Pois bem, com base neste post abaixo transcrito de meu duplo colega (diplomata e blogueiro) e amigo, o embaixador portugues (ex no Brasil) Francisco Seixas da Costa, posso finalmente discordar daquele historiador italiano, Carlo Maria Cipolla (procurem no meu blog), que dizia que os idiotas sao os individuos mais perigosos que existem, ja' que existem, soltinhos por ai, juizes perfeitamente malucos, que causam prejuizos enormes 'a sociedade sem nunca serem cobrados por isso. Penso, por exemplo, naquele juiz maluco do Mato Grosso que, em 2003, decretou fichamento discriminatorio dos cidadaos americanos nos aeroportos brasileiros apenas por discordar de uma medida perfeitamente legal tomada pelo Congresso dos EUA.
Existem varios outros malucos soltos por ai, um deles em Brasilia, ou varios deles em Brasilia, que incita esse tipo de prepotencia.
Volto a dizer: deveria haver uma camara para controlar preventivamente juizes malucos, e depois puni-los pelos prejuizos que causaram ilegalmente...
Paulo Roberto de Almeida
Juizo
Francisco Seixas da Costa
Blog Duas ou Tres Coisas..., 4/01/2013
A decisão de um juíz brasileiro de arrestar um avião da TAP, como forma de obter os recursos necessários à satisfação de uma demanda de funcionários administrativos da estruturas diplomáticas portuguesas no Brasil, pode parecer uma espécie de anedota de Ano Novo. Não é. Trata-se da junção de várias realidades, onde se misturam a má-fé profissional de uns com o ridículo uso de poder de outros, somado ao isco mediático garantido. Nada que uma "liminar" de sentido contrário, recomendada pelo bom-senso, não acabe por resolver, mas com custos acrescidos e efeitos inapagáveis na opinião coletiva.
Não cabe aqui entrar nos detalhes de uma questão que, pelas funções que exerci no Brasil, julgo conhecer, embora a ela tenha sido completamente alheio. Apenas direi que entendo que o Estado português tem toda a razão. Mas porque não tenho paciência para comentar espertezas de alguns advogados, fico-me por aqui.
Choca-me, com frequência, a ligeireza das decisões de certos juízes, muitos deles seduzidos pelas luzes da ribalta mediática, com contornos a roçar a irresponsabilidade. E mais me choca que, revertida essa decisão por uma outra instância, nenhuma responsabilidade possa ser pedida a quem tomou a primeira - pelos vistos errada, caso contrário não prevaleceria a segunda. Alcandorados na sua "independência", os tais juízes a quem a instância superior tirou o tapete profissional, aí estão prontos para outras, ficando imunes à responsabilização, civil ou outra, pelos efeitos, patrimoniais ou humanos, que a sua decisão acarretou. Não quero particularizar, mas apenas direi que foi graças a uma atitude dessa natureza que o túnel do Marão acabou por não estar concluído, já há vários anos, com muitos milhões de euros de prejuízos e incontáveis custos para toda uma região.
A absurda sacralização que paira sobre estes operadores judiciais, armados em impolutos "orgãos de soberania", impede, por exemplo, que um qualquer cidadão possa chamar incompetente a um juíz incompetente, sem o risco de cair na imediata alçada ... de outro juíz! Às vezes, trata-se de uns miudecos acabados de sair das escolas de magistratura, sem experiência da vida e do foro, produtores de decisões absurdas e irresponsáveis, que ganham logo à sua volta uma espécie de temor reverencial, que os protege da denúncia de que "o rei vai nu".
A "importância" que certos juízes se atribuem a si próprios, foi sempre ridicularizada pelos seus pares mais responsáveis, pouco satisfeitos com o impacto negativo que esse abuso do conceito de "independência do poder judicial", pode provocar sobre a classe.
Um dia dos anos 90, essa grande figura que é o magistrado José Matos Fernandes, ao tempo secretário de Estado adjunto e da Justiça, olhou do gabinete do ministro para a rua e, de repente, chamou quem estava na sala: "Olhem! Olhem! Vai ali um órgão de soberania!" Toda a gente arrancou para as vidraças que davam sobre a varanda. Lá em baixo, no terreiro do Paço, havia gente a cruzar a praça. Que queria ele dizer com o "órgão de soberania"?, perguntou alguém? Com aquele sorriso magnífico com que lhe ouvi algumas das mais deliciosas histórias da vida judicial, ele esclareceu: "Então não viram? Ia ali um juiz..." E lá apontou uma dessas figuras para quem a sala de audiências era um mero cenário que intervalava as suas aparições perante as câmaras televisivas.
http://duas-ou-tres.blogspot.com/2013/01/juizo.html
Argentine ex-Finance Minister Miceli jailed for corruption
BBC News, 27 December 2012
Former Argentina Finance Minister Felisa Miceli has been sentenced to four years in prison for corruption.
A court found her guilty of covering up an allegedly illegal financial operation and of obstructing justice.Mrs Miceli - who was also barred from public office for eight years - said she would prove her innocence.
She resigned in 2007 after a bag with about $52,000 (£32,000) in mixed currencies was found in the bathroom of her office.
The former minister during Nestor Kirchner's presidency has always maintained her innocence.
She says the money in the sealed bag was a loan from her now deceased brother and was to be used to buy a house.
"It was clear throughout the trial that there's no convincing evidence," she said after the court ruling. "I made a mistake but now it seems like it's a crime."
The judges said the money came from a "spurious source" and that the case was aggravated by the fact that she was a minister at the time.
Mrs Miceli, who was the first woman to become finance minister in Argentina, was also found guilty over the disappearance of the police file covering the discovery of the money bag.
The packet was found in a cupboard in the minister's bathroom office during a routine check by bomb squad officials, who considered it suspicious.
Trial dismissed Meanwhile, Argentina's highest criminal court has confirmed the dismissal of a trial against former President Fernando de la Rua, who was accused of being responsible for the killing of five protesters in 2001.
Mr de la Rua was elected in 1999 but resigned two years later, amid the worst economic crisis the country has ever seen.
The unrest caused left around 30 people dead.
In December 2001, after days of clashes in the city centre, the president resigned and famously left the presidential palace in a helicopter.
Mr de la Rua is also facing trial on accusations of bribing senators to approve a labour reform bill in 2000.
Prosecutors say Mr de la Rua paid some $5m to secure the votes of a group of senators in favour of legislation scrapping workers' rights.
He denies the charges and says the accusations are politically motivated. The trial is ongoing.