óbvias fanfarras eleitoreiras.
Não há dúvida que o serviço de banda larga tem que ser ampliado, mas para isso o governo tem recursos dos fundos setoriais (Fust e Funtel) e muito a fazer. Há oito anos, a Anatel não oferece uma licença de TV a cabo. A última oferta de novas frequências (espectro radioelétrico) para utilização de serviços sem fio foi feita no final de 2008. Os serviços de telecomunicações pagam mais impostos que perfumes, bebidas e armas. Só para usar um exemplo: no modem de internet móvel há 75% de impostos.
O ex-ministro das comunicações Juarez Quadros não tem dúvidas que é preciso ampliar os serviços de banda larga no Brasil, mas acha que o governo reativar uma empresa em processo de liquidação é o caminho errado.
— Uma estatal depende de procedimentos burocráticos, como restabelecimento de um quadro de pessoal, aprovação da proposta do Executivo pelo Legislativo.
Tem amarras para investir — diz ele.
A Telebrás quando funcionava era uma holding de prestadores de serviço, ela em si não prestava serviço ao público. A própria lei que criou a estatal tem que ser mudada. Isso sem falar na Lei Geral de Telecomunicações, que definiu os participantes do mercado.
O economista William Alves, da XP Investimentos, explica que a Telebrás era uma massa falida, com patrimônio líquido negativo de R$ 400 milhões. Ou seja, possuía dívidas maiores do que o valor da própria empresa.
Se ela fosse vendida, ainda assim não haveria dinheiro para pagar tudo. Os prejuízos trimestrais eram constantes, com pagamentos de passivos trabalhistas, pensões e aposentadorias.
Como mostra o gráfico abaixo, até o final de 2007 as ações da Telebrás negociadas em bolsas não tinham valorização, ficavam encostadas com preço baixo. Mas após as primeiras declarações do então ministro Helio Costa e do presidente Lula, de que queria usar a empresa no PNBL, teve início a especulação: — Quem comprou esse papel não foi o investidor, mas o especulador. Esse é um papel totalmente especulativo porque não é possível projetar nada sobre a empresa, até porque ela não oferece mais nenhum tipo de serviço, é apenas uma massa falida.
Não gera receita, apenas despesa. Tudo essa alta aconteceu em função das declarações do governo — explicou William.
Somente este ano, as ações subiram mais de 160%. Ontem, após o anúncio oficial do Plano, as ações chegaram a subir mais de 40%, e o pregão teve que ser interrompido por conta da forte volatilidade.
Se quisesse ampliar e aumentar o acesso, o governo poderia retirar barreiras, regular, ampliar licenças e frequências, fazer desonerações para os serviços que considera prioritário ou faixas de renda, e usar os fundos para subsidiar a baixa renda. Poderia ter atuado na oferta e na demanda ao longo dos últimos sete anos, mas escolheu o caminho de injetar gás numa estatal falida e quebrando todas as regras de respeito ao mercado de capitais.
Inimigos do capital financeiro: nao apenas no Brasil
Não é só no Brasil que os supostos defensores da "economia popular" e inimigos do "capital financeiro internacional" tentam limitar e estrangular esses banqueiros gananciosos e outros especuladores financeiros.
Nos EUA, também, a demagogia e o populismo inconsequente tentam, por vezes, destruir ou desmantelar essa perna importante do capitalismo americano que são os serviços financeiros, com medidas regulatórias ou, em todo caso, limitativas de sua ação.
Cabe recordar que 70% do PIB americano é feito de serviços, não de indústria manufatureira ou de agricultura -- ridiculamente pequena, a despeito do lobbby gigantesco que captura recursos dos contribuintes -- e que o setor financeiro representa uma boa parte não apenas do PIB mas sobretudo da interface internacional do capitalismo americano.
Tentar cortar suas pernas e braços, portanto, representaria algo como tentar amarrar o Gulliver financeiro pelos liliputtianos do Congresso. Nem sempre isso é bem sucedido, como revela esta nota dos porta-vozes da Febraban americana:
From the Editors of American Banker
Senate Rejects Measure to Cap Size of Banks
WASHINGTON — After more delays and partisan fighting late Thursday over whether and how to proceed on financial reform, the Senate rejected 61 to 33 a populist amendment that would have forced the break up of the nation's biggest banks.
The measure from Democrats Sens. Sherrod Brown of Ohio and Ted Kaufman of Delaware would have placed a hard cap on banks of 10% of the nation's insured deposits. It would have limited a bank's nondeposit liabilities at 2% of the national gross domestic product. That cap would have been 3% for financial institutions that do not own a bank.
Had the provision been adopted and made it into law, these limits would have forced the largest institutions to shrink in size to roughly where they were a decade ago.
Nos EUA, também, a demagogia e o populismo inconsequente tentam, por vezes, destruir ou desmantelar essa perna importante do capitalismo americano que são os serviços financeiros, com medidas regulatórias ou, em todo caso, limitativas de sua ação.
Cabe recordar que 70% do PIB americano é feito de serviços, não de indústria manufatureira ou de agricultura -- ridiculamente pequena, a despeito do lobbby gigantesco que captura recursos dos contribuintes -- e que o setor financeiro representa uma boa parte não apenas do PIB mas sobretudo da interface internacional do capitalismo americano.
Tentar cortar suas pernas e braços, portanto, representaria algo como tentar amarrar o Gulliver financeiro pelos liliputtianos do Congresso. Nem sempre isso é bem sucedido, como revela esta nota dos porta-vozes da Febraban americana:
From the Editors of American Banker
Senate Rejects Measure to Cap Size of Banks
WASHINGTON — After more delays and partisan fighting late Thursday over whether and how to proceed on financial reform, the Senate rejected 61 to 33 a populist amendment that would have forced the break up of the nation's biggest banks.
The measure from Democrats Sens. Sherrod Brown of Ohio and Ted Kaufman of Delaware would have placed a hard cap on banks of 10% of the nation's insured deposits. It would have limited a bank's nondeposit liabilities at 2% of the national gross domestic product. That cap would have been 3% for financial institutions that do not own a bank.
Had the provision been adopted and made it into law, these limits would have forced the largest institutions to shrink in size to roughly where they were a decade ago.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Uma advertência bem-vinda, e a tempo
O crescimento da economia brasileira tem sido alimentado a crédito, excessivo, generoso, por parte do governo. Com dinheiro, aliás, que foi retirado de nós (pelos impostos), ou que ainda será retirado (pela dívida pública e por novos impostos), ou por inflação, simplesmente.
Neste momento, caberia recordar algumas palavras sábias:
"There is no means of avoiding the final collapse of a boom expansion brought about by credit expansion. The alternative is only whether the crisis should come sooner as the result of a voluntary abandonment of further credit expansion, or later as a final and total catastrophe of the currency system involved."
Ludwig von Mises
Neste momento, caberia recordar algumas palavras sábias:
"There is no means of avoiding the final collapse of a boom expansion brought about by credit expansion. The alternative is only whether the crisis should come sooner as the result of a voluntary abandonment of further credit expansion, or later as a final and total catastrophe of the currency system involved."
Ludwig von Mises
Progressos do socialismo científico: o inacreditavel caso cubano
Se quiserem, leiam primeiro a noticia abaixo.
Nos sessenta anos em que Cuba foi "colônia informal" (ou formal, se quiserem) do império, sua produção aumentou constantemente. No momento da sua "libertação" era o principal produtor e exportador mundial, com quase 8 milhões de toneladas de açúcar, bem mais do que o Brasil, que hoje assumiu a condição de maior exportador (mas não produtor, que é a Índia).
Pois bem, hoje Cuba importa açúcar do IMPÉRIO (que lhe fornece, aliás, quase todos os seus produtos alimentares) para seu próprio consumo.
Deve ser por que a palavra de ordem é "libertar-se da monocultura colonial"; diversificar a economia, aumentar a capacidade tecnológica, etc, etc, etc.
Paulo Roberto de Almeida
La producción azucarera cubana se desploma a niveles de 1905
Emilia C. de Paula
El País – 05/05/10
La Habana – La industria azucarera cubana hace aguas por donde uno mire. Dos días después de que el Gobierno de Raúl Castro destituyera al ministro del ramo, Luis Manuel Ávila, por “deficiencias en su trabajo”, el diario Granma ha salido a escena con datos demoledores: este año la zafra será la peor desde hace 105 años, cuando Cuba apenas produjo 1,2 millones de toneladas de azúcar. Según el órgano oficial del Partido Comunista, la actual cosecha ha sido “pésima en producción y eficiencia”. “Desde 1905 el país no registraba una campaña azucarera tan pobre”, afirma, señalando entre las causas de esta debacle la ineficiencia crónica y “un elevado grado de imprecisiones y voluntarismo”.
No hay datos oficiales sobre cuál era el estimado de producción en la zafra 2009-2010, pero diversos analistas lo sitúan en torno a 1,4 millones de toneladas, similar al del año anterior. Según Granma, “al cierre de mayo” el atraso “rebasaba las 230.000 toneladas”, y falta poco más de un mes para concluir la temporada.
Según analistas, el resultado final de la cosecha pudiera estar entorno a 1,1 millones de toneladas, “o ser incluso menor”. Como datos de referencia valgan tres: en 1924, la zafra fue de 4,2 millones de toneladas; en 1958, de 5.6 millones; en 1990, último año de la hermandad con la URSS, la producción superó los 7,8 millones de toneladas.
La catástrofe es evidente. Desde que se inició la zafra a finales del año pasado, sólo han cumplido el plan asignado 10 de las 44 fábricas azucareras que activaron su maquinaria esta temporada; y si hablamos de territorios, solo dos de las 14 provincias cubanas lograron cumplir sus compromisos. Según Granma, al Ministerio del Azúcar le faltó “control y exigencia”.
La realidad es que llueve sobre mojado. Desde que la isla acometió un proceso de reconversión salvaje, el sector no ha levantado cabeza. Entre 2002 y 2004, Cuba reestructuró el sector azucarero, lo que supuso el cierre de casi un centenar de centrales (fábricas): de las 156 que existían quedaron 61, y se eliminaron más de 100.000 puestos de trabajo. Además, la superficie de cultivo disminuyó de dos millones de hectáreas a unas 750.000, según datos oficiales.
En la temporada 2008-2009, la isla produjo 1,4 millones de toneladas de azúcar y facturó más de 600 millones de dólares. Muy lejos de los 4.000 millones de dólares que obtenía cuando el azúcar era la principal fuente de ingreso de divisas y su producto de exportación más importante.
Nos sessenta anos em que Cuba foi "colônia informal" (ou formal, se quiserem) do império, sua produção aumentou constantemente. No momento da sua "libertação" era o principal produtor e exportador mundial, com quase 8 milhões de toneladas de açúcar, bem mais do que o Brasil, que hoje assumiu a condição de maior exportador (mas não produtor, que é a Índia).
Pois bem, hoje Cuba importa açúcar do IMPÉRIO (que lhe fornece, aliás, quase todos os seus produtos alimentares) para seu próprio consumo.
Deve ser por que a palavra de ordem é "libertar-se da monocultura colonial"; diversificar a economia, aumentar a capacidade tecnológica, etc, etc, etc.
Paulo Roberto de Almeida
La producción azucarera cubana se desploma a niveles de 1905
Emilia C. de Paula
El País – 05/05/10
La Habana – La industria azucarera cubana hace aguas por donde uno mire. Dos días después de que el Gobierno de Raúl Castro destituyera al ministro del ramo, Luis Manuel Ávila, por “deficiencias en su trabajo”, el diario Granma ha salido a escena con datos demoledores: este año la zafra será la peor desde hace 105 años, cuando Cuba apenas produjo 1,2 millones de toneladas de azúcar. Según el órgano oficial del Partido Comunista, la actual cosecha ha sido “pésima en producción y eficiencia”. “Desde 1905 el país no registraba una campaña azucarera tan pobre”, afirma, señalando entre las causas de esta debacle la ineficiencia crónica y “un elevado grado de imprecisiones y voluntarismo”.
No hay datos oficiales sobre cuál era el estimado de producción en la zafra 2009-2010, pero diversos analistas lo sitúan en torno a 1,4 millones de toneladas, similar al del año anterior. Según Granma, “al cierre de mayo” el atraso “rebasaba las 230.000 toneladas”, y falta poco más de un mes para concluir la temporada.
Según analistas, el resultado final de la cosecha pudiera estar entorno a 1,1 millones de toneladas, “o ser incluso menor”. Como datos de referencia valgan tres: en 1924, la zafra fue de 4,2 millones de toneladas; en 1958, de 5.6 millones; en 1990, último año de la hermandad con la URSS, la producción superó los 7,8 millones de toneladas.
La catástrofe es evidente. Desde que se inició la zafra a finales del año pasado, sólo han cumplido el plan asignado 10 de las 44 fábricas azucareras que activaron su maquinaria esta temporada; y si hablamos de territorios, solo dos de las 14 provincias cubanas lograron cumplir sus compromisos. Según Granma, al Ministerio del Azúcar le faltó “control y exigencia”.
La realidad es que llueve sobre mojado. Desde que la isla acometió un proceso de reconversión salvaje, el sector no ha levantado cabeza. Entre 2002 y 2004, Cuba reestructuró el sector azucarero, lo que supuso el cierre de casi un centenar de centrales (fábricas): de las 156 que existían quedaron 61, y se eliminaron más de 100.000 puestos de trabajo. Además, la superficie de cultivo disminuyó de dos millones de hectáreas a unas 750.000, según datos oficiales.
En la temporada 2008-2009, la isla produjo 1,4 millones de toneladas de azúcar y facturó más de 600 millones de dólares. Muy lejos de los 4.000 millones de dólares que obtenía cuando el azúcar era la principal fuente de ingreso de divisas y su producto de exportación más importante.
Mundorama: divulgando um empreendimento exemplar em RI
Fazendo explicitamente propaganda (o que não é hábito neste blog):
Mundorama
Divulgação Científica em Relações Internacionais – ISSN 2175-2052
O que é o Boletim Mundorama
Mundorama é uma abordagem ágil sobre os temas da agenda internacional e da política externa brasileira. A iniciativa divulga análises de conjuntura, notas técnicas, teses de doutorado, dissertações de mestrado, artigos científicos, relatórios de pesquisa, notícias de eventos e notícias sobre o acervo em formato digital de periódicos especializados. Tudo desenvolvido em uma abordagem não-exaustiva, mas cuidadosa e atenta aos rumos do desenvolvimento da comunidade especializada em Relações Internacionais no Brasil.
Mundorama é uma publicação do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília – iREL-UnB, desenvolvida pela equipe do projeto integrado de pesquisa Parcerias Estratégicas do Brasil: as experiências em curso e a construção do conceito, e apoiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.
Em Mundorama são publicadas contribuições em formato variado dos pesquisadores vinculados ao projeto e de pesquisadores colaboradores externos cuja reflexão de algum modo se alinhe com os temas da nossa agenda. São especialmente valorizadas contribuições curtas versando sobre os temas da agenda internacional contemporânea.
Expediente
Editor: Antônio Carlos Lessa – Universidade de Brasília – UnB
Conselho Editorial/Equipe do projeto integrado de pesquisa Parcerias Estratégicas do Brasil: as experiências em curso e a construção do conceito:
* Amado Luiz Cervo – Universidade de Brasília – UnB
* Ana Flávia Granja e Barros Platiau – Universidade de Brasília – UnB
* Antônio Jorge Ramalho da Rocha – Universidade de Brasília – UnB
* Argemiro Procópio Filho – Universidade de Brasília – UnB
* Cristina Soreanu Pecequilo – Universidade Estadual Paulista – UNESP
* Eiiti Sato – Universidade de Brasília – UnB
* Estevão Chaves de Resende Martins – Universidade de Brasília – UnB
* Henrique Altemani de Oliveira – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP
* José Flávio Sombra Saraiva – Universidade de Brasília – UnB
* Miriam Gomes Saraiva – Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
* Paulo Fagundes Vizentini - Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
* Pio Penna Filho – Universidade de São Paulo – USP
Secretaria: Celi Rodrigues de Oliveira (admin@mundorama.net)
Quem somos
A equipe do projeto integrado de pesquisa “Parcerias Estratégicas do Brasil: a construção do conceito e as experiências em curso” é composta por professores de universidades brasileiras e estrangeiras, que colaboram em uma grande rede de pesquisa dedicada ao estudo do sistema de relações internacionais internacionais do Brasil, em múltiplas perspectivas teóricas e metodológicas. Os objetivos precípuos do projeto são, além da formação e do funcionamento regular da rede científica internacional, a formação de quadros em nível de pós-graduação especializados nos temas do projeto, a criação de uma ambiência multiinstitucional dedicada ao estudo e à pesquisa acerca dessa agenda (o que inclui o envolvimento de estudantes de graduação e a orientação de projetos de iniciação científica), a disseminação de resultados (publicação de trabalhos científicos, na forma de artigos e livros, e organização de seminários e cursos temáticos) e a formação de insumos para a formulação de políticas com repercussão internacional.
A iniciativa Mundorama, desenvolvida como portal de divulgação científica do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília e do projeto integrado de pesquisa, é dirigida pelo Professor Antônio Carlos Lessa (coordenador), com apoio técnico de Celi Rodrigues de Oliveira.
Biblioteca
Seleção de recursos bibliográficos sobre Relações Internacionais e política exterior do Brasil, em diferentes perspectivas metodológicas – acervos de periódicos científicos, teses de doutorado, dissertações de mestrado e relatórios técnicos
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Publicação semestral do Instituto Brasileiro de Relações Internacionais (IBRI), editada desde 1958. Na nossa biblioteca estão disponíveis os números completos publicados desde 1993.
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Seleção de teses de doutorado e dissertações de mestrado em Relações Internacionais defendidas na Universidade de Brasília e em outras instituições nacionais componentes da rede.
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Relatórios técnicos
Seleção de documentos públicos (inclusive documentação diplomática) versando sobre temas relacionados à agenda internacional contemporânea e de especial interesse para a compreensão da política externa brasileira. Compõem primariamente esta base de dados documentos levantados pelos pesquisadores da rede em suas estratégias de pesquisa.
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1. O Boletim Mundorama publica artigos de análise de conjuntura e resenhas de livros, além de notícias sobre eventos e processos seletivos;
2. As contribuições na forma de artigos e resenhas de livros devem conter cerca de 7.000 caracteres, incluindo espaços, e devem ser apresentadas em processador de textos de uso universal;
3. As contribuições podem ser submetidas em português, inglês ou espanhol;
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6. As contribuições devem vir acompanhadas de: 3 palavras-chave em português e 3 key words em inglês; Título em inglês; Resumo em português e abstract em inglês, ambos com até 20 palavras.
7. Não devem ser usadas notas de rodapé. No caso de citação de bibliografia, usar o sistema Chicago (Autor, data), referenciando a literatura citada ao final do artigo, em ordem alfabética, como se vê abaixo:
(...) [ver no link abaixo]
Todas as contribuições na forma de artigos e resenhas de livros serão submetidas a arbitragem científica. O processo de análise editorial se estende por cerca de 5 (cinco) dias úteis e os artigos aprovados são imediatamente publicados.
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Geovisitando este blog: um mapa dos curiosos e frequentadores
Consultando hoje, por puro acaso de clicar em cima, o linkezinho (desculpem o neologismo) Geovisit que figura ai do lado, constatei que, num dado momento (não me perguntem qual pois cliquei e depois esqueci, só voltando algumas horas depois) eu tinha um total de 464 curiosos, passantes, interessados, visitantes, turistas acidentais grudados nesta maravilha que vocês lêem agora (desculpem a brincadeira narcisística, estou gozando de mim mesmo).
Os temerários estavam assim distribuidos.
Brasil 397
Portugal 18
EUA 18
Reino Unido 4
Alemanha 4
Angola 4
França 3
Moçambique 2
Argentina 2
Espanha 2
Cote d’Ivoire, Senegal, Israel, Europa (sic), Grécia, Bangladesh, Suíça e Nova Zelândia, 1 cada...
Só ainda não descobri como esse programa consegue distinguir europeus da Europa. Só pode ser geografia de americanos...
Paulo Roberto de Almeida
Os temerários estavam assim distribuidos.
Brasil 397
Portugal 18
EUA 18
Reino Unido 4
Alemanha 4
Angola 4
França 3
Moçambique 2
Argentina 2
Espanha 2
Cote d’Ivoire, Senegal, Israel, Europa (sic), Grécia, Bangladesh, Suíça e Nova Zelândia, 1 cada...
Só ainda não descobri como esse programa consegue distinguir europeus da Europa. Só pode ser geografia de americanos...
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