terça-feira, 16 de abril de 2013

Copom: para que te quero? Para nada? Podemos dispensar?

Eventual elevação de juros será em patamar menor, afirma Dilma

Alvo de críticas pela alta de preços, presidente volta a criticar 'pessimismo especializado' e descarta altas taxas

Fernando Gallo
O Estado de S.Paulo, 16 de abril de 2013 | 13h 06
 
Belo Horizonte - A presidente Dilma Rousseff, que vem sendo fustigada pela alta nos índices de preços oficiais, afirmou nesta terça-feira, 16, que "qualquer necessidade" de aumento de juros "para combate a inflação" hoje em dia "será possível fazê-la em um patamar bem menor" do que na época em que o País conviveu com taxas mais altas. Ela voltou a dizer que o governo não "negociará" com a inflação e assegurou que não terá "o menor problema em atacá-la sistematicamente". Dilma declarou ainda que "não há hipótese" de o Brasil não apresentar crescimento econômico em 2013 e disse estar "otimista" com o País.
A presidente afirmou também que o combate à inflação foi "uma conquista desses dez últimos anos de governo, do presidente Lula e do meu", e disse que o Brasil jamais voltará a ter altas taxas de juros reais.
"Não é hora de achar que a hora do Brasil passou. Pelo contrário, a hora do Brasil é agora. Temos que ter certeza de que passamos e estamos passando estamos passando um momento muito difícil no cenário internacional. O Brasil está passando esse momento mantendo a sua robustez, a capacidade de fazer política industrial", afirmou Dilma em Minas Gerais, na cerimônia do anúncio de uma fábrica que produzirá insulina humana no Brasil.
"A grande diferença nossa não é só que não desempregamos nem reduzimos direitos para enfrentar a crise, mas sobretudo que mantivemos a capacidade, quando todo mundo eleva impostos, de reduzi-los. Mantivemos a capacidade de buscar um maior equilíbrio entre as variáveis macroeconômicas, que é mudar o patamar de juros no Brasil. Jamais voltaremos a ter aqueles juros em que qualquer necessidade de mexida elevava os juros para 15% porque estava em 12% a taxa real. Hoje temos uma taxa real bem baixa. Qualquer necessidade para combate a inflação será possível fazer num patamar bem menor", disse a presidente.
Dilma voltou a culpar o "pessimismo especializado" pelas avaliações de que a economia pode desandar. "Acredito que tem uma parte dessa história que vocês escutam que é um pessimismo especializado, de plantão. Um pessimismo que nunca olha o que já conquistamos e a situação em que estamos. Sempre olha achando que a catástrofe é amanhã. Achando que esse processo é um processo que tem sinalizações indevidas."
Na segunda, 15, à noite, a uma plateia petista, associara o "pessimismo" aos tucanos ao dizer que os "pessimistas" eram os mesmos que haviam feito o racionamento de energia no país em 2001. Desta feita, no entanto, embora não tenha feita a mesma associação, fez os comentários na presença do governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB), um dos principais aliados do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Aécio, que deve ser um dos oponentes de Dilma na disputa presidencial de 2014, disse em entrevista recente que a presidente é "leniente" com a inflação. Ao ouvir os comentários de Dilma, Anastasia apenas olhou, constrangido. Ele fizera um discurso brando, no qual ressaltou as parcerias entre os governos federal e mineiro e agradeceu Dilma por elas.
Outro possível adversário da presidente em 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também vem fazendo críticas à política econômica de Dilma. Ele costuma dizer que economicamente "2012 foi pior do que 2011 e 2011 foi pior que 2010" e já chegou a afirmar que a crise internacional "está chegando ao Brasil".
No PT há um temor de que o aumento de preços possa vir a se transformar num problema eleitoral para o projeto de reeleição da presidente.
 Veja também:
link Dilma diz que inflação está sob controle e faz crítica a 'pessimistas especializados'
link Dora Kramer: Atenção, concentração
link Presidente do PT chama Aécio de 'cara-de-pau'

India: qualquer semelhanca com o Brasil NAO e' mera coincidencia...

Debating the Tiger's Rise

India would have had 175 million fewer poor people by 2008 had it embarked upon free-market reforms in 1971 instead of 1991.

For the first time since the advent of economic reforms in 1991, a question mark looms over India's development prospects. Growth this year is less than half the tigerish high of 9.8% six years ago, and Prime Minister Manmohan Singh's reputation as a reformer lies in tatters. The government he heads has become synonymous with corruption scandals, reckless populism and policy torpor.
Columbia University economists Jagdish Bhagwati and Arvind Panagariya believe that bad ideas and economic mismanagement are mostly responsible for India's current slowdown. In "Why Growth Matters," they trace India's economic trajectory since independence in 1947 and offer a comprehensive to-do list for reformers. At the heart of this book lies a simple message. The country's post-1991 transformation "from a basket case into a powerful engine of growth," the authors say, unambiguously proves something that many on the Indian left remain in denial about: that a rapidly expanding economy is the best antidote to poverty.

Why Growth Matters

By Jagdish Bhagwati and Arvind Panagariya
(PublicAffairs, 280 pages, $28.99)
Over the past two decades, India's economic reforms—especially scrapping industrial licensing, in which bureaucrats set production targets for firms, and lowering tariff barriers to trade—have pulled nearly 200 million people out of poverty. Yet the country's public discourse remains littered with myths: that only the rich have benefited from growth; that ending poverty depends on redistribution; and that the country's wealth has little to do with its health and education standards. Taken together, they add up to the absurd notion that India has reformed too fast rather than not fast enough. Indeed, the present government first came to power in 2004 by championing the dodgy slogan "inclusive growth," which suggests that somehow growth by itself was exclusive or anti-poor. In fact, it is the bloated and suffocating socialist model unveiled by Jawaharlal Nehru at independence in 1947 that deserves such ignominious labels. Messrs. Bhagwati and Panagariya contrast the heavy hand of Indian central planning with the private-sector-led growth that allowed East Asia's nimble economies, such as South Korea and Taiwan, to prosper from the 1960s onward. By contrast, India grew at an anemic 3.5% per year on average in the three decades to 1980, thanks to government control over private investment, the steady expansion of the public sector, an obsession with self-sufficiency and restraints on foreign investment. In short, as the authors write, after independence "India's economics quickly collapsed into the disaster range."
Nonetheless, the villain of the book isn't Nehru, a hapless idealist born to extreme privilege—his father sent his shirts to Paris to be laundered. It's Nehru's daughter, Indira Gandhi, who led the country from 1966 to 1984 (minus a three-year spell in opposition). She doubled down on her father's mistakes even as the benefits of an unshackled private sector were fast becoming obvious in East Asia. On her watch, India nationalized mines, general insurance companies and the 14 largest banks. She forced the dilution of foreign equity in Indian companies, reserved production in vast swaths of the economy for small firms, limited the size of urban land holdings and made it virtually impossible to fire workers.
Between 1965 and 1975, per capita income in India rose by a minuscule 0.3% annually. If you were to draw up a list of post-colonial leaders responsible for economic crimes against their people, Indira Gandhi's name would figure near the top. By one Cato Institute estimate, India would have had 175 million fewer poor people by 2008 had it embarked upon reforms in 1971 instead of 1991.
Only then, prodded by a balance of payments crisis that threatened to halt imports and tip the government into debt default, did India decisively change course. The government ended industrial licensing and slashed import duties, at the time among the highest in Asia. Since 1991, the trade-to-GDP ratio has risen from 17% to above 50%. Foreign investment soared from $100 million in 1991 to $60 billion in 2007. Over roughly the same period, the number of phones in India skyrocketed from a total of five million to 895 million today, with an average of 15 million new connections each month. Annual automobile production rose from 180,000 to two million in 2010. As for poverty, in the mid-1980s nearly one in two Indians lived below the poverty line. A generation later that proportion is closer to one in four.
And yet, paradoxically, the intellectual debate about reforms in India is untethered from the dictates of common sense. For this Messrs. Bhagwati and Panagariya squarely blame leftist economists, such as their Columbia colleague Joseph Stiglitz, Belgian-born Jean Drèze and Harvard's Amartya Sen, for being "intellectually lazy and unwilling to learn from the ruin they had visited on India and its poor." In the bazaar of ideas, leftists consistently question the efficacy of markets, exaggerate the extent of poverty and oppose the privatization of inefficient public services. In a country once steeped in socialism, these arguments continue to find buyers.
To the outside observer, it may seem strange that Indians are still squabbling over whether growth really matters or over how to define the poverty line. When the data unambiguously point to all social groups, including the lowest castes, having benefited from reforms, then why is this even a topic for discussion? Indeed, the most depressing aspect of this book is the fact that two eminent economists felt the need to write it in the first place. Shouldn't such fundamental questions have passed by now from contention to consensus?
Nonetheless, the authors' deep compassion for the poor, gimlet-eyed view of India's checkered economic past and genuine concern for its future shine through on every page. For the reader interested in the big policy questions facing the world's largest democracy—and, by extension, much of the rest of the developing world—"Why Growth Matters" is as good a place to start as any.

Mr. Dhume is a resident fellow at the American Enterprise Institute and a columnist for WSJ.com. Follow him on Twitter @dhume01.
A version of this article appeared April 16, 2013, on page A13 in the U.S. edition of The Wall Street Journal, with the headline: Debating The Tiger's Rise.

Existem MORTOS e mortos, existem NOTAS e notas, ou não...

Notas à imprensa

Nota nº 113 - 16/04/2013
Terremoto na Ásia
Nota nº 107 - 09/04/2013
Terremoto no Irã
Nota nº 103 - 03/04/2013
Tempestades na Argentina

Ouro: a reliquia barbara em queda livre - NYTimes

Price of Gold Takes Flashy Fall; Other Markets Follow
The steep fall in gold led a broader sell-off across the markets. The S.& P. index declined the most in one day since early November.
By NATHANIEL POPPER
The New York Times, April 15, 2013

Gold prices tumbled 9 percent on Monday, the sharpest drop in 30 years, heightening fears that investors’ faith in the safe haven has been shattered.

The steep fall in gold, after a slump on Friday, led a broader sell-off in commodities and stock markets. The Standard & Poor’s 500-stock index declined 2.3 percent — its sharpest one-day decline since early November. Crude oil prices fell to under $90 a barrel, and copper dropped to a 17-month low.

The catalyst was disappointment over Chinese growth, which has been a bright spot in a global economy marred by uneven recoveries and Europe’s persistent debt problems.

A report on Monday showed that Chinese economic growth unexpectedly slowed to an annual pace of 7.7 percent in the first months of the year, from 7.9 percent at the end of 2012, suggesting that China’s demand for industrial materials would soften.

Weak regional manufacturing data in the United States also weighed on the United States stock market, as did the explosions in Boston later in the day.

Still it was gold that took the market spotlight on Monday.

The price of the metal has been undergoing an extraordinary reversal from a decade-long rally. Since reaching a high of $1,888 an ounce in August 2011, gold has been on a downward slope. The decline picked up pace on Friday, when gold fell 4 percent, officially taking it into a bear market, which is defined as a 20 percent drop from its recent high.

The damage worsened on Monday, when the price of an ounce of gold dropped 9.35 percent, or $140.40, to $1,360.60 for the April contract — the sharpest such one-day decline since February of 1983.

A number of banks, including Goldman Sachs, have recently lowered their forecasts for gold. But the recent drop has been greater than even the most pessimistic predictions.

“We’ve traded gold for nearly four decades and we’ve never … ever… EVER… seen anything like what we’ve witnessed in the past two trading sessions,” Dennis Gartman, a closely followed gold investor, wrote to clients on Monday.

The shift in gold’s fortunes presents a moment of reckoning for many so-called gold bugs, who had expected their financial lodestar to continue moving up in response to the Federal Reserve’s effort to stimulate the economy through bond-buying programs.

The assumption among gold bugs was that the flood of new money would cause inflation, making hard assets like gold more attractive. So far, though, there have been few signs of inflation taking root even as central banks in Japan and Europe have begun their own aggressive bond-buying programs.

“Gold has had all the reason in the world to be moving higher — but it hasn’t been able to do it,” said Matt Zeman, a metals trader at Kingsview Financial. “The situation has not deteriorated the way that a lot of people thought it could.”

The recent drop in gold prices has been partly attributed to signals from powerful members of the Fed that the central bank may begin to wind down its bond-buying programs. But the list of reasons to sell gold grows longer by the day. European politicians have indicated that Cyprus may need to sell off some of its gold holdings to pay for its bank bailout, which could lead other countries to do the same.

The market decline, like the decade-long run-up, has also been attributed to the new financial instruments that have made buying gold easier for a wide array of investors. The most prominent products are gold exchange-traded funds, which can be traded on stock exchanges, and which together hold as much gold as all but a few of the world’s largest central banks.

Hedge funds have used gold E.T.F.’s to gain exposure to the precious metal, but have been selling them off en masse in recent weeks. The largest such exchange-traded fund, with the ticker symbol GLD, had its most active day ever on Monday.

“The exits are only so wide and there are too many people trying to leave all of the sudden,” said Bart Melek, a commodity strategist at TD Securities.

Many gold analysts have said that the demand for physical gold is stronger than the demand for financial products linked to gold, like exchange-traded funds and futures contracts. But this has not been enough to prop up the market.

On Monday, the most obvious catalyst for the carnage was the disappointing Chinese economic data that led to talk that China will no longer need the same physical resources to expand.

In the commodities world, this did not hurt only gold. Silver dropped over 12 percent, platinum 5.6 percent and the benchmark oil contract was down 3.9 percent. Stock indexes fell 1.5 percent in Japan and 0.6 percent in England.

The S.& P. 500 dropped 2.3 percent, or 36.49 points, to 1,552.36 on Monday. The Dow Jones industrial average closed down 1.8 percent, or 265.86 points, at 14,599.20. The Nasdaq composite index fell 2.4 percent, or 78.46 points, to 3,216.49.

In the bond market, interest rates fell as investors shifted their money to less risky assets. The price of the Treasury’s 10-year note rose 9/32, to 10226/32, while its yield dropped to 1.69 percent, from 1.72 percent late Friday.

Venezuela: uma nota de Nota Latina sobre as eleicoes

Não posso referendar o que se afirma, mas em vista das muitas dúvidas e temores existentes, uma recontagem poderia acalmar os militantes, das duas partes. Caso contrário, é possível que tenhamos vítimas do processo de violência crescente.
Paulo Roberto de Almeida

A fraude foi a grande vencedora das eleições na Venezuela
Nota Latina, segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Venezuela celebrou ontem eleições presidenciais, fraudulentas deste a data, uma vez que o pleito deveria ter sido convocado pelo menos desde janeiro deste ano, quando se anunciou a impossibilidade de Chávez voltar a governar, e em vez de Nicolás Maduro deveria estar governando até novas eleições o presidente da Assembléia, Diosdado Cabello. O CNE, órgão eminentemente chavista, fez vista grossa a essas irregularidades e ainda deu posse oficialmente a Nicolás Maduro no dia 8 de março.

Na edição do dia 4 de abril o Notalatina havia anunciado que a vitória seria de Maduro, não sem fraude, pois esta foi uma das deliberações do Foro de São Paulo (FSP) que realizou um encontro em Caracas, em edição extraordinária, no dia 1º de abril.

Embora toda a imprensa brasileira tenha anunciado que as eleições ocorreram em um clima de “paz e tranqüilidade”, não foi isto que vi e que era denunciado freneticamente por venezuelanos via Twitter e FaceBook durante todo o dia. Denunciavam que Maduro mandou fechar as fronteiras do país para dificultar o acesso de possíveis opositores e destaco o que assisti pelo canal Globovisión: no Liceu de Montalban, onde ocorreu mais fraudes em número e em diversificação, umas senhoras denunciavam haver chegado ao local às 5 h. da manhã e já passadas as 4 da tarde ainda não haviam votado. Dnunciavam que chegou um ônibus com 100 (CEM) cubanos, com cédulas novas, para votar naquela unidade mas que não pertenciam à comunidade. Nesta mesma localidade, o site La Patilla denuncia (com fotos e um vídeo que recomendo) que motorizados armados ameaçavam as pessoas; que um cidadão que chegou com o deputado Carlos Sierra, do PSUV, foi detido pela Polícia, pois trazia consigo 40 cédulas de identidade. Que os militantes chavistas continuavam fazendo campanha abertamente - quando era expressamente proibido pelo CNE a partir do dia 10 -, e o próprio Maduro não cessou de utilizar todos os canais de rádio e televisão em seu favor. Através do Twitter, um eleitor publica foto de urnas sendo levadas pela Guarda Nacional sem ser auditadas. Também através do Twitter Henrique Capriles denunciava: “Exigimos à reitora Tibisay Lucena o encerramento total das mesas de votação, estão tratando de votar com mesas encerradas. Fazer RT!”.

E como se fraudou, finalmente, as eleições? No dia 10 de abril, a ex-juíza eleitoral Ana Mercedes Díaz, que trabalhou no CNE por 25 anos, denunciou no programa de Jaime Bayly que as fraudes vêm ocorrendo desde o ano de 2004 e nunca mais pararam. Dentre uma das maneiras de se fraudar está na tinta utilizada para captar a impressão digital, que deveria ser indelével mas não é, onde pode-se apagar a digital impressa no papelete quantas vezes se deseje e no lugar ir colocando outras. Esta falha na qualidade da tinta foi também uma das incontáveis denúncias feitas pelos eleitores no Twitter ontem à tarde e parte da noite. A entrevista da Drª Ana Mercedes foi publicada em dois vídeos que podem ser vistos aqui e aqui, mas não deixem de ver, se quiserem compreender porquê há anos se denuncia o cometimento de fraude eleitoral na Venezuela.

O CNE tardou demais em apresentar os resultados e as expectativas eram imensas. O comando de Capriles estava seguro, pois tinha cópia das atas, que a vitória era do seu candidato. Em anos anteriores parece que a MUD (Mesa de Unidade Nacional) não teve fiscais em todas as mesas do país mas este ano sim, daí que puderam ter cópia de todas as atas. E o resultado dava Henrique Capriles com um vitória colossal, conforme pode-se ver no gráfico e na relação por estados abaixo. E enquanto aguardávamos, recebi essa informação que foi divulgada pelo Twitter, de alguém que trabalha no CNE:

“Com 95% de atas escrutinadas: Capriles 7.800M, Maduro 6.400M. Sou membro do CNE
Passa urgente para que se vejam de mãos atadas”.
(Graficos e tabelas)

E já passava da meia-noite quando finalmente os reitores do CNE resolveram apresentar os resultados, quando, segundo informação desse órgão, já se havia apurado 99,12% dos votos e àquela altura se poderia afirmar que o resultado era irreversível. Segundo Tibisay Lucena, com 78% de participação, Maduro alcançou 7.505.403 votos, com 50,66%, e Capriles 7.270.403 votos e 49,07%.

Hoje pela manhã recebi outra informação grave que traduzo literalmente, de pessoa que trabalha no CNE e por motivos óbvios não pode se identificar:

“Amiga, tremendo porre por aqui. Só Vicente (o único dos cinco reitores não-chavista G.S.) dá a cara. Já baixaram a diferença para 100 mil votos e ainda faltam os do exterior, esses não chegaram. Era mentira o que disseram. Difunde por favor para que as pessoas saibam da verdade e possamos mover as massas.
Querem proclamar Nicolás hoje mesmo à tarde.
No fiquemos calados! AGORA OU NUNCA!”.

Quer dizer, demoraram a anunciar os resultados porque estavam vendo de que maneira poderiam arranjar as coisas e anunciar o resultado determinado pelo Foro de São Paulo e pela ditadura cubana, mesmo sabendo que, além de mentir nos números que tinham em mãos, ainda faltavam os votos do exterior e que me foi informado que nos Estados Unidos, onde vivem mais de 9.000 famílias exiladas, a vitória foi de Capriles.

Tão logo Tibisay anunciou a farsa, Maduro fez um discurso histérico e desconexo desde o Palácio de Miraflores. Dalí ele gritava cheio de ódio contra a oposição, colocando no final de seus grunhidos o Hino Nacional cantado por Chávez. Capriles demorou a se pronunciar mas quando o fez, foi corajoso e preciso. Se em outubro de 2012 ele tivesse tomado a atitude de ontem, a Venezuela hoje não estaria passando por tudo isto de novo e talvez, a esta altura, Chávez e seu legado, sobretudo os agentes cubanos, fossem apenas partes de uma história nefasta, de um pesadelo maligno que durou 14 anos e foi parar no rol do esquecimento.

Em seu discurso calmo e comedido Capriles dirigiu um alerta a Maduro que resume tudo: “Se você antes era ilegítimo, agora está mais carregado de ilegitimidade”. No vídeo que apresento abaixo, de parte do seu discurso, Capriles disse que não vai aceitar os resultados apresentados pelo CNE e que exige uma auditoria com cada uma das urnas, 100% dos votos. Denunciou ainda que o resultado apresentado pelo CNE está baseado em 3.200 “incidências” e que quer que se conte voto por voto. Sobre o pedido de auditoria, José Miguel Insulza, Secretário Geral da OEA, afirmou que “respaldava” a iniciativa e que colocaria à disposição da Venezuela uma equipe de experts da OEA, “de reconhecido prestígio e longa experiência nesta matéria”. Apesar desse apoio, temo pelo que vão fazer tais “experts”, pois eles sempre avalizaram as fraudes cometidas por Chávez ao longo de mais de 10 anos, uma vez que a única eleição que lhe deu uma vitória “limpa”, foi a primeira, em 1998.

E hoje Capriles voltou a se pronunciar diante de seus leitores e pediu às autoridades eleitorais que suspendam a proclamação de Maduro até que se faça a re-contagem dos votos. A Maduro ele disse através de uma conferência de imprensa: “Se você vai e corre hoje covardemente a se proclamar, você é um presidente ‘ilegítimo e espúrio’”. Em seguida, dirigindo-se a seus eleitores, conclamou a um panelaço, caso o CNE desrespeite a solicitação de auditoria e dê posse a Maduro antes de se concluir a re-contagem. E concluiu dizendo: “Queremos um panelaço que se ouça no mundo inteiro para fazer sentir nossa indignação porque não se quer dar a conhecer a verdade expressada nas urnas no dia de ontem”. Vejam no vídeo abaixo.

Tenho fé que desta vez os venezuelanos, vendo a coragem e a força moral apresentada por Capriles agora, não deixem que a ditadura cubana e o FSP decidam seus destinos. Que vão às ruas fazer o panelaço, que façam muito barulho para que o mundo inteira conheça que Chávez implantou uma ditadura violenta na Venezuela e que o povo não agüenta nem aceita mais. Que Deus abençoe a Venezuela e seu “bravo povo”, que a paz, a democracia, a liberdade e a prosperidade possam voltar àquela terra de gente tão querida. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários e traduções: G. Salgueiro

G. Salgueiro às 5:25 PM
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2 comentários:
Ezequiel Navarro15 abril, 2013 22:33
Estava na cara que essas eleições seria uma fraude. Por tudo que se tem noticiado nesse blog, esses maniacos iam ferrar com as eleições...
Responder

Anônimo16 abril, 2013 00:58
O povo venezuelano não pode aceitar esta fraude. Deve denunciar aos organismos internacionais. Que estes auditores da OEA possam realizar sua apuração e legitimar o resultado.

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Educacao companheira: alguns exemplos dos "curços çuperior" - O Globo

A culpa não é só dos companheiros, é verdade, mas eles são os mais tolerantes com as "forma popular" de falar, elevando a incompetência ao estado da arte do MEC, que está inteiramente refletido na matéria abaixo.
Paulo Roberto de Almeida

Respostas de formandos no Enade 2012 têm erros de português como 'egnorância' e 'precarea'
Lauro Neto
O Globo, 15/04/2013

Estudantes que estão concluindo ensino superior cometem equívocos grosseiros de ortografia e construção frasal. Inep diz que há rigor na correção
Não é apenas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que os estudantes cometem erros absurdos de ortografia. No Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), alunos que estão se formando no ensino superior cometem desvios tão ou mais graves como "egnorancia", "precarea" e "bule" (bullying).

Esses e outros exemplos foram repassados por uma corretora do Enade 2012, que avaliou concluintes de cursos como Direito, Comunicação Social, Administração, Ciências Econômicas, Relações Internacionais e Psicologia. A professora entregou o material pessoalmente ao GLOBO, mas, por ter assinado contrato de sigilo com o Ministério da Educação (MEC), não pode ser identificada. A docente procurou o jornal depois de ler, também no GLOBO, a reportagem, publicada no dia 18 de março, mostrando que redações que receberam nota 1.000 no Enem tinham erros como "trousse", "enchergar" e "rasoável".

Em dez respostas à segunda questão discursiva, há erros, sobretudo, de estrutura frasal, imprecisão vocabular e fragmentação de sentido. Segundo a professora, mesmo corrigidos equívocos de pontuação, regência, ortografia e concordância, esses textos continuariam errados.

A questão pedia que, a partir da análise de charges e da definição de violência formulada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o candidato redigisse um texto sobre a violência atual, contemplando três aspectos: tecnologia e violência (3 pontos); causas e consequências da violência na escola (3 pontos); proposta de solução para a violência na escola (4 pontos).

Um formando escreveu: "A violencia e causada muitas vezes pela falta de cultura e pela egnorancia dos seres humanos, cuja a tecnologia sao duas grandes preocupação para a sociedade, causando violencia nas escolas". Outro estudante respondeu: "Hoje o sistema de segurança publica a inda e muito precarea no Brasil precisa ater mais infraestrutura para a segurança da sociedade em geral".

Um terceiro redigiu: "As escolas tem que orienta e ajuda estas crianças que são violêntas e pratica o bule por enquanto são crianças por que só assim elas terão chacer de melhora e ser uma pessoa melhor e mas calma". Em outra resposta, constava: "Esperamos que com a oportunidade de farias formação academica possa futuramente acabar ou diminuir este comportamnento do sr humano".

- Os critérios são benevolentes, mandam não pesar a mão para manter média 5. Precisa se dar à opinião pública a ideia de que o ensino está melhorando. Mas não está. As faculdades formam profissionais analfabetos funcionais. Esse é o final do filme - diz a corretora.

Em nota, o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep) rebate com veemência as críticas, afirmando que "são completamente infundadas as suspeições levantadas pela suposta corretora de que ocorreu orientação para 'aliviar' nas correções". De acordo com o órgão, responsável pela aplicação da prova, "isso não acontece, nem aconteceu, no Enade, Enem, ou em qualquer outro exame sob responsabilidade do Inep/MEC". O comunicado esclarece ainda quaisquer erros tão grosseiros como os citados nesta reportagem certamente teriam "baixíssima avaliação".

Segundo o Inep, as correções do Enade 2012 são feitas por bancas constituídas de um professor doutor como presidente e membros com titulação de doutorado ou mestrado, vinculados há, pelo menos, cinco anos a instituições de ensino superior. "São cerca de 500 profissionais do mais alto nível que podem atestar a seriedade do exame e das correções", diz a nota.

De acordo com o órgão, "o rigor das avaliações do Enade se expressa nas medidas de supervisão e regulação adotadas pelo MEC, com base nos indicadores de qualidade como o índice geral de cursos (IGC) e o conceito preliminar de curso (CPC). Na nota do CPC, o desempenho dos estudantes representa 55% do total". O resultado do Enade não impossibilita que os estudantes se formem, a menos que eles não compareçam à prova.

Pós-doutor em Linguística Aplicada e professor da UFRJ e da Uerj, Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto considera gravíssimo o exercício de qualquer profissão sem o conhecimento da língua portuguesa:

- As profissões nas quais esses alunos se formam não geram à sociedade os resultados a que se destinam. Advogado que não entende cliente não consegue, na petição, se fazer entender pelo juiz. Não tem condições de interpor recursos.

Este ano, apenas 10,3% dos 114.763 participantes que prestaram o Exame de Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foram aprovados. É o pior resultado desde que passou a ser aplicado no formato unificado, em 2010. E, como mostrou pesquisa do Núcleo Brasileiro de Estágios, erros de português são o principal motivo de reprovação em processos seletivos de estágio. No estudo, que avaliou 7.219 alunos de níveis superior e médio, 28,8% perderam oportunidades por isso. Para corrigir as deficiências, universidades oferecem cursos de reforço. Na opinião de Moraes Neto, esse tipo de curso é excelente, mas o cerne da questão é a formação do professor de Português:

- O ponto crucial reside na formação do professor de Português, que deverá ensinar o aluno a falar, escrever e ler, mediante conhecimento do sistema linguístico da língua portuguesa.

Para a professora Cibele Yahn de Andrade, do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da Unicamp, nivelar o ensino superior é necessário. Mas, para ela, o centro do problema está nos ensinos fundamental e médio.

- Não é possível superar essas deficiências acumuladas, de modo satisfatório, em curto prazo. São habilidades que deveriam ser adquiridas ao longo da vida escolar, na sequência de atividades de leitura e escrita diversificadas e com desafios crescentes.

A maldicao do petroleo atingira' o Brasil?

Pode ser, e se depender da cupidez dos companheiros, certamente.
Mas uma coisa, o petróleo já aguçou: o espírito rentista de políticos e outros "expertos".
Paulo Roberto de Almeida

Presalt Oil Discoveries
Pablo Fajnzylber, Daniel Lederman and Julia Oliver
World Bank (4/2013)

Presalt oil discoveries and the long-term development of Brazil by Pablo Fajnzylber, Daniel Lederman and Julia Oliver published by World Bank (4/2013). "Newly discovered oil reserves off the coast of Brazil present a unique opportunity for the country to boost an already successful trajectory of growth and developmente. This note examines potencial choices for the government when it contemplates how to disburse this newfound wealth. This review suggest that Brazil would be well served by saving a large amount of the windfall, ensuring that the country's increased wealth reaches the poor, puting in place strong fiscal planning to guide efficient investment, and building the country's research and development capacity."
http://bit.ly/16P6Yue

(Des)Oneracoes - José Roberto R. Afonso

O governo, jornalistas e muitos comentaristas falam de desoneração para referir-se a algumas ações do governo, quando a realidade é bem outra: a carga tributária tem crescido continuamente, como revela este artigo do mais importante especialista em questões tributárias. A desoneração é ilusória, e no caso dos encargos laborais houve simplesmente uma substituição. Duvido que tenha sido realmente onerosa para o governo, e além de sua carga potencial, sobre produtores, a substituição também pode ser anti-produtividade, ao gravar a capitalização das empresas, congelando, portanto, seu processo de upgrade tecnológico.
Alguém poderia tratar desta questão, que me parece relevante, mas não tenho visto nenhum economista se ocupar dela.
Paulo Roberto de Almeida

(Des)onerações
José Roberto Afonso

(Des)onerações artigo de José R. Afonso publicado na Revista Jurídica Consulex(3/2013). "Desonerações tributárias são anunciadas sucessivamente pelo governo federal, com estimativas de benefícios fiscais na casa de dezenas de bilhões de reais. Em que pese todos incentivos concedidos, a carga tributária no País cresceu nos últimos meses e bateu recordes históricos...Outro ponto que deveria merecer atenção especial respeita a nova jabuticaba que apareceu no sistema tributário brasileiro: a dita desoneração da folha salarial quando se troca esta base pela do faturamento bruto." PDF Anexado

Venezuela: esperando a primeira vitima...

Ela virá, estou certo, mais cedo do que tarde.
Infeliz Venezuela, um país profundamente dividido, desigualmente.
Milícias fascistas, exército instrumentalizado, de um lado, manifestantes frustrados, votantes fraudados, de outro.
A primeira vítima aparecerá em menos tempo que se consiga recontar os votos, se por acaso isso ocorrer...
Paulo Roberto de Almeida

Addendum em 16/04, às 17:56hs
Quando escrevi o que vai acima, pouco depois da meia noite de hoje, não esperava  que a primeira víticma viesse tão rapidamente, nem  que seriam tantos os mortos: até agora, segundi sei, são sete, talvez mais, que só vamos saber mais adiante. Fora prisões, repressão, Estado policialesco, como são todas as ditaduras ordinárias, algumas extraordinárias...
Lamento profundamente que um país irmão, conhecido tradicionalmente pela sua alegria, por seu povo cordial, tenha sido levado a essa situação de profunda divisão, de ódio, de ditadura, mesmo, pura e simplesmente.
Também lamento que quem poderia se pronunciar sobre isso -- como a Unasul, por exemplo, ou o Mercosul, ou ainda governos dos países membros -- não esteja fazendo nada, apenas se solidarizando com a nova ditadura.
Era inevitável que isso ocorresse.
Como parece inevitável que os companheiros apoiem esse tipo de governo ditatorial.
Paulo Roberto de Almeida 

O charme insuportavel das copulas das cupulas: a promiscuidade pouco superior dos inconstitucionais

Sem comentários (e precisa?):


15/04/2013 | 22h28
Fux cancela festa de aniversário paga por advogado
A celebração, que teria a presença de juízes, advogados e políticos, causou constrangimento no meio jurídico

A pedido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, o advogado Sérgio Bermudes cancelou a festa que ofereceria em seu apartamento no Flamengo, na zona sul do Rio, no próximo dia 26 para comemorar os 60 anos do amigo.
A celebração, que teria a presença da cúpula do Judiciário brasileiro e do Tribunal de Justiça do Rio, além de advogados e políticos como o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), causou surpresa no meio jurídico. Bermudes e o ministro são amigos há 40 anos. Para pedir o cancelamento, o ministro alegou problemas de saúde da mãe, Lucy Fux.
O jantar, com mais de 150 convidados de uma lista indicada por Fux, ocorreria em um contexto em que o ministro do STF tem sido questionado por seu voto no processo domensalão. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu contou na semana passada, ao jornal Folha de S.Paulo, que, em busca de apoio para ser nomeado ministro do STF, Fux teria lhe pedido apoio — àquela altura, Dirceu já era processado no Supremo pela acusação de compra de votos no Congresso. O ex-ministro afirma que Fux teria prometido que, se nomeado, o absolveria. O ministro do STF, que não nega ter tido contato com o acusado para lhe pedir apoio, respondeu afirmando que não polemiza com réu.
Outro elemento do cenário em que a celebração ocorreria é a declaração do presidente do STF, Joaquim Barbosa, de que há "conluio" entre magistrados e advogados, que causou mal-estar no mundo jurídico.
Segundo Bermudes, a realização da festa havia sido uma sugestão da filha de Fux, Marianna, de 32 anos, advogada no escritório de seu escritório. Ela é candidata a desembargadora no TJ fluminense pelo quinto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), lista com seis nomes de candidatos ao posto que é encaminhada ao TJ. A partir dessa lista, o TJ elabora, por voto de seus desembargadores, uma lista tríplice, a ser enviada ao governador. É dele a prerrogativa de escolher, a partir da relação, quem será o novo desembargador.

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