terça-feira, 19 de março de 2024

O czar de todas as Rússias e seu poder absoluto - Anton Geraschenko

 Putin has (re)established himself as the Russian emperor

Anton Geradchenko

March 18, 2024

His goal is to rule for as long as he possibly can and die his own death in this status.

From now on, Putin is the center and the foundation of all power in Russia. His system of governing has shifted from being based on competition between the different "Kremlin towers" to a "Politbureau" of a small number of people, each of whom is responsible for specific areas, experts believe. Putin holds the final decision-making power, but he won't get into details of things that do not concern his end goal - being in power for as long as he is alive.

Putin as tsar has absolute power. He expects and rewards absolute loyalty. Among other things, this means that social lifts in Russia are non-existent now. Any modernization of the system is impossible. Obedience becomes the key virtue. This will obviously lower the quality of executive decisions made on all levels.

What this might mean for Ukraine and the world?

◾️As it happened with the USSR, this system is not sustainable and will decay. However, that will not happen soon enough as Russia has a lot of resources and its people don't expect much in terms of quality of life.

◾️ The war becomes an important "component" of Putin's power and authority. He will not stop and won't care about any number of Russian losses. He must be stopped with force and power, militarily.

◾️ Putin will look for subtle(ish) ways to undermine NATO and EU as whole institutions and their member states separately. Provocations, propaganda, uncertainty, clashing groups between each other, creating discord and mistrust - these are all tried and tested Russian tools. Russia is prepared to invest huge amounts of money into that.

◾️The importance of sanctions increases further, especially in cutting Russia off from technological advances - equipment, technologies, specialists.

◾️Timely and full military and financial assistance to Ukraine is key. 

There is no time for lingering and hoping Russia will collapse on its own or something unexpected will happen that will alter the course of history. Challenging times require sturdy leaders who think strategically.


segunda-feira, 18 de março de 2024

Venezuelanos lideram ranking global de asilados - Janaina Figueiredo O Globo

Trata-se da maior proporção de refugiados do mundo. 

Mas, como disse Lula, tudo é relativo, e depende da narrativa...


Venezuelanos lideram ranking global de asilados


Janaina Figueiredo - BUENOS AIRES

O Globo, 18 de março de 2024

 

Estima-se que 7,7 milhões de cidadãos saíram do país nos últimos anos, provocando o maior deslocamento forçado do mundo; Brasil é a terceira nação que mais recebe migrantes na região, com 128.551 refugiados, e é visto como exemplo.

 

Entre meados de 2018 e meados de 2023, dados da Agência da ONU para os Refugiados, a Acnur, indicam que 1,18 milhão de venezuelanos solicitaram asilo em outros países, superando amplamente os 324.529 afegãos, 319.170 cubanos, 217.740 nicaraguenses, 223.834 iraquianos e 160.209 sírios. Somente no ano passado, 161.700 venezuelanos pediram asilo em algum país, um crescimento de 51% em relação aos 106.900 do ano anterior. A Venezuela não está em guerra, seu governo se diz democrático e nega ter cometido ou continuar cometendo violações dos direitos políticos e humanos. Porém, 7,7 milhões de venezuelanos abandonaram sua terra natal nos últimos anos, e muitos deles recorreram a um pedido de asilo para contar com proteção internacional.

 

PROTEÇÃO INTERNACIONAL

O tema é tratado no filme Simón, lançado recentemente na plataforma Netflix e baseado na história real de um estudante venezuelano que esteve preso e foi torturado em 2014, após participar de protestos contra o governo de Nicolás Maduro. Depois de ser liberado, o personagem principal foge para os Estados Unidos, onde lida com o dilema de pedir asilo ou programar um retorno a seu país, onde ficaram vários companheiros de luta.

O direito ao asilo foi estabelecido pela Convenção das Nações Unidas relativa ao Estatuto dos Refugiados, também conhecida como Convenção de Genebra, aprovada em 1951. O texto estabelece que o refugiado é "toda pessoa que, em razão de fundados temores de perseguição devido à sua raça, religião, nacionalidade, associação a determinado grupo social ou opinião política, encontra-se fora de seu país de origem e que, por causa dos ditos temores, não pode ou não quer regressar".

Na América Latina, a Convenção foi reforçada em 1984 pela Declaração de Cartagena, que amplia o significado internacional de refugiado. Há 40 anos, foram incluídas na definição pessoas que fugiram de seus países porque sua vida, segurança ou liberdade foram ameaçadas pela violência generalizada, agressão estrangeira, conflitos internos, violações em massa dos direitos humanos ou outras circunstâncias perturbadoras.

- Não estamos em guerra, mas é como se uma bomba tivesse destruído nosso país. Na Venezuela as pessoas morrem por desnutrição, falta de medicamentos ou de recursos para pagar tratamentos. Os jovens vão embora e ficam os mais velhos e as crianças conta a advogada e defensora dos direitos humanos Lublanc Pietro, diretora da Fundação Refugiados Unidos.

 

PAÍS DESTRUÍDO

Há nove anos, Lublanc migrou para a Colômbia, onde ajuda outros compatriotas a se integrarem e conseguirem a documentação necessária para começarem uma nova vida. Alguns pedem asilo, outros, como ela, preferem uma brecha na legislação local e tramitam um documento chamado Proteção Temporária, que tem vigência de dez anos e permite que as pessoas tenham um trabalho formal. Isso porque, no país que mais recebe venezuelanos na América Latina, refugiados não podem ser contratados.

 

- Saí da Venezuela porque sou diabética e não conseguia medicamentos. Há um ano, meu irmão morreu por negligência médica num hospital público conta a advogada, que lamenta não poder solicitar refúgio, já que a Proteção Temporária não garante proteção internacional e ela poderia, eventualmente, ser deportada.

- Muitos venezuelanos, apesar de sentirem pânico pelo que viveram e terem decidido não voltar para a Venezuela, não pedem asilo aqui pois não conseguem trabalhar. Nossa luta é melhorar as condições para refugiados.

 

7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país nos últimos cinco anos. Número supera o de refugiados de países em guerra.

 

Segundo uma fonte da Acnur, a proteção temporária, considerada complementar, "é eficiente em contextos de deslocamentos em grande escala". No primeiro semestre de 2023, quase meio milhão de ucranianos receberam proteção temporária, por exemplo.

O Brasil, que hoje ocupa o terceiro lugar no ranking de países para onde emigram os venezuelanos - superado só por Colômbia e Peru - , é considerado, diz a advogada, um exemplo a seguir em matéria de acolhida a refugiados. Sua opinião é compartilhada por William Clavijo, presidente da ONG Venezuela Global, com sede no Rio, que promove a integração de migrantes.

 

Entre janeiro de 2017 e o mesmo mês deste ano, 1.044.293 venezuelanos entraram no Brasil, dos quais 548.579 permaneceram no país, de acordo com dados da Operação Acolhida, implementada em 2018 pelo governo federal, em parceria com ONGs locais e internacionais, entre elas a Acnur. Do total de venezuelanos que ficaram no Brasil, 128.551 foram reconhecidos como refugiados.

 

- Sofremos a maior crise de deslocamento forçado do mundo, isso é inegável. Alguns especialistas calculam que o número de venezuelanos que saíram do país nos últimos anos já chega a quase 10 milhões - aponta Clavijo, presidente da ONG e que mora há vários anos no Rio. Muitos países se negam a criar mecanismos para regularizar a situação dessas pessoas. Mas o Brasil é um exemplo. O que faltam são políticas de apoio à integração social dessas pessoas.

 

SÓ ASILO NÃO BASTA

Quando um venezuelano solicita asilo no Brasil seu pedido é analisado pela Comissão Nacional para os Refugiados (Conare). ONGs estimam que 98% dos cidadãos que residem no Brasil estão nessa situação, sejam com residência aprovada ou status de refugiado. O problema, insiste o presidente da Venezuela Global, "é a vulnerabilidade dessas pessoas".

 

- Muitos passam fome, e há discriminação, sobretudo contra mulheres e negros.

 

Para o jovem venezuelano, que há anos promove ações para ajudar compatriotas no Rio e em outros estados, "é preciso que o mundo entenda que a situação na Venezuela não melhorou, e que por isso as pessoas não voltam".

 

- Não é suficiente estabilizar a economia, as pessoas querem poder exercer direitos políticos e ter liberdade para opinar e pensar. Existe muito temor - assegura Clavijo.

 

O país terá eleições em julho, mas a candidata favorita para enfrentar o presidente Nicolás Maduro que anunciou oficialmente sua candidatura no sábado - , é Maria Corina Machado, política conservadora que aparece à frente nas pesquisas e foi eleita de forma avassaladora nas primárias opositoras. Ela, no entanto, foi inabilitada e não poderá disputar o pleito.

 

 

A Petrobras vive de DESMENTIR notícias publicadas na mídia...

Não sou investidor da Petrobras, mas sigo todas as notícias da companhia.

Pois bem, nos últimos tempos vivemos de teorias conspiratórias...

A Petrobras vive de DESMENTIR notícias publicadas na mídia... 

PRA

Petrobras esclarece notícia divulgada na mídia

Rio de Janeiro, 18 de março de 2024 – A Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, em relação à notícia divulgada na mídia e conforme já divulgado em 12/03 e 15/03, reafirma ser inverídica a afirmação de que houve qualquer promessa de pagamento de dividendos extraordinários no evento realizado com analistas e investidores nos dias 30/01/2024 e 31/01/2024 (Deep Dive) realizado pela companhia.

A Petrobras reitera que o material apresentado no encontro com analistas e investidores não sinaliza o pagamento de dividendos extraordinários. A parte da apresentação que cita o processo de dividendos contém informações públicas sobre parâmetros, diretrizes e o processo que suporta as decisões de remuneração do acionista. O material está disponível no site de investidores da companhia, bem como na CVM e na SEC.

O material utilizado na apresentação ressalta que a decisão de distribuir dividendos segue o mesmo processo (framework), ao considerar diversos fatores e variáveis como resultados, condição financeira, necessidades de caixa, perspectivas de mercado atual e potencial, além de oportunidades de investimento. Manter o mesmo processo de análise de tais variáveis não configura promessa ou sinalização de pagamento, sendo que tais eventos estão sujeitos a uma série de riscos e incertezas. 

Além disso, é de conhecimento público que diversos bancos publicaram suas projeções de dividendos extraordinários antes mesmo do evento realizado em janeiro. Desde outubro de 2023, já circulam relatórios de analistas com expectativa de pagamento de dividendos extraordinários, com bases em suas próprias avaliações. Nesse contexto, importante destacar que a companhia não tem controle sobre as publicações de tais analistas, nem o conteúdo.

A proposta da Diretoria Executiva de distribuir 50% do montante que foi destinado à reserva como dividendos extraordinários foi suportada por documentos preparados pelas áreas técnicas conforme processo previsto pela governança da Petrobras. Como prática em todas as deliberações, foi apresentado, entre outras informações, o histórico de decisões realizadas nos anos anteriores. 

Os parâmetros utilizados para pagamento de dividendos extraordinários em 2022 dizem respeito às condições operacionais e financeiras da Petrobras nesse ano, bem como condições externas favoráveis, e, portanto, não constituem regra ou norma e não constam da política de remuneração ao acionista da Petrobras. Não procede a suposição ou afirmação de que o não atendimento dos referidos parâmetros em 2023 tenha sido apontado pela área técnica como impeditivo à proposta de pagamento de dividendos extraordinários, uma vez que em 2023 temos um cenário diferente.

A adoção do índice de confiança utilizado em 2022, como já referido, estava diretamente relacionada ao cenário do respectivo ano. Tal recomendação foi levada ao Conselho de Administração (CA) com as análises de diversos cenários possíveis, conforme o rito de governança previsto.

Importante destacar que a decisão sobre o pagamento de dividendos extraordinários seguiu a governança prevista. A matéria é de competência do CA da companhia, que apreciou e decidiu, no dia 07/03, sobre a proposição de dividendos à Assembleia Geral de Acionistas.


E aqui uma notícia pronta para ser desmentida:


A boquinha e a fome: as estatais e seus conselhos - Bruno Carazza (Valor)

A boquinha e a fome: as estatais e seus conselhos 

Bruno Carazza*

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Valor Econômico, segunda-feira, 18 de março de 2024

Conselhos de administração de empresas atendem a diversos interesses no governo

A semana passada foi repleta de episódios envolvendo a governança corporativa de estatais e de empresas privadas nas quais a União ainda detém algum tipo de ingerência, mesmo que indiretamente.

O retorno de Lula ao poder representou a retomada da visão de que as estatais têm um papel estratégico na promoção do desenvolvimento nacional. Nesse sentido, a nova administração da Petrobras tem sinalizado com a ampliação de seu plano de investimentos e novas diretrizes a respeito de refino, distribuição de combustíveis e transição energética. O episódio mais recente dessa história se deu na atual crise sobre os dividendos.

Se uma mudança de rumos em relação à administração anterior é válida e legítima, ela não deve ser feita à revelia dos demais sócios privados da empresa. Assim, todas as decisões da Petrobras que possam afetar a distribuição de dividendos aos acionistas precisam ser comunicadas com muita transparência, para se evitar as turbulências que vimos no preço das suas ações na última semana.

Em resposta à crise do Petrolão, o governo aprovou a Lei nº 13.303/2016, para reforçar a estrutura corporativa das estatais e torná-las mais resistentes à interferência política. No entanto, num de seus últimos atos no Supremo Tribunal Federal, o atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, suspendeu muitas das suas determinações numa canetada. Quem semeia vento colhe tempestade, como estamos vendo agora.

Situações ainda mais graves, porém, são as insinuações de interferência política do processo sucessório na Vale, apresentadas na carta de renúncia do conselheiro independente José Luciano Penido, e as pressões de Lula para emplacar Guido Mantega primeiro na própria Vale e, mais recentemente, na Braskem.

Por se tratar de empresas privadas, nas quais a União não detém o controle direto, a intromissão do governo nas suas decisões extrapola os limites da opção estratégica desenvolvimentista.

Em 2011, o pesquisador Sérgio Lazzarini publicou um livro demonstrando, com fartura de dados, as relações umbilicais entre as grandes empresas brasileiras e o Estado. “Capitalismo de Laços” explicita como o BNDES e outros bancos oficiais, as maiores estatais e os fundos de pensão de seus empregados constituem uma teia de participações societárias cruzadas que se espalha pelo tecido dos maiores símbolos do setor privado nacional.

A se pautar pelas manchetes da última semana, o governo Lula está mais do que disposto a estender seus laços sobre o mercado brasileiro.

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Embora pouco se comente a respeito, a distribuição de vagas nos conselhos de estatais também está no centro da crise envolvendo a diretoria e o sindicato dos servidores do Banco Central e o governo Lula.

Os pagamentos feitos pelas estatais aos membros de seus conselhos (os famosos jetons) sempre foram uma forma de complemento salarial bastante generosa que atende a diversos fins: atração de profissionais do mercado para colaborarem por um tempo no governo, premiação à dedicação de alguns servidores públicos e remuneração extra para quadros partidários do governo de plantão.

Segundo dados do Portal da Transparência, durante o exercício financeiro de 2023, 76 empresas estatais distribuíram R$ 16.572.796,30 para 590 servidores públicos e ocupantes de cargos comissionados a título de jetons.

Para ficar apenas nas indicações técnicas, diversos integrantes da cúpula do Ministério da Fazenda fizeram jus ao recebimento de jetons de estatais no ano passado: o chefe de gabinete, Laio Morais (R$ 65.075,34), o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello (R$ 47.390,78), o secretário do Tesouro, Rogério Ceron (R$ 47.295,88), e o secretário-executivo adjunto, Rafael Dubeux (R$ 42.404,88).

Os pagamentos de jetons também agraciaram dezenas de servidores de carreiras dos ministérios da Fazenda e do Planejamento - alguns deles chegaram a engordar seus contracheques em até R$ 106.842,97 em 2023.

Não há nada de errado e muito menos de ilegal nesses pagamentos. O problema é que, no contexto de tratamentos diferenciados dispensados pelo governo federal na política salarial, essa questão dos jetons gera ainda mais distorções entre as carreiras.

No caso específico do Banco Central, em função da legislação sobre conflitos de interesses, diretores e servidores da instituição não podem integrar o conselho de instituições públicas ou privadas. A regra faz todo o sentido, pois decisões sobre crédito ou taxas de juros afetam as estratégias de empresas que atuam no mercado, e por isso não seria salutar que um integrante do Bacen fizesse parte de seu corpo de aconselhamento.

A norma, contudo, gera um efeito colateral. Os diretores e técnicos do Banco Central não deixam nada a desejar em preparo técnico a um alto dirigente do Ministério da Fazenda ou um servidor qualificado do Tesouro Nacional ou da Receita Federal. No entanto, por não poderem ser contemplados com os jetons das estatais, os integrantes do Bacen acabam se sentindo preteridos em relação a seus pares.

Na elite do funcionalismo, quanto mais o governo procura agraciar uma carreira com penduricalhos como honorários, bônus e jetons, mais desagrada às demais.

*Bruno Carazza é professor associado da Fundação Dom Cabral e autor de “Dinheiro, Eleições e Poder: as engrenagens do sistema político brasileiro” (Companhia das Letras)”. 


A Discourse by Three Drunkards on Government - Nakae Chomin

 


A Discourse by Three Drunkards on Government

By Nakae Chomin

Translated by Nobuko Tsukuba

Boston: Shambhala Publications, 1984 (9th printing, 2015)

Um livro curioso, escrito por um cientista político do inicio da era Meiji, Nakae Chomin, que teve um papel preeminente nas reformas daquele período, com base na sua cultura francesa – ele era chamado de "Rousseau do Oriente – e na sua adesão aos princípios do governo constitucional, com amplas liberdades para a livre expressão do pensamento. 

Foi censurado diversas vezes, dado o autoritarismo dos governos da era Meiji, e vários dos seus jornais foram fechados pelas autoridades da vigilância política. Ainda assim foi eleito para o Parlamento, mas renunciou quando constatou que pouco poderia fazer para levar o Japão a uma situação de governo democrático, não militarizado e não autoritário.

Os três "bêbados" consistem no Mestre Nankai, e dois interlocutores, um, de modos e pensamento europeus, por ele chamado de Gentleman, o outro de tendências militaristas, dito Champion. Ele trocam opiniões sobre como seria melhor o Japão se preparar para sustentar os desafios externos.


Eles bebem e trocam ideias sobre o que o Japão deveria fazer para se defender das potências agressoras mais avançadas, e também sobre como ele poderia se organizar internamente para conquistar a democracia e os princípios constitucionais dos países mais avançados do Ocidente.

O autor cita todos os filósofos europeus, os pensadores mais respeitados no mundo, na esperança de que o Japão caminhasse pela via do governo democrático.

Depois de muita conversa, e muita bebida, os dois visitantes se despedem. Dez dias depois, Mestre Nankai completou o seu livro:

"The two guests never returned. According to rumor, the Gentleman of Western Learning went to North America and the Champion went to Shanghai. Master Nankai, as always, keeps drinking." (p. 137)

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 18 de março de 2024




ABRI: 12º Concurso Nacional ABRI de Dissertações e Teses Universitárias em Relações Internacionais - Prêmio Professor Marcos Costa Lima

 Estão abertas até o dia 12 de abril as incrições para o 12º Concurso Nacional ABRI de Dissertações e Teses Universitárias em Relações Internacionais - Prêmio Professor Marcos Costa Lima.

O Concurso Nacional ABRI de Dissertações e Teses Universitárias em Relações Internacionais visa incentivar a produção científica e cultural no país e assegurar a difusão de trabalhos de excelência acadêmica e intelectual junto à comunidade e ao público em geral. O concurso está aberto a todas as autoras/es de dissertações de mestrado e teses de doutorado que se situem na área de Relações Internacionais, desde que não tenham sido publicadas por editora comercial, que tenham sido defendidas no ano de 2023.

Neste ano o Prêmio acolherá propostas de Dissertações e Teses de Centros de Pesquisa e Programas de Pós- Graduação vinculados à área de Ciência Política e Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação.

O resultado do Concurso será divulgado durante a Assembléia do 7º Seminário de Graduação e Pós-Graduação em Relações Internacionais da ABRI a realizar-se na UFRGS, em Porto Alegre.  

OBS: NÃO SERÃO ACEITAS PROPOSTAS INCOMPLETAS. TODA A DOCUMENTAÇÃO EXIGIDA DEVERÁ SER ENVIADA JUNTAMENTE COM O FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO DEVIDAMENTE PREENCHIDO.

Para acessar o edital, clique aqui.

Para acessar o formulário, clique aqui.

Adam Tooze repercute matéria sobre o dilema brasileiro em relação à China

 "Brazil’s industry ministry has launched a number of investigations into the alleged dumping of industrial products by China as Latin America’s largest economy reels from a wave of cheap imported goods. China’s exports grew 7.1 per cent in the first two months of this year, far outpacing growth in imports. “Prolonged declines in China’s export prices may cause trade tensions between China and some major economic powers to rise,” analysts at Nomura said in a research note on Friday. China’s exports to and imports from Brazil both rose by more than a third in the first two months of the year, according to Chinese customs data. The trade tensions create a dilemma for leftwing president Luiz Inácio Lula da Silva, who has sought to both nurture relations with Beijing and protect and develop Brazil’s national industries."

Crises dos grandes bancos, e o salvamento com dinheiro do contribuinte - Tobias Adrian e Marc Dobler (Blog do FMI)


More Work is Needed to Make Big Banks Resolvable

image of high rise office buildings, shot from ground level up

(Credit: Seibertfilm/iStock by Getty Images)

By Tobias Adrian and Marc Dobler

Almost a year ago, Credit Suisse, a globally systemic bank with $540 billion in assets and the second-largest Swiss lender, founded in 1856, failed and was sold to UBS. In the United States, Silicon Valley BankSignature Bank and First Republic Bank failed at around the same time amid Federal Reserve interest rate hikes to contain inflation. With a combined $440 billion of assets, these were the second, third, and fourth biggest bank resolutions since the Federal Deposit Insurance Corporation was created during the Great Depression.

This banking turmoil represented the most significant test since the global financial crisis of ending too-big-to-fail—whereby a systemic bank can be resolved while preserving financial stability and protecting taxpayers.

So, what’s the verdict? In short, while significant progress has been made, further work is required.

On the one hand, as we note in a recent report, the actions of authorities last year successfully avoided deeper financial turmoil, and the financial soundness indicators for most institutions signal continued resilience. In addition, unlike many of the failures during the global financial crisis, this time significant losses were shared with the shareholders and some creditors of the failed banks.

However, taxpayers were once again on the hook as extensive public support was used to protect more than just the insured depositors of failed banks. Amid a massive creditor run, the Credit Suisse acquisition was backed by a government guarantee and liquidity nearly equal to a quarter of Swiss economic output. While the public support was ultimately recovered, it entailed very significant contingent fiscal risk, and created a larger, more systemic bank. Use of standing resolution powers to transfer ownership of Credit Suisse, after bailing in shareholders and creditors, rather than relying on emergency legislation to effect a merger would have seen Credit Suisse shareholders fully wiped out and potentially less public support extended. We expect to learn more in the coming days when a Swiss report on the too-big-to-fail regime is issued.

In the United States, in addition to easing collateral requirements for liquidity support, the authorities cited systemic concerns to invoke an exception allowing protection of all deposits in two of the failed banks. This significantly increased costs for the deposit insurer which will need to be recouped from the industry over time. Even very large and sophisticated depositors were protected—not just the insured.

What we’ve learned

Intrusive supervision and early intervention are critical. Credit Suisse depositors lost confidence after prolonged governance and risk management failures. In the US, the failed banks pursued risky business strategies with inadequate risk management. Supervisors in both cases should have acted faster and been more assertive and conclusive. Our recent review of supervisory approaches found that the ability and will to act remain critical—and can suffer from unclear mandates or inadequate legal powers, resources, and independence as well as powerful financial sector lobbies. Policymakers need to better empower banking supervisors to act early and with authority if needed.

Even smaller banks can be systemic. Supervisory and resolution authorities should ensure sufficient recovery and resolution planning for the sector. This should include banks that may not be systemic in all circumstances but could be in some. This was a key recommendation of our latest Financial Sector Assessment Program for the US.

Resolution regimes and planning need sufficient flexibility. Policymakers should ensure resolution rules and plans are flexible enough to balance financial stability risks and taxpayer interests. Government support may still be required in some circumstances—for example, to avoid a systemic financial crisis. IMF staff recommended the equivalent of a systemic risk exception for the euro area, for example. While authorities should continue pursuing plan A, they need the flexibility to depart and from, and for example combine different resolution tools, as necessitated by the specific circumstances at the time of failure.

Liquidity in resolution is crucial. Banks typically fail because creditors lose confidence, even before the balance sheet reflects potential losses. Rebuilding capital buffers in resolution may not be sufficient on its own to restore confidence. Authorities must make further progress on how quickly banks heading into resolution could receive liquidity support—including prepositioning of collateral and testing preparedness—while still protecting central bank balance sheets.

Authorities in many countries need to strengthen deposit insurance regimes—as we recommended to Switzerland. New technology like 24/7 payments, mobile banking, and social media have accelerated deposit runs. Last year’s failures followed rapid deposit withdrawals, and deposit insurers and other authorities should be ready and able to act more quickly than many currently can. The US banks that failed were outliers—with balance sheets that had grown very rapidly, funded by a high degree of uninsured deposits. Where wider coverage is being considered, it would need to be adequately funded. Particularly in countries with deposit insurance that is not backed by a sovereign with deep pockets, policymakers should be careful not to overextend deposit insurance coverage. If not backed by a commensurate rise in deposit insurance funding, depositors could quickly lose confidence.

chart showing the size of deposit outflows in banks that failed in 2023 versus those that failed during the global financial crisis

The bottom line is that progress has been made, but there is still further to go in putting an end to too-big-to-fail. Last year’s bank failures provided a valuable check on the progress that policymakers are making on the reform agenda and to set course for the remaining ground to be covered.

IMF staff are working actively to support efforts in member countries to strengthen their supervision, resolution, liquidity assistance and deposit insurance frameworks including through FSAPs, technical assistance. We are also contributing to policy formulation at the international level, including a recently announced review of the international deposit insurance standard, and by earlier this year hosting with the Financial Stability Board a workshop for policy makers on the use of transfer powers in resolution.

—See the recent Global Financial Stability Note, The US Banking Sector since the March 2023 Turmoil: Navigating the Aftermath, for more analysis of affected banks and a deeper discussion of remaining vulnerabilities.


 

"Espionner, mentir, détruire. Comment le cyberespace est devenu un champ de bataille" - Martin Untersinger (Le Monde)

Comment la France a découvert une cyberattaque de haute volée et démasqué la Russie : extraits du livre « Espionner, mentir, détruire »

Martin Untersinger, journaliste au service Pixels du « Monde », publie, le 20 mars chez Grasset, « Espionner, mentir, détruire. Comment le cyberespace est devenu un champ de bataille ». Il y raconte la guerre désormais ininterrompue que se livrent les grandes puissances dans l’univers numérique. 

Le Monde, 18 Mars 2024


https://www.lemonde.fr/pixels/article/2024/03/18/comment-la-france-a-decouvert-une-cyberattaque-de-haute-volee-et-demasque-la-russie-extraits-du-livre-espionner-mentir-detruire_6222648_4408996.html?lmd_medium=pushweb&lmd_campaign=pushweb&lmd_titre=comment_la_france_a_decouvert_une_cyberattaque_de_haute_volee_et_demasque_la_russie_extraits_du_livre_espionner_mentir_detruire&lmd_ID=6222714

Bonnes feuilles. Ce 14 décembre 2022, [Guillaume Poupard] est las. Les traits tirés derrière son costume gris, il est auditionné par les députés pour la dernière fois. Dans deux jours, il quittera ses fonctions de directeur de l’Anssi [l’Agence nationale de sécurité des systèmes d’information, organisme chargé de la protection numérique de l’Etat]. Mais il a un ultime message à faire passer. Un refrain qu’il a souvent entonné mais qui n’imprime pas. Ou pas assez. Alors, il se lance dans une longue tirade.

« Il y a une menace dont on parle très peu car elle est très dérangeante. C’est celle de l’espionnage. Les victimes n’ont pas envie d’en parler, les attaquants encore moins. On est condamnés à dire que c’est très grave sans pouvoir donner beaucoup de détails, mais sachez que la pression qui est mise sur notre économie, sur nos institutions et sur nos administrations est absolument colossale. Face à nous, on a affaire à des Etats qui ont bien compris que l’information se trouvait au fin fond des systèmes informatiques et que la manière la plus rapide et la moins risquée d’aller chercher l’information la plus sensible, c’était l’attaque informatique. Je suis incapable de vous faire un bilan des conséquences de cet espionnage. En mettant bout à bout ce que j’ai eu à connaître, ça donne froid dans le dos. En termes d’impact économique, mais aussi en termes d’impact sur notre sécurité nationale. Nos adversaires savent où il faut attaquer. Cet espionnage est massif, il nous coûte très cher et il nous met probablement en danger. »

En quelques phrases, Guillaume Poupard a décrit les caractéristiques de l’espionnage informatique contemporain : omniprésent, ultra-sophistiqué, inlassable et extraordinairement difficile à repérer. A l’époque [des piratages] de Bercy, d’Areva ou de Safran, les Chinois ne se cachaient pas. Ils n’en avaient pas besoin, tant les défenses étaient abaissées. Désormais, c’est une autre histoire. Les espions sont de plus en plus nombreux, infiniment talentueux, repoussant les limites de ce que l’on pensait possible.



Call For Papers: Comparative Empire: Conflict, Competition, and Cooperation, 1750-1914 - Global Nineteenth-Century Studies

 Creio que até um império luso-brasileiro, com capital no Rio de Janeiro, como imaginado, ou desejado por alguns estadistas luso-brasileiros (inclusive José Bonifácio e Hipólito da Costa) poderia entrar nessa iniciativa de estudos especiais sobre os impérios (nem citam Portugal ou Espanha).

Greetings Paulo Roberto Almeida,
A new Announcement has been posted in H-LatAm.

Message from a proud sponsor of H-Net:

Postagem em destaque

O que eu teria a dizer sobre “Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira”? - Paulo Roberto de Almeida

O que eu teria a dizer sobre “Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira”? Paulo Roberto de Almeida  Sinceramente, eu não sei, ou talvez...