Mostrando postagens com marcador Antonio Carlos Lessa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antonio Carlos Lessa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de outubro de 2026

O cão que não ladrou: política externa e voto nas eleições presidenciais de 2026 - Antonio Carlos Lessa (Mundorama)

Excelente artigo de Antonio Carlos Lessa em Mundorama, sobre a política externa em campanhas eleitorais e na atual disputa em particular, com essa peculiaridade que o tema não chama muito a atenção, seja dos candidatos, seja dos eleitores.

O cão que não ladrou: política externa e voto nas eleições presidenciais de 2026
Antonio Carlos Lessa
Mundorama, 20 outubro 2026
https://www.mundorama.net/p/o-cao-que-nao-ladrou-politica-externa?subscribe_prompt=free

Resumo: Em 2026 a política externa ocupou o centro da campanha, e o voto de outubro não se dividiu por ela. Quatro das seis condições que explicavam o alheamento brasileiro desapareceram entre 2025 e 2026, e o resultado repetiu o padrão de 1989.

Em dezembro de 1989, um grupo de pesquisa pioneiro em Relações Internacionais no Brasil, sediado na Universidade de Brasília, concluiu um estudo sobre as plataformas de política externa dos candidatos à Presidência. Participei dele. Encontramos pouca coisa: dos dez principais candidatos, cinco tinham plataforma externa, três apresentaram programa de governo sem qualquer posição escrita sobre o tema, e dois chegaram a 15 de novembro sem programa algum. Apenas três responderam ao questionário que enviamos (GPRI 1989).

Trinta e sete anos depois, voltamos ao mesmo exercício diante de uma eleição em que a política externa ocupou o centro da disputa presidencial. As plataformas existiam. O resultado foi o mesmo.
O que explicava o desinteresse

Escolheu-se o presidente em 1989 pela primeira vez em quase trinta anos, sob uma Constituição promulgada no ano anterior, que inovara em matéria de relações internacionais e redistribuíra entre os Poderes a condução da política externa (Almeida 1993). Vinte e dois candidatos disputaram o primeiro turno, em um país que havia declarado moratória da dívida dois anos antes e convivia com hiperinflação. Matéria externa não faltava.

Atribuímos o silêncio, naquele trabalho, a seis condições: um país voltado para dentro por suas dimensões continentais; nenhum inimigo externo e nenhuma ameaça grave à soberania; os centros de poder mundial distantes, e o país afastado dos grandes fatos; pouco peso no sistema internacional e nenhum meio de alterá-lo; um corpo diplomático profissional que administrava a política externa em regime quase monopolístico; e mais atenção ao que se passava dentro de casa, sempre mais palpável para quem vota.

Tratava-se, com efeito, de uma etiologia. Seis causas arroladas para explicar um silêncio, e, como toda etiologia, exposta ao teste mais simples que existe: removidas as causas, o silêncio deveria ceder.

O exame mais sistemático dessa relação no Brasil continua sendo o de Paulo Roberto de Almeida (1993), que percorreu sessenta anos de convivência entre partidos políticos e política externa, de 1930 a 1990, e concluiu que os partidos permaneceram à margem de quem formula e de quem executa a política externa brasileira, com o processo decisório apenas incipientemente alterado depois de 1988. Almeida recolhe o julgamento severo de Ronald Schneider, para quem a influência partidária sobre a política externa do país variava entre inexistente e marginal, e resume a campanha de 1989 por uma fórmula que o período autoriza: excesso de partidos e nenhuma política externa.

Impõe-se uma ressalva antes de usar o diagnóstico. Almeida recorreu a Marcel Merle para sustentar que a importância secundária atribuída pelos partidos aos temas externos atravessa os sistemas pluralistas, o que retira do caso brasileiro boa parte de sua singularidade e transfere o peso explicativo para condições gerais da competição partidária. Uma lista de seis fatores nacionais talvez explicasse, pois, bem menos do que supúnhamos. Essa dúvida, que não tínhamos então, organiza o que vem a seguir.
Quatro condições desapareceram

Entre 2025 e 2026 a lista perdeu quatro de seus seis itens, nenhum deles por iniciativa brasileira: ao episódio tarifário de 2025 somaram-se sanções sob a Global Magnitsky contra autoridade judicial brasileira e a ação militar norte-americana na Venezuela, em 3 de janeiro de 2026, de sorte que a ameaça externa à soberania deixou de ser hipótese de manual. Caiu junto a distância em relação aos grandes fatos da política internacional. Em dezembro de 2025 a Casa Branca anunciou um corolário Trump à Doutrina Monroe, e o próprio presidente norte-americano passou a chamar a estratégia de Doutrina Donroe depois da operação venezuelana. Em 11 de agosto de 2026 o Departamento de Estado publicou vídeo afirmando que o domínio americano sobre o Hemisfério Ocidental nunca mais seria questionado.

Cada um desses episódios ilustra o que Farrell e Newman (2019) descreveram como interdependência armada, com redes econômicas convertidas em instrumento de coerção estatal. Dissolveu-se também o monopólio diplomático sobre a agenda, e de modo humilhante: em audiência no Congresso dos Estados Unidos, em 2 de junho de 2026, Marco Rubio enumerou a coalizão regional de aliados de Washington e dela excluiu o Brasil, ao lado de Cuba, Nicarágua e Venezuela. Quanto ao caráter palpável da matéria internacional, a tarifa resolveu a questão: pesquisa Nexus contratada pelo BTG Pactual, com campo entre 12 e 14 de junho de 2026 e registro BR-06645/2026, encontrou 86% dos entrevistados cientes da designação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Restaram a escala continental e a ausência de meios para alterar o sistema, duas condições de geografia e de poder. A etiologia de 1989, entretanto, previa que a remoção das outras quatro bastaria.
A escolha existia

Convém afastar desde já a explicação mais confortável, segundo a qual o eleitorado não teria recebido alternativas. Recebeu. O Escudo das Américas, coalizão lançada por Trump em março de 2026 em cúpula na Flórida, reúne os Estados Unidos e um conjunto de países da região que inclui Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru, com declaração que prevê sanções coordenadas contra organizações classificadas como narcoterroristas. Brasil e México são as ausências principais. As fontes divergem sobre o número de aderentes, entre catorze e dezessete, e a divergência fica aqui registrada sem solução.

Flávio Bolsonaro declarou que trabalhará pela entrada do Brasil na aliança, pelo argumento do combate ao crime organizado. Lula recusou a adesão e, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2026, sustentou que o Brasil não cabe no quintal de ninguém. A divergência tem conteúdo administrável. A declaração do bloco prevê congelar ativos, restringir vistos, barrar a entrada de pessoas ligadas às organizações listadas e responsabilizar criminalmente quem lhes preste apoio material, entre elas o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho. O governo brasileiro objeta à classificação terrorista e recusa a hipótese de tropa estrangeira operando em território nacional. Trata-se de escolha de posição, verificável, com consequências jurisdicionais e diplomáticas identificáveis antes do voto.

Essa divergência circulou fora dos programas. O de Flávio Bolsonaro não menciona a aliança, e a análise do dossiê, fechada em setembro, observa que o candidato ainda não indicara intenção de aderir (Naddi, Scheidl e Dias 2026). A posição favorável veio por declaração de campanha, o que deixa a escolha mais consequente do ciclo fora dos documentos que a legislação eleitoral manda registrar.

Nada parecido esteve disponível ao eleitor de 1989, e a comparação é desfavorável ao passado naquilo que se pode medir. Naquele ano, metade dos principais candidatos sequer formulou posição escrita. Em 2026, doze candidaturas registraram programa de governo no Tribunal Superior Eleitoral, e o Observatório de Regionalismo dedicou-lhes um dossiê com um capítulo por candidatura, publicado em 30 de setembro, antes do primeiro turno (Luciano e Carvalho 2026). O quadro comparativo distribui as propostas por sete eixos, da integração regional ao Mercosul, à CELAC e à UNASUL (Observatório de Regionalismo 2026), e o mesmo observatório fizera o exercício em 2022, de modo que há série comparável. Do lado do governo, a análise do dossiê identifica ênfase inédita em soberania e defesa no programa de 2026, atribuída à pressão do cenário internacional (Bordignon, Araujo e Souza 2026). Houve uma exceção, e ela merece registro pela franqueza: o plano de Wilson Grassi declara expressamente não trazer doutrina de política externa.
E o voto não separou

É certo que os números de outubro admitem leitura mais branda do que a que se sustenta aqui: o efeito de agregação em torno do governo pode ter existido e apenas não ter bastado, hipótese que exigiria série temporal de intenção de voto anterior a julho de 2025, construída com instrumento comparável, e que não foi possível montar com fontes primárias para este texto. A ressalva afeta a força da conclusão, sem afetar sua direção.

Lula obteve 45,16% dos votos válidos em 4 de outubro de 2026, contra 47,03% de Flávio Bolsonaro, conforme a totalização que o Tribunal Superior Eleitoral encerrou na madrugada seguinte. Compareceram 125.275.835 eleitores, de 158.745.502 aptos, com abstenção de 21,08%, a maior da série histórica. Os quatro candidatos que apresentaram plataforma internacional articulada somaram 7,58%: Augusto Cury 2,89%, Renan Santos 2,24%, Ronaldo Caiado 2,18% e Romeu Zema 0,27%, este último com a proposta mais explícita de todas, a saída do Brasil do BRICS.

O mecanismo aparece na desagregação da mesma pesquisa de junho. Sobre a designação das facções como organizações terroristas, 53% dos eleitores de Flávio Bolsonaro viram ganho de segurança e 16% viram ameaça; entre eleitores de Lula, 54% viram ameaça e 14% viram ganho. Mesma medida, mesmo governo estrangeiro, mesmo mês, mesma pergunta: a leitura se inverte conforme o voto. Levantamento Datafolha de 18 a 20 de agosto de 2026, registro BR-04496/2026, encontrou metade do eleitorado admitindo a possibilidade de interferência estrangeira no pleito, com 32% do total classificando-a como problema e 18% não vendo problema nela.

Casarões e Belém Lopes (2025) documentaram a partidarização transnacional da política externa brasileira, e o espelhamento de junho exibe sua face eleitoral. Quando o eleitor já sabe de que lado está antes de saber o que aconteceu, a pressão externa apenas confirma o que ele pensava, e o que o governo fez ou deixou de fazer se perde no caminho. O eleitor de 2026 dispunha de programas registrados, de um dossiê acadêmico que os comparava e de uma escolha de posição com consequências datadas. Nada disso entrou na conta.
O que observar depois da posse

Quem assumir em 1º de janeiro de 2027 o fará sem mandato programático em política externa, e com um Congresso eleito sobre outra agenda. A decisão sobre o Escudo das Américas voltará à mesa como escolha de Executivo, tomada por quem foi eleito para encarnar uma posição internacional, sem que o voto tenha autorizado qualquer curso de ação determinado.

Quatro coisas merecem acompanhamento em 2027. A primeira é a composição da equipe encarregada de negociar com Washington, que dirá se a decisão externa volta ao circuito burocrático ou permanece na Presidência. A segunda é o tratamento dado ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, em aplicação provisória desde 1º de maio de 2026, cujo aproveitamento depende de reformas regulatórias domésticas situadas fora do alcance do Itamaraty. A terceira é o comportamento do Legislativo diante de medidas de reciprocidade comercial, para o qual o índice de engajamento externo proposto por Feliú Ribeiro, Ferreira e Sposito (2025) oferece instrumento de medida. A quarta pertence à agenda de pesquisa: a adesão ao Escudo das Américas pode ter separado votos de maneira que os agregados nacionais escondem, sobretudo em estados de fronteira e em municípios com presença faccional intensa, e os dados municipais do Tribunal Superior Eleitoral, cruzados com exposição setorial ao tarifaço, permitem testar a hipótese pelo desenho que Campello e Urdinez (2021) aplicaram a choques comerciais localizados.

Em 1989 escrevemos que o desinteresse se corrigiria à medida que o país se internacionalizasse. O país se internacionalizou pela pior via disponível, que foi a da coerção sofrida, e o desinteresse eleitoral permaneceu. Talvez a variável que faltava àquela etiologia fosse outra: a capacidade de um eleitorado polarizado atribuir responsabilidade pelo que lhe vem de fora. Houve ruído de sobra em 2026, e o cão não ladrou.
Referências

Almeida, Paulo Roberto de. 1993. “A política da política externa: os partidos políticos nas relações internacionais do Brasil, 1930-1990.” Trabalho apresentado ao IV Seminário Nacional do Projeto Sessenta Anos de Política Externa Brasileira, IPRI/FUNAG e DCP/USP, Brasília, 31 de março a 2 de abril. Versão preliminar.

Bordignon, Beatriz Vogel, Flavia Loss de Araujo, e Giovanna Aparecida Doriguetto Souza. 2026. “Luiz Inácio Lula da Silva.” Cadernos de Regionalismo ODR 10 (2): 22-28. https://doi.org/10.5281/zenodo.23104135.

Campello, Daniela, e Francisco Urdinez. 2021. “Voter and Legislator Responses to Localized Trade Shocks from China in Brazil.” Comparative Political Studies 54 (7): 1131-1162. https://doi.org/10.1177/0010414020970233.

Casarões, Guilherme, e Dawisson Belém Lopes. 2025. “Foreign Policy and Transnational Partisanship in Brazil.” Política y Sociedad 62 (2): e99351. https://doi.org/10.5209/poso.99351.

Farrell, Henry, e Abraham L. Newman. 2019. “Weaponized Interdependence: How Global Economic Networks Shape State Coercion.” International Security 44 (1): 42-79. https://doi.org/10.1162/isec_a_00351.

Feliú Ribeiro, Pedro, Túlio Sérgio Henriques Ferreira, e Ítalo Beltrão Sposito. 2025. “Measuring Brazilian Foreign Policy Engagement: Composition and Validation of the Foreign Policy Index.” Revista Brasileira de Política Internacional 68 (1). https://doi.org/10.1590/0034-7329202500115.

GPRI (Grupo de Pesquisas em Relações Internacionais). 1989. A Política Externa nas Plataformas dos Candidatos a Presidente do Brasil em 1989. Brasília: Universidade de Brasília. Texto processado.

Luciano, Bruno Theodoro, e Patrícia Nasser de Carvalho. 2026. “Apresentação: Política Externa e Regionalismo, os programas dos presidenciáveis nas eleições de 2026.” Cadernos de Regionalismo ODR 10 (2): 7-11. https://doi.org/10.5281/zenodo.23104151.

Naddi, Beatriz, Bruce Scheidl, e Maurício Luiz Borges Ramos Dias. 2026. “Flávio Nantes Bolsonaro.” Cadernos de Regionalismo ODR 10 (2): 12-21. https://doi.org/10.5281/zenodo.23104128.

Observatório de Regionalismo. 2026. “Quadro-Síntese.” Cadernos de Regionalismo ODR 10 (2): 64-66.

Schneider, Ronald M. 1976. Brazil: Foreign Policy of a Future World Power. Boulder: Westview Press.
Sobre o autor

Antonio Carlos Lessa: Professor Titular de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.
E-mail: alessa@unb.br

Nota final (PRA): O meu texto citado ao início (1993) refere-se a ensaio preliminar para um seminário e um livro. Depois, ele foi publicado como capítulo de um livro meu e também em obra coletiva. Eis aqui o registro completo desse trabalho: 

327. “A Política da Política Externa: os partidos políticos nas relações internacionais do Brasil, 1930-1990”, Brasília: 14 março 1993, 85 p. Ensaio sobre a relação política externa-partidos políticos, preparado para o IV Seminário Nacional do Projeto “60 Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990)”, desenvolvido pelo IPRI/USP e apresentado em Brasília em 01/04/1993. Publicado, nesta primeira versão in: José Augusto Guilhon de Albuquerque (org.), Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990), IV volume: Prioridades, Atores e Políticas. São Paulo: Annablume/Nupri/USP, 2000, pp 381-447. Disponível na plataforma Academia.edu (link: http://www.academia.edu/26037730/Os_Partidos_Politicos_nas_Relacoes_Internacionais_do_Brasil_1930-1990_1993_). Reformatação completa, correção e nova inclusão na plataforma Academia.edu (23/12/2020; link: https://www.academia.edu/44759089/327_A_politica_da_politica_externa_os_partidos_politicos_nas_relacoes_internacionais_do_Brasil_1930_1990_1993_). Relação de Publicados n. 262.

 

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

O Mundo Segundo Trump e o Ocaso da Ordem Liberal Internacional: Nacionalismo, Transacionalismo e o Futuro do Multilateralismo” - Carlos Pio, Erica Resende, Paulo Roberto de Almeida e Antonio Carlos Lessa

Recebido do organizador, prof. A.C. Lessa:


🦅 Amanhã! Realizaremos o seminário “O Mundo Segundo Trump e o Ocaso da Ordem Liberal Internacional: Nacionalismo, Transacionalismo e o Futuro do Multilateralismo”, com Carlos Pio, Erica Resende, Paulo Roberto de Almeida e Antonio Carlos Lessa.
Impactos sobre a ordem internacional e a política externa brasileira.
📅 7 de novembro | 🕓 Horário: 15h ____
📺 https://youtube.com/@estudosglobais
🔗 https://public.amplenote.com/C2a8E77LdNzcw8xnKJg3oxbP

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Escola de Relações Internacionais - Semana Universitária da Universidade de Brasília - 2025: Seminário sobre O Mundo Segundo Trump e o ocaso da Ordem Liberal Internacional: Nacionalismo, Transacionalismo e o Futuro do Multilateralismo

Um dos eventos terá a minha participação:


Escola de Relações Internacionais - Semana Universitária da Universidade de Brasília - 2025

A Escola de Relações Internacionais é uma iniciativa acadêmica dedicada à formação, atualização e difusão de conhecimentos sobre a política internacional e os desafios da inserção externa do Brasil.
Estruturada em um ciclo de 13 masterclasses e 2 seminários científicos, se insere na programação da Semana Universitária de 2025 (3 a 8 de novembro) da Universidade de Brasília, e oferece ao público universitário e à comunidade interessada um percurso formativo que combina rigor conceitual, clareza didática e orientação à prática. Todos os eventos serão realizados exclusivamente online.

Todos os eventos serão realizados online, transmitidos pelo Canal do Centro de Estudos Globais no YouTube e a participação dos inscritos ensejará a emissão de Certificado de Extensão da Universidade de Brasília.
A Escola é uma iniciativa é do Centro de Estudos Globais , um laboratório do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade de Brasília, em parceria com a Editora Contexto.
O Centro reúne grupos de pesquisa avançada dedicados ao estudo, debate e investigação de excelência sobre os temas e questões das Relações Internacionais contemporâneas. O Centro empreende ações de pesquisa, extensão, formação, publicação e divulgação científica sobre Governança e Antropoceno, Poderes Globais e Desenvolvimento Global, em parceria com centros especializados em Relações Internacionais no Brasil e no exterior

"Meu" evento:
EV1375-2025:
🎓Seminário - O Mundo Segundo Trump e o ocaso da Ordem Liberal Internacional: Nacionalismo, Transacionalismo e o Futuro do Multilateralismo
Debatedores:
Antonio Carlos Lessa, Carlos Pio, Erica Resende, Paulo Roberto de Almeida
Sexta, 07/11, 15hs
https://public.amplenote.com/CRrE1sWEJrBWR8ZQTLnDu3W7

Apresentação
Vivemos um momento de inflexão na política mundial, marcado pelo progressivo ocaso da Ordem Liberal Internacional e pela consolidação de uma agenda norte-americana centrada no nacionalismo e no transacionalismo. Sob a égide da doutrina America First — agora em sua nova fase, frequentemente caracterizada como Trump 2.0 —, a política externa dos Estados Unidos tem privilegiado uma lógica de poder de curto prazo, orientada por interesses nacionais imediatos, em detrimento das alianças tradicionais e do sistema multilateral construído no pós-Segunda Guerra Mundial. O uso instrumental do poder econômico, exemplificado pela ameaça de um “tarifaço universal”, revela a adoção de uma diplomacia coercitiva, voltada à redefinição das interdependências globais sob parâmetros bilaterais e competitivos.

Este seminário reúne três especialistas de referência para analisar as implicações desse realinhamento estratégico e suas repercussões para a política internacional e para o Brasil. O debate abordará os fundamentos ideológicos da atual visão de mundo emanada de Washington, seus efeitos sobre a arquitetura de segurança global e as consequências geoeconômicas decorrentes da reconfiguração das relações comerciais e tecnológicas.

Destinado a uma audiência interessada em compreender as transformações estruturais da ordem internacional contemporânea, o evento oferecerá uma análise crítica sobre o futuro do multilateralismo e as perspectivas de atuação de potências médias em um ambiente internacional crescentemente fragmentado e transacional.

A Escola de Relações Internacionais
A Escola de Relações Internacionais constitui uma iniciativa acadêmica voltada à formação, atualização e difusão de conhecimentos fundamentais sobre a política e a sociedade internacional. A Escola s insere nas atividades da Semana Universitária da Universidade de Brasília de 2025, e se apresenta como um espaço de aprendizado aberto, interdisciplinar e crítico. A iniciativa é promovida pelo Centro de Estudos Globais da Universidade de Brasília (CEG/UnB), em parceria com a Editora Contexto, fortalecendo a integração entre produção editorial, ensino superior e difusão científica em Relações Internacionais.

Objetivo
O objetivo deste seminário é introduzir os participantes aos fundamentos conceituais e estratégicos da atual política externa norte-americana, sintetizada na doutrina America First 2.0. Busca-se oferecer um panorama interpretativo sobre seus eixos estruturantes — o nacionalismo e o transacionalismo —, avaliando seus impactos sobre a rivalidade com a China, a erosão das instituições multilaterais e a reconfiguração da economia global.

A reflexão será conduzida com ênfase nos desdobramentos para o Brasil, examinando riscos, oportunidades e possíveis estratégias de inserção em um cenário caracterizado pela incerteza e pela desinstitucionalização das normas internacionais.

Resultados Esperados
Compreensão da Doutrina America First 2.0 - Os participantes serão capazes de identificar os princípios ideológicos e pragmáticos que orientam a política externa norte-americana contemporânea, distinguindo-a das tradições liberal-internacionalistas do pós-Guerra Fria.

Análise dos Impactos Geopolíticos e Geoeconômicos - Ao término do seminário, espera-se que os participantes compreendam as principais implicações da política Trump 2.0 sobre a rivalidade com a China, as dinâmicas de segurança global e o comércio internacional, com especial atenção à política tarifária e às suas repercussões sobre o Brasil.

Reflexão Crítica sobre o Futuro do Multilateralismo - Os participantes desenvolverão uma visão crítica sobre os desafios impostos à ONU, à OMC e a outros organismos multilaterais, reconhecendo a emergência de arranjos alternativos — como os BRICS — e as disputas normativas que moldam a transição para uma ordem internacional pós-liberal.

Data e Horário
07 de novembro de 2025 — 15h00 às 17h00

Programação
Abertura e Contextualização
Antonio Carlos Lessa — Professor Titular de Relações Internacionais, Universidade de Brasília (UnB)
Boas-vindas e introdução ao tema: o desafio imposto pela doutrina America First aos fundamentos da ordem liberal do pós-Guerra Fria.

Nacionalismo e Transacionalismo: A Doutrina por Trás do Ocaso Liberal
Erica Simone Almeida Resende — Professora Associada, Escola Superior de Guerra (ESG)
Análise dos fundamentos ideológicos e estratégicos da política externa norte-americana contemporânea, com ênfase na ruptura com o paradigma liberal-institucionalista e na ascensão de um realismo de caráter identitário e transacional.

Geopolítica da Desordem: A Rivalidade com a China e o Abandono da Segurança Coletiva
Paulo Roberto de Almeida — Embaixador e Pesquisador Independente
Discussão sobre como a abordagem America First reconfigura a competição sino-americana e enfraquece os mecanismos de segurança coletiva, com implicações diretas para a gestão de crises internacionais, como as da Ucrânia e de Gaza.

O “Tarifaço” como Instrumento: A Geoeconomia do Nacionalismo e os Efeitos para o Brasil
Carlos Roberto Pio da Costa Filho — Professor Associado, Instituto de Relações Internacionais, Universidade de Brasília (UnB)
Exame das dimensões geoeconômicas da política tarifária dos Estados Unidos, abordando seus efeitos estáticos e dinâmicos sobre o comércio internacional e as estratégias brasileiras de inserção global.

Debate e Interação com o Público
Início do debate com a questão: É possível preservar o multilateralismo em um sistema internacional moldado pela lógica transacional?
Interação entre os palestrantes e participação da audiência.

Encerramento
Síntese final do moderador(a), destacando os principais dilemas e perspectivas para a ordem internacional no contexto do “Mundo Segundo Trump”.

Informação geral sobre a Semana:
https://public.amplenote.com/Da3jfj3ic4fbVbZBxb8SctfL


Post Scriptum pessoal (PRA):
Preparei um texto a respeito do seminário como um todo, que guarda o título do seminário, e que vou divulgar no momento oportuno.

terça-feira, 9 de maio de 2023

Ciclo de Lives sobre Relações Internacionais - Editora Contexto e autores de alguns dos livros da coleção - Antonio Carlos Lessa

 

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Centro de Estudos Globais: UnB: cursos, palestras, webinars: Antonio Carlos Lessa, Carlo Patti, Eduardo Viola

 O Centro de Estudos Globais é um laboratório da Universidade de Brasília que reúne grupos de pesquisa avançada dedicados ao estudo, debate e investigação de excelência sobre os temas e questões das Relações Internacionais contemporâneas.

 

Participe dos próximos eventos:

 

✍️Curso on-line "Escrever e Publicar um Artigo Científico - técnicas, roteiros e dicas para a publicação competitiva", com Antonio Carlos Lessa (Professor Titular de Relações Internacionais da UnB)

🌐 20 horas de duração - via Zoom

📆 04 a 25/10/2021

🔥Vagas limitadas

📜Certificado de Participação

🖥️  https://bit.ly/3dnfaMl

 

✍️Palestra "Brazil in the Global Nuclear Order, 1945-2018", por Carlo Patti (UFG).

📆 04/10- 10:00h

✍️ Inscrições gratuitas e certificado de participação

🔥 bit.ly/3lqE8xs

 

✍️ Webinar “A ascensão da China: sistema internacional, crise das democracias e governança do clima”, com Eduardo Viola, Tatiana Prazeres e Danielly Ramos

📆 13/10 – 10h

✍️ Inscrições gratuitas e certificado de participação

🔥  https://bit.ly/3911AM7

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Rubens Ricupero e a construcao do Brasil por sua diplomacia: apresentacao-debate de livro: 10/10, 14h30, UnB




iREL promove mesa redonda sobre “A diplomacia na construção do Brasil – 1750 – 2016” – novo livro de Rubens Ricupero


O Centro de Estudos sobre as Relações Internacionais do Brasil Contemporâneo, laboratório do programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade de Brasília, convida para a Mesa Redonda “A diplomacia na construção do Brasil – 1750 – 2016”, a propósito do lançamento do livro de autoria do Embaixador Rubens Ricupero.

Programa, DIA 10 DE OUTUBRO, Terça-feira

14h 30 min – Abertura
  • Prof. José Flávio Sombra Saraiva, diretor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília
14h 40 min – Mesa Redonda
  • Embaixador Rubens Ricupero – A diplomacia na construção do Brasil (1750 – 2016)
  • Prof. Estevão Chaves de Rezende Martins, professor titular do Departamento de História da Universidade de Brasília – Debatedor
  • Ministro Paulo Roberto de Almeida, diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais da Fundação Alexandre de Gusmão (Ministério das Relações Exteriores).
Moderador
  • Prof. Antônio Carlos Lessa, professor do Instituto  de Relações Internacionais da Universidade de Brasília.
Sessão de autógrafos do livro A diplomacia na construção do Brasil (1750 – 2016)
O evento terá lugar no Auditório do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (Campus Universitário Darcy Ribeiro – Asa Norte – Brasília – DF), no dia 10/10/2017, das 14h 30 min às 16h 40 min.

terça-feira, 25 de abril de 2017

RBPI, 60 anos - Antonio Carlos Lessa

Sessenta Anos de contribuição para a formação do pensamento brasileiro de Relações Internacionais: a segunda Semana Especial RBPI no Blog SciELO em Perspectiva | Humanas

Antônio Carlos Lessa, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), editor-chefe da Revista Brasileira de Política Internacional – RBPI, Brasília, DF, Brasil
A Revista Brasileira de Política Internacional ‒ RBPI é uma das mais tradicionais publicações científicas brasileiras. Foi criada em 1958, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Relações Internacionais – IBRI, organização estabelecida em 1954 como uma das expressões do ambiente de renovação intelectual que o país experimentava naquele momento. Concebida como um instrumento para a veiculação das preocupações de intelectuais e diplomatas dos anos 1950 com os temas do desenvolvimento e as suas vinculações com as grandes questões internacionais.
A RBPI, que chegou ao seu sexagésimo volume em 2017, pode ser considerada uma publicação vitoriosa, por vários motivos. O primeiro deles se relaciona com o mal comum de que padecem todos os grandes empreendimentos científicos nacionais, que é a enorme dificuldade de financiamento. Esse grande mal da ciência nacional foi superado com esforço e criatividade, e testou a resiliência dos editores e de todos quantos participaram da construção da RBPI ao longo das suas seis décadas de existência. Ainda assim, a RBPI manteve a sua periodicidade, nunca deixou de ser publicada, nunca atrasou a publicação de uma edição – nem mesmo quando o pior da história do Brasil, como a ditadura militar, limitou os meios disponíveis para a sua produção e intimidou os que colaboravam mais intensamente com a sua construção.
A segunda razão para a celebração da sua trajetória se relaciona com o fato de que o percurso intelectual da RBPI se confunde, de certo modo, com a transformação e a abertura dos horizontes internacionais do Brasil. Todos os grandes temas das Relações Internacionais desde o final da década de 1950 e até os dias de hoje foram objeto de análise atenta e de construções científicas inovadoras: as concepções de ordem internacional, a deterioração e a cooperação nas relações entre as grandes potências, a ascensão e a queda dos impérios, a evolução das agendas econômicas (no que diz respeito ao comércio, aos fluxos financeiros e ao desenvolvimento econômico), a formação de novos temas e de novas agendas, que foram se fazendo centrais na política internacional, como aconteceu com meio-ambiente, direitos humanos e com as novas concepções  de segurança internacional. Em poucas palavras, o mundo inteiro, e os seus problemas, couberam nas páginas dos seus 122 fascículos e cerca de 2000 peças, entre artigos, resenhas e documentos.  De certo modo, a evolução da RBPI ao longo desses sessenta anos corresponde à evolução da inserção internacional do Brasil nesse período, e dá uma medida de intensidade da tomada de consciência nacional acerca do potencial limitador que os grandes constrangimentos internacionais apresentam para a sociedade.
A terceira razão para a celebração dessa trajetória diz respeito ao fato de que o periódico se fez também, ao longo dos seus sessenta volumes, o vetor preferencial do grande debate sobre desenvolvimento e modernização e como ele se relaciona com as questões internacionais. Assim, as análises pioneiras acerca de movimentos cruciais da política externa brasileira, como a Operação Pan-Americana do governo de Juscelino Kubitschek (1958), sobre a Política Externa Independente de Jânio Quadros (19961), sobre o Pragmatismo Responsável de Geisel (1974) e de como era percebido externamente, foram publicadas nas edições da RBPI. O periódico é também um dos veículos do pensamento latino-americano sobre questões internacionais, repercutindo a intensidade da influência das teses cepalinas sobre a formulação das políticas voltadas ao desenvolvimento, os ciclos da integração regional, o dissenso e a cooperação entre o Brasil e a Argentina e tantos outros temas fulcrais do percurso intelectual internacionalista latino-americano.
O quarto motivo para a comemoração diz respeito à extraordinária coerência que a RBPI manteve com os seus propósitos de fundação, e especialmente, com a decisão das equipes que a dirigiram ao longo da sua existência, de mantê-la como um veículo de debate acadêmico, mas também de formação de uma tradição no modo de ver e pensar Relações Internacionais e os temas da contemporaneidade. Talvez a isso se possa creditar a sua sobrevivência no ambiente acadêmico brasileiro, ao tempo em que muitos outros empreendimentos editoriais importantes das ciências sociais no país não passaram dos seus primeiros números.
Então, temos muitos motivos para comemorar, e a ideia de focar a primeira semana especial do Blog Scielo em Perspectiva | Humanas na trajetória da nossa RBPI só pode ser entendida como uma grande homenagem.  A sobrevivência por tanto tempo, no Brasil, de um veículo científico, só pode ser razão de júbilo e de celebração.  Celebramos a nossa trajetória, de sobrevivência incomum na adversidade do fomento escasso, mas também o percurso de excelência acadêmica trilhado pelo periódico ao longo desses primeiros sessenta volumes. Trazemos para a Semana Especial RBPI um bom conjunto de entrevistas feitas com autores dos artigos publicados no lote inicial do número 1 de 2017 (o número 1, do volume 60). Do mesmo modo, veicularemos também depoimentos sobre a evolução da Revista, a sua construção, o lugar que ocupou e que ainda ocupa no debate nacional, os parâmetros de alta competitividade que nos impusemos na nossa política de internacionalização e outras tantas questões que exprimem o desafio da publicação científica de alto nível na grande área de humanidades no Brasil e na América Latina.
A equipe editorial da RBPI agradece o enorme empenho e a paciência infindável do time extraordinário que move o Blog SciELO em Perspectiva ‒ Humanas, que viabilizaram essa segunda Semana Especial.  Do mesmo modo, agradecemos de antemão aos leitores que nos acompanharão ao longo dos próximos dias, com a expectativa de que o material produzido seja bem lido e permita uma visão mais completa sobre a trajetória que buscamos pôr em evidência.
Desejamos a todos uma excelente semana e boas leituras!
Confira abaixo vídeo com Antônio Carlos Lessa, editor chefe da RBPI

domingo, 6 de novembro de 2016

RBPI: 60 anos, seminario em Brasília - IRel-UnB, 7/11/2016

Reproduzo aqui postagem já feita em 26 de outubro, sobre o seminário que terá lugar nesta segunda-feira, 7 de novembro, que não se destina a comemorar os 99 anos da Revolução bolchevique, mas sim os 60 anos da Revista Brasileira de Política Internacional, a ser comemorada a partir de seu volume 60, em 2017.
Em postagem subsequente, vou informar sobre minha intervenção, sobre:
60 anos em Revista – A trajetória da RBPI

RBPI: 60 anos, seminário em Brasília, 7/11/2016

Estou identificado intensamente com a RBPI, tendo colaborado com um de seus fundadores, Cleantho de Paiva Leite, ainda em sua fase do Rio de Janeiro (1958-1992), liderado o processo de sua transferência do Rio a Brasília (em 1993) e desde então na capital federal, com artigos ocasionais, e justamente nos momentos comemorativos como este.
Paulo Roberto de Almeida 

Seminário celebra 60 anos da RBPI

O Conselho Editorial da Revista Brasileira de Política Internacional e o Instituto Brasileiro de Relações Internacionais convidam para o Seminário Sessenta anos da Revista Brasileira de Política Internacional, a ser realizado a propósito da abertura das celebrações da publicação do sexagésimo volume da RBPI.
Fundada em 1958 no Rio de Janeiro, e transferida em 1993 para Brasília, a RBPI é uma das mais tradicionais publicações científicas da área de Relações Internacionais da América Latina e uma das mais influentes do Sul Global.
Em 2017 será publicado o sexagésimo volume da RBPI, e esta marca histórica será celebrada entre o final de 2016 e os primeiros meses de 2018, com a realização de várias atividades especiais. O marco inicial desta grande celebração será o seminário nacional que se realizará de acordo com a programação abaixo.

Programação

14h30min – Apresentação

  • Antônio Carlos Lessa, editor-chefe da Revista Brasileira de Política Internacional e professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília

14h40min – Mesa Redonda  – 60 anos em Revista – a inserção internacional do Brasil e a política internacional

  • Coordenação: José Flávio Sombra Saraiva, diretor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília
  • 60 anos em revista: A inserção internacional do Brasil e os desafios da modernização – Amado Luiz Cervo, professor emérito da Universidade de Brasília, ex-editor e presidente de honra do Conselho Editorial da RBPI
  • 60 anos em revista: A evolução da política internacional e a formação do mundo em que vivemos – Henrique Altemani de OIiveira, professor da Universidade Estadual da Paraíba – UEPB e representante do Conselho Editorial da RBPI

16h – Mesa Redonda – 60 anos em Revista – Inovação e renovação na publicação científica na área de Relações Internacionais no Brasil

  • Coordenação: Virgílio Arraes, professor do Departamento de História da Universidade de Brasília;
  • 60 anos em Revista – A trajetória da RBPI – Ministro Paulo Roberto de Almeida, diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais e editor-associado da RBPI
  • 60 anos em Revista – a  RBPI e a inovação na publicação científica na grande área de humanidades no Brasil – Antônio Carlos Lessa, professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília e editor-chefe da RBPI.

17h20min – Encerramento – Programação futura

  • Data e local: 7 de novembro de 2016, a partir das 14h30min, no Auditório do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (Campus Universitário Darcy Ribeiro, Asa Norte, Brasília – DF).
  • Será emitido certificado de participação. Inscrições podem ser feitas aqui.
  • Informações adicionais podem ser obtidas pelo e-mail secretaria@ibri-rbpi.org .

Postagem em destaque

A morte do liberal brasileiro? Um fenômeno preocupante - Paulo Roberto de Almeida

 A morte do liberal brasileiro? Um fenômeno preocupante Paulo Roberto de Almeida Antigamente, mas muito antigamente, o liberal brasileiro er...