domingo, 15 de dezembro de 2013

O Grande Retrocesso no Brasil - proposta de livro por Paulo Roberto de Almeida


Consequências políticas da estagnação econômica no Brasil

Paulo Roberto de Almeida

Não é difícil reconhecer sinais de decadência, de retrocesso, ou mesmo de simples estagnação, na vida do país: baixo crescimento econômico, inovação declinante, dívidas crescendo, desigualdades persistentes ou em expansão, população em processo de envelhecimento, comportamentos desviantes ou antissociais. O que pode ter acontecido de errado? O mais provável é que as instituições nacionais estejam enfrentando um processo de degeneração contínua, o que se traduz em retrocesso no seu funcionamento e em nítido recuo na sua capacidade de organizar a vida do país.
E quais são as instituições que podem estar atravessando esse declínio? Elas são: o governo representativo, os mercados livres, o Estado de direito e a própria sociedade civil. Estas são as instituições fundamentais que construíram a prosperidade e o bem-estar da nação e que podem agora caminhar para um itinerário de estagnação ou até mesmo de retrocesso. Estou falando do Brasil, certo?
Não exatamente. Estou lendo a orelha do livro de Niall Ferguson, The Great Degeneration: How Institutions Decay and Economies Die (New York: Penguin Press, 2013, 176 p; ISBN: 978-1-59420-545-3), que trata exclusivamente das sociedades avançadas do Ocidente capitalista, Estados Unidos e Europa ocidental, basicamente. Para o conhecido historiador econômico, é a degeneração institucional que está por trás da estagnação econômica e do declínio geopolítico que dela decorrem. O livro analisa as causas dessa degeneração e suas profundas consequências para o modo de vida, o bem-estar e o futuro das populações dessas nações avançadas econômica e tecnologicamente e dispondo, ainda, de níveis de vida invejáveis para todos os demais povos do planeta. Mas os sinais se acumulam de negligência e de complacência com o lento declínio, observável a olhos vistos em alguns países, e detectável em diversos estudos de especialistas econômicos. O Ocidente, para Ferguson, está desperdiçando a herança institucional que erigiu durante séculos e que foi responsável pela sua preeminência mundial no último meio milênio. Para reverter a ruptura dos seus padrões civilizatórios, Ferguson recomenda reformas radicais e lideranças à altura dos desafios.
Pois bem, o que isso tem a ver com o Brasil? Em 2002, em plena campanha eleitoral que se traduziu na mais importante mudança política já ocorrida na história republicana do Brasil em condições de pleno funcionamento democrático – ou seja, fora de golpes militares ou de revoltas civis – e que se traduziu pela vitória do principal partido de oposição ao regime em vigor, eu redigia os parágrafos finais de um livro que seria publicado no início de 2003, logo em seguida à posse do novo governo: A Grande Mudança: consequências econômicas da transição política no Brasil (São Paulo: Códex, 2003, 200 p.; ; ISBN: 85-7594-005-8). Nele, escrito antes mesmo dos dois turnos das eleições de outubro daquele ano, eu já previa com segurança a vitória do candidato opositor e traçava um roteiro do que iria acontecer e do que se esperava que ocorresse a partir de 2003. Eu tinha certeza, por exemplo, da ruptura “neoliberal” no terreno econômico – obviamente em relação ao que recomendavam os economistas “aloprados” do PT, a maior parte ainda imbuídos daquela rústica esquizofrenia econômica que ainda caracteriza boa parte da esquerda acadêmica no Brasil – e achava que os novos donos do poder – aqui sem qualquer ilusão – iriam realmente introduzir um novo estilo de fazer política no Brasil, não basicamente ético, como proclamava sua propaganda mistificadora, mas em todo caso diferente, e que tudo isso poderia ser um sinal promissor de uma grande transformação na vida da nação.
Como vários outros observadores, fui confirmado, para melhor, nas minhas antecipações econômicas e, como a maior parte dos analistas honestos, fiquei chocado, num cenário bem pior do que se poderia imaginar, com as fraudes políticas, o reino de mentiras e todos os crimes comuns logo cometidos pela nomenklatura que se apossou do poder naquela conjuntura. Não que eu tenha ficado absolutamente surpreendido com a possibilidade dessas transgressões, mas todos fomos surpreendidos pela extensão, amplitude e profundidade das falcatruas cometidas pelo grupo que pretendia reintroduzir a ética na vida política do Brasil. Ou seja, não foi uma surpresa total – pelo menos para os que acompanharam a vida política, sindical e a trajetória da esquerda no país, desde os anos 1960 – mas foi chocante descobrir quão baixo era possível descer na degeneração moral e nas patifarias políticas em tão pouco tempo.
Paradoxalmente, esse livro, que foi o que me deu maior prazer na redação e na reorganização de alguns materiais que já tinham sido preparados nos meses anteriores ao ano eleitoral, foi, no entanto, o que menor sucesso de público teve, provavelmente porque eu me encontrava no exterior no momento de sua publicação; depois, já de volta ao Brasil, e trabalhando no coração do Estado, não podia defender abertamente certas teses que foram sendo confirmadas ao longo dos meses e anos seguintes. Estruturado em três partes, ele tratava, em primeiro lugar, de uma nova forma de fazer política no Brasil – mas eu estava apenas imaginando, e sugerindo medidas de correção de nossos principais defeitos, se eu mesmo fosse presidente – e, numa segunda parte, se ocupava da economia: nela eu já previa, em quatro capítulos revisionistas, a orientação abertamente “neoliberal” da gestão econômica, tese que me rendeu muitos apupos em seminários acadêmicos de que participei, para desgosto de certa esquerda alienada (como, por exemplo, no encontro de ciências sociais da Anpocs, em outubro de 2003). Numa terceira parte, eu tratava de temas internacionais, num sentido amplo: o fim do socialismo e suas consequências para o Brasil, a globalização e as negociações econômicas internacionais e regionais, com algum destaque para a malfadada Alca (que pronto seria implodida pelos novos governantes).
Não pretendo, obviamente, mais de dez anos depois de redigido aquele livrinho polêmico, retomar suas teses principais para confirmar ou corrigir meus argumentos em torno da economia, da política ou das relações internacionais do Brasil. Mas, na onda de euforia continuada – e bastante reforçada por doses maciças de propaganda enganosa – com o “sucesso” do governo em vigor, minha intenção é a de examinar, com minha lupa impiedosa e meu bisturi iconoclasta, o que eu considero ser, de fato, um retrocesso institucional, um dos mais profundos em nossa história republicana, e que não tem a ver, apenas, com o baixo crescimento e a perda de dinamismo da economia nacional, e sim com fatores políticos alimentados e reforçados pelo partido no poder. Meu objetivo é puramente analítico, uma vez que não pertenço, nem nunca pertencerei, a qualquer partido ou agrupamento político, incapaz que sou de me submeter à disciplina de qualquer programa que possa ser elaborado por algum movimento determinado, de qualquer orientação política ou ideológica que seja. Sou por demais libertário para me dobrar às conveniências eleitorais de qualquer liderança política, pretendendo, ao contrário, manter minha independência de pensamento seja qual for o partido ou a coalizão que ocupar o poder, agora em 2o14 ou mais adiante.
O que tenciono fazer, nos meses de campanha eleitoral, é justamente me libertar da ditadura dos eventos correntes e das pesquisas de opinião para refletir sobre o que é o Brasil atualmente, como ele chegou ao estado atual de retrocesso institucional, e como ele poderia avançar, no terreno econômico, político e educacional, com base em análises totalmente descompromissadas com as plataformas eleitorais e resolutamente orientadas para uma crítica radical da atual situação de erosão moral e decadência política em nosso país. Para isso, não necessito do modelo analítico de Niall Ferguson para poder examinar o caso do Brasil; mas acredito, sim, que a clara decadência do governo representativo, o retrocesso visível em relação às reformas econômicas que vínhamos experimentando desde os anos 1990, a perda do sentido do respeito à lei e a deformação completa da noção de sociedade civil, sob a nova hegemonia dos “companheiros”, são elementos importantes do que chamei de grande retrocesso no Brasil. A esses quatro grandes fatores podemos acrescentar diversos outros, entre eles aquilo que eu também já chamei de “mediocrização” do estabelecimento universitário no Brasil, que na verdade percorre toda a cadeia do ensino, do primário ao pós-doutorado, em especial nas ciências sociais e humanidades (mas a que não estão imunes outras vertentes da pesquisa especializada. Ela é obra, em grande medida, das “saúvas freireanas”, ou seja aquela classe de pedagogos deformados, inspirados na obra de um dos nossos grandes idiotas, Paulo Freire, e que o elevaram à condição de “patrono da educação brasileira”.
O Brasil tem, por certo, muitas outras causas que explicam sua atual decadência institucional e seu renitente retrocesso econômico, que poderão ser examinadas com maior ou menor grau de detalhe. O importante seria destacar, neste momento, meu compromisso com uma análise empiricamente embasada, meu engajamento com um trabalho intelectual voltado para a busca de soluções factíveis, não utópicas (como em geral a esquerda costuma fazer), para os problemas do Brasil, e a irrenunciável postura de independência em relação a quaisquer forças ou movimentos voltados para a luta político-partidária e a conquista do poder. Sequer aspiro à condição de “conselheiro do príncipe”, pois sou um péssimo conselheiro – devido a minha brutal sinceridade – e não pretendo servir a nenhuma liderança política. Minha vocação está unicamente voltada para o estudo e a compreensão dos problemas brasileiros e a aplicação das soluções mais racionais, do ponto de vista da eficiência econômica e da justiça social, para os desafios detectados. Não tenho nenhuma ilusão de que quaisquer propostas que eu possa ter venham a ser implementadas, não que elas sejam exatamente utópicas, mas porque o Brasil carece de estadistas que possam liderar um processo de reformas que julgo necessário e até indispensável se quisermos inverter a nossa trajetória atual de decadência e de retrocesso.
Os dados estão lançados em face de um cenário ainda altamente incerto em seus desdobramentos eleitorais, e o meu roteiro de navegação ainda está sendo traçado. Em mais alguns meses veremos se o diário de bordo traz algumas propostas inteligentes. Ao trabalho, daqui para a frente.

Hartford, 14 de Dezembro de 2013.

Quer andar de carro em Shanghai? Sua placa vale mais do que o veiculo...

Incrível, mas verdadeiro: se você quiser não só possuir, mas usar um carro em Shanghai, saiba que a sua placa valerá mais caro do que o seu carro. Trata-se portanto de um grande investimento.
Não sei se as autoridades de trânsito da cidade permitem a negociação de "títulos" desse tipo nas bolsas, mas, se isto for permitido, depois dos leilões, os mercados secundários de placas de veículos poderiam alcançar valores estratosféricos. Só bilionários acabariam possuindo carros na cidade...
Vejam vocês mesmos...
Paulo Roberto de Almeida

Car plate prices rise at year’s last auction

Shanghai’s car plate prices rebounded slightly yesterday at the year’s last auction before a rigid price ceiling mechanism comes into force next month.
The average price of a Shanghai license plate rose to 76,093 yuan (US$12,532), up 376 yuan from last month. The lowest winning bid increased 500 yuan to 76,000 yuan, the Shanghai International Commodity Auction Co said.
The price went up moderately with the number of bidders which increased 3.7 percent to 39,625.
It was the second price hike since April when the price ceiling mechanism was unveiled to cool down the market hype.
Just like last month, the auction had an upward limit of 74,900 yuan — the weighted average of average prices in September, August and July — imposed on the first-round bids and offered 8,500 car plates for sales.
The two-month imposition of the same limit was caused by a more than 6 percent price hike in October, the first month when the price ceiling mechanism experimented with a flexible mode, which officially ends this month.
Starting from next month, a more rigid price ceiling mechanism will come into effect.
The city government has announced a unified 72,600 yuan ceiling for car plate auctions throughout 2014.
The price ceiling mechanism, which successfully brought down the Shanghai car plate prices from its record high of more than 90,000 yuan in March, has proved effective in  leading market expectations.
Under its guidance, the average prices often ended up a little above the upward limit for first-round bids, which are used as a gauge for second-round bids.
By fixing the upward limit, the government may be able to keep the price in a predictable range, said Eddie Zhang, a car dealer in Shanghai. “The price trend is largely determined by people’s expectations of it. If their expectations are stable, then there won’t be any big fluctuations on the market.”
But considering there are some new auction factors to be taken into consideration, it will take some time for the new expectations to build up, he added.
Though the total number of car plates up for sale next year is set at 100,000 — almost the same as this year — the monthly supply was specified well ahead of time for the first time.
In January, April and September, 9,000 plates each will be sold ahead of the holiday demand, and about 8,000 plates for the rest of the year.

sábado, 14 de dezembro de 2013

China: Flexionando os musculos mais afirmadamente - Douglas H. Paal (Carnegie)

 Contradictions in China’s Foreign Policy
Carnegie Endowment, December 13, 2013

You may have missed the funeral, but China’s new leadership has quietly buried the admonition of former leader Deng Xiaoping that as China rises in wealth and power it should maintain a low profile (known as taoguang yanghui). In its place, the new leadership is advancing a more proactive diplomacy in surrounding regions. President Xi Jinping is displaying self-confidence that seems to match the mood of the times in China, one of renewed nationalism and self-assertion. In most neighboring capitals this development will be viewed positively but warily; in Manila and Tokyo, less positively.
The issue is that China wants the benefits of a charm offensive with its neighbors, but it also wants to jealously guard its far-flung territorial claims. It cannot do both.
Beijing held a major conference on peripheral diplomacy on October 24 and 25. Xi made what was described as an “important speech,” followed by remarks by Premier Li Keqiang and Beijing’s top party and government foreign policy officials. This was shortly before China announced its intention to create a State Security Commission (also variously translated as National Security Council or National Security Commission) at the third plenum of the 18th Party Congress. Taken together, these actions portend a concerted activism that will deploy China’s newly acquired wealth and influence to “maintain a stable peripheral environment.”
Xi’s speech catalogued the economic aid, trade, scientific and technological, financial, security, and public relations diplomacy tools for China’s regional strategy. The official press releases did not mention sensitive issues such as territorial disputes or the soon-to-be-imposed air defense identification zone (ADIZ) over the East China Sea. According to people familiar with the details of the meeting, however, these issues were very much on the agenda.
As if to foreshadow the peripheral diplomacy conference with examples of what China is undertaking, Xi conducted a four-nation state visit to Central Asia in September. During his stop in Kazakhstan, he called for a “new silk road” with enhanced infrastructure and financing for energy, trade, telecommunications, and regional development throughout the region. The trip was positively reviewed.
Also before the conference, Xi and Li participated in the Asia-Pacific Economic Cooperation forum in Indonesia and the East Asia Summit in Brunei in October. While U.S. President Barack Obama stayed home to deal with a government shutdown, they conducted welcome visits to five Southeast Asian nations with promises of aid and trade.
One important announcement was the formation of an Association of Southeast Asian Nations (ASEAN) infrastructure bank. According to one official, this concept envisions using China’s substantial foreign exchange holdings to finance ports, railways, highways, and other infrastructure to integrate China with Southeast Asian markets. Beijing intends to achieve regional buy-in with nominal contributions to the bank’s capital from some of the members of ASEAN. The long-term economic and soft-power implications of this scheme, if carried through, appear substantial.

Differentiated Treatment of Governments and Publics

One result of the conference on peripheral diplomacy was an affirmation of the benefits of trying to win public support among the populations with whose governments China is having difficulties. After months of relentlessly negative press about Japan in Chinese media, in late October China hosted the ninth Beijing-Tokyo Forum, composed of former officials and private sector representatives from both countries. The media coverage of this relatively small event was uncharacteristically positive, and Japanese participants were able to contribute signed articles to Beijing’s outlets.
Despite truly negative results for China in Japanese polls since the intensification of the dispute over the Senkaku/Diaoyu Islands and the announcement of the East China Sea ADIZ on November 23, Beijing reportedly is prepared to continue seeking to improve the attitudes of ordinary Japanese while freezing high-level official exchanges. Japanese trade and investment with China has remained surprisingly resilient. Beijing’s goal is to isolate and press the government of Japanese Prime Minister Shinzo Abe to acknowledge the existence of a dispute over the islands.
Similarly, China is treating the Philippines in a differentiated fashion. President Benigno Aquino III was shut out of a China-hosted regional gathering because of ongoing disputes over offshore shoals and submerged rocks. Beijing is particularly irked by Manila’s so-far-successful pursuit of a case against Chinese territorial claims with the UN’s International Tribunal for the Law of the Sea.
Nonetheless, when Typhoon Haiyan (known as Typhoon Yolanda in the Philippines) devastated the southern Philippines, Beijing slowly but substantially assisted with humanitarian relief. China even dispatched its new naval hospital ship, the Peace Ark, to help treat those injured.

No Less Assertive About China’s Claims

Another result of the burial of Deng’s low-key approach to foreign affairs at the peripheral diplomacy conference was reinforcement of China’s claims to disputed maritime territories. The conference reportedly gave final approval to the long-gestating objective of establishing the East China Sea ADIZ. It may have also envisioned ADIZs in the Yellow and South China Seas.
The notion first surfaced publicly in 2008 and gained support as Japan increasingly reported Chinese intrusions into its ADIZ, leading many Chinese to seek parity with Japan. Beijing did extensive research into the subject and discovered that the zones are not governed by international law and are well within China’s rights to establish. When Japanese officials publicly discussed shooting down Chinese drones over the Senkaku/Diaoyu Islands, the impulse in China to move toward the declaration of a Chinese zone was strengthened.
Officials saw the zone as a means to increase leverage on Japan. If China were to declare a zone encompassing the disputed islands and overlapping Japan’s ADIZ, it would presumably increase domestic and international pressure on Tokyo to negotiate rules of engagement to avoid incidents. This would give China the opportunity to insist as a precondition that Japan admit, as it has been unwilling to do, that a dispute exists over the sovereignty of the islands.
In light of the generally positive thrust of the policies intended with the peripheral diplomacy conference, the announcement of China’s new ADIZ seemed especially clumsy and counterproductive with regard to China’s neighbors. The People’s Liberation Army has responsibility for the ADIZ and thus for its declaration. The declaration initially sounded like all dire warnings and no reassurance. The intensely negative reaction from the United States, South Korea, Japan, and Australia, and the nervous finger strumming of other neighbors, subsequently caused China to issue a series of reassuring clarifications.
This clumsiness, in contrast with the leadership’s generally positive intent to promote a stable regional environment for China’s continued development, may be due to the continuing effects of a military with scant diplomatic experience stepping into a diplomatic role. Former Chinese diplomats were quick to ask foreigners to tell the Chinese leadership that prior consultation on announcements such as that of the ADIZ should occur to avoid unnecessarily negative reactions. There is hope that China’s new State Security Commission will bridge some of the gaps in policy execution, despite experience that dictates otherwise.
But it is equally plausible that China’s leaders remain comfortable taking tough stances on issues involving sovereignty. Certainly, Xi’s track record for the past year has emphasized vigorous defense of Chinese claims to disputed territories and advocated an increasingly capable military, especially in new areas of maritime activity. During a recent visit there, it was much easier to find ordinary Chinese taking pride in the fact that their government established China’s growing influence through the declaration of the ADIZ than to locate critics.
Many Chinese are pleased that their government has taken a step to enhance and extend the reach of Chinese influence in a way that others cannot halt. This pride about the ADIZ announcement is consistent with the use of maritime administration vessels to assert Chinese presence in disputed waters, using ostensibly civilian means to circumvent direct military confrontation.

Policy Implications

China’s adoption of a well-resourced agenda seeking better relations with its neighbors offers the kind of competition for influence that the U.S. government has repeatedly said it welcomes. China pursued such an agenda between 1998 and 2008 with considerable success, especially in Southeast Asia.
After the 2008 Olympics in Beijing and the global financial crisis, however, China became more outspoken and intolerant of its neighbors’ claims. It embarked on an approach that would seize on actions by others involving disputes, such as Vietnam creating a municipal jurisdiction for its disputed South China Sea islands, and respond even more forcefully with actions of its own. This has triggered a series of quid pro quo chain reactions across the region.
In any event, whether China’s neighbors are charmed or alarmed by Beijing’s actions, their demand for an American counterweight will continue to grow. It is incumbent on the United States and China’s neighbors to make the U.S. investment in their security rest within broader economic and diplomatic activities that will sustain the support of the American people. The Trans-Pacific Partnership negotiations symbolize this productive path to greater economic interdependence as part and parcel of a continuing U.S. role in the region.
Unlike in Southeast Asia, where distances and lower levels of military development tend to soften the effects of frictions with China for now, in Northeast Asia, all parties are better armed and in fairly close proximity, so their air forces and navies are well within range of each other. Moreover, the present leaders of China, Japan, and South Korea appear more willing to accept risks than their predecessors. Indeed, each capital seems to have calculated that a simmering level of tension suits its political needs. This can be the tinder for conflagrations that quickly get out of control despite intentions of restraint.
In this environment, one normally reaches for a cookbook of confidence-building mechanisms, such as hotlines, agreements on incidents at sea, and mid- and high-level diplomacy. This may be possible and probably is worth seeking between South Korea and China, where ADIZs overlap but territorial claims do not. In the South China Sea disputes, stepped-up efforts to achieve a workable code of conduct would be preferable to a new round of ADIZ announcements.
If China continues to condition such mechanisms with Japan on acknowledgement of a territorial dispute, then the political will to agree will not be found in Tokyo. The United States should continue to combine messages urging restraint by all parties with robust reaffirmation of the U.S.-Japan Treaty of Mutual Cooperation and Security.
A delicate balance must be struck between being unyielding to more unilateral efforts to change the status quo and getting trapped in escalatory behavior that might otherwise be avoided. This will require spokespeople for the Obama administration to speak with greater clarity and uniformity than they have at present on how the United States intends not to recognize China’s new ADIZ. There is a need to reconcile State Department and White House statements with notices from the Federal Aviation Administration to civilian airlines that imply acceptance of the new ADIZ.
As it has done, the Obama administration should insist on freedom of navigation despite the declared ADIZ and on abiding by international established practices within the zones. It should also assert that an ADIZ conveys no implications regarding sovereignty.
And the United States and its security partners need to maintain or increase the pace of deployments and exercises within the first island chain to dilute the Chinese sense of having diminished American influence there. They should also compete vigorously with China’s charm diplomacy in traditional and creative ways. There is considerable room for a range of multilateral initiatives on issues such as public health, the environment, education, and the sharing of fisheries as well as on more conventional security and diplomatic arrangements. The U.S. Congress should support and not impede the president’s ability to carry out the nation’s diplomacy.
In addition, the United States should sustain, deepen, and broaden its newly revived military-to-military interaction with China’s armed forces. Congress should trust the U.S. military and retract the 2000 National Defense Authorization Act’s constraints on that activity.
Finally, U.S. national security authorities should calmly seek opportunities to show China that the ADIZ surprise announcement was a costly mistake. Much as when North Korea launched a satellite and conducted its third nuclear-weapon test and the United States later announced an increase in anti-ballistic missile interceptor launchers in Alaska, Washington should patiently and nonprovocatively undermine the sense that American forces are being pushed out of China’s near seas.
Beijing should be helped to understand that it is not a zero-sum game.

Previsões imprevidentes para 2014 - Paulo Roberto de Almeida



Paulo Roberto de Almeida

Como sabem todos aqueles que me leem regularmente, e que já puderam ler, em especial, minhas previsões imprevidentes para vários anos anteriores, meus “chutes” bem humorados em direção ao ano que está prestes a se iniciar não são dirigidos aos crédulos, aos incautos, aos distraídos e aos true believers nas bondades daqueles que nos prometem um futuro radioso, desde que você cometa a bobagem de acreditar neles. Minhas previsões são destinadas, mais exatamente, a não se realizarem, a não se concretizarem, justamente, e quanto mais elas se tornam, ou se revelam, irrealizáveis, mais eu me sinto confortável no meu papel de astrólogo ao contrário. Afinal de contas, ninguém perde nada por acreditar na racionalidade do homem, no bom senso, ou no simples senso comum, para apostar que coisas boas podem, sim, acontecer, mesmo contra todas as evidências em contrário, não é mesmo? Como já disse um bookmaker inglês (estou inventando, claro), nunca, em nenhum país, em qualquer circunstância, alguém perdeu dinheiro apostando na estupidez humana.
Uau! Por que tanto pessimismo? Não se trata de pessimismo, apenas observação realista da realidade, com perdão pela redundância. Como todos sabem, 99% dos problemas que afetam a humanidade são plenamente “resolvíveis” com as técnicas atualmente disponíveis (e o 1% restante será resolvido com o avanço da ciência, da tecnologia, do bom senso, etc.). Estou sendo, talvez, otimista demais, mas essa é uma constatação absolutamente de senso comum, desde que se tenha presente aqueles “inevitáveis” de que falava Benjamin Franklin: “na vida, só tem duas coisas inevitáveis, a morte e os impostos”. Bingo! Ele tinha razão, e mesmo a mais avançada tecnologia não vai dar conta desses dois limites absolutos da vida humana, embora alguns se esforcem, os mais idealistas em prolongar a vida humana, por meio da medicina e da autoajuda, os menos idealistas pela elisão, evasão e a fraude fiscal. Ponto.
Mas, então porque eu insisto em pretender que o mundo – e o Brasil, principalmente – seja melhor, em face de tantas bobagens e equívocos que se cometem diariamente? Com efeito: não deveria haver nenhum obstáculo técnico, ou econômico, ou até político e ideológico, a que se realizem alguns fatos simples da vida: todo mundo deveria se alimentar normalmente, com seus recursos derivados do trabalho – e uma minoria ser atendida pela caridade pública, privada ou estatal – e todo mundo deveria poder desfrutar de uma vida sã, física e mentalmente (menos aqueles que insistem em ver porcarias ao estilo de BBB, claro, esses são irrecuperáveis mentalmente falando).
Problemas como transportes, poluição, habitação, segurança, escolas e muitos outros são totalmente resolvíveis com os meios disponíveis, tudo sendo uma simples questão de organização racional das coisas e das pessoas. E por que isso não acontece? Bem, isso já acontece de forma perfeitamente razoável em diversas sociedades do planeta, e se algumas ainda não chegaram a essa etapa de prosperidade e de bem-estar razoáveis, não há nenhum, repito, não existem nenhum obstáculo técnico ou econômico a que isso acontece também com as sociedades mais miseráveis do planeta. Com educação e boa governança tudo é possível, e se algumas sociedades ainda não o conseguiram – como o próprio Brasil, por exemplo – é por incapacidade das suas elites, má educação do povo em geral, falta de visão de quem é eleito com o voto dos sem visão, justamente. Mas tudo isso é corrigível, certo?
É exatamente por isto que eu insisto, todo ano, regularmente, idealmente, talvez ingenuamente, nas minhas previsões imprevisíveis, ou seja, coisas que deveriam acontecer, mas que, por artes do demônio, insistem em não acontecer. As razões? Bem, eu tenho as minhas e elas estão em parte expostas acima, mas vocês podem vestir a carapuça nos seus personagens favoritos e ficamos acertados assim: para alguns, os culpados de sempre são os perversos capitalistas, a burguesia egoísta, os mercados erráticos e imprevisíveis (que precisam ser corrigidos por burocratas governamentais), os políticos de direita (curiosamente aliados aos de esquerda, atualmente, vocês já repararam?), o neoliberalismo, o conservadorismo, os poluidores, enfim, toda aquela gama de inimigos habituais e irrecuperáveis da humanidade; para outros, serão justamente os representantes das opiniões, posturas e políticas inversas a essas proclamadas pelos amigos da igualdade, justiça e fraternidade.
Cada um, portanto, fique com a sua explicação; eu me contentarei apenas, como sempre faço de modo totalmente incompetente, em proclamar minhas previsões anuais imprevidentes, a serem conferidas ao final do período que nos espera (com vários imponderáveis e muitas outras certezas que vocês busquem nas dicas de astrólogos). Eu não ofereço garantias, nem faço apostas – embora pudesse, com base naquelas regras de senso comum dos bookmakers ingleses –, apenas me contento em tripudiar sobre a nossa inacreditável capacidade de sempre adiar as soluções mais óbvias e mais simples, em troca do mais complicado, equivocado e prejudicial exercício de insistência no que não deu certo. Com isso, começo agora.

1) O Brasil já é o “país do futuro” ou apenas um país que pode ter algum futuro, dependendo de quem estiver no comando de suas principais políticas?
Minha previsão, como já disse alguém, é a de que não só não sabemos o futuro que nos espera, como também que o passado nos é totalmente desconhecido, uma vez que ele está mudando todos os dias. Cada vez mais, nossos dirigentes vão se esquecer de planejar nossos desafios à frente, e continuar procurando ajustar o passado, para que ele se encaixe em suas convicções confortáveis sobre o belo país que pretendiam fazer, no passado distante, e que foi obstado pela sanha de todos aqueles malvados anti-povo, anti-democracia, anti-igualdade, anti-justiça, etc. Talvez desenterrem mais alguns cadáveres, e tratem de punir aqueles que os puniram, no passado, justamente por planejar um futuro de escravidão, sofrimentos humanos, ditadura. Esqueceram uma das lições de um desses homenageados recentes, supostamente por ter libertado um povo da escravidão: “vamos surpreendê-los, sendo tolerantes e generosos”. Parece que tolerância e generosidade não são traços do presente, e provavelmente nem do futuro.

2) Nossa inflação é convergente com a média mundial, e está cada vez mais sendo reduzida a patamares aceitáveis para países normais de economia de mercado.
Deve ser por algum acidente infeliz, não cooperação da natureza, complô dos especuladores e atravessadores, que a média inflacionaria tem insistido em ficar acima da meta nos últimos oito anos, insistindo em bater no teto por alguma tendência malévola dos mercados livres, onde os capitalistas e intermediários insistem em fixar preços acima do que seria justo e esperado. Certamente nossos dirigentes estão conscientes desses obstáculos e desafios, e vão continuar insistindo em baixar os preços, colocando limites às tarifas públicas, reduzindo impostos setorialmente, estimulando o crédito para aumentar a demanda, enfim, fazendo todas aquelas coisas boas que bons keynesianos sabem fazer para conduzir a economia de mercado a uma trajetória compatível com a vontade política de quem nos comanda.

3) As desigualdades estão se reduzindo dramaticamente e dentro em pouco todo mundo vai ser de classe média (média), sobrando pouca gente nos estratos inferiores da sociedade.
Ainda bem: é insuportável viver numa sociedade com tantos pedintes nas ruas, tantos delinquentes de ocasião, tantos bandidos aguardando seu lugar na fila para assaltar caixas eletrônicos, tantos andrajosos sujando a cidade, quando turistas começam a vir para cá para ver nossas maiores realizações em termos de aeroportos, metrôs, estádios, hotéis, restaurantes, trânsito fácil e transportes públicos praticamente de graça, segurança impecável e burocracia eficiente. Com mais algumas centenas de concursos públicos, um terço da população vai estar trabalhando no setor mais bem pago da economia, aquele justamente que apresenta alta produtividade, e garante um futuro tranquilo para todos os membros da corporação. Nada compensa mais do que ser um país majoritariamente de classe média, todos satisfeitos com os padrões atuais.

4) O crescimento econômico atingiu um patamar de estabilidade conhecido por poucos países no planeta, com uma linha tendencial apontando para o limite do PIB potencial, que é justamente o nível da produtividade total de fatores no país.
Países menos organizados que o nosso conhecem aqueles indicadores em dentes de serra, ou seja, para cima e para baixo, gerando toda uma instabilidade nos resultados em função de uma dependência malsã em mercados voláteis e manipulados. Graças à correta administração de todos os vetores de produção, dos principais insumos e de regras muito claras e detalhadas para o gerenciamento da mão-de-obra, por exemplo – inclusive com a constitucionalização dos empregados domésticos – o Brasil está próximo da perfeição na boa governança das políticas macroeconômicas e setoriais, o que traz previsibilidade aos empreendedores e trabalhadores: todos sabem o futuro que os espera, e podem se preparar para ele (em alguns casos, décadas à frente).

5) A autossuficiência em petróleo e os recursos do pré-sal vão garantir um futuro brilhante para o país, faltando apenas mais duas estatais: uma para o etanol, outra para o biodiesel.
Pior coisa que pode acontecer são essas altas e baixas nos preços dos combustíveis, e bem fazem as autoridades do setor em manter estáveis os preços na bomba. Seria preciso aumentar apenas a oferta de combustíveis alternativos, o que o setor privado tem se revelado incapaz de fazer, cabendo então ao preclaro governo um passo à frente para realizar grandes investimentos no setor. Nada que algumas leis – que o Congresso prontamente aprovará – não possam corrigir em tempo hábil, colocando o Brasil à frente de qualquer outro país na sua matriz limpa, eficiente, sustentável.

6) As relações raciais caminham enfim para a paz de todas as cores, sobretudo agora que os afrodescendentes são maioria e podem se beneficiar de uma miríade de políticas de ação afirmativa que vão determinar, realmente, quem são os grandes criadores da cultura nacional, os que mais contribuíram para fazer do Brasil o país que ele é hoje.
Mais um pouco, até loiros de olhos azuis poderão se declarar afrodescendentes (o que aliás já ocorre), com o que o país terá alcançado uma situação de justiça social poucas vezes vista neste planeta tão injusto e desigual, embora também marcado por um mosaico de povos com suas religiões particularistas (e várias teologias associadas). As cotas raciais vão certamente acompanhar as novas realidades demográficas, com o que a maioria da população será contemplada por medidas especiais, alcançando-se, assim, uma maioria de beneficiados com programas de inclusão (poucos serão os que ficarem de fora, e esses já são privilegiados e não precisam da assistência governamental em matéria de felicidade redistributiva).

7) O agronegócio já é vitorioso, por isso o essencial das políticas públicas nessa área será dirigido para os agricultores sem terra, pequenos produtores não competitivos em situação de mercado, cooperativas de aprendizes, quilombolas em fase de reciclagem e índios desejosos de sair do neolítico para a era dos tablets.
O governo já gasta a maior parte das verbas com programas de assistência à agricultura familiar, que é onde está o futuro do Brasil, como todos sabem e aceitam. O agronegócio tem condições de buscar no mercado a solução para os seus problemas, inclusive endemias e epizootias, crédito e seguro rurais, logística e acordos comerciais. Um imposto sobre as exportações de commodities agrícolas será criado para financiar aquelas medidas prioritárias, com o que esse setor menos competitivo chegará enfim perto da perfeição do que já é o Bolsa Família, que tem um quarto da população inscrita nas suas listas. País rico é país com pequenos agricultores ricos, e para isso, o Estado é indispensável para corrigir as desigualdades atualmente existentes.

8) Os empresários reclamam com razão do ambiente de negócios. O governo vai justamente criar um novo ministério do empreendedorismo, para facilitar a vida de todos aqueles que não querem ser funcionários públicos ou empregados de alguém. O ambiente vai melhorar radicalmente.
O problema, hoje, é que os empresários precisam ser atendidos numa enorme variedade de serviços públicos, nos três níveis da federação, para poder começar a trabalhar nos seus negócios. O governo vai reduzir a multiplicidade de janelas, criando apenas um grande guichê informatizado para acelerar a inovação e o gênio privado. O empresário necessitará apenas dirigir os seus pleitos online, e o novo ministério terá como função responder as suas dúvidas em 24 horas. Testes estão sendo feitos e um novo concurso público será prontamente organizado para começar os serviços.

9) O déficit orçamentário e a dívida pública serão problemas equacionados em pouco tempo, com novos princípios de contabilidade pública que passam a corrigir automaticamente os desequilíbrios existentes numa área com saldos favoráveis em outras esferas. Esta será a função da “Secretaria dos Vasos Comunicantes”.
Como nessas experiências de laboratórios infantis, o governo também terá o seus superávit primário – e o nome se aplica – imediatamente preenchido, abrindo-se a válvula correspondente da drenagem de recursos obtidos na sociedade por todos os escaninhos governamentais. O Congresso prometeu colaborar na montagem desse novo mecanismo de equilíbrio imediato das receitas e despesas públicas.

10) O Mercosul e a diplomacia Sul-Sul estão finalmente produzindo seus melhores resultados, como consequência de dez anos de insistência governamental nessa via estratégica para as relações internacionais do Brasil.
Como não podia deixar de ser, nenhum país é uma ilha, e o fato de o Brasil estar no hemisfério sul determina, naturalmente, os cenários prioritários para a atuação de nossa gloriosa diplomacia, sempre previdente e sempre orientada para os terrenos de maior retorno potencial. A sábia orientação dessa política, devidamente confirmada em foros relevantes das nossas relações exteriores (como Ibas, Brics e o próprio Mercosul), já provou que esse é o caminho de nossa crescente afirmação mundial: os emergentes são os que mais crescem no planeta e devem contribuir para mudar a relação de forças no mundo, por meio de uma nova geografia comercial. É preciso persistência, e até mesmo insistência, com grande vontade política a sustentar esse curso de ação, para que os bons resultados apareçam no futuro próximo. Persistir nessa linha pragmática.

Paulo Roberto de Almeida, Hartford, 14 de dezembro de 2013.


PRAlmeida na revista Sociologia e Politica - uma excelente revista academica

Recebi um pedido para me recadastrar no novo sistema da Scielo para revistas científicas e aproveitei para verificar o que tinha de meu na Sociologia e Política.
Recomendo uma visita.
Paulo Roberto de Almeida

Revista de Sociologia e Política
Print ISSN 0104-4478
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 Almeida, Paulo Roberto de. Brasileiros na Guerra Civil Espanhola: combatentes na luta contra o fascismo. Rev. Sociol. Polit., Jun 1999, no.12, p.35-66. ISSN 0104-4478


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 Almeida, Paulo Roberto de. A política internacional do Partido dos Trabalhadores: da fundação à diplomacia do governo Lula. Rev. Sociol. Polit., Jun 2003, no.20, p.87-102. ISSN 0104-4478

Argentina restringe importacao de veiculos; medida afeta gravemente oBrasil

O governo brasileiro vai, obviamente, negociar, como tem feito nos últimos dez anos, sempre negociando com los hermanos, que são, obviamente também, parceiros preferenciais, aliados estratégicos, amigos do peito e sócios queridíssimos nesse maravilhoso empreendimento que se chama Mercosul.
Ufa! Ainda bem! Imaginem se eles não fossem tudo isso, o ruim que seria para o Brasil.
O governo vai negociar. Fiquem tranquilos!
Aliás, como lembra o "randiano" John Galt em seu comentário, quem começou a brincadeira foi o Brasil, no seu acordo automotivo com o México: enquanto produzia saldos favoráveis ao Brasil, era ótimo. Bastou começar a fazer déficits (por culpa exclusiva do Brasil), foi denunciado  como desfavorável pelos protecionistas da área e pelo MDIC e unilateralmente modificado para ser "equilibrado"; a Argentina faz a mesma coisa com o Brasil.
Paulo Roberto de Almeida 
A decisão do governo da Argentina de limitar em até 27,5% as importações de automóveis e veículos comerciais leves, anunciada anteontem, pode ter um grande impacto sobre a indústria automobilística brasileira e a balança comercial do país. Entre janeiro e novembro deste ano, o Brasil exportou US$ 5 bilhões em automóveis de passageiros. Desse total, 87% (US$ 4,4 bilhões) foram para a Argentina. Na quinta-feira, a ministra argentina da Indústria, Debora Giorgi, comunicou ao setor automotivo do país que eles terão de reduzir entre 20% e 27,5% as importações no primeiro trimestre de 2014, em relação ao mesmo período deste ano. Montadoras que exportam o mesmo valor que importam não teriam que reduzir compras externas, enquanto as deficitárias e as importadoras estariam incluídas na nova restrição.
 A medida seria uma maneira de estancar a sangria de reservas internacionais da Argentina, que caíram 21% apenas neste ano. O Ministério do Desenvolvimento afirma que não foi informado oficialmente da medida e não vai comentar. Dentro do governo brasileiro, que foi surpreendido pela medida, espera-se que seja possível negociar com os argentinos. A iniciativa da ministra é vista pelo governo brasileiro como uma medida de política industrial equivocada, uma tentativa de fazer indústrias de autopeças se instalar na Argentina –com poucas chances de funcionar. E também um sintoma da enorme preocupação com a queda no nível de reservas.
Analistas acreditam que a restrição deve atingir mais os veículos de maior valor, importados principalmente da União Europeia e do Japão, e menos os carros pequenos e médios que vêm do Brasil. Mas, como 67% dos veículos importados pela Argentina vêm do Brasil (em valor), uma redução será inevitável, afirmam especialistas. ”Toda intervenção estatal desse tipo é muito prejudicial, e o setor automotivo é uma das poucas cadeias de produção estabelecidas na região”, diz Welber Barral, sócio da consultoria Barral M Jorge.

Il Principe, la Principessa (Macchiavelli) - libro di Adriano Sofri

IL PRINCIPE e LA PRINCIPESSA

ADRIANO PROSPERI

La Repubblica , 13/12/2013

In questo centenario machiavelliano ci sono molti incontri d' occasione con l' autore del Principe: quello di Adriano Sofri è un incontro necessitato. Il suo caso è diverso da quelli degli studiosi e delle istituzioni che accordano alle scadenze secolare i loro piani. Quasi di furia, nei luoghi e nei mesi d' estate che Machiavelli dedicò alla febbrile stesura del Principe, a poca distanza da lui Adriano Sofri ha scritto questo libro ( Machiavelli, Tupac e la Principessa, Sellerio). Uno dei suoi, inconfondibile, con un ordine sostanziale nell' apparente disordine di un pensiero liberamente divagante: un confronto, un bilancio, quasi un dialogo, ma non pacifico né distaccato, una risposta a quella lettera di Niccolò a Francesco Vettori del 10 dicembre 1513, qui riportata in appendice insieme a una bibliografia aggiornata, esauriente (vi manca solo l' edizione del Principe a cura di Gennaro Sasso che la Treccani ha accuratamente pubblicato per dimenticarsela poi nei suoi magazzini). Quella lettera è il campione più celebre delle tante altre lettere machiavelliane di negozie di relazioni di un uomo che amava stare tra i pericoli e la fatica e al pensiero di starsene a palazzo rispondeva (nel 1509): «Io non sarei quivi buono a nulla e morrèvi disperato». Anche Adriano Sofri ha scelto di stare tra i pericoli e la fatica lasciandosi alle spalle giovanissimo l' allora tranquillo e garantito sentiero degli studi: che erano cominciati non a caso proprio da Machiavelli, il tema della sua prima prova quando diciottenne entrò alla Scuola Normale come apprendista storico. Quel che poi gli accadde è noto: e così, "post res perditas", il dialogo mai interrotto con Machiavelli ha preso forma di libro in un' estate trascorsa nella sua casa a due passi dall' Albergaccio. Ci si accostaa questo libro comea ogni altro di Adriano Sofri: con grande curiosità, sapendo che sarà un' occasione da non perdere, ricca delle tante cose che lui conosce per lunga esperienza di vicende e di persone, ma anche per una sua curiosità di lettore onnivoro e una raffinata cultura libresca - quasi come diceva di sé Machiavelli nella dedica del Principe: «lunga esperienza delle cose moderne e una continua lezione delle antiche». Questo dialogo con Machiavelli pone fin dall' inizio la condizione fondamentale: intendere con precisione quello che ha detto. Per esempio, il significato che aveva per lui la parola Fortuna. Era uomo di piccola fortuna, nota Adriano Sofri: nacque povero e imparò più presto a stentare che a godere. Entrò al servizio dello stato fiorentinoa 29 anni, dalla porta di servizio, vi esercitò compiti minori, ne fu estromesso brutalmente al primo cambio di regime. La Fortuna la immaginava come una donna, - nuda, bellissima, inafferrabile come quella raffigurata qui in copertina. L' appello celebre del capitolo XXV incita a un corpo a corpo con la Fortuna. Uno stupro, dice Sofri: che intanto puntualizza qualcosa su cui in genere si sorvola, abbagliati dall' invito petrarchesco alla lotta tra virtù e furore. Alla fortuna Machiavelli assegnava il controllo sulla maggioranza delle azioni nostre, lasciando all' arbitrio una parte minore ma quasi uguale - così almeno nella pagina più tonificante del Principe. Ma quando Machiavelli ragiona della realtà effettuale sua e di altri le azioni del libero arbitrio crollano. La Fortuna, ci ricorda, ha in mano una carta decisiva in mano: la morte. Contro la Fortuna il duca Valentino aveva preparato argini robusti: ma quando muore Alessandro VI, di peste, ecco che il figlio si ammala anche lui nel momento decisivo dell' elezione del nuovo papa e tutto è perduto. Anche per Machiavelli venne la perdita di tutto e a stento salvò la vita. E la prova fu dura, tanto da richiedergli di dare a se stesso prima che ad altri la misura di sé, del suo valore nell' arte dello stato. Ecco perché nacque quell' opuscolo, secondo Sofri. Ci sono eredi di quella Fortuna nella letteratura italiana, dominata dalla Provvidenza manzoniana? Sì, una, risponde Sofri: la Natura di Leopardi, la gigantessa impassibile che dà la morte all' islandese delle Operette morali. Ma intanto c' era stata anche una donna in carne e ossa, una donna di potere che alla fortuna teneva testa e aveva la stoffa per diventare una possibile incarnazione del Principe: era Caterina Sforza, la signora di Forlì che ai nemici che la ricattavano con la vita dei suoi figli mostrò dall' alto della rocca quali fossero gli attributi con cui poteva farsene altri di figli. Machiavelli l' aveva incontrata, ma non concepiva una principessa come liberatrice d' Italia. Lasciamo ai lettori di scoprire chi fosse Tupac e perché entra in questa storia. Ma dobbiamo almeno segnalare la parte in cui entra la politica, quella reale di allora e quella di oggi: qui è come se Machiavelli leggesse noi prestandoci le sue parole e imponendoci di paragonare il suo orizzonte col nostro: ci si chiede per esempio cosa significhi oggi il ritorno ai princìpi, per l' Italia con la sua Costituzione e per il Vaticano col suo papa Francesco,o se sia vero che la macchina umana è sempre la stessa e cosa è accaduto quando si è cercato di modellare l' uomo - per esempio col tentativo su larga scala di Pol Pot. Questa parte è un andirivieni tra l' allora e l' oggi, un bilancio che fa emergere la disperazione di una politica che non ha più campo, può solo nascondere dietro alti paraventi l' orizzonte vero, la realtà di una globalizzazione che ci espropria dei poteri territoriali e tradizionali: una politica che non è e non può essere ridotta a scienza e nemmeno ad arte perché di mezzo c' è sempre la scelta di chi governa (la famiglia o lo stato) e resta sempre l' imprevedibile possibilità che la bomba venga fatta esplodere. Contraddizioni terribili, che davanti all' anonimato delle potenze globali delle finanze fanno rinascere l' appello alla sovranità nazionale anche da parte di chi ieri esaltava l' internazionalismo proletario. Si pensi allo scenario delle guerre e dei genocidi, oggi visibili da tutti dallo schermo di casa propria, per cui nessuno può dire che non sapeva e non immaginava, come accadde con Auschwitz. E intanto, la natura, quella leopardiana così simile alla fortuna, è stata dominata, stuprata: ma questa vittoria minaccia di essere l' ultima sconfitta e la fine dell' umanità. Una fra le tante domande inquiete e inquietanti di un libro vivo, vivissimo.
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Brasil-Franca: grandes negocios, grandes entendimentos - Le Monde

Hollande et Rousseff multiplient les signes de bonne entente au Brésil

Le Monde.fr | | Par
Le président français François Hollande et son homologue brésilienne Dilma Rousseff, le 13 décembre à Sao Paulo.
Brasilia, São Paulo (envoyés spéciaux)

L'entreprise de séduction aura été de courte durée. Moins de trente heures après son arrivée à Brasilia, le président François Hollande est reparti vendredi 13 décembre, en fin de matinée, de São Paulo pour la Guyane française où il doit rester jusqu'à samedi soir. Une visite brève, mais soutenue, marquée par d'importants retards et quelques malaises (un soldat de la garde brésilienne et deux journalistes), et presque autant de blagues et d'allusions potaches à la Coupe du monde, distillées entre une poignée de signatures de contrats et d'accords d'investissements.

Sept ministres et une cinquantaine de chefs d'entreprises ont pris part à ce voyage présidentiel au Brésil. « Une des visites d'Etat les plus importantes pour mon gouvernement », a tenu à souligner, au terme de ce déplacement, Dilma Rousseff, présente aux côtés de son homologue français dans la capitale brésilienne et dans la mégapole économique du pays.
En forme et visiblement détendu malgré une semaine internationale chargée et une quarantaine d'heures de vol accumulées en quatre jours, M. Hollande est venu rappeler qu'il entendait impulser une nouvelle dynamique au partenariat stratégique mis en place par les deux pays en 2006. « Je veux lui redonner toute sa force », a-t-il dit, soulignant que cette forme de coopération avait permis notamment de boucler d'importants contrats militaires pour la livraison de 50 hélicoptères et la fabrication de cinq sous-marins au sud de Rio de Janeiro. « Malgré la crise et une croissance en baisse, a-t-il ajouté, nos échanges commerciaux n'ont cessé de progresser pour doubler en dix ans. Aujourd'hui, nous avons de grandes ambitions pour doubler encore ces échanges dans les prochaines années. »
SIGNATURE DE CONTRATS

Plusieurs contrats, déjà connus avant la visite, ont été signés sous l'œil des caméras : l'engagement du groupe Total dans le consortium qui a remporté l'appel d'offre du gigantesque champ pétrolier offshore de Libra, la fourniture d'un satellite de défense et de télécommunications brésilien à usage civil et militaire par les groupes Arianespace et Thales Alenia Space (coentreprise franco-italienne), la participation de Bull à la création d'un supercalculateur sur le sol brésilien, ainsi qu'un contrat de 1,25 milliard d'euros d'Areva pour la construction d'un troisième réacteur à la centrale d'Angra 3, située entre Rio et São Paulo.
Deux accords ont également été paraphés vendredi entre la France et l'Etat de São Paulo, dont l'un avec la région Ile-de-France. Le premier prévoit un investissement de 300 millions d'euros de l'Agence française de développement (AFD) pour la construction d'une ligne de métro entre l'aéroport de São Paulo et le centre ville. « Je pense qu'il faut faire ce métro rapidement », a plaisanté M. Hollande, dont l'arrivée à São Paulo la veille, depuis Brasilia, avait été retardée par d'importants embouteillages après sa descente d'avion.
L'autre accord, venant de São Paulo, engagerait « un investissement important » pour la construction d'un centre d'affaires près de l'aéroport de Roissy-Charles de Gaulle, au nord de Paris. « Un projet créateur de près de 2 000 emplois », a précisé M. Hollande devant des entrepreneurs français et brésiliens au siège de la puissante Fédération des industries de l'Etat de São Paulo (Fiesp). « Avec ces deux accords s'ouvre un nouveau chapitre des relations avec la France », s'est félicité le gouverneur de l'Etat, Geraldo Alckmin, qui a invité le président français à assister aux cérémonies d'ouverture de la Coupe du monde de football, qui se dérouleront à São Paulo.
La balle a été reprise au bond par Dilma Rousseff, qui a insisté sur l'importance d'échanges « de qualité et plus équilibrés » avec la France. « Ceux-ci pourraient être encore plus élevés et offrir de nouveaux champs économiques », a-t-elle affirmé, insistant dans le même temps sur la troisième place qu'occupe l'Hexagone sur l'échelle des pays investissant au Brésil. Une manière de rappeler la place prépondérante qu'occupe la France avec ses 600 entreprises implantées localement, tout en soulignant le rôle désormais incontournable que représente le géant d'Amérique latine pour l'économie française. « Autrefois pays ‘émergent', inégalitaire et hésitant, a glissé François Hollande, ce pays est devenu un pays ‘émergé' - une catégorie unique - une des rares grandes puissances qui aient opéré une redistribution de ses richesses tout en possédant suffisamment de réserves de changes internationales (376 milliards) pour prémunir de toute crise. »
BONNE ENTENTE

Selon plusieurs sources diplomatiques françaises à Brasilia et São Paulo, cette visite est survenue à un moment opportun. Les avions de combats Mirage 2000 utilisés par l'armée brésilienne arrivent en bout de course à la fin de l'année. Un échéancier qui a permis aux équipes de François Hollande d'évoquer à nouveau et « sans brusquer » la qualité du dossier de l'avion Rafale à leurs interlocuteurs brésiliens. Dans ce contexte, on comprend que tout fut fait, de part et d'autre, pour éviter d'aborder publiquement des sujets sur lesquels les deux pays partagent des visions différentes. Cela aurait pu être le cas à propos de l'intervention française en Centrafrique. En privé, M. Hollande s'est félicité du « silence » observé par Mme Rousseff, qui avait désapprouvé l'intervention française au Mali.
La réunion en comité restreint entre Mme Rousseff et M. Hollande a également fait émerger des points de convergences au sujet d'une éventuelle feuille de route en vue d'un accord de libre échange avec le Mercosur et l'Union européenne. Les deux blocs doivent se faire parvenir jusqu'à la fin 2013 des propositions afin d'éliminer progressivement les barrières douanières. « Un jour peut-être, si la relation entre le Mercosur et l'Union européenne suit son chemin, nous ne parlerons plus qu'en euro », s'est enthousiasmé le président français qui, comme il le fait chaque fois qu'ils se trouve à l'étranger face à des entrepreneurs et des hommes d'affaires, s'est évertué à rassurer d'éventuels investisseurs sur sa politique économique :
« La France remet en ordre ses finances. Je regarde avec admiration le taux d'endettement public du Brésil, 30 %... On n'y sera pas demain en France, mais nous devons y travailler car c'est un élément de souveraineté. Nous devons continuer à réduire nos déficits, donc à réduire la dépense publiques à la réorienter, mieux l'affecter, mieux la déployer. Nous devons avoir un système fiscal qui soit le plus efficace, le plus simple, et qui évite d'inquiéter ou de frapper les mêmes par des impôts qui ne sont pas toujours les plus modernes. Et puis, enfin, il faut faire le choix de l'investissement. »
Autre signe de bonne entente, M. Hollande a affirmé sa reconnaissance à la présidente brésilienne « pour l'accord que nous avons pu trouver pour la lutte contre l'orpaillage clandestin ». Jeudi matin, les députés brésiliens avaient adopté un projet de loi destiné à combattre ceux que l'on appelle ici les garimperos. Un texte voté par les députés français en 2008 et qui était bloqué jusqu'à présent par les élus de l'Amapa, l'Etat limitrophe de la Guyane. Une fois adopté par le Sénat brésilien, la loi permettra d'harmoniser les administrations et les juridictions des deux côtés de la frontière, un préalable à l'inauguration officielle du pont de l'Oyapock.
Plus tard dans la journée, le ministre délégué chargé de l'agroalimentaire, Guillaume Garot, a annoncé que le Brésil venait de lever l'embargo sur le roquefort. Depuis 2010, ce fromage avait été interdit de vente. « Il nous a fallu deux ans de bataille pour lever cet l'embargo. C'est chose faite. Le ministre brésilien de l'agriculture (Antonio Andrade) a donné son accord », s'est réjoui M. Garot. Cette autorisation laisse augurer « un nouvel élan » dans les relations agricoles et agroalimentaires entre la France et le Brésil, a souligné un communiqué du ministère de l'agriculture.
Avant de monter dans l'avion présidentiel en direction de Cayenne, François Hollande a d'ailleurs conclu devant les entrepreneurs rassemblés à São Paulo que l'agriculture était un domaine où les deux pays « possèdent une production très forte » et qu'il fallait « accepter la concurrence comme dans le secteur de la volaille ». Et d'ajouter, dans un balancement rhétorique qui lui est cher : « Une concurrence mais avec dialogue et coopération ».
Thomas Wieder
Journaliste au Monde

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