segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"Estamos cansados de crises..."; Eu também, mas tenho uma proposta, infalivel.

Muito simples lidar com todos esses meliantes instalados no poder... muito simples, simplíssimo.
O governo, ou melhor, o Estado, tem uma agência de inteligência, certo?
Bem, é do Estado, mas digamos que, cansada de dormir, de não fazer nada, ela resolva, uma vez não é costume, trabalhar também para o governo, esse governo que está aí, e que nunca sabe de nada, e que só toma conhecimento das falcatruas, patifarias e crimes comuns de seus mais altos representantes quando algo sai na imprensa.
Vergonha, não é mesmo.
Que tal pedir para os arapongas do Estado, que trabalhem um pouco para o governo, e que eles repassem, diretamente aos órgãos da imprensa, todas as informações de falcatruas, crimes, patifarias, etc. etc. etc., cometidos por todos, digo TODOS, os personagens que frequentam e empestam o governo?
Basta isso: já que o governo não se movimenta até que a imprensa publique alguma coisa, melhor já ir passando todos os dados para a Veja, a FSP, o Estadão, o Globo, a Época, a IstoÉ, enfim, a todo mundo. Basta publicar e esperar.
Depois é só demitir...
Simples não é?
OK, não precisa agradecer. Estou a serviço das boas causas (que podem não coincidir com as dos patifes no poder, mas não se pode pedir perfeição, a quem está acostumado a chafurdar no crime).
Paulo Roberto de Almeida 


“Estamos cansados de crises”, diz auxiliar de Dilma
Por João Domingos
O Estado de S.Paulo, 7/11/2011

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse ontem ao Estado que “já está ficando cansado” de administrar crises envolvendo colegas do primeiro escalão. Ele se referia às notícias de que o PDT montou um esquema de achaque para aprovar convênios firmados entre o Ministério do Trabalho e ONGs. Sua declaração foi feita em tom de desabafo.
“Teremos de ver isso amanhã (hoje). Se bem que o ministro Carlos Lupi (Trabalho) tomou providências imediatas e afastou dois assessores”, ponderou Carvalho. Lupi exonerou os dois servidores no sábado, mesmo dia em que circulou a edição da revista Veja com a notícia de que os auxiliares tinham montado um esquema de cobrança de propina contra ONGs que têm convênio com o ministério.
De junho até agora, coube a Gilberto Carvalho negociar a queda de cinco ministros envolvidos em escândalos, que vão desde as suspeitas de enriquecimento ilícito - caso de Antonio Palocci (Casa Civil) - a suposto desvio de dinheiro e cobrança de propinas, que atingiu Alfredo Nascimento (Transportes), Pedro Novais (Turismo), Wagner Rossi (Agricultura) e Orlando Silva (Esporte).
(…)

Estatisticas: sonhando acordado...

Mais um pouco, chego às 500 mil visitas...
Se eu recebesse um real por cada visita, já teria construído uma biblioteca decente para abrigar meus "não sei quantos" livros...


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Brasil: um avestruz industrial?

O título do post é inteiramente meu, mas creio que ele traduz, com um pouco de exagero, o espírito deste artigo de opinião, mas fortemente embasado em evidências de políticas setoriais e macroeconômicas que se desenham há muito tempo no Brasil.
É até possível que o Brasil consiga preservar certo dinamismo industrial e do crescimento voltado para dentro, mas como ocorreu no caso argentino, vai descolar das pressões externas e ficar defasado em relação à economia internacional.
Pior para nós, todos nós (menos para os industriais protegidos, claro, pelo menos durante certo tempo), que continuaremos pagando caro por produtos defasados e sem a qualidade requerida nos mercados internacionais.
Incrível como o Brasil escolhe ficar para trás e crescer lentamente.
Não se prevê grandes mudanças no futuro previsível: continuaremos sendo um país pequeno e sem grandes arroubos, na periferia do mundo...
Dos autores, conheço Sérgio Lazzarini, um excelente professor e pesquisador, autor do livro "Capitalismo de Laços", no qual pesquisou e descreve, justamente, essas alianças privilegiadas -- alguns diriam promíscuas -- entre grandes grupos econômicos nacionais e o poder, a começar pelo dinheiro do BNDES e por políticas setoriais de favorecimento. Capitalismo de compadres, diriam alguns, ou crony capitalism.
Ou seja, o partido da classe operária dando dinheiro para quem já é rico... Belo exemplo.
Entendo que todos se beneficiam, e nós pagamos.
Paulo Roberto de Almeida

O 'empoderamento desenvolvimentista'

Carlos Melo e Sérgio Lazzarini *
O Estado de S.Paulo, 07 de novembro de 2011 | 3h 04

Afora as peculiaridades do seu estilo, a presidente Dilma Rousseff não faz um governo diametralmente oposto ao de seu antecessor e é mesmo possível que aquilo que hoje demarca sua gestão fosse levado a cabo também por Lula, estivesse ele sob as mesmas circunstâncias. Bobagem imaginar cisões e distanciamentos entre criador e criatura.
O fato é que, mesmo fazendo profissão de fé à ortodoxia, Lula desde sempre manteve certo dispositivo desenvolvimentista à espreita em seu governo. Primeiro, confinado ao BNDES, depois expandido ao Ipea e à Fazenda, esse setor aguardava a hora de entrar em campo. Dilma ampliou seu espectro reforçando os Ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento - este, com Lula, foi muito mais o Ministério do Comércio Exterior.
A visão desenvolvimentista é fenômeno recorrente no País e, a rigor, não constitui novidade no cenário nacional. Para sermos justos, lembremos que também Fernando Henrique Cardoso projetara seu momento desenvolvimentista. O superministério da produção de FHC só não foi levado a cabo pelas circunstâncias: a morte de Sérgio Motta, as sucessivas crises dos mercados emergentes, o escândalo dos grampos do BNDES e as desinteligências entre PSDB, PFL e PMDB em torno da composição do poder no segundo mandato.
Assim, o desenvolvimentismo dilmista não é algo exatamente novo nem extraordinário. O que o reaviva neste momento, como já se disse, são as circunstâncias.
A persistente crise financeira mundial nos países desenvolvidos arrefeceu a pressão externa, presente em FHC e Lula, para que fosse seguida a cartilha ortodoxa. Não menos importante, os mercados emergentes, que antes eram problema, tornaram-se solução - para usar uma frase de Lula. São hoje os heróis do crescimento num mundo combalido por desemprego e dívida. Sob constante assédio de empresas e investidores internacionais, o mundo emergente passa a ter mais espaço para políticas distanciadas da busca irrestrita de controle inflacionário e forte disciplina fiscal.
Esse novo "empoderamento desenvolvimentista" emerge, no Brasil, com algumas características importantes. No âmbito da máquina pública, o impulso, que antes se localizava nas iniciativas de formar "campeões nacionais", pelo BNDES, agora se espalha por meio de uma miríade de iniciativas articuladas pelos Ministérios da Fazenda, da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento. Seus ministros querem cada vez mais mostrar serviço e, embora nem sempre atuem em uníssono, compartilham as mesmas críticas ao receituário ortodoxo, assim como parece ser o caso da própria presidente. Coincidência ou não, os cortes de juros pelo Banco Central vieram justamente num momento em que esse grupo se reforça.
Quais seriam, então, as implicações desse processo? A tríade ministerial acima citada deve continuar ganhando mais espaço e tentando ampliar seu leque de propostas. O aumento do IPI sobre automóveis, proposto pela Fazenda, carrega bandeiras defendidas pelos outros ministros, notadamente a exigência de conteúdo nacional e maior investimento em pesquisa no País. A criação da "Embrapa da indústria", propalada pela Ciência e Tecnologia, tem ampla ressonância com a crença compartilhada de que o setor industrial é elemento central de desenvolvimento. A recente proposta do Desenvolvimento de elevar impostos de importação para compensar a depreciação do dólar bate na tecla dos efeitos adversos da "guerra cambial" - expressão cunhada pelo ministro da Fazenda. A presidente Dilma diz querer rigor no controle inflacionário, mas não vê com maus olhos medidas, como essas, que podem encarecer os produtos no Brasil e/ou aumentar gastos, contribuindo, assim, para o recrudescimento da inflação.
Não se trata de negar que o Estado tenha seu papel, é óbvio que o governo há de zelar pelo emprego e pelo desenvolvimento do País. Mas, com mais pressão dos empresários, de um lado, e mais receptividade do governo, de outro, não será de estranhar que mais propostas de semelhante natureza continuem ganhando vida. Propostas e iniciativas dispersas, favorecendo setores escolhidos sem critério claro de bem-estar social.
Nesse contexto, a resposta estratégica do setor empresarial torna-se evidente. Para que apontar problemas sistêmicos de infraestrutura ou clamar por uma profunda reforma tributária, se é mais fácil argumentar por mais proteção ou "medidas compensatórias"? O aumento (adiado) do IPI dos automóveis agradou ao lobby das grandes montadoras, temerosas dos novos entrantes asiáticos. O objetivo de maior foco no mercado doméstico é conveniente para empresários que não querem gastar muito tempo e esforço se aventurando na concorrida arena global. O mais lógico, para esses empresários, é abraçar o movimento desenvolvimentista e clamar por mais proteção diferenciada, ainda que à custa dos consumidores.
Melhor seria, obviamente, se o governo conseguisse gerar uma agenda menos reativa a reclamações privadas e mais ativa em resolver os reais gargalos produtivos, evitando perpetuar setores com dificuldades estruturais para competir. Uma agenda que estimule, e não iniba, renovação setorial via novos entrantes - sejam eles empreendedores locais ou firmas estrangeiras.
Não é isso, no entanto, o que se observa. A conjuntura dos emergentes transforma-se e abre janelas ao desenvolvimento, mas essas janelas parecem estar viradas para o quintal dos fundos, para o passado. Afinal, as circunstâncias atuais podem não perdurar e punir, no futuro, países menos criteriosos nas suas políticas industriais. Ironicamente, a frase de lorde Keynes resiste: desse jeito, "no longo prazo, estaremos todos mortos", ou, então, condenados a um eterno retorno.

* Carlos Melo e Sérgio Lazzarini; cientista político, é professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper). E-mail: carlos.melo@insper.edu.br; professor titular de estratégia do Insper. E-mail: sergiogl1@insper.edu.br -

Um terrorista sincero, e transparente: "vamos atacar..."

Bem, pelo menos não se pode dizer que eles atacarão de surpresa...



Les pirates ayant attaqué le site Web de "Charlie Hebdo" menacent celui de "Libération"

LEMONDE.FR avec AFP | 06.11.11
Capture d'écran de la page d'accueil du site Web de l'hebdomadaire "Charlie Hebdo" piratée par Akincilar.
Capture d'écran de la page d'accueil du site Web de l'hebdomadaire "Charlie Hebdo" piratée par Akincilar. D.R.

L'un des membres du groupe de hackers turcs qui ont revendiqué le piratage mercredi du site Internet de Charlie Hebdo, mis hors service, affirme, dans unentretien au Journal du Dimanche"défendre son pays" et menace le quotidienLibération. Les locaux de l'hebdomadaire satirique ont été détruits par un incendie criminel mercredi, le jour où paraissait un numéro dont la "une" représentait le prophète Mahomet, "rédacteur en chef" d'un journal rebaptisé Charia Hebdo. Le site internet du journal a en outre été victime d'un piratage informatique. "Si "Libération" continue à publier ces dessins, nous nous occuperons d'eux aussi", déclare Ekber, un jeune homme de 20 ans, rencontré par Le Journal du Dimanche à Istanbul."Nous défendons notre pays et nos institutions", justifie Ekber auprès du JDD.

Ekber, membre du groupe de pirates turcs Akincilar et surnommé Black Apple, explique : "Nous ne pensons pas avoir fait quelque chose de mal, ce n'est pas comme si nous avions siphonné des comptes bancaires. C'est une protestation contre une insulte à nos valeurs et nos croyances."
Cependant, selon le JDD, Ekber a tenu à se désolidariser de l'attaque au cocktail Molotov qui a ravagé le journal. "Nous ne soutenons pas la violence. L'islam est une religion de paix. Ces actes sont le fait de gens qui se servent de la religion", affirme le jeune homme, étudiant à l'université Isik et futur ingénieur informatique. Ekber explique qu'il n'avait jamais entendu parler de Charlie Hebdo auparavant. Mais, après avoir lu sur internet des articles de journaux parlant de la sortie du numéro spécial baptisé Charia Hebdo, raconte-t-il, le groupe Akincilar a décidé deréagir. A la suite du piratage du site du journal satirique, la société Bluevision, qui assure son hébergement, l'avait mis hors service après avoir "reçu des menaces de mort".

"O ministro tem minha inteira confianca...": o que vai ocorrer, uma vez mais...

Minha pergunta não é bem uma pergunta, mas uma afirmação: vamos assistir ao mesmo cenário patético das "n" vezes anteriores -- sim, eu sei, já deveriam ter sido dez, e foram apenas seis, e estão nos devendo pelo menos mais quatro que escaparam pela tangente, por enquanto -- com aquelas declarações tristes de hipócritas -- tipo "o princípio da inocência se aplica", "não existem provas formais", "nunca soube desses pequenos erros", "foram equívocos que já estão sendo corrigidos" -- e as mesmas acusações e posturas defensivas de rigor:
"A imprensa golpista...", "meus inimigos...", "estou sendo massacrado, caluniado", etc. etc. etc...


E vamos assistir também ao mesmo roteiro que pensa que todos os brasileiros são idiotas.
O indiciado em questão pede demissão, para cuidar da sua "defesa", tem todas as honras da Casa, os elogios de praxe, sai fartamente aplaudido, e o mesmo grupo de meliantes se perpetua no aparelho, preparando assaltos mais bem planejados, para não sofrer os mesmos constrangimentos dos métodos primários adotados anteriormente.


Querem apostar como será assim?
Valem dois livros novos...
Paulo Roberto de Almeida 


PS 1: Adesistas anônimos: acho que vocês já desistiram de escrever xingando este modesto blogueiro, não é mesmo?
PS 2: Companheiros, militantes da causa, membros da máfia: vocês não sentem nem um pouco de vergonha, pessoal e alheia, ao assistir esse mesmo espetáculo tantas vezes repetido? Não se perguntam, ou ao travesseiro, quando vão dormir, como é que vocês, o Brasil, nós todos, chegamos a essa situação verdadeiramente constrangedora, de termos verdadeiras máfias instaladas no centro de tudo?

Glossario de termos sobre integracao regional - livro de Paulo Roberto de Almeida


Uma première para os fieis leitores deste blog e estudiosos dos processos de integração: um Glossário, mais ou menos completo (ninguém é perfeito), dos termos mais comumente usados nos estudos de integração.
Abaixo, transcrevo o início, o final e alguns verbetes intermediários desse arquivo de mais de 20 páginas, contendo os conceitos mais frequentes na terminologia dos acordos regionais de integração, remetendo ainda à história econômica e às políticas comerciais.
O texto completo integra meu livro: Integração Regional: uma introdução (São Paulo: Saraiva, 2013, 192 p.; ISBN: 978-85-02-19963-7).
O arquivo completo pode ser descarregado neste link.
Paulo Roberto de Almeida 

Glossário de Termos sobre a Integração Regional

Paulo Roberto de Almeida

Acordo Geral de Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT): Acordo multilateral de comércio, contendo a cláusula incondicional e ilimitada de nação mais favorecida (NMF), concluído em Genebra, em outubro de 1947, entrado provisoriamente em vigor em janeiro de 1948, entre poucos países participantes, cujos artigos e disposições substantivas deveriam ser incorporados, como capítulos específicos, ao acordo de criação da Organização Internacional de Comércio, adotado na Conferência de Havana sobre Comércio e Emprego (novembro de 1947-março de 1948). Não tendo a Carta de Havana sido ratificada pelos principais signatários, nem entrado em vigor, o GATT permaneceu “provisoriamente” em vigor durante praticamente meio século, tendo sido, ao longo do período, modificado em diferentes ocasiões – criando um secretariado, por exemplo, ou incorporando uma parte IV, sobre comércio e desenvolvimento – e “funcionando” quase como uma organização (sem jamais perder seu caráter de acordo entre partes contratantes, que são territórios aduaneiros, não países membros). Foi objeto de uma revisão mais ampla no curso da rodada Uruguai de negociações comerciais multilaterais (1986-1993), sendo convertido, de GATT-1947, em GATT-1994, passando sua administração a ser feita pela OMC, junto com todos os demais acordos multilaterais e plurilaterais aprovados na conclusão dessa rodada (http://www.wto.org/english/tratop_e/gatt_e/gatt_e.htm).

Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA): Trata-se, provavelmente, do mais ambicioso e abrangente acordo de livre comércio dentre os modelos do gênero, unindo, desde 1994, Canadá, Estados Unidos e México, sendo que os dois primeiros países já se encontravam vinculados por um ALC desde 1988. Compreende, além dos temas tradicionais de liberalização fronteiriça, abertura dos mercados de serviços, regulação liberalizadora da propriedade intelectual e dos investimentos, ademais de instrumentos de solução de controvérsias. O modelo do NAFTA serviu como padrão para acordos bilaterais que os EUA vêm negociando com parceiros selecionados, bem como para um malogrado acordo de livre comércio das Américas, proposto em 1994, mas descontinuado desde 2005, por oposição do Brasil (http://www.nafta-sec-alena.org/).
(...)
Integração: Nome genérico atribuído a qualquer experimento ou processo de derrubada de barreiras a fluxos de fatores produtivos entre países ou territórios aduaneiros, que passam a ser regulados por meio de políticas comuns ou convergentes. Um acordo de comércio regional visa, em princípio, à integração econômica entre seus membros, embora eles possam se contentar com suas fases mais elementares – áreas preferenciais de comércio – e não caminhar verdadeiramente para a formação de um espaço econômico comum; em suas fases mais avançadas, a integração pode implicar em moeda comum, ou única, e gestão conjunta de políticas de segurança e defesa (interna e externa) de relações internacionais. A passagem da mera liberalização comercial e da abertura econômica recíproca para etapas mais profunda é no entanto complicada, tendo em vista a necessidade de coordenação, de convergência ou até de gestão unificada de políticas cruciais de gestão macroeconômica (fiscal, cambial, monetária) ou setorial (agrícola, industrial, comercial, tecnológica, etc.). O exemplo mais avançado de integração, não isento de problemas de gestão (notadamente na área fiscal) é, obviamente, a União Europeia. O Mercosul encontra-se em fase elementar (união aduaneira) desse processo.
(...)
Mercado Comum do Sul (Mercosul): Criado formalmente por meio do Tratado de Assunção (26/03/1991), seu nome oficial é “tratado para a constituição de um mercado comum entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai”, o que significa que se trata de um acordo-quadro, provisório, tendente a criar um mercado comum entre os quatro países, objetivo fixado para o dia 1o. de janeiro de 1995, o que obviamente ainda não foi cumprido. Sua estrutura “permanente” foi confirmada pelo Protocolo de Ouro Preto (1994), que também consolidou o formato intergovernamental, em lugar da estrutura supranacional – seguida no exemplo europeu – que muitos esperavam ser institucionalizada. Possui diversos acordos de associação com parceiros em desenvolvimento, mas ainda não conseguiu concluir um acordo de liberalização comercial com a União Europeia e recusou um acordo de livre comércio no plano hemisférico, proposto pelos EUA (Alca). Depois de 2003, tem desenvolvido bem mais seus aspectos políticos e sociais do que seu conteúdo econômico e comercial, que de fato recuou devido a restrições e práticas protecionistas de alguns membros.
(...)
Protecionismo: Concepção política e econômica identificada com o fechamento dos mercados nacionais no terreno da política comercial, obstando a concorrência estrangeira em todos os setores em que possa haver uma produção nacional similar. Na era moderna esteve identificado ao mercantilismo e foi combatido pelas doutrinas de livre comércio, mas persiste até os tempos atuais sob variadas formas, geralmente disfarçadas, algumas vezes abertas, de preferência ao produto local, contra o que se considera ser uma competição “predatória” de produtos estrangeiros. Costuma ser generalizado no terreno agrícola – sob justificativa de “segurança alimentar” – mas se exerce com muita criatividade (ou seja, não apenas sob a forma mais transparente de tarifas aduaneiras, mas por meio de barreiras por vezes invisíveis) no setor industrial e também no de serviços (em ambos favorecido pela preferência nacional nas políticas de compras governamentais). Sua formalização está identificada historicamente com as recomendações de Alexander Hamilton, o primeiro secretário do Tesouro dos EUA, e com as dos economistas Friedrich List (alemão), Henry Carey (americano) e Mihaïl Manoïlesco (romeno). O Gatt representa uma tentativa de coibir, ou de limitar, o protecionismo dos parceiros comerciais, mas ele costuma ressurgir com mais ímpeto nas conjunturas de crises econômicas.
(...)

Zollverein: Aliança tarifária e aduaneira construída gradativamente a partir de 1834 entre a Prússia e diversos estados alemães e cidades comerciais setentrionais, até alcançar toda a Alemanha, com a unificação política de 1871; no plano dos mecanismos e das instituições, pode ser considerado como o “pai fundador” dos modernos acordos regionais de comércio.

Zona de Livre Comércio (ZLC): A segunda forma mais comum de ARC, não conduz exatamente a uma integração econômica, como para as formas mais avançadas, mas favorece a especialização e as economias de escala ao liberalizar o comércio entre as partes ao acordo pelo desmantelamento de barreiras tarifárias e não-tarifárias. Cada parte conserva sua própria política comercial, e por isso pode entrar em tantas ZLCs quanto forem operacionalmente possíveis e compatíveis com o sistema multilateral de comércio, o que já não é possível para as uniões aduaneiras. Existem, provavelmente, tantas ZLCs quanto áreas preferenciais de comércio, com um predomínio destas últimas entre países em desenvolvimento, e das ZLCs entre países mais avançados.

Paulo Roberto de Almeida 
[Esta versão: 5/11/2011]

Mon Sejour en France (4): Cours a l'IHEAL (Fevrier-Mai 2012)


Université de Paris 3 - Sorbonne Nouvelle:
Institut des Hautes Etudes de l’Amérique latine

L'IHEAL: 

Fondé en 1954, l’Institut des Hautes Études de l’Amérique latine (Université Sorbonne Nouvelle - Paris 3), dispense des enseignements pluridisciplinaires sur l’Amérique latine.
L’IHEAL délivre deux diplômes de niveau Bac + 4 et Bac + 5. Le premier, DELA (diplôme d’études latino américaines est un diplôme d’université (DU) qui se prépare en un an.
Le second, Master Etudes Internationales, Spécialité Etudes latino-américaines est un diplôme national qui se prépare en deux ans, la seconde année étant orientée soit vers la recherche (avec 7 parcours : Anthropologie, Economie, Géographie, Histoire, Science politique, Sociologie, MPluridisciplinaire), soit vers la formation professionnelle (avec 3 parcours : Gestion environnementale, Echanges économiques, Métiers de la coopération).
L’IHEAL prépare aussi à divers doctorats (anthropologie, démographie, droit, économie, géographie, histoire, science politique, sociologie, doctorat pluridisciplinaire « Etude des sociétés latino-américaines »)



Cours donné les Mardis, de 18hs à 20hs - Calendrier 


Cours donné les Mercredis, de 16hs à 18hs - Calendrier 

Bibliographie générale des relations internationales et de la politique étrangère du Brésil (livre de Paulo Roberto de Almeida: Relações internacionais e política externa do Brasil: a diplomacia brasileira no contexto da globalização; Rio de Janeiro: LTC, 2012, p. 280-297)

Iran nuclear?: AIEA confirma capacitacao (e que farao os ocidentais?)



Intelligence provided to U.N. nuclear officials shows Iran’s government has mastered the critical steps needed to build a nuclear weapon, receiving assistance from foreign scientists to overcome key technical hurdles, according to Western diplomats and nuclear experts briefed on the findings.

Documents and other records provide new details on the role played by a former Soviet weapons scientist who allegedly tutored Iranians over several years on building high-precision detonators of the kind used to trigger a nuclear chain reaction, the officials and experts said. Crucial technology linked to experts in Pakistan and North Korea also helped propel Iran to the threshold of nuclear capability, they added.


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domingo, 6 de novembro de 2011

O Bingo dos DCEs - Vanguarda Popular


Se você também não aguenta mais aquele entra e sai de chapas concorrentes ao seu DCE, todas, ou quase todas propondo a luta de classes e a derrubada da burguesia universitária, divirta-se com este simpático 

DCE BINGO
Demian Alves

Época de eleições do DCE. Você já cansou de ser interrompido nas aulas e receber panfletos das chapas com propostas engraçadíssimas das mais bizarras possíveis? Você está de bobeira andando pelos corredores da universidade porque o professor faltou e não tem aula? Você resolve parar pra assistir a um debate da eleição para o DCE e sente um tédio imenso durante os discursos e fica se perguntando o que está fazendo no meio daquele bando de gente à toa? Aqui tem um método eficaz para combater esse problema!
Como Jogar:
Imprima o quadro abaixo antes de começar o debate com as chapas do DCE. Sempre que ouvir a palavra ou expressão contida numa das casas, marque a mesma com um (X). Quando completar uma linha, coluna ou diagonal, grite “BINGO”!

Depoimento de jogadores satisfeitos:
a) “O debate já tinha começado há 5 minutos quando ganhei!”;
b) “A minha capacidade para escutar aumentou muito desde comecei a jogar o DCE Bingo”;
c) “A atmosfera do último debate foi muito tensa porque 14 pessoas estavam à espera de preencher a 5ª casa”;
d) “A organização ficou surpresa ao ouvir oito pessoas gritando “BINGO”, pela 3ª vez numa hora”;
e) “Agora, vou a todos os debates do DCE, mesmo que esteja em horário de aula”.

Se você é candidato ou te passaram o microfone para dar opinião, siga estas instruções para mandar bem e ser aplaudido:
MONTE SEU PRÓPRIO DISCURSO PARA PARTICIPAR DOS DEBATES!
A tabela abaixo permite a composição de até cem mil sentenças!
Basta combinar, em seqüência, qualquer frase da primeira coluna, com alguma da segunda, em seguida outra da terceira e finalmente qualquer uma da quarta. Termine sempre gritando alguma frase da quinta coluna. O resultado sempre será uma sentença correta, mas sem nenhum conteúdo inteligente. Monte agora mesmo seu discurso aleatório, democrático e popular! Experimente na próxima reunião do DCE e impressione até mesmo os comunistas mais ortodoxos que lá habitam há décadas, nunca se formaram e demonstram um profundo amor pela universidade “daqui não saio, ninguém me tira”!

Termino aqui deixando minha opinião sobre as eleições do DCE. Eu acho que o DCE deve permanecer fechado enquanto continuarem escrevendo com arrobas (@) e usando vírgula entre sujeito e predicado além de insistirem em escrever faCismo (com c) nos cartazes. Enquanto isso, alguém precisa estudar.


(Adaptado de outro texto sobre reuniões chatas da empresa)

Decadencia universitaria do Brasil: viva o caos...


USP admite discutir com alunos convênio com a PM
DA AGÊNCIA BRASIL
DE SÃO PAULO

A USP (Universidade de São Paulo) admitiu abrir negociação e discutir com alunos e trabalhadores da instituição o aperfeiçoamento e o detalhamento do convênio feito entre a universidade e a Polícia Militar.
Segundo a direção da USP, uma comissão mista formada por representantes dos estudantes, dos funcionários e da reitoria passaria a decidir sobre os termos do convênio. A formação da comissão está atrelada à desocupação do prédio da reitoria, tomada pelos estudantes desde quarta-feira (2).

"O convênio é um acordo genérico entre as partes. Evidente que esse convênio tem que ter um plano de trabalho anexo, que sequer houve tempo de ser feito, dado os incidentes, os ocorridos. Não tivemos tempo de detalhar. Mas isso vai ser detalhado, e agora com uma novidade: com a participação deles [os alunos]", disse ontem (5) o professor Wandeley Messias da Costa, superintendente de Relações Institucionais da USP.

Costa ressaltou que a reitoria não está disposta, em nenhuma hipótese, a cogitar a possibilidade de revogação do convênio com a PM. "O que a universidade coloca é que nós podemos e devemos discutir com os alunos e com outros membros da universidade o detalhamento e aperfeiçoamento do convênio", disse.

A reitoria da USP também aceitou reavaliar os processos abertos contra funcionários e estudantes. De acordo com o superintendente, há processos na Justiça devido a atos de depredação desde 2007, em outra ocupação estudantil da reitoria, que durou de 55 dias.

 Lalo de Almeida-03.nov.2011/Folhapress 

Aluna que havia invadido o prédio da FFLCH, se prepara para deixar o local carregando seus pertences

"Não cabe a nós anistiar ninguém por atos praticados dessa natureza. Mas há outros processos, de natureza administrativa, sobre os quais nós poderíamos ter interferência e teremos. A novidade é que isso não vai ser tratado só pelo pessoal da área jurídica, mas também pela comissão de negociação", disse.

A rediscussão da presença da Polícia Militar no campus da USP e a reavaliação dos processos contra os alunos e trabalhadores da universidade estão entre os principais pontos reivindicados pelos estudantes que ocupam a reitoria.
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Comentário de um amigo: 
O Brasil perdeu todo o sentido de autoridade legitimamente constituida, e isto ocorreu depois dos anos Lula.
Delinquentes que se fantasiam de estudantes, amplamente minoritários, invadem uma universidade , destroem instalações, depredam propriedades, não são punidos academicamente nem detidos e ainda dobram a reitoria conseguindo que esta atenda suas reivindicações inadequadas  atendidas.
Este país só pode ser o Brasil.
No mundo inteiro já se sabe que estudante tem é que estudar e mais nada porque a era é da sociedade do conhecimento.
Politicagem com ações de intimidação em ambiente estudantil é coisa dos anos 1960.
A reitoria da USP está usando truque de linguagem aí abaixo para não dizer que foi dobrada por delinquentes.

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