segunda-feira, 30 de março de 2026

Como se faz um presidente - Bernardo Mello Franco (O Globo)

 Mais uma biografia de Lula:


Como se faz um presidente
Bernardo Mello Franco
O Globo
, domingo, 29 de março de 2026

Chega nesta semana às livrarias a segunda parte da biografia de Lula escrita por Fernando Morais. O novo volume narra o período entre a campanha das Diretas e a conquista do Planalto. É uma história de persistência. O ex-metalúrgico perdeu três disputas presidenciais até vencer a quarta, em 2002.

A escalada começou em 1989, na primeira eleição direta pós-ditadura. Forjado na luta sindical, o candidato do PT assustou as elites com ideias tachadas de radicais. Falava em reforma agrária, tabelamento de lucros, suspensão do pagamento da dívida externa.

Depois de superar Leonel Brizola por menos de 500 mil votos, Lula passou ao segundo turno contra Fernando Collor. Na reta final, deixou-se abater por golpes abaixo da cintura. Os mais duros foram desferidos por Miriam Cordeiro, mãe de sua filha Lurian, na propaganda de TV do adversário.

Derrotado, Lula assistiu de camarote ao escândalo que derrubou Collor. Depois recusou-se a participar do governo de Itamar Franco e começou a costurar uma chapa com Tasso Jereissati, do PSDB. O petista entrou em 1994 como franco favorito. “Durante os primeiros meses da campanha, Lula era o virtual presidente da República, sem nada no horizonte que pudesse ameaçar a vitória que parecia ao alcance da mão”, escreve Morais.

Tudo mudou com o lançamento de uma nova moeda, que catapultaria a popularidade do ministro Fernando Henrique Cardoso. “O Plano Real passou por cima da candidatura de Lula como um trem descontrolado”, resume o biógrafo. Atordoados, os petistas tentaram desacreditar o plano como “cruzado dos ricos” e “estelionato eleitoral”. A aposta se mostrou desastrada, e o tucano venceu no primeiro turno.

O novo fiasco quase levou o ex-metalúrgico a desistir do sonho presidencial. “Eu é que sei o sofrimento que foi”, desabafa Lula a Morais. “Perdi e falei para mim mesmo: porra, não dá mais, vou desistir disso”. Frustrado, ele se afastou da direção do partido e disse que não seria mais candidato. Mudou de ideia para montar uma chapa com Brizola, seu antigo rival na disputa pelos votos da esquerda.

A campanha de 1998 começou com o PT em ebulição. Com a aliança em risco, Lula ordenou uma intervenção no diretório do Rio para barrar a candidatura de Vladimir Palmeira e impor o apoio a Anthony Garotinho, do PDT. “Não posso ser candidato pela terceira vez apenas para marcar posição”, justificou. A economia patinava, mas FH manteve o real sobrevalorizado e venceu de novo no primeiro tuno.

Em 2002, Lula abraçou o pragmatismo e conduziu uma guinada do PT ao centro. Exigiu a contratação do marqueteiro Duda Mendonça, uniu-se ao empresário José Alencar e beijou a cruz do mercado com a “Carta ao povo brasileiro”. Morais reconstitui a reunião com Valdemar Costa Neto que formalizou a aliança PT-PL, impensável nos dias de hoje. Mais tarde, o acerto financeiro entre os dois partidos ficaria conhecido como a origem do mensalão.

Na quarta tentativa, Lula finalmente chegou lá. Sem disfarçar a admiração pelo biografado, o biógrafo conclui o livro em tom épico: “Em mais de cem anos de República, pela primeira vez um operário iria ocupar a Presidência do Brasil”.

Kant, uma revolução no pensamento, de Marcus Willaschek - Hélio Schwartsman (Folha de S. Paulo)

Kant, uma revolução no pensamento

Hélio Schwartsman
Folha de S. Paulo, 29/03/2026

Livro que transita entre comentário e biografia consegue tornar claras ideias do filósofo

Embora seja um autor do século 18, Kant segue sendo referência em temas como ética e direitos humanos

É difícil dizer se Kant: a Revolution in Thinking, de Marcus Willaschek, deve ser classificado como um comentário da obra do filósofo ou como uma biografia. Qualquer que seja o veredicto, Willaschek faz as duas coisas muito bem.

É impressionante como o livro consegue tornar claras as ideias de Kant, uma tarefa em que muitas vezes o próprio filósofo prussiano fracassava. E não porque Willaschek fuja dos pontos mais desafiadores. "Kant..." cobre praticamente toda a obra, sem nos poupar das passagens mais abstratas e difíceis da "Crítica da Razão Pura". É claro que especialistas poderão apontar lacunas, mas o livro resolve bem os problemas de leitores comuns, movidos só pelo "sapere aude!" (ouse saber) e sem pretensão de escrever uma monografia sobre o filósofo de Königsberg.

Mais do que apenas explicar, Willaschek também procura mostrar em que medida o pensamento de Kant, um autor do século 18, mudou a filosofia europeia e por que, em certos temas, como ética, direitos humanos e relações internacionais, conserva relevância até hoje.

Se o item mais valioso em "Kant..." são as explicações, a parte mais divertida está nos apontamentos biográficos. A passagem dos séculos legou a Kant a imagem de um filósofo impenetrável, sisudo e metódico, que morreu virgem. Metódico ele era. Willaschek conta como surgiu a lenda segundo a qual a população de Königsberg acertava seus relógios pela hora em que Kant saia para seu passeio. Mas ele também era, contra as expectativas, uma figura sociável, que chegou a ser perseguido pelas mulheres. Também era um bom contador de piadas. O livro reproduz algumas, mas já alerto que o humor do século 18 não envelheceu muito bem.

Willaschek resiste à tentação de endeusar seu objeto de estudo. Ele não se furta a levantar pontos fracos de Kant, que aparecem em declarações antissemitas, racistas e misóginas. Não cai nos anacronismos típicos de nossa época, mas observa que são um problema para quem defendia uma noção radical de igualdade.

revista Confins: simpósio de lançamento da edição nº 70 - Hervé Théry (Confins)

Um acontecimento muito especial na história da revista Confins: simpósio de lançamento da edição nº 70


Confins, 70 edições de geografia franco-brasileira

Link para acesso remoto: meet.google.com/bbv-qibc-shw

3 de abril de 2026, Humathèque du campus Condorcet)
9h às 17h na França, 4h às 12h no Brasil (por causa da diferença de fuso horário, desculpem!)

Com artigos de José Borzacchiello da Silva, Roger Brunet, Paul Claval, Wanderley Messias da Costa, Martine Droulers, Béatrice Giblin, Sandra Lencioni, Rogério Haesbaert, Rita de Cássia Ariza da Cruz e Angelo Serpa, François Moriconi, Saint Clair Trindade Júnior e Roberto Verdum.

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Un évènement très spécial dans la vie de la revue Confins: colloque de lancement du numéro 70

Confins, 70 numéros de géographie franco-brésilienne

Lien pour l'accès à distance: meet.google.com/bbv-qibc-shw

3 avril 2026, Humathèque du campus Condorcet
9h-17h en France, 4h-12h au Brésil (par la faute du décalage horaire!)

Avec des articles de José Borzacchiello da Silva, Roger Brunet, Paul Claval, Wanderley Messias da Costa, Martine Droulers, Béatrice Giblin, Sandra Lencioni, Rogério Haesbaert, Rita de Cássia Ariza da Cruz e Angelo Serpa, François Moriconi, Saint Clair Trindade Júnior e Roberto Verdum.

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Hervé Théry
Directeur de recherche émérite au CNRS-Creda
Professor na Universidade de São Paulo (USP-PPGH)
Co-directeur de la revue Confins (http://journals.openedition.org/confins/ )
Carnet de recherche Braises (http://braises.hypotheses.org/ )
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A “venda” do Brasil aos Estados Unidos e a submissão de sua politica externa aos designios de Trump está sendo preparada pelo candidato bolsonarista; (Meio)

A “venda” do Brasil aos Estados Unidos e a submissão de sua politica externa aos designios de Trump está sendo preparada pelo candidato bolsonarista;


Flávio pede interferência dos EUA na eleição brasileira

Meio, 30/03/2026

Depois de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro lutar arduamente para que os Estados Unidos atuassem contra a Justiça brasileira para libertar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, agora é a vez de Flávio Bolsonaro voltar a pedir a interferência americana no País. Desta vez o pré-candidato à Presidência da República pediu para que haja pressão internacional para que as eleições de 2026 no Brasil ocorram sob o que ele chamou de “valores de origem americana”. Dirigindo-se ao público americano, o parlamentar pediu que os EUA e o “mundo livre” acompanhem o processo eleitoral brasileiro, com atenção à liberdade de expressão nas redes sociais, e atuem institucionalmente para garantir eleições “livres e justas”. (g1)

No discurso que fez na CPAC, o principal evento da extrema direita internacional, que aconteceu neste final de semana no Texas, Flávio também deu a entender que os Estados Unidos teriam acesso ilimitado às reservas de terras raras brasileiras em seu eventual governo. Segundo ele, o “Brasil é a solução para que os Estados Unidos não dependam da China” no acesso aos minerais. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou o episódio como o mais grave até agora no debate eleitoral de 2026 e acusou Flávio de se comprometer com a entrega desses recursos aos EUA. (Metropoles)”


Minha vida de blogueiro amador - Paulo Roberto de Almeida

 Paulo Roberto de Almeida uploaded a paper:


Em "Minha vida de blogueiro amador", compartilhamos reflexões sobre nossa jornada como blogueiros ao longo de mais de duas décadas, destacando a importância da leitura e da escrita como ferramentas de comunicação, sem a pretensão de sermos profissionais da área. Convidamos vocês a explorar nossas experiências e pensamentos sobre o papel dos blogs na vida intelectual.​

Disponível na plataforma acadêmica Academia.edu:

https://www.academia.edu/165385161/5260_Minha_vida_de_blogueiro_amador_2026_

Informado no blog Diplomatizzando: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/minha-vida-de-blogueiro-amador-paulo.html



domingo, 29 de março de 2026

Blog Eleicoes Presidenciais 2006 (2026) - Compilação de postagens de 2006 - Paulo Roberto de Almeida

5259) Blog Eleicoes Presidenciais 2006 (2026)
By Paulo Roberto de Almeida
203 Pages
Brazilian Politics,
Politica Externa brasileira no governo lula,
Luiz Inácio Lula de Silva

5259) “Eleições Presidenciais 2006”, Brasília, 29 março 2026, 203 p.
Compilação de todas as postagens feitas no blog dedicado exclusivamente às eleições presidenciais de 2006, que foram concluídas com a reeleição de Lula. Blog Eleicoes Presidenciais 2006 ( https://eleicoespresidenciais.blogspot.com/ )
Paulo Roberto de Almeida:
Blog dedicado exclusivamente às eleições presidenciais de 2006 (Compilado retroativamente em 29/03/2026) Nota Introdutória (PRA, em 29 de março de 2026): Este blog foi aberto em julho de 2006, exclusivamente para se ocupar das eleições presidenciais desse ano...

We compiled all the posts from our blog dedicated to the 2006 presidential elections in Brazil, capturing the political climate and key events surrounding Lula's re-election amidst significant controversies. This retrospective serves as a valuable resource for researchers interested in the dynamics of that tumultuous electoral period. We invite you to explore the blog and share your thoughts!​

 Ver o arquivo completo neste link: 

https://www.academia.edu/165380634/5259_Blog_Eleicoes_Presidenciais_2006_2026_

Putin IS FORCED To Retreat... Ukraine Just ERASED 11,000 Russians On ONE FRONT, an Ukrainian attack

Putin IS FORCED To Retreat... Ukraine Just ERASED 11,000 Russians On ONE Ukraine attack


Vladimir Putin’s grand military strategy is collapsing as Ukrainian forces execute a devastating surprise counter-offensive in the south. In what is being described as the most significant territorial gain in a single month since 2023, Ukraine has rapidly liberated 9 settlements and reclaimed 470 square kilometers across the Zaporizhzhia and Dnipropetrovsk sectors. The human cost for Moscow has been catastrophic: Ukraine just erased over 11,000 Russian troops—nearly an entire division—along with irreplaceable tanks and artillery, on just ONE front in a matter of weeks.

The turning point? Absolute technological superiority. Ukrainian FPV drone operators and precision artillery teams have completely paralyzed Russian logistics and front-line defenses. This sudden breakthrough has shattered Russia's highly anticipated "Fortress Belt" offensive in the East. In a state of total panic, the Kremlin is now being forced to urgently redeploy its most elite VDV paratroopers and marine units away from their primary targets just to plug the massive holes in the southern defense line.

Unable to stop the Ukrainian military advance on the battlefield, a desperate Russian command has shifted its tactics, unleashing swarms of Shahed kamikaze drones strictly targeting Ukrainian civilian infrastructure and vital water supplies. Watch this full OSINT geopolitical breakdown to understand exactly how Ukraine's southern hammer blow just forced a massive Russian retreat!

https://youtu.be/9UWmgbNAbJo?si=FwMTupQ9wc5SjZeP

Apenas como teste: livros de Paulo Roberto de Almeida

Tive problemas com minha conexão à internet nos últimos dias. Disse o técnico (que tive de chamar) que se tratava de confusão entre o 2Ghz e o 5Ghz do aparelho de conexão. OK, ele reconfigurou, acrescentou um caractere a mais na senha e repartiu, depois de testes de velocidade e tudo mais. Operei as mudanças de acesso nos demais aparelhos. Apenas como teste de rapidez, pedi no Firefox que se buscasse por "Livros de Paulo Roberto de Almeida". 

Imediatamente apareceu uma disposição aparentemente completa de todos os meus livros, pelo menos os que se encontram disponíveis sob o meu próprio nome (devem existir outros). É o que temos abaixo, mas ele também mostrou o link para os livros na Amazon e os apresentados no Gov.br: 

Livros ... O Mercosul e o regionalismo latino-americano: ensaios selecionados,... ... Pontes para o mundo no Brasil: Minhas interações com a RBPI (Pensamento...
Devolução em até 7 dia(s)

1 de mar. de 2023 — Uma seleção de seus livros publicados segue abaixo: Apogeu e demolição da política externa brasileira: reflexões de um diplomata não ...

PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
Diplomata brasileiro

Livros

O que mais? Não sei exatamente: preciso pegar a lista em ordem cronológica, para saber se estão todos.

A ONU declarou o tráfico transatlântico como um dos mais atrozes crimes contra a humanidade - Natália Carneiro, Ana Flávia Magalhães (Correio Braziliense)

Em defesa da nossa humanidade, reparação!

Com a decisão da ONU de classificar o tráfico transatlântico como um dos mais atrozes crimes contra a humanidade, rompe-se com a ideia de que a escravidão é um evento distante e desconectado do presente e do futuro

A ONU declarou o tráfico transatlântico como um dos mais atrozes crimes contra a humanidade

Natália Carneiro, Jornalista e diretora executivada Casa Sueli Carneiro

Ana Flávia Magalhães, Professora do Departamento de História da UnB econselheira da Casa Sueli Carneiro

Correio Braziliense, 29/03/2026


Ao classificar o tráfico transatlântico como um dos mais atrozes crimes contra a humanidade, a Organização das Nações Unidas (ONU) elevou, na última quarta-feira (25), o patamar de reivindicações históricas dos movimentos negros na diplomacia institucional. Esse reconhecimento identifica a escravidão como uma herança viva que molda as disparidades do presente. Ao tipificar formalmente esse crime, a ONU estabelece um nexo de responsabilidade que vai além do dever de memória, admitindo as distorções econômicas, a exclusão civil e a própria dimensão estrutural das consequências dessa violação nas nações contemporâneas.

A resolução proposta por Gana recomenda que os Estados apresentem desculpas formais e contribuam para um fundo de reparações. O texto foi aprovado por 123 países, incluindo o Brasil, mas a votação também expôs diferentes formas de recusa da agenda. Estados Unidos, Israel e Argentina votaram contra.

Outros 52 países — majoritariamente do Norte Global e com protagonismo colonialista — optaram pela abstenção. Esse posicionamento, mais do que sugerir uma hesitação momentânea, atualiza a negação do enfrentamento aberto do tema e indica impossibilidades de consenso especialmente sobre a reparação. Espanha, França, Portugal e Reino Unido são países diretamente envolvidos na estrutura do tráfico transatlântico. A opção pela abstenção explicita uma dificuldade crônica de transformar reconhecimento discursivo em ações de impacto.

A resolução, de todo modo, está aprovada, e a forma como esses e outros países irão se posicionar será determinante para o alcance efetivo dessa deliberação. Afinal, com ela, rompe-se com a ideia de que a escravidão é um evento distante e desconectado do presente e do futuro. A narrativa estabelecida reposiciona a memória histórica em sua dimensão política e passa a exigir uma análise das estruturas que se renovam, transformando o reconhecimento do crime em uma ferramenta para a transformação das condições de vida e exercício de direitos.

A oportunidade favorece o entendimento da memória como um território de disputa política, que determina o que se torna visível e quem é institucionalmente legítimo na história de uma nação. Nesse sentido, a existência da documentação e a difusão das análises históricas sobre as trajetórias negras dela decorrente ultrapassam a preservação cultural como procedimento meramente técnico. Elas constituem matrizes estratégicas por meio do que se incide diretamente sobre a formulação do próprio alcance das ideias de cidadania e soberania nacional. Ao conferir centralidade a esse legado, cada país tem a oportunidade de alterar o enquadramento das próprias referências nacionais.

Um exemplo emblemático do que essa dinâmica permite se encontra em Ouidá, no Benin, onde a antiga Porta do Não Retorno materializa a escala e a organização do tráfico transatlântico. A recente mobilização do monumento retira a escravização do campo das abstrações e evidencia o caráter sistêmico das violências perpetradas, tornando incontestável a permanência de seus efeitos no presente. Para a população afrodescendente, o retorno a territórios como Ouidá tem um significado que transcende a experiência individual, pois atua na reinscrição de vínculos historicamente violados, após séculos de expropriação. Longe de apagar a dor da diáspora forçada, essa ressignificação evidencia as continuidades que resistiram ao deslocamento.

A resolução adotada pela ONU, ao enfatizar a importância das reparações, aponta alguns caminhos de ampliação. Ao incluir a restituição de bens culturais, arquivos e patrimônios, reconhece que a violência colonial também operou pelo manejo de memórias, conhecimentos e produções simbólicas.

Ainda assim, a agenda de reparação não se esgota nesses pontos. Reparação envolve políticas estruturais com impacto direto nas condições de vida. No Brasil, propostas como a criação de um Fundo Nacional de Reparação Econômica e Promoção da Igualdade Racial indicam tentativas embrionárias de institucionalizar essa agenda, ainda em disputa e atravessada por resistências e limites políticos. Mesmo com presença contínua nas lutas sociais e na produção de conhecimento, parte dessas demandas segue com menor incidência nos espaços onde se definem prioridades e diretrizes, o que não decorre de ausência de organização, mas de estruturas que ainda condicionam quem decide e como decide.

A ratificação do tráfico transatlântico como um crime contra a humanidade reposiciona esse evento como um processo vivo, contínuo e estruturante. Como acompanhamos após a Conferência de Durban, em 2001, o grande desafio que se impõe é transpor a barreira do discurso, de modo a garantir que a justiça se materialize na estrutura dos Estados e na vida da população afrodescendente. Especialmente no Brasil.

The true story of a kleptocrat turned neozar destined to a doomed fall as the last of the Romanovs

 Listen to me very well. I haven't slept a wink in the past few nights. I dug through the files, re-read old KGB files, and dissected the latest leaks from the inside of the Kremlin device. What I've found is not a political agenda. This is the medical record of a man who wants to see the world burn because he has never been able to overcome his own insignificance.

We are looking today into an abyss so deep that it threatens to drag the entire European security architecture into its downfall. Sheep still barking outside talking about “diplomacy” and “compromise.” Let's be honest, these people don't get it right. You don't negotiate with a predator who, put together, knows only one reaction: the murderous leap.

Meet the forensic, unfiltered dismantling of Vladimir Vladimirovitch Putin — from the rat-catcher in the streets of Leningrad to the solitary pariah who today throws his own youth into the chopping bin.

Information is ammunition: It's not enough to be outraged in its corner. Deploy this manifesto NOW on your networks, in your circles, wherever the truth needs to hit. Make a fire.

1 - Gutter Trauma: The Rat's Lesson

Vladimir Putin was born in 1952 in a world that stinks of death and decay. His parents had survived the siege of Leningrad — a trauma more visceral than any ideology. He grew up in a "komunalka", one of those dilapidated community housing where we had to fight for running water.

He often tells the story of this rat he picked up in a hallway. When the rat ran out of a way out, it jumped into its throat. Putin learned a fatal lesson: never become the prey. Strike before the other winks. He never updated this mental software. He is leading Russia today just like he was fighting in the backyards. He's not a statesman, he's an aging street fighter who wants to drag the whole world down his alley to beat him by his own rules.

2 - The mute servant of Dresden and the paralysis of power

In the 80s, Putin was a tiny wheel in the gear of the KGB in Dresden. It wasn't James Bond. He was a bureaucrat writing reports on western technology and trying to recruit whistleblowers in RDA. And then came 1989. The Wall fell, and Putin found himself outside the KGB HQ, facing an angry crowd. He called Moscow, begging for orders. The response from the center was: "Moscow is silent. »

That silence has traumatized him. It was the moment of her absolute powerlessness. He watched the empire he had devoted his life to crumble down like a castle of cards. He never got over this moment. His entire political life is a manic reaction to this silence. He never wants Moscow to shut up again. He wants the world to tremble when Moscow speaks. But today, he sees silence return — this time, it's the silence of his partners in Central Asia and the frigid cold coming from Beijing.

3 - The Lake Ozero Cartel: The birth of kleptocracy

Back in St. Petersburg in the '90s, he learned the true currency of power: bribery. Mayor Sobtchak's right arm, he headed the committee of external economic relations. A huge scandal, forgotten by most, has erupted: he had authorized exports of raw materials for nearly $100 million, supposedly import food to save the city from starvation. The money is gone, the food never came.

This is where the foundations of the current system were laid. With his friends, he founded the datchas cooperative "Ozero". These men of yesterday are the billionaires of today who are plundering the country. Putin didn't save Russia; he turned it into a horror anonymous company of which he is the CEO. Whoever does not submit goes through the window or ends up in the goulag. This isn't patriotism, that's mafia logic.

4 - The 1999 Blood Tribute: Ryazan Sugar and the Rise of Terror

How does a gray bureaucrat become an untouchable leader? By the blood. In fall 1999, bombings shake residential buildings in Russia. Hundreds of civilians are dying in their sleep. Putin accuses Chechen terrorists and launches the Second Chechnya War. Its popularity rating goes from 2% to more than 50%.

But a shadow is still lurking over this story: the Ryazan incident, where rivergoers observed men dropping suspicious bags in a cellar. Police found explosives and detonators there. The FSB later claimed it was an "exercise" and the bags contained only sugar. But the investigators who wanted to dig deeper are all dead or in exile today. Putin built his power on the corpses of his own citizens. He who starts like this can never stop killing.

5- Biological ruin: annihilation of the future

Lets jump into the present. 2025 was the year the Russian state ceased to be functional for its people. The bare numbers prove: over 485,000 total losses on the frontline in just twelve months. It's a whole generation that Putin sacrificed for a few kilometers of burned land in the Donbass.

What we are witnessing is mass biological suicide. The mortality rate is 2 to 1. In a civilized army, the wounded is saved; in Putin's army, he is left in the trench because the evacuation is too expensive or complicated. He burns physicists, mathematicians and craftsmen in 60-year-old T-55 tanks. He beheads the nation to stabilize his throne for a few months. This is the total "strong man" delusion. It's just a parasite devouring its HOST

6 - The dirty laundry of the elite: billionaires in exile from greed

While the population pays 425% more for cucumbers, the latest offshore leaks reveal the true face of the Kremlin clique. His hidden fortune — estimated at $200 billion — is spreading among snakes and scorpions around the world.

From 6.5 billion rubles of surplus from the construction of the Gelendzhik Palace to gold mines in Africa controlled by "Africa Corps": it's never about Russia. It's all about the clan. Putin laundered billions through networks leading to figures like Jeffrey Epstein. He's not an advocate for moral values. He's a corrupt kleptocrat hiding his billions in tax havens while his soldiers don't even have enough bandages on their forehead.

The verdict: The naked king in his bunker

Vladimir Putin is done. He is biologically degenerate, neurologically marked, and politically isolated. He's sitting in his bunker, staring at screens as his sphere of influence disintegrates outside. From Kazakhstan turning it into a mockery to Russian mothers who wear white shawls to claim their sons.

The hour of fear must ring the ice. We face a paper tiger that is only sustained by the inertia of its own terror. Russia is a downward spiral of lies and looting. We, Europeans, must no longer allow ourselves to be racked down by this agonizing system. We must build our fortress and name truth.

Do you seriously think a man who has only learned his whole life to catch rats in hallways has a vision for the 21st century?

That's where all the difference is. 


Sources :

WarFronts Documentary: Vladimir Putin - Life of a Modern Warlord

The Insider / Proekt: Investigative Series on the Ozero Cooperative and the 90s Corruption

BBC / Mediazona: Statistical Analysis of Russian Military Losses and Lethality Ratios 2025/2026

Catherine Belton: Putin's People - How the KGB Took Back Russia

David Satter: Darkness at Dawn - The Rise of the Russian Murder State

OCCRP: The Panama and Pandora Papers - Russian Elite Financial Networks

ISW (Institute for the Study of War): Russian Internal Fragmentation and Elite Dynamics 2026

Masha Gessen / Steven Lee Myers: Psychological Profiles and Biographical Data

Reuters: Global Impact of Russian Economic Stagnation and Inflation Reports 2026

Janes / Oryx: Technical Review of Russian Material Attrition and Historical Equipment Use 2026

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