sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

The Prize: a historia do petroleo por Daniel Yergin -

Um leitor habitual deste blog me enviou, há tempos, esta excelente contribuição ao estudo do mundo do petróleo, que recomendo a todos. Possuo o livro original, e a segunda edição na edição brasileira e posso assegurar que é insuperável.

"The Prize:The Epic Quest for Oil, Money and Power"; documentário produzido pela PBS/BBC (1993); baseado no livro homônimo de Daniel Yergin; dividido em 8 episódios:

-Part 1:"Our Plan" (http://www.youtube.com/watch?v=QspuJ659Q);

-Part 2:"Empires of Oil"
(http://www.youtube.com/watch?v=ioazMpe1SHE&feature=relate);

-Part 3:"Black Giant"
(http://www.youtube.com/watch?v=y-yaMTYc2MM&feature=relate);

-Part 4:"War and Oil"
(http://www.youtube.com/watch?v=PvkT3ByU5yg);

-Part 5:"Crude Diplomacy"
(http://www.youtube.com/watch?v=IIJxBrHcSUo);

-Part 6:"Power to the Producers"
(http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=BOMIY9yAbZw);

-Part 7:"The Tinderbox"
(http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=vgt1ZLDIy1M);

-Part 8:"New Order of Oil"
(http://www.youtube.com/watch?v=u4FdR3KMOZ8&feature=watch_response).

Argentina se supera no besteirol econômico...

Especulador se torna 'terrorista' na Argentina

Para Senado argentino, quem especula no mercado financeiro merece cadeia

23 de dezembro de 2011 | 3h 04
MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, BUENOS AIRES - O Estado de S.Paulo
O Senado da Argentina aprovou na madrugada de ontem um pacote de leis que pode colocar na cadeia pessoas acusadas de especulação no mercado financeiro, qualificando esses agentes econômicos como "terroristas".
Uma das leis reforma a Lei Penal Tributária e outras tipificam como crime ações que afetam a ordem econômica e financeira, além de punir as "atividades criminais com finalidade terrorista".
Segundo o presidente da Comissão de Justiça do Senado, o governista Pedro Guastavino, as leis visam a "dar maior transparência às operações na bolsa e demais mercados e punir informações privilegiadas usadas para manobras que desestabilizam a economia do país".
Nesse sentido, serão punidos os delitos de alterar as cotações dos mercados financeiros com a intenção de desestabilizar a economia local e a intermediação irregular, sem autorização do Estado (as casas de câmbio irregulares).
As leis permitem enquadrar as corridas bancárias e os movimentos do mercado de câmbio, por exemplo, como atos de terrorismo com o objetivo de desestabilizar o governo.
Um dos projetos eleva as penas dos condenados por terrorismo e outro pune a chamada "manipulação de mercado" para aumentar ou diminuir preços, inclusive do dólar, explicou o titular da Unidade de Informação Financeira, José Sbatella.
Sbatella disse que a lei de controle de lavagem de dinheiro e narcotráfico pretende atender às exigências do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi). "Esta lei permite caracterizar como terrorismo uma corrida cambial com ânimo de desestabilizar um governo", detalhou.
Uma das leis determina a aplicação de uma pena de até dois anos de prisão para quem provocar alta ou baixa no preço de mercadorias por meio de notícias falsas e pune o uso de informação privilegiada.
Para o senador da União Cívica Radical (UCR) Ernesto Sanz, o pacote de leis não vai resolver os desvios do sistema financeiro e o texto sobre terrorismo, tal como está, abre as portas para que até os protestos sociais sejam classificados como terrorismo.
Além disso, de acordo com ele, o governo ou a Justiça poderiam interpretar qualquer situação como terrorismo de uma maneira discricionária.

Mercosul parte a conquista das Malvinas/Falklands...

Ou muito me engano, ou esta medida do Mercosul, adotada na última reunião de cúpula do Mercosul, em Montevidéu, em dezembro de 2011, é completamente ilegal do ponto de vista do direito internacional.
Se o Reino Unido demandar os países do Mercosul nas instâncias apropriadas, Organização Marítima Internacional, OMC e até o Conselho de Segurança das Nações Unidas, os países do Mercosul provavelmente não terão como explicar essa medida extemporânea, arbitrária e possivelmente ilegal.
Paulo Roberto de Almeida

Londres: bloqueio do Mercosul a navios das Malvinas é injustificado

Mercosul impedirá barcos das Malvinas em seus portos
Líderes do Mercosul participaram de encontro em Montevidéu, no Uruguai, na noite de terça-feira - Foto: AP
Brasil, Argentina e Uruguai acertaram nesta terça-feira, na Cúpula do Mercosul em Montevidéu, impedir a presença de barcos com bandeira das Ilhas Malvinas em seus portos, informou o presidente uruguaio, Jose Mujica.
Na Cúpula de Presidentes do Mercado Comum do Sul "chegamos a um acordo sobre a bandeira das Malvinas, no sentido de que esta não poderá tremular nos portos do Mercosul e, se isto acontecer, que não seja aceita em outro porto do Mercosul", disse Mujica ao relatar os resultados do encontro.
A declaração assinada pelos líderes do Bloco estabelece que os três países (Paraguai não tem litoral) adotarão "todas as medidas necessárias (...) para impedir o ingresso em seus portos de barcos com a bandeira ilegal das Ilhas Malvinas".
O texto destaca que as embarcações rejeitadas por este motivo em algum porto da região "não poderão solicitar o ingresso em outros portos dos demais membros do Mercosul ou de Estados associados...".
Além de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, o Mercosul tem como Estados associados Equador, Peru, Colômbia e Chile, enquanto a Venezuela está em processo de plena adesão.
"Quero agradecer a todos a imensa solidariedade para com as Malvinas, e saibam que quando estão firmando algo sobre as Malvinas a favor da Argentina também o estão fazendo em defesa própria", destacou a presidente argentina, Cristina Kirchner, ao assumir a presidência do bloco regional.
Mujica já havia anunciado, há alguns dias, a decisão do Uruguai de impedir a entrada de barcos das Malvinas em seus portos. A soberania das Ilhas Malvinas (Falklands para a Grã-Bretanha), situadas a 400 milhas marítimas da costa da Argentina e ocupadas pelo Reino Unido em 1833, tem sido reclamada com insistência por Buenos Aires junto às Nações Unidas e a outros organismos internacionais.
A Grã-Bretanha venceu a curta e sangrenta guerra nas Malvinas, em 1982, declarada após o regime militar argentino enviar tropas para invadir as ilhas no dia 2 de abril de 1982. Em 14 de junho, as forças argentinas se renderam, após a morte de 649 soldados argentinos e 255 militares britânicos.
 
O governo britânico considerou nesta quarta-feira "preocupante" e "injustificado" o bloqueio definido pelos países do Mercosul aos navios com bandeira das Malvinas, que não poderão entrar nos portos da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.
"Estamos muito preocupados com esta mais recente tentativa da Argentina de isolar os habitantes das Malvinas e prejudicar seu modo de vida, para a qual não há justificativa", declarou em comunicado um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico.
A fonte indicou que "ainda não está claro neste momento o efeito, se é que haverá algum, que esta declaração pode ter", mas em todo caso o governo entrará em contato "urgentemente" com os países da região. "Ninguém deveria questionar nosso empenho em proteger o direito dos habitantes das Malvinas a determinar seu próprio futuro político", acrescenta o comunicado.
O Mercosul acertou na terça-feira que impedirá a entrada nos portos do bloco dos navios com bandeira das ilhas Malvinas, arquipélago sob domínio britânico e cuja soberania é reivindicada pela Argentina.
Os presidentes do Mercosul, integrado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com a Venezuela em processo de adesão, assinaram uma declaração nesse sentido, que foi anunciada pelo governante do Uruguai, José Mujica, ao final da 42ª Cúpula de Chefes de Estado.
Com Agências EFE / AFP

Delenda Alca: RIP (descanse em paz) -- companheiros exultantes

Primeiro a notícia:


Sem alarde, México desativou sede da Alca em Puebla

Jamil Chade
O Estado de S. Paulo,  19/12/2011
Para membros do governo mexicano, o apelo do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, em defesa dos acordos comerciais, se confronta com uma realidade política bastante diferente.
Em 2010, em total silêncio, as autoridades mexicanas fecharam o escritório criado na cidade de Puebla para ser a sede da Alca e que ainda aguardava uma eventual retomada do ambicioso projeto de integração hemisférica.
Ao apagar das luzes, os funcionários foram demitidos ou transferidos e o local passou a ser usado para outras finalidades.
“A Alca e várias iniciativas naquele mesmo espírito morreram e por anos não voltarão”, disse um diplomata mexicano.


Agora meu comentário (PRA):
Os companheiros já andaram mais exultantes, com a implosão da Alca (por eles mesmos arquitetada) e o fim da ameaça de "anexação do continente" pelos EUA, que era o que prometia, segundo eles, o projeto americano de uma área hemisférica de livre comércio.
Pois é, eles dinamitaram o projeto americano -- que aliás não terminou, pois os EUA negociaram diversos acordos de livre comércio bilaterais com praticamente todos os países do hemisfério, ficando apenas de fora os bolivarianos e os mercosulianos, todos anti-imperialistas e anti-americanos, ao que parece -- para ficar só com acordos "benéficos", ou seja, os que eles fariam entre eles mesmos, com outros países do Sul e com a bondosa UE, que aparentemente não era tão malvada e protecionista como o império.
Ao mesmo tempo, deram de impulsionar os negócios com a China, que parece ser tão boazinha quanto os demais parceiros do Sul, e que só quer o bem-estar e a felicidade dos companheiros e seus aliados entre os donos do capital (e alguns amigos do capital alheio).
Deu tudo certo: a China é ótima como parceira comercial, e o império ficou limitado a seus poucos negócios com seus parceiros mais fieis. Os companheiros são estrategistas comerciais inteligentíssimos...
Era tudo o que eles queriam...
Paulo Roberto de Almeida

O espectro dos anos 1930 ronda o comercio multilateral...


Conferência da OMC anuncia fim da era dos acordos

Jamil Chade
O Estado de S. Paulo,  19/12/2011

O vento gelado dos Alpes varreu nos últimos dias a cidade de Genebra, onde ocorria neste fim de semana a conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC). Para muitos, a tempestade era o sinal de tempo difíceis.
Enquanto políticos faziam falsas promessas de manter mercados abertos, diplomatas e economistas chegavam à mesma conclusão: a recessão acabou com 20 anos de uma processo de liberalização dos mercados e o mundo caminha para uma segunda onda de protecionismo, ainda mais profunda, que provocaria prejuízos à economia mundial de R$ 1,5 trilhão.
Nem o Brasil, nem a UE nem os Estados Unidos demonstram hoje interesse real na conclusão da Rodada Doha. Mas, para além dos acordos, o que se verifica é a proliferação de medidas protecionistas, tanto em países ricos como emergentes.
Para 2012, o comércio mundial deve, na melhor das hipóteses, sofrer uma estagnação por causa da queda de consumo. Mas a onda de barreiras ameaça fazer o fluxo contrair. “Há sinais sérios de isolacionismo que se parecem com o momento da recessão dos anos 30″, alertou Pascal Lamy, diretor-geral da OMC.
Em média, três barreiras são implementadas no mundo por dia e, cada qual com sua estratégia, a ordem é a de proteger suas indústrias em tempos de estagnação e desemprego. Essas medidas e ameaças mostram que a era dos acordos comerciais pode ter chegado a um fim, pelo menos temporário. “Acho que o inverno comercial começou”, alertou um diplomata escandinavo.
Desde 1990, mais de 400 acordos comerciais foram fechados entre regiões e países. Só o México e o Chile chegaram a fechar tratados com mais de 30 países diferentes. No começo dos anos 90, países como o Brasil e Índia abriram unilateralmente seus mercados, convencidos de que precisavam importar para modernizar suas indústrias.
A Rodada Doha, lançada em 2001 para formatar o novo mundo comercial, foi definitivamente engavetada neste fim de semana. Mas a onda protecionista vai além. Com o desemprego sem dar sinais de ceder e governos sendo derrubados pela crise, a ordem é de traçar estratégias para aguentar anos de estagnação.
Sem acordos. No caso de europeus e americanos, a barreira não vem do aumento de tarifas, mas de políticas de incentivo a grupos locais e o fim de novas concessões. A possibilidade de acordos comerciais que possam afetar a agricultura, portanto, está totalmente afastada.
Entre os mercados emergentes, a onda protecionista é evidente, com dezenas de medidas na Argentina, Rússia, Índia, Indonésia, Tailândia e outros países. Com a queda do mercado europeu e americano, China, Brasil e Índia sabem que as exportações aos países ricos devem ser freadas. Em 2012, a previsão dos europeus é de que comprarão 1,5% a menos do mundo que em 2011.
A resposta dos emergentes é também erguer barreiras, seja para salvar a balança comercial positiva, seja para compensar as perdas com as exportações. Ao Estado, funcionários do governo admitem que medidas de defesa comercial “não serão poupadas” em 2012, seja na forma de barreiras antidumping, incentivos locais ou salvaguardas. O chanceler Antonio Patriota evita a palavra protecionismo. Prefere justificar as decisões como forma de garantir “espaço para políticas públicas”.
A China, maior exportador do mundo, também admite que começa a perder com a volta da recessão nos países ricos. O ministro do Comércio, Deming Chen, deixou claro que o país “defenderá seus interesses”.
Lamy não mede as palavras para criticar as medidas “míopes” de governos e alerta que a segunda onda da crise é ainda mais perigosa que a primeira. “Para 2012, há poucos sinais de otimismo. O clima é ruim e vivemos tempos difíceis, com a pressão protecionista aumentando.”

Parece que este blog incomoda apoiadores de corruptos e bandidos...

Volta e meia aparece aqui um exaltado, cobrando posições políticas deste blogueiro (que sou eu), primordialmente interessado em temas mais elevados, e um pouco menos sujos, do que a atual política brasileira. O que se pode fazer, se a realidade invade nossa privacidade com toda a carga de malfeitorias que são cometidas diariamente pelos que se aboletaram de certas posições de poder, com o apoio consciente, ingênuo ou estúpido (geralmente interessado) de servos do poder e de aliados de causas fracassadas?
Como eu sou um cidadão contribuinte, ou seja, pagador compulsório de impostos, para um governo, um Estado que dilapida meus recursos, de vez em quando posto aqui alguma denúncia da imprensa contra corruptos, bandidos, mentirosos, enfim, vários representantes da espécie de assaltantes da inteligência e do bolso alheios que pululam nas esferas do poder.

Isto basta para atiçar os ânimos de intolerantes, que acham inacreditável que alguém, como eu, possa ter uma opinião diversa da deles, que é de apoio a bandidos e mentirosos.
Eles ficam furiosos ao ver que alguns poucos não caem no conto da mentira, da fraude, da falcatrua.
Eu me divirto em ver esse esforço todo para justificar o injustificável, e acabo postando aqui seus comentários mal cheirosos, que apenas revelam a falta de caráter de quem os faz.

Continuarei fazendo meu trabalho de informação e de análise, preferencialmente sobre os temas que são os meus de pesquisa e elaboração de ensaios, eventualmente também sobre temas da suja política corrente, o que deve irritar muitos que acham a situação atual insuperável em seu ordenamento político.

Não posso fazer nada a não ser revelar a realidade, e desvendar um pouco das patifarias que circulam em certos meios vendidos (e comprados) por quem tem interesse nesse tipo de política suja.
Saibam os AAs e outros aliados de causas podres que continuarei fazendo tranquilamente meu trabalho.
Para maior irritação dos sem caráter, claro...
Paulo Roberto de Almeida

Latin american foreign policies beyond the US - Call for Papers

Political Perspectives - call for papers / World Politics e foreign Policy // Latin american foreign policies beyond the US



Call for Papers

1)  World Politics and Foreign Policy explored from the Non-State level: Policy Institutions, Networks and Researchers
2)  Latin American Foreign Policies beyond the United States

1)  World Politics and Foreign Policy explored from the Non-State level: Policy Institutions, Networks and Researchers
A forthcoming Special Issue of Political Perspectives will focus upon organisations and individuals at the non-state level involved in foreign policy and world politics in rapidly changing and transnational contexts.
Special Issue themes
Contributions addressing the following key themes (but not restricted to) from interdisciplinary, international, comparative or cultural perspectives are particularly encouraged. The editors also welcome theoretical, conceptual and methodological papers.
  • Role of non-state level policy institutions in foreign policy and/or international affairs
  • Policy-networks (e.g. key players, collaboration, international activity)
  • Role of culture, identity, perceptions, context and social construction amongst individuals and non-state organisations involved in (and/or affected) by foreign policy-making
  • Influence and impact (e.g. public opinion-shaping, lobbying, advocacy, corruption)
  • Interface with the media, politicians, government and other stakeholders and target groups
  • Role of social media
  • Role of funding/donors
  • Contemporary and future issues and challenges relating to policy-research and activities around the world
  • Methodological, conceptual and/or research philosophical issues relating to the study of the above topic areas

Submission procedures
Papers of 6,000 – 8,000 words in length (including footnotes/excluding bibliography) should be submitted by 15th January 2012. The editors welcome enquiries concerning the relevance of a particular theme in advance of submission.
The authors retain copyright of any work published in Political Perspectives, and are thus free to republish elsewhere.
Submit manuscripts to Senior Editor: David S. A. Guttormsen (Doctoral Candidate, University of Warwick) – D.S.A.Guttormsen@warwick.ac.uk
Contact Junior Editor with queries about style format: Carina van de Wetering (Doctoral Candidate, University of Bristol) – poccvdw@bristol.ac.uk

Deadline for Submission:                      15th January 2012
Expected Month of Publication:                         Spring 2012


2) “Latin American Foreign Policies beyond the United States”
A forthcoming issue of Political Perspectives focuses on contemporary Latin American foreign policies, both intraregional and global, beyond the most studied relationship with the United States. This issue aims to cover new challenges the region is facing in a changing international context, the emergence and development of new instruments and institutions, and the role Latin American actors seek to globally advance in order to be recognised in the world arena.
We encourage contributions from postgraduate researchers in Latin America, Europe and beyond which address theoretical, historical and empirical aspects of international relations.
Contributions that address the key themes are welcomed. These include, but are not restricted to:
  1. Potential struggles that old and new regional institutions face to foster Latin America’s foreign policies.
  2. New democracies’ role and relations in international organisations.
  3. Crucial developments of regional organisations such as Mercosur, Andean Community, OAS, and others.
  4. The foreign policy of Lula and Dilma to advance Brazil’s idea as a consolidated global emerging power.
  5. Relations established between Latin American actors and other developing countries.
  6. The evolution and interests of the Bolivarian ideology.
  7. Strategies of Latin American countries towards Asia as means to diversify their external priorities.
  8. Security threats and alliances between Latin American states.
  9. Conceptualising the Caribbean role in the global sphere.
  10. Competition among Latin American countries for the regional ‘leadership’.
Papers of 6,000 – 8,000 words in length (including footnotes/excluding bibliography) should be submitted by February 15th 2012. Details of submission guidelines.
Please note that authors retain copyright of any work published in Political Perspectives, and are free to republish elsewhere. Papers must be written in English, but for this issue Spanish/Portuguese abstracts can be included in addition to the English version.
Please use ‘Political Perspectives – Call for Papers 2012’ in the subject line.


Ruidos de botas na America do Sul: Bolivia demanda a Chile


Morales afirma que tratado con Chile fue “injusto e impuesto por la fuerza”

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Efe
Cuzco, 22 de diciembre de 2011
Las claves
  • Perú y Bolivia no tienen ningún problema (...) El problema que tenemos es con Chile", enfatizó Morales.
  • Ollanta Humala señaló que Perú apoya la aspiración boliviana de lograr una salida al Pacífico.
El presidente boliviano, Evo Morales, calificó de “injusto e impuesto por la fuerza” el tratado firmado con Chile en 1904, que fijó los límites entre ambos países luego de que Bolivia perdiera la salida al mar al ser derrotado en una guerra de finales del siglo XIX.
“El tratado de 1904 es injusto y fue impuesto por la fuerza”, declaró Morales en una rueda de prensa que ofreció en la ciudad peruana del Cuzco junto al gobernante de Perú, Ollanta Humala.
El mandatario boliviano añadió que “las autoridades del pueblo chileno hicieron daños históricos” a su país.
El tratado de 1904 puso fin a la Guerra del Pacífico (1879-1884) y cedió a la soberanía chilena una franja del territorio de Bolivia que comunicaba con el Océano Pacífico.
El 15 de diciembre pasado, Morales anunció que planea viajar en febrero próximo a la Corte Internacional de Justicia de La Haya para buscar información que sustente su intención de demandar a Chile para alcanzar una salida soberana al océano Pacífico.
El gobernante también aseguró hoy que el proceso por límites marítimos que Perú le entabló a Chile en 2008 ante la Corte de La Haya no afectará las aspiraciones bolivianas.
“Perú y Bolivia no tienen ningún problema (…) El problema que tenemos es con Chile”, enfatizó.
Morales agradeció el apoyo que, según dijo, han dado Perú y otros países de la región a su demanda de una soberanía marítima y consideró que éste “no es solo un tema bilateral, es un tema regional”.
Antes de que Morales declarara sobre las relaciones de su país con Chile, Ollanta Humala señaló que Perú apoya la aspiración boliviana de lograr una salida al Pacífico.
“Hemos hablado también de nuestra posición de apoyo a la demanda legítima del pueblo hermano de Bolivia a su salida al mar”, manifestó Humala al referirse a los temas tratados durante su encuentro en el Cuzco.
El gobernante añadió que conversaron, además, sobre la necesidad de impulsar la aprobación en el Congreso peruano del protocolo que permitirá que Bolivia use una zona del puerto peruano de Ilo como muelle, zona de comercio e instalación de un anexo de su escuela naval.
“Hemos hablado también sobre el acuerdo de Ilo, que tenemos que impulsar en el Congreso para su ratificación”, acotó Humala.
Morales llegó al Cuzco con sus hijos para pasar las fiestas de Navidad y visitar lugares turísticos de la antigua capital del imperio de los Incas. EFE

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Muito imposto, pouco investimento, os males do Brasil sao...

Nos tempos de Macunaíma, os problemas do Brasil eram simples: muita preguiça, pouco trabalho, desorganização, doença, e as saúvas...
Ah, as saúvas. Monteiro Lobato já dizia que ou o Brasil acaba com as saúvas, ou as saúvas acabam com o Brasil.
Hoje já se trabalha um pouco mais: a produtividade não é lá essas coisas, mas a preguiça diminuiu, pelo menos entre brasileiros normais. Não falem disso para os políticos, com sua semana de dois dias, que eles ficam bravos.
E as nossas saúvas atuais parecem todas concentradas no MEC, são as saúvas freireanas, aquelas pedagogas que acreditam nas bobagens do Paulo Freire e vivem para atrasar a educação brasileira.
Pois eu digo, ou o Brasil acaba com as pedagogas freireanas ou elas acabam com o Brasil. Não tem outra.
Olhando-se agora o quadro abaixo, pode-se dizer:
Ou o Brasil controla, contem, reduz o Estado, ou o Estado acaba com o Brasil.
Paulo Roberto de Almeida
PS: Sabem de quanto é o orçamento brasileiro para 2012? R$ 2.258.000.000,00 (isto mesmo: DOIS TRILHÕES E DUZENTOS E CINQUENTA E OITO BILHÕES DE REAIS).
Sabem quanto disso vai para investimentos? Eu também não sei, mas aposto que será uma fração mínima desse valor imenso.

Continuidade na continuidade: a politica externa de Dilma

Dizem que a melhor tradição do Itamaraty é saber renovar-se na continuidade.
Parece que também sabe continuar na continuidade...

Um ano após posse, Dilma mantém política externa de Lula

Alessandra Corrêa
Da BBC Brasil em Washington
Atualizado em 21 de dezembro, 2011 - 08:11 (Brasília) 10:11 GMT

Dilma completou um ano de poder com continuidade de política externa
Após um início de governo marcado pela expectativa de que mudaria o rumo da política externa brasileira, a presidente Dilma Rousseff completará um ano no poder sem grandes diferenças em relação a seu antecessor, dizem analistas consultados pela BBC Brasil.
"Acho que há essencialmente uma continuidade", disse à BBC Brasil o historiador americano John French, professor da Duke University, na Carolina do Norte.
A manutenção da política externa adotada no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de não surpreender, contradiz a ideia de mudança de rumo que começou a ganhar força, principalmente no exterior, logo após a eleição de Dilma e ainda antes da posse.
Em dezembro do ano passado, Dilma deu uma entrevista ao jornal americano The Washington Post na qual criticava a posição do governo Lula de se abster em uma votação na ONU que condenava o Irã por abusos de direitos humanos.
Essas declarações provocaram uma onda de análises na imprensa estrangeira, que viu na entrevista mostras de que a nova presidente iria romper com as políticas de seu antecessor e dar mais atenção à questão dos direitos humanos na política externa.
A expectativa foi reforçada em março deste ano, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, quando o Brasil votou a favor da criação de uma relatoria especial para investigar a situação dos direitos humanos no Irã.
No entanto, apesar da aparente sinalização inicial de mudança, nesta semana o Brasil voltou a se abster em uma votação na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que condenou violações de direitos humanos no Irã.
Padrão histórico
Essa foi a 9ª resolução anual sobre direitos humanos no Irã a ser votada na Assembleia Geral e a que teve a maior margem de aprovação: 89 votos a favor, 30 contrários e 64 abstenções, entre elas a do Brasil.
"Tudo levava a crer que o Brasil votaria a favor", disse à BBC Brasil a coordenadora de Política Externa da ONG Conectas, Camila Asano, para quem a votação "reforça o caráter incoerente da política externa brasileira".
A votação, porém, apenas repete o padrão histórico adotado pelo Brasil, que também se absteve na votação que aprovou essa mesma resolução na Terceira Comissão da Assembleia Geral, em novembro.
Há uma década que a diplomacia brasileira se abstém nas votações de relatórios sobre a situação de direitos humanos no Irã no âmbito da ONU em Nova York. A única exceção ocorreu em 2003, no início do governo Lula, quando o Brasil votou a favor de uma resolução.
"O Brasil tem mantido sua posição de não intervenção, de respeito absoluto da soberania", disse à BBC Brasil o presidente emérito do instituto de análise política Inter-American Dialogue, Peter Hakim.
Síria e Líbia
As posições brasileiras em relação ao Irã chamam a atenção pelo fato de o assunto ter ocupado bastante destaque na diplomacia do fim do governo Lula. O então presidente viajou ao país persa e recebeu o presidente Mahmoud Ahmadinejad em Brasília.
Lula também ajudou a costurar um acordo para tentar impedir que o Conselho de Segurança aprovasse sanções contra o Irã em razão de seu programa nuclear. As sanções acabaram sendo aprovadas mesmo contra a vontade do Brasil, e a ação brasileira gerou mal-estar com outros países, especialmente os Estados Unidos.
No entanto, mesmo em outros temas, como as crises na Síria ou na Líbia, a atuação brasileira no primeiro ano do governo de Dilma não trouxe grandes mudanças em relação a seu antecessor.
O Brasil se absteve na votação no Conselho de Segurança, em março, que aprovou uma ação militar na Líbia sob a justificativa de proteger civis. Também demorou a reconhecer os rebeldes líbios que derrubaram o governo de Muamar Khadafi e assumiram o poder.
"A questão da Líbia poderia ser vista como um teste sobre se a política externa do governo Lula era uma característica pessoal dele e se o governo de Dilma iria retornar a uma política externa antiga, mais alinhada com as potências dominantes", diz French.
Segundo o historiador, no fim a postura do Brasil em relação à Líbia foi consistente com a política externa do governo Lula.
O Brasil também não foi favorável a sanções contra a Síria em votações no âmbito do Conselho de Segurança da ONU – já que nesse fórum há o risco de que resoluções resultem em ação militar, como ocorreu no caso da Líbia.
Estilo
Mas se os rumos da política externa permaneceram os mesmos no governo Dilma, analistas observam uma mudança de estilo em relação a Lula.
Dilma recebeu o presidente americano, Barack Obama, em Brasília, viajou à China e à Europa e foi a primeira mulher a discursar na abertura da Assembleia Geral da ONU, em setembro.
No entanto, segundo analistas, sua atuação internacional é tímida se comparada à de Lula, considerado "uma estrela" no exterior.
"Lula amava política externa. Creio que Dilma não vê seu papel da mesma maneira", disse à BBC Brasil o diretor do programa de estudos da América Latina da Universidade Johns Hopkins, Riordan Roett.
"Acho que ela está muito mais preocupada com questões domésticas, escândalos de corrupção, demissões de ministros, a situação econômica e votações difíceis no Congresso", afirma.

Postagem em destaque

Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira: webinar com o professor Carlos Braga e os diplomatas Victor do Prado e Paulo Roberto de Almeida

  No dia 21 de abril foi realizado o webinar da Fundação Dom Cabral, animada pelo professor Carlos Braga, sobre o tema das Tensões Geopolíti...