Estão de parabéns o embaixador cubano e o Secretário-Geral da Presidência da República.
Eles conseguiram!
Tiveram sucesso absoluto: conseguiram cumprir plenamente as ordens de seus chefes em Havana.
O embaixador deve ter mandado vários telegramas à sua chancelaria, relatando em primeiro lugar que "cumpri instruções", informando depois como atuaram os amigos de Cuba nos vários eventos programados para aparição da dissidente agente da CIA.
O SG-PR deve ter telefonado meio constrangido ao embaixador dizendo que também cumpriu instruções, mas que talvez o sucesso tenha sido bem sucedido demais, pois afinal de contas a tchurminha contratrada para atrapalhar acabou atrapalhando demais, e causou mais rebuliço que protestos em favor de Cuba.
Se ambos forem sinceros consigo mesmos, verificarão que foi um desastre total toda a operação, já que a população constatou que Cuba afinal é uma ditadura intolerante.
Como eles são incapazes de exibir tais sentimentos, devem estar apenas contabilizando o sucesso da operação.
Por isso mesmo, eu lhes estendo meus cumprimentos.
Conseguiram, bravo!
Conseguiram juntar um bando de fascistas do partido dos companheiros a uma das duas últimas ditaduras stalinistas moribundas do planeta.
Vão morrer com eles. Isso que é solidariedade e amizade.
Parabéns pela fidelidade canina. Aliás, de quatro patas...
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Se nao for ajudar, pelo menos nao atrapalhe... (sim, o governo...) - Editorial OESP
A agricultura do Brasil era um monstrengo atrasado até os anos 1970, quando Embrapa e novos recursos humanos se combinaram para dar um primeiro salto tecnológico.
Mas ela ainda continuou entravada durante uma decada mais, pelo menos, adivinhe por quem, caro leitor?
Sim, você acertou: pelo governo. Com sua política de preços de referência, estoques reguladores, planejamento de produção, direcionamento de créditos por critérios pouco claros, e um tabelamento geral dos preços dos produtos de base (para ajudar os pobres, claro), tudo isso fez com que sofressemos desabastecimentos, queda de produção, desequilíbrios na oferta, e outras pragas associadas ao intervencionismo governamental.
Ou seja, a praga da agricultura era o governo, e as saúvas eram os técnicos da Fazenda e do próprio ministério da Agricultura, que pretendiam "gerir" esse setor, tão estratégico, tão importante, tão relevante para a tal de segurança alimentar.
A consequência não foi outra: desabastecimento, penúria de produtos e outros problemas.
Só quando o Brasil exsangue de tanta inflação resolveu dar um choque de capitalismo -- não tanto por vontade, quanto por impossibilidade de atuar de outra maneira -- e liberalizar o setor, a agricultura deu um enorme salto produtivo e comercial, que junto com os progressos tecnológicos fizeram do Brasil essa potência agrícola que somos.
Agora, chegam os companheiros e ameaçam colocar tudo a perder outra vez, com essa mania -- atávica neles -- de controlar tudo, para "garantir abastecimento a preços razoáveis".
Idiotas, vão estragar tudo outra vez...
Paulo Roberto de Almeida
Mas ela ainda continuou entravada durante uma decada mais, pelo menos, adivinhe por quem, caro leitor?
Sim, você acertou: pelo governo. Com sua política de preços de referência, estoques reguladores, planejamento de produção, direcionamento de créditos por critérios pouco claros, e um tabelamento geral dos preços dos produtos de base (para ajudar os pobres, claro), tudo isso fez com que sofressemos desabastecimentos, queda de produção, desequilíbrios na oferta, e outras pragas associadas ao intervencionismo governamental.
Ou seja, a praga da agricultura era o governo, e as saúvas eram os técnicos da Fazenda e do próprio ministério da Agricultura, que pretendiam "gerir" esse setor, tão estratégico, tão importante, tão relevante para a tal de segurança alimentar.
A consequência não foi outra: desabastecimento, penúria de produtos e outros problemas.
Só quando o Brasil exsangue de tanta inflação resolveu dar um choque de capitalismo -- não tanto por vontade, quanto por impossibilidade de atuar de outra maneira -- e liberalizar o setor, a agricultura deu um enorme salto produtivo e comercial, que junto com os progressos tecnológicos fizeram do Brasil essa potência agrícola que somos.
Agora, chegam os companheiros e ameaçam colocar tudo a perder outra vez, com essa mania -- atávica neles -- de controlar tudo, para "garantir abastecimento a preços razoáveis".
Idiotas, vão estragar tudo outra vez...
Paulo Roberto de Almeida
Ameaça à produção de comida
22 de fevereiro de 2013 | 2h 11
Edutorial O Estado de S.Paulo
Uma velha praga volta a ameaçar a agricultura
brasileira, pondo em risco a eficiência, o poder de competição e a
liderança internacional conquistados em décadas de muito investimento e
intensa modernização tecnológica. É a praga do intervencionismo
primário, demagógico e orientado por objetivos políticos de curto prazo.
Depois de comprometer a saúde financeira da Petrobrás e a produção de etanol com sua intromissão desastrada, o governo agora se prepara para mexer politicamente nos preços dos alimentos e desarranjar o agronegócio. O Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep), recém-criado por decreto presidencial, será o instrumento dessa lambança, a mais nova demonstração de voluntarismo da mal assessorada presidente Dilma Rousseff. O novo conselho usurpará funções até agora atribuídas à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e geralmente exercidas com eficiência quando subordinadas a critérios técnicos. Esses critérios serão obviamente postos em segundo ou terceiro plano, com a previsível politização das decisões.
Só a intenção de politizar a formação e a administração de estoques de alimentos pode explicar a instituição do Ciep. Se a presidente da República estivesse apenas descontente com a ação técnica dos atuais dirigentes da Conab, poderia simplesmente substituí-los. Nem precisaria buscar muito longe pessoal para assumir as funções. Antigos e competentes funcionários da Conab permanecem no governo. Outros foram para a vida acadêmica ou empresarial. Não falta, no mercado, gente capacitada para dirigir empresas públicas desse tipo, conhecidas em vários dos grandes países produtores.
Os preços agrícolas subiram no mercado internacional durante vários anos e essa tendência afetou também o mercado brasileiro. Apesar da elevação de preços, não houve nenhuma crise de suprimento no Brasil.
Crises desse tipo foram muito frequentes quando havia controles de preços, porque a ação oficial dificultava a modernização produtiva. A liberação gradual do mercado, a racionalização da política e o forte investimento em pesquisa permitiram uma ampla mudança do quadro. As crises sumiram e a alimentação passou a pesar menos no custo de vida, liberando recursos para o consumo de outros produtos. Mesmo com a alta de preços dos últimos anos, o custo da comida, no Brasil, continuou sendo um dos mais baixos do mundo.
Em países bem administrados, a variação de alguns custos, como o dos alimentos ou dos combustíveis, apenas altera a relação entre preços, sem pôr em movimento uma espiral inflacionária. No Brasil, a difusão dos aumentos foi favorecida por outros fatores, como a expansão do crédito, o estímulo ao consumo e a elevação dos salários bem acima dos ganhos de produtividade da economia. Mas o governo prefere desconhecer esses fatos evidentes, promover um corte de juros obviamente voluntarista e manter a gastança pública.
Em vez de combater a inflação, o governo tem procurado conter os índices, controlando preços de combustíveis, cortando alguns impostos para baratear produtos selecionados e tentando administrar o câmbio.
A Conab tem promovido frequentes vendas de estoques. Só de feijão, por exemplo, dez leilões foram programados entre 24 de janeiro e 22 de fevereiro. Alguns setores da indústria de alimentos poderão até apoiar maior intervencionismo, se isso resultar em maiores vendas de matérias-primas, como o milho. Mas isso será uma demonstração de visão curta.
Uma boa política de estoques serve para a sustentação de preços, por meio das compras oficiais, e para a moderação das altas, por meio das vendas. Mas é preciso balizar toda intervenção pelo bom senso. Mexer no mercado para derrubar alguns preços selecionados é um jogo perigoso, tentado no Brasil, em outros tempos, com péssimos resultados. Seria insanidade ressuscitar a velha Sunab, a desastrosa Superintendência Nacional do Abastecimento. A presidente Dilma Rousseff deveria se lembrar disso. Não é necessária muita cultura econômica para entender esses fatos.
Depois de comprometer a saúde financeira da Petrobrás e a produção de etanol com sua intromissão desastrada, o governo agora se prepara para mexer politicamente nos preços dos alimentos e desarranjar o agronegócio. O Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep), recém-criado por decreto presidencial, será o instrumento dessa lambança, a mais nova demonstração de voluntarismo da mal assessorada presidente Dilma Rousseff. O novo conselho usurpará funções até agora atribuídas à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e geralmente exercidas com eficiência quando subordinadas a critérios técnicos. Esses critérios serão obviamente postos em segundo ou terceiro plano, com a previsível politização das decisões.
Só a intenção de politizar a formação e a administração de estoques de alimentos pode explicar a instituição do Ciep. Se a presidente da República estivesse apenas descontente com a ação técnica dos atuais dirigentes da Conab, poderia simplesmente substituí-los. Nem precisaria buscar muito longe pessoal para assumir as funções. Antigos e competentes funcionários da Conab permanecem no governo. Outros foram para a vida acadêmica ou empresarial. Não falta, no mercado, gente capacitada para dirigir empresas públicas desse tipo, conhecidas em vários dos grandes países produtores.
Os preços agrícolas subiram no mercado internacional durante vários anos e essa tendência afetou também o mercado brasileiro. Apesar da elevação de preços, não houve nenhuma crise de suprimento no Brasil.
Crises desse tipo foram muito frequentes quando havia controles de preços, porque a ação oficial dificultava a modernização produtiva. A liberação gradual do mercado, a racionalização da política e o forte investimento em pesquisa permitiram uma ampla mudança do quadro. As crises sumiram e a alimentação passou a pesar menos no custo de vida, liberando recursos para o consumo de outros produtos. Mesmo com a alta de preços dos últimos anos, o custo da comida, no Brasil, continuou sendo um dos mais baixos do mundo.
Em países bem administrados, a variação de alguns custos, como o dos alimentos ou dos combustíveis, apenas altera a relação entre preços, sem pôr em movimento uma espiral inflacionária. No Brasil, a difusão dos aumentos foi favorecida por outros fatores, como a expansão do crédito, o estímulo ao consumo e a elevação dos salários bem acima dos ganhos de produtividade da economia. Mas o governo prefere desconhecer esses fatos evidentes, promover um corte de juros obviamente voluntarista e manter a gastança pública.
Em vez de combater a inflação, o governo tem procurado conter os índices, controlando preços de combustíveis, cortando alguns impostos para baratear produtos selecionados e tentando administrar o câmbio.
A Conab tem promovido frequentes vendas de estoques. Só de feijão, por exemplo, dez leilões foram programados entre 24 de janeiro e 22 de fevereiro. Alguns setores da indústria de alimentos poderão até apoiar maior intervencionismo, se isso resultar em maiores vendas de matérias-primas, como o milho. Mas isso será uma demonstração de visão curta.
Uma boa política de estoques serve para a sustentação de preços, por meio das compras oficiais, e para a moderação das altas, por meio das vendas. Mas é preciso balizar toda intervenção pelo bom senso. Mexer no mercado para derrubar alguns preços selecionados é um jogo perigoso, tentado no Brasil, em outros tempos, com péssimos resultados. Seria insanidade ressuscitar a velha Sunab, a desastrosa Superintendência Nacional do Abastecimento. A presidente Dilma Rousseff deveria se lembrar disso. Não é necessária muita cultura econômica para entender esses fatos.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
A blogueira e os mercenarios, 8: uma ditadura ordinaria
Exclusivo: os bastidores da reportagem que mudou a vida de dissidente cubana
Renata Cardarelli
Comunique-se, Qui, 21 de Fevereiro de 2013 18:57
Yoani atribui a correspondente do WSJ notabilidade que ganhou desde 2007 (Imagem: Reprodução/Geração Y)
O americano permaneceu por uma semana na ilha caribenha. Antes de todos os encontros que teve com Yoani sempre ia a pontos turísticos de Havana para não levantar suspeitas do governo. “Ao sair do hotel, ia para pontos turísticos. Peguei um taxi irregular para ir até a casa de Yoani, mas acredito que a casa dela era vigiada constantemente”.
Correspondente do WSJ há nove anos, o jornalista conta que a reportagem sobre Yoani foi capa da edição impressa do veículo. Ele, entretanto, não assinou a matéria. Lyons e o editor concordaram que a melhor opção era não divulgar o nome do repórter para que ele pudesse entrar outras vezes na ilha comandada pelos irmãos Castro.
O jornalista fala que "medo" não é o termo mais apropriado para se referir a sensação que teve ao se passar por um turista em Cuba. “Senti um pouco da paranoia de morar em um regime totalitário. Eles colocam uma espécie de polícia na sua cabeça e você deixa de fazer coisas que faria normalmente”.
Yoani, a blogueira "turista"
Datado de 22 de dezembro de 2007, a matéria “Yoani Sánchez fights tropical totalitarianism, one blog post at a time” (“Yoani Sánchez luta contra o totalitarismo tropical, um post de cada vez”, em livre tradução) conta como a cubana contornava as proibições do governo e conseguia ter acesso à web para postar seus textos. “Para se livrar das restrições cubanas de acesso à internet, a aparente pária de 32 anos se passava por turista para entrar em um café com internet, em um luxuoso hotel da cidade, normalmente o bar Cubans. Vestida de shorts de surf cinza, camiseta e alpercatas verde-limão, ela passou por um guarda do hotel e deu um largo sorriso. O guarda, alto e de cabelo raspado, deu um passo para trás”, narra a cena. Lyons revela que a rotina se tornou comum na vida de Yoani desde abril daquele ano.
Na reportagem, o jornalista ressalta que geralmente blogs mantidos sobre Cuba são feitos ou por pessoas que visitam a ilha ocasionalmente ou por moradores antigos. “Ela não só escreve de Cuba, como também assina o seu nome e publica uma foto sua. Muitos blogueiros de Havana são anônimos”.
Indo a uma inflacao crescente? Deterioracao progressiva
Pois é: depois de nos garantir o maior déficit de transações correntes desde o começo da série histórica, em 1947, a administração keynesiana de botequim dos companheiros, também está garantindo uma aceleração progressiva da inflação, o que só faz prenunciar novas greves de trabalhadores -- sobretudo do setor público, que são abusados, usam-nas como férias remuneradas e não têm nada a temer do patrão -- e novos aumentos do custo de vida.
A pior situação possível: em lugar de alto crescimento e baixa inflação, como gostariam os aprendizes de feiticeiro, vamos ter alta inflação e baixo crescimento.
Paulo Roberto de Almeida
Brazil Macro Flash: CPI Inflation Continues at High and Undesirable Level
A pior situação possível: em lugar de alto crescimento e baixa inflação, como gostariam os aprendizes de feiticeiro, vamos ter alta inflação e baixo crescimento.
Paulo Roberto de Almeida
Brazil Macro Flash: CPI Inflation Continues at High and Undesirable Level
- February’s first half
CPI inflation stood at 0.68% m/m, above market
consensus. As a result, the annual inflation reached 6.18% (from
6.15% in January’s CPI). The main upward pressures of the monthly
CPI were food prices and education costs. Core inflation declined,
staying inside the inflation target band. For the end of this
month, we expect February’s CPI inflation to decline further to
around 0.45% reflecting additional impact of energy prices drop.
Looking ahead, we expect CPI to increase 5.6% in
2013.
Key Points
- In the monthly result,
food prices increased 1.74%, less than
the 1.99% figure seen in January’s CPI. Moreover, education costs
rose 5.49% m/m, reflecting the annual increase in tuition fees.
Energy prices plummeted 13.5% m/m and should decrease
further in February’s CPI.
- The average of core inflation
measures declined to 0.48%,
from the 0.67% figure
registered in January’s CPI. This average represents 6.0% on
annualized terms. The diffusion index also decreased to 71% (from
75% in January).
- Lastly, services inflation decreased slightly to 8.5% over the last 12 months compared to the 8.6% print in January. As these prices are related to labor market conditions, we do not expect services inflation to decline markedly in the near future. (Citigroup)
Announced: Friday, February 22, at 7:00 a.m. (NYT)
Actual: 0.68% Month Over Month
Previous: 0.86% Month Over Month (January’s CPI)
Consensus: 0.62% Month Over Month
Citi: 0.65% Month Over Month
Bottom Line
Em direcao a uma crise de transacoes correntes? - Deterioracao progressiva
O governo Dutra exibe a pior avaliação de todos nos livros de história tradicionais (isto é, de esquerda) basicamente por dois fatos: culpado de ter colocado na ilegalidade o Partido Comunista (ou seja, era de "direita"), e culpado pela rápida deterioração do balanço de pagamentos, pelo aumento maciço das importações e o esgotamento das divisas acumuladas durante a guerra.
No primeiro quesito, digamos que seja verdade: sim, ele era de direita e anticomunista, e aproveitou um pretexto qualquer para proibir o Partidão. Não importa se Prestes era um idiota e que ele tivesse declarado em resposta a uma pergunta marota de um jornalista, que o Partido ficaria do lado da União Soviética em caso de guerra do Brasil contra o império comunista (sic), o fato é que Dutra não gostava dos comunistas, aliás desde antes da Intentona de 1935.
No segundo quesito, a situação brasileira era claramente irracional: tinhamos passado anos sem importar nada, sob o regime emergencial do Estado de guerra, e normal assim que, passada essa fase, a indústria precisasse se reequipar e o consumo retomar com base em importados, já que não produzíamos quase nada, nem alimentos em volume e qualidade suficientes.
De todo modo, o governo "liberal" de Dutra "torrou" as divisas em importações "inúteis", dizem os críticos.
Pois agora, o governo anti-neoliberal dos companheiros também realiza esse feito histórico de torrar divisas com importações e produzir o maior déficit histórico da balança de transações correntes. Que coisa, companheiros, desse jeito vocês ainda vão nos arrastar para uma crise de transações correntes e para os braços do FMI, quem diria!?
Aliás, seria bom, seja uma crise dessas ou uma de natureza fiscal, pois só premido pelas crises, o Brasil realiza reformas. Não tenho certeza de que sejam as boas reformas, pois podem reforçar o protecionismo e a introversão, mais do que já temos, mas pelo menos alguma coisa tem de mudar.
Passo por cima dos erros de redação -- jornalistas não sabem mais escrever e os jornais parece que não tem mais revisores -- como esse de que "As remessas líquidas ... subiu em janeiro..."-- para simplesmente transcrever a matéria sobre o assunto e, mais abaixo, a avaliação de um analista de mercado, do Citibank, mostrando que a situação ainda pode piorar mais.
Pudera: o governo atua como aprendiz de feiticeiro, tanto na área monetária como no terreno cambial, pensando que pode enganar e orientar o mercado à custa de ordens políticas e intervencionismo renitente, continuado, e mal administrado.
Paulo Roberto de Almeida
BRASÍLIA - As contas externas se deterioram e
apresentaram em janeiro o pior resultado para todos os meses. O déficit
em transações correntes no mês passado ficou em US$ 11,371 bilhões,
informou há pouco o Banco Central. É o pior resultado para todos os
meses desde o início da série histórica da autoridade monetária, que
teve início em 1947.
O resultado de janeiro ficou abaixo das estimativas do próprio Banco Central, que esperava um déficit de US$ 8,3 bilhões no mês. Porém, ficou dentro do intervalo das estimativas coletadas pelo AE Projeções, de déficit entre US$ 8,7 bilhões e US$ 13 bilhões, mas pior que o déficit projetado pela mediana, de US$ -9,6 bilhões.
Em janeiro do ano passado, o déficit na conta de transações correntes do balanço de pagamentos foi de US$ 7,05 bilhões. Nos últimos 12 meses até janeiro, o déficit em transações correntes subiu para US$ 58,568 bilhões o equivalente a 2,58% do Produto Interno Bruto (PIB). O BC projeta uma déficit de US$ 65 bilhões em 2013.
Lucros e dividendos
As remessas líquidas de lucros e dividendos de empresas estrangeiras instaladas no Brasil para o exterior subiu em janeiro para US$ 2,068 bilhões. O valor mostra uma piora em relação a janeiro de 2012, quando as remessas atingiram US$ 981 milhões.
Enquanto as receitas somaram US$ 76 milhões, as despesas atingiram US$ 2,144 bilhões em janeiro. As despesas líquidas com o pagamento de juros no exterior atingiram US$ 1,813 bilhão em janeiro. Esses gastos aumentaram em relação a janeiro do ano passado, quando somaram US$ 1,623 bilhão.
===================
Brazil Macro Flash: Sharp and Worse Current Account Deficit in January
No primeiro quesito, digamos que seja verdade: sim, ele era de direita e anticomunista, e aproveitou um pretexto qualquer para proibir o Partidão. Não importa se Prestes era um idiota e que ele tivesse declarado em resposta a uma pergunta marota de um jornalista, que o Partido ficaria do lado da União Soviética em caso de guerra do Brasil contra o império comunista (sic), o fato é que Dutra não gostava dos comunistas, aliás desde antes da Intentona de 1935.
No segundo quesito, a situação brasileira era claramente irracional: tinhamos passado anos sem importar nada, sob o regime emergencial do Estado de guerra, e normal assim que, passada essa fase, a indústria precisasse se reequipar e o consumo retomar com base em importados, já que não produzíamos quase nada, nem alimentos em volume e qualidade suficientes.
De todo modo, o governo "liberal" de Dutra "torrou" as divisas em importações "inúteis", dizem os críticos.
Pois agora, o governo anti-neoliberal dos companheiros também realiza esse feito histórico de torrar divisas com importações e produzir o maior déficit histórico da balança de transações correntes. Que coisa, companheiros, desse jeito vocês ainda vão nos arrastar para uma crise de transações correntes e para os braços do FMI, quem diria!?
Aliás, seria bom, seja uma crise dessas ou uma de natureza fiscal, pois só premido pelas crises, o Brasil realiza reformas. Não tenho certeza de que sejam as boas reformas, pois podem reforçar o protecionismo e a introversão, mais do que já temos, mas pelo menos alguma coisa tem de mudar.
Passo por cima dos erros de redação -- jornalistas não sabem mais escrever e os jornais parece que não tem mais revisores -- como esse de que "As remessas líquidas ... subiu em janeiro..."-- para simplesmente transcrever a matéria sobre o assunto e, mais abaixo, a avaliação de um analista de mercado, do Citibank, mostrando que a situação ainda pode piorar mais.
Pudera: o governo atua como aprendiz de feiticeiro, tanto na área monetária como no terreno cambial, pensando que pode enganar e orientar o mercado à custa de ordens políticas e intervencionismo renitente, continuado, e mal administrado.
Paulo Roberto de Almeida
Contas externas de janeiro têm o pior déficit da história
Déficit em conta corrente somou US$ 11,4 bilhões em janeiro
22 de fevereiro de 2013 | 10h 51
Adriana Fernandes e Eduardo Cucolo, da Agência Estado
O resultado de janeiro ficou abaixo das estimativas do próprio Banco Central, que esperava um déficit de US$ 8,3 bilhões no mês. Porém, ficou dentro do intervalo das estimativas coletadas pelo AE Projeções, de déficit entre US$ 8,7 bilhões e US$ 13 bilhões, mas pior que o déficit projetado pela mediana, de US$ -9,6 bilhões.
Em janeiro do ano passado, o déficit na conta de transações correntes do balanço de pagamentos foi de US$ 7,05 bilhões. Nos últimos 12 meses até janeiro, o déficit em transações correntes subiu para US$ 58,568 bilhões o equivalente a 2,58% do Produto Interno Bruto (PIB). O BC projeta uma déficit de US$ 65 bilhões em 2013.
Lucros e dividendos
As remessas líquidas de lucros e dividendos de empresas estrangeiras instaladas no Brasil para o exterior subiu em janeiro para US$ 2,068 bilhões. O valor mostra uma piora em relação a janeiro de 2012, quando as remessas atingiram US$ 981 milhões.
Enquanto as receitas somaram US$ 76 milhões, as despesas atingiram US$ 2,144 bilhões em janeiro. As despesas líquidas com o pagamento de juros no exterior atingiram US$ 1,813 bilhão em janeiro. Esses gastos aumentaram em relação a janeiro do ano passado, quando somaram US$ 1,623 bilhão.
===================
Brazil Macro Flash: Sharp and Worse Current Account Deficit in January
- In January, the current account
amounted -US$11.4 billion, significantly worse than our and market
expectations. We already expected a large current account
deficit in January, due to
the significant negative result of
trade balance. However, services and income
balances also surprised to the downside
highlighted by the considerable deficit
in profits and dividends remittances. Overall, 12 months current
account deficit deteriorated to US$58.6 billion (2.58% of GDP).
Looking ahead, we believe the current
account deficit will likely continue
deteriorating along this year, reaching by around US$68 billion at
year end (3.0% of
GDP). Moreover, FDI inflows summed
US$3.7 billion in January, lower than expectations, but still
amounting US$63.6 billion in the last 12 months,
which is above the current account deficit in the same period.
Key Points
- In January, the trade balance
amounted -US$4.0 billion, services and income balance posted a
deficit of US$7.5 billion, while current transfers reached US$0.2
billion.
- Focusing on services and income
accounts, the profits and dividends balance reached -US$2.1
billion, while international travel deficit amounted US$1.6
billion, with net interest payments posting -US$1.8 billion.
- FDI inflows came in at US$3.7
billion in January, worse than our and
market expectations of US$4.5 billion and US$4.8 billion,
respectively. In the last 12 months, FDI inflows amounted US$63.6
billion, remaining significantly higher than the current account
deficit of US$58.6 billion during the same period.
- We expect current account deficit to continue deteriorating ahead, reaching by around US$68 billion this year (3.0% of GDP), which is worse than market consensus and CB’s estimates of around -US$65 billion each.
Announced: Friday, February 22, at 8:30 a.m. (NYT)
Actual: -US$11.4 billion
Previous: -US$8.4 billion
Consensus: -US$9.6 billion
Citi: -US$9.0 billion
Bottom Line
A blogueira e os mercenarios, 7 - Sandro Vaia
Democracia: agite antes de usar, por Sandro Vaia
22.2.2013
Não me lembro. Mas foi exatamente o que aconteceu com a manifestação contra Yoani Sanches, a blogueira cubana que se opõe à ditadura de seu país, que a impediu de falar e inviabilizou a exibição do documentário “Conexão Cuba-Honduras” de Dado Galvão em Feira de Santana, no interior da Bahia.
A grosseria, a incivilidade e a estupidez são algumas das características mais desagradáveis do ser humano e foram usadas em larga escala nao só na Bahia, mas também no plenário da Câmara Federal por algumas pessoas que ainda vegetam no estado primário do processo civilizatório.
Até aí, nada a fazer. Não podemos exigir uma nação de fidalgos nem exigir algum tipo de racionalidade de quem confunde a militância política com a barbárie.
Ninguém é obrigado a gostar de Yoani Sanches como ninguém pode ser proibido de admirar e cultuar ditaduras. Infelizmente, a história da humanidade é recheada de massas ululantes que seguem ditadores e homens providenciais de camisas verdes, negras, pardas, boinas vermelhas ou uniformes verde-oliva.
O fascínio pela servidão voluntária é uma das características mais degradantes do ser humano. O fato de que isso, ao longo da História, tenha produzido pilhas e pilhas de cadáveres pelo mundo todo, não inibe a prática da falta de fé democrática.
Ditadores pendurados de cabeça para baixo nas vigas de um posto de gasolina e outros miseravelmente fuzilados ao lado da mulher depois de tentar fugir das massas que os idolatravam até algumas horas atrás, não ensinam lição alguma a quem está disposto e decidido a nao aprender.
A presença de Yoani Sanches no Brasil poderia ter sido aproveitada para estimular um debate sobre os caminhos que Cuba pode seguir num eventual processo de transição para a democracia.
É evidente que o regime está desgastado, caquético e moribundo, e aí não vai nenhuma figura de linguagem com relação a quem o dirige. Foi Fidel Castro e não qualquer “gusano” contra-revolucionário de Miami que disse, com todas as letras, que “esse modelo nao serve mais nem para nós”.
O que será de Cuba ? Uma nova China? Mas quem seria o Deng Xiaoping cubano que teria coragem de ir à Plaza de la Revolución para dizer que “enriquecer é glorioso”? O que será feito dos 500 mil servidores públicos que perderão seus empregos ?
Um debate interessante para quem está interessado em democracia e em evolução de modelos políticos. Um debate chato e desnecessário para quem prefere substituir o uso da inteligência pelo escorrer da baba elástica e bovina.
Sandro Vaia é jornalista
O assedio da casta dos bramanes - sintomatico
Se não fosse pelo 'grupo... realizaram", a notícia estaria melhor...
Servidores do Itamaraty protestam contra casos de assédio moral no órgão
Terra, 21/02/2013
Um grupo de servidores do Ministério das Relações Exteriores realizaram um protesto na tarde desta quinta-feira em frente à sede da pasta, em Brasília, pedindo o fim da impunidade de supostos casos de assédio moral dentro do órgão. De acordo com o Sinditamaraty, sindicato que representa a categoria, o estopim para o ato foram as denúncias recentes registradas contra o cônsul do Brasil em Sydney, na Austrália, em que pelo menos dois funcionários alegam terem sofrido agressões morais.
Com palavras de ordem e cartazes de "pizzas" simbolizando a impunidade dos agressores, os manifestantes exigem o afastamento dos servidores envolvidos em agressões. "Trata-se de contradição e desrespeito às políticas de direitos plenos quando é permitido e tolerado assédio nos órgãos públicos, como vem acontecendo reiteradamente no Ministério das Relações Exteriores", diz o manifesto divulgado pelo Sinditamaraty.
"Os vários relatos verbais e escritos de servidores e auxiliares locais evidenciam atos de assédio no Itamaraty como prática corriqueira e recorrente. É vergonhoso ver servidores públicos concursados perpetrarem atos de perseguição sistemática contra outros colegas", denuncia o sindicato.
Segundo a categoria, o procedimento administrativo a que são submetidos os agressores "é inadequado", "porque não é isento nem independente e não gera historicamente punição a ninguém". "O tratamento administrativo do tema não é o bastante para lidar com uma situação como esta. O assediador deve ser responsabilizado administrativa, cível e criminalmente pelos atos que pratica", propõe o manifesto.
Servidores do Itamaraty protestam contra casos de assédio moral no órgão
Terra, 21/02/2013
Um grupo de servidores do Ministério das Relações Exteriores realizaram um protesto na tarde desta quinta-feira em frente à sede da pasta, em Brasília, pedindo o fim da impunidade de supostos casos de assédio moral dentro do órgão. De acordo com o Sinditamaraty, sindicato que representa a categoria, o estopim para o ato foram as denúncias recentes registradas contra o cônsul do Brasil em Sydney, na Austrália, em que pelo menos dois funcionários alegam terem sofrido agressões morais.
Com palavras de ordem e cartazes de "pizzas" simbolizando a impunidade dos agressores, os manifestantes exigem o afastamento dos servidores envolvidos em agressões. "Trata-se de contradição e desrespeito às políticas de direitos plenos quando é permitido e tolerado assédio nos órgãos públicos, como vem acontecendo reiteradamente no Ministério das Relações Exteriores", diz o manifesto divulgado pelo Sinditamaraty.
"Os vários relatos verbais e escritos de servidores e auxiliares locais evidenciam atos de assédio no Itamaraty como prática corriqueira e recorrente. É vergonhoso ver servidores públicos concursados perpetrarem atos de perseguição sistemática contra outros colegas", denuncia o sindicato.
Segundo a categoria, o procedimento administrativo a que são submetidos os agressores "é inadequado", "porque não é isento nem independente e não gera historicamente punição a ninguém". "O tratamento administrativo do tema não é o bastante para lidar com uma situação como esta. O assediador deve ser responsabilizado administrativa, cível e criminalmente pelos atos que pratica", propõe o manifesto.
Labels:
assedio moral,
Itamaraty
Transparencia demais e' burrice - Lei de Acesso 'a Informacao...
O companheiro que disse a frase se referia, de fato, ao caixa do partido, o tal de caixa 2 que serviu de pretexto para todas as patifarias, falcatruas, e mesmo crimes, cometidos pelos mesmos companheiros.
Mas deve-se reconhecer que nas negociações entre países, nos embates diplomáticos, nas tratativas comerciais, não se pode ser transparente demais, pois a regra é o mercantilismo, o oportunismo, o protecionismo disfaçado, a barganha interessada, as vantagens unilaterais. Assim são os homens (e as mulheres), assim são os países...
Paulo Roberto de Almeida
Lei de Acesso faz governo rever acordos
O Estado de S. Paulo, 19/02/2013
Planalto avalia restringir divulgação de dados de negociações comerciais com outros países
Alana Rizzo/ Brasília - Após pressão internacional, o governo brasileiro estuda como restringir o acesso a documentos de acordos comerciais com outros países. A pedido do Palácio do Planalto, o Itamaraty começou a mapear todos os acordos internacionais e avaliar áreas sensíveis, que podem ser afetadas pela Lei de Acesso à Informação.
O Estado teve acesso a documentos do gabinete do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, que revelam o temor de países como França e Ucrânia com a implantação da lei de transparência, em vigor desde maio de 2012. Os dois países mantém relações comerciais com o Brasil em áreas consideradas estratégicas pelos militares. O primeiro negocia desde 2009 a compra dos caças Rafale e a produção de submarino. O segundo, um programa espacial.
Em ofício datado de 08 de novembro de 2012 o assessor especial para assuntos internacionais do Itamaraty, Rodrigo Baena Soares, relatou ao contra-almirante Renato de Aguiar Freire uma reunião entre membros do governo brasileiro e a secretaria de defesa França. Na pauta do encontro, a assinatura de um acordo sobre informações classificadas (sigilosas) entre Brasil e França.
Outro ofício de 2012 revela a cobrança do governo da Ucrânia para a assinatura de um Acordo de Proteção Mútua de Informação Classificada, que alcance principalmente documentos relativos à cooperação espacial entre os dois países. Nos documentos, o Itamaraty afirma que está estudando "medidas legais para avançar nas negociações de instrumentos relacionados aos acordos internacionais classificados".
Antes da viagem da presidente Dilma Rousseff à Rússia - em dezembro de 2012 -, o Itamaraty também discutiu a possibilidade de renegociação de quatro acordos em matéria de defesa com aquele país que descumpriam trechos da Lei de Acesso. O pente fino nos acordos internacionais foi um pedido da Casa Civil que identificou, além do caso russo, outros três acordos comerciais contrários à nova legislação: com a Bolívia, os Estados Unidos e a França.
Em ofício encaminhado ao Itamaraty, a Casa Civil afirma que esses instrumentos internacionais conflitam com a lei. "Trata- se, particularmente, da categoria "informação confidencial", não mais existente na nova regulamentação. Por esse motivo, os textos de Acordo nem poderiam ser enviados ao Congresso Nacional (...) nem promulgados pela Presidenta da República, sob pena de representar uma violação do ordenamento jurídico vigente", diz o texto da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil.
O Itamaraty confirmou que está estudando mecanismos para adequar acordos internacionais à Lei de Acesso à Informação. A Casa Civil informou que pediu ao Ministério das Relações Exteriores uma posição sobre os acordos que tratavam de informações "confidenciais".
A Embaixada da França no Brasil disse "as trocas de informações classificadas são objeto de acordos entre governos e regularmente atualizadas" e as informações classificadas tratam da segurança do Estado. As representações da Ucrânia e da Rússia não responderam aos questionamentos do Estado.
Mas deve-se reconhecer que nas negociações entre países, nos embates diplomáticos, nas tratativas comerciais, não se pode ser transparente demais, pois a regra é o mercantilismo, o oportunismo, o protecionismo disfaçado, a barganha interessada, as vantagens unilaterais. Assim são os homens (e as mulheres), assim são os países...
Paulo Roberto de Almeida
Lei de Acesso faz governo rever acordos
O Estado de S. Paulo, 19/02/2013
Planalto avalia restringir divulgação de dados de negociações comerciais com outros países
Alana Rizzo/ Brasília - Após pressão internacional, o governo brasileiro estuda como restringir o acesso a documentos de acordos comerciais com outros países. A pedido do Palácio do Planalto, o Itamaraty começou a mapear todos os acordos internacionais e avaliar áreas sensíveis, que podem ser afetadas pela Lei de Acesso à Informação.
O Estado teve acesso a documentos do gabinete do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, que revelam o temor de países como França e Ucrânia com a implantação da lei de transparência, em vigor desde maio de 2012. Os dois países mantém relações comerciais com o Brasil em áreas consideradas estratégicas pelos militares. O primeiro negocia desde 2009 a compra dos caças Rafale e a produção de submarino. O segundo, um programa espacial.
Em ofício datado de 08 de novembro de 2012 o assessor especial para assuntos internacionais do Itamaraty, Rodrigo Baena Soares, relatou ao contra-almirante Renato de Aguiar Freire uma reunião entre membros do governo brasileiro e a secretaria de defesa França. Na pauta do encontro, a assinatura de um acordo sobre informações classificadas (sigilosas) entre Brasil e França.
Outro ofício de 2012 revela a cobrança do governo da Ucrânia para a assinatura de um Acordo de Proteção Mútua de Informação Classificada, que alcance principalmente documentos relativos à cooperação espacial entre os dois países. Nos documentos, o Itamaraty afirma que está estudando "medidas legais para avançar nas negociações de instrumentos relacionados aos acordos internacionais classificados".
Antes da viagem da presidente Dilma Rousseff à Rússia - em dezembro de 2012 -, o Itamaraty também discutiu a possibilidade de renegociação de quatro acordos em matéria de defesa com aquele país que descumpriam trechos da Lei de Acesso. O pente fino nos acordos internacionais foi um pedido da Casa Civil que identificou, além do caso russo, outros três acordos comerciais contrários à nova legislação: com a Bolívia, os Estados Unidos e a França.
Em ofício encaminhado ao Itamaraty, a Casa Civil afirma que esses instrumentos internacionais conflitam com a lei. "Trata- se, particularmente, da categoria "informação confidencial", não mais existente na nova regulamentação. Por esse motivo, os textos de Acordo nem poderiam ser enviados ao Congresso Nacional (...) nem promulgados pela Presidenta da República, sob pena de representar uma violação do ordenamento jurídico vigente", diz o texto da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil.
O Itamaraty confirmou que está estudando mecanismos para adequar acordos internacionais à Lei de Acesso à Informação. A Casa Civil informou que pediu ao Ministério das Relações Exteriores uma posição sobre os acordos que tratavam de informações "confidenciais".
A Embaixada da França no Brasil disse "as trocas de informações classificadas são objeto de acordos entre governos e regularmente atualizadas" e as informações classificadas tratam da segurança do Estado. As representações da Ucrânia e da Rússia não responderam aos questionamentos do Estado.
Venezuela: oleo companheiro nao aparece, ou nao serve...
Mais um exemplo de decisões absolutamente erradas, completamente equivocadas, tomadas mais por simpatia ideológica do que por avaliação econômica racional.
PDVSA oferece petróleo por sociedade com Petrobras
Folha de S. Paulo, 19/02/2013
Participação da venezuelana em refinaria em PE, acertada há 7 anos, ainda não foi fechada
A estatal venezuelana PDVSA propôs à Petrobras entregar petróleo cru, em vez de dinheiro, como pagamento por sua participação na refinaria Abreu e Lima (PE).
A Petrobras aguarda há sete anos uma definição da PDVSA sobre sua entrada na sociedade. Para não prejudicar as obras (que sofreram atraso de quatro anos e devem terminar no fim de 2014), a estatal brasileira tocou sozinha o projeto até agora.
Inicialmente orçada em US$ 2,3 bilhões, a refinaria vai custar, ao menos, US$ 17,1 bilhões. Mais da metade já foi injetada pela Petrobras.
A ideia da PDVSA, que deveria ficar com 40% da unidade, é fornecer ao Brasil 70 mil barris/dia em troca do aporte que deveria fazer.
A proposta sofre rejeição dentro da Petrobras, que prefere receber em dinheiro. A decisão final, porém, também passará pelo Planalto.
Fechada pelos governos de Hugo Chávez e Lula, a sociedade com a PDVSA nunca agradou a Petrobras. Entre os motivos do estouro do orçamento da refinaria, estão a entrada da venezuelana no projeto e a posterior indefinição sobre a sua participação.
A Petrobras teve de planejar "duas refinarias" em paralelo em um mesmo empreendimento, pois era incompatível processar, em uma mesma unidade industrial, o óleo venezuelano, ultrapesado, e o brasileiro, mais leve.
Com a demora da PDVSA em acertar a sociedade, a Petrobras decidiu alterar o projeto e prever apenas o refino do óleo brasileiro.
PDVSA oferece petróleo por sociedade com Petrobras
Folha de S. Paulo, 19/02/2013
Participação da venezuelana em refinaria em PE, acertada há 7 anos, ainda não foi fechada
A estatal venezuelana PDVSA propôs à Petrobras entregar petróleo cru, em vez de dinheiro, como pagamento por sua participação na refinaria Abreu e Lima (PE).
A Petrobras aguarda há sete anos uma definição da PDVSA sobre sua entrada na sociedade. Para não prejudicar as obras (que sofreram atraso de quatro anos e devem terminar no fim de 2014), a estatal brasileira tocou sozinha o projeto até agora.
Inicialmente orçada em US$ 2,3 bilhões, a refinaria vai custar, ao menos, US$ 17,1 bilhões. Mais da metade já foi injetada pela Petrobras.
A ideia da PDVSA, que deveria ficar com 40% da unidade, é fornecer ao Brasil 70 mil barris/dia em troca do aporte que deveria fazer.
A proposta sofre rejeição dentro da Petrobras, que prefere receber em dinheiro. A decisão final, porém, também passará pelo Planalto.
Fechada pelos governos de Hugo Chávez e Lula, a sociedade com a PDVSA nunca agradou a Petrobras. Entre os motivos do estouro do orçamento da refinaria, estão a entrada da venezuelana no projeto e a posterior indefinição sobre a sua participação.
A Petrobras teve de planejar "duas refinarias" em paralelo em um mesmo empreendimento, pois era incompatível processar, em uma mesma unidade industrial, o óleo venezuelano, ultrapesado, e o brasileiro, mais leve.
Com a demora da PDVSA em acertar a sociedade, a Petrobras decidiu alterar o projeto e prever apenas o refino do óleo brasileiro.
Os donos do dinheiro: como quebrar o mundo, sem ter a intencao de faze-lo...
Eu li o livro em questão, Lords of Finance, que no Brasil se chamou, creio, Os Donos do Dinheiro...
Instrutivo, saber como poucos homens, podem decidir a sorte de milhões de outros, com suas decisões baseadas, por vezes, em sólida economia, muitas vezes em preconceitos e equívocos...
Paulo Roberto de Almeida
Lords of Finance: The Backroom World of Central Banking
by Dan O'Connor
Mises Daily, February 19, 2013
Lords of Finance: The Bankers Who Broke the World
Liaquat Ahamed
Penguin Books, 2009
The Pulitzer Prize-winning book Lords of Finance: The Bankers Who Broke the World reveals the destructive, surreptitious, incestuous, and highly corrupt nature of central banking. Although the author, Liaquat Ahamed, exposes the current financial system for all of its evils, this book is by no means a critique of central banking. Ahamed’s views are very much representative of status-quo economists of the past 100 years. He references John Maynard Keynes frequently without mentioning Nobel Prize-winner F.A. Hayek once, even though Hayek was Keynes’s greatest intellectual opponent during this period. Despite its mainstream focus the book is interesting and well-written. One of the jewels here is the rare look into the lives of the powerful men, the “lords of finance,” who were behind the solidification of modern central banking in the US and Europe during the years 1910 to 1935.
Ahamed writes,
Central banks are mysterious institutions, the full details of their inner workings so arcane that very few outsiders, even economists, fully understand them. Boiled down to its essentials, a central bank is a bank that has been granted monopoly over the issuance of currency.… Despite their role as national institutions determining credit policy for their entire countries, in 1914 most central banks were still privately owned. They therefore occupied a strange hybrid zone, accountable primarily to their directors, who were mainly bankers paying dividends to their shareholders, but given extraordinary powers for entirely nonprofit purposes. (p. 11)
Since these banks exert such a tremendous amount of influence over the economy and the government, they require a greater level of exposure.
Hidden Influence
Central banks have existed for hundreds of years and still very few people understand their inner-workings. Americans resisted central banking until 1913, when, with the creation of the Federal Reserve, the responsibility of the nation’s finances (budget, taxes, and debt) shifted away from Congress—with its 535 elected representatives—into the hands of the central bankers.
With the central-banking lords firmly in control in the US and England, they helped to finance World War II via central bank inflation. Then at the end of the war, these same bankers advised the politicians on who to send to the Paris Peace Conference as negotiators. Out of this conference came the harsh penalties against Germany that would bring enormous hardship to the German people for the next generation.
In the interwar period, Congress set up commissions to deal with the aftermath of the war, debt negotiations, and to oversee the banking system. However, the central bankers such as Benjamin Strong, George Harrison, Eugene Meyer, and Andrew Mellon, were successful at blocking attempts at congressional oversight.
Central banks across Europe shared a very similar aversion to public oversight. Montagu Norman, Governor of the Bank of England, was considered “the most eminent banker in the world” and at the same time he
... was generally wary of the press and was infamous for the lengths which he would go to escape prying reporters—traveling under false identity; skipping off trains; even once, slipping over the side of an ocean vessel by way of a rope ladder in rough seas. (p. 1)
Norman had a reputation for remaining cool and collected. Then late in 1929 the British government created a committee to investigate the workings of the Bank of England. “That he and the Bank were now to be subject to the spotlight of public scrutiny filled him with dread.… [T]wo days before he was due to testify, he predictably collapsed.” The secret motto of the Bank of England was “Never explain, never apologize” (p. 371).
This elusiveness is characteristic not only of Norman and the high-ranking governors, but is shared by those private bankers who have always been closely associated with central banks. Even prior to the formation of the US Federal Reserve, operations of the bank’s key creators were deliberately kept hidden from the public, and all meetings were held behind closed doors.
The most significant of these closed-door meetings took place over a ten-day period in November 1910, at Jeykll Island, Georgia. The agenda for this meeting was the planning of the Federal Reserve System.
Henry Davidson (J.P. Morgan’s partner) was worried, and for good reason, that any plan put together by a group from Wall St. would immediately be suspect as the misbegotten product of a bankers’ cabal. He therefore chose to hold the meeting in secret on a small private island off the coast of Georgia—in effect creating the very bankers’ cabal that would have aroused so much public suspicion. The preparations were elaborate. Each guest was told to go to Hoboken Station in New Jersey on November 22 and board Senator Aldridge’s private railroad car, which they would find hitched with its blinds drawn to the Florida train. They were not to dine together, nor meet up beforehand, but to come aboard singly and as unobtrusively as possible, all under cover of going duck hunting. As an added precaution, they were to use only their first names. Strong was to be Mr. Benjamin, Warburg Mr. Paul. Davison and Vanderlip went a step further and adopted the ringingly obvious pseudonyms Wilbur and Orville. Later in life, the group used to refer to themselves as the “First Name Club.” (pp. 54–55)
Not one attendee of the Jekyll Island meeting spoke publicly about it for 20 years.
The legislation for creating the Federal Reserve passed Congress shortly before Christmas 1913, when many representatives had already left to go home for the holidays.
There are examples throughout the book of the heads of the world's largest banks conducting clandestine meetings with their respective national treasury and central bank chiefs, immediately prior to, or following, a financial crisis. In these instances, the banking heads maneuvered to not only save their banks, but to obtain more special favors, often in the form of “bailouts.” The bailouts associated with America’s 2007–2008 financial crisis should come readily to mind.
For example, in late 1929, a large group of bankers and George Harrison of the New York Fed,
...gathered at the library of Jack Morgan's house at Madison Avenue and Thirty-fifth Street, the scene of his father's legendary rescue of the New York banking system in 1907.
In an operation made possible by Harrison's promise to "provide all the reserve funds that may be needed"...
Over the next few days…New York City banks took over $1 billion in brokers’ loan portfolios. It was an operation that did not receive the publicity of the Morgan consortium, but there is little doubt that by acting quickly and without hesitation, Harrison prevented not only an even worse stock collapse but most certainly forestalled a banking crisis. Though the crash of October 1929 was by one count the eleventh panic to grip the stock market since the Black Friday of 1869…it was the first to occur without a major bank or business failure. (p 360)
Prior to the Fed’s establishment, businesses big and small went bankrupt during panics. Under the Fed, well-connected businesses were propped up at the expense of small businesses and taxpayers.
Secret meetings between elite private bankers and the heads of the central banks had become a common phenomenon by the 1930s.
On Friday, May 8 [1931], the Credit Anstalt, based in Vienna and founded in 1855 by the Rothschilds, with total assets of $250 million and 50 percent of the Austrian bank deposits, informed the government that it had been forced to book a loss of $20 million in its 1930 accounts, wiping out most of its equity. Not only was it Austria’s biggest bank, it was the most reputable—its board, presided over by Baron Louis de Rothschild of the Vienna branch of the family, included representatives of the Bank of England, the Guaranty Trust Company of New York (J.P. Morgan), and M.M. Warburg and Co. of Hamburg. After a frantic weekend of secret meetings, the government made public on Monday, May 11, at the same time announcing a rescue package of $15 million, which it would borrow through the BIS [the Bank of International Settlements]. (p. 404)
Credit Anstalt later went on to absorb other failing financial institutions across Austria. In America, J.P. Morgan Chase, America’s largest bank, did the same thing during the 2007 financial crisis when it acquired Bear Stearns, Washington Mutual, and others.
Another theme of the book is the highly incestuous nature of central banking. If central bankers were not consorting with political leaders, they were most often found in the company of top private bankers, especially those of the Warburg, Morgan, and Rothschild families. These private bankers benefited from the business cycles caused by their political and banker friends, profiting both during the booms and the busts (thanks to bailouts), while most businesses profited during the booms and suffered during the busts.
Late in 1930, fear arose on Wall Street that one of New York’s largest banks, the Bank of the United States (or BUS, which, despite its name was a private bank with no official status), was going to collapse, because it was insolvent and runs had already begun in the city.
On the evening after the run began on December 10, all of the familiar Wall Street barons—George Harrison of the New York Fed, Thomas Lamont of J.P. Morgan, Albert Wiggin of Chase, Charles Mitchell of National City ( modern-day Citibank) and half dozen of the city’s top bankers—gathered on the 12th floor of the New York Fed to try to put together a rescue package. (p. 387)
Bankers who are not part of the elite lords of finance ambit, traditionally go bankrupt or get acquired during, or immediately prior to, panics (i.e., Lehman Brothers, Wachovia, and Merrill Lynch). BUS did not have close enough ties and was allowed to collapse shortly after the private meeting at the Fed, sparking runs on banks across the country.
Cronyism, on a large-scale, continued as Franklin D. Roosevelt took office. On the first day of his presidency, FDR stepped in to help the banks by closing them in order to stem the tide of bank runs. Roosevelt’s closest advisers were from the elite banker’s ambit, people who encouraged him to ban the export of gold and to confiscate gold from the American people. This was done so that gold would remain in the vaults of the large banks, while the Fed pumped paper money into the marketplace. George Harrison, Bernard Baruch, and Paul Warburg essentially determined Roosevelt’s early banking policies as “Roosevelt did not even pretend to fully grasp the subtleties of international finance” (p. 458). Even though FDR himself did not understand banking practices, policies were implemented in his name that targeted saving banks and providing deposit insurance for the banking industry, while most other industries across the country were rapidly collapsing.
Public Criticism
By the 1930s, political criticism was emerging, in the US and Europe, over the secretive machinations of these powerful “lords of finance.” This surge of criticism primarily came from politicians looking for a scapegoat upon which to blame the deteriorating economic conditions.
Bankers and financiers, the heroes of the previous decade, now became the whipping boys. No one provided a better target than Andrew Mellon.… Mellon found himself accused of corruption, of granting illegal tax refunds to companies in which he had an interest, of favoring his own banks and aluminum conglomerate in Treasury decisions.… During the ensuing investigations, it turned out that he had used Treasury tax experts to help him find ways to reduce his personal tax bill and that he had made liberal use of fictitious gifts as a tax-dodging device. Being a member of the Federal Reserve Board, he had been required to divest his holdings of bank stock, with which he had duly complied—except that he had transferred the stock to his brother (pp. 439–440)
The Senate Banking committee also learned,
... that Albert Wiggins, president of Chase, had sold the stock of his bank short at the height of the bubble and collected $4 million in profits when it collapsed during the crash; that Charles Mitchell, old “Sunshine Charlie,” of the National City Bank had lent $2.4 million to bank officers without any collateral to help them carry their stock after the crash, only 5 percent of which was repaid; that Mitchell himself, despite earning $1 million a year, had avoided all federal income tax by selling his bank stock to members of his family at a loss and then paying it back; that J.P. Morgan had not paid a cent of income taxes in the three years from 1929 to 1931. (pp. 440–441)
Modern Relevance
The names have changed but the modern-day lords of finance do their forebearers proud. Presidents continue to surround themselves with top Wall Street insiders. Some could argue that Goldman Sachs executives best understand our financial system and are a logical choice to advise these presidents and influence Federal Reserve policy. What is also clear is that these same bankers have deliberately maneuvered themselves into close proximity of the Fed and the Federal government in order to influence and benefit from its policies. Since the Fed’s creation in 1913, the top bankers have consistently maintained close relationships with the Fed.
Mainstream academic economics has long been dominated by economists close to the lords of finance. In the book Lords of Finance, Lord Keynes, himself an academic economist, is surrounded by and consorted with the most influential bankers and politicians of his era. He was even granted a position on the board of the Bank of England. In late 1929, the British government created a committee to investigate the highly criticized banking system, half of the 14 members were bankers and the other half were businessmen and inflationist economists such as Lord Keynes. In the 21st century, the lords continue to promote inflationist economists such as Paul Krugman and Larry Summers, who in turn promote their agenda of greater power for central banks, more bailouts, and continued interventionist policies that benefit the banks.
Mainstream economists today continuously place blame everywhere except on the inflationist policies of the central banks for the economic devastation wrought over the past 100 years. The megalomaniacs (p. 149) within and surrounding the central banks seldom admit to their mistakes, often because their decisions are politically driven, leaving them no choice but to inflate the currency. In the early 1920s, Von Havenstein (head of the Reichsbank), like Bernanke today, did not admit that his policies were inflationary. He blamed everyone but himself, and just before the hyperinflation set in ...
He began arguing that the inflation had nothing to do with him, that he was a passive bystander to the whole process, that his task was simply to make enough money available to grease the wheels of commerce, and if business was required a trillion more marks, then it was his job to make sure they were run off the presses and efficiently distributed around the country. (p 126)
Conclusion
Liaquat Ahamed is an excellent writer and deserves praise for giving this story light. The names were known but little else about the lives of these lords of finance, these men that have so affected our lives through their furtive manipulations. The story is all the more impressive because of the author’s high regard for the banking establishment and those who control it. Ahamed asserts that during our recent financial crisis (which was caused by the Federal Reserve’s artificially low interest rates), a catastrophe was averted. Perhaps he believes that ‘bank failures’ are a catastrophe. However, Austrian economists can demonstrate that bank failures are beneficial to an economy overall, as this helps to quickly facilitate the process of liquidating malinvestments.
Although Ahamed acknowledges that artificially low interest rates encouraged the bubble of the 1920s, he fails to recognize its central role. Although he acknowledges the secretive nature of our banking system and the way in which powerful bankers benefit from the system, he glosses over these facts as though they are indelible components of “capitalism,” not realizing that central banking is in fact antithetical to a free market system.
Ahamed notes that in 1923,
few people could be convinced to entrust the management of national moneys and currency values to the discretion of treasury mandarins, politicians, or central bankers. (p. 168)
Why is it then that so many people are willing to do just that today? I submit that if more citizens were aware of the power of central bankers and the destructive and corrupt nature of the system, the public would demand a change. The first step toward a real change is more widespread exposure of the system and its scandalous history. We therefore need more books like Lords of Finance.
Dan O'Connor spent almost 6 years in Asia, living in major cities. He speaks fluent Mandarin and a professional level of Cantonese. Before returning to the US, he worked for a free-market think tank in the world's freest economy, Hong Kong. He recently ended a campaign for U.S. Congress in representing NYC and his neighborhood of Chinatown. Visit his campaign website. Send him mail. See Dan O'Connor's article archives.
You can subscribe to future articles by Dan O'Connor via this RSS feed.
Instrutivo, saber como poucos homens, podem decidir a sorte de milhões de outros, com suas decisões baseadas, por vezes, em sólida economia, muitas vezes em preconceitos e equívocos...
Paulo Roberto de Almeida
Lords of Finance: The Backroom World of Central Banking
by Dan O'Connor
Mises Daily, February 19, 2013
Lords of Finance: The Bankers Who Broke the World
Liaquat Ahamed
Penguin Books, 2009
The Pulitzer Prize-winning book Lords of Finance: The Bankers Who Broke the World reveals the destructive, surreptitious, incestuous, and highly corrupt nature of central banking. Although the author, Liaquat Ahamed, exposes the current financial system for all of its evils, this book is by no means a critique of central banking. Ahamed’s views are very much representative of status-quo economists of the past 100 years. He references John Maynard Keynes frequently without mentioning Nobel Prize-winner F.A. Hayek once, even though Hayek was Keynes’s greatest intellectual opponent during this period. Despite its mainstream focus the book is interesting and well-written. One of the jewels here is the rare look into the lives of the powerful men, the “lords of finance,” who were behind the solidification of modern central banking in the US and Europe during the years 1910 to 1935.
Ahamed writes,
Central banks are mysterious institutions, the full details of their inner workings so arcane that very few outsiders, even economists, fully understand them. Boiled down to its essentials, a central bank is a bank that has been granted monopoly over the issuance of currency.… Despite their role as national institutions determining credit policy for their entire countries, in 1914 most central banks were still privately owned. They therefore occupied a strange hybrid zone, accountable primarily to their directors, who were mainly bankers paying dividends to their shareholders, but given extraordinary powers for entirely nonprofit purposes. (p. 11)
Since these banks exert such a tremendous amount of influence over the economy and the government, they require a greater level of exposure.
Hidden Influence
Central banks have existed for hundreds of years and still very few people understand their inner-workings. Americans resisted central banking until 1913, when, with the creation of the Federal Reserve, the responsibility of the nation’s finances (budget, taxes, and debt) shifted away from Congress—with its 535 elected representatives—into the hands of the central bankers.
With the central-banking lords firmly in control in the US and England, they helped to finance World War II via central bank inflation. Then at the end of the war, these same bankers advised the politicians on who to send to the Paris Peace Conference as negotiators. Out of this conference came the harsh penalties against Germany that would bring enormous hardship to the German people for the next generation.
In the interwar period, Congress set up commissions to deal with the aftermath of the war, debt negotiations, and to oversee the banking system. However, the central bankers such as Benjamin Strong, George Harrison, Eugene Meyer, and Andrew Mellon, were successful at blocking attempts at congressional oversight.
Central banks across Europe shared a very similar aversion to public oversight. Montagu Norman, Governor of the Bank of England, was considered “the most eminent banker in the world” and at the same time he
... was generally wary of the press and was infamous for the lengths which he would go to escape prying reporters—traveling under false identity; skipping off trains; even once, slipping over the side of an ocean vessel by way of a rope ladder in rough seas. (p. 1)
Norman had a reputation for remaining cool and collected. Then late in 1929 the British government created a committee to investigate the workings of the Bank of England. “That he and the Bank were now to be subject to the spotlight of public scrutiny filled him with dread.… [T]wo days before he was due to testify, he predictably collapsed.” The secret motto of the Bank of England was “Never explain, never apologize” (p. 371).
This elusiveness is characteristic not only of Norman and the high-ranking governors, but is shared by those private bankers who have always been closely associated with central banks. Even prior to the formation of the US Federal Reserve, operations of the bank’s key creators were deliberately kept hidden from the public, and all meetings were held behind closed doors.
The most significant of these closed-door meetings took place over a ten-day period in November 1910, at Jeykll Island, Georgia. The agenda for this meeting was the planning of the Federal Reserve System.
Henry Davidson (J.P. Morgan’s partner) was worried, and for good reason, that any plan put together by a group from Wall St. would immediately be suspect as the misbegotten product of a bankers’ cabal. He therefore chose to hold the meeting in secret on a small private island off the coast of Georgia—in effect creating the very bankers’ cabal that would have aroused so much public suspicion. The preparations were elaborate. Each guest was told to go to Hoboken Station in New Jersey on November 22 and board Senator Aldridge’s private railroad car, which they would find hitched with its blinds drawn to the Florida train. They were not to dine together, nor meet up beforehand, but to come aboard singly and as unobtrusively as possible, all under cover of going duck hunting. As an added precaution, they were to use only their first names. Strong was to be Mr. Benjamin, Warburg Mr. Paul. Davison and Vanderlip went a step further and adopted the ringingly obvious pseudonyms Wilbur and Orville. Later in life, the group used to refer to themselves as the “First Name Club.” (pp. 54–55)
Not one attendee of the Jekyll Island meeting spoke publicly about it for 20 years.
The legislation for creating the Federal Reserve passed Congress shortly before Christmas 1913, when many representatives had already left to go home for the holidays.
There are examples throughout the book of the heads of the world's largest banks conducting clandestine meetings with their respective national treasury and central bank chiefs, immediately prior to, or following, a financial crisis. In these instances, the banking heads maneuvered to not only save their banks, but to obtain more special favors, often in the form of “bailouts.” The bailouts associated with America’s 2007–2008 financial crisis should come readily to mind.
For example, in late 1929, a large group of bankers and George Harrison of the New York Fed,
...gathered at the library of Jack Morgan's house at Madison Avenue and Thirty-fifth Street, the scene of his father's legendary rescue of the New York banking system in 1907.
In an operation made possible by Harrison's promise to "provide all the reserve funds that may be needed"...
Over the next few days…New York City banks took over $1 billion in brokers’ loan portfolios. It was an operation that did not receive the publicity of the Morgan consortium, but there is little doubt that by acting quickly and without hesitation, Harrison prevented not only an even worse stock collapse but most certainly forestalled a banking crisis. Though the crash of October 1929 was by one count the eleventh panic to grip the stock market since the Black Friday of 1869…it was the first to occur without a major bank or business failure. (p 360)
Prior to the Fed’s establishment, businesses big and small went bankrupt during panics. Under the Fed, well-connected businesses were propped up at the expense of small businesses and taxpayers.
Secret meetings between elite private bankers and the heads of the central banks had become a common phenomenon by the 1930s.
On Friday, May 8 [1931], the Credit Anstalt, based in Vienna and founded in 1855 by the Rothschilds, with total assets of $250 million and 50 percent of the Austrian bank deposits, informed the government that it had been forced to book a loss of $20 million in its 1930 accounts, wiping out most of its equity. Not only was it Austria’s biggest bank, it was the most reputable—its board, presided over by Baron Louis de Rothschild of the Vienna branch of the family, included representatives of the Bank of England, the Guaranty Trust Company of New York (J.P. Morgan), and M.M. Warburg and Co. of Hamburg. After a frantic weekend of secret meetings, the government made public on Monday, May 11, at the same time announcing a rescue package of $15 million, which it would borrow through the BIS [the Bank of International Settlements]. (p. 404)
Credit Anstalt later went on to absorb other failing financial institutions across Austria. In America, J.P. Morgan Chase, America’s largest bank, did the same thing during the 2007 financial crisis when it acquired Bear Stearns, Washington Mutual, and others.
Another theme of the book is the highly incestuous nature of central banking. If central bankers were not consorting with political leaders, they were most often found in the company of top private bankers, especially those of the Warburg, Morgan, and Rothschild families. These private bankers benefited from the business cycles caused by their political and banker friends, profiting both during the booms and the busts (thanks to bailouts), while most businesses profited during the booms and suffered during the busts.
Late in 1930, fear arose on Wall Street that one of New York’s largest banks, the Bank of the United States (or BUS, which, despite its name was a private bank with no official status), was going to collapse, because it was insolvent and runs had already begun in the city.
On the evening after the run began on December 10, all of the familiar Wall Street barons—George Harrison of the New York Fed, Thomas Lamont of J.P. Morgan, Albert Wiggin of Chase, Charles Mitchell of National City ( modern-day Citibank) and half dozen of the city’s top bankers—gathered on the 12th floor of the New York Fed to try to put together a rescue package. (p. 387)
Bankers who are not part of the elite lords of finance ambit, traditionally go bankrupt or get acquired during, or immediately prior to, panics (i.e., Lehman Brothers, Wachovia, and Merrill Lynch). BUS did not have close enough ties and was allowed to collapse shortly after the private meeting at the Fed, sparking runs on banks across the country.
Cronyism, on a large-scale, continued as Franklin D. Roosevelt took office. On the first day of his presidency, FDR stepped in to help the banks by closing them in order to stem the tide of bank runs. Roosevelt’s closest advisers were from the elite banker’s ambit, people who encouraged him to ban the export of gold and to confiscate gold from the American people. This was done so that gold would remain in the vaults of the large banks, while the Fed pumped paper money into the marketplace. George Harrison, Bernard Baruch, and Paul Warburg essentially determined Roosevelt’s early banking policies as “Roosevelt did not even pretend to fully grasp the subtleties of international finance” (p. 458). Even though FDR himself did not understand banking practices, policies were implemented in his name that targeted saving banks and providing deposit insurance for the banking industry, while most other industries across the country were rapidly collapsing.
Public Criticism
By the 1930s, political criticism was emerging, in the US and Europe, over the secretive machinations of these powerful “lords of finance.” This surge of criticism primarily came from politicians looking for a scapegoat upon which to blame the deteriorating economic conditions.
Bankers and financiers, the heroes of the previous decade, now became the whipping boys. No one provided a better target than Andrew Mellon.… Mellon found himself accused of corruption, of granting illegal tax refunds to companies in which he had an interest, of favoring his own banks and aluminum conglomerate in Treasury decisions.… During the ensuing investigations, it turned out that he had used Treasury tax experts to help him find ways to reduce his personal tax bill and that he had made liberal use of fictitious gifts as a tax-dodging device. Being a member of the Federal Reserve Board, he had been required to divest his holdings of bank stock, with which he had duly complied—except that he had transferred the stock to his brother (pp. 439–440)
The Senate Banking committee also learned,
... that Albert Wiggins, president of Chase, had sold the stock of his bank short at the height of the bubble and collected $4 million in profits when it collapsed during the crash; that Charles Mitchell, old “Sunshine Charlie,” of the National City Bank had lent $2.4 million to bank officers without any collateral to help them carry their stock after the crash, only 5 percent of which was repaid; that Mitchell himself, despite earning $1 million a year, had avoided all federal income tax by selling his bank stock to members of his family at a loss and then paying it back; that J.P. Morgan had not paid a cent of income taxes in the three years from 1929 to 1931. (pp. 440–441)
Modern Relevance
The names have changed but the modern-day lords of finance do their forebearers proud. Presidents continue to surround themselves with top Wall Street insiders. Some could argue that Goldman Sachs executives best understand our financial system and are a logical choice to advise these presidents and influence Federal Reserve policy. What is also clear is that these same bankers have deliberately maneuvered themselves into close proximity of the Fed and the Federal government in order to influence and benefit from its policies. Since the Fed’s creation in 1913, the top bankers have consistently maintained close relationships with the Fed.
Mainstream academic economics has long been dominated by economists close to the lords of finance. In the book Lords of Finance, Lord Keynes, himself an academic economist, is surrounded by and consorted with the most influential bankers and politicians of his era. He was even granted a position on the board of the Bank of England. In late 1929, the British government created a committee to investigate the highly criticized banking system, half of the 14 members were bankers and the other half were businessmen and inflationist economists such as Lord Keynes. In the 21st century, the lords continue to promote inflationist economists such as Paul Krugman and Larry Summers, who in turn promote their agenda of greater power for central banks, more bailouts, and continued interventionist policies that benefit the banks.
Mainstream economists today continuously place blame everywhere except on the inflationist policies of the central banks for the economic devastation wrought over the past 100 years. The megalomaniacs (p. 149) within and surrounding the central banks seldom admit to their mistakes, often because their decisions are politically driven, leaving them no choice but to inflate the currency. In the early 1920s, Von Havenstein (head of the Reichsbank), like Bernanke today, did not admit that his policies were inflationary. He blamed everyone but himself, and just before the hyperinflation set in ...
He began arguing that the inflation had nothing to do with him, that he was a passive bystander to the whole process, that his task was simply to make enough money available to grease the wheels of commerce, and if business was required a trillion more marks, then it was his job to make sure they were run off the presses and efficiently distributed around the country. (p 126)
Conclusion
Liaquat Ahamed is an excellent writer and deserves praise for giving this story light. The names were known but little else about the lives of these lords of finance, these men that have so affected our lives through their furtive manipulations. The story is all the more impressive because of the author’s high regard for the banking establishment and those who control it. Ahamed asserts that during our recent financial crisis (which was caused by the Federal Reserve’s artificially low interest rates), a catastrophe was averted. Perhaps he believes that ‘bank failures’ are a catastrophe. However, Austrian economists can demonstrate that bank failures are beneficial to an economy overall, as this helps to quickly facilitate the process of liquidating malinvestments.
Although Ahamed acknowledges that artificially low interest rates encouraged the bubble of the 1920s, he fails to recognize its central role. Although he acknowledges the secretive nature of our banking system and the way in which powerful bankers benefit from the system, he glosses over these facts as though they are indelible components of “capitalism,” not realizing that central banking is in fact antithetical to a free market system.
Ahamed notes that in 1923,
few people could be convinced to entrust the management of national moneys and currency values to the discretion of treasury mandarins, politicians, or central bankers. (p. 168)
Why is it then that so many people are willing to do just that today? I submit that if more citizens were aware of the power of central bankers and the destructive and corrupt nature of the system, the public would demand a change. The first step toward a real change is more widespread exposure of the system and its scandalous history. We therefore need more books like Lords of Finance.
Dan O'Connor spent almost 6 years in Asia, living in major cities. He speaks fluent Mandarin and a professional level of Cantonese. Before returning to the US, he worked for a free-market think tank in the world's freest economy, Hong Kong. He recently ended a campaign for U.S. Congress in representing NYC and his neighborhood of Chinatown. Visit his campaign website. Send him mail. See Dan O'Connor's article archives.
You can subscribe to future articles by Dan O'Connor via this RSS feed.
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagem em destaque
Como grandes impérios entram em crise, depois desaparecem... - Paulo Roberto de Almeida
Como grandes impérios entram em crise, depois desaparecem... Se compulsarmos alguns dos volumes da grande obra, desde os anos 1930 até o p...
-
Minha entrevista desta sexta-feira 25/02/2022, sobre a dramática situação da Ucrânia no canal +BrasilNews. 1437. “ Entrevista sobre a Ucrân...
-
Personagens Bíblicos / História do Profeta Samuel: Quem foi Samuel na Bíblia? https://estiloadoracao.com/historia-do-profeta-samuel/ Histó...
-
Uma preparação de longo curso e uma vida nômade Paulo Roberto de Almeida A carreira diplomática tem atraído número crescente de jovens, em ...
-
What Does China Want? Free David C. Kang , Jackie S. H. Wong , Zenobia T. Chan Author and Article Information Op International Secu...
-
Um professor catedrático convidado numa universidade portuguesa consultou-me sobre a dívida externa do Brasil na interação com Portugal na é...
-
Recorrências … (não, não acredito que a História se repete; os homens se repetem, alguns de forma delirante): Paulo Roberto de Almeida O...
-
_*A iminente derrota de Trump no Irã é uma crise pessoal e política.*_ _*"Ele está postando de forma mais descontrolada do que nunca – ...
-
9 de maio de 2026: o "Dia da Derrota" Todos os dias 9 de maio, a cada ano desde 1946, é reputado representar o maior feriado nacio...
-
Onde será que se esconde Putin? Seu amigo Trump vai aparecer para o desfile da "vitória"? Creio que será, ou já está sendo, um 9 d...
-
H-Diplo/ISSF Policy Series 2021-36: Globalization and U.S. Foreign Relations after Trump by George Fujii H- Diplo | ISSF Policy Series...