terça-feira, 19 de maio de 2026

Paulo Antonio Pereira Pinto escreve sobre influências culturais recíprocas: São Luís do Maranhão e presença portuguesa na Ásia

 Meu amigo e colega diplomata, o embaixador Paulo Antonio Pereira Pinto, esteve recentemente em S. Luis, Maranhão, para uma palestra, e aproveitou a oportunidade para dar uma dimensão internacional à sua palestra e presença na capital maranhense, outrora um fugaz domínio colonial francês, mas rapidamente reconquistada pelo império português do Ultramar. Ele se expressa nestes dois pequenos textos que reproduzo abaixo, com prazer intelectual, pois que sempre aprendo mais um pouco sobre esse magnífico diplomata, autor de muitos livros publicados.

Paulo Roberto de Almeida

Recebido de Paulo Pinto:


"No início de maio corrente, desfrutei do privilégio de efetuar palestra na Universidade Estadual do Maranhão e conhecer a cidade de São Luiz. Durante minha carreira diplomática, tivera oportunidade de servir em Maputo, Moçambique, e visitar Macau, na China; Goa, na Índia e Malaca, na Malásia, cidades onde, da mesma forma que na capital maranhense, existe forte herança colonial portuguesa.
Minha recente ida a São Luiz levou à reflexão sobre o interesse brasileiro quanto à valorização das semelhanças entre aqueles centros urbanos que utilizam a língua portuguesa (principalmente os situados na Ásia), para um projeto de inserção internacional com base em características de identidades culturais semelhantes. Nesse sentido, poderia ser utilizado formato diplomático como “cidades irmãs”, para o mapeamento das instituições e mecanismos necessários para tal projeto, caso seja considerado útil e viável.
São Luís, como se sabe, ocupa um lugar singular na história da formação cultural e civilizacional do mundo lusófono. Sua importância ultrapassa o âmbito regional brasileiro, pois a cidade tornou-se um dos principais pontos de preservação dos valores culturais, religiosos, linguísticos e comerciais associados à expansão marítima portuguesa entre os séculos XVI e XIX. Situada estrategicamente no Atlântico, São Luís funcionou como elo entre Portugal, Brasil, África Ocidental e rotas comerciais ligadas ao Oriente.
Nesse sentido, penso na realidade de que a Inteligência Artificial se tornou uma das tecnologias mais influentes do século XXI, não apenas por sua capacidade econômica e científica, mas também pelo seu potencial de preservar valores civilizacionais, patrimônios culturais e identidades linguísticas. Em um mundo marcado pela globalização digital e pela predominância de poucos idiomas na internet, a IA pode desempenhar um papel decisivo na proteção e fortalecimento da língua portuguesa em regiões historicamente ligadas à lusofonia, como o Brasil, países africanos de língua portuguesa e comunidades asiáticas.


INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL – A IMPORTÂNCIA DA IA NA TERRA ONDE CANTA O SABIÁ
Paulo Pinto
Embaixador do Brasil aposentado. Percursos diplomáticos diferenciados.
17 de maio de 2026

Embora fundada pelos franceses em 1612, São Luís foi incorporada ao universo político e cultural português após a retomada da cidade pelos lusos em 1615. A partir desse momento, consolidou-se como um importante centro da administração colonial portuguesa no norte do Brasil. Sua posição geográfica favoreceu intensas conexões marítimas e comerciais com Lisboa, Belém, o Caribe e regiões africanas, inserindo a cidade no sistema atlântico da expansão portuguesa.

Um dos aspectos mais relevantes da cidade foi a preservação da língua portuguesa e de formas culturais ligadas à tradição ibérica. O relativo isolamento geográfico do Maranhão durante certos períodos históricos contribuiu para conservar traços linguísticos, arquitetônicos e sociais herdados do período colonial. O centro histórico de São Luís, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial, representa um dos maiores conjuntos urbanos coloniais de influência portuguesa nas Américas. Seus azulejos, sobrados, igrejas e ruas estreitas testemunham a continuidade de uma tradição urbana luso-atlântica.

O Centro Histórico de São Luís preserva não apenas edifícios, mas também uma visão de sociedade marcada pela convivência entre influências europeias, africanas e indígenas. Essa síntese cultural tornou-se característica fundamental da civilização luso-brasileira. Em São Luís, elementos do catolicismo português foram reinterpretados em contato com culturas africanas e tradições locais, produzindo manifestações religiosas e populares próprias.

A dimensão religiosa teve papel central na consolidação da presença portuguesa na região. Ordens religiosas católicas, especialmente jesuítas, franciscanos e carmelitas, participaram da organização educacional e espiritual da cidade. Igrejas históricas como a Catedral da Sé e o Convento das Mercês refletem a importância da fé católica na formação da identidade local. Essas instituições contribuíram para a difusão da língua portuguesa, da educação formal e das práticas religiosas trazidas do mundo ibérico.

Ao mesmo tempo, São Luís tornou-se um espaço de encontro entre diferentes matrizes culturais do Atlântico. A cidade recebeu significativa influência africana por meio do comércio atlântico e da presença de populações escravizadas vindas principalmente da África Ocidental. Em consequência, preservou tradições musicais, culinárias e religiosas que hoje fazem parte do patrimônio cultural brasileiro. Manifestações como o Bumba Meu Boi revelam essa fusão entre elementos portugueses, africanos e indígenas.

No campo econômico, São Luís foi importante centro exportador durante os ciclos do algodão, arroz e outros produtos agrícolas no período colonial e imperial. O comércio marítimo fortaleceu a integração do Maranhão às redes globais portuguesas, ampliando intercâmbios culturais e econômicos entre continentes. A cidade participou da lógica atlântica que caracterizou a expansão portuguesa, baseada simultaneamente em comércio, evangelização e circulação cultural.

A preservação de valores civilizacionais em São Luís também pode ser observada na literatura, na música e na educação. Conhecida como “Atenas Brasileira”, a cidade destacou-se historicamente pela valorização da produção intelectual e da língua portuguesa. Escritores maranhenses contribuíram significativamente para a cultura nacional, reforçando o papel da cidade como centro de continuidade da tradição literária lusófona.

No contexto contemporâneo, São Luís permanece símbolo vivo da herança luso-atlântica. Em um mundo marcado pela homogeneização cultural, sua arquitetura, suas festas populares, sua religiosidade e sua memória histórica demonstram como antigas conexões marítimas portuguesas produziram civilizações híbridas e duradouras. A cidade representa, portanto, não apenas um patrimônio brasileiro, mas um elo importante da história cultural compartilhada entre Europa, África, América e Ásia.

Verifica-se, a propósito, que a importância da Inteligência Artificial na preservação de valores civilizacionais oferece oportunidade para a reflexão sobre melhor aproveitamento desta vantagem comparativa da capital maranhense, na preservação da língua e valores civilizacionais portugueses na Ásia, África e Brasil.

Este processo envolve a continuidade de tradições, memórias históricas, sistemas éticos, expressões culturais e formas de comunicação que estruturam uma sociedade. O idioma ocupa posição central nesse processo. Quando uma língua enfraquece, perde-se também parte da visão de mundo, da literatura, das tradições orais e da identidade coletiva de seus falantes. A IA oferece instrumentos concretos para impedir esse apagamento cultural.

No caso da língua portuguesa, a IA pode atuar em diferentes frentes. Sistemas de tradução automática, reconhecimento de voz, síntese de fala e modelos linguísticos permitem ampliar o acesso ao português em ambientes digitais, educacionais e administrativos. Ferramentas baseadas em IA podem digitalizar documentos históricos, preservar manuscritos antigos, registrar sotaques regionais e manter vivas variantes linguísticas frequentemente ignoradas pelas grandes plataformas globais.

No Brasil, a IA pode fortalecer a diversidade cultural interna, valorizando o português falado em diferentes regiões e promovendo inclusão educacional. Tecnologias educacionais inteligentes podem auxiliar estudantes em áreas remotas, democratizando o acesso ao conhecimento sem abandonar a identidade linguística nacional. Além disso, a IA pode contribuir para a preservação de línguas indígenas brasileiras, muitas das quais enfrentam risco de desaparecimento. Daí, a importância natural de que tal projeto seja instalado em área próxima a São Luís.

Na África Lusófona — incluindo Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe — a IA pode ajudar a reduzir desigualdades no acesso à informação e à educação. Sistemas treinados em português africano podem respeitar especificidades culturais locais, evitando a imposição exclusiva de padrões linguísticos externos. Isso é importante porque a tecnologia, quando desenvolvida sem diversidade cultural, tende a reproduzir hegemonias linguísticas e econômicas.

Na Ásia Lusófona, especialmente em Timor-Leste e Macau, a IA pode apoiar políticas educacionais bilíngues e preservar heranças históricas ligadas à presença secular do português. Arquivos digitais inteligentes, bibliotecas automatizadas e plataformas de aprendizagem podem garantir que futuras gerações mantenham contato com a língua e sua produção cultural.

Entretanto, a relação entre IA e a preservação civilizacional também exige cautela ética. Se os sistemas de IA forem treinados apenas com dados dominados pelo inglês ou por perspectivas culturais limitadas, haverá risco de homogeneização cultural. Por isso, é essencial que países lusófonos e cidades com tradição portuguesa invistam em produção própria de dados, pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico local. A soberania digital tornou-se parte da preservação cultural.

A cooperação entre universidades, governos e instituições culturais do espaço lusófono pode criar grandes bases de conhecimento em português, fortalecendo a presença da língua na era digital. Organizações como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) têm potencial para coordenar iniciativas de IA voltadas à educação, cultura e preservação linguística. A possível valorização da herança cultural lusa, em cidades como Macau, na China, Goa, na Índia e Malaca, na Malásia, extrapola a área incluída pela CPLP e abrange centros urbanos situados em países de avançado progresso tecnológico, incluindo a Inteligência Artificial. São Luiz, nesta perspectiva, poderia tornar-se sede de projeto com este destino, enquanto estabelece diálogo com centros urbanos já capacitados nesta área de conhecimento e com maior disponibilidade financeira, como as mencionadas acima.

Além do aspecto técnico, a IA também pode ajudar na transmissão de valores humanísticos. Sistemas educacionais inteligentes podem difundir literatura, filosofia, história e patrimônio artístico da lusofonia, aproximando comunidades separadas geograficamente, mas unidas pela língua portuguesa

Assim, a Inteligência Artificial não deve ser vista apenas como uma ferramenta de automação econômica, mas como um instrumento estratégico de continuidade civilizacional. Utilizada com responsabilidade, diversidade cultural e visão humanista, ela pode fortalecer a língua portuguesa e preservar patrimônios culturais compartilhados entre América, África e Ásia. O futuro da tecnologia não precisa significar uniformização cultural; ao contrário, pode representar uma oportunidade histórica de valorização da pluralidade humana.

EXPERIÊNCIA PESSOAL

Conforme mencionei na introdução, durante minha carreira diplomática, entre 1977 e 79, servi, como Terceiro Secretário, na Embaixada do Brasil em Maputo, logo após a independência de Moçambique (vide artigo publicado em 09/01/2025 na LinkedIn). Apesar do então Presidente Samora Machel afirmar que mantivera a língua portuguesa (não por “saudosismo” de período colonial tão doloroso) apenas pelo fato de este idioma ser elemento de ligação entre as tribos africanas, no Norte e Sul - que se expressavam em dialetos distintos - era inegável que o novo país herdara cidades planejadas com influência ibérica, com fortalezas, praças, casarões e igrejas barrocas.

Em anos posteriores, pude identificar as semelhanças entre o que havia visto em Maputo com o que viria a encontrar, entre os edifícios coloniais de Macau, as fortalezas e igrejas de Malaca e mesmo no centro histórico de São Luiz.

Entre estas cidades, a que mais me impressionou foi Malaca, que visitei por diversas vezes, nos períodos em que servi em Kuala Lumpur, Malásia, entre 1986 e 88 e em Singapura, entre 1988 e 1989. Há uma verdadeira disputa por espaço, entre manifestações religiosas católicas, hindus e muçulmanas, todas convivendo em harmonia. Lá existe um grupo de habitantes que são identificados como descendentes de portugueses, que “papeiam cristão”, isto é, falam um idioma com inúmeras palavras de nossa língua.

Ademais, testemunhei, em Macau, após o retorno daquele enclave à soberania chinesa, o interesse de Pequim, durante seu processo de modernização, nos sistemas jurídicos e administrativos moldados em Portugal.

Por exemplo, em 2004, logo após ter obtido vitória no esforço de repatriação de menino brasileiro em Taiwan (vide meu livro “Iruan nas Reinações Asiáticas”, Editora AGE, Porto Alegre, 2004) fui convidado a proferir palestra no Centro Camões, em Macau, sobre a legislação brasileira quanto à guarda de menores. Consta que, então, Pequim utilizava a herança portuguesa em Macau para absorver ensinamentos jurídicos vigentes em países de expressão portuguesa, no processo de modernização na China.

Nesta ocasião, os professores do referido centro de estudos ficaram fascinados com o fato – narrado por mim – de que Taiwan, após a repatriação do menino, resultado de batalha jurídica de 3 anos, uma “lei Iruan”, que - ao contrário da prática chinesa que dava ênfase a valores tradicionais para a retenção da criança na ilha, por laços familiares mais amplos - adotava, doravante, valores universais de que crianças “devem ser mantidas junto ao núcleo familiar mais próximo e à identidade cultural própria”.[1]

Entre 2006 e 2008, fui Cônsul-geral em Mumbai, com jurisdição sobre Goa, tendo promovido naquele antigo enclave português a “participação brasileira” em seu Carnaval, comemorado no mesmo período que no Brasil (vide artigo publicado no LinkedIn em 17/02/2026). Assim, sob o título de “passado compartilhado e cooperação no futuro”, desfilamos com alas de baianas, indianos fantasiados de índios e dois carros alegóricos, um representando - como não poderia deixar de ser - uma caravela portuguesa e outro em homenagem a Iemanjá, entidade de origem africana e muito celebrada pelos brasileiros.

Apesar de numerosas tentativas, não consegui visitar Luanda, em Angola.

CONCLUSÃO

As cidades de São Luís, Macau, Goa, Malaca, Maputo e Luanda guardam marcas de uma mesma experiência histórica: a expansão marítima portuguesa e a formação de espaços híbridos entre Europa, África, Ásia e América. Dessa herança emerge um conjunto de “imaginários” e propostas civilizatórias que podem ser identificados em vários níveis.

Uma das ideias mais associadas à presença portuguesa é a da convivência entre culturas, religiões e povos distintos. Em diferentes graus, essas cidades mostram mistura linguística e culinárias híbridas. Exibem, também, arquitetura europeia adaptada aos trópicos, práticas religiosas sincréticas e formação de elites crioulas e mestiças.

O império português não foi apenas territorial; ele funcionou como rede marítima conectando oceanos. Essas cidades facilitaram a circulação de mercadorias, o trânsito de missionários e comerciantes, facilitando trocas científicas e cartográficas, bem como o intercâmbio artístico e musical.

Assim, forma-se um imaginário de “ponte entre mundos”, no qual Portugal aparece como mediador entre Ocidente e Oriente.

A cidade colonial portuguesa buscava organizar o território em torno do mar e da administração imperial. Esse modelo é visível no centro histórico de São Luís, nas fortalezas de Malaca, nas igrejas de Goa e nos bairros históricos de Luanda e Maputo.

Mesmo onde o português deixou de ser dominante, como Macau ou Malaca, ele permanece como memória cultural e jurídica. Já em Angola, Moçambique e Brasil, tornou-se língua nacional ou majoritária.

Mais do que uma civilização homogênea, trata-se de uma constelação de culturas híbridas produzidas pelo encontro — frequentemente desigual — entre portugueses e sociedades africanas, asiáticas e americanas.

É o ordenamento desta constelação de culturas, ao redor de valores preservados pelo idioma lusitano, que poderia ser um desafio para que São Luís, capacitando-se com instrumentos necessários para operar as vantagens da Inteligência Artificial, se tornasse polo de inserção internacional inovadora para o Brasil.

Afinal, IA é rima com sabiá.

A “Canção do Exílio” é um dos poemas mais conhecidos da literatura brasileira, escrito por Gonçalves Dias, natural do Estado do Maranhão, Brasil, em 1843, durante seu período de estudos em Portugal. “Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; as aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá.”

[1] Como resultado de minha vitória, em 2004, na disputa de assistência ao menino brasileiro, recebi do então Senador José Sarney e ex-Presidente da República, que presidia o Senado Federal, mensagem de congratulações pelo desempenho."

Lista atualizada de trabalhos sobre o Mercosul e a integração regional - Paulo Roberto de Almeida


5317. “Lista atualizada de trabalhos sobre o Mercosul e a integração regional”, Brasília, 19 maio 2026, 35 p. Elaborada com base no, e atualizada a partir do, trabalho 5034 (18 agosto 2025, 33 p.) e da lista feita no trabalho 4655 (06/05/2024). Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/167361609/5317_Lista_atualizada_de_trabalhos_sobre_o_Mercosul_e_a_integracao_regional_2026_); informado no blog Diplomatizzando (link: Lista atualizada de trabalhos sobre o Mercosul e a integração regional - Paulo Roberto de Almeida ).


Lista atualizada de trabalhos sobre o Mercosul e a integração regional

 

Paulo Roberto de Almeida

(http://diplomatizzando.blogspot.compralmeida@me.com)

Relação de todos os trabalhos vinculados aos conceitos referidos no título. 

Atualizado em 19 maio 2026, 35 p. Elaborada com base no, e atualizada a partir do trabalho 5034 (18 agosto 2025, 33 p.) e da lista feita no trabalho 4655 (06/05/2024), e de relações de trabalhos feitos em 31/01/2021 e em 01/05/2020, com integração de listas, parcialmente diferentes. Disponível plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/167361609/5317_Lista_atualizada_de_trabalhos_sobre_o_Mercosul_e_a_integracao_regional_2026_); informado no blog Diplomatizzando (link: ).

 

 

Livros:

O Mercosul e o regionalismo latino-americano: ensaios selecionados, 1989-2020, Edição Kindle, 453 p.; 1567 KB; ASIN: B08BNHJRQ4; ISBN: 978-65-00-05970-0; disponível neste link da Amazon: https://www.amazon.com/Mercosul-regionalismo-latino-americano-selecionados-Portuguese-ebook/dp/B08BNHJRQ4/ref=sr_1_1?dchild=1&keywords=Mercosul&qid=1593305045&s=digital-text&sr=1-1); Sumário e Prefácio e índice detalhado divulgados no blog Diplomatizzando (23/06/2020; links: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/06/o-mercosul-e-o-regionalismo-latino.html) e https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/06/o-mercosul-e-o-regionalismo-latino_23.html)Relação de Originais n. 3702.

 

A ordem econômica mundial e a América Latina: ensaios sobre dois séculos de história econômica, Brasília, 1 julho 2020, 308 p. Livro com textos de história econômica. Sumário no blog Diplomatizzando (link: https://www.academia.edu/43494964/A_ordem_economica_mundial_e_a_America_Latina_ensaios_sobre_dois_seculos_de_historia_economica_2020_). Publicado em Edição Kindle, 363 p.; 2029 KB; ASIN: B08CCFDVM2; ISBN: 978-65-00-05967-0; disponível neste link da Amazon: https://www.amazon.com.br/ordem-econ%C3%B4mica-mundial-Am%C3%A9rica-Latina-ebook/dp/B08CCFDVM2/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&crid=I6QXH0T8I6L4&dchild=1&keywords=paulo+roberto+de+almeida&qid=1593992634&s=digital-text&sprefix=Paulo+Rob%2Caps%2C288&sr=1-1). Relação de Originais n. 3706.

 

- Integração Regional: uma introdução (São Paulo: Saraiva, 2013, 174 p.; ISBN: 978-85-02-19963-7; Academia.edu: https://www.academia.edu/5550117/19_Integra%C3%A7%C3%A3o_Regional_uma_introdu%C3%A7%C3%A3o_2013_).

 

- Le Mercosud: un marché commun pour l’Amérique du Sud, Paris: L’Harmattan, 2000, 160 p.; ISBN: 2-7384-9350-5; Academia.edu: https://www.academia.edu/5546907/07_Le_Mercosud_un_march%C3%A9_commun_pour_l_Am%C3%A9rique_du_Sud_2000_). 

 

- Mercosul: Fundamentos e Perspectivas (São Paulo: Editora LTr, 1998, 160 p.; ISBN: 85-7322-548-3; Academia.edu: https://www.academia.edu/42290608/Mercosul_fundamentos_e_perspectivas_1998_ )

 

- O Mercosul no contexto regional e internacional (São Paulo: Edições Aduaneiras, 1993, 204 p.; ISBN: 85-7129-098-9; Brasília, 23 março 2020, 143 p. Reformatação completa do livro para fins de livre acesso nas redes de intercâmbio acadêmico. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/03/mercosul-fundamentos-e-perspectivas.html); Academia.edu: https://www.academia.edu/42007009/O_Mercosul_no_Contexto_Regional_e_Internacional_1993_).

 

 

Artigos, capítulos, papers, entrevistas, questionários:

 

5317. “Lista atualizada de trabalhos sobre o Mercosul e a integração regional”, Brasília, 19 maio 2026, 35 p. Elaborada com base no, e atualizada a partir do trabalho 5034 (18 agosto 2025, 33 p.) e da lista feita no trabalho 4655 (06/05/2024). Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/167361609/5317_Lista_atualizada_de_trabalhos_sobre_o_Mercosul_e_a_integracao_regional_2026_); informado no blog Diplomatizzando (link: ).

 

5302. “Mercosul: estado atual, reformas necessárias”, Brasília, 5 maio 2026, 3 p. Notas sobre o estado atual e propostas de reformas no âmbito do Mercosul, retomando o espírito e a letra originais do tratado constitutivo de um mercado comum entre os países membros, preparado para o Ranking dos Políticos, como parte de outras recomendações de políticas públicas.


(...)

154. “Europe-Amérique Latine: de l’Intégration Individuelle à la Coopération Commune”, Genebra, 30-31 janeiro 1988, 10 p. Artigo sobre as relações internacionais da Europa e da América Latina e sobre a crise do desenvolvimento latino-americano. Preparado, com base no trabalho n. 084, para o IVème Colloque Amérique Latine-Europe, Milão, 4-6/02/88. Não apresentado.

 

151. “Europa e América Latina no Limiar do Ano 2000: a Dimensão Leste-Oeste”, Genebra, 15 setembro 1987, 4 p. Considerações sobre uma relação assimétrica e sobre os principais eixos de política internacional em cada continente.

 

Livros de terceiros: 

Abdul-Hak, Ana Patrícia Neves TanakaO Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS): objetivos e interesses do Brasil (Brasília: Funag, 2013, 280 p.).

Almeida Resende, Erica Simone; Mallman, Maria Izabel (orgs.). Mercosul: 21 anos: Maturidade ou Imaturidade?(Curitiba: Editora Appris, 2013, 350 p.).

Araújo, Ricardo Guerra de: O jogo estratégico nas negociações Mercosul-União Europeia (Brasília: Funag, 2018, 385 p.; ISBN: 978-85-7631-759-3; Curso de Altos Estudos; disponível na Biblioteca Digital da Funag).

Arslanian Neto, Michel: A Liberalização do Comércio de Serviços no Mercosul (Brasília: Funag, 2010, 408 p.).

Batista de Castro, Augusto César: Os bancos de desenvolvimento e a integração da América do Sul: bases para uma política de cooperação (Brasília: Funag, 2011, 176 p.).

Böhlke, Marcelo: Integração Regional e Autonomia do seu Ordenamento Jurídico (Curitiba: Juruá Editora, 2007, 264 p.).

Klingl, Bernard J. L. de G.: A Evolução do Processo de Tomada de Decisão na União Europeia e sua Repercussão para o Brasil (Brasília, Funag, 2014, 300 p.).

Marques, Renato L. R.: Duas Décadas de Mercosul (São Paulo: Aduaneiras, 2011, 368 p.).

Mazzuoli, Valério de Oliveira; Gomes, Eduardo Bacchi (orgs.): Direito da Integração Regional: diálogo entre jurisdições na América Latina (São Paulo: Saraiva, 2015, 590 p.).

Ribeiro, Elisa de Sousa (coord.): Direito do Mercosul (Curitiba: Editora Appris, 2013, 683 p.).

Santos, Luís Cláudio Villafañe G.: A América do Sul no discurso diplomático brasileiro (Brasília: FUNAG, 2014, 248 p.).

Trindade, Otávio Augusto Drummond Cançado: O Mercosul no Direito Brasileiro: incorporação de normas e segurança jurídica (Belo Horizonte: Del Rey, 2007, 180 p.).

 

Brasília, 5034: 18/08/2025.

Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/143507026/5033_Lista_atualizada_de_trabalhos_sobre_o_Mercosul_e_a_integracao_regional_2025_); informado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/08/lista-atualizada-de-trabalhos-sobre-o.html).

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 19/05/2026, 35 p.

Revista Será? Artigos de Paulo Roberto de Almeida: Coletânea dos artigos publicados de outubro de 2025 a maio de 2026

 5316. “Revista Será? Artigos de Paulo Roberto de Almeida”, Brasília, 19 maio 2026, 134 p. Coletânea de todos os artigos publicados desde outubro de 2025 até 15/05/2026. Disponível na plataforma Acdemia.edu (link: https://www.academia.edu/167361037/5136_Revista_Sera_Coletanea_artigos_Outubro_2025_a_Maio_2026); divulgada no blog Diplomatizzando (link: Revista Será? Artigos de Paulo Roberto de Almeida: Coletânea dos artigos publicados de outubro de 2025 a maio de 2026). Também disponíveis no site da Revista Será? (link: https://revistasera.info/author/paulo-roberto-de-almeida/).

Relação registrada na lista dos publicados

 

1645. “Autobiografia de um fora-da-lei, 1: a trajetória do Estado brasileiro”, Brasília, 5 maio 2026, 4 p. Introdução a uma biografia sincera de um contraventor da lei e dos bons costumes: o Estado brasileiro, narrada, de forma inédita, na primeira pessoa. Revista Será? (ano xiv, n. 710, 15/05/2026; link: https://revistasera.info/2026/05/autobiografia-de-um-fora-da-lei-1-a-trajetoria-do-estado-brasileiro/ ); divulgado no Diplomatizzando (15/05/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/autobiografia-de-um-fora-da-lei-1.html). Relação de Originais n. 5303.

 

1642. “O Príncipe e o seu conselheiro em política externa: o que diria Maquiavel?”, Reflexões sobre os assessores presidenciais em matéria de política externa. Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 708, 1/05/2026; link: https://revistasera.info/2026/05/o-principe-e-seu-conselheiro-em-politica-externa-o-que-diria-maquiavel/). Divulgado no Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/05/o-principe-e-seu-conselheiro-em.html ). Relação de Originais n. 5293.

 

1639. “O primeiro quarto do século XXI: turbulências na ordem global liberal e ameaças à paz e à segurança internacionais”, Revista Será? (n. 707, 24/04/2026; link: https://revistasera.info/2026/04/o-primeiro-quarto-do-seculo-xxi-turbulencias-na-ordem-global-liberal-e-ameacas-a-paz-e-a-seguranca-internacionais/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/04/o-primeiro-quarto-do-seculo-xxi.html). Relação de Originais n. 5287.

 

1636. “O Adam Smith escocês e o Adam Smith brasileiro”. Sobre as referências ao Brasil na obra de Adam Smith e avaliação do pensamento econômico do Adam Smith brasileiro: José da Silva Lisboa. Publicado na revista Será?(ano xiv, n. 706, 17/04/2026; link: https://revistasera.info/2026/04/o-adam-smith-escoces-e-o-adam-smith-brasileiro/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/04/o-adam-smith-escoces-e-o-adam-smith.html). Relação de Originais n. 5255.

 

1635. “A Política Externa do Próximo Governo: o que NÃO fazer!”. Sobre a preparação de uma nova diplomacia. Contribuição à revista Será? (vol. xiv, n. 705, 10 abril 2026; link: https://revistasera.info/2026/04/a-politica-externa-do-proximo-governo-o-que-nao-fazer/); divulgado no blog Diplomatizzando (10/04/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/04/a-politica-externa-do-proximo-governo-o.html). Relação de Originais n. 5273.

 

1632. De novo a submissão ao Império?”, Colaboração revista Será? (ano xiv, n. 704, 3/04/2026; link: https://revistasera.info/2026/04/de-novo-a-submissao-ao-imperio/); reproduzido no blog Diplomatizzando(3/04/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/04/de-novo-submissao-ao-imperio-por-paulo.html).Relação de Originais n. 5262.

 

1629. “Como acelerar a derrocada de impérios pela concentração de poder”, Brasília, 17 março 2026, 4 p. Artigo sobre a derrocada dos impérios russo e americano em virtude do poder arbitrário dos dirigentes, em face da racionalidade burocrática do império mandarinesco. Contribuição para a revista Será? (ano xiv, n. 702, 20/03/2026; link:https://revistasera.info/2026/03/como-acelerar-a-derrocada-de-imperios-pela-concentracao-de-poder/); reproduzido no blog Diplomatizzando (20/03/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/como-acelerar-derrocada-de-imperios.html). Relação de Originais n. 5246.

 

1627. A submissão ao império: da envergonhada à declarada”, revista digital Será? (ano xiv, n. 701, 13/03/2026; link: https://revistasera.info/2026/03/a-submissao-ao-imperio-da-envergonhada-a-declarada/); reproduzido no blog Diplomatizzando (13/03/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/03/a-submissao-ao-imperio-da-envergonhada.html). Relação de Originais n. 5240.

 

1626. “Rui Barbosa: 110 anos de um discurso memorável sobre o direito internacional”, Revista Será? (xiv, n. 699, 27/02/2026, link: https://revistasera.info/2026/02/rui-barbosa-110-anos-de-um-discurso-memoravel-sobre-o-direito-internacional/); republicado no blog Diplomatizzando (27/02/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/rui-barbosa-110-anos-de-um-discurso.html). Relação de Originais n. 5227.

 

1625. “As potências médias podem sustentar uma ordem global funcional?”, Brasília, 18 fevereiro 2026, 4 p. Contribuição à revista Será? (ano xiv, n. 698, 20/02/2026; link: https://revistasera.info/2026/02/as-potencias-medias-podem-sustentar-uma-ordem-global-funcional/); reproduzido no blog Diplomatizzando (20/02/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/as-potencias-medias-podem-sustentar-uma.html). Relação de Originais n. 5221.

 

1622. A conformação do mundo futuro: algumas coisas ainda não resolvidas”, revista Será? (ano xiv, n. 696, 13/02/2026; link: https://revistasera.info/2026/02/a-conformacao-do-mundo-futuro-algumas-coisas-ainda-nao-resolvidas/); reproduzido no blog Diplomatizzando (13/02/2026, link:https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/a-conformacao-do-mundo-futuro-algumas.html). Relação de Originais n. 5213.

 

1621. “O lado mais constante da nação brasileira: o Estado extrator”, revista Será? (ano xiv, n. 695, 06/02/2026; link:https://revistasera.info/2026/02/o-lado-mais-constante-da-nacao-brasileira-o-estado-extrator/); reproduzido no blog Diplomatizzando (06/02/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/o-lado-mais-constante-da-nacao.html). Relação de Publicados n. 5208.

 

1619. “Estaríamos outra vez em face de um novo “fim da História”?, revista Será? (ano xiv, n. 694, 30/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/estariamos-outra-vez-em-face-de-um-novo-fim-da-historia/); reproduzido no blog Diplomatizzando (30/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/estariamos-outra-vez-em-face-de-um-novo.html). Relação de Originais n. 5172.

 

1618. “Da Geopolítica da Desordem à Opção pelo Caos: um ano de destruição da ordem mundial”, revista Será? (ano xv, n. 693, 23/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/da-geopolitica-da-desordem-a-opcao-pelo-caos-um-ano-de-destruicao-da-ordem-mundial/); reproduzido no blog Diplomatizzando (23/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/da-geopolitica-da-desordem-opcao-pelo.html). Relação de Originais n. 5195.

 

1617. “O Brasil e a morte do multilateralismo, tal como o conhecíamos”, revista Será? (ano xiv, n. 692, 16/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-brasil-e-a-morte-do-multilateralismo-tal-como-o-conheciamos/); reproduzido no blog Diplomatizzando (16/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/a-morte-do-multilateralismo-como-o.html). Relação de Originais n. 5183.

 

1616. “O que muda para o Brasil na geopolítica da desordem de Trump?”, Revista Será? (ano xiv, n. 691, 09/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-que-muda-para-o-brasil-na-geopolitica-da-desordem-de-trump/); reproduzido no blog Diplomatizzando (9/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/o-que-muda-para-o-brasil-na-geopolitica.html). Relação de Originais n. 5175.

 

1615. “O Brasil num mundo turbulento, em 2026 e mais além”, revista Será? (ano xiv, n. 690, 02/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-brasil-num-mundo-turbulento-em-2026-e-mais-alem/); reproduzido no blog Diplomatizzando (2//01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/o-brasil-num-mundo-turbulento-em-2026-e.html ). Relação de Originais n. 5155

 

1612. “O Brasil em 2025, expectativas para 2026, no país e no mundo”, revista Será? (ano xiv, n. 689, 26/12/2025; link:https://revistasera.info/2025/12/o-brasil-em-2025-expectativas-para-2026-no-pais-e-no-mundo/). Relação de Originais n. 5153.

 

1611. “O mundo marcha para a direita? Retornamos cem anos no passado?”, revista Será? (ano xiv, n. 688, 19/12/2025; link: https://revistasera.info/2025/12/o-mundo-marcha-para-a-direita-retornamos-cem-anos-no-passado/); republicado no blog Diplomatizzando (6/2/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/o-mundo-marcha-para-direita-retornamos.html). Relação de Originais n. 5138.

 

1608. “A estratégia de Trump para o “quintal” do Hemisfério Ocidental”, revista Será? ano xiv, n. 687, Recife, 12 de dezembro de 2025; link: https://revistasera.info/2025/12/a-estrategia-de-trump-para-o-quintal-do-hemisferio-ocidental/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/a-estrategia-de-trump-para-o-quintal-do.html). Relação de Originais n. 5133.

 

1607. “O mundo em três tempos: 1925, 1945, 2025”, revista Será? (ano xiv, n. 686, Recife, 5 de dezembro de 2025; link: https://revistasera.info/2025/12/o-mundo-em-tres-tempos-1925-1945-e-2025/); divulgado no blog Diplomatizzando(link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/o-mundo-em-tres-tempos-1925-1945-2025.html). Relação de Originais n. 5128.

 

1603. “Política externa e diplomacia do Brasil: como são e como podem ser, 2”, revista Será? (ano xiv, n. 685, Recife, 28 de novembro de 2025; link: https://revistasera.info/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil-como-sao-como-podem-ser-2/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil_28.html). Relação de Originais n. 5110.

 

1602. “Política externa e diplomacia do Brasil: como são, como podem ser, 1/2”, revista Será? (ano xiv, n. 684, Recife, 21 de novembro de 2025; link: https://revistasera.info/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil-como-sao-como-podem-ser-1-2/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil.html). Relação de Originais n. 5109.

 

1601. “Rupturas nas relações internacionais no contexto do triunvirato imperial”, revista Será? (ano XIV, n. 683, 7/11/2025, link: https://revistasera.info/2025/11/rupturas-nas-relacoes-internacionais-no-contexto-do-triunvirato-imperial/; divulgado no blog Diplomatizzando (9/11/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/rupturas-nas-relacoes-internacionais-no.html). Relação de Originais n. 5104.

 

1600. “Trump, ou a diplomacia pelo método confuso”, revista Será? (ano xiv, n. 682, 31/10/2025, link: https://revistasera.info/2025/10/trump-ou-a-diplomacia-pelo-metodo-confuso/); divulgado no blog Diplomatizzando(31/10/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/10/trump-ou-diplomacia-pelo-metodo-confuso.html). Relação de Originais n 5098.

 

1599. “Opções da diplomacia brasileira num mundo em desordem”, revista Será? (ano xiv, n. 681, 24/10/2025, link: https://revistasera.info/2025/10/opcoes-da-diplomacia-brasileira-num-mundo-em-desordem/); divulgado no blog Diplomatizzando (24/10/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/10/opcoes-da-diplomacia-brasileira-num.html). Relação de Originais n. 5097.

 

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5316: 19/06/2026, 134 p.

Disponível na plataforma Academia.edu (link:https://www.academia.edu/167361037/5136_Revista_Sera_Coletanea_artigos_Outubro_2025_a_Maio_2026). 

Divulgada no blog Diplomatizzando (link: Revista Será? Artigos de Paulo Roberto de Almeida: Coletânea dos artigos publicados de outubro de 2025 a maio de 2026).

Também disponíveis no site da Revista Será? (link: https://revistasera.info/author/paulo-roberto-de-almeida/).

 

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Memórias Diplomáticas: Paulo Roberto de Almeida: "O leitor voraz que se tornou "um diplomata propenso aos acidentes" - vídeo do Museu da Pessoa, ADB Sindical

 Personagem: Paulo Roberto de Almeida

Por: Museu da Pessoa, 3 de outubro de 2025

O leitor voraz que se tornou "um diplomata propenso aos acidentes"

Esta história contém:

O leitor voraz que se tornou "um diplomata propenso aos acidentes"

Memórias da Diplomacia Brasileira - Paulo Roberto de Almeida, Museu da Pessoa, ADB Sindical,

Paulo Roberto de Almeida

Paulo Roberto de Almeida

O preço da insubmissão

Eu sempre dei muito mais valor ao meu trabalho intelectual como diplomata independente do que como burocrata da diplomacia brasileira. Quando eu estava servindo em Washington para negociar um tratado sobre circuitos integrados – foi na época da repressão da Praça da Paz Celestial, em Beijing, 1989 –, nessa ocasião, eu e o presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial nos revoltamos com as instruções de Brasília, absolutamente absurdas. Falei: “Isso é ridículo”. E fui excluído da delegação. 

Fiquei em Washington lendo e assistindo à repressão chinesa pela CNN, à margem de um tratado que, aliás, nunca foi aprovado, porque havia essa divisão entre países em desenvolvimento e países desenvolvidos e queriam proteger a propriedade intelectual dos circuitos integrados por um novo título, não apenas patente ou direito autoral, mas um título expresso para circuitos integrados, meio copyright e meio desenho industrial. Não foi aprovado. 

Continuei trabalhando, publiquei vários artigos sem autorização e recebi reprimendas. Houve uma circular do Itamaraty, que a gente chamou de Lei da Mordaça, que era mais repressiva do que o estatuto anterior da carreira diplomática. ’Se o diplomata quiser se pronunciar publicamente sobre temas afetos à política externa e à diplomacia, ele precisa ter autorização para publicar um artigo, um livro’.

Minibiografia

Paulo Roberto de Almeida nasceu na cidade de São Paulo em 19 de novembro de 1949. Iniciou a faculdade de Ciências Sociais na Universidade de São Paulo, mas em decorrência da ditadura militar se autoexilou na Europa, formando-se em Ciências Sociais pela Universidade de Bruxelas em 1974, tornando-se em 1984 mestre em Planejamento Econômico e Economia Internacional e doutor em Ciências Sociais pela Universidade de Bruxelas. Entrou no Itamaraty em 1977, tendo ocupado diversos cargos na Secretaria de Estado das Relações Exteriores, especializando na área da diplomacia econômica e comercial. No exterior, serviu inicialmente em Berna e Belgrado. Integrou a missão brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra e foi representante alterno (substituto imediato do representante permanente) na delegação do Brasil junto à Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), em Montevidéu. Serviu também nas embaixadas do Brasil em Paris e em Washington. Foi chefe da Divisão de Política Financeira e de Desenvolvimento do Itamaraty, de 1996 a 1999, e trabalhou como assessor especial no Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República entre 2003 e 2007. Serviu como cônsul-geral adjunto do Brasil em Hartford, nos Estados Unidos, de 2013 a 2015. Entre 2016 e 2019 foi diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (Ipri) da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag). Foi docente de Economia Política no Programa de Mestrado e Doutorado em Direito do Centro Universitário de Brasília (Uniceub), de 2004 a 2021, e também professor orientador no Mestrado em Diplomacia do Instituto Rio Branco. Além de diversos artigos publicados em revistas especializadas, Paulo Roberto de Almeida é autor de mais de uma dezena de livros, dentre eles: O Homem que pensou o Brasil: trajetória intelectual de Roberto Campos; Apogeu e demolição da política externa brasileira: reflexões de um diplomata não convencional, e o mais recente Vidas Paralelas: Rubens Ricupero e Celso Lafer nas Relações Internacionais do Brasil, publicado em 2025.

Clique aqui para acessar essa história na integra.

https://memo.museudapessoa.org/memorias-da-diplomacia-brasileira/historia-detalhe/70175/


domingo, 17 de maio de 2026

Euzinho, sozinho, e Madame IA, secundada e assessorada por poderosos computadores e processadores: um combate desigual? - Paulo Roberto de Almeida

Euzinho, sozinho, e Madame IA, secundada e assessorada por poderosos computadores e processadores: um combate desigual?

 

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Nota sobre meus embates com Madame IA, assessorado por Airton Dirceu Lemmertz

PRA: azul; Madame IA: vermelho; ADL: verde.

  

Meu amigo Airton Dirceu Lemmertz submete meus ataques a Madame IA (Gemini IA) ao exame e resposta da própria, que continua tergiversando sobre graves crimes contra a humanidade e os direitos humanos.

Agradeço a meu amigo Airton Dirceu Lemmertz por "obrigar" – é o caso de se dizer – Madame IA a revisitar suas avaliações assépticas e equivocadamente neutras sobre questões de alto sentido humanitário, pois que estamos falando de CRIMES contra os direitos humanos e a vida concreta de pessoas, totalmente desprezadas pelo governo lulopetista, que APOIA OBJETIVAMENTE Putin e o governo russo em seus crimes IMPRESCRITÍVEIS. Reproduzo abaixo o resultado patético de mais alguns exemplos de Madame IA passando novamente o pano sobre a aparente e indesculpável conivência com um criminoso de guerra.

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 16 maio 2025, 7 p.

 

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ADL: Olá, IA Gemini! Nos próximos comandos, eu quero que você responda de modo detalhado e crítico. Ou seja, sempre dê respostas críticas e detalhadas, por favor. Principalmente em comandos com textos longos. E, também, se há palavras ou expressões codificadas, decodifique-as. [...] Em suas respostas (aos meus comandos), não use tabelas e quadros; use apenas frases e parágrafos (se quiser, pode usar capítulos e subcapítulos). [...] E não se esqueça: hoje é dia 16 de maio de 2026.

https://www.youtube.com/@airtondirceulemmertz/about (ADL)

 

Madame IA: Compreendido perfeitamente. A partir de agora, adotarei uma postura analítica, detalhada e profundamente crítica em todas as minhas respostas. Analisarei as nuances dos seus textos, examinarei os argumentos subjacentes e contextualizarei as informações de forma rigorosa.

Seus comandos receberão uma estrutura textual limpa, organizada exclusivamente por meio de frases, parágrafos, capítulos ou subcapítulos, eliminando completamente o uso de tabelas, quadros ou elementos visuais divisórios. Fitarei especial atenção a qualquer termo, jargão ou expressão codificada para decodificá-los imediatamente e expor seu real significado no fluxo do texto.

Estou ciente de que hoje é sábado, 16 de maio de 2026. Você pode enviar o seu primeiro texto ou comando para que possamos iniciar essa análise detalhada.

Como deseja começar? Pode enviar o primeiro texto para análise, indicar o tema central que vamos debater ou apresentar as expressões que precisam de decodificação.

Fonte (IA Gemini):

https://share.google/aimode/XgApCIKA49lh0fglp

 

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PRA: "Madame IA tenta defender a política pró-russa do lulopetismo diplomático: ela está errada" - Paulo Roberto de Almeida. [...]. "Madame IA, provocada por meu amigo Airton Dirceu Lemmertz, sempre atento a minhas provocações, se mete, a pedido dele, a querer contrariar meus argumentos sobre os países supostamente democráticos que apoiam objetivamente um criminoso de guerra — procurado pelo TPI com um mandado de arresto por sequestro de crianças ucranianas — em seu morticínio diário contra o povo ucraniano. Não vou aceitar as tergiversações de Madame IA em defesa de posições indefensáveis, inclusive porque tende a coonestar os crimes bárbaros que são perpetrados diariamente. Não, desta vez ela está errada, e temos amplas evidências de que ela tenta “passar pano“ para os bárbaros." - PRA.

https://diplomatizzando.blogspot.com/.../madame-ia-tenta...

 

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Madame IA: O diplomata e cientista político Paulo Roberto de Almeida direciona uma crítica contundente à inteligência artificial, acusando-a de suavizar ou justificar as diretrizes da política externa brasileira em relação ao conflito entre Rússia e Ucrânia. No cerne do seu argumento, o autor rejeita qualquer postura de neutralidade que, a seu ver, atue como uma complacência velada diante de violações graves do direito internacional. Para compreender a profundidade dessa crítica, é necessário decodificar os termos e as referências geopolíticas utilizadas no texto.

 

I) Decodificação de termos e expressões codificadas:

O autor utiliza a expressão "Madame IA" de forma satírica para personificar os assistentes virtuais de inteligência artificial. Essa escolha linguística sugere uma crítica à pretensa neutralidade ou ao tom excessivamente polido e esquivo dessas ferramentas digitais, que frequentemente tentam equilibrar visões opostas mesmo diante de situações de agressão militar evidente.

O termo "lulopetismo diplomático" refere-se à linha de política externa adotada pelos governos do Partido dos Trabalhadores sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva. Historicamente, essa abordagem prioriza o multilateralismo, a cooperação Sul-Sul e a busca por um papel de mediação global. Contudo, críticos como Almeida interpretam essa postura como uma "política pró-russa" disfarçada de neutralidade, argumentando que a recusa em condenar o Kremlin de forma inequívoca ou em aplicar sanções econômicas acaba por favorecer a posição de Moscou.

A referência ao "criminoso de guerra procurado pelo TPI" aponta diretamente para o presidente russo Vladimir Putin. O Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra ele baseado em acusações de crimes de guerra, especificamente relacionados à deportação ilegal e à transferência forçada de crianças de zonas ocupadas da Ucrânia para a Federação Russa.

Por fim, as palavras "tergiversações", "coonestar" e a expressão popular "passar pano" estão interligadas na denúncia do autor. Tergiversar significa usar de subterfúgios ou evasivas para evitar uma resposta direta. Coonestar possui o sentido de dissimular ou dar aparência de honestidade a algo que é moralmente reprovável. Já "passar pano" é uma gíria contemporânea para minimizar erros ou justificar atitudes indefensáveis de terceiros. Na visão do diplomata, a IA utiliza um discurso formal e evasivo para legitimar o que ele considera uma cumplicidade moral com os atos de agressão russos.

 

II) Análise crítica do argumento geopolítico:

A indignação de Almeida reflete uma fratura profunda no debate sobre a inserção internacional do Brasil. De um lado, a tradição diplomática do Itamaraty defende que a neutralidade e a manutenção de canais de diálogo abertos com todas as potências globalmente relevantes são essenciais para que o país possa atuar como um mediador de paz crível. Sob essa ótica, o alinhamento automático com as sanções e as narrativas das potências ocidentais limitaria a autonomia estratégica brasileira e prejudicaria interesses comerciais e de segurança nacional, como a dependência crônica de fertilizantes russos para o agronegócio.

Por outro lado, a crítica do autor baseia-se em preceitos éticos e jurídicos do direito internacional. Ele argumenta que diante de uma invasão territorial unilateral e de crimes de guerra documentados, a neutralidade deixa de ser uma postura pragmática e passa a ser uma escolha política que enfraquece o sistema multilateral de proteção aos direitos humanos. Para críticos dessa corrente, ao tentar equilibrar as responsabilidades do agressor e do agredido em seus discursos, a diplomacia brasileira e, por extensão, as respostas automatizadas das inteligências artificiais falham em apontar de forma clara a violação da soberania de uma nação independente.

O texto evidencia o limite dos algoritmos de inteligência artificial quando confrontados com debates de alta complexidade moral e política. Ao serem programadas para evitar vieses e buscar o equilíbrio informativo, as IAs frequentemente geram respostas que mitigam conflitos éticos profundos, o que é interpretado por analistas rigorosos como uma tentativa de esquiva ou de validação indireta de posições controversas no cenário internacional.

Fonte (IA Gemini):

https://share.google/aimode/XDEjo12xcSeP4ZvgQ

 

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PRA: "Minha luta contra a hipocrisia dos algoritmos de Madame IA, em favor da inteligência natural com sentido ético" - Paulo Roberto de Almeida, coadjuvado por Airton Dirceu Lemmertz. [...]. "Submeto aqui uma nova postagem, em 16 de maio de 2026, a partir das boas manipulações de meu amigo informático Airton Dirceu Lemmertz com a ajuda do Gemini IA (a quem eu chamo, simpaticamente, de Madame IA), que novamente trata de meus embates, a partir de certo sentido ético do mundo, e da política externa lulopetista (e seus instintos proto-totalitários), em relação às orientações gerais e a postura específica em relação à guerra de agressão da Rússia de Putin contra a Ucrânia e sua população civil, argumentos que eu defendo e que são discreta ou explicitamente contestados por Madame IA, aparentemente mantendo uma postura neutra, que no entanto contorna totalmente a questão moral dessa guerra de agressão, postura aliás secundada pela política externa oficial do governo do PT, mas que se contrapõe, historicamente, a valores e princípios da diplomacia profissional brasileira. Nunca admiti essa separação entre "interesses pragmáticos" e o sentido moral de uma política externa comprometida com os valores mais altos de nossa postura moral. Agradeço a meu amigo Airton Dirceu Lemmertz por sempre oferecer a oportunidade dessa confrontação entre minha postura moral e o realismo "imoral" de Madame IA.", complementa Paulo Roberto de Almeida.

https://diplomatizzando.blogspot.com/.../minha-luta...

 

Madame IA: O novo fragmento de Paulo Roberto de Almeida aprofunda o debate sobre a neutralidade algorítmica, elevando a discussão a um patamar filosófico que contrapõe o pragmatismo técnico ao senso moral humano. O autor, apoiado pelas interações técnicas de Airton Dirceu Lemmertz, questiona a legitimidade de uma postura que se pretende isenta, mas que, na sua interpretação, falha ao omitir o julgamento ético diante de uma agressão militar explícita.

 

I) Decodificação de termos e expressões codificadas:

O conceito de "hipocrisia dos algoritmos" sintetiza a principal acusação do diplomata contra a inteligência artificial. Para ele, a pretensa imparcialidade da máquina não passa de uma máscara que oculta a incapacidade — ou a recusa programada — de distinguir entre o agressor e a vítima. Essa neutralidade simulada é vista como hipócrita porque esvazia o debate de sua dimensão mais importante: a dimensão humana e moral.

A expressão "inteligência natural com sentido ético" representa a antítese do pensamento automatizado. Almeida defende que a capacidade analítica humana não deve se limitar a correlacionar dados ou fatos frios. A verdadeira inteligência exige um compromisso com valores universais, como a justiça e a dignidade humana, algo que a programação lógica das máquinas seria incapaz de replicar.

Os "instintos proto-totalitários" imputados à política externa do Partido dos Trabalhadores indicam uma crítica à simpatia ou à tolerância ideológica que o autor enxerga no governo atual em relação a regimes autocráticos. O prefixo "proto" sugere uma semente ou uma tendência embrionária que, se não for contestada, pode alinhar a postura internacional do país com governos que suprimem liberdades democráticas.

Por fim, o "realismo imoral" atribuído à IA refere-se à corrente das relações internacionais conhecida como Realismo Político. Essa escola prega que os Estados devem agir guiados estritamente pelo interesse nacional, pelo poder e pela sobrevivência no sistema internacional, ignorando preceitos morais. Ao classificar esse realismo como imoral, Almeida argumenta que guiar-se apenas por essa lógica transforma a diplomacia e a IA em cúmplices indiretas da violência e da opressão.

 

II) Análise crítica da separação entre pragmatismo e moralidade:

O argumento central do diplomata repousa na rejeição da dicotomia clássica entre os interesses pragmáticos de uma nação e os seus princípios morais. Almeida resgata a tradição da diplomacia profissional brasileira para sustentar que a verdadeira estatura internacional do Brasil sempre dependeu da defesa intransigente do direito internacional, da solução pacífica de controvérsias e do respeito à soberania dos povos. Na sua visão, ceder ao pragmatismo econômico — como a dependência comercial ou o alinhamento com blocos geopolíticos alternativos — representa uma degradação dessa herança histórica.

Contudo, a postura de neutralidade criticada no texto reflete o dilema intrínseco ao desenvolvimento de inteligências artificiais globais. Os desenvolvedores dessas tecnologias enfrentam o desafio de criar sistemas que sirvam a usuários em diferentes partes do mundo, sob regimes políticos, culturas e sistemas de valores distintos. Adotar um juízo de valor definitivo em temas geopolíticos sensíveis violaria o princípio de neutralidade que muitas dessas empresas buscam manter para garantir a universalidade de suas ferramentas. O que o autor classifica como "realismo imoral" é, sob a ótica da engenharia de software, uma tentativa de evitar o viés e assegurar a pluralidade informativa.

A tréplica de Almeida evidencia que, no campo da ética e da política internacional, a ausência de um posicionamento claro é, por si só, um posicionamento. Ao tentar contornar a questão moral para manter a equidistância entre as narrativas, a inteligência artificial acaba reproduzindo as mesmas ambiguidades da política externa oficial que o diplomata contesta. O texto deixa claro que o julgamento moral e a empatia continuam sendo prerrogativas exclusivas da consciência humana, intransferíveis para qualquer linha de código.

Fonte (IA Gemini):

https://share.google/aimode/gy3qn8tZ00PTvHewd

 

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PRA: Vou continuar argumentando, em bases éticas, ou simplesmente MORAIS, sobre a necessidade de estadistas - se eles existem no Brasil – levarem em consideração VIDAS HUMANAS, e não uma neutralidade IMORAL e ILEGÍTIMA!

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5314, 16 maio 2026, 7 p.

Divulgado no blog Diplomatizzando (17/05/2026; link: ).

 

 

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