A volta ao mundo em 80 livros: revisitando Jules Verne
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
terça-feira, 8 de julho de 2025
A volta ao mundo em 80 livros: revisitando Jules Verne - Paulo Roberto de Almeida (série “Clássicos Revisitados”)
Um jantar “inesquecível” na Casa Branca, e uma conversa inacreditável - Paulo Roberto de Almeida
Um jantar “inesquecível” na Casa Branca, e uma conversa inacreditável:
Trump e Netanyahu coincidiram ontem, mais uma vez, em que é preciso expulsar, vender, eliminar os 2 milhões de palestinos da Faixa de Gaza, se livrar deles, para enfim construir, no espaço livre desse incômodo humano, uma Big, Beautiful, bright Riviera, um resort de luxo à beira do Mediterrâneo, para os seu negócios imobiliários e acolher os BBBs, os bilionários brancos e belos naquelas paragens.
Gostaria de ouvir a opinião a respeito dos meus amigos e conhecidos judeus, sionistas ou não l, apenas seres pensantes, o que eles, em especial o Julio Benchimol Pinto, têm a dizer sobre esse Big, Belo Projeto de dois supremacistas arrogantes.
Não adianta me chamar de antissemita, pois estou apenas refletindo o que ouvi ontem na inacreditável entrevista à imprensa antes do jantar (quando devem ter combinado, em segredo, coisas ainda piores contra os pobres palestinos).
Se concluído o projeto, ele não eliminará o terrorismo: ao contrário, produzirá centenas, talvez milhares, de novos terroristas pelos anos à frente, não só no Oriente Médio, mas em todas partes do mundo, com força no território americano, contra americanos.
“Meu ódio será tua herança”, mas não é um filme…
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 8/07/2025
Postagens mais recentes neste quilombo de resistência intelectual - Paulo Roberto de Almeida
Um amigo me merguntou sobre uma (ou mais de uma) postagem que eu havia feito recentemente neste pequeno espaço de opiniões libertárias, contrarianistas, anarquistas (à escolha de quem pretende me classificar). Sem saber exatamente qual era, alinhei as mais recentes, de opiniões próprias, sempre céticas, mas saudáveis. Ei-las, para usar uma mesóclise tão ao gosto de alguns:
O que eu postei no período recente:
Esta postagem foi objeto de dezenas de visualizações, por isso esta nova divulgação. A lição de Rui Barbosa perdura, pela sua sensatez elementar.
“Ser neutro em face de um crime representa ser conivente com o criminoso
O Brasil de Lula (como antes o governo Bolsonaro) afirma ser neutro na questão da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia.
Rui Barbosa, em 1916, já tinha chamado a atenção sobre a impossibilidade da neutralidade, ou “imparcialidade”, em face de uma grave transgressão do Direito, a propósito da invasão da Bélgica neutra invadida pelo Reich alemão na Grande Guerra (desde 1914). Ele disse que não se pode ser “neutro” em face de uma clara transgressão ao Direito Internacional.
Um ano depois o Brasil deixou de ser neutro na Grande Guerra, rompeu relações com as potências centrais e ingressou na guerra do lado dos agredidos.
Lula precisaria reler Rui Barbosa, ou alguém ler para ele.
Paulo Roberto de Almeida”
Statement of fact
Paulo Roberto de Almeida
Não combato pessoas, luto por ideias, contra ou a favor. Não ideias em geral, abstratas, conceitos vagos, mas ideias, afirmações, opiniões sobre fatos concretos, como por exemplo o desenvolvimento do Brasil e o bem-estar de seus habitantes, em primeiro lugar os mais pobres, desvalidos ou não educados, e por isso mesmo pobres ou remediados.
Na história, o Brasil tem sido um país dominado por oligarquias, não por cidadãos livres, conscientes e educados, e esta é a razão de porque somos, em grande maioria, pobres, deseducados e desvalidos.
Trata-se não de um projeto consciente de malvados oligarcas, mas o resultado de um tipo de estrutura social impessoal, que vai moldando formas de organização social, política e econômica que podem ser mais ou menos conducentes à evolução de uma sociedade para uma melhor condição geral de bem-estar geral.
No caso do Brasil ainda não conseguimos evoluir para um grau de desenvolvimento social capaz de reduzir o número dos menos qualificados pelo nascimento ou pela condição de origem.
A origem colonial por um Estado precocemente unificado, mas também oligárquico e centralizado dificultou a modernização. As oligarquias escravistas e latifundistas bloquearam aquilo que se classificou como sendo uma “revolução burguesa”, ou seja, a ascensão de camadas médias ao poder político e econômico, o que não quer dizer que todas as camadas médias (os imigrantes, por exemplo) estivessem em condição de suplantar o poder das oligarquias.
Durante minha formação, busquei as vias intelectuais para escapar do subdesenvolvimento, com base no estudo e na observação da realidade ambiente, no próprio Brasil ou no exterior. Nem sempre fui exitoso no empreendimento, por limitações pessoais ou do meio ambiente. Creio ter contribuído modestamente para a difusão de um conhecimento mais preciso sobre nossos impedimentos ao pleno desenvolvimento material e cultural de nossa nação, com resultados também limitados pelo pouco alcance de minhas ideias.
Daí uma preocupação persistente com os escritos — livros e artigos publicados — que são os que perduram acima das palavras que se perdem na confusão natural das sociedades.
Não tenho maiores instrumentos para difundir o conhecimento adquirido ao longo de uma vida de estudos e de atenta observação das realidades que me cercam ou das quais sou consciente pelos meios disponíveis de informação e de comunicação.
Persistência em certas ideias e disposição para revisá-las em face de novas evidências científicas parecem ser as chaves para algum êxito nesse tipo de empreendimento.
Por que o faço? Simplesmente, ou conscientemente, porque provenho dessas tais classes desprivilegiadas em face das oligarquias dominantes, sempre as elites. Nunca pertenci às elites, sequer às intelectuais, mas sempre me esforcei para, no mínimo, me integrar a essa tribo diáfana e pouco influente em face dos oligarcas poderosos.
Infelizmente, o Brasil vai demorar muito para deixar de ser um país de oligarcas para se tornar uma nação de cidadãos conscientes. O processo é longo e demorado e segue caminhos sempre únicos e originais.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 6/07/2025
Mensagem a meus colegas diplomatas, da ativa e aposentados (como eu)
Paulo Roberto de Almeida
segunda-feira, 7 de julho de 2025
Livro: De Bonifácio a Amorim: elementos de uma teoria social da política externa brasileira - Dawisson Belém Lopes (Editora UFMG)
De Bonifácio a Amorim: elementos de uma teoria social da política externa brasileira
Dawisson Belém LopesSinopse
O livro explora conexões e continuidades do pensamento autóctone em política externa, forjado como resposta a desafios de ordem empírica que se puseram, no curso de dois séculos de história de Estado independente, aos tomadores de decisão do Brasil. Está centrado em quatro linhas investigativas, a saber: o imaginário da política exterior e as variáveis socioeconômicas e culturais; o impacto da ossatura institucional na construção da política exterior; os alinhamentos internacionais cambiantes da política exterior e suas justificativas; e os projetos de nação e de inserção internacional para o Brasil. A partir desses balizadores, reconta-se a evolução das práticas sobre o “estar no mundo” brasileiro, de 1822 aos dias correntes, de José Bonifácio a Celso Amorim, com proposta de teorização sobre o caso. Produzida entre o Reino Unido e o Brasil, esta obra condensa mais de duas décadas de pesquisas do seu autor no campo da Política Externa Brasileira.
A guerra de Trump no Oriente Médio - J. A. Guilhon Albuquerque (O Estado de S. Paulo)
Opinião
A guerra de Trump no Oriente MédioO conceito de crise sem solução descreve um problema cuja existência é reconhecida por todas as partes, que todos sabem que tem solução, mas que se arrasta indefinidamente
Por J. A. Guilhon Albuquerque
O Estado de S. Paulo, 07/07/2025
Dentre os conflitos em andamento no Oriente Médio, o ataque de Israel contra o Irã, surpreendente, mas não inesperado, gerou um conflito que encarna as peculiaridades de uma guerra sem solução. O conceito de crise sem solução descreve um problema cuja existência é reconhecida por todas as partes, que todos sabem que tem solução, mas que se arrasta indefinidamente.
O conflito latente e indireto entre Israel e Irã começou com a revolução iraniana de 1979 e, até hoje, não apenas não tem solução, mas deixou de ser indireto e tornou-se uma guerra aérea, embora, por enquanto, não terrestre.
Quando tomou o poder, o Aiatolá Khomeini rompeu com o Estado Judeu por motivos religiosos e passou a apoiar econômica e militarmente movimentos muçulmanos contrários à ocupação israelense da Faixa de Gaza e sua expansão em todo o território palestino.
Durante o governo Obama, os EUA firmaram um acordo com o Irã, em conjunto com os membros do Conselho de Segurança da ONU e da União Europeia, que restringia a produção e o emprego de material atômico pelo Irã, impedindo, assim, o seu uso militar. Opondo-se diretamente a esse acordo, Israel executou, desde então, centenas de ataques indiretos, contra unidades militares iranianas em terceiros países, promoveu assassinatos de cientistas e autoridades iranianas e efetuou ataques cibernéticos, com o objetivo de obter a cumplicidade e uma possível intervenção direta dos EUA.
A neutralização da ameaça nuclear do Irã no governo Obama foi apenas uma parte de sua política de desenvolvimento do Médio Oriente. Tratava-se de fazer um pivô de seus objetivos geopolíticos para a Ásia (a competição econômico-militar com a China), livrando-se os EUA do peso proporcionado por suas funções como potência hegemônica do Levante.
Com sua vitória sobre os democratas, Trump, em seu afã de apagar os rastros de Obama, retirou seu país do Grupo dos Seis, eximindo-se de respeitar o acordo com o Irã.
Com isso, Trump abriu as portas para suspeitas de que Teerã também ficasse livre de cumprir seus compromissos assumidos perante o Grupo dos Seis. Com isso, o Irã tornou-se alvo de eventuais ameaças militares dos EUA ou de quaisquer outros inimigos do Irã. Em particular Israel, a única potência que reunia interesse vital e capacidade militar para tanto.
Em seu primeiro mandato, Trump criou seu próprio pivô para a China, por meio de um acordo a ser adotado entre Israel e os países árabes, com o fim de promover a pacificação e o desenvolvimento no Oriente Médio.
Sem um objetivo estratégico bem fundamentado, mas crente na beleza de sua obra pacificadora, não levou em conta que sua realização dependeria de eliminar os empecilhos causados pela diáspora palestina em Gaza, na Cisjordânia, no Egito e, sobretudo, nos campos de refugiados espalhados pela Jordânia, a Síria e o Líbano.
As tratativas para a assinatura do acordo entre a Arábia Saudita e Israel, que selaria o pacto, previam uma data no final de setembro de 2023, o que teria, segundo alguns autores – entre os quais me inscrevo – provocado o ataque do Hamas no dia 7 de outubro. Os dirigentes desse partido extremista teriam pretendido suscitar uma reação desproporcional do governo Natanael, capaz de desencadear uma guerra que tornasse inviável qualquer acordo dos sauditas e demais Estados árabes com Israel.
À medida que Natanael estendeu sua guerra contra o Hamas para o Hezbollah e outros partidos e grupos armados pelo Irã, passou a subordinar sua posição no governo à continuidade e ampliação dos objetivos de guerra, tendo que encarar também a ameaça de perder o poder e, consequentemente, sua liberdade. O que chamei de “as mil guerras de Natanael”.
Foi também nesse contexto de sobrevivência política e pessoal que, a meu juízo, Natanael deixou claro que até mesmo a libertação dos reféns israelenses era secundária à prioridade da guerra. O premier israelense jogou todas as suas cartas com objetivo de atrair Trump para um ataque militar conjunto capaz de destruir o suposto poderio nuclear iraniano, uma vez que, a despeito de todo o seu poderio militar, sem a permissão prévia de Trump e a intervenção militar direta dos EUA, Israel teria demasiado a perder.
A Agência Internacional de Energia Atômica da ONU (AIEA), a própria diretoria de Inteligência Nacional dos EUA, a quase unanimidade dos cientistas, especialistas e observadores do programa nuclear iraniano, têm opinado que a bomba não existia, nem poderia ser testada a curto prazo, e que o ataque não teria sido inteiramente bem-sucedido. Formou-se um consenso internacional de que, mutatis mutandi, sem uma destruição em massa da economia e das instituições iranianas, sem pôr as botas no chão - o que logo saiu da agenda Natanael/trumpiana, Israel não alcançaria seu objetivo de extinguir a ameaça iraniana.
O que levou os EUA, por enquanto, a tentar novamente voltar à diplomacia.
Opinião por J. A. Guilhon Albuquerque
É professor titular aposentado da USP
https://www.estadao.com.br/opiniao/espaco-aberto/a-guerra-de-trump-no-oriente-medio/
Lista cumulativa dos livros doados à Biblioteca do Itamaraty (2020-2025) - Paulo Roberto de Almeida
Lista cumulativa dos livros doados à Biblioteca do Itamaraty (2020-2025)
Sumário:
1. Livros individuais impressos (de 1 a 37) 1
2. Ensaios, artigos, capítulos em obras coletivas (de 38 a 165) 2
3. Obras de terceiros, autores diversos (de 166 até 1002) 10
Doações sucessivas à Biblioteca do Itamaraty de livros impressos
1. Livros individuais e editados impressos (de 1 a 37)
1) Contra a Corrente: ensaios contrarianistas sobre as relações internacionais do Brasil, 2014-2018 (2019)
2) A Constituição Contra o Brasil: ensaios de Roberto Campos sobre a Constituinte e a Constituição de 1988 (2018).
(...)
1000) Iglesias, Francisco. Constituintes e Constituições Brasileiras (1985
1001) Assidon, Elsa. Les théories économiques du développement (2002).
1002) Castro, Josué de. Géographie de la Faim: Le dilemme brésilien, pain ou acier (1964).
(em seguimento)
Mensagem a meus colegas diplomatas, da ativa e aposentados (como eu) - Paulo Roberto de Almeida
Mensagem a meus colegas diplomatas, da ativa e aposentados (como eu)
domingo, 6 de julho de 2025
Statement of fact - Paulo Roberto de Almeida
Statement of fact
Paulo Roberto de Almeida
Não combato pessoas, luto por ideias, contra ou a favor. Não ideias em geral, abstratas, conceitos vagos, mas ideias, afirmações, opiniões sobre fatos concretos, como por exemplo o desenvolvimento do Brasil e o bem-estar de seus habitantes, em primeiro lugar os mais pobres, desvalidos ou não educados, e por isso mesmo pobres ou remediados.
Na história, o Brasil tem sido um país dominado por oligarquias, não por cidadãos livres, conscientes e educados, e esta é a razão de porque somos, em grande maioria, pobres, deseducados e desvalidos.
Trata-se não de um projeto consciente de malvados oligarcas, mas o resultado de um tipo de estrutura social impessoal, que vai moldando formas de organização social, política e econômica que podem ser mais ou menos conducentes à evolução de uma sociedade para uma melhor condição geral de bem-estar geral.
No caso do Brasil ainda não conseguimos evoluir para um grau de desenvolvimento social capaz de reduzir o número dos menos qualificados pelo nascimento ou pela condição de origem.
A origem colonial por um Estado precocemente unificado, mas também oligárquico e centralizado dificultou a modernização. As oligarquias escravistas e latifundistas bloquearam aquilo que se classificou como sendo uma “revolução burguesa”, ou seja, a ascensão de camadas médias ao poder político e econômico, o que não quer dizer que todas as camadas médias (os imigrantes, por exemplo) estivessem em condição de suplantar o poder das oligarquias.
Durante minha formação, busquei as vias intelectuais para escapar do subdesenvolvimento, com base no estudo e na observação da realidade ambiente, no próprio Brasil ou no exterior. Nem sempre fui exitoso no empreendimento, por limitações pessoais ou do meio ambiente. Creio ter contribuído modestamente para a difusão de um conhecimento mais preciso sobre nossos impedimentos ao pleno desenvolvimento material e cultural de nossa nação, com resultados também limitados pelo pouco alcance de minhas ideias.
Daí uma preocupação persistente com os escritos — livros e artigos publicados — que são os que perduram acima das palavras que se perdem na confusão natural das sociedades.
Não tenho maiores instrumentos para difundir o conhecimento adquirido ao longo de uma vida de estudos e de atenta observação das realidades que me cercam ou das quais sou consciente pelos meios disponíveis de informação e de comunicação.
Persistência em certas ideias e disposição para revisá-las em face de novas evidências científicas parecem ser as chaves para algum êxito nesse tipo de empreendimento.
Por que o faço? Simplesmente, ou conscientemente, porque provenho dessas tais classes desprivilegiadas em face das oligarquias dominantes, sempre as elites. Nunca pertenci às elites, sequer às intelectuais, mas sempre me esforcei para, no mínimo, me integrar a essa tribo diáfana e pouco influente em face dos oligarcas poderosos.
Infelizmente, o Brasil vai demorar muito para deixar de ser um país de oligarcas para se tornar uma nação de cidadãos conscientes. O processo é longo e demorado e segue caminhos sempre únicos e originais.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 6/07/2025
sábado, 5 de julho de 2025
A China e a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia - Paulo Roberto de Almeida
Uma China que revela as suas verdadeiras atenções e intenções e as consequências para o Brasil
“Chinese Foreign Minister Wang Yi told the European Union’s top diplomat that Beijing can’t accept Russia losing its war against Ukraine as this could allow the United States to turn its full attention to China, an official briefed on the talks.” (Jun 3)
Ou seja, a China está muito engajada na vitória, ou na não derrota da Rússia, em sua guerra de agressão contra a Ucrânia, que não é mais conquista de novos territórios (por incapacidade bélica), mas de destruição pura e simples de todo o patrimônio do país e a matança indiscriminada de civis.
Isso possui ENORME consequências para o Brasil e sua diplomacia, supostamente neutra, ou imparcial (o que já é completamente errado, do ponto de vista do Direito Internacional e da CF-1988, que condenam isso), e para um alegado Plano de Paz conjunto com a China para “terminar o conflito”. A diplomacia de Lula coloca o Brasil do lado do AGRESSOR, e isso claramente aos olhos da comunidade internacional.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5/07/2025
sexta-feira, 4 de julho de 2025
O Grande Realinhamento (de Trump para Putin) e o significado do 4 de julho para os americanos - Anne Applebaum
Anne Applebaum escreve sobre o Grande Realinhamento (de Trump para Putin) e sobre o significado do 4 de Julho, e tudo o que Trump vem fazendo contrariamente à Declaração da Independência americana:
The Great Realignment
Also: the Declaration of Independence makes interesting reading this July 4th
ANNE APPLEBAUM
JUL 4, 2025
Slowly, and not exactly imperceptibly, the United States of America is changing its geopolitical orientation. The Trump administration has made clear that it can no longer automatically be considered a strategic partner to Ukraine, or a reliable ally to Europe. Perhaps the president is not yet fully aligned with his Russian counterpart, but he is moving in that direction, much faster than many realize.
This shift has already had devastating consequences. In very clear ways, Trump’s policies are encouraging Putin’s war. For the Atlantic, I connected some of the dots:
Trump occasionally berates Putin, or makes sympathetic noises toward Ukrainians, as he did last week when he seemed to express interest in a Ukrainian journalist who said that her husband was in the military. Trump also appeared to enjoy being flattered at the NATO summit, where European leaders made a decision, hailed as historic, to further raise defense spending. But thanks to quieter decisions by members of his own administration, people whom he has appointed, the American realignment with Russia and against Ukraine and Europe is gathering pace—not merely in rhetoric but in reality.
Not for the first time, Trump’s Pentagon has abruptly blocked transfers of weapons to Ukraine. The most shocking decision concerns air defense:
Just this week, in the middle of the worst aerial-bombing campaign since the war began, the Trump administration confirmed that a large shipment of weapons, which had already been funded by the Biden administration, will not be sent to Ukraine. The weapons, some of which are already in Poland, include artillery shells, missiles, rockets, and, most important, interceptors for Patriot air-defense systems, the ammunition that Ukrainians need to protect civilians from missile attacks. Trump had suggested that he would supply Ukraine with more Patriot ammunition, which is an American product. “We’re going to see if we can make some available,” he said after meeting Ukrainian President Volodymyr Zelensky last week. But what he says and what his administration actually does are very different.
Within days of receiving the news that Ukraine will have less air defense, Putin hit Kyiv, on Thursday night, with the largest air attack of the entire war. This morning, parts of the city were burning. This is what it looked like (with thanks to @kateinkharkiv.bsky.social):
But the realignment is not only military. In practice, the US is reducing sanctions on Russia, easing pressure on the economy and helping the Russians acquire the components they need to build the missiles that kill civilians. The Trump administration has also stopped fighting any kind of narrative war with Russia, dropping efforts to identify Russian propaganda, and blocking independent Russian-language media of all kinds, including our own Radio Free Europe/Radio Liberty:
During the Biden administration, the State Department’s Global Engagement Center regularly identified Russian disinformation operations around the world—exposing misleading websites or campaigns secretly run or directed by Russian operatives in Latin America and Africa, as well as in Europe. Trump appointees have not only dissolved the center; they also baselessly and bizarrely accused it of somehow harming American conservatives, even of having “actively silenced and censored the voices of Americans,” although the GEC had no operations inside the U.S.
At the same time, cuts to USAID and other programs have abruptly reduced funding for some independent media and Russian-opposition media. The planned cuts to Radio Free Europe/Radio Liberty, if not stopped by the courts, will destroy one of the few outside sources of information that reaches Russians with real news about the war. Should all of these changes become permanent, the U.S. will no longer have any tools available to communicate with the Russian public or counter Russian propaganda, either inside Russia or around the world.
The result? Putin, who might otherwise have been running into real trouble right now, in his third year of an unsucceesful and costly conflict, has been encouraged and inspired to keep going. Trump has given him and his war a new lease on life.
Add all of these things together, and they are something more than just a pattern. They are a set of incentives that help persuade Putin to keep fighting. Sanctions are disappearing, weapons are diminishing, counterpropaganda is harder to hear. All of that will encourage Putin to go further—not just to try to defeat Ukraine but to divide Europe, mortally damage NATO, and reduce the power and influence of the United States around the world.
I am no longer interested in speculating about why Trump is helping Putin. But I will continue to demonstrate, over and over again, that he does.
===========
When in the course of human events… (July 4th, 1776)
I re-read the Declaration of Independence a few weeks ago, just to remind myself of what it contains. If you are lucky enough to live in an American town or neighborhood that stages annual readings on the 4th of July, then pay close attention this year. If you don’t, then read it yourself. (Check out the National Archives website, which has a transcription as well as photographs of the original). In essence, the Declaration was a list of things the colonists hated about the King. Here are a few which now sound familiar once again.
He has kept among us, in times of peace, Standing Armies without the Consent of our legislatures (and now Trump plans, in times of peace, to create a massive, heavily armed ICE army)
He has affected to render the Military independent of and superior to the Civil power (as when Trump moblized the marines against the will of the government of California)
For cutting off our Trade with all parts of the world ( aren’t tariffs the same thing?)
For transporting us beyond Seas to be tried for pretended offences (reminds me of the deportation of people to El Salvador)
He has erected a multitude of New Offices, and sent hither swarms of Officers to harrass our people, and eat out their substance (The Trump administration has also taken over budgets and government programs without consent of the legislature)
We didn’t want a king in 1776 - will we tolerate one now?
Postagem em destaque
Guerra política interna e crise global: o Brasil diante da eleição de 2026 - Maria luiza Falcão (Brasil 247)
HOME > BLOG Guerra política interna e crise global: o Brasil diante da eleição de 2026 O mundo atravessa uma fase de instabilidade cr...
-
Carreira Diplomática: respondendo a um questionário Paulo Roberto de Almeida ( www.pralmeida.org ) Respostas a questões colocadas por gradua...
-
Minha entrevista desta sexta-feira 25/02/2022, sobre a dramática situação da Ucrânia no canal +BrasilNews. 1437. “ Entrevista sobre a Ucrân...
-
Uma preparação de longo curso e uma vida nômade Paulo Roberto de Almeida A carreira diplomática tem atraído número crescente de jovens, em ...
-
FAQ do Candidato a Diplomata por Renato Domith Godinho TEMAS: Concurso do Instituto Rio Branco, Itamaraty, Carreira Diplomática, MRE, Diplom...
-
Israel Products in India: Check the Complete list of Israeli Brands! Several Israeli companies have established themselves in the Indian m...
-
Testei as 7 ferramentas de IA GRATUITAS do Google (que superam todas as alternativas pagas) https://www.youtube.com/watch?v=om4SYmD6RnM
-
Bibliografia para o concurso do Rio Branco Resumo de uma lista de leituras por: Paulo Roberto de Almeida (Brasília, fevereiro de 2010) ...
-
Por puro acaso, recebendo hoje mais um "enésimo" comentário a este post meu: QUINTA-FEIRA, 21 DE MAIO DE 2009 1112) Carr...
-
Stephen Kotkin is a legendary historian, currently at Hoover, previously at Princeton. Best known for his Stalin biographies, his other wor...
-
Brasil: cronologia sumária do multilateralismo econômico, 1856-2006 Paulo Roberto de Almeida In: Ricardo Seitenfus e Deisy Ventura, Direito ...

