sábado, 13 de setembro de 2014

Across the Empire (16): de Vancouver a Missoula, Montana, dois paises, tres estados, quase 1000km

Hoje, isto é, ontem, sexta-feira 12,  foi um dia só de estradas, quase sem novidades, salvo as da viagem mesmo. Saímos tarde de Vancouver, em torno das 11hs, e ainda ficamos quarenta minutos na fila da Alfândega americana, para os controles de entrada no Império. Só nos nos libertamos em torno de 12:30hs e daí foi só estradas, com direito a mais um engarrafamento, na conversão da I-5 para a I-90, perto de Seattle.
No total, foram 610 milhas, ou mais exatamente 976 km, até Missoula, depois de atravessar uma província e dois estados, sendo que entre o segundo e o terceiro, Idaho e Montana, foram dois passos de montanha. Quase 12hs de viagem no total, com um adiantamento de horário, devido à mudança do fuso horário, da zona do Pacífio para a hora de montanha.
Missoula fica a 170 milhas de nosso objetivo para amanhã (ou melhor para hoje, sábado), Great Falls, no coração de Montana, onde vamos visitar o centro de memória histórica dedicado a Lewis e Clark, os dois descobridores das quedas do Missouri, em missão atribuída a eles pelo presidente Thomas Jefferson, em 1804, na tentativa de descobrir uma passagem entre o Atlântico e o Pacífico pelo noroeste. Não descobriram a passagem, mas descobriram muitas outras coisas da natureza e dos habitantes locais, os indígenas da região, hoje todos capitalistas donos de cassinos e exploradores de alguns parques naturais.
Não fiz nenhuma foto, mas Carmen Lícia fez algumas dezenas da viagem, paisagens naturais e humanas.
Como sempre acontece nas etapas de estrada, preferimos ficar num Quality Inn & Suites (desta vez neste endereço: 4545 N. Reserve St., Missoula, MT, US, 59808).
Nada mais tendo a declarar (senão o cansaço da estrada), peço deferimento para ir ler o Wall Street Journal da sexta-feira na cama.
Atenciosamente,
Paulo Roberto de Almeida
Missoula, MT, 13 de setembro de 2014
 Addendum: Para não dizer que não postei nenhuma ilustração, coloco uma foto minha que Carmen Licia tirou, num centro de exposições do Oregon Trail, que também se estendeu até esta região.

Os mafiosos totalitarios roubam R6mi da Petrobras para acobertar um crime

De onde tudo se espera é que sempre vem coisa grossa. Nunca nos arrependeremos por esperar sempre mais revelações de nivas falcatruas, roubos e outros atos delinquentes, alguns até demenciais, do bando de criminosos que infesta a politica brasileira há muito tempo. Não sou criminalista, mas acredito que temos pelo menos um capítulo inteiro do Código Penal, algo como 25 artigos e meio.
O fraudador bilionário Madoff, que deve ter roubado US$ 3 a 4 bi de seus clientes, em seis meses estava condenado a 150 anos de cadeia. Vamos ver quantos 15 anos vai demorar este julgamento, se julgamento houver. 
Mafiosos costumam ter advogados caríssimos, que consegyem inviabilizar um caso alegando erros processuais. 
Paulo Roberto de Almeida 

Em VEJA desta semana

O PT sob chantagem

Para evitar que o partido e suas principais lideranças sejam arrastados ao epicentro do escândalo da Petrobras às vésperas da eleição, a legenda comprou o silêncio de um grupo de criminosos — e pagou em dólar

Robson Bonin e Rodrigo Rangel
O PODER E O CRIME - Enivaldo Quadrado (à direita), o chantagista, é pago pelo PT para manter em segredo o golpe que resultou no desvio de 6 milhões de reais da Petrobras, em outro caso de chantagem que envolve o ministro Gilberto Carvalho, o mensaleiro José Dirceu e o ex-presidente Lula
O PODER E O CRIME - Enivaldo Quadrado (à direita), o chantagista, é pago pelo PT para manter em segredo o golpe que resultou no desvio de 6 milhões de reais da Petrobras, em outro caso de chantagem que envolve o ministro Gilberto Carvalho, o mensaleiro José Dirceu e o ex-presidente Lula (Montagem com fotos de Ailton de Freitas-Ag. O Globo/Joel Rodrigues-Folhapress/Rodolfo Buhrer-Estadão Conteúdo/Jeferson Coppola/VEJA)
Desde que estourou o escândalo da Petrobras, o PT é vítima de uma chantagem. De posse de um documento e informações que comprovam a participação dos principais líderes petistas num desfalque milionário nos cofres da estatal, chantagistas procuraram a direção do PT e ameaçaram contar o que sabiam sobre o golpe caso não fossem devidamente remunerados. Às vésperas da corrida presidencial, essas revelações levariam nomes importantes do partido para o epicentro do escândalo, entre eles o ex-presidente Lula e o ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff, e ressuscitariam velhos fantasmas do mensalão. No cenário menos otimista, os segredos dos criminosos, se revelados, prenunciariam uma tragédia eleitoral. Tudo o que o PT quer evitar. Dirigentes do partido avaliaram os riscos e decidiram que o melhor era ceder aos chantagistas — e assim foi feito, com uma pilha de dólares.
O PT conhece como poucos o que o dinheiro sujo é capaz de comprar. Com ele, subornou parlamentares no primeiro mandato de Lula e, quando descoberto o mensalão, tentou comprar o silêncio do operador do esquema, Marcos Valério. Ao pressentir a sua condenação à prisão, o próprio Valério deu mais detalhes dessa relação de fidelidade entre o partido e os recursos surrupiados dos contribuintes. Em depoimento ao Ministério Público, ele afirmou que o PT usou a Petrobras para levantar 6 milhões de reais e pagar um empresário que ameaçava envolver Lula, Gilberto Carvalho e o mensaleiro preso José Dirceu na teia criminosa que resultou no assassinato, em 2001, do petista Celso Daniel, então prefeito de Santo André. A denúncia de Valério não prosperou. Faltavam provas a ela. Não faltam mais. Os dólares serviram para silenciar o chantagista Enivaldo Quadrado, ele próprio participante da engenharia financeira do golpe contra os cofres da maior estatal brasileira — e agora o personagem principal de mais uma trama que envolve poder e dinheiro.
Quadrado deu um ultimato ao tesoureiro do PT, João Vacari Neto: ou era devidamente remunerado ou daria à polícia os detalhes de documento apreendido no escritório do doleiro Alberto Youssef. O documento era um contrato de empréstimo entre a 2 S Participações, de Marcos Valério, e a Expresso Nova Santo André, de Ronan Maria Pinto. O valor desse contrato é de 6 milhões de reais, exatamente a quantia que Valério dissera ao MP que o PT levantara na Petrobras para abafar o escândalo em Santo André. É esse o contrato que prova a denúncia de Valério. É esse o contrato que, em posse de Quadrado, permitia ao chantagista deitar e rolar sobre os petistas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Cold War: deja vu, all over again? Opinion Steven Erlanger - NYT


NATO’s Hopes for Russia Have Turned to Dismay

LONDON — The NATO summit meeting last week in Wales was dominated byRussia’s military intervention in Ukraine and annexation of Crimea.
The rift with President Vladimir V. Putinof Russia was an extraordinary contrast to the last NATO summit in Britain, in 1990. A year after the Berlin Wall fell, NATO issued the London Declaration, asserting that “Europe has entered a new, promising era.” Eastern Europe is liberating itself, the declaration said. “The Soviet Union has embarked on the long journey toward a free society. The walls that once confined people and ideas are collapsing,” and those people “are choosing a Europe whole and free.”
The hopes expressed in that declaration 24 years ago seem so much dust today, and among many Russia watchers, there is considerable sadness.

“I could weep for the hopes that we had in the early 1990s,” said Ian Bond, a former British diplomat in Russia, now at the Center for European Reform. “The walls that divided us were collapsing, and Putin is building them up again.”


Rather than moving toward democracy and individual liberties, Mr. Bond said, the Russian government obsesses about public uprisings like those in Ukraine in 2004 and this year. “Putin wants to show that you can’t have a real democracy in a former Soviet state,” Mr. Bond said. “He’s scared witless by the idea of people power.”
For Linas Linkevicius, Lithuania’s foreign minister, there is sorrow, too. “We Balts are the first who would like to have good, predictable relations with Russia,” he said. “But to have a strategic partnership with Russia,” as NATO has tried to establish for 20 years, “is not possible now.”
Diplomatic dialogue with Moscow remains vital, he said. “But it’s important to have dialogue based on rules, and now people are opening their eyes, realizing something serious is happening.”
There is plenty of blame to go around, said Kadri Liik, an analyst with the European Council on Foreign Relations. Boris N. Yeltsin, independent Russia’s first leader, failed “in defining Russia’s new place in the world and its engagement with the West,” she said. “He was adept at destroying the system but not at building a new one.”


Russian democrats were too busy with domestic change to worry much about foreign policy. Asked about NATO, Boris Y. Nemtsov, once deputy prime minister, said simply, “I was responsible for Gazprom,” the huge company created from a Soviet ministry.
Mr. Yeltsin presided over the chaotic privatization of Soviet industry, which led to oligarchic theft of public assets. “Yeltsin became delegitimized over privatization, and liberal views toward the West became delegitimized as well,” Ms. Liik said.
Some wonder whether Russia’s break with the West was almost accidental, set off by unforeseen events in Ukraine.
But James Sherr, author of “Hard Diplomacy and Soft Coercion: Russia’s Influence Abroad,” believes that Mr. Putin was heading toward rupture regardless. “Putin has had clear strategic objectives, even fixations, from the start, but he has pursued them by tactical improvisation,” Mr. Sherr said.
Mr. Putin is not just aiming to restore Russian primacy in the former Soviet Union, he said. “One of his fixations is Ukraine,” whose independence Mr. Putin regards as a crime.
At the same time, Mr. Sherr said, “we in the West had a very specific, hopeful, illusory idea about the end of the Soviet Union and the kind of Russia we’d be dealing with.” But even by 1994, Russian democrats were being called “romantics,” if not yet traitors. “I think Putin or something like Putin was almost preordained from this whole period of romanticism and illusions,” Mr. Sherr said. “That was fueled by the equally naïve projection of a Western liberal model of economic and political change on Russia.”
Mr. Putin has miscalculated in Ukraine because he failed to understand how much Ukrainians had changed, Ms. Liik said. But the West has its own blindness, Mr. Sherr said. Ukraine “is a crisis for us because of the things we knew and pretended not to know.”

RELATED COVERAGE

Across the Empire: Little Big Horn: preparando a proxima visita

Fazendo leituras na internet para a próxima visita, a batalha que a cavalaria perdeu para os aborígenes (pois é, esse é o termo), por uma vez...
Dá vontade de assistir novamente ao filme com Dustin Hoffman: Little Big Man...
Paulo Roberto de Almeida

The Battle of the Little Bighorn, 1876

In late 1875, Sioux and Cheyenne Indians defiantly left their reservations, outraged over the continued intrusions of whites into their sacred lands in the Black Hills. They gathered in Montana with the great warrior Sitting Bull to fight for their lands. The following spring, two victories over the US Cavalry emboldened them to fight on in the summer of 1876.
George Armstrong Custer
To force the large Indian army back to the reservations, the Army dispatched three columns to attack in coordinated fashion, one of which contained Lt. Colonel George Custer and the Seventh Cavalry. Spotting the Sioux village about fifteen miles away along the Rosebud River on June 25, Custer also found a nearby group of about forty warriors. Ignoring orders to wait, he decided to attack before they could alert the main party. He did not realize that the number of warriors in the village numbered three times his strength. Dividing his forces in three, Custer sent troops under Captain Frederick Benteen to prevent their escape through the upper valley of the Little Bighorn River. Major Marcus Reno was to pursue the group, cross the river, and charge the Indian village in a coordinated effort with the remaining troops under his command. He hoped to strike the Indian encampment at the northern and southern ends simultaneously, but made this decision without knowing what kind of terrain he would have to cross before making his assault. He belatedly discovered that he would have to negotiate a maze of bluffs and ravines to attack. Reno's squadron of 175 soldiers attacked the southern end. Quickly finding themselves in a desperate battle with little hope of any relief, Reno halted his charging men before they could be trapped, fought for ten minutes in dismounted formation, and then withdrew into the timber and brush along the river. When that position proved indefensible, they retreated uphill to the bluffs east of the river, pursued hotly by a mix of Cheyenne and Sioux.
Just as they finished driving the soldiers out, the Indians found roughly 210 of Custer's men coming towards the other end of the village, taking the pressure off of Reno's men. Cheyenne and Hunkpapa Sioux together crossed the river and slammed into the advancing soldiers, forcing them back to a long high ridge to the north. Meanwhile, another force, largely Oglala Sioux under Crazy Horse's command, swiftly moved downstream and then doubled back in a sweeping arc, enveloping Custer and his men in a pincer move. They began pouring in gunfire and arrows.


As the Indians closed in, Custer ordered his men to shoot their horses and stack the carcasses to form a wall, but they provided little protection against bullets. In less than an hour, Custer and his men were killed in the worst American military disaster ever. After another day's fighting, Reno and Benteen's now united forces escaped when the Indians broke off the fight. They had learned that the other two columns of soldiers were coming towards them, so they fled. After the battle, the Indians came through and stripped the bodies and mutilated all the uniformed soldiers, believing that the soul of a mutilated body would be forced to walk the earth for all eternity and could not ascend to heaven. Inexplicably, they stripped Custer's body and cleaned it, but did not scalp or mutilate it. He had been wearing buckskins instead of a blue uniform, and some believe that the Indians thought he was not a soldier and so, thinking he was an innocent, left him alone. Because his hair was cut short for battle, others think that he did not have enough hair to allow for a very good scalping. Immediately after the battle, the myth emerged that they left him alone out of respect for his fighting ability, but few participating Indians knew who he was to have been so respectful. To this day, no one knows the real reason.
Sitting Bull
1878
Little Bighorn was the pinnacle of the Indians' power. They had achieved their greatest victory yet, but soon their tenuous union fell apart in the face of the white onslaught. Outraged over the death of a popular Civil War hero on the eve of the Centennial, the nation demanded and received harsh retribution. The Black Hills dispute was quickly settled by redrawing the boundary lines, placing the Black Hills outside the reservation and open to white settlement. Within a year, the Sioux nation was defeated and broken. "Custer's Last Stand" was their last stand as well. Carnage at the Little Bighorn
George Herendon served as a scout for the Seventh Cavalry - a civilian under contract with the army and attached to Major Reno's command. Herendon charged across the Little Bighorn River with Reno as the soldiers met an overwhelming force of Sioux streaming from their encampment. After the battle, Herendon told his story to a reporter from the New York Herald:
"Reno took a steady gallop down the creek bottom three miles where it emptied into the Little Horn, and found a natural ford across the Little Horn River. He started to cross, when the scouts came back and called out to him to hold on, that the Sioux were coming in large numbers to meet him. He crossed over, however, formed his companies on the prairie in line of battle, and moved forward at a trot but soon took a gallop.
Map of the Battle"The Valley was about three fourth of a mile wide, on the left a line of low, round hills, and on the right the river bottom covered with a growth of cottonwood trees and bushes. After scattering shots were fired from the hills and a few from the river bottom and Reno's skirmishers returned the shots.
"He advanced about a mile from the ford to a line of timber on the right and dismounted his men to fight on foot. The horses were sent into the timber, and the men forward on the prairie and advanced toward the Indians. The Indians, mounted on ponies, came across the prairie and opened a heavy fire on the soldiers. After skirmishing for a few minutes Reno fell back to his horses in the timber. The Indians moved to his left and rear, evidently with the intention of cutting him off from the ford.
"Reno ordered his men to mount and move through the timber, but as his men got into the saddle the Sioux, who had advanced in the timber, fired at close range and killed one soldier. Colonel Reno then commanded the men to dismount, and they did so, but he soon ordered them to mount again, and moved out on to the open prairie."

Politica Externa: um Conselho gramsciano para controlar o Itamaraty

Vamos ser bastante claros, sem qualquer hipocrisia: política externa não é para ficar sendo manipulada por Conselhos gramscianos que trazem uma agenda neobolchevique para amordaçar e colocar uma camisa de força na diplomacia. Esses acadêmicos são fellow-travelers iludidos e também manipulados pelos militantes de causas espúrias.
Não tenho nenhum problema em dizer: sou radicalmente contrário.
Mais: os diplomatas também são, inclusive os diplomatas companheiros, pois os há. Mas eles têm medo ou vergonha de dizer que são contra. Todos.
Eu não, digo o que penso, sempre, e assumo responsabilidade pelo que digo.
Tudo isso faz parte da mesma ofensiva soviética do partido totalitário, que está destruindo a economia e que pretende monopolizar e manter-se no poder.
O Brasil adota o seu bolivarianismo light, ao que vejo.
Pois eu continuo no meu quilombo de resistência intelectual contra os celerados da ordem neobolchevique. Mesmo sozinho.
Paulo Roberto de Almeida 

Para democratizar diplomacia, grupo defende criação de Conselho Nacional de Política Externa

Patrícia Dichtchekenian | São Paulo - 12/09/2014 - 08h00
Opera Mundi

Órgão consultivo legitimaria mais as medidas do Itamaraty, alegam membros do Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais

Uma carta aberta do GR-RI (Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais) divulgada nesta semana veio a público reforçar a proposta de criação de um Conselho Nacional de Política Externa. Formado a partir de movimentos sociais, sindicais, empresariais, partidos políticos e organizações acadêmicas que atuam no campo das relações internacionais, o grupo tem o intuito de discutir as diretrizes da política externa ao lado do Itamaraty.
“Esse é um debate muito caro. Aqui funciona um mecanismo de elite que só o pessoal da hierarquia do Itamaraty tem acesso. Outros interesses menos poderosos da sociedade brasileira ficam em uma situação de informalidade e não conseguem ter acesso a esse debate”, afirma a Opera Mundi Gonzalo Berrón, da Fundação Friedrich Ebert, que atua como um dos principais facilitadores do GR-RI.
“O conselho é simplesmente uma maneira de o Estado dialogar com outras instâncias da sociedade civil”, explica. “Se você envolve a sociedade no debate político, você ganha mais legitimidade e consistência. Dá mais trabalho, mas o resultado é melhor para todos”, acrescenta.
Na mesma linha, Fátima Mello, da ONG Fase, acredita que tal conselho incluiria setores historicamente marginalizados. “A ideia é criar um instrumento poderoso de democratização do Estado brasileiro. No caso da ONG, abordamos uma agenda de sustentabilidade e direitos da agricultura familiar. Mas é um grupo plural e tentamos articular nossa agenda com as negociações internacionais”, explica.
Para Gonzalo Berrón, em geral há uma sinalização positiva do Estado em relação à proposta. “Há algumas resistências de setores mais conservadores do Itamaraty no modo de operação do órgão, mas a abertura do governo para a discussão deste tema tem sido ampla”, afirma.
Por sua vez, o assessor de Relações Internacionais da Presidência Ricardo de Azevedo argumenta que há de fato uma simpatia no atual governo federal pela medida. “Somos a favor de espaços democráticos da sociedade civil junto aos governos. Isso é um princípio que apoiamos. Agora a forma que será feita, isto é, se será um fórum ou um conselho, ainda está em discussão. Mas fortaleceria, sim, a democracia e o Itamaraty”, garante.
"Criou-se uma polêmica sobre essa questão sendo que já existem mais de 30 conselhos em outras áreas que não são das Relações Exteriores”, acrescentou Azevedo.
Outra membra do GR-RI é Maria Regina Soares de Lima, professora de ciência política da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Para ela, o conselho é uma iniciativa muito importante para a política externa, mas há uma leitura equivocada em relação a essa proposta.
“O programa da Marina [Silva, candidata à presidência] dizia que um conselho enfraqueceria e tiraria a autonomia e o protagonismo Itamaraty. Mas, na verdade, ele fortaleceria o Itamaraty e o legitimaria mais ainda. Com isso, teríamos uma politica externa mais densa”, argumenta.
Segundo a acadêmica, como existem conselhos em áreas como saúde e educação, a criação do órgão para a política externa serviria como uma forma de democratizar a relação internacional. “É muito claro que esse órgão é de caráter de assessoria, consultivo. Dizer que é deliberativo é uma distorção”, completa.
Procurada por Opera Mundi, a assessoria de imprensa do Itamaraty limitou-se a informar que a proposta de criação de um Conselho Nacional de Relações Exteriores é um “assunto que está em debate no âmbito do governo federal”.

Eleicoes 2014: questoes de politica externa do proximo governo - Patricia Campos Mello (FSP)

A política externa do(a) próximo(a) presidente

Coluna / Patrícia Campos Mello

Folha de S. Paulo, 12/09/2014

 

Como costuma acontecer, a política externa é um tema ausente das discussões eleitorais.

Em 2010, o tópico só entrou na pauta de forma tangencial, quando o então candidato do PSDB José Serra acusou a Bolívia de ser conivente com o tráfico de drogas e o governo federal de ser omisso.

Neste ano, segundo informou o Painel da Folha, a campanha de Dilma Rousseff pretende usar a política externa como mote dos próximos ataques contra Marina, depois de iniciar a "desconstrução" da candidata do PSB acusando-a de ser sustentada por banqueiros e de negligenciar o pré-sal. O PT argumenta que, ao defender que questões ambientais e de direitos humanos sejam levadas em conta nas negociações sobre comércio internacional, Marina vai ameaçar o comércio do país, porque pode afetar vendas de empresas brasileiras para países como China e Rússia.

O fato é que seria salutar que os candidatos respondessem a algumas perguntas sobre política externa, que foi negligenciada no governo Dilma.


Abaixo, alguns pontos que deveriam ser esclarecidos:

1 - Como ressuscitar o Mercosul? Como estancar a perda de mercado das exportações brasileiras na Argentina para importações chinesas baratas? Você defende uma flexibilização das regras do Mercosul? Defende transformar o bloco em acordo de livre comércio? Como irá lidar com a presença da Venezuela no Mercosul?

2 - O Brasil perdeu o bonde dos acordos comerciais no mundo e assiste impassível á formação de megablocos regionais como o TPP e o Ttip. Qual será sua estratégia para fechar acordos comerciais? Quais países ou regiões serão prioridade? irá buscar um acordo com a Aliança do Pacífico?

3 - Um dos principais empecilhos ao acordo UE-Mercosul é a Argentina, que reluta em reduzir a tarifas na mesmo ritmo que os outros países. Qual seria uma abordagem viável para concluir o acordo? concluir o acordo só com os países que já atingiram o nível de desgravação necessário?

4 - Desde as revelações de espionagem da NSA há um mal estar com os EUA e congelamento na relações. Você vai esperar por um pedido formal de desculpas? Ou já irá iniciar uma reaproximação, e de que forma?

5 - Como pretendem aumentar a inserção do Brasil nas cadeias de valor globais? Manterá as políticas de conteúdo local inalteradas? Como reverter a perda de produtividade dos industrializados nos mercados de exportação?

6 - No caso do alinhamento com os Brics, como conciliar a defesa dos direitos humanos e o princípio de não intervenção nos assuntos internos de cada país, em casos como invasão da Crimeia, repressão a dissidentes chineses, intervenção na Síria?

7 - Como pretende revalorizar o Itamaraty? Acha que o próximo chanceler deve ser um político, com bom trânsito com o Executivo e Legislativo, para dar mais força ao ministério?

Essas são apenas algumas das questões que seria importante discutir.

Obviamente, os candidatos vão continuar acusando um ao outro de tentar acabar com o Bolsa Família, ser sustentado por banqueiros, ter destruído o PIB do país, etc etc..

Mas ainda tenho esperança de que, em algum momento, a política externa será discutida.

Petrobras: se a NSA espionasse de verdade, nao teriamos esse escandalo todo...

Pois, até a NSA, que lê, tudo, ouve tudo, vê tudo, que está em todas as partes -- sim, ela é melhor que certo senhor de barbas brancas que está naquela pintura do Michelangelo --, se essa porcaria de agência americana, que só torra o dinheiro dos contribuintes americanos e não os protege de verdade, se esse avatar dos totalitários fosse um pouco mais eficiente, talvez não tivéssemos todos o esse escândalo estourando bem agora, às portas das eleições, só para atrapalhar a vida da soberana, e afundar ainda mais no lodaçal dos crimes o partido totalitário.
Pois os americanos, que também são transparentes, logo teriam avisado seus especuladores para deixar de comprar ações dessa companhia falida, e assim saberíamos que havia algo errado no reino podre dos companheiros.
Ficaram dormindo...
Não se pode nem confiar mais nos espiões americanos.
Pelo menos é o que diz essa repórter francesa...
Paulo Roberto de Almeida

Économie
Valeurs Actuelles, Jeudi 11 Septembre 2014 

Le fiasco Petrobras

Dilma Rousseff, présidente du Brésil. Depuis 2011, son gouvernement force Petrobras à vendre l'essence moins cher qu'il ne l'achète. Photo © Agencia Estado
Scandale. Extrêmement mal gérée par le gouvernement du Parti des travailleurs, la première entreprise brésilienne, contrôlée par l’État et aujourd’hui très endettée, est mêlée à une vaste affaire de corruption.
Au Brésil, septième économie mondiale, les temps sont durs même pour le fleuron de l’industrie, le géant pétrolier Petrobras (Petróleo Brasileiro). L’entreprise, dont 64 % du capital appartient à l’État, traverse une mauvaise passe alors que le pays entre en récession, avec un recul de 0,6 % du PIB au deuxième trimestre. Sur cette même période, son résultat net a chuté de 20 %, à 2,2 milliards de dollars. La saga du géant pétrolier, englué par une gestion calamiteuse depuis l’arrivée au pouvoir du Parti des travailleurs, s’est muée en un incroyable fiasco. Le groupe est maintenant soupçonné de corruption à grande échelle. Blanchiments, surfacturations, les affaires s’enchaînent et atteignent la présidente Dilma Rousseff, candidate à sa réélection le 5 octobre.
Personne n’avait vu venir le désastre. Pas même les Américains, dont les services de renseignement ont, selon les documents rendus publics par Edward Snowden, espionné activement ce pionnier de l’exploitation pétrolière en mer (23 % du brut mondial est extrait en eau profonde). « Petrobras représente un des plus grands actifs du pétrole dans le monde et un patrimoine du peuple brésilien », s’est indignée la présidente Dilma Rousseff lorsque l’affaire d’espionnage fut révélée l’an passé. Problème, le “patrimoine” évoqué s’est considérablement délabré depuis l’arrivée au pouvoir du Parti des travailleurs (PT).
En 2007, les perspectives sont pourtant radieuses : on localise au large des côtes brésiliennes (à 300 kilomètres de Rio de Janeiro et de Santos), d’énormes réserves de pétrole dites “pre-salt” (gisements présalifères), l’équivalent d’au moins 50 milliards de barils. « À peine moins que les réserves en mer du Nord », observe Michael Reid, de l’Economist, dans son livre Brazil, the Troubled Rise of a Global Power (Yale University Press). Les plus audacieux parient même sur 100 milliards de barils. L’ancien président Lula parle alors du Brésil comme d’une des futures grandes puissances pétrolières : d’ici à 2030, le pre-salt pourrait permettre au Brésil de se hisser au même niveau que les Émirats arabes unis. Lula autoproclame alors son pays « énergétiquement autosuffisant ».
La réalité du pre-salt se révèle toutefois plus complexe. Le défi technologique est immense, même pour le numéro un mondial de l’exploitation de pétrole en eaux profondes qu’est Petrobras. Pour l’extraire de gisements enfouis à plus de 5 000 mètres, voire 7000 mètres de profondeur, des techniques de forage doivent être mises au point car, avant d’y parvenir, il faut traverser une couche de sel et de roche, épaisse de 2 000 mètres… Sur la période 2012-2016, Petrobras a prévu d’investir 236 milliards de dollars. Le montant final sera sans doute bien plus élevé que le brésilien ne l’avait imaginé. Cette année, la société a déjà dépensé 43 milliards de dollars.
Sur neuf champs pétrolifères prévus, huit sont entrés en production (bassins de Campos et de Santos) ; depuis juin, ils assurent 520000 barils par jour, soit 22 % de la production de Petrobras. Le Brésilien entend doubler sa production d’ici à 2020 et en assurer 53 % par le pre-salt. Voilà pour les chiffres de production… Financièrement, la réalité est tout autre.
En cinq ans, l’entreprise qui fut naguère une des plus importantes entreprises mondiales par sa capitalisation boursière (et la première de la Bourse de São Paulo avec plus de 100 milliards de dollars) a perdu la moitié de sa valeur. En 2010, elle était la douzième plus importante capitalisation ; aujourd’hui Petrobras figure à la cent vingtième place. En cause, l’explosion de son endettement (102 milliards de dollars l’an passé), qui a pratiquement doublé depuis 2010 : sur la seule année 2013, il a bondi de 30 %.
« Petrobras sera le problème des années à venir. » Un constat sans appel lancé par Nick Price, spécialiste des marchés émergents chez Fidelity Worldwide Investment et gérant d’un portefeuille de 9 milliards d’actifs. L’expert met non seulement en cause l’endettement, mais aussi la mauvaise gestion : Petrobras « investit trop et mal ». « Pas compétitif, archaïque, dispendieux… », ajoute la presse brésilienne, révélant que, chaque semaine, Petrobras fait voyager 60 000 salariés en hélicoptère pour atteindre ses platesformes. C’est l’équivalent d’une ville…
Principale cause de cette gestion calamiteuse, l’interventionnisme du gouvernement de Dilma Rousseff depuis 2011
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Across the Empire (15): Adieu Vancouver (mas prometemos voltar)


Across the Empire (15): Adieu Vancouver 
(mas prometemos voltar)

Paulo Roberto de Almeida

            Hoje (ou melhor, ontem) foi um dia de passeios aos extremos (não do Canadá, mas nas cercanias). De manhã saímos do West End de Vancouver, exatamente da English Bay Beach, atravessamos a ponte em direção ao norte, e fomos pela Marine Drive até North Vancouver, e daí a West Vancouver, num ancoradouro chamado Horseshoe Bay, onde almoçamos. 
Carmen Lícia me fez uma foto e eu uma dela, mas valeu mesmo pelo lugar aprazível de veraneio dos canadenses (inclusive quebecois, e vários americanos) e pelo patê de lagosta que comprei nessa lojinha em frente à qual Carmen Lícia está fotografada. 
Tomei um expresso, e comprei um Lobster Paté (paté de homard, como explicam os politicamente corretos canadenses da Sea Change Seafoods), que degustei inteiramente sozinho (Carmen Lícia não quis, a despeito de meus oferecimentos), noite adentro, com torradas e a meia garrafa de Valpolicella que tinha sobrado de ontem (ainda estou acordado apesar disso).
De tarde, invertemos o itinerário, e fomos até o ponto extremo mais a oeste que nos foi dado chegar nesta viagem, onde está a Universidade de British Columbia, um lugar aprazível, entre os bosques. Diferente das universidades americanas, onde o álcool e tabaco são banidos, lá pudemos tomar vinho e cerveja, acompanhando um prato de queijos (um que não soubemos identificar, mas que parecia um dos vidros do Dale Chihuly).

 Antes tínhamos passado no Stanley Park (aliás, o nome da cerveja tipo belga, amber, que escolhi tomar), onde fomos visitar os totens indígenas feitos especialmente para sua inauguração, algumas décadas atrás. Não sou muito de fetichismos (em todo caso não no sentido marxiano), mas conheço a minha antropologia, e logo me lembrei dos escritos de Marcel Mauss sobre o potlacht dos índios canadenses, um oferecimento ritual que os marxistas adoram, pois vai no sentido anticapitalista da coisa, se é que vocês me entendem. Enfim, não vou explicar agora (pois o vinho está fazendo efeito: quem não sabe, procure ler Marcel Mauss).
Antes de voltar ao hotel, ainda passamos em vários outros lugares, como um pequeno promontório onde havia um museu (já fechado), um planetário, e umas tendas sendo preparadas para o Festival Shakespeare da cidade (não estaremos mais aqui para degustar o bardo, que eu acho genial, mesmo se nunca o li no original, apenas resumos e transcrições curtas, mas eu sempre o considerei o Maquiavel da dramaturgia). 


Vancouver foi o ponto alto desta viagem (so far), e certamente uma das melhores cidades do mundo para se viver, mas é verdade que só estivemos aqui no final do verão (mas dizem que tem um microclima especial, o que a torna menos inclemente do que as outras cidades canadenses, com menos 40, na média). A cidade é excelente, em todos os aspectos, para todos os gostos, mas não vi muitas livrarias, e nem frequentei bibliotecas, que para mim são dois critérios absolutos de civilização (junto com duchas decentes, não esquecendo). O hotel em que ficamos, English Bay Hotel, é modesto para os padrões a que estamos habituados, mas foi excelente sob todos os aspectos: na verdade, devia ser um antigo edifício de apartamentos (e estamos em um, de quatro peças, como disse), que foi transformado em hotel pelos chineses (ou seja lá quem for, mas é administrado por chineses). Tudo quase perfeito, com ampla cozinha e dois quartos, bem numa esquina de comércio, e garagem segura. Com a praia do lado.

Eu que não sou de praia, nem de natureza, apreciei, ainda assim, a natureza do Canadá: bem comportada, bem recortada, entretida, pintada de verde e sem mosquitos. Carmen Lícia aparece nesta foto do Rose Garden da British Columbia University, onde fomos em busca do Museu de Antropologia. 
Na verdade, ficamos no Wine Bar, Sage, da Universidade, tomando vinho, cerveja, e comendo um pequeno prato de queijos.
Despedimo-nos do Canadá já com certa nostalgia: eles são simpáticos os canadenses, e sobretudos de tamanho normal: agora voltamos aos XX large size do outro lado da fronteira, e o jeito americano de ser. Enfim, ninguém é perfeito, mas o Canadá se aproxima muito do modelo de país que eu pretenderia para o Brasil, sob vários aspectos (menos o frio, claro). Acho que vamos demorar mais uns 150 anos para nos aproximarmos do modelo canadense, mas se eu posso fazer um conselho eleitoral aos nossos candidatos, eu diria: estudem o modelo canadense, e tentem fazer igual. Não custa nada, ou melhor, só deve custar vergonha na cara e mais 150 anos de civilização.
O meu blog funcionou, o tempo todo, com o .cn ao final, mas amanhã deve voltar ao imperialismo americano, onde não existe um único .us que eu tenha encontrado (deve existir, mas eles não usam; para quê: para eles existe só os USA, ou America, como eles dizem, e o resto do mundo é the rest of the world, ou seja, não existe; e precisa?). Os estadounidenses, como diriam os companheiros, são simpaticamente arrogantes, não porque desprezem o mundo, mas porque não precisam dele, embora vivam de mensalão chinês e adorem um foie gras...
Já os canadenses são modestos, e essencialmente bons, para si mesmos e para o mundo. Acho que o mundo seria melhor se o império universal fosse mais canadense e menos americano, mas acho que não daria certo. A Suíça, por exemplo, é muito agradável para se viajar, para se visitar, mas seria ainda mais agradável se tivesse menos suíços alemânicos e mais italianos (mas acho que também não daria certo; ela não seria a Suíça, pois teria menos eficiência helvética e mais organização italiana, que às vezes é pior que a brasileira, sem exageros).
            Adieu Vancouver; prometemos voltar, Carmen Lícia e eu, de alguma forma.

Paulo Roberto de Almeida
Vancouver, 12/09/2014

Uma pequena Escocia seria viavel? Parece que sim - Peter St. Onge (Mises)

Gostei desta frase: 
An independent Scotland, or Vermont, is unlikely to invade Iraq. It takes a big country to do truly insane things.
O Brasil como é grande também se arrisca a fazer muitas bobagens, aliás já faz; não contra os seus vizinhos, invadindo outros países; ele faz mal a si próprio, ou melhor, seus dirigentes fazem mal aos brasileiros, com toda essa mania de grandeza, esse ufanismo idiota, essa arrogância dos ignorantes verdadeiros e inconscientes de sê-lo.
Será que eu sou contra as pátrias, só gostando das comunidades integradas?
Paulo Roberto de Almeida
 
Is Scotland Big Enough To Go it Alone?
by Peter St. Onge
Mises Daily, September 12, 2014

Back when Quebec was weighing secession from Canada, I was a lowly American undergrad living in Montreal. It was an exciting time, since in America we have our railroads torn up and population starved when we secede. Now that Scotland is going through the motions, I figured I’d stir the pot, economically.

The question in 1995 was whether Quebec should secede from the Canadian Confederation. Passions were high; one secessionist leader unwisely argued that a "Yes" win would lock voters into secession like "lobsters thrown into boiling water." Fueling the drum-beat were federalist of impending economic, political, and currency chaos. At the end, the vote was incredibly close: 49.4 percent voting for secession, 50.6 percent voting no.

As Scotland goes to the polls to decide on its own separation from the United Kingdom, the tone of the campaign is, again, high on passion and, again, secessionists are inching toward the magical 50 percent line. But don’t uncork the single malt quite yet: as of today (September 2, 2014), bookies in London still put the odds at 4-to-1 against the non-binding referendum. But it remains a real possibility.

One core debate is whether Scotland is too small and too insignificant to go it alone. During the Quebec referendum there was a nearly-identical debate, with secessionists arguing that Quebec has more people than Switzerland and more land than France, while federalists preferred to compare Quebec to the US or the “rest-of-Canada” (ROC, in a term from the day).

In a curious coincidence, 2014 Scotland and 1994 Quebec have nearly the same population: about 5–6 million. About the same as Denmark or Norway, and half-a-million more than Ireland. Even on physical area Scotland’s no slouch: about the size of Holland or Ireland, and three times the size of Jamaica. The fact that Ireland, Norway, and Jamaica are all considered sustainably-sized countries argues for the separatists here.

So small is possible. But is it a good idea?
The answer, perhaps surprisingly, is resoundingly “Yes!” Statistically speaking, at least. Why? Because according to numbers from the World Bank Development Indicators, among the 45 sovereign countries in Europe, small countries are nearly twice as wealthy as large countries. The gap between biggest-10 and smallest-10 ranges between 84 percent (for all of Europe) to 79 percent (for only Western Europe).

This is a huge difference: To put it in perspective, even a 79 percent change in wealth is about the gap between Russia and Denmark. That’s massive considering the historical and cultural similarities especially within Western Europe.

Even among linguistic siblings the differences are stark: Germany is poorer than the small German-speaking states (Switzerland, Austria, Luxembourg, and Liechtenstein), France is poorer than the small French-speaking states (Belgium, Andorra, Luxembourg, and Switzerland again and, of course, Monaco). Even Ireland, for centuries ravaged by the warmongering English, is today richer than their former masters in the United Kingdom, a country 15 times larger.

Why would this be? There are two reasons. First, smaller countries are often more responsive to their people. The smaller the country the stronger the policy feedback loop. Meaning truly awful ideas tend to get corrected earlier. Had Mao Tse Tung been working with an apartment complex instead of a country of nearly a billion-people, his wacky ideas wouldn’t have killed millions.

Second, small countries just don’t have the money to engage in truly crazy ideas. Like Wars on Terror or world-wide daisy-chains of military bases. An independent Scotland, or Vermont, is unlikely to invade Iraq. It takes a big country to do truly insane things.

Of course there are many short-term issues for the Scots to consider, from tax and subsidy splits, to defense contractors relocating to England. And, of course, the deep historico-cultural issues that an America of Franco-British descent should best sit out.

Still, as an economist, what we can say is that Scotland’s big enough to “survive” on its own, and indeed is very likely to become richer out of the secession. Nearer to the small-is-rich Ireland than the big-but-poor Britain left behind.

Note: The views expressed in Daily Articles on Mises.org are not necessarily those of the Mises Institute.

Uma outra Escocia e' possivel! Sim! Mais pobre, e mais confusa... - Mark Blyth

Populistas, oportunistas, ou seja, políticos, estão sempre querendo conquistar o seu reino, ou seu principado. Depois dão com os burros n'água, ou seja, trocam os pés pelas mãos, e acabam deixando o povo pior do que estava: com menos serviços sociais, e mais dívidas.
Os escoceses vivem hoje de mensalão britânico, isto é, recebem mais do Reino Unido do que contribuem. Também pudera: não elegem respresentantes conservadores para o parlamento da Grã-Bretanha, só trabalhistas, que são distribucionistas por excelência (com o dinheiro dos outros, claro).
Em síntese, o Reino Unido vai deixar de ser o Reino Unido, e vai virar uma potência de terceira classe, quase na companhia da Etiópia (estou exagerando, claro...). Enfim, vão voltar a ser o que eram até o século XV, ou seja, dois séculos antes da absorção da Escócia por aqueles ingleses arrogantes.
Os escoceses vão estar melhor?
Duvido. Mas vão ficar orgulhosos de seu cantinho, vendendo uisque e salmão para todo o mundo. O difícil vai ser dividir o petróleo do mar do Norte, pois nessas horas todos os políticos são rentistas.
Quem sabe uma nova guerra resolve os problemas?
O que diria Adam Smith disso tudo?, ele que não ligava para as fronteiras e apenas queria comércio livre e sobretudo nenhuma colônia para sustentar...
Paulo Roberto de Almeida

It's Not About the Money

Why Scotland Might Just Say Yes to Independence

Manpreet Sing Makkar -- active in the Yes campaign -- poses for a photograph in Edinburgh, July 16, 2014.
Manpreet Sing Makkar -- active in the Yes campaign -- poses for a photograph in Edinburgh, July 16, 2014. (Paul Hackett / Courtesy Reuters)
Debates over national independence are seldom rational. Since they deal with what may happen in the future, each side must convince voters that it is the better soothsayer. In the political battle over Scottish independence, which will come to a popular vote on September 18, two competing visions are clashing hard.
The “No” camp, which goes by the slogan “Better Together,” has run a campaign that focuses primarily on the costs of separation, which are hard to price but estimable. The “Yes” campaign’s response has been to dismiss such concerns as “fear-mongering,” highlighting instead how much better Scotland would fare after independence. In so doing, the Yes camp has rested its case on a counterfactual that can never be proven, seemingly a weaker hand to play.
Yet the key nationalist claims are not without merit. First, since the 1980s, Scotland has overwhelmingly voted for the Labour and the Scottish National Parties, whereas the United Kingdom has voted Conservative. As a result, most Scots feel that they often end up with a government they didn’t vote for. The establishment of the Scottish Parliament in 1999 went some way toward addressing the democratic deficit. But since the body has limited fiscal powers -- and no independent monetary powers -- it has provided only a partial fix. Second, Scottish voters, the Yes campaign argues, favor a generous welfare state backed by a government that defends public institutions from austerity. And third, most Scots, so says the Yes camp, want to be part of the European Union at a time when the British government is thinking about parting ways with Brussels, so independence would safeguard ties to Europe.
As a wish list, such priorities may seem admirable, especially if one’s politics stand center-left. But to what extent are they achievable? That question has formed the crux of the No campaign, which has shied away from extolling the benefits of the union and stressed instead the economic risks that would come with independence. The core dispute in the independence debate has been over what currency an independent Scotland would use; after all, if you are not in charge of your own money, one has to question the extent to which, like a teenager who never leaves home, you are truly independent and can set your own goals.
Three hundred years is a decent run for any political project.
As the polls narrow and the referendum nears, the money question has become all the more pressing. According to the latest poll, the Yes camp is trailing by only six points, with eight percent of voters still undecided. The result, in other words, remains very much up in the air. Markets are starting to get nervous, suddenly waking up to the fact that if Scotland goes, neither the British pound nor sterling securities will be what they once were. If sterling’s backers, the British taxpayers, are suddenly reduced by ten percent, should UK bonds reflect that risk?
The Yes campaign wants a currency union with the rest of the United Kingdom that retains the pound. (Although London has ruled that out, how Westminster could prevent such a union without removing the coins and notes already in circulation remains an open question.) Yet a currency union would not do an independent Scotland any favors. The United Kingdom’s electoral politics would ultimately determine monetary policy, and Scotland could find itself facing an even tougher macroeconomic and monetary environment than it already does. If the Labour Party was deprived of its Scottish seats, it would struggle to form a majority in the House of Commons, strengthening Conservative control. And with Scotland gone, London’s finance-centric economy would have greater influence still. 
London could turn the screws on Edinburgh further, and not without reason. An independent Scotland would have a massively oversize banking system, with assets possibly exceeding 1,000 percent of GDP. This would represent an Icelandic-sized risk to British taxpayers, who would have to stand behind the liabilities of the Scottish banks if they ran into trouble. As the Financial Times put it in a recent editorial, no British government would back those banks “unless Scotland were to accept very heavy constraints over its public finances.” In short, budgetary austerity and conservative policies would remain the only game in town, even after independence. 
To get out of this bind, an independent Scotland would need its own currency, an option the Yes campaign has only recently acknowledged as a possible “plan B.” Without monetary sovereignty, a country can neither print nor devalue its way out of trouble. And if it doesn’t want to default, austerity is the only way forward.
Yet to establish an independent currency, Scotland would need three things: a central bank, a bond shop, and independent tax institutions. For now, Edinburgh has none of these. And it would take five to ten years to build them. In the meantime, the country Scotland just broke up with would be raising the taxes, paying the bond investors, and running the currency -- and charging a pretty penny to do so. Joining the euro, the only other alternative, would simply mean austerity would come from another direction, from Berlin rather than London.
Given all this, if Scotland votes in favor of independence, the United Kingdom’s reaction would not likely be the velvet divorce the Yes campaigners envision. Nationalism, like most forms of identity politics, thrives only in the face of a foreign other. Far from safeguarding Scotland’s position in Europe, the United Kingdom’s already resurgent nationalism will likely grow fiercer. Edinburgh’s exit would probably make London’s withdrawal from the EU more likely, complicating the Yes campaign’s desire to protect European interdependence.
Yet perhaps the oddest thing about the Scottish debate has been its lack of concern for issues of language, culture, or past sins -- all central features of Basque, Catalan, and other independence movements. On the surface, it’s been all about the money, which makes the recent turn at the polls all the more telling. Although the No camp has largely won the economic arguments, the Yes campaign has gained the upper hand. The question is why?
The journalist Paul Mason noted recently in The Guardian newspaper that age is becoming a key factor in determining how Scots vote, with older people being more likely to vote no. This sits well with the famous observation (falsely attributed to Winston Churchill) about being a liberal at 25 and a conservative at 35. Those with assets in the current system don’t want the system to change. Those with no or few assets are willing to see it transformed. Generational, rather than monetary, politics may well be the determinant of the final result.
Raised in a country where the policy choice of the past 30 years has been neoliberalism with airbags (New Labour under Prime Ministers Tony Blair and Gordon Brown) or neoliberalism on steroids (under the Tories), and faced with falling real wages and diminished opportunity, young people in Scotland want another choice. This is perhaps why nationalism retains the capacity to surprise. It’s not about costs, risks, or uncertainties; it’s about the idea that a different future is possible. 
As Mason noted, “Once established, political psychologies like this do not go away. History shows they intensify until something gives, and at some point it is usually the borders of a nation state.” Three hundred years is a decent run for any political project. If the United Kingdom’s borders give way in a few days’ time, nobody should be surprised that those who said Yes ignored the warnings about what their vote would cost them. For Scotland’s young, those who yearn for a different future, it was never really about the money.

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Meus blogs em eleições presidenciais - Paulo Roberto de Almeida

Meus blogs em eleições presidenciais Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor. Primeira informação sobre meus blogs eleitorais. Destin...