sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Dicas para o concurso de seleção à carreira diplomática - Romulo Neves

 O edital do concurso do Rio Branco foi publicado mais cedo neste ano. As inscrições já começam em fevereiro. 

Aqui vai, então, o meu tradicional post de dicas para os candidatos, com links para ajudar a organizar seus estudos. Romulo Neves

Neste ano, compilei também uma série de recursos on-line, no arquivo em anexo, nas seguintes categorias:

- Jornalismo e Notícias

- Centros de Pesquisa

- Bancos de Dados

- Portais de Geopolítica

- Bancos de Artigos, Livros e Teses


Abaixo, alguns links interessantes:

- link de perguntas e respostas preparadas pelo próprio Rio Branco sobre a carreira: https://lnkd.in/gcmWK8Sk

- compilação do Clipping CACD também com dados sobre a carreira: https://lnkd.in/gjBkscac

- compilação de perguntas e respostas sobre o concurso e carreira, preparada por um amigo e colega, o Renato Godinho, há 15 anos, mas muitas respostas continuam válidas: https://lnkd.in/gDPBrr2u

- compilado dos Guias de Estudos dos concursos anteriores, publicados pelo Instituto Rio Branco (aba Guias de Estudos): https://lnkd.in/gNT8ZA8w

- neste vídeo, comento detalhadamente o processo de preparação para as provas em geral, e para a prova de Política Internacional, especificamente: https://lnkd.in/gNrCWV8W

- neste vídeo, converso com o meu amigo Marcílio Falcão, do Ubique, sobre o processo de preparação para o concurso: https://lnkd.in/gcUZ5DP7


- o link para meu livro de política internacional edição 2026 segue aqui: https://lnkd.in/gH-GZFbm 

Estaríamos, outra vez, em face de um novo “fim da História”? - Paulo Roberto de Almeida (Revista Será?)

Estaríamos, outra vez, em face de um novo “fim da História”?

Por Paulo Roberto de Almeida
Revista Será?, jan 30, 2026
https://revistasera.info/2026/01/estariamos-outra-vez-em-face-de-um-novo-fim-da-historia/

Reflexões sobre algumas dúvidas do tempo presente.


A proposta de Fukuyama sobre o “fim da História” (“The End of History?”, The National Interest (Summer 1989), apresentada com um suporte teórico vagamente hegeliano, e formulada, cabe enfatizar, no início de 1989 – bem antes da queda do muro de Berlim e muito antes da implosão final do socialismo –, foi de fácil aceitação pelas correntes já convertidas ao liberalismo político e partidárias das democracias de mercado, assim como ela foi quase que universalmente rejeitada pelas esquerdas, que se apressaram em indicar que ela era desprovida de qualquer importância explicativa justamente no plano da História, tanto do ponto de vista intelectual, quanto do ponto de vista prático. Nenhuma dessas correntes prestou muita atenção ao ponto de interrogação ao final do título, que parecia oferecer, na roupagem puramente acadêmica do artigo, um excelente terreno de manobras para as divagações “inocentes” do autor sobre o “triunfo definitivo” do liberalismo ocidental.

Pois bem, na confusa conjuntura teórico-prática do início de 2026, cabe perguntar se já não estamos, outra vez, em face de um “novo final da História”, não exatamente no seu sentido hegeliano, mas na concretude das ações – não coordenadas, mas conjugadas – de três novos “Napoleões” em manobras geopolíticas, provavelmente dispostos a colocar um termo à ordem inaugurada em 1945 pelo quase império universal americano daquela conjuntura de final de um grande conflito global, e pretendendo, esses Napoleões nouvelle manière, estabelecer as bases práticas do funcionamento de um novo esquema que substitua a força do Direito pelo direito da Força. Se quisermos permanecer no raciocínio hegeliano original, ele se baseava na derrota das monarquias absolutas da velha Europa pela nova ordem racional-burocrática napoleônica (direitos do homem e do cidadão, igualdade formal dos cidadãos, exército nacional), assim como Fukuyama interpretou a crise final do socialismo nos anos 1980 como sendo a inauguração de uma nova ordem baseada nas democracias de mercado, dado o triunfo prático do modo capitalista de produção.

Para ser honesto com Fukuyama, sua tese é basicamente correta em sua aparente simplicidade propositiva: não há mais contestação ideológica possível – de origem socialista, entenda-se bem – à hegemonia econômica das economias de mercado, quase todas elas ocidentais. Os antigos impérios socialistas se converteram todos em adeptos desse modo egoísta de produção, ainda que mantendo o “despotismo oriental” de seus respectivos modos políticos de governança. Se Fukuyama fosse, contudo, mais um adepto das teses de filosofia da História de Raymond Aron do que das manipulações filosóficas hegelianas, ele teria reconhecido como altamente improvável que Aron aceitasse aquele estado de coisas – a crise final do socialismo – como sendo a vitória definitiva de um liberalismo fin-de-siècle. Relativamente pessimista — dotado de um scepticisme serein, preferiria dizer ele mesmo — no que se refere às realidades dos Estados e dos sistemas de poder existentes, Aron não alimentaria nenhuma ilusão quanto a que o alegre “enterro do socialismo” operado na última década do século XX pudesse conduzir a uma “primavera das democracias”, razoavelmente estável, ou a uma versão atualizada da “paz universal” prometida em meados do século XVIII por um prelado francês, tese repetida depois por Kant.

Em todo caso, observando-se a anarquia política característica da desordem interestatal contemporânea, protagonizado pelos três “Napoleões” (que ainda não tiveram a oportunidade de uma nova Yalta), bem como registrando os enormes diferenciais de recursos e de poder entre os Estados, no quadro de um sistema internacional ainda fortemente hierarquizado, tudo leva a crer que estamos em face de um novo “fim da História” bem movimentado, ainda indefinido em seus contornos principais, mas já distante da ordem criada nos estertores da Segunda Guerra Mundial. Paradoxalmente, ela vem sendo mais sabotada pela potência imperial que a criou do que pelos dois outros atores que surgiram no cenário “pós-socialista” de seus respectivos impérios.

Os dois “déspotas orientais” falam vagamente de uma “nova ordem global multipolar” – sem jamais definir seus contornos, ou dizer como ela se instalaria, precisamente –, ao passo que o autocrata ocidental se empenha, ruidosamente, em torpedear os fundamentos da ordem política multilateral criada em San Francisco e os do sistema multilateral de comércio inaugurado pouco depois pelo Gatt. Ele é o principal agressor da ordem global existente, não em favor de um império hegemônico reabilitado em seu antigo potencial supremacista, mas em benefício dos seus próprios negócios pessoais e familiares.

Entendamo-nos bem. Aron certamente não se surpreenderia em que os acasos da História conduzissem a Humanidade a um début-de-siècle ainda aroniano, isto é, livre aparentemente da ameaça de um holocausto nuclear, mas não isento de conflitos: “paz impossível, guerra improvável”, disse ele em 1948, um prognóstico ainda confirmado ao final de sua vida. Mas, para ele, a superação da Machtpolitik da primeira era bipolar não significava em absoluto que as relações internacionais contemporâneas — e presumivelmente as do futuro em construção — passassem a ser desprovidas, mesmo num cenário multipolar, de todo e qualquer elemento de “política de poder”. A despeito da crescente afirmação, durante a paz quase universal onusiana, do primado do direito internacional – ou seja, da “força da Razão” – sobre as soluções baseadas na violência primária, a Machtpolitik continuará a existir por largo tempo ainda, inclusive em seus aspectos mais elementares de exercício puro e simples da “razão da Força”. É justamente o que nos prometem os três já citados candidatos a novos Napoleões (ainda aguardando a sua nova Yalta).

Numa época em que modernos ideólogos identificam, repetidas vezes, sinais de “fim das ideologias” (ou do próprio “fim da História”), perde-se facilmente a visão de como o elemento ideológico influenciou a construção do mundo contemporâneo. O Ocidente, durante setenta anos, e a Europa, durante trinta anos, viveram sob o signo das relações Leste-Oeste. Sua face mais habitual produziu o que ficou identificado sob o conceito de “Guerra Fria”. A primeira “Guerra Fria” entre as duas superpotências da época, que marcou indelevelmente a segunda metade do século XX, não foi, provavelmente, apenas um produto de ideologias conflitantes. Mas, foram certamente as racionalizações políticas e militares construídas a partir das “intenções malévolas” do concorrente estratégico que lhe deram uma dimensão jamais vista nas antigas disputas hegemônicas (seja entre os impérios da antiguidade clássica, seja entre os Estados-nacionais da era moderna).

A nova estratégia de segurança americana, que identifica no liberalismo europeu o verdadeiro inimigo da “nova ordem global multipolar”, pode representar a “espoleta ideológica” (uma espécie de Iskra leninista) de um novo “fim da História”, mas que encarnaria, de fato, uma “gaiola de ferro” pouco weberiana, e bem mais parecida com um triunvirato imperial dos três Napoleões (Césares?). A futura ordem global estaria agora se encaminhando para uma etapa de “não-guerra” – que não quer dizer uma era de paz – entre os três grandes impérios, dividindo entre eles os despojos das potências menores?

Descartando-se a permanência dos chamados conflitos regionais e das guerras locais conduzidas por motivos étnicos ou territoriais, é provável que sim, mas, isto tem pouco a ver com a inauguração de uma “nova ordem global”, pois guerras civis e conflitos interétnicos sempre existiram e vão continuar a existir. O que interessa, de verdade, aos três grandes, é uma espécie de convivência na tolerância recíproca, desde que eles possam se firmar em suas esferas respectivas de dominação. De certo modo, o abafamento das paixões bélicas nas sociedades contemporâneas é mais o resultado de mudanças substantivas na ordem econômica global do que devido a motivos de natureza política ou ideológica. A despeito da “desglobalização”, que tomou impulso na pandemia, a microglobalização – aquela que é feita pelos indivíduos e empresas – continua em sua marcha incontida, mesmo se a macroglobalização – que é aquela regulamentada e cerceada pelos Estados nacionais – pode perder espaço na agenda do multilateralismo econômico e comercial.

Examinando-se os casos concretos na pauta dos grandes impérios, parece improvável que eles venham a morrer por suas periferias respectivas: a “América para os americanos” parece ser o sinal que o “problema” da Venezuela é um assunto para o Trump, sem qualquer interferência dos outros dois; novos equilíbrios na Europa central e oriental podem ficar aos cuidados do neoczar; a “formosa ilha” na Ásia Pacífica, por sua vez, não terá nenhum poder imperial que se disponha a intervir em seu favor, e a única coisa que talvez impeça uma anexação violenta seja o fato de ser um grande porta-aviões de microchips, e não um eventual e incerto socorro do promotor de oito ou dez processos (inventados) de paz.

A Realpolitik da atualidade responde pelo nome de superioridade tecnológica, e o cenário de seu desenvolvimento é a própria Weltwirtschaft, num mundo cada vez mais borderless. Com efeito, assiste-se hoje em dia a um deslocamento de hegemonias, menos devido à força das canhoneiras do que ao peso dos navios cargueiros. Nesse cenário, o neoczar arruinado por uma “operação militar especial” que arruinou mais ainda o seu grande império, já não conta muito na tripartição imperial, a não ser por seus arsenais nucleares.

Ao fim e ao cabo, retornamos ao argumento orwelliano sobre a igualdade na fazenda dos animais, sendo que na “fazenda capitalista” dos impérios, alguns são manifestamente mais iguais do que os outros. Aparentemente, o mais “transacional” nessa confraria quer estabelecer as bases de uma convivência triplamente lucrativa, algo difícil num império em erosão comportamental. Ele será, provavelmente, confucianamente engolido pelo novo Hegemon, sendo que o déspota eslavo já terá se tornado um perfeito vassalo do imperador do novo Império do Meio, reconstruído em sua grandeza ancestral. A História não tem nenhuma possibilidade de algum fim previsível, mas a Geografia, está cada vez mais chegando ao ponto desejado por Fernão de Magalhães: chegar ao Oriente navegando sempre a Ocidente.

Se houver algum “fim da História”, ele não estará mais no Atlântico Norte, mas nos grandes espaços marítimos do Pacífico ao Índico, justamente onde se perdeu Magalhães. Camões, nos Lusíadas, o coloca nestes versos:

“O Magalhães, no feito com verdade / Português, porém não na lealdade.”

Não se pode esperar nenhuma lealdade no caso das grandes potências. O que o Brasil deveria fazer seria se manter alheio aos arranjos mesquinhos feitos pelas grandes potências e tratar de preservar sua tradicional postura de autonomia plena na sua política externa.


Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5172: 3 janeiro 2026, 4 p.; revisão: 28 janeiro 2026.
https://revistasera.info/2026/01/estariamos-outra-vez-em-face-de-um-novo-fim-da-historia/

Airton Dirceu Lemmertz convoca novamente Madame IA para esclarecer o horror que pretendem certos mandarins da nossa republiqueta

Airton Dirceu Lemmertz convoca novamente Madame IA para esclarecer o horror que pretendem certos mandarins da nossa republiqueta.

Enquanto você dormia, a Câmara dos Deputados criou uma bomba-relógio de R$ 809 BILHÕES. Você não leu errado. Discretamente, sem alarde e com zero transparência, foi aprovado um projeto que concede privilégios de aposentadoria para um grupo específico, destruindo o equilíbrio da nossa Previdência. O nome disso? Irresponsabilidade fiscal com o seu futuro. O erro fatal do Brasil é achar que "valorizar" uma categoria é dar a ela benefícios que o resto da população não tem e não pode pagar. Valorizar é pagar salários decentes, oferecer boas condições de trabalho e dar as ferramentas para a excelência. Não é criar um buraco que vai engolir a aposentadoria de milhões, inclusive a deles próprios. Medidas como essa são o caminho mais curto para a implosão do sistema. E quando ele quebrar, não haverá para onde correr. Estaremos todos desamparados na velhice. Equilíbrio fiscal não é um termo técnico para economistas. É a garantia de que o Estado poderá cumprir suas promessas amanhã.
* vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=kUhMdKwrCcU
* resposta da IA Gemini: clique aqui.

A isenção de IR até R$ 5 mil vai ajudar os mais pobres. Certo? ERRADO. Pode parecer contraintuitivo, mas a nova faixa de isenção do Imposto de Renda não é um presente para os mais pobres. Eles já eram isentos. A verdade, nua e crua, é que essa medida injeta dinheiro no bolso da classe média e dos mais ricos. Quem ganha R$ 5 mil por mês no Brasil não é pobre. Está, na verdade, entre os 15% com maior renda do país. 85% dos brasileiros ganham menos que isso. E o efeito colateral? O consumo não vai explodir no Nordeste, como a narrativa bonita nos faz crer. Ele vai crescer onde essa "nova classe isenta" vive: nos estados mais ricos, como Sudeste e Sul. Os dados não mentem: Sudeste: 42% da população, mas 53% dos beneficiados. Nordeste: 27% da população, mas apenas 12% dos beneficiados. Isso não é uma crítica, é uma constatação. A intenção pode ser uma, mas o impacto do dinheiro segue seu próprio fluxo. Antes de celebrar uma medida, é preciso entender quem ela realmente beneficia.
* vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=utWdvM2F9Xw
* resposta da IA Gemini: clique aqui.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Três grandes potências, três posturas ao longo do tempo: China, Rússia, EUA - Paulo Roberto de Almeida

Três grandes potências, três posturas ao longo do tempo: China, Rússia, EUA

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Nota sobre como evoluíram os três impérios atuais

        O Império do Meio já era um estado “weberiano”, ou seja, racional (não necessariamente legal), quando as duas outras sequer existiam. Grande civilização material, tecnologicamente avançada, culturalmente sofisticada, mas num regime político classificado por historiadores e sociólogos como sendo um “despotismo oriental”.
        A Rússia emerge lentamente a partir das tribos bárbaras além Urais, é invadida por mongóis e vikings e se cristianiza a partir de Kyiv Rus, origem de Moscou. Unificada brutalmente pelos primeiros czares, nunca deixou de ser paranoica e brutal, até mesmo bárbara, no comportamento de seus déspotas.
        Os EUA surgem muito depois, quatro séculos de ocupação progressiva, com a expulsão ou eliminação dos nativos, 250 anos de construção de um Estado muito poderoso, que se tornou indiferente à sua própria hubris e arrogância.
        Dos três, o mais perigoso para a paz no mundo é o império russo, dominado pelo medo de invasões, desde o czarismo, passando pelo bolchevismo e agora pelo neoczarismo, atualmente sob a tirania de um déspota paranoico, brutal e expansionista, cujo despotismo se exerce em primeiro lugar contra o seu próprio povo, mantido ignorante vis-à-vis progressos iluministas e humanistas em outras partes do mundo.
        Os EUA já foram uma sociedade progressista e prometedora, mas o excesso de poder deformou parte de suas elites. Mas um regime de plenas liberdades individuais assegura muita inovação e atração para o resto do mundo, o que aumentou o racismo na parte branca inculta da população.
        O novo Império do Meio, depois de um século de humilhações ocidentais e japonesas, retoma sua civilização criativa, trabalhadora e aberta às inovações estrangeira, agora capaz de oferecer ao mundo inovações extremamente sofisticadas, graças à energia e trabalho de seu povo. Não tem pretensões imperiais, mas não quer mais ser humilhada por bárbaros estrangeiros, por isso busca segurança no exterior próximo: Xinjiang, Tibete, Mar Amarelo, Mar do Sul da China, e não esquece que Formosa já foi sua, Hong Kong também, além de Vladivostok.
        Tem também o “meio império” europeu, que já foi dominante no passado, se autodestruiu em guerras incessantes e se acomodou na dependência americana, que é produto de sua dominação em quase todo o mundo.
        Ainda tem alguns candidatos a certa importância mundial: a Índia certamente e outras potências médias, como o Canadá, Brasil, escandinavos, Indonésia e outros.
        Os três grandes podem abusar de seus poderes respectivos, mais contra médios e pequenos, do que contra si reciprocamente. Esse é o mundo!

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5205, 29 fevereiro 2026, 2 p.

José Guilherme Merquior, perigoso "diplomata subversivo" no Itamaraty, 1970


José Guilherme Merquior, perigoso "diplomata subversivo" no Itamaraty, 1970 

José Guilherme Merquior é delatado em setembro de 1970, em ofício secreto, pelo chefe do SNI, general Carlos Alberto Fontoura, ao então chanceler, embaixador de carreira, Mario Gibson Barbosa, como perigoso subversivo no Itamaraty.

Em setembro de 1970, estudante do 2. ano de Ciências Sociais na USP, eu me preparava para sair do Brasil, por temer ser preso pela repressão do regime. Saí efetivamente em dezembro de 1970. Voltei ao Brasil em março de 1977, em dezembro desse ano ingressei no Itamaraty. Pouco depois eu era fichado como "diplomata subversivo", por lutar contra a ditadura.

PS: Agradeço ao historiador Rogério de Souza Farias, exímio pesquisador em todo tipo de arquivo, o envio deste documento.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

The Zhang Youxia case (general chinês demitido por Xi Jinping) - Bill Bishop, Drew Thompson (Sinocism)

 This is an occasional free issue from Sinocism.

The Zhang Youxia case
Sinocism Live with Bill Bishop and Drew Thompson
A recording from Bill Bishop's live video
BILL BISHOP AND DREW THOMPSON
Sinocism, Jan 29, 2026

Listen now:


Paulo Roberto de Almeida according to Gemini Artificial Inteligence (Google)

Paulo Roberto de Almeida according to Gemini Artificial Inteligence (Google) 

Gemini AI (new development from Google) seems to be highly efficient.

I asked what "she" knew about me, and didn't find substantial errors, only a very concise information, whata led me to ask again about further developments and some specific details about publications, for instance:

"Paulo Roberto de Almeida (born 1949) is a retired Brazilian career diplomat, academic, and prolific author specializing in international relations, diplomatic history, and economic diplomacy.
Below is an overview of his background and career:

Academic Credentials:

Almeida is highly distinguished in the academic sphere, holding several advanced degrees:
• Ph.D. in Social Sciences: Free University of Brussels (1984).
• Master’s in Economic Planning: State University of Antwerp (1977).
• Diplomatic Training: Doutorado (Advanced Studies Course) from the Instituto Rio Branco, the training academy for Brazilian diplomats.

Diplomatic and Professional Career:

A career diplomat since 1977, he has held various significant roles within the Ministry of Foreign Affairs (Itamaraty) and the Brazilian government:
• Special Advisor: Served in the Strategic Affairs Secretariat of the Presidency (2003–2006).
• Consular Service: Served as Deputy Consul General in Hartford, USA (2013–2015).
• Teaching: He was a professor at the Instituto Rio Branco and the University of Brasília (UnB), teaching International Political Economy.
• Retirement: He retired from active diplomatic service in 2021.

Writing and Intellectual Contributions:
He is widely known for his "unconventional" and often critical perspectives on Brazilian foreign policy.

• Publications: He has authored or organized dozens of books, including Apogeu e demolição da política externa brasileira (2020 [errou: é de 2021]) and Formação da diplomacia econômica no Brasil [três edições: 2001, 2004 e 2017, disponível na Funag].

• Digital Presence: He maintains an active blog called "Diplomatizzando," where he publishes daily commentaries on history, politics, and international affairs.

• Core Themes: His work frequently focuses on Brazil’s role as a regional and global player, the history of Brazilian economic diplomacy, and critiques of what he terms "partisan diplomacy."

Critical Perspectives:

In recent years, Almeida became a vocal critic of the foreign policies of various Brazilian administrations. He has notably analyzed the "demolition" of professional diplomatic standards and has been critical of both the "lulopetista" (PT) and "bolsonarista" approaches to international relations, advocating instead for a return to traditional, state-driven multilateralism."

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"Old" Google, in Portuguese, is more concise:

Paulo Roberto de Almeida é um diplomata de carreira e renomado acadêmico brasileiro, conhecido por sua vasta produção literária sobre história diplomática, política externa e economia internacional.

Trajetória Diplomática:
Ingressou no Serviço Exterior Brasileiro em 1977. Ao longo de sua carreira, ocupou postos estratégicos:
Washington (1999–2003): Atuou como Ministro-Conselheiro.
IPRI-Funag (2016–2019): Foi Diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais da Fundação Alexandre de Gusmão.
Missões Internacionais: Serviu em embaixadas e delegações em cidades como Paris, Genebra, Montevidéu, Berna e Belgrado.

Vida Acadêmica e Pensamento:
Almeida possui uma formação sólida obtida principalmente na Europa devido ao exílio durante a ditadura militar:

Doutorado: Em Ciências Sociais pela Universidade Livre de Bruxelas (1984).
Mestrado: Em Economia Internacional pela Universidade de Antuérpia (1977).
Atuação Docente: Foi professor no Instituto Rio Branco, na UnB e no UniCeub.

É um crítico vocal de políticas externas que considera ideologizadas, tendo publicado obras recentes como O Itamaraty Sequestrado (2021), onde analisa a diplomacia brasileira em períodos recentes.

Obras Principais:
O autor possui dezenas de livros publicados, com destaque para:
Formação da Diplomacia Econômica no Brasil.
Relações Internacionais e Política Externa do Brasil.
Nunca Antes na Diplomacia….

Ele mantém o blog Diplomatizzando, onde publica regularmente ensaios sobre temas contemporâneos e disponibiliza grande parte de sua produção acadêmica.

Key Works and Publications:

Almeida is a highly prolific writer, with dozens of books covering Brazilian diplomatic history and global trade. Recent and significant titles include:

• **Vidas Paralelas (2025): An analysis of Rubens Ricupero and Celso Lafer in Brazilian international relations.  

• Apogeu e demolição da Política Externa (2021): A critique of the shifts in Brazilian foreign policy from the 1990s through the Bolsonaro administration.

• **Miséria da diplomacia (2019): Addressing what he describes as the "destruction of intelligence" within Itamaraty.  

• Formação da diplomacia econômica no Brasil: A foundational text on Brazil’s international economic relations during the Empire.  

More information from Gemini AI:

Public Profile and Controversy: 

In 2019, Almeida gained significant media attention when he was dismissed from his post as Director of IPRI. The removal followed his publication of critical views regarding the foreign policy direction under then-Chancellor Ernesto Araújo. Since then, he has positioned himself as a "contrarian" voice, frequently publishing essays on the "geopolitics of disorder" and the challenges of multilateralism in the 2020s.

Currently, in 2026, he remains an active contributor to journals like Revista Será? and continues to update his personal research repositories on platforms like Academia.edu and ResearchGate.  

A trajetória de Paulo Roberto de Almeida: resistência à ditadura, exílio político e Itamaraty

This video provides a personal look at Almeida's life, from his early political resistance and exile in Europe to his career as a high-ranking diplomat.

Would you like me to look up a more detailed list of his specific diplomatic assignments or his recent 2026 publications?


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