Diagnósticos equivocados sobre causas de problemas sociais levam a políticas equivocadas para tentar corrigir os supostos problemas, e estas costumam levar a resultados no mínimo inadequados ou insuficientes.
O governo Lula -- e creio que vou receber protestos indignados neste mesmo post (a menos que esta minha colocação preventiva impeça alguns entusiastas da causa) -- é pródigo nos três fenômenos, e continua reincidindo nos equívocos, sobretudo na reforma agrária e em políticas de "emprego", que só produzem empregos para os companheiros da máfia sindical.
Na área social, dispensando-se a propaganda do governo, espera-se ainda diagnósticos mais corretos e sobretudo políticas mais focadas na eliminação da pobreza via mercados (emprego e renda no setor privado), não subsídios para o consumo dos mais pobres, por mais "justos" que estes possam ser.
Na educação, os EQUÍVOCOS são maiores ainda, e o governo fica criando universidades de fachada e descurando dos problemas reais nos ciclos precedentes, aliás agravando a situação desses ciclos criando "porcarias" obrigatórias.
Abaixo um editorial do Estadão, que toca rapidamente em alguns desses problemas.
Paulo Roberto de Almeida
(Beijing, 27 de junho de 2010)
POBREZA SEM MISTÉRIO
Editorial Estado de São Paulo, 27.06.2010
A economia brasileira criou 8,7 milhões de empregos formais entre 2003 e 2008, os programas de transferência de renda se ampliaram, milhões de famílias saíram da pobreza, a classe média cresceu e a indústria de bens de consumo prosperou. Mas 35,5% das famílias ainda se queixaram em 2008-2009 de insuficiência de comida, ocasional ou frequente, segundo a nova Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF).Essa pesquisa, divulgada na quarta-feira pelo IBGE, dá uma boa ideia de como têm melhorado as condições de vida da maioria dos brasileiros. Mas também mostra a permanência de amplas desigualdades e de uma significativa parcela da população atolada no atraso e na pobreza.
Como pode faltar comida para mais de um terço das famílias, num país com uma agropecuária eficiente e competitiva e um custo de alimentação dos mais baixos do mundo? Esse paradoxo aparente é um dos aspectos mais notáveis da pesquisa. Nos últimos 30 anos o peso da alimentação nos orçamentos familiares diminuiu seguidamente. Na média, passou de 33,9% em 1974-75 para 20,8% em 2002-2003 e 19,8% em 2008-2009.
Essa mudança refletiu tanto a elevação dos ganhos das famílias quanto a queda do preço relativo dos alimentos, consequência normal da produtividade crescente da agropecuária e da indústria processadora de comida. O aumento de eficiência resultou da incorporação de tecnologias, criadas em boa parte pelos institutos nacionais de pesquisa, e das mudanças da política agrícola, com mais estímulos à competitividade e abandono dos controles de preços, tão inúteis quanto contraproducentes.
Ao chegar ao governo, em 2003, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mal assessorado, ainda repetia os chavões sobre a necessidade de aumentar a produção de alimentos. Mas não demorou muito a abandonar essa tolice. Se havia famílias com fome, não era por escassez de comida, mas de renda.
O problema não era produzir, mas ajudar as pessoas em pior situação a comprar o necessário para sobreviver com decência. Mesmo sua política de reforma agrária, um fracasso previsto desde o começo e confirmado amplamente pelos fatos, foi insuficiente para impedir o crescimento da agropecuária de verdade, apesar da permanente insegurança imposta aos produtores. A competência e a produtividade dessa agropecuária são reconhecidas internacionalmente pelos competidores do Brasil, embora menosprezadas por uma parte do governo federal.
Mas políticas de transferência de renda têm alcance limitado. Podem reduzir a miséria e permitir a melhora dos padrões de consumo de muitas famílias, mas não bastam, isoladamente, para criar capacidade de trabalho nem para ampliar as oportunidades de ocupação.
A média nacional das famílias com insuficiência ocasional ou frequente de comida é de 35,5%. No Nordeste, essa parcela equivale a 49,8%. No Norte, a 51,5%. As porcentagens são bem menores nas outras grandes áreas: no Sudeste, 29,4%; no Sul, 22,9%; e no Centro-Oeste, 32%.
De modo geral, essa distribuição corresponde à insuficiência de renda apontada pelas famílias em cada região e, naturalmente, há uma relação entre esses problemas e os níveis educacionais. A POF mostra tudo isso claramente.
Noutros tempos, boa parte da população menos educada se integrava na vida urbana por meio de empregos na construção. Investimentos em obras ainda podem produzir algum efeito desse tipo, mas em escala certamente menor. Também essa atividade requer, e cada vez mais, pessoal qualificado para funções tecnicamente mais complexas que as de 30 ou 40 anos atrás.
Há, no Brasil, um desajuste cada vez mais claro entre a qualidade do emprego oferecido e a da mão de obra disponível. Esse problema não se resolverá com a multiplicação de cursos universitários de utilidade muito duvidosa. É preciso cuidar muito mais seriamente da preparação nos níveis básicos e intermediários.
A presença de um quinto de 20% de analfabetos funcionais na população com idade igual ou superior a 15 anos explica boa parte dos impasses econômicos e sociais do País e dos aparentes paradoxos da POF 2008-2009.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
domingo, 27 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Formacao da Diplomacia Economica do Brasil - Google Books
Eu não sabia (mas quanto ingenuidade, ou distração) e, se não fosse por um desses bravos estudantes e candidatos à carreira diplomática, talvez ficasse ainda mais tempo sem saber, mas meu "livrão" de pesquisa historiográfica sobre a diplomacia econômica do Brasil no Império, publicado em 2001 e republicado em 2004, Formação da Diplomacia Econômica no Brasil, encontra-se parcialmente disponível no
Google Books:
http://books.google.com.br/books?id=ED32drNeK2cC&printsec=frontcover&lr=#v=onepage&q&f=false
Quem tiver paciência de ficar rodando página após página, me avise, por favor, de quantas páginas estão disponíveis (suponho que saltando vários pedaços, do contrário seria uma infração aos direitos autorais, meus e da Editora).
Vivendo e aprendendo...
Paulo Roberto de Almeida
Addendum: Segundo me informa um leitor atento, o acesso ao meu livro é de 133 páginas não contínuas.
Google Books:
http://books.google.com.br/books?id=ED32drNeK2cC&printsec=frontcover&lr=#v=onepage&q&f=false
Quem tiver paciência de ficar rodando página após página, me avise, por favor, de quantas páginas estão disponíveis (suponho que saltando vários pedaços, do contrário seria uma infração aos direitos autorais, meus e da Editora).
Vivendo e aprendendo...
Paulo Roberto de Almeida
Addendum: Segundo me informa um leitor atento, o acesso ao meu livro é de 133 páginas não contínuas.
Labels:
formacao da diplomacia economica,
livros Paulo Roberto de Almeida,
Paulo Roberto de Almeida,
Roberto de Almeida
Como torrar o meu, o seu, o nosso dinheiro (e não responder por isso)...
Tesouro tem custo de R$ 66 bi com aportes ao BNDES
Vera Saavedra Durão, do Rio
Valor Econômico, 25/06/2010
O custo fiscal dos dois empréstimos feitos pelo Tesouro ao BNDES pode chegar a R$ 66,6 bilhões. Um estudo feito pela área financeira do BNDES calcula em R$ 36,6 bilhões o custo que o Tesouro terá de bancar pelo primeiro empréstimo, de R$ 100 bilhões, feito em 2009. A pedido do Valor, os técnicos fizeram uma estimativa muito simplificada do custo do segundo empréstimo, de R$ 80 bilhões . A perda fiscal, nesse caso, ficaria em torno de R$ 30 bilhões. As perdas ocorrem porque o dinheiro emprestado ao BNDES a longo prazo tem a TJLP como indexador - 6% ao ano -, enquanto o custo de captação do Tesouro é referenciado na Selic, hoje em 10,25% ao ano.
O estudo mostra que a diferença entre as taxas dos R$ 100 bilhões repassados ao banco em 2009 corresponde a R$ 1 bilhão ao ano. A remuneração média do empréstimo ao BNDES é de TJLP mais 0,63% ao ano, correção que vai incidir sobre o principal da dívida, cuja carência é de cinco anos.
O economista Thiago Rabelo Pereira, chefe do Departamento de Renda Fixa do banco, é o autor do trabalho "O papel do BNDES na Alocação de Recursos: Avaliação do Custo Fiscal do Empréstimo de R$ 100 bilhões concedido pela União em 2009". Ele adverte que o valor exato dos juros sobre a capitalização do banco só poderá ser conhecido no fim do financiamento. E poderá ser bem menor do que a quantia estimada hoje.
"Caso a tendência da TJLP e da Selic seja de convergir no longo prazo, essa estimativa pode ser bastante reduzida". A projeção, explica, foi feita com base em curvas de juros futuros do mercado e da BM&F que embutem prêmios de risco. "Numa extrapolação linear muito simples, pode-se calcular que o custo do empréstimo de R$ 80 bilhões é de R$ 800 milhões ao ano". Como o prazo é de 40 anos, a conta vai a R$ 30 bilhões.
Leia a íntegra do estudo do BNDES
Vera Saavedra Durão, do Rio
Valor Econômico, 25/06/2010
O custo fiscal dos dois empréstimos feitos pelo Tesouro ao BNDES pode chegar a R$ 66,6 bilhões. Um estudo feito pela área financeira do BNDES calcula em R$ 36,6 bilhões o custo que o Tesouro terá de bancar pelo primeiro empréstimo, de R$ 100 bilhões, feito em 2009. A pedido do Valor, os técnicos fizeram uma estimativa muito simplificada do custo do segundo empréstimo, de R$ 80 bilhões . A perda fiscal, nesse caso, ficaria em torno de R$ 30 bilhões. As perdas ocorrem porque o dinheiro emprestado ao BNDES a longo prazo tem a TJLP como indexador - 6% ao ano -, enquanto o custo de captação do Tesouro é referenciado na Selic, hoje em 10,25% ao ano.
O estudo mostra que a diferença entre as taxas dos R$ 100 bilhões repassados ao banco em 2009 corresponde a R$ 1 bilhão ao ano. A remuneração média do empréstimo ao BNDES é de TJLP mais 0,63% ao ano, correção que vai incidir sobre o principal da dívida, cuja carência é de cinco anos.
O economista Thiago Rabelo Pereira, chefe do Departamento de Renda Fixa do banco, é o autor do trabalho "O papel do BNDES na Alocação de Recursos: Avaliação do Custo Fiscal do Empréstimo de R$ 100 bilhões concedido pela União em 2009". Ele adverte que o valor exato dos juros sobre a capitalização do banco só poderá ser conhecido no fim do financiamento. E poderá ser bem menor do que a quantia estimada hoje.
"Caso a tendência da TJLP e da Selic seja de convergir no longo prazo, essa estimativa pode ser bastante reduzida". A projeção, explica, foi feita com base em curvas de juros futuros do mercado e da BM&F que embutem prêmios de risco. "Numa extrapolação linear muito simples, pode-se calcular que o custo do empréstimo de R$ 80 bilhões é de R$ 800 milhões ao ano". Como o prazo é de 40 anos, a conta vai a R$ 30 bilhões.
Leia a íntegra do estudo do BNDES
The Journal of Economic Perspectives: free online
Para pesquisadores econômicos em geral:
The Journal of Economic Perspectives
Online issues of the Journal of Economic Perspectives published since 1999 are now publicly accessible at no charge, compliments of the American Economic Association.
Journal of Economic Perspectives
Previous Issues
Spring 2010 -- Vol. 24, No. 2
Winter 2010 -- Vol. 24, No. 1
Fall 2009 -- Vol. 23, No. 4
Summer 2009 -- Vol. 23, No. 3
Spring 2009 -- Vol. 23, No. 2
Winter 2009 -- Vol. 23, No. 1
Fall 2008 -- Vol. 22, No. 4
Summer 2008 -- Vol. 22, No. 3
Spring 2008 -- Vol. 22, No. 2
Winter 2008 -- Vol. 22, No. 1
Fall 2007 -- Vol. 21, No. 4
Summer 2007 -- Vol. 21, No. 3
Spring 2007 -- Vol. 21, No. 2
Winter 2007 -- Vol. 21, No. 1
Fall 2006 -- Vol. 20, No. 4
Summer 2006 -- Vol. 20, No. 3
Spring 2006 -- Vol. 20, No. 2
Winter 2006 -- Vol. 20, No. 1
Fall 2005 -- Vol. 19, No. 4
Summer 2005 -- Vol. 19, No. 3
Spring 2005 -- Vol. 19, No. 2
Winter 2005 -- Vol. 19, No. 1
Fall 2004 -- Vol. 18, No. 4
Summer 2004 -- Vol. 18, No. 3
Spring 2004 -- Vol. 18, No. 2
Winter 2004 -- Vol. 18, No. 1
Fall 2003 -- Vol. 17, No. 4
Summer 2003 -- Vol. 17, No. 3
Spring 2003 -- Vol. 17, No. 2
Winter 2003 -- Vol. 17, No. 1
Fall 2002 -- Vol. 16, No. 4
Summer 2002 -- Vol. 16, No. 3
Spring 2002 -- Vol. 16, No. 2
Winter 2002 -- Vol. 16, No. 1
Fall 2001 -- Vol. 15, No. 4
Summer 2001 -- Vol. 15, No. 3
Spring 2001 -- Vol. 15, No. 2
Winter 2001 -- Vol. 15, No. 1
Fall 2000 -- Vol. 14, No. 4
Summer 2000 -- Vol. 14, No. 3
Spring 2000 -- Vol. 14, No. 2
Winter 2000 -- Vol. 14, No. 1
Fall 1999 -- Vol. 13, No. 4
Summer 1999 -- Vol. 13, No. 3
Spring 1999 -- Vol. 13, No. 2
Winter 1999 -- Vol. 13, No. 1
Note: pre-1999 articles (below) are available for AEA members only!
Fall 1998 -- Vol. 12, No. 4
Summer 1998 -- Vol. 12, No. 3
Spring 1998 -- Vol. 12, No. 2
Winter 1998 -- Vol. 12, No. 1
The Journal of Economic Perspectives
Online issues of the Journal of Economic Perspectives published since 1999 are now publicly accessible at no charge, compliments of the American Economic Association.
Journal of Economic Perspectives
Previous Issues
Spring 2010 -- Vol. 24, No. 2
Winter 2010 -- Vol. 24, No. 1
Fall 2009 -- Vol. 23, No. 4
Summer 2009 -- Vol. 23, No. 3
Spring 2009 -- Vol. 23, No. 2
Winter 2009 -- Vol. 23, No. 1
Fall 2008 -- Vol. 22, No. 4
Summer 2008 -- Vol. 22, No. 3
Spring 2008 -- Vol. 22, No. 2
Winter 2008 -- Vol. 22, No. 1
Fall 2007 -- Vol. 21, No. 4
Summer 2007 -- Vol. 21, No. 3
Spring 2007 -- Vol. 21, No. 2
Winter 2007 -- Vol. 21, No. 1
Fall 2006 -- Vol. 20, No. 4
Summer 2006 -- Vol. 20, No. 3
Spring 2006 -- Vol. 20, No. 2
Winter 2006 -- Vol. 20, No. 1
Fall 2005 -- Vol. 19, No. 4
Summer 2005 -- Vol. 19, No. 3
Spring 2005 -- Vol. 19, No. 2
Winter 2005 -- Vol. 19, No. 1
Fall 2004 -- Vol. 18, No. 4
Summer 2004 -- Vol. 18, No. 3
Spring 2004 -- Vol. 18, No. 2
Winter 2004 -- Vol. 18, No. 1
Fall 2003 -- Vol. 17, No. 4
Summer 2003 -- Vol. 17, No. 3
Spring 2003 -- Vol. 17, No. 2
Winter 2003 -- Vol. 17, No. 1
Fall 2002 -- Vol. 16, No. 4
Summer 2002 -- Vol. 16, No. 3
Spring 2002 -- Vol. 16, No. 2
Winter 2002 -- Vol. 16, No. 1
Fall 2001 -- Vol. 15, No. 4
Summer 2001 -- Vol. 15, No. 3
Spring 2001 -- Vol. 15, No. 2
Winter 2001 -- Vol. 15, No. 1
Fall 2000 -- Vol. 14, No. 4
Summer 2000 -- Vol. 14, No. 3
Spring 2000 -- Vol. 14, No. 2
Winter 2000 -- Vol. 14, No. 1
Fall 1999 -- Vol. 13, No. 4
Summer 1999 -- Vol. 13, No. 3
Spring 1999 -- Vol. 13, No. 2
Winter 1999 -- Vol. 13, No. 1
Note: pre-1999 articles (below) are available for AEA members only!
Fall 1998 -- Vol. 12, No. 4
Summer 1998 -- Vol. 12, No. 3
Spring 1998 -- Vol. 12, No. 2
Winter 1998 -- Vol. 12, No. 1
A frase do seculo: George Bernard Shaw
A government which robs Peter to pay Paul, can always count on the support of Paul
George Bernard Shaw
Regimes democráticos por vezes conseguem se perverter, a ponto de se inviabilizarem. Isso ocorreu na Alemanha de Weimar, que aliás era um governo improvisado, caótico, numa nação que nunca tinha conhecido, de verdade, um sistema democrático. Isso ocorreu no Japão, um país feudal, que talvez nunca deixou de ser feudal.
Isso ocorreu na Itália, outro país caótico, muito fragmentado regionalmente, sem uma clara liderança política capaz de conduzir um processo de reforma e de modernização das instituições públicas, como aliás já se desperava Maquiavel mais de 400 anos antes.
Isso vem ocorrendo na América Latina, sociedades desiguais que produzem facilmente líderes populistas que prometem soluções milagre aos pobres e acabam contribuindo para a deterioração do funcionamento da democracia, quando não são eles mesmos a sabotá-la diretamente.
Talvez o Brasil não esteja imune ao fenômeno...
Paulo Roberto de Almeida
(Shanghai, 27.06.2010)
George Bernard Shaw
Regimes democráticos por vezes conseguem se perverter, a ponto de se inviabilizarem. Isso ocorreu na Alemanha de Weimar, que aliás era um governo improvisado, caótico, numa nação que nunca tinha conhecido, de verdade, um sistema democrático. Isso ocorreu no Japão, um país feudal, que talvez nunca deixou de ser feudal.
Isso ocorreu na Itália, outro país caótico, muito fragmentado regionalmente, sem uma clara liderança política capaz de conduzir um processo de reforma e de modernização das instituições públicas, como aliás já se desperava Maquiavel mais de 400 anos antes.
Isso vem ocorrendo na América Latina, sociedades desiguais que produzem facilmente líderes populistas que prometem soluções milagre aos pobres e acabam contribuindo para a deterioração do funcionamento da democracia, quando não são eles mesmos a sabotá-la diretamente.
Talvez o Brasil não esteja imune ao fenômeno...
Paulo Roberto de Almeida
(Shanghai, 27.06.2010)
Indicadores economicos: series historicas do Brasil
Quem quiser acompanhar a economia brasileira, desde 1990 até a atualidade, em 23 indicadores interativos e com cruzamento de dados, clique neste link, patrocinado pela revista Veja:
ECONOMIA BRASILEIRA
http://veja.abril.com.br/infograficos/infografico_economia.shtml
ECONOMIA BRASILEIRA
http://veja.abril.com.br/infograficos/infografico_economia.shtml
Brasil-Iran-EUA: um triangulo pouco amoroso
A coisa tem tudo para dar errado: ameaça degringolar num festival de acusações mútuas, possibilidade de retaliações cruzadas e deterioração geral das relações bilaterais.
Mal comparando, creio que foram mexer num vespeiro: algumas pessoas podem sair picadas. Não foi por falta de aviso...
Paulo Roberto de Almeida
Em recado a Brasil, texto de sanções dos EUA ao Irã inclui menção a etanol
Por Patrícia Campos Mello (corresponde em Washington)
Estado de São Paulo, 26.06.2010
A lei de sanções contra o Irã, aprovada pelo Congresso americano quinta-feira, inclui pela primeira vez restrições à venda de etanol a Teerã, em um claro recado para o governo brasileiro. Enterrada no meio do texto do projeto de lei de 41 páginas, que deve ser assinada pelo presidente Barack Obama nos próximos dias, há uma ordem explícita para que o governo americano monitore as exportações de etanol para o Irã.
Segundo o texto, o presidente americano fica obrigado a entregar um relatório para o Congresso 90 dias após a publicação da lei de sanções, sobre os investimentos no setor de energia do Irã, que incluam “uma estimativa do volume de recursos energéticos, incluindo etanol, que o Irã importou durante o período”, além de uma “lista de todos os projetos, investimentos e parcerias fora do Irã que envolvam entidades iranianas em parceria com entidades de outros países, incluindo identificação das entidades dos outros países.” Isso vai valer para qualquer negócio feito a partir de janeiro de 2006
Durante deliberações que levaram à provação do projeto de lei no Legislativo, o deputado democrata Eliot Engel, líder da Subcomissão de Hemisfério Ocidental da Câmara dos Representantes, deixou claro que o texto tinha endereço certo.
“Quero manifestar meu apoio à seção 110 da lei, que exige um relatório sobre exportações de energia para o Irã; Os EUA e o Brasil são os maiores produtores de etanol do mundo e fiquei feliz de ouvir dos produtores brasileiros que eles não têm planos de fornecer etanol para o Irã”, disse Engel. “É por isso que a lei é importante, precisamos continuar monitorando essa área, já que exportações de etanol podem enfraquecer as sanções contra o setor de energia do Irã.”
Segundo uma fonte do Congresso, o estabelecimento do relatório é o primeiro passo para uma emenda que pode incluir o etanol na lista dos produtos cuja venda para o Irã estará proibida.
Desta forma, se a Petrobras resolvesse revender etanol brasileiro para os iranianos, poderia ser alvo de retaliação de Washington. Procurada pelo Estado, a estatal brasileira, por intermédio de sua assessoria, assegurou não ter planos imediatos de negociar o produto com o Irã.
“Sem discriminar”
O governo americano já havia indicado claramente que se opõe ao possível interesse brasileiro de fornecer etanol para os iranianos. “Qualquer iniciativa que burle as sanções prejudica nosso objetivo, então não é uma boa ideia”, disse um alto funcionário da Casa Branca ao Estado.
Diferentemente do reforço das medidas unilaterais que os EUA pretendem impor ao Irã, nas sanções aprovadas pela ONU - apesar da oposição de Brasil e Turquia - não há restrição explícita ao setor energético ou ao etanol.
O Congresso americano havia aceitado o pedido do presidente Obama para adiar a votação de sua lei unilateral de sanções até que a ONU aprovasse sua iniciativa. Agora, Obama deve sancionar o projeto, transformando-o em lei.
Na época, o governo brasileiro afirmou foi explícito: “Não vamos discriminar ninguém na hora de exportar etanol. Vamos exportar etanol para qualquer país que queira, nossa prioridade é abrir mercados”, tinha declarado, no início do mês, uma fonte do governo.
A possibilidade de o Brasil suprir parte das necessidades de combustível do Irã com etanol foi levantada pelo ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, em visita a Teerã, em abril.
Jorge afirmou que o Irã está interessado em comprar etanol brasileiro, por causa dos problemas que enfrenta para comprar gasolina diante dos bloqueios comerciais que sofre. Mas os empresários brasileiros afirmam não ter intenção de correr o risco de ser sancionados pelos EUA.
Assim como a assessoria da Petrobrás, Adhemar Altieri, porta-voz da Unica, entidade que representa os produtores de etanol, disse que não há projeto nem de curto nem de longo prazo para exportar etanol para o Irã.
Para entender
As sanções aprovadas na quinta-feira pelo Congresso americano são ações unilaterais, aplicadas apenas pelos EUA - diferentemente das medidas multilaterais adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU, no dia 9, que devem ser seguidas por todos os membros da organização. As punições contra nas Nações Unidas são mais brandas porque, para aprová-las, era preciso o apoio de chineses e russos, que têm interesses comerciais e são contra medidas muito duras contra Teerã. Um caso semelhante ocorreu com o regime do apartheid, na África do Sul. A ONU adotou suas primeiras sanções contra os segregacionistas nos anos 60. As medidas, porém, eram amenas e foram facilmente burladas pelo governo branco. O sistema de segregação racial só começou a ruir anos 80, depois que EUA e Grã-Bretanha adotaram duras sanções unilaterais contra a África do Sul.
Mal comparando, creio que foram mexer num vespeiro: algumas pessoas podem sair picadas. Não foi por falta de aviso...
Paulo Roberto de Almeida
Em recado a Brasil, texto de sanções dos EUA ao Irã inclui menção a etanol
Por Patrícia Campos Mello (corresponde em Washington)
Estado de São Paulo, 26.06.2010
A lei de sanções contra o Irã, aprovada pelo Congresso americano quinta-feira, inclui pela primeira vez restrições à venda de etanol a Teerã, em um claro recado para o governo brasileiro. Enterrada no meio do texto do projeto de lei de 41 páginas, que deve ser assinada pelo presidente Barack Obama nos próximos dias, há uma ordem explícita para que o governo americano monitore as exportações de etanol para o Irã.
Segundo o texto, o presidente americano fica obrigado a entregar um relatório para o Congresso 90 dias após a publicação da lei de sanções, sobre os investimentos no setor de energia do Irã, que incluam “uma estimativa do volume de recursos energéticos, incluindo etanol, que o Irã importou durante o período”, além de uma “lista de todos os projetos, investimentos e parcerias fora do Irã que envolvam entidades iranianas em parceria com entidades de outros países, incluindo identificação das entidades dos outros países.” Isso vai valer para qualquer negócio feito a partir de janeiro de 2006
Durante deliberações que levaram à provação do projeto de lei no Legislativo, o deputado democrata Eliot Engel, líder da Subcomissão de Hemisfério Ocidental da Câmara dos Representantes, deixou claro que o texto tinha endereço certo.
“Quero manifestar meu apoio à seção 110 da lei, que exige um relatório sobre exportações de energia para o Irã; Os EUA e o Brasil são os maiores produtores de etanol do mundo e fiquei feliz de ouvir dos produtores brasileiros que eles não têm planos de fornecer etanol para o Irã”, disse Engel. “É por isso que a lei é importante, precisamos continuar monitorando essa área, já que exportações de etanol podem enfraquecer as sanções contra o setor de energia do Irã.”
Segundo uma fonte do Congresso, o estabelecimento do relatório é o primeiro passo para uma emenda que pode incluir o etanol na lista dos produtos cuja venda para o Irã estará proibida.
Desta forma, se a Petrobras resolvesse revender etanol brasileiro para os iranianos, poderia ser alvo de retaliação de Washington. Procurada pelo Estado, a estatal brasileira, por intermédio de sua assessoria, assegurou não ter planos imediatos de negociar o produto com o Irã.
“Sem discriminar”
O governo americano já havia indicado claramente que se opõe ao possível interesse brasileiro de fornecer etanol para os iranianos. “Qualquer iniciativa que burle as sanções prejudica nosso objetivo, então não é uma boa ideia”, disse um alto funcionário da Casa Branca ao Estado.
Diferentemente do reforço das medidas unilaterais que os EUA pretendem impor ao Irã, nas sanções aprovadas pela ONU - apesar da oposição de Brasil e Turquia - não há restrição explícita ao setor energético ou ao etanol.
O Congresso americano havia aceitado o pedido do presidente Obama para adiar a votação de sua lei unilateral de sanções até que a ONU aprovasse sua iniciativa. Agora, Obama deve sancionar o projeto, transformando-o em lei.
Na época, o governo brasileiro afirmou foi explícito: “Não vamos discriminar ninguém na hora de exportar etanol. Vamos exportar etanol para qualquer país que queira, nossa prioridade é abrir mercados”, tinha declarado, no início do mês, uma fonte do governo.
A possibilidade de o Brasil suprir parte das necessidades de combustível do Irã com etanol foi levantada pelo ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, em visita a Teerã, em abril.
Jorge afirmou que o Irã está interessado em comprar etanol brasileiro, por causa dos problemas que enfrenta para comprar gasolina diante dos bloqueios comerciais que sofre. Mas os empresários brasileiros afirmam não ter intenção de correr o risco de ser sancionados pelos EUA.
Assim como a assessoria da Petrobrás, Adhemar Altieri, porta-voz da Unica, entidade que representa os produtores de etanol, disse que não há projeto nem de curto nem de longo prazo para exportar etanol para o Irã.
Para entender
As sanções aprovadas na quinta-feira pelo Congresso americano são ações unilaterais, aplicadas apenas pelos EUA - diferentemente das medidas multilaterais adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU, no dia 9, que devem ser seguidas por todos os membros da organização. As punições contra nas Nações Unidas são mais brandas porque, para aprová-las, era preciso o apoio de chineses e russos, que têm interesses comerciais e são contra medidas muito duras contra Teerã. Um caso semelhante ocorreu com o regime do apartheid, na África do Sul. A ONU adotou suas primeiras sanções contra os segregacionistas nos anos 60. As medidas, porém, eram amenas e foram facilmente burladas pelo governo branco. O sistema de segregação racial só começou a ruir anos 80, depois que EUA e Grã-Bretanha adotaram duras sanções unilaterais contra a África do Sul.
Labels:
Brasil,
Diplomacia brasileira,
EUA,
nuclear Iran,
ONU,
sanções
Pausa para a Copa, ou melhor, para o futebol...
Não torço para NENHUMA seleção, nem mesmo para a seleção brasileira, a não ser que ela jogue bem, o que não é o caso até aqui (e duvido que venha a ser).
Eu torço apenas para o bom futebol, o futebol com arte, técnica, graça e lealdade, nessa ordem, ou em qualquer outra que se desejar.
Detesto o futebol engessado, as caneladas, os golpes baixos, as trapaças, as vuvuzelas, as patriotadas e outras bobagens associadas.
Os jogadores de seleção, hoje em dia, são perfeitos mercenários. Jogam por dinheiro, e nada mais. Impossível torcer por mercenários.
Fico com o futebol em estado puro, que está cada vez mais raro.
Fico com a seleção que exibir o melhor futebol, qualquer que seja o país...
Eu torço apenas para o bom futebol, o futebol com arte, técnica, graça e lealdade, nessa ordem, ou em qualquer outra que se desejar.
Detesto o futebol engessado, as caneladas, os golpes baixos, as trapaças, as vuvuzelas, as patriotadas e outras bobagens associadas.
Os jogadores de seleção, hoje em dia, são perfeitos mercenários. Jogam por dinheiro, e nada mais. Impossível torcer por mercenários.
Fico com o futebol em estado puro, que está cada vez mais raro.
Fico com a seleção que exibir o melhor futebol, qualquer que seja o país...
Labels:
Copa do Mundo 2010,
futebol
Amaral de Sampaio: uma GRANDE cabeça do Itamaraty se vai
Conheci vários embaixadores no Itamaraty. Nenhum me deu tanto prazer intelectual, ao ler seus telegramas saborosíssimos, quanto o Sampaio, assim como seus artigos no Estadão. Poucos, pouquíssimos embaixadores do Itamaraty, e eu quero dizer menos de cinco, conseguiam escrever de forma tão brilhante quanto ele.
Minha homenagem a uma grande cabeça e um grande diplomata.
Paulo Roberto de Almeida
Morre em São Paulo o ex-embaixador Amaral de Sampaio
Roldão Arruda
O Estado de S.Paulo, 25 de junho de 2010
Morreu ontem, em São Paulo, aos 80 anos, o embaixador Antonio Amaral de Sampaio. Ele havia sido internado no Hospital Albert Einstein, com um quadro de pneumonia, e faleceu após sofrer parada cardíaca, segundo o boletim médico.
Formado em direito, geografia e história pela Universidade de São Paul0 (USP), Sampaio teve uma carreira bem-sucedida no Ministério das Relações Exteriores. Entre os anos 80 e 90 atuou como embaixador na Síria, Sérvia (ex-Iugoslávia) e África do Sul. Antes disso servira como primeiro secretário no Irã e em Genebra. Foi ainda conselheiro nas embaixadas do Brasil no México e em Portugal, onde recebeu a condecoração da Ordem do Infante Dom Henrique.
Em decorrência de sua atuação no Oriente Médio e do seu interesse pelos assuntos da região, o diplomata acabou chefiando o Departamento do Oriente Próximo, no Itamaraty. Ele se aposentou no ano 2000.
Sampaio também foi colaborador do jornal O Estado de S. Paulo. Na opinião do embaixador Celso Lafer, ex-ministro das Relações Exteriores, tratava-se de um analista acurado das relações internacionais, tanto nos artigos que escrevia quanto nos telegramas que enviava do exterior para o Itamaraty. "Na minha primeira gestão como ministro, ele ainda estava na ativa", lembrou Lafer. "Era um prazer ler os telegramas que enviava, nos quais combinava qualidade de análise e precisão de estilo."
Rubens Barbosa, ex-embaixador em Washington e atual presidente do conselho de comércio exterior da Fiesp, observou que, além da competência e das opiniões claras que sempre manifestava sobre temas que analisava, Sampaio era um homem afável e ótimo contador de histórias. "Foi muito querido pelos seus colegas", comentou.
O enterro foi realizado ontem, no final da tarde, no Cemitério do Araçá, no bairro do Sumaré.
Minha homenagem a uma grande cabeça e um grande diplomata.
Paulo Roberto de Almeida
Morre em São Paulo o ex-embaixador Amaral de Sampaio
Roldão Arruda
O Estado de S.Paulo, 25 de junho de 2010
Morreu ontem, em São Paulo, aos 80 anos, o embaixador Antonio Amaral de Sampaio. Ele havia sido internado no Hospital Albert Einstein, com um quadro de pneumonia, e faleceu após sofrer parada cardíaca, segundo o boletim médico.
Formado em direito, geografia e história pela Universidade de São Paul0 (USP), Sampaio teve uma carreira bem-sucedida no Ministério das Relações Exteriores. Entre os anos 80 e 90 atuou como embaixador na Síria, Sérvia (ex-Iugoslávia) e África do Sul. Antes disso servira como primeiro secretário no Irã e em Genebra. Foi ainda conselheiro nas embaixadas do Brasil no México e em Portugal, onde recebeu a condecoração da Ordem do Infante Dom Henrique.
Em decorrência de sua atuação no Oriente Médio e do seu interesse pelos assuntos da região, o diplomata acabou chefiando o Departamento do Oriente Próximo, no Itamaraty. Ele se aposentou no ano 2000.
Sampaio também foi colaborador do jornal O Estado de S. Paulo. Na opinião do embaixador Celso Lafer, ex-ministro das Relações Exteriores, tratava-se de um analista acurado das relações internacionais, tanto nos artigos que escrevia quanto nos telegramas que enviava do exterior para o Itamaraty. "Na minha primeira gestão como ministro, ele ainda estava na ativa", lembrou Lafer. "Era um prazer ler os telegramas que enviava, nos quais combinava qualidade de análise e precisão de estilo."
Rubens Barbosa, ex-embaixador em Washington e atual presidente do conselho de comércio exterior da Fiesp, observou que, além da competência e das opiniões claras que sempre manifestava sobre temas que analisava, Sampaio era um homem afável e ótimo contador de histórias. "Foi muito querido pelos seus colegas", comentou.
O enterro foi realizado ontem, no final da tarde, no Cemitério do Araçá, no bairro do Sumaré.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Too Small to Be Saved - a conta dos bancos falidos nos EUA
Isto é só este ano. Em 2009, algumas dezenas de bancos pequenos, locais ou regionais, faliram e foram incorporados pelo programa do Tesouro. American Banker faz a conta:
Government Seizes Two Banks in Southeast, One in N.M.
Year-to-date failures now total 86
Three more banks failed late Friday, at an estimated additional cost to the Federal Deposit Insurance Corp. of $285 million.
Regulators shuttered the $644 million-asset Peninsula Bank in Englewood, Fla., the $252 million-asset First National Bank in Savannah, Ga., and the $80 million-asset High Desert State Bank in Albuquerque, N.M.
The FDIC found takers for the deposits of all three institutions, which brought the year's failed-bank total so far to 86. Last year 140 banks failed, and the agency has said it expects this year's total to top that.
O capitalismo deveria ser assim: não conseguiu, falhou? Vá direto para a bancarrota, em lugar de ficar recebendo dinheiro para sobreviver. Uma taxa bancária, como a que foi recentemente introduzida por alguns governos, permite cobrir ao menos parte dos prejuizos, atingindo provavelmente 100% dos pequenos depositantes. Os grandes, bem, os grandes podem perder um pouco.
Quanto aos grandes bancos, too big to fail, eles também poderiam falir, e deveriam falir, dentro do mesmo espírito.
Government Seizes Two Banks in Southeast, One in N.M.
Year-to-date failures now total 86
Three more banks failed late Friday, at an estimated additional cost to the Federal Deposit Insurance Corp. of $285 million.
Regulators shuttered the $644 million-asset Peninsula Bank in Englewood, Fla., the $252 million-asset First National Bank in Savannah, Ga., and the $80 million-asset High Desert State Bank in Albuquerque, N.M.
The FDIC found takers for the deposits of all three institutions, which brought the year's failed-bank total so far to 86. Last year 140 banks failed, and the agency has said it expects this year's total to top that.
O capitalismo deveria ser assim: não conseguiu, falhou? Vá direto para a bancarrota, em lugar de ficar recebendo dinheiro para sobreviver. Uma taxa bancária, como a que foi recentemente introduzida por alguns governos, permite cobrir ao menos parte dos prejuizos, atingindo provavelmente 100% dos pequenos depositantes. Os grandes, bem, os grandes podem perder um pouco.
Quanto aos grandes bancos, too big to fail, eles também poderiam falir, e deveriam falir, dentro do mesmo espírito.
Assinar:
Postagens (Atom)
Postagem em destaque
Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira: webinar com o professor Carlos Braga e os diplomatas Victor do Prado e Paulo Roberto de Almeida
No dia 21 de abril foi realizado o webinar da Fundação Dom Cabral, animada pelo professor Carlos Braga, sobre o tema das Tensões Geopolíti...
-
Minha entrevista desta sexta-feira 25/02/2022, sobre a dramática situação da Ucrânia no canal +BrasilNews. 1437. “ Entrevista sobre a Ucrân...
-
Personagens Bíblicos / História do Profeta Samuel: Quem foi Samuel na Bíblia? https://estiloadoracao.com/historia-do-profeta-samuel/ Histó...
-
Tratei desse assunto quando estava na embaixada do Brasil em Washington, e depois de dois desmentidos cabais, achava que o assunto já tinha...
-
Nova Ordem Global Multipolar? Paulo Roberto de Almeida A tal proposta de uma “nova ordem global multipolar” nada mais é que uma fraude comp...
-
Minha publicação mais recente: 1325. “ Historiografia das relações internacionais do Brasil”, Revista do Instituto His...
-
H-Diplo Roundtable XXI-13 on Worldmaking after Empire: The Rise and Fall of Self-Determination by George Fujii H-Diplo Roundtable XX...
-
Meu amigo Airton Dirceu Lemmertz submete meus ataques a Madame IA (Gemini IA) ao exame e resposta da própria, que continua tergiversando so...
-
Uma nova versão, ampliada, revista, atualizada de todas as minhas resenhas (mini e normais) dos livros dos diplomatas, mas exclusivamente os...
-
Textos preparados para o webinar Tensões Geopolíticas e a Diplomacia Brasileira Paulo Roberto de Almeida 5290. “ Uma política externa que de...
-
Olavo viu a uva Editorial da edição 1072 de ÉPOCA ÉPOCA, 17/01/2019 Capa da edição 1072 de ÉPOCA. Ela chega às bancas nesta sexta-f...