domingo, 18 de maio de 2014

Ainda o tema: Itamaraty liberou geral, vistos para paises islamicos

CHANCELER TERÁ DE EXPLICAR ‘PORTAS ABERTAS’ AO ISLÃ
OPOSIÇÃO QUER SABER POR QUE O BRASIL FOI ESCANCARADO AOS MUÇULMANOS
Publicado: 17 de maio de 2014 às 0:03 - Atualizado às 20:52
Por: 
Antonio Cruz ABr - Luiz Alberto Figueiredo
Chanceler vai ter que se explicar na Câmara dos Deputados. Foto: Antonio Cruz/ABr
A oposição quer convocar o ministro Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores) para explicar a recomendação de facilitar vistos de entrada no Brasil de pessoas de países islâmicos, alguns acusados de tolerar grupos terroristas. O requerimento é dos deputados do DEM Onyx Lorenzoni (RS), Pauderney Avelino (AM), e Mendonça Filho (PE). A ordem do governo chegou às embaixadas e consulados num momento de grande preocupação com segurança, às vésperas da Copa.
Revelada nesta coluna, a circular telegráfica n° 94443/375, sobre vistos para pessoas de países islâmicos, indignou os próprios destinatários.
O governo quer facilitar a entrada no Brasil de nacionais do Irã, Iraque, Afeganistão, Jordânia, Líbano, Líbia, Palestina, Paquistão e Síria.
A decisão pré-Copa ocorre a despeito desses países encontrarem-se em áreas conflagradas e tomadas pela ação de grupos terroristas. Leia na Coluna Cláudio Humberto.

Concurso do FMI: alguns comentários pessoais - Paulo Roberto de Almeida

O FMI anunciou um concurso, como vocês podem ver nesta postagem que efetuei anteriormente:

sábado, 17 de maio de 2014

- See more at: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/05/estudante-universitario-uma-boa-redacao.html#sthash.XrYb0HhW.dpuf

Sem pretender, e sem poder concorrer, ainda assim o tema me interessou. Mas, como só podia ser uma redação de 500 palavras, acabei escrevendo um pouco mais do que isso, mas acredito que os candidatos encontrarão o seu próprio estilo e preferências. Como sempre escrevo demais, eu também seria eliminado por isso.
Boa sorte, em todo caso...
Paulo Roberto de Almeida

Como construir um futuro melhor para a América Latina

Paulo Roberto de Almeida
Hartford, 17-18 de Maio de 2014

Tomei conhecimento, recentemente, deste concurso aberto pelo FMI, voltado para estudantes universitários (o que eu não sou mais), e destinado a selecionar cinco felizardos (ou respondedores merecedores) para um estágio na capital americana, à condição que a redação oferecida em respostas às questões colocadas abaixo seja considerada boa o bastante – na verdade teria que ser excelente – para corresponder ao prêmio oferecido. Creio que se trata de uma boa oportunidade para estudantes brasileiros, sobretudo porque oferecem inclusive a possibilidade de que a redação possa ser feita em Português. Suponho que tenha de ser em bom Português, ademais de certa consistência na argumentação, ou perfeita adequação do argumento às questões que foram colocadas. Leiam:

Concurso do FMI: 8 de março a 30 de maio de 2014
Prazo para envio da redação:
30 de maio de 2014, para o endereço: ConcursoFMI@imf.org

Como parte dos preparativos para as Reuniões Anuais de 2015, que serão realizadas em Lima, o FMI convida os estudantes universitários latino-americanos a escreverem uma redação curta (500 palavras) sobre o tema “Como construir um futuro melhor para a América Latina”. A redação deverá focalizar a opinião dos jovens sobre os temas e desafios que afetam as futuras gerações e suas possíveis soluções. O concurso está aberto a estudantes de vários países da região. Os idiomas oficiais são espanhol, inglês e português.

A redação deve ser estruturada em torno das seguintes perguntas:
i) Quais são, na sua opinião, os três maiores desafios que a região enfrenta?
ii) Qual é o tema que mais o preocupa sobre seu futuro?
iii) O que você e sua geração podem fazer hoje e nos próximos 10 anos para melhorar as perspectivas para sua região?


Não posso, como disse, participar do concurso, mas talvez possa oferecer algumas sugestões de redação aos candidatos, ou seja, aos estudantes interessados em apresentar suas redações de até 500 palavras sobre o tema geral e sobre as questões em especial. Não o faço com a intenção de sugerir a ninguém que copie as minhas propostas, mas apenas porque o tema me interessa e apresenta para mim o desafio de sintetizar uma vida de leituras, de estudo e de reflexões sobre a América Latina e o seu não desenvolvimento, eventualmente tocando nos pontos certos (não eventualmente aqueles esperados pelos organizadores, ou revisores das revisões, mas pelo menos aqueles que eu mesmo considero como corretos, ou necessários). Vejamos, portanto, o que eu poderia oferecer como sugestão.

Como construir um futuro melhor para a América Latina
A própria formulação do título já deixa supor, ou entender, que o passado, certamente, e o presente, possivelmente, não foram os melhores possíveis; ou seja, para haver um futuro melhor para a região, algumas coisas, certamente, ou mesmo muitas coisas, possivelmente, devem ser mudadas, novas políticas devem ser implementadas e diversas medidas precisariam entrar em vigor, imediatamente, em médio prazo e de forma contínua, para que o continente deixe de ser o marasmo que foi nas últimas décadas, de fato no último meio século, com seus altos e baixos em termos de crescimento, diversos surtos hiperinflacionários, planos frustrados de estabilização, trocas de moedas, calotes nas dívidas interna e externa, fuga de capitais, desvalorizações cambiais, desinvestimentos, dezenas de ministros de economia substituídos, sem falar de alguns golpes de estado e mudanças de regime completas (nem sempre para melhor).
A recomendação efetuada – “A redação deverá focalizar a opinião dos jovens sobre os temas e desafios que afetam as futuras gerações e suas possíveis soluções.” – também traduz esse sentido de urgência e frustração, pois desafios e soluções são termos que só se empregam quando existe uma percepção de carência quanto às políticas e resultados “normais”, ou considerados satisfatórios. Essa percepção não deveria surpreender, pois é um fato que a América Latina acumulou tantas carências sociais, e tantas políticas econômicas equivocadas, ao longo desse último meio século, que a conclusão a ser tirada dos diversos itinerários nacionais só pode ser a de um fracasso rotundo, ou pelo menos de insuficiências repetidas (embora existam exceções, mas depois dos referidos fracassos, como já referido). Vejamos agora as questões a que devem responder os candidatos.

i) Quais são, na sua opinião, os três maiores desafios que a região enfrenta?
Se dependesse exclusivamente de mim, eu diria apenas isto: educação, educação, educação, ponto. Com educação de qualidade, os próprios latino-americanos  poderiam resolver os seus problemas, e não precisariam da ajuda de nenhum organismo multilateral – seja ele o FMI, o BIRD, o BID, a ONU, ou qualquer outro – para ajudá-los a encontrar soluções feitas sob encomenda ou por sugestão de tecnocratas nacionais ou “multilaterais”. Como aparentemente o continente carece de pessoal capacitado, os tecnocratas estrangeiros se apresentam para “ajudá-los”, das mais diversas maneiras, inclusive promovendo concursos para estudantes. Talvez cabeças frescas, livres do peso da influência nefasta (ou pelo menos ultrapassada) de “economistas mortos”, possam oferecer novas soluções para velhos problemas, que são os mesmos: pobreza, miséria, pobreza, desigualdade, pobreza, distorções nas políticas econômicas, pobreza, corrupção, má governança, desrespeito às leis, violência criminosa, pobreza...
De toda forma, os problemas da região são muitos, mas uma má abordagem – de quem quer que tenha concebido a ideia do concurso e formulado as questões – seria começar por unificar a região num mesmo conjunto supostamente uniforme, a partir do qual o mesmo conjunto de prioridades devesse ser desenhado para responder a problemas e desafios supostamente iguais, ou pelo menos similares. Esse tipo de tratamento unificado simplesmente não funciona, pois a região não pode ser vista como um bloco dotado de características similares, com problemas e desafios mais ou menos semelhantes, aos quais devessem ser aplicado o mesmo conjunto de diagnósticos e, em seguida, um conjunto relativamente homogêneo de prescrições resolutivas. Isto é o que fazem burocratas externos à região, numa intensidade efetivamente bem maior em regiões e continentes mais atrasados, do que propriamente na América Latina.
O economista – ex-Banco Mundial – William Easterly acaba de publicar um livro, The Tyranny of Experts, que fala justamente dessas soluções prêt-à-porter, feitas justamente com essa intenção de resolver problemas de outros povos, mas que acabam atrapalhando a busca de soluções pelo próprio povo, no exercício de suas liberdades. Pois bem, independentemente da qualidade dessas expertises impostas de fora, e do fato que o continente não é um só, e não poderia receber soluções uniformes para problemas tão diversos entre os países, vejamos quais seriam os três grandes desafios para a média dos países da região:
1) Falta de educação de qualidade
2) Falta de boa governança
3) Falta de abertura ao comércio internacional e aos investimentos estrangeiros
Como a redação necessita ser de apenas 500 palavras, não seria possível desenvolver em detalhes cada um dos desafios, mas algumas considerações são importantes, já que o candidato não vai perder tempo, como eu fiz, com comentários iniciais muito longos ou reproduzindo os termos do concurso ao início deste texto. O que poderia ser dito, portanto, sobre cada um das questões apontadas?
Não há novidade nenhuma na constatação de que, com algumas diferenças nos níveis, a qualidade da educação na América Latina é genericamente desastrosa em quase todos os países, em todos os níveis, e igualmente má no setor público ou na rede particular de ensino. Não se trata tão somente de falta de prioridade entre as elites e o próprio povo, mas de critérios deformados de formação de mestres e professores e de ausência quase total de controle de qualidade quanto aos conteúdos didáticos e as pedagogias selecionadas. O setor mereceria uma grande revolução, o que está longe de acontecer, inclusive porque ele é dominado por sindicatos comprometidos unicamente com a remuneração uniforme para todos os seus afiliados, sem qualquer concessão a critérios meritocráticos ou correlação com os resultados.
A governança é um conceito amplo que, posto em sua formulação mais simples, significa um governo capaz de oferecer serviços à população ao menor custo possível. No seu sentido amplo implica uma política econômica capaz de produzir crescimento sustentado, sobre a base de estabilidade de regras, baixa inflação, ambiente favorável aos negócios, respeito aos contratos, baixa taxação, infraestrutura adequada, justiça funcional e rápida e outras condições macro e micro compatíveis com a expansão da produtividade do sistema produtivo e a manutenção da competitividade do país. A experiência acumulada em anos e décadas de políticas econômicas equivocadas na América Latina deveria ensinar aos dirigentes atuais quais as que funcionam e quais aquelas condenadas inevitavelmente ao fracasso. Basta olhar para alguns países e seus indicadores econômicos e sociais para constatar quais são umas e quais são outras.
No que tange a abertura externa, trata-se igualmente de simples bom senso e uma rápida constatação visual: países abertos, grandes comerciantes, são, em geral, os mais ricos e prósperos, ao passo que os fechados vegetam no baixo crescimento e no atraso tecnológico. Não deveria haver muitas dúvidas quanto a isso tampouco.

ii) Qual é o tema que mais o preocupa sobre seu futuro?
Como estudante, deveria ser a possibilidade de encontrar emprego e poder ascender profissionalmente. Como cidadão, poder eleger políticos decentes, não corruptos, que saibam administrar um país a partir de políticas sensatas. Como futuro aposentado, gostaria que a aposentadoria oficial não fosse à falência antes do prazo, ou que as aposentadorias complementares não corressem o risco de quebra ou fraude. Como as duas últimas condições são extremamente aleatórias, volto à primeira, que por acaso se aproxima da minha prioridade educacional: com uma boa educação, posso conseguir um bom trabalho e aumentar o meu valor de mercado, o que corresponde, imagino, às aspirações que todo jovem estudante deveria ter. Mas, para que essa educação seja colocada a serviço de minha prosperidade pessoal, seria preciso que o país oferecesse as condições adequadas para um crescimento sustentado, o que nos faz voltar às outras duas prioridades, a boa governança e a abertura do país ao comércio internacional e aos investimentos estrangeiros diretos. O círculo se fecha e temos, portanto, prioridades que se casam com as expectativas futuras.

iii) O que você e sua geração podem fazer hoje e nos próximos 10 anos para melhorar as perspectivas para sua região?
A condição básica, no plano individual, é ter uma consciência adequada dos problemas do país, e preparar-se para colaborar na sua resolução. Em primeiro lugar, sendo um bom estudante, obter bons resultados e colocar a capacitação adquirida a serviço de meu próprio futuro, o de minha família, e o do país. Ao votar, saber escolher políticos não corruptos – talvez seja um pouco ilusório pedir que eles sejam ademais competentes? – e cobrar-lhes resultados, pelo acompanhamento de seu trabalho. Em terceiro lugar, tentar alguma participação cidadã, seja na escola, nas associações de pais e mestres, nos clubes de cidadania, ou em partidos políticos, o que for. Estas seriam tarefas básicas, de aplicação permanente e observância regular.
Numa perspectiva de dez anos, caberia uma reflexão de caráter estratégico, e talvez a elaboração, em bases individuais ou coletivas (via partido político, por exemplo), de algum plano de ação que melhorasse a qualidade de vida ou dos serviços públicos em alguma área de concentração pessoal, por identificação profissional, ou interesse pessoal. Mas, seria preciso não manter sonhos irrealistas, como essa de que minha geração vai fazer algo para a região: essa é uma perspectiva ilusória, pois ninguém trabalha com sua geração ou na sua região. Todos atuamos num círculo menor de pessoas, de grupos mais limitados, e localmente, nunca nacionalmente ou em escala regional. A perspectiva pode até ser nacional, mas a atuação sempre é local, em escala limitada à nossa capacidade de intervenção.
Ser realista não é uma opção, mas uma necessidade. Simples assim.

Paulo Roberto de Almeida
Hartford, 18 de maio de 2014. 

sábado, 17 de maio de 2014

Pobreza da aritmética: miseria das politicas sociais do governo - Cristovam Buarque

A demagogia do governo é tão descarada que mesmo o ex-governador de Brasília pelo PT, e ex-introdutor do Bolsa Escola durante sua gestão no GDF, reconhece que o governo está exagerando no populismo rastaquera, e fazendo propaganda enganosa.
Parece que o governo vai deixar de merecer a confiança até daqueles que são supostos beneficiários de suas esmolas oficiais. O curral eleitoral pode não funcionar como deveria nas eleições de outubro.
Paulo Roberto de Almeida 

Pobreza da aritmética

por 

O Brasil passou a acreditar que 22 milhões de brasileiros teriam saído da pobreza extrema. Este discurso se baseava na ideia de que estas famílias passaram a receber complemento de renda suficiente para ultrapassar a linha de R$ 70 por pessoa por mês. Esta visão aritmética não resiste a uma análise social que efetivamente cuide da pobreza.
Nada indica que uma família sem adequada provisão de escola, saúde, cultura, segurança, moradia, água e esgoto saia da pobreza apenas porque pode comprar aproximadamente oito pães por pessoa a cada dia.
A linha da pobreza não deve ser horizontal, separando quem tem mais de R$ 2,33 por dia e quem não tem, mas uma linha vertical, separando quem tem e quem não tem acesso aos bens e serviços essenciais.
É como se, na época da escravidão, o povo fosse convencido de que o país era menos escravocrata apenas porque o proprietário gastava mais dinheiro na alimentação de seus escravos. A separação entre o escravo e o trabalhador livre não era uma linha horizontal definida aritmeticamente pela quantidade de comida que recebia, mas uma linha vertical separando quem tinha e quem não tinha liberdade.
Hoje, a linha da pobreza efetiva deve ser determinada por quem tem e por quem não tem acesso aos bens e serviços essenciais. E neste sentido, o Brasil não está avançando na educação, na saúde, no transporte e na segurança.
Mesmo dentro de sua lógica, o argumento aritmético fica frágil quando se observa como a renda dos pobres avança e regride dependendo da inflação. Entre março de 2011 e abril deste ano, a inflação medida pelo INPC foi de aproximadamente 19,6%, fazendo com que cerca de três milhões de brasileiros tenham regredido abaixo da linha aritmética da pobreza extrema. Mesmo com o aumento de 10%, anunciado dia 1º de maio, 1,5 milhão de pessoas regrediram abaixo dessa linha.
Outra forma de ver a fragilidade do argumento aritmético está na dependência em relação ao valor do câmbio. Pela paridade do poder de compra, em março de 2011, o benefício básico do Bolsa Família era equivalente a US$ 1,25 por pessoa, por dia, valor adotado pela ONU como abaixo da linha da qual se caracteriza a pobreza extrema.
Com a desvalorização cambial, houve uma perda de poder aquisitivo de aproximadamente 20%. Portanto, cerca de quatro milhões de brasileiros estão de volta à pobreza (mesmo considerando o aumento de 10%).
Pelo conceito social, não aritmético, de pobreza, considerando acesso à saúde, à educação e ao transporte de qualidade, o Brasil tem hoje pelo menos 22 milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza extrema, número que não diminuiu nestes últimos anos.
Cento e trinta e seis anos atrás, o Brasil não aumentou a quantidade de comida nos pratos dos escravos, fez a Lei Áurea que os libertou. A Lei Áurea não foi um argumento aritmético, mas social. Por isso, ela se fez permanente, e nós a comemoramos nesta semana sem recaídas ocasionadas pela inflação ou pelo câmbio, sem a pobreza aritmética.

Cristovam Buarque é senador (PDT-DF)

Itamaraty liberou geral (nao nos costumes, ou talvez sim, mas nao por isso) em materia de vistos...

Recolhido no Facebook de alguém (17/05/2014):

PASMEM
Itamaraty ignora segurança e escancara o Brasil – recebi de um embaixador amigo meu.

Não bastasse a entrada desenfreada de haitianos, o Itamaraty resolveu fazer a festa de movimentos como Al-Qaeda e assemelhados, abrindo as porteiras para que se mudem de mala e cuia para cá: às vésperas da Copa e das Olimpíadas, instruiu embaixadas e consulados a darem vistos – sem consulta prévia ao Brasil – para nacionais do Afeganistão, Irã, Iraque, Jordânia, Líbano, Líbia, Palestina, Paquistão e Síria.
A ordem do Itamaraty, liberando vistos em regiões tomadas por grupos terroristas, está na circular telegráfica nº 94443/375, de 7 de maio.
O “liberou geral” do Itamaraty, em áreas críticas de segurança, é ainda mais leviano pela falta de estrutura para analisar pedidos de vistos.
Sem estrutura nem pessoal qualificado, embaixadas e consulados se valem de contratados locais para analisar a concessão de visto.
A Secretaria de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça diz que nada sabe sobre a porteira escancarada pelo Itamaraty.

Governo adota uma decisao INCONSTITUCIONAL: premio para ex-jogadores em Copas vitoriosas

Em qualquer país sério do mundo, uma decisão desse tipo seria considerada inconstitucional.
Prêmio para jogadores que ganharam Copa do Mundo?
Além de uma bofetada em todos os outros, que também lutaram por isso, a decisão não tem o menor embasamento legal em nossa Carta Constitucional.
Trata-se de uma medida claramente ilegal e inconstitucional.
Ninguém vai se pronunciar a respeito?
Os juízes que aprovaram tal dispositivo não se deram conta de que ele era inconstitucional?
De que a lei não pode discriminar pessoas ou direitos?
Estão fazendo o mesmo que fizeram com as cotas raciais?
Nossos juízes da (baixa) Corte também são inconstitucionais?
O Brasil é um país onde o Estado, e este governo em particular, afrontam a Constituição todas as vezes...
Paulo Roberto de Almeida

LEI GERAL DA COPA

Brasil dá prêmio em dinheiro às seleções de 58, 62 e 70

Prêmio de R$ 100 mil reais foi oferecido até aos ex-campeões que hoje estão em excelente situação financeira, como Pelé

fonte | A A A
Poucas pessoas sabem — e a mídia em geral não divulga — que, graças à Lei Geral da Copa, considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira, 7, o governo brasileiro bancou um prêmio de R$ 100 mil reais em dinheiro — sem desconto para imposto de renda ou contribuição previdenciária –, a todos os jogadores titulares ou reservas das seleções brasileiras campeãs das Copas de 1958, 1962 e 1970.
O prêmio foi dado até mesmo aos ex-jogadores que hoje estão em excelente situação financeira, como Pelé. Tudo pago pelo Estado. No total, 50 ex-atletas ou seus sucessores legais receberam o benefício. O ex-atacante Tostão foi o único que recusou o prêmio.
Não se sabe por que o governo brasileiro não tentou negociar com a Fifa o pagamento dessa premiação, assumindo sozinho o ônus. Afinal, a Fifa já havia anunciado que vai distribuir impressionantes US$ 576 milhões (cerca de R$1,3 bilhão) em prêmios às seleções que participam do Mundial no Brasil.
A seleção que vencer a Copa de 2014 vai levar US$ 35 milhões (R$ 80 milhões). O vice ficará com US$ 25 milhões. O terceiro colocado, com US$ 22 milhões, e o quarto, com US$ 20 milhões. As equipes que ficarem entre o quinto e oitavo lugares receberão US$ 14 milhões cada. Do nono até o 16º lugar, o prêmio é de US$ 9 milhões. E, para garantir que nem o Irã sairá do Brasil de mãos abanando, as seleções na 17º colocação em diante receberão US$ 8 milhões cada. Tudo cortesia da Fifa.
Outra polêmica da Lei Geral da Copa que foi considerada constitucional e portanto mantida pelos ministros do STF  é o artigo que isenta a Fifa de despesas judiciais ou custos processais decorrentes de qualquer acidente de segurança relacionado ao Mundial de 2014. Mais uma vez, os brasileiros ficarão com a conta.

Estudante universitario: uma boa redacao, pode leva-lo a Washington

CONCURSO DE REDAÇÃO
Como construir um futuro melhor para a América Latina 
8 de março a 30 de maio de 2014

Como parte dos preparativos para as Reuniões Anuais de 2015, que serão realizadas em Lima, o FMI convida os estudantes universitários latino-americanos a escreverem uma redação curta (500 palavras) sobre o tema “Como construir um futuro melhor para a América Latina”. A redação deverá focalizar a opinião dos jovens sobre os temas e desafios que afetam as futuras gerações e suas possíveis soluções. O concurso está aberto a estudantes de vários países da região. Os idiomas oficiais são espanhol, inglês e português.

A redação deve ser estruturada em torno das seguintes perguntas: 
i) Quais são, na sua opinião, os três maiores desafios que a região enfrenta? 
ii) Qual é o tema que mais o preocupa sobre seu futuro? 
iii) O que você e sua geração podem fazer hoje e nos próximos 10 anos para melhorar as perspectivas para sua região? 

Critério de participação:
O concurso se dirige a estudantes universitários de graduação e pós-graduação na América Latina.
Limite da redação:
Máximo de 500 palavras.

Idiomas:
Espanhol, inglês, português

Prazo para envio da redação:
30 de maio de 2014, 23h59 (horário de Washington), para o endereço: ConcursoFMI@imf.org

Instruções gerais:
Todas as redações devem abordar as três perguntas acima, ser redigidas em um dos três idiomas oficiais do concurso e não ultrapassar o limite de 500 palavras. Ao avaliar o conteúdo das redações, a comissão avaliadora levará em conta esses requisitos e também considerará os seguintes atributos: pertinência, originalidade, coerência, estrutura e eloquência da redação; países de origem, sexo, representação equilibrada de universidades públicas e privadas e diversidade acadêmica.

Premiação:
Cinco finalistas serão anunciados em julho de 2014. Os cinco finalistas serão convidados a participar das Reuniões Anuais do FMI que serão realizadas em Washington, em outubro de 2014 (o FMI arcará com os custos de viagem e estadia por um período de cinco a sete dias). O vencedor do concurso será anunciado em Washington, e o vencedor e o segundo colocado serão convidados a participar da mesa-redonda “Diálogo com a Juventude” durante as Reuniões Anuais, um evento que será moderado um membro da alta administração do FMI e transmitido ao vivo no website do FMI.

Segregacao escolar nos EUA: 60 anos de uma decisao da Suprema Corte

Ao adotar esse ruling, em 1954, a Suprema Corte corrigia seu erro monumental de mais ou menos 60 anos antes.
Leiam toda a matéria, para vocês terem consciência do horror que foi a segregação oficial nos EUA, nos estados e mesmo na União.
Depois desse ruling, dois estados do Sul declararam que preferiam acabar com as escolas públicas a terminar com a segregação, tal o ódio das populações brancas contra os negros.
Não surpreende, assim, que os negros tenham desenvolvido uma cultura particular, separada e à parte da cultura geral da sociedade americana, majoritariamente branca e protestante.
Esse tipo de Apartheid mental nunca existiu no Brasil.
Mas os militantes negros estão se esforçando para criá-lo no Brasil. Com a ajuda do governo federal.
Ambos racistas, a favor do Apartheid racial.
Uma vergonha...
Paulo Roberto de Almeida

On This Day: May 17

The New York Times, May 17, 2014
On May 17, 1954, the Supreme Court issued its landmark Brown vs. Board of Education of Topeka ruling, which declared that racially segregated public schools were inherently unequal.
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High Court Bans School Segregation; 9-to-0 Decision Grants Time to Comply



1896 Ruling Upset

'Separate but Equal' Doctrine Held Out of Place in Education

By LUTHER A. HUSTON
Special to The New York Times
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Costello Is Sentenced to 5 Years, Fined $30,000 in U.S. Tax Case
Churchill Asks Negotiated Peace With Guarantees for Indo-China
'Voice' Speaks in 34 Languages to Flash Court Ruling to World
Washington, May 17 -- The Supreme Court unanimously outlawed today racial segregation in public schools.
Chief Justice Earl Warren read two opinions that put the stamp of unconstitutionality on school systems in twenty-one states and the District of Columbia where segregation is permissive or mandatory.
The court, taking cognizance of the problems involved in the integration of the school systems concerned, put over until the next term, beginning October, the formulation of decrees to effectuate its 9-to-0 decision.
The opinions set aside the 'separate but equal' doctrine laid down by the Supreme Court in 1896.
"In the field of public education," Chief Justice Warren said, "the doctrine of 'separate but equal' has no place. Separate educational facilities are inherently unequal."
He stated the question and supplied the answer as follows:
"We come then to the question presented: Does segregation of children in public schools solely on the basis of race, even though physical facilities and other 'tangible' factors may be equal, deprive the children of the minority group of equal educational opportunities? We believe that it does."
States Stressed Rights
The court's opinion does not apply to private schools. It is directed entirely at public schools. It does not affect the "separate but equal doctrine" as applied on railroads and other public carriers entirely within states that have such restrictions.
The principal ruling of the court was in four cases involving state laws. The states' right to operate separated schools had been argued before the court on two occasions by representatives of South Carolina, Virginia, Kansas and Delaware.
In these cases, consolidated in one opinion, the high court held that school segregation deprived Negroes of "the equal protection of the laws guaranteed by the Fourteenth Amendment."
The other opinion involved the District of Columbia. Here schools have been segregated since Civil War days under laws passed by Congress.
"In view of our decision that the Constitution prohibits the states from maintaining racially segregated public schools," the Chief Justice said, "it would be unthinkable that the same Constitution would impose a lesser duty on the Federal Government.
"We hold that racial segregation in the public schools of the District of Columbia is a denial of the due process of law guaranteeing by the Fifth Amendment to the Constitution."
The Fourteenth Amendment provides that no state shall "deny to any person within its jurisdiction the equal protection of the laws." The Fifth Amendment says that no person shall be "deprived of life, liberty or property without due process of law."
The seventeen states having mandatory segregation are Alabama, Arkansas, Delaware, Florida, Mississippi, Missouri, North Carolina, Oklahoma, Georgia, Kentucky, Louisiana, Maryland, South Carolina, Tennessee, Texas, Virginia and West Virginia.
Kansas, New Mexico, Arizona and Wyoming have permissive statutes, although Wyoming never has exercised it.
South Carolina and Georgia have announced plans to abolish public schools if segregation were banned.
Although the decision with regard to the constitutionality of school segregation was unequivocal, the court set the cases down for reargument in the fall on questions that previously were argued last December. These deal with the power of the court to permit an effective gradual readjustment to school systems not based on color distinctions.
Other questions include whether the court itself should formulate detailed decrees and what issues should be dealt with. Also whether the cases should be remanded to the lower courts to frame decrees, and what general directions the Supreme Court should give the lesser tribunals if this were done.
Cases Argued Twice
The cases first came to the high court in 1952 on appeal from rulings of lower Federal courts, handed down in 1951 and 1952. Arguments were heard on Dec. 9-10, 1952.
Unable to reach a decision, the Supreme Court ordered rearguments in the present term and heard the cases for the second time on Dec. 7-8 last year.
Since then, each decision day has seen the courtroom packed with spectators awaiting the ruling. That was true today, though none except the justices themselves knew it was coming down. Reporters were told before the court convened that it "looked like a quiet day."
Three minor opinions had been announced, and those in the press room had begun to believe the prophesy when Banning E. Whittington, the court's press information officer, started putting on his coat.
"Reading of the segregation decisions is about to begin in the court room," he said. "You will get the opinions up there."
The courtroom is one floor up, reached by a long flight of marble steps. Mr. Whittington led a fast moving exodus. In the court room, Chief Justice Warren had just begun reading.
Each of the Associate Justices listened intently. They obviously were aware that no court since the Dred Scott decision of March 6, 1857, had ruled on so vital an issue in the field of racial relations.
Dred Scott was a slave who sued for his freedom on the ground that he had lived in a territory where slavery was forbidden. The territory was the northern part of the Louisiana Purchase, from which slavery was excluded under the terms of the Missouri Compromise.
The Supreme Court ruled that Dred Scott was not a citizen who had a right to sue in the Federal courts, and that Congress had no constitutional power to pass the Missouri Compromise.
Thurgood Marshall, the lawyer who led the fight for racial equality in the public schools, predicted that there would be no disorder and no organized resistance to the Supreme Court's dictum.
He said that the people of the South, the region most heavily affected, were law-abiding and would not "resist the Supreme Court."
Association Calls Meetings
Mr. Marshall said that the state presidents of the National Association for the Advancement of Colored People, would meet next week-end in Atlanta to discuss further procedures.
The Supreme Court adopted two of the major premises advanced by the Negroes in briefs and arguments presented in support of their cases.
Their main thesis was that segregation, of itself, was unconstitutional. The Fourteenth Amendment, which was adopted July 28, 1868, was intended to wipe out the last vestige of inequality between the races, the Negro side argued.
Against this, lawyers representing the states argued that since there was no specific constitutional prohibition against segregation in the schools, it was a matter for the states, under their police powers, to decide.
The Supreme Court rejected the "states rights" doctrine, however, and found all laws ordering or permitting segregation in the schools to be in conflict with the Federal Constitution.
The Negroes also asserted that segregation had a psychological effect on pupils of the Negro race and was detrimental to the educational system as a whole. The court agreed.
"Today, education is perhaps the most important function of state and local governments," Chief Justice Warren wrote. "Compulsory school attendance laws and the great expenditures for education both demonstrate our recognition of the importance of education in our democratic society. It is the very foundation of good citizenship.
"In these days it is doubtful that any child may reasonably be expected to succeed in life if he is denied the opportunity of an education. Such an opportunity, where the state has undertaken to provide it, must be made available to all on equal terms."
As to the psychological factor, the high court adopted the language of a Kansas court in which the lower bench held:
"Segregation with the sanction of the law, therefore, has a tendency to retard the educational and mental development of Negro children and to deprive them of some of the benefits they would receive in a racially integrated school system."
1896 Doctrine Demolished
The "separate but equal" doctrine, demolished by the Supreme Court today, involved transportation, not education. It was the case of Plessy vs. Ferguson, decided in 1896. The court then held that segregation was not unconstitutional if equal facilities were provided for each race.
Since that ruling six cases have been before the Supreme Court, applying the doctrine to public education. In several cases, the court has ordered the admission to colleges and universities of Negro students on the ground that equal facilities were not available in segregated institutions.
Today, however, the court held the doctrine inapplicable under any circumstances to public education.
This means that the court may extend its ruling from primary and secondary schools to include state-supported colleges and universities. Two cases involving Negroes who wish to enter white colleges in Texas and Florida are pending before the court.
The question of "due process," also a clause in the Fourteenth Amendment, had been raised in connection with the state cases as well as the District of Columbia.
The High Court held, however, that since it had ruled in the state cases that segregation was unconstitutional under the "equal protection" clause, it was unnecessary to discuss "whether such segregation also violates the due process clause of the Fourteenth Amendment."
However, the "due process" clause of the Fifth Amendment was the core of the ruling in the District of Columbia case. "Equal protection" and "due process," the court noted, were not always interchangeable phrases.
Liberty Held Deprived
"Liberty under law extends to the full range of conduct which an individual is free to pursue, and it cannot be restricted except for a proper governmental objective," Chief Justice Warren asserted.
"Segregation in public education is not reasonably related to any proper governmental objective, and thus it imposes on Negro children of the District of Columbia a burden that constitutes an arbitrary deprivation of their liberty in violation of the due process clause."
Two principal surprises attended the announcement of the decision. One was its unanimity. There had been reports that the court was sharply divided and might not be able to get an agreement this term. Very few major rulings of the court have been unanimous.
The second was the appearance with his colleagues of Justice Robert H. Jackson. He suffered a mild heart attack on March 30. He left the hospital last week-end and had not been expected to return to the bench this term, which will end on June 7.
Perhaps to emphasize the unanimity of the court, perhaps from a desire to be present when the history-making verdict was anounced, Justice Jackson was in his accustomed seat when the court convened.

Adolfo Sachsida: um homem de opinioes: aqui uma Grande Opiniao, com a qual concordo...

Adolfo Sachsida, um economista de Brasília, que conto entre meus amigos, é um homem de opiniões, tanto que seu blog tem exatamente esse nome: Adolfo Sachsida - Opiniões.
Dentre as frases do frontspício, esta de Edmund Burke, o pai dos conservadores:

"A única condição para o triunfo do mal é que os homens de bem não façam nada." (Edmund Burke).

E esta outra, logo em seguida, de um famoso liberal inglês:

"E, lembre-se, quando se tem uma concentração de poder em poucas mãos, freqüentemente homens com mentalidade de gangsters detêm o controle. A história provou isso. Todo o poder corrompe: o poder absoluto corrompe absolutamente.”
(Lord Acton).


Não me considero um conservador, sequer um liberal, pois sou absolutamente contrário a qualquer rótulo, classificações pré-estabelecidas, ou categorias estanques, dessas que se reúnem em clubes, tribos, partidos, agremiações, enfim, associações fechadas, pois não pretendo pertencer a nenhuma delas.
Mas tenho convicções explícitas, todas a favor das liberdades, da livre iniciativa, contra o Estado opressor, contra os gangsters que ocupam a política, agora e talvez no futuro, se não nos mobilizarmos contra a máfia que domina a política brasileira.
Por isso concordo inteiramente com ele, na opinião abaixo transcrita.
Não apenas concordo, como atuo de modo consequente. Nunca escondi de ninguém o que pensava, aliás desde o início deste governo celerado, amigo das ditaduras, fraudador da verdade histórica, mentiroso quanto a seus objetivos últimos, enganador da maioria dos brasileiros. Paguei um alto preço por isso. Mas estou em paz com minha consciência, algo inútil para certas pessoas.
Aqui segue uma GRANDE OPINIÃO.
Paulo Roberto de Almeida

SEXTA-FEIRA, 2 DE MAIO DE 2014

Papai, é verdade que se você ficasse quieto ganharia mais?

Blog do Adolfo Sachsida
Hoje minha filha me surpreendeu com essa pergunta "Papai, é verdade que se você ficasse quieto ganharia mais?".

Foi uma conversa importante, expliquei a minha filha que na vida existem valores inegociáveis. Expliquei a ela que todos temos obrigações morais, e quanto mais capazes somos maiores são tais responsabilidades. Mostrei a ela o desastre que foi o nazismo, e se ela iria querer que o papai se calasse caso vivesse naquela época. Menina inteligente, ela logo concluiu que no Brasil atual muitos estão deixando de trabalhar e de estudar para aderir ao puxa-saquismo, ao discurso fácil e que agrada os que estão no poder.

Sim minha filha, papai ganharia mais dinheiro se ficasse calado. Mas esse silêncio seria comprado a custa de um futuro pior para nosso país. Um futuro que reconheceria cada vez mais a filiação partidária, e não o mérito. Futuro esse que nenhum pai em sã consciência quer deixar a seu filho.

Não minha filha, papai não ganharia mais se ficasse calado. Dinheiro nenhum desse mundo pode pagar o sacrifício da próxima geração. Dinheiro nenhum desse mundo pode pagar a vergonha de deixar a você um pais pior do que recebi de meu pai. Dinheiro algum pode pagar um pai que vende sua alma para deixar de presente o inferno na terra para seu filho.

Sei que muitos colegas leem meu blog, e sei que vários de vocês tem filhos. Hoje minha filha me fez essa pergunta, e tivemos uma conversa agradável e honrosa. Sabe o que realmente me assusta? Me assustaria se minha filha tivesse perguntado "Papai, o que você fez para impedir que o mérito fosse substituído pelo partido? Onde você estava? Por que se calou? Você se calou frente a injustiça apenas para ganhar mais?".

Sabe amigos, alguns de vocês irão ouvir isso de seus filhos. Tem certeza de que vale a pena? Eu fiz a minha escolha.

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