O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A economia politica da integração na AL - P.R. Almeida

Minha publicação mais recente: 


1705. “A economia política da integração regional latino-americana: uma visão ultrarrealista do estado da arte institucional
Revista do Instituto do Direito Brasileiro - RIDB (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa; ano 1, n. 8º, 2012, p. 4489-4523; ISSN: 2182-7567; 
Relação de Originais n. 2402.

Paulo Roberto de Almeida 

A economia de Adoniran Barbosa: o governo mora no Bras... - Celso Ming

O governo não deixa de ser engraçado, na sua tentativa de enganar a gente. Ele nos toma por debiloides, quando poderíamos facilmente retornar o cumprimento.
Também não deixa de ser engraçada esta crônica de costumes econômicos do jornalista Celso Ming, um gozador contumaz das trapalhadas deste governo. Também, pudera: os companheiros ajudam, com sua esquizofrenia econômica e sua mania de mentir...
Paulo Roberto de Almeida 

Isso não se faz, Arnesto

Celso Ming
O Estado de S.Paulo, 31 de outubro de 2012
Em vez de forçar os números para mostrar o cumprimento das metas das contas públicas, o governo Dilma podia ter atendido à sugestão do Samba do Arnesto e "ter ponhado um recado na porta" para dar alguma satisfação à sociedade. "Ansim: sinto muito, não deu pra esperá..." etc., e tal.
Ao longo de todo o ano, prometeu que a meta cheia do superávit primário de 3,1% do PIB seria religiosamente observada e, a cada Ata do Copom, o Banco Central assinou em cruz.
O superávit primário (sobra de arrecadação para pagamento da dívida) é um dos pilares da política econômica e um dos principais fatores cuja observância (relativa) permitiu a queda dos juros básicos (Selic).
Qualquer um compreenderia que, em plena crise global - a mais séria desde os anos 30 -, num ano eleitoral e de baixa atividade econômica (crescimento do PIB de 1,5%) e, portanto, de arrecadação mais baixa, certas metas não tinham mesmo como ser cumpridas à risca. Além disso, para estimular o consumo, o governo elevou as renúncias tributárias, o que também derrubou a arrecadação. Afinal, contados acertos e erros, o governo não está conseguindo entregar o prometido.
No entanto, em vez de assumir, em caráter excepcional, essa quebra de compromisso, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, prefere manter as aparências. Opta insistir em que tudo será como combinado, mesmo que tenha de sujeitar as estatísticas a contorcionismos de certa atrocidade.
O governo tem forçado estatais, especialmente o BNDES e a Caixa Econômica Federal, a adiantar a distribuição de dividendos para o Tesouro, compensada, em boa parte, com transferências de títulos públicos. E, como já aconteceu, empenhos de verbas normalmente entendidos como despesa passaram a ser considerados "investimento público".
Outras metas da política econômica do governo Dilma foram várias vezes revistas neste ano. Entre elas, a dos juros básicos, que começou sendo de um dígito (abaixo de 10% ao ano) e acabou aprofundada para 7,25%. O crescimento econômico (avanço do PIB) principiou o ano em 4,5%, mas, depois, foi sucessivamente ajustado para baixo. Deve terminar à altura do minguado 1,5%. Também a convergência da inflação para o centro da meta de 4,5% no ano-calendário foi deixada para trás. O Banco Central passou a ser bem mais tolerante com ela e deixou-a para mais adiante, "de forma não linear". Não dá para entender por que as autoridades da área fiscal continuam teimando com o superávit primário de 3,1% do PIB quando ficaram, digamos, incapacitadas de perfazê-lo.
O resultado é o que foi divulgado ontem pelo Banco Central: até setembro, o governo realizou menos de 60% da meta já revisada, de R$ 97 bilhões.
O maior prejuízo desse comportamento é a perda da capacidade do governo de mobilizar os agentes econômicos nos planos de crescimento. Quando, por exemplo, a presidente Dilma voltar a reunir a nata do empresariado e lhes pedir a liberação doespírito animal e a puxar pelos investimentos, eles vão argumentar que não dá para acentuar a dedicação quando o governo não só deixa de entregar o que promete, como também não reconhece que as coisas não estão saindo como o planejado. Ou seja, "na outra vez nóis num vai mais".

Fim do secularismo no Egito? Inicio da ditadura islamica? - Der Spiegel


Nervous on the NileMinorities Fear End of Secularism in Egypt

When he took office as Egypt's new president in June, Mohammed Morsi pledged to follow a pluralist policy that respected the rights of women and non-Muslim minorities. But everything he has done since then indicates that he intends to replace the secularist dictatorship of his predecessor with an Islamist one.
Info
Egypt's president sat cross-legged on a green rug with his eyes closed and hands raised in prayer. His lips moved as Futouh Abd al-Nabi Mansour, an influential Egyptian cleric, intoned: "Oh Allah, absolve us of our sins, strengthen us and grant us victory over the infidels. Oh Allah, destroy the Jews and their supporters. Oh Allah, disperse them, rend them asunder."
This was a Friday prayer service held in the western Egyptian port city of Marsa Matrouh on October 19. The words of this closing prayer, taken from a collection of sayings attributed to the Prophet Muhammad, seemed quite familiar to Mohammed Morsi, Egypt's new president. A video clip obtained by the US-based Middle East Media Research Institute (MEMRI) shows Morsi murmuring the word "amen" as this pious request for the dispersal of the Jews is uttered.
The Muslim Brotherhood, which backs Morsi, has since removed a note concerning the president's visit to Marsa Matrouh from its website, and the daily newspaper al-Ahram has reported that the president must have been "very embarrassed" over the matter. Are such statements enough to dispel the incident?
Fighting to Keep Church and State Apart
Morsi has been in power for four months. In June, with the backing of the Muslim Brotherhood, Morsi won a narrow victory over a representative of the country's former regime. Many voters supported Morsi only out of fear of a return to the days of dictatorship. But the new president has remained an enigma to his people. Who is this man with an American Ph.D. in engineering, who sometimes presents himself as a democrat and a peacemaker and sometimes as a hard-line Islamist?
The tasks facing Egypt's first freely elected president remain unresolved. Indeed, these are immense economic and social problems that can't simply be waved away. At the same time, precisely the thing that secularists, leftists and Christians have long feared is coming true: Egypt is growing ever more religious.
For the last three weeks, the activists who previously protested against the country's military council and the old regime of Hosni Mubarak have once again been gathering regularly on Cairo's Tahrir Square. Their new opponent is the Muslim Brotherhood, which the demonstrators believe is in the process of establishing a new dictatorship -- but an Islamist one.
The protests are primarily directed against the Islamists' attempts to push a religious constitution on the country. A constitutional council convened by Egypt's parliament has suggested redefining the roles of church and state, with the "rules of Sharia" becoming the basis for the country's laws. This would also entail re-examining and renegotiating the issue of equality between men and women.
The committee is dominated by members of the Muslim Brotherhood and by Salafists; the secularists and Christians who once sat on it abandoned it in protest. "Laws like these will land us in the Middle Ages," says Ahmed al-Buraï, a lawyer who stepped down from the committee. "This would be the end of our 200-year-old civil state."
Broken Promises
On October 12, when Morsi's detractors took to Tahrir Square for the first time, buses of Muslim Brotherhood supporters arrived, as well. These bearded men set one of the secularists' platforms on fire, threw stones at their opponents and shouted: "We love you, oh Morsi." More than 150 people were injured.
One Muslim Brotherhood spokesman later claimed that those who committed the violence were not organization members. Instead, he said they were so-called baltagiya, or groups of thugs hired by "dark forces" trying once again to drag the Brotherhood's name through the mud. Yet bloggers have proved that the Islamists had long-established plans to sabotage the event.
Images of protests against the president don't look very good on television, especially not when they are held on the very square that has become the global symbol of the Arab Spring. But although the atmosphere in Egypt is tense, Morsi is doing little to connect with his critics. After his electoral victory, he promised to be the president of "all Egyptians." He even announced his intention to leave the Muslim Brotherhood so as to be able to perform his role neutrally as well as his plan to install women and representatives of the country's Coptic Christian minority in high government positions. So far, nothing has come of those promises.
"He has yet to internalize the idea that the existence of an opposition is an important instrument of democracy," says Amr Hamzawy, a Cairo-based political scientist. "He's well on his way to creating a single-party system, just as it was under Mubarak."
The 'Ikhwanization' of Egypt
Egypt's critical newspapers call this trend "ikhwanization," with "ikhwan" meaning "brothers." The process has seen the president and the Muslim Brotherhood bringing all state-run institutions under their control within a short period of time. This includes state-owned media, where critical editors-in-chief have been replaced with Morsi supporters.
The "Holy Koran," a state-run radio service that has traditionally been moderate in terms of religion, has also become "ikhwanized." It has declared that so-called liberals are nothing more than immoral heretics who have "fallen" from Islam and are bent on the single goal of destroying society, and it has asserted that only the president can lead the country to "true Islam."
In some parts of the country, Egyptians seem to be trying to outdo one another in their displays of piety. A teacher in the Luxor governorate, in southern Egypt, recently cut off the hair of two 12-year-old students after the girls refused to wear headscarves. The incidents sparked protests, and the teacher was transferred to another school.
When a Coptic Christian tried to order a beer in a suburb of Cairo last week, the waiter reacted violently. The government plans to massively restrict the consumption of alcohol, a move whose effects will also be felt by members of the country's Christian minority. Especially in Upper Egypt and in Alexandria, where religious tensions already existed under Hosni Mubarak, thousands of Christians are believed to have applied for visas for the United States and European countries.
The Men Behind the President
What has become of Morsi's promise to be an impartial president? "The boundaries between the office of the president and the leadership of the Muslim Brotherhood aren't defined," says Hamzawy, the political scientist, in an understated way.
Many Egyptians believe Morsi is still taking his cues from two men in particular. One is Mohammed Badie, a 69-year-old professor of veterinary science and the man to whom all members of the movement swear lifelong loyalty as the Brotherhood's "supreme guide."
The other, Khairat el-Shater, was initially the Muslim Brotherhood's presidential candidate, but he was disqualified before the election on account of having once been imprisoned for money-laundering -- although this was admittedly under Mubarak, who used his justice system to sideline political opponents. Shater, a millionaire with good connections to the Gulf states, is considered an important financial backer of the Muslim Brotherhood and is believed to have been Morsi's direct superior within the organization.

Shater has considerably expanded his empire of supermarket chains and textile and furnishings shops in the new Egypt. Likewise, he's viewed as a model businessman among the Muslim Brotherhood, which has so far continued Mubarak's neoliberal economic policies. It's an approach meant to win the trust of the foreign investors that Egypt so desperately needs.
Mubarak left his successor a country deeply in debt, where millions of people are unemployed and a quarter of the population lives below the poverty line. For years, salaries were constantly kept low and unions were suppressed.
Keeping Egypt from national bankruptcy will eventually require unpopular decisions, such as cuts to gas and bread subsidies. But, so far, Morsi has decided to wait it out. The only area where he has been active is a different one entirely: In a television address last week, Morsi announced a new religious campaign that will see an army of preachers fan out through the country "spreading the true word among the people." It's a re-education measure that may yet help to dislodge Western ideas from people's heads -- such as the absurd belief that religion is a private matter.
Translated from the German by Ella Ornstein

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ah, esse capitalismo monopolista internacional, tao perverso, tao concentrador, tao contrario a inovacao...

Eu já imagino os companheiros que dão aulas de sociologia, de geografia, de filosofia, de qualquer coisa parecida com ideologia, em cursos médios e superiores. Eles vão ficar tão contentes ao saber dessa notícia!
Confirma tudo o que eles esperam do capitalismo concentrador, perverso, monopólico, logo eles que adoram um partido exclusivo, dominante hegemônico.
Parece que o capitalismo vai ficar agora parado nessas 147 supercorporações que dominam o mundo, e que se reunem de noite, secretamente, para complotar contra o nosso bem estar, para preservar o seu monopólio justamente nesse número mágico de 147.
E elas ainda estão concentradas no hemisfério Norte...
Não é o que se espera de qualquer boa teoria conspiratória?
Paulo Roberto de Almeida


Ernesto Carmona - de Santiago do Chile, 30/10/2012



Um estudo da Universidade de Zurich revelou que um pequeno grupo de 147 grandes corporaçõestrasnacionais, principalmente financeiras e mineiro-extrativas, na prática controlam a economia global. O estudo foi o primeiro a analisar 43.060 corporaçõestransnacionais e desentranhar a teia de aranha da propriedade entre elas, conseguindo identificar 147 companhias que formam uma “super entidade” que controla 40% da riqueza da economia global.
O pequeno grupo está estreitamente interligado através das diretorias corporativas e constitui uma rede de poder que poderia ser vulnerável ao colapso e propensa ao “risco sistemico”, segundo diversas opiniões. OProject Censored (Projeto Censurado, em tradução livre) da Universidade Estadual de Sonoma, na Califórnia, EUA, desclassificou esta notícia e sua repercussão foi sepultada pelos meios de comunicação norte-americanos. Mas Peter Phillips, professor de sociologia naquela universidade, ex-diretor do Projeto Censurado e atual presidente da Fundação Media Freedom/Project Censored, fez referência a ela em seu trabalho The Global 1%: Exposing the Transnational Ruling Class (O Um Por Cento Global: Exposição da Classe Dominante Transnacional), assinado com Kimberly Soeiro e publicado em projectcensored.org.
Os autores do estudo são Stefania Vitali, James B. Glattfelder e Stefano Battiston, pesquisadores da Universidade de Zurich (Suíça), os quais publicaram seu trabalho a 26 de outubro 2011, sob o título A Rede de Controle Corporativo Global (The Network of Global Corporate Control) na revista científica plosone.org.
Na apresentação do estudo publicado na PlosOne, os autores escreveram: “A estrutura da rede de controle das empresas transnacionais afeta a concorrência do mercado mundial e a estabilidade financeira. Até agora, foram estudadas somente pequenas mostras nacionais e não existia uma metodologia adequada para avaliar o controle a nível mundial. Apresenta-se a primeira pesquisa da arquitetura da rede de propriedade internacional, junto ao cálculo da função mantida por cada contendor global”.
“Verificamos que as corporações transnacionais formam uma gigantesca estrutura como gravata de laço e que uma grande parte dos fluxos de controle conduzem para um pequeno núcleo muito unido de instituições financeiras. Este núcleo pode ser visto como um bem econômico, uma “super-entidade” que propõe novas questões importantes, tanto para os pesquisadores como para os responsáveis políticos”.
O diário conservador britânico Daily Mail foi talvez o único do mundo a publicar esta notícia, em 20 de outubro 2011, assinada por Rob Waugh com o chamativo titulo: Existe uma ‘super-corporação’ que dirige a economia global. O Estudo ressalta que esta célula empresarial gigante poderia ser terrivelmente instável. A pesquisa concluiu que 147 empresas criaram uma “super entidade” dentro do grupo, controlando 40% da riqueza mundial”.
Waugh explica que o estudo da Universidade de Zurich “prova” que um pequeno grupo de companhias – principalmente bancos – exerce um poder enorme sobre a economia global. O trabalho foi o primeiro a examinar um total de 43.060 corporações transnacionais, a teia de aranha da propriedade entre elas e estabeleceu um “mapa” de 1.318 empresas como coração da economia global.
“O estudo encontrou que 147 empresas desenvolveram em seu interior uma “super entidade”, controladora de 40% de sua riqueza. Todos possuem parte ou a totalidade de um e outro. A maioria são bancos – os 20 top, incluídos Barclays e Goldman Sachs. Mas o estreito relacionamento significa que a rede poderia ser vulnerável ao colapso”, escreveu Waugh.
O 1% do mundo
“Efetivamente, menos de 1% das empresas foi capaz de controlar 40% de toda a rede”, disse ao Daily Mail James Glattfelder, teórico de sistemas complexos do Instituto Federal Suíço de Zurich, um dos três autores da investigação.
Alguns dos supostos que subjazem no estudo foram criticados, como a ideia de que propriedade equivale a controle. “No entanto, os pesquisadores suíços não têm nenhum interesse pessoal: limitaram-se a aplicar à economia mundial modelos matemáticos utilizados habitualmente para modelar sistemas naturais, usando o Orbis 2007, um banco de dados que contém 37 milhões as companhias e investidores”, informou Waugh.
O economista John Driffil, da Universidade de Londres, especialista em macroeconomia, disse à revista New Scientist que o valor do estudo não radicava em ver quem controla a economia global, mas em mostrar as estreitas conexões entre as corporações maiores do mundo. O colapso financeiro de 2008 mostrou que este tipo de redes estreitamente unidas pode ser instável.
– Se uma empresa sofre uma angústia, esta se propaga – disse Glattfelder.
Para Rob Waugh e o Daily Mail há um “senão”: “Parece pouco provável que as 147 corporações no coração da economia mundial pudessem exercer um poder político real, pois representam demasiados interesses”, assegurou o diário conservador britânico.
A riqueza global do mundo estima-se que se aproxima dos US$ 200 bilhões, ou seja, duas centenas de milhões de milhões. Segundo Peter Phillips e Kimberly Soeiro, 1% mais rico da população do planeta agrupa, aproximadamente, 40 milhões de adultos. Estas pessoas constituem o segmento mais rico da população dos países mais desenvolvidos e, intermitentemente, em outras regiões.
Segundo o livro de David Rothkopf Super-classe: a Elite de Poder Mundial e o Mundo que está Criando, a super elite abarcaria aproximadamente 0,0001% (1 milionésima parte) da população do mundo e compreenderia umas 6 a 7 mil pessoas, embora outros assinalem 6,6 mil. Entre esse grupo, teria que se procurar os donos das 147 corporações a que se refere o estudo dos pesquisadores de Zurich.
Ernesto Carmona é jornalista e escritor chileno.
• Artigo publicado originariamente em Diário da Liberdade.

BRASA: ajuda de pesquisa a jovens estudantes


The Brazilian Studies Association (BRASA) announces the 2013 Brazilian Initiation Scholarship Competition

The Brazilian Initiation Scholarship (BIS) is a key component of BRASA’s agenda to expand Brazilian Studies in the United States.  BRASA invites applications from graduate and undergraduate students for a one-time $1,500 travel scholarship to do exploratory research or language study in Brazil.  This scholarship targets aspiring Brazilianists with relatively little or no experience in Brazil.  It seeks to contribute to the student’s initial trip (for a period from six weeks to three months), to heighten the student’s interest in Brazil, and deepen his/her commitment to Brazilian studies in the United States.  Students are encouraged to combine this scholarship with other grants or awards. 
Eligibility:  Proposals for the BIS will be reviewed according to the following criteria:
Highest priority will be given to applicants who are outstanding college seniors, recent college graduates applying to graduate programs in Brazilian studies or in Latin American studies with the intent of focusing on Brazil, or new graduate students already focusing on Brazil.
 Students from all disciplines in the humanities and social sciences are eligible.  In exceptional cases, applications from the natural sciences will be given consideration (for example, someone in environmental sciences who is writing a dissertation on the Amazon or pollution in São Paulo and who plans to continue research on Brazil).
Preference will be given to those applicants who have little or no in-country experience in Brazil.  A student requesting funding to undertake an exploratory research trip should present evidence at the time of the application that he/she has achieved at least an intermediate level of competence in the Portuguese language sufficient to carry out the proposed research.
 An applicant seeking support to undertake language studies should present evidence that after returning to the US, he/she intends to continue studying Portuguese and plans to engage in research on Brazil.
Successful applicants may combine BIS with other grants, scholarships, or awards, as long as he/she specifies clearly how the funds are going to be spent (for example, the BRASA scholarship might be used to cover travel costs, while a grant from another source could be used for living expenses, etc.).
Application Process:  A complete application (partial applications will not be considered) will include the following documents: (NOTE THAT ALL OF THE DOCUMENTS EXCEPT FOR THE TRANSCRIPTS AND LETTERS OF RECOMMENDATION MUST BE SUBMITTED AS ONE PDF OR MSWORD DOCUMENT).
The application cover page (download form);
(1) A two-page prospectus (double spaced, 12-point font);
(2) A two-page résumé or CV;
(3) A budget specifying how the $1500 will be spent;
(4) In the case of undergraduates or recent college graduates, a letter of intent to study Brazil in graduate school;
(5) If applying for exploratory research, include a two-page bibliography on the subject of study, and present evidence that the applicant has achieved at least an intermediate level of competence in Portuguese (competence can be demonstrated by a transcript or a letter from a university instructor of Portuguese);
(6) If applying for Portuguese language study, the name of the school should be specified;
(7) Proof of membership in BRASA;
(8) Two letters of recommendation from professors; and
(9) Copies of undergraduate and graduate transcripts.
The letters of recommendation and transcripts may be mailed directly to BRASA at the address below.  All other materials should be submitted together either as PDF or MSWord files in a single email to brasa-illinois@illinois.edu.
Evaluation Criteria and Selection Process:
In order to be considered for the scholarship, the two-page prospectus should:
(1) Clearly and coherently outline the project’s engagement with Brazil;
(2) Demonstrate as precisely as possible the feasibility of the proposed project (exploratory research or language study) and how it will contribute to the student’s academic development;
(3) Briefly discuss the role the work undertaken in Brazil will play in shaping the applicant’s future course of academic study (for instance, it could be the seed project for a larger grant application, provide the basis of a paper prepared for presentation at a BRASA conference, or serve as the foundation for future research on Brazil).
Report: Upon completion of the research experience in Brazil, recipients are required to file a two-page, double-spaced report with the BRASA Executive Director summarizing their activities and identifying relevant academic outcomes. In addition, a statement accounting for the expenditure of funds must be sent to the BRASA Executive Director. If the scholarship was used to study Portuguese, recipients should attach a certificate from the school where language studies were conducted. Following completion of studies in Brazil, BRASA strongly encourages recipients to participate in a subsequent BRASA congress in order to report on their activities. 
Deadline for application: November 15, 2012.
Awards will be announced by February 1, 2013
To submit a proposal and for all other correspondence regarding this award, contact:

BRASA
223 International Studies Building
910 South Fifth Street
University of Illinois at Urbana-Champaign Champaign

Illinois 61820
217-333-8248 (tel)217-244-7333 (fax)
Email: brasa-illinois@illinois.edu

Cooperacao Sul-Sul = autoservidao voluntaria?

Abaixo uma información sobre o seminário "Cooperação Sul-Sul, Cooperação Triangular e Cooperação Descentralizada", organizado pelo Instituto de Estudos Políticos e Sociais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e pelo Observatório de Política Sul-americana (OPSA), que será realizado no Rio de Janeiro, Brasil, no dia 9 de novembro de 2012.

Antes porém uma informação sobre o que eu penso desse tipo de auto-castração voluntária que praticam certos governos em nome de não se sabe bem qual causa, qual excelência, qual aproveitamento máximo das possibilidades de cooperação existentes no mundo.
Suponho que ninguém tenha nada contra a cooperação triangular, a quadrangular, a pentagonal, a sexagonal, a octogonal, a plurilateral e a multilateral, todas são possíveis e bem vindas. Suponho, igualmente, que a descentralizada pode ser útil em alguns casos, em outros se recomendaria algo mais centralizado, e quem sabe até unilateral e unidirecional. Ou seja, tudo é possível em matéria de cooperação, inclusive porque, como diz o velho ditado, a cavalo dado não se olham os dentes. Quem recebe, se não fica preguiçoso com os donativos generosos, pode aprender algo e ficar até agradecido, supondo-se que aquilo não vicie o cidadão.
Agora, francamente, cooperação sul-sul em nome do que, exatamente? O Sul é melhor do que o Norte, tem mais tecnologia, mais recursos, superou o Norte, tem soluções geniais para os nossos problemas? Se esse for o caso, não tenho nada contra, mas tenho uma pequena desconfiança que não seja bem o caso, e que uma cooperação com viseiras geográficas seja, além de canhestra, redutora e simplista, basicamente estúpida, se for considerada como a forma ideal de cooperação.
Dito isto, eis o que escrevi a respeito: 


2425. A política externa das relações Sul-Sul: um novo determinismo geográfico?”, Brasília, 21 setembro 2012, 15 p. Texto guia para palestra de encerramento na Semana RI de Florianópolis, em 5/10/2012. Disponível no site pessoal (link: http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/2425RelacoesSulSul.pdf). Informado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/10/trabalhos-pra-relacoes-sul-sul-e.html).

E agora, o tal do seminário Sul-Sul e outras geringonças. Tem gente que gosta muito desse tipo de coisa. Eu só acho estranho...
Paulo Roberto de Almeida 


Uma Brasa intelectual: congressos dos estudiosos do Brasil

 Chamada para propostas de sede para os próximos Congressos da BRASA: BRASA XIII (2016) e BRASA XIV (2018)

O Comitê Executivo da BRASA está recebendo propostas de instituições para sediarem o XIII Congresso da BRASA em 2016 e pré-propostas para o XIV Congresso da BRASA em 2018. O prazo final para o envio de ambas as propostas é 15 de novembro de 2012. 
As propostas para 2016 e pré-propostas para 2018 devem conter os elementos descritos abaixo. No entanto, as propostas para sediar a BRASA XIII em 2016 deverão ser mais detalhadas do que as pré-propostas para BRASA XIV em 2018. Serão aceitas candidaturas para apenas um dos eventos ou para ambos. Salvo manifestação em contrário, as propostas não selecionadas para sediarem o BRASA XIII em 2016 serão automaticamente consideradas para o BRASA XIV em 2018. 
As propostas completas deverão incluir:
1 Introdução:
Na introdução, deverá constar um breve perfil da Instituição proponente e sua capacidade para sediar um Congresso de grande porte. No caso de instituições não brasileiras, deverá conter uma visão geral sobre a sua tradição de estudos sobre o Brasil (incluindo uma lista de professores, programas e cursos relevantes no tema).
2 Instalações
Indicar o local onde se realizarão as conferências e demais reuniões do Evento (ser o mais específico possível, indicando a quantidade de salas de reuniões, a capacidade de amplas salas de reuniões e salões de eventos, bem como a disponibilidade potencial desses espaços e o acesso aos meios de transportes).
3 Acomodações
Indicar as opções de alojamentos (hotéis, pousadas etc.) para os participantes da Conferência.
4 Os recursos da Instituição
Indicar os recursos disponíveis para o evento. Cartas de apoio de universidade ou faculdades, administradores indicando interesse da instituição e compromisso com a conferência serão particularmente úteis. Por favor, seja o mais específico possível ao nomear as pessoas da instituição que irão comprometer-se a planejar e executar a conferência, em parceria com os representantes da Brasa.
5 Datas propostas
Geralmente o Congresso da Brasa é realizado entre o final de julho e meados de setembro dos anos pares. BRASA irá trabalhar com a instituição selecionada para determinar as datas ideais. Indique o mais especificamente possível as datas pretendidas e da disponibilidade de salas de reuniões, acomodações e transporte durante essas datas. (Nota: não há necessidade de especificar as datas para Congresso de 2018; a Comissão estará em contato com as candidaturas a respeito).
6 Pessoa de Contato
A proposta deve conter com um breve perfil acadêmico e profissional do responsável da Instituição para o planejamento e execução do Congresso (experiência em planejamento e execução de grandes eventos acadêmicos será particularmente considerada).
Por favor, envie propostas concluídas em docx ou pdf para:
Bryan McCann: bm85@georgetown.edu 
Sonia Ranincheski: Ranincheski.s@gmail.com 
Desde já o Comitê Executivo agradece a todos os anfitriões potenciais. Entendemos que a realização de um grande Congresso é uma iniciativa importante e agradecemos o interesse em sediar o Congresso da BRASA.
Em caso de dúvidas, entrar em contato com Bryan McCann ou Sonia Ranincheski, via e-mail acima ou pelo telefone +1 (202) 687 3552.

Anuario nao-neoliberal da integracao alternativa na América Latina

Bem, o título já revela um pouco do conteúdo deste verdadeiro manual alternativo da suposta integração latino-americana, na qual o que menos importa parece ser o comércio, e sim os atos políticos anti-imperialistas (quando não antiamericanos) e declaradamente não neoliberais.
Os autores, típicos acadêmicos armados bem mais de conceitos do que de estudos empíricos, se preocupam em saber, e hesitam em encontrar o termo exato, se a nova integração deve ser chamada de pós-neoliberal, pós-hegemônica, ou pós-liberal.
Quando os acadêmicos se enredam nos conceitos, em lugar de se ocupar de uma análise objetiva dos dados da realidade, já se pode desconfiar que não haverá nada de muito útil, ou simplesmente realista, nesse alinhamento de grandes palavras -- hegemonia, dominação, capitalismo, concertação política e quejandos -- para, finalmente, desvendar muito pouco dos experimentos em curso, aliás considerados bem vindos, pelos autores, mesmo se eles distanciam o continente da integração produtiva, da rede de investimentos diretos estrangeiros, da liberalização dos fluxos financeiros, que constituem as marcas desse processo na Ásia-Pacífico, em contraste com os nítidos retrocessos observados no continente.
Enfim, pode ser que entre os leitores deste blog se encontrem true believers na maravilha da integração bolivariana, obviamente alternativa ao comercialismo neoliberal, por isso vai a recomendação recebida por email. 
Aproveito para informar que acabo de concluir a redação de um livro sobre a integração regional, que deve ser publicado até março de 2013, pela Editora Saraiva. Depois falarei mais sobre ele.
Paulo Roberto de Almeida 

Estimad@,

Prezados colegas,

El mismo esta disponible en versión digital accediendo al siguiente link: 
O mesmo está disponível em versão digital no seguinte link:

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Batalha de Stalingrado (1942) - J. Bradford DeLong


Conheço a obra deste professor, brilhante economista, mas não sabia que ele também era propenso a tratar de temas paralelos à economia.
Bela homenagem aos que morreram em Stalingrado, uma batalha entre dois totalitarismos.
Paulo Roberto de Almeida

Our Debt to Stalingrad
J. Bradford DeLong
25 October 2012

BERKELEY – We are not newly created, innocent, rational, and reasonable beings. We are not created fresh in an unmarked Eden under a new sun. We are, instead, the products of hundreds of millions of years of myopic evolution, and thousands of years of unwritten and then recorded history. Our past has built up layer upon layer of instincts, propensities, habits of thought, patterns of interaction, and material resources.
On top of this historical foundation, we build our civilization. Were it not for our history, our labor would not just be in vain; it would be impossible.
And there are the crimes of human history. The horrible crimes. The unbelievable crimes. Our history grips us like a nightmare, for the crimes of the past scar the present and induce yet more crimes in the future.
And there are also the efforts to stop and undo the effects of past crimes.
So it is appropriate this month to write not about economics, but about something else. Seventy-nine years ago, Germany went mad. There was delinquency. There was also history and bad luck. The criminals are almost all dead now. Their descendants and successors in Germany have done – and are doing – better than anyone could have expected at grappling with and mastering the nation’s unmasterable past.
Seventy years ago, 200,000 Soviet soldiers – overwhelmingly male and predominantly Russian – crossed the Volga River to the city of Stalingrad. As members of Vasily Chuikov’s 62nd Army, they grabbed hold of the nose of the Nazi army and did not let go. For five months, they fought. And perhaps 80% of them died in the ruins of the city. On October 15 – a typical day – Chuikov’s battle diary records that a radio message was received from the 416th Regiment at 12:20 PM: “Have been encircled, ammunition and water available, death before surrender!” At 4:35 PM, Lieutenant Colonel Ustinov called down the artillery on his own encircled command post.
But they held on.
And so, 70 years ago this November – on November 19 to be precise – the million-soldier reserve of the Red Army was transferred to General Nikolai Vatutin’s Southwestern Front, Marshal Konstantin Rokossovsky’s Don Front, and Marshal Andrei Yeremenko’s Stalingrad Front. They went on to spring the trap of Operation Uranus, the code name for the planned encirclement and annihilation of the German Sixth Army and Fourth Panzer Army. They would fight, die, win, and thus destroy the Nazi hope of dominating Eurasia for even one more year – let alone of establishing Hitler’s 1,000-year Reich.
Together, these 1.2 million Red Army soldiers, the workers who armed them, and the peasants who fed them turned the Battle of Stalingrad into the fight that, of any battle in human history, has made the greatest positive difference for humanity.
The Allies probably would have eventually won World War II even had the Nazis conquered Stalingrad, redistributed their spearhead forces as mobile reserves, repelled the Red Army’s subsequent winter 1942 offensive, and seized the Caucasus oil fields, thus depriving the Red Army of 90% of its motor fuel. But any Allied victory would have required the large-scale use of nuclear weapons, and a death toll in Europe that would most likely have been twice the actual World War II death toll of perhaps 40 million.
May there never be another such battle. May we never need another one.
The soldiers of the Red Army, and the workers and peasants of the Soviet Union who armed and fed them, allowed their dictatorial masters to commit crimes – and committed crimes themselves. But these crimes fall short by an order of magnitude of the great service to humanity – and especially to western European humanity – that they gave in the rubble along the Volga River 70 years ago this fall.
We are the heirs to their accomplishments. We are their debtors. And we cannot repay what we owe to them. We can only remember it.
But how many NATO leaders or European Union presidents and prime ministers have ever taken the time to visit the battle site, and perhaps lay a wreath to those whose sacrifice saved their civilization?

J. Bradford DeLong is Professor of Economics at the University of California at Berkeley and a research associate at the National Bureau for Economic Research. He was Deputy Assistant US Treasury Secretary during the Clinton Administration, where he was heavily involved in budget and trade negotiations. His role in designing the bailout of Mexico during the 1994 peso crisis placed him at the forefront of Latin America’s transformation into a region of open economies, and cemented his stature as a leading voice in economic-policy debates.