Celso Amorim não é ministro, mas dá as cartas na polêmica política externa esquerdista de Lula
Carinne Souza
Gazeta do Povo, 3/01/2024
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
Celso Amorim não é ministro, mas dá as cartas na polêmica política externa esquerdista de Lula
Carinne Souza
Gazeta do Povo, 3/01/2024
Alguma dúvida quanto ao status de Putin como o novo Hitler do século XXI?
From: Dietmar Pichler
If you are a teacher or journalist:
1) there was never a "civil war" or "ethnic conflict" in Ukraine
2) there was never any kind of "Russian language ban"
3) The founders of the "separatist republics" were Russian nationalists from Moscow not coal miners from Donbas
Putin's war against Ukraine is not about NATO, it is because he does not allow his neighbors to have a free, democratic and European🇪🇺 future and he wants to restore the "Russian Empire".
Ukraine was non-aligned in 2014, when Russia annexed Crimea and attacked in Donbas. This is why the idea of joining NATO became popular.
It is not a big country, attacking a similar, smaller country, it is a dictatorship attacking a free, democratic and European country.
The treaty signed between Russia and Ukraine after the dissolution of the USSR in which Ukraine ceded its atomic bombs to Russia obtaining a written guarantee that Russia undertook to renounce any modification of the borders between the two nations.
5 things about Russia's war against Ukraine that are seemingly almost forgotten 🧵
1)Russia downed MH17 passenger jet, claiming 298 lives
2)Russia is fully responsible for the war in Donbas that started in 2014
3)Russia annexed Crimea with 'little green men' (soldiers without insignia) and exerted pressure on the local population/politicians (Girkin admits that they had to use force on local politicians)
4) A few days before the war, the idea of an upcoming full-scale invasion was denied as a ridiculous fabrication by the West.
5) With the announcement of the so-called 'Special Military Operation,' Putin stated that 'there will be no occupation' of Ukraine.
"Putin attacked Ukraine after insisting for months there was no plan to do so. Now he says there's no plan to take over."
Considering not only Putin's lies and actions but also the unmatched propaganda against Ukraine and the West, it's absurd to think 'Putin is willing to negotiate' for a 'solution for both sides' unless for people which have swallowed the propaganda.
I forgot number 6: The ridiculous pretext for the full-scale invasion in Donbas. Amateur-style fabricated content and false-flag footage to 'create' a reason to invade. The evacuations and ridiculous videos made by the Kremlin's propaganda army.
Um Brasil mais leve para a concorrência global
O Brasil precisa ficar mais ágil na corrida com os outros países nesse universo da neoindustrialização e incertezas geopolíticas.
Assis Moreira, de Genebra
Valor Econômico, 04/01/2024
Após deixar em março a presidência do Novo Banco do Desenvolvimento (NDB), o Banco do Brics, para dar lugar à Dilma Rousseff, Marcos Troyjo passou a lecionar na Universidade de Oxford, na cátedra antes ocupada por Iván Duque, ex-presidente da Colômbia, e também no Insead (França). Nesse período, ele visitou 18 países em contatos com autoridades, investidores e acadêmicos, e os questionamentos sobre o Brasil foram inevitáveis.
Para Troyjo, a convergência de crises atualizou a noção de policrise, com a pandemia mais grave que o mundo experimentou desde a gripe espanhola, depois a situação geopolítica mais delicada na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com a invasão da Ucrânia pela Rússia, e uma economia mundial que ainda não se recuperou na esteira de frouxidão fiscal e monetária que levou o centro macroeconômico mundial a fortes turbulências inflacionárias.
Essa situação acaba sendo muito exacerbada porque vem acompanhada de aumento do protecionismo no mundo, do que ele chama de recessão da globalização. Sua análise é de que a globalização não parou, mas há menos fluxos de mercadorias e capitais do que há 20 anos, e isso acaba por se converter em força de pressão inflacionária.
Olhando pela ótica do Brasil, Troyjo considera que esse é um cenário perigoso, mas que traz também muitas oportunidades para o país. Ele destaca a questão demográfica. Nota que nos próximos 25 anos a população mundial vai saltar de 8 bilhões para 10 bilhões de habitantes. Observa que no ano em que Jesus Cristo nasceu a população mundial era estimada em 150 milhões de habitantes. E calcula que nos próximos 25 anos teremos o mesmo acúmulo de população ocorrido em 1.929 anos. É como se enormes naves descessem na Terra trazendo uma nova Rússia, depois outro EUA, com 350 milhões de pessoas, e uma nave bem maior que deposita uma nova China com 1,5 bilhão de pessoas. É muita gente.
As características de aumento populacional ficam mais positivas para as grandes economias emergentes, com o maior potencial do que no caso do G7 industrializado (EUA, Alemanha, Japão, França, Reino Unido, Itália, Canadá). A expectativa é de a Índia crescer em média 5% ao ano, a Indonésia, 6%, e a China, por volta de 4%, a partir de renda per capita ainda baixas. E quando vão crescer num intervalo tão curto, a tendência é que essas rendas adicionais sejam direcionadas a alimentos, energia e infraestrutura.
Significa que o mundo terá de responder à pergunta de onde virão os alimentos, energia e insumos, também para fortalecer a economia verde. E o que Troyjo repete no exterior é que o Brasil tem resposta para isso: é um dos quatro maiores produtores mundiais de alimentos, é o país que tem o mais facilmente renovável estoque de acesso a recursos hídricos, por exemplo. Em comparação, se o chinês tomar um copo de água a mais por dia, a zona desértica do mundo chega à periferia de Pequim. Na Índia, de 10 litros de água, 8,5 vão para agricultura, o que mostra uma situação de esgotamento. EUA e Europa também têm recursos limitados. Quem tem esses recursos abundantes é o Brasil.
Portanto, esse crescimento populacional brutal é promissor para o Brasil nesse jogo. Haverá inevitavelmente maior participação das exportações brasileiras no PIB. O trem já saiu da estação, e não apenas do ponto de vista comercial, mas também infraestrutural.
Existe o discurso de que no Brasil as empresas do agro e energia são muito boas da porteira para dentro, mas enfrentam dificuldades da porteira para fora. Ocorre que, quando o mundo tem problemas de segurança enérgica e alimentar, as dificuldades brasileiras são problema global. Para Troyjo, daí uma parte da explicação para o nível persistente de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para o país.
A doutrina do que ele chama de geoeconosegurança beneficia o Brasil na prática. Mas a concorrência é fortíssima. O capital humano é essencial nesse jogo. Hoje, o México forma mais engenheiros por ano que os EUA, e isso o torna um polo de atração, exemplifica o ex-presidente do Banco do Brics. Ou seja, o Brasil precisa ajustar as prioridades, para extrair o máximo de benefícios como protagonista comercial em alimentos, energia e como destino de investimentos.
Para Troyjo, o Brasil precisa ficar mais leve na corrida com os outros países nesse universo da neoindustrialização e incertezas geopolíticas. Antes, se falava que o mundo era plano, no qual a maioria dos concorrentes, com exceção da mão de obra, teria oportunidades iguais. Agora o mundo, ainda mais com inteligência artificial, está ficando muito mais rápido. Ele pergunta: nesse cenário, quem vai atrair mais IED, país com carga tributária de 20% ou de 35% do Produto Interno Bruto (PIB)? Quem tem Banco Central independente ou vinculado a objetivos políticos? Quem trata as empresas públicas pela lógica da eficiência ou quem vai transformá-las em departamento de fisiologia política? Quem fica mais leve é quem está sempre trabalhando para melhorar o país no ambiente de negócios ou quem acha que isso não é importante?
Assis Moreira é correspondente em Genebra e escreve quinzenalmente
E-mail: assis.moreira@valor.com.br
Ouro brasileiro foi a maior catástrofe econômica e política de Portugal
João Pereira Coutinho
Folha de S. Paulo, 2/01/2024
Saberá Flávio Dino que a descoberta das minas na antiga colônia foi motivo de atraso para o desenvolvimento do país
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Amigos brasileiros, meio a sério, meio a brincar, costumam pedir de volta "o ouro do Brasil". De início, ficava pasmo. Ouro? Qual ouro? Não uso joias. Sempre achei que um homem com joias é um erro de casting.
Não, não são joias, Little Couto. Eles querem de volta o ouro que os portugueses levaram do país a partir de finais do século 17.
Tempos atrás, por causa de um lamentável episódio xenófobo com uma brasileira em Portugal, o ministro Flávio Dino até deu cobertura oficial à exigência. Se os portugueses não gostam de brasileiros, podem devolver também o ouro de Minas Gerais!
Calma, ministro. A estupidez de um patrício não define um povo inteiro. E, sobre o ouro, saberá o senhor que a descoberta das minas foi, provavelmente, a maior catástrofe econômica e política de Portugal? E que o atraso do país na era contemporânea se explica, precisamente, pelo ouro que o senhor reclama?
A tese está contida num dos melhores livros de 2023, que merecia uma edição brasileira, até para acalmar os ânimos. O autor é Nuno Palma, historiador português e professor da Universidade de Manchester, que analisa com rigor "As Causas do Atraso Português" (D. Quixote/Leya, 408 págs.).
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No século 19, esse atraso consumiu os melhores espíritos e ficou célebre a conferência de Antero de Quental sobre as "Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Últimos Três Séculos".
O atraso dos ibéricos, segundo o filósofo e poeta, era explicado, entre outros fatores, pelo catolicismo obscurantista que impediu o progresso material, institucional e mental.
Nuno Palma não compra essa versão: países católicos, como a Bélgica ou a França, foram casos de sucesso na Europa oitocentista. Se queremos encontrar as raízes do atraso temos de viajar até ao século 18, quando o ouro começou a chegar em quantidades apreciáveis.
Sim, no curto prazo, Portugal enriqueceu. Mas a "maldição" desse recurso distorceu a economia de forma profunda, levando ao abandono das fábricas (a industrialização do país que era promissora no último quartel do século 17), ao favorecimento das importações e ao colapso da competitividade pátria.
Em meados do século 18, quando o ouro ainda chegava, a economia portuguesa estagnou e Portugal perdia o trem da Revolução Industrial. Estavam abertas as portas para o medonho século 19, feito de guerras civis e bancarrotas.
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Mas o ouro do Brasil não teve apenas um impacto econômico nocivo. Argumenta Nuno Palma que, politicamente falando, o atraso institucional foi comparável. Quem pensa que o absolutismo régio português emergiu na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, desconhece o papel das cortes na limitação do poder do rei para lá desse período.
Esse elemento "protoliberal", que em Inglaterra só se afirmou verdadeiramente com a Revolução Gloriosa de 1688-1689, sempre fez parte da cultura institucional portuguesa desde a fundação.
Se o rei queria cobrar impostos, por exemplo, tinha de ouvir os representantes municipais, eleitos pelos seus pares. Para usar um célebre bordão americano, "no taxation without representation". A convocação das cortes era a expressão institucional desse princípio.
No século 18, com o ouro brasileiro, as cortes não se reuniram uma única vez. Para quê? A liquidez de que a Coroa dispunha permitia-lhe atuar sem prestar contas a ninguém.
No fundo, permitia-lhe atuar sem freios e contrapesos, cultivando antes as suas clientelas parasitárias e venais. O Marquês de Pombal e seus sucessores representaram bem essa nova cultura despótica e "iluminada".
Moral da história?
O iliberalismo português, que obviamente contagiou o Brasil, não começa com Salazar e a ditadura do Estado Novo no século 20. Começa antes, muito antes, na experiência absolutista de 700, que se espraiou até aos nossos dias.
Devolver o ouro?
Ó, meus amigos, ó meus irmãos: pudesse eu viajar no tempo para influenciar as cabeças dos meus antepassados e o ouro ficaria escondido nas entranhas de Minas Gerais.
Pelo menos, até que portugueses ou brasileiros tivessem atingido um patamar de desenvolvimento político e econômico a partir do qual o ouro seria uma benesse, e não uma ruína.
Brics ampliado nasce com 80% de autocracias Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Irã e Etiópia passam a fazer parte do Brics nesta segunda, 1º de janeiro de 2024.
Contra as sanções
Eu não sei quem foi o idiota do Planalto que "inventou" essa transposição de salários em dólares em "renda" no Brasil, esquecendo que as despesas são feitas no exterior, em dólares ou outras moedas conversíveis. Nunca entenda imbecilidade da conversão e aplicação dos valores no teto salarial.
Quem são os servidores que ganharam mais de R$ 1 milhão em salários e indenizações em 2023 Lista dos maiores rendimentos líquidos no Poder Executivo federal é liderada por diplomatas no exterior, com salários e auxílios em dólar.
Seria interessante, a exemplo desta Nota do MRE a propósito do terremoto no Japão, ter uma Nota, uma notinha que fosse, do Itamaraty, se solidarizando com o povo ucraniano pelos constantes bombardeios criminosos contra a população civil da Ucrânia, com objetivos deliberadamente de destruição e morticínio. Em lugar disso, o que temos tido até agora é uma completa ausência de qualquer manifestação sobre o drama ucraniano. A Ucrânia simplesmente DESAPARECEU da agenda de política externa do Itamaraty e do governo Lula.
Paulo Roberto de AlmeidaA oposição ao governo Milei começa a se organizar na Argentina
PRA: É uma organização da resistência e da oposição política e constitucional ao novo rei da Argentina, Milei I; a coisa vai piorar muito, antes de eventualmente melhorar.
PRIMER DÍA DEL AÑO 2024
PODRAN CORTAR TODAS LAS FLORES, PERO NO PODRÁN DETENER LA PRIMAVERA.
PODRÁN IMPONER UN DNU 70/2023 Y PRESENTAR UN MEGAPROYECTYO DE LEY, PERO NO PODRÁN TRANSFORMAR NUESTRO PAÍS EN UNA CORPORACIÓN PRIVADA, NI EN UNA MANADA DE OVEJAS.
Por Prof. Dr. Raúl Montenegro, Biólogo (*)
Buen día todas y todos, feliz primer día del año nuevo! Ya estamos en el baile humano de 2024. Pocas veces en Argentina, excepto en tiempos de dictadura, hubo tantas amenazas apiladas. Años de luchas, campañas, trabajo parlamentario y debates públicos produjeron la Ley de Tierras, la Ley de Bosques Nativos, la Ley de Glaciares, la Ley de Semillas que excluye su patentamiento, el Código Penal, el Código Civil, y la lista sigue. Hoy este ADN administrativo y legal sufren los embates del DNU 70/2023 y del megaproyecto de Ley de la gestión Milei. Su aberrante colectividad de derogaciones de normas y cambios de redacción, tanto los aprobados por el DNU, como los propuestos en el megaproyecto de ley, recrean una pesadilla dictatorial pero en plena democracia. Pero no se trata de un mal sueño. Es la cruda y dramática realidad. El DNU y el megaproyecto de ley pisotean lo bueno que había en la mayoría de las normas vigentes e instituciones en marcha, pese a que eran perfectibles, y pese también a las malas gestiones presidenciales previas. Dependemos ahora de legisladores que en su mayoría no participaron de la elaboración de esas leyes, y que nunca podrán equiparar la experiencia y trabajo duro de parlamentos, instituciones, participación ciudadana e historiales de lucha de los últimos 40 años.
En el colmo de la irresponsabilidad, y de un sospechoso acompañamiento, muchos de esos legisladores -de distintos partidos políticos- anunciaron que "revisarían" los artículos de esa ley, y hasta el DNU (en vigencia desde el 29 de diciembre, y que el mega proyecto de ley, disimulado en uno de sus artículos finales, valida).
Es una burla parlamentaria inédita y peligrosa creer que diputados y senadores, en 30 días de sesiones extraordinarias, podrá "mejorar" lo que produjeron, con todos sus errores y aciertos, 40 años de democracia parlamentaria y participativa.
Argentina no es un conejillo de Indias para que un presidente sin suficiente formación para serlo, y sus ministros, experimenten con la gente, las instituciones, el ambiente, la salud, la educación, los alquileres y cientos de otros temas vitales. Es inadmisible que la la torpeza sectaria de quienes redactaron esas dos herramientas incluyan, además, cesión de más poderes a la presidencia.
En un país serio tanto el DNU 70/2023 como la totalidad del megaproyecto de Ley serían rechazados enteramente por inconstitucionales, y por representar un intento pseudodemocrático de totalitarismo.
Ningún enojo de mayorías, y ningún porcentaje de votos en elecciones generales, otorga derechos para que se destroce el ADN administrativo y legal de un país.
Resulta ofensivo cómo el DNU en vigencia, y la mega ley en tratamiento, entregan poder a minorías corporativas y económicas; cómo abren el país a la extranjerización impune de tierras, mares y territorios, y cómo le ponen bandera de remate a sus ecosistemas, organizaciones y trabajadores. Haciéndonos creer, falsamente, que todo esto se hace para que Argentina esté mejor.
En el colmo del desquicio no se trata solamente del intento por darle legalidad a un experimento descabellado. Sabiendo las tensiones y crisis que enfrenta la sociedad y cada familia ante la incertidumbre, y el salvese quien pueda de la vida cotidiana, la inefable Corte Suprema de Justicia de la Nación, ante urgentes presentaciones cautelares, comunicó, desde su trono con cuatro reyes, que analizarán esas cautelares "en febrero". Fácil para cuatro señores del privilegio supremo descansar en enero, mientras un país se desarma y cruje. Con sus sueldos, estabilidad y privilegios imperiales olvidan que deben trabajar para la sociedad con urgencia y responsabilidad, no con pereza y desprecio por la angustia de la gente. Pareciera que viven en otro país. Una Corte Suprema que actúa con semejante parcialidad y elitismo debería ser sometida a Juicio Político.
Si tuviéramos cuatro jueces supremos capaces en lugar de cuatro reyes llenos de soberbia y torpeza, hoy 1 de enero ya deberían estar analizando las cautelares.
Pero vivimos en una Argentina inédita, con un presidente que llegó al poder con el símbolo de una motosierra, la misma que en toda nuestra América Latina, ultrajada, arrasó con bosques y vida de inocentes. En un país donde la misma persona responsable de habernos endeudado por más de 50 mil millones de dólares (Luis Caputo en la gestión Macri), es hoy Ministro de Economía (gestión Milei). Una Argentina donde la mayoría de los ministros designados para cuidar gallineros públicos son zorros privados. Una Argentina dónde, sin que la mayoría de la sociedad lo sepa, Bayer-Monsanto, Barrick Gold, Elon Musk, ejércitos extranjeros, flotas de pesca de otros países, compradores ansiosos de tierrras con alta biodiversidad, y una larga lista de predatores internacionales, tiene hoy -como su mejor representante- al mismísimo presidente de la Nación.
Lamento escribir esto el 1 de enero de 2024, pero la realidad que enfrentamos es dramática. Claro que esta situación no tiene como único responsable a Javier Milei. La responsabilidad va también para atrás, hacia cada uno de los presidentes y presidenta anteriores. Pero lo real y dramático es que todos esos mandatarios, e incluso ex dictadores (siendo los dictadores por definición delincuentes y genocidas), nunca presentaron un sistema de derogaciones de leyes y de cambios de redacción tan amplio en los primeros días de gobierno. Peor aún cuando de su lectura surge, claramente, falta de conocimientos, ignorancia supina de temas claves para el ambiente y la sociedad, y una descarada entrega de poder a las corporaciones y sectores financieros.
Nuestro Jair Bolsonaro local ha logrado batir un record de omnipotencia legislativa digno del Libro Guiness. Gracias a tanta irresponsabilidad no nos convertimos en una Republiqueta Bananera. Fuimos más allá. Nos transformamos en una Republiqueta Legislera. Una nueva, patética y peligrosa categoría. Pero como escribió Pablo Neruda, y podía leerse en los muros del Mayo Francés, "podrán cortar todas las flores, pero no podrán detener la primavera".
Podrán imponer un DNU 70/2023, y presentar un megaproyecto de ley, pero no podrán transformar nuestro país en una corporación privada, ni en una manada de ovejas.
(*) FUNAM y Campus Córdoba del Colegio de los Premiados con el Nobel Alternativo (Right Livelihood College). Premio Nobel Alternativo 2004 (Estocolmo, Suecia).
Email: biologomontenegro@gmail.com
https://www.ifw-kiel.de/institute/events/conferences/geoeconomics/
Joint Conference Kiel Institute and CEPR in Berlin
The global economic order is undergoing a fundamental transformation, characterized by growing competition between China, Europe, and the United States, and a shift from a rules-based to a more power-based system. Geopolitical considerations now increasingly dictate policy decisions and the extent of economic openness. Despite these major shifts, however, rigorous research on the link between economics and geopolitics remains scarce.
To foster cutting-edge research on the topic, CEPR and the Kiel Institute for the World Economy have launched a joint new Research Policy Network (RPN) on Geoeconomics, which will be hosted in a new Berlin research hub.
This conference, jointly organized by the Kiel Institute and CEPR in cooperation with the Federal Foreign Office and Sciences Po, brought together world-leading scholars working at the intersection of geopolitics and (international) economics. Speakers included Javier Bianchi (Minneapolis Fed), Linda Goldberg (NY Fed, CEPR and Geoeconomics RPN), Gita Gopinath (IMF), Sergei Guriev (Sciences Po, CEPR and Geoeconomics RPN),Ethan Ilzetzki (LSE and CEPR), Adam Tooze (Columbia University) and David Yang (Harvard).
The presentation of the 2023 Kiel Institute Bernhard Harms Prize to IMF economist Gita Gopinath and of the Excellence Awards in Global Economic Affairs were part of the conference. The Bernhard Harms Prize, one of Europe’s leading awards in the field of international economics, is awarded every 2 years. The prize honors scholars for exceptional research in global economics and for exceptional efforts to promote global economic relations. The Excellence Awards in Global Economic Affairs are presented to the brightest young researchers in the field of global economic affairs.
Matéria para a qual ofereci alguns subsídios: Após Lula em Washington, Trump visita a China, e encontro reforça papel do Brasil com potênc...