Diplomatizzando

Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Secao: O seu, o meu, o nosso dinheiro...

Começou mais cedo do que se imaginava o esporte preferido de todo político brasileiro: arrancar dinheiro do seu bolso, caro leitor, e do caixa das empresas, para colocar no poço sem fundo do governo, sob alegação das boas causas e bons propósitos.
Alguém realmente acredita que o dinheiro da CPMF, se reintroduzida, vai efetivamente melhorar a saúde pública??? A alegação já era essa, em 1993, quando ela foi introduzida pela primeira vez (e se prolongou desde então, até ser politicamente interrompida, não pelas boas razões, pelo Senado).
Paulo Roberto de Almeida

Governador do PSB já mobiliza colegas para recriar a CPMF, o imposto do cheque

Realmente difícil crer que nem bem o governo Dilma Rousseff assumiu e já exista governador aliado querendo elevar a carga tributária. É o caso do governador reeleito do Piauí, Wilson Martins (PSB), que está mobilizando os governadores para recriar a CPMF. O discurso é o mesmo surrado de sempre: colocar mais dinheiro na saúde.

O problema da saúde no Brasil é de gestão e honestidade. O resto é conversa fiada para aumentar o poder dos maus gestores de fazer proselitismo com dinheiro da sociedade.

Wilson viaja nesta quarta a Brasília e terá reuniões em alguns ministérios, com o presidente Lula e com a presidente eleita Dilma Rousseff.

Wilson Martins está mobilizando os governadores do seu partido: de Pernambuco (Eduardo Campos), Ceará (Cid Gomes), Espírito Santo (Renato Casagrande), Paraíba (Ricardo Coutinho), Amapá (Camilo Capiberibe), e o petista baiano Jaques Wagner pela aprovação e regulamentação da Emenda Constitucional 29, que destina recursos do Orçamento especificamente para a saúde. E para lutar pela reedição da CPMF com verbas também voltadas para este setor.
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at novembro 03, 2010 4 comentários:
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Labels: assalto ao seu dinheiro, CPMF

Dois, alias tres primeiros testes para a presidenta: Cuba, Iran e China

Bem, vamos ver como se responderá a essas demandas contraditórias, uma pela abertura e democracia, outra pelo apoio nas suas virtudes, digamos, autoritárias, de não querer sequer discutir política cambial no G20. Bem, se o G20 não serve para isso, serve para quê, então: para tomar chá?
Duas correções de imediato a este despacho do correspondente do Estadão em Genebra:
1) Chamar ativistas pela democracia e pelos direitos humanos de "dissidentes" é um equívoco e uma indignidade, como se o Estado tivesse razão e os ativistas estivessem errados em fazer e demandar o que fazem e pedem. Se Cuba assinou protocolos em defesa dos direitos humanos, a começar pela Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, então é o Estado cubano que é dissidente, não o ativista. É o Estado que atua ilegalmente, de maneira criminosa e celerada.
2) Um erro monumental incorreu aqui o jornalista: "A [última] viagem [de Lula a Cuba], porém, ficou marcada pela morte do dissidente, Orlando Zapata. Lula preferiu não comentar a situação durante sua visita."
Não é verdade isso; Lula comentou, sim, e para horror nosso e de todos os que defendem os direitos humanos, criticou o uso da greve de fome como instrumento político, quando ele mesmo usou dessa "arma" no passado (embora burlada por ele mesmo, como já confessou, sem qualquer dignidade). Ele não só comentou, como criticou o prisioneiro, que se "deixou morrer", por certo por culpa dele mesmo. E comparou a situação dos prisioneiros de consciência em Cuba, na verdade condenados políticos, em total abuso da própria legislação cubana, a prisioneiros de direito comum, criminosos e assassinos da pior espécie. Uma ofensa indigna de alguém que preza mais a ditadura cubana que os direitos humanos.
Paulo Roberto de Almeida
Addendum: Em tempo: nossos amigos iranianos não poderiam ficar de fora, claro, dessa deixa. Já que o presidente "sainte" tinha um carinho especial por Ahmadinejad, quem sabe sua sucessora não poderá manter essas excelentes relações "anti-imperialistas"?

Dissidentes cubanos lançam apelo à Dilma

Jamil Chade, correspondente em Genebra
O Estado de S.Paulo, 2 de novembro de 2010

Objetivo é pressionar para que questão dos direitos humanos entre na agenda diplomática

 GENEBRA - Dissidentes cubanos pedem que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, modifique a forma pela qual o governo brasileiro tem lidado com o regime de Raul Castro e pressionam para que a questão dos direitos humanos entre na agenda entre Brasília e Havana.
"Não queremos nada de extraordinário. Apenas que a nova presidente do Brasil defenda ao povo cubano as mesmas liberdade que ela defenderia para sua própria população", afirmou Dagoberto Valdés, um dos dissidentes ainda mantido em liberdade em Cuba.
O dissidente é um dos responsáveis pelo movimento Convivência e foi em nome do grupo que fez a declaração à Dilma. Sem liberdade para publicar seu comunicado em Havana, o dissidente foi obrigado a usar "contatos" que tem na Espanha para tornar pública sua declaração.
"Em Cuba, a liberdade é um ingrediente raro", disse o dissidente ao Estado por telefone. "Felicitamos a nova presidente por sua eleição e queremos que o Brasil continue a manter sua relação com Havana. Mas insisto que temos esperanças de que suas relações com Cuba trabalhem pelos mesmos direitos que ela (Dilma) quer para os brasileiros", afirmou.
Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil se transformou no segundo maior parceiro econômico e comercial de Cuba no Hemisfério Ocidental, superado apenas pela Venezuela. Entre 2003 e 2009, o comércio bilateral triplicou, chegando a quase US$ 600 milhões no ano passado.
Em sua última visita à ilha, Lula assinou dez acordos de cooperação e prometeu investimentos de US$ 300 milhões na ampliação do Porto de Mariel. A viagem, porém, ficou marcada pela morte do dissidente, Orlando Zapata. Lula preferiu não comentar a situação durante sua visita.
Na segunda-feira, o governo cubano havia já feito declarações de apoio à Dilma. "As relações com o Brasil são muito boas, tanto no aspecto político como econômico. Esperamos que essas relações continuem a se desenvolver com a presidente Dilma", afirmou o ministro de Comércio Exterior, Rodrigo Malmierca, que lembrou a presença do "capital brasileiro" na ilha.
Excluída
Nos últimos meses, Cuba tentou dar sinais de que poderia estar aceitando uma revisão de sua repressão e negociou com o Vaticano e com a Espanha a liberação de presos políticos. Mas, na ONU, as suspeitas em relação à Cuba são cada vez maiores. Em seu novo índice de desenvolvimento humano, a ONU optou neste ano por simplesmente excluir Cuba do ranking. O motivo: não tinha como confirmar se os dados enviados pelo governo de Havana sobre saúde, educação e outros índices sociais tinham alguma relação com a realidade.

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Dilma fortalece bloco antiamericano, diz Irã

Jamil Chade
O Estado de S.Paulo, 2 de novembro de 2010

País vê vitória da petista como ‘vistoso progresso’ nos laços de amizade e afirma que América Latina entrou em corrente de oposição aos EUA

GENEBRA - O Irã comemorou a vitória de Dilma Rousseff nas eleições no Brasil e destacou que o resultado "fortalece o bloco antiamericano". Ontem, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, deixou claro sua satisfação com a vitória da sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na esperança de que sua política externa siga os mesmos passos da diplomacia do governo que terminará no final de dezembro.
Na ONU, países africanos e algumas das ditaduras mais criticadas do mundo também não disfarçaram a satisfação com o resultado das eleições.
Acusado de manter um sistema perverso de violações aos direitos das mulheres e de ainda manter leis como a do apedrejamento de adúlteras, Ahmadinejad fez questão de elogiar o fato de o Brasil ter escolhido sua primeira mulher presidente. Segundo o líder, isso vai impulsionar o "vistoso progresso" nos laços entre os dois países. Lula chegou a intervir no caso de uma iraniana condenada à pena de morte, sob a acusação de adultério.
"As relações entre Irã e Brasil se desenvolveram nos últimos anos e estou convencido de que sob vossa presidência estas relações continuarão se aprofundando", afirma Ahmadinejad em mensagem enviada a Dilma. "A relação entre o Irã e o Brasil continuará e será consolidada sob a liderança de Dilma", disse Ahmadinejad à agência de notícias estatal Irna.
Nos últimos anos, o governo Lula fez questão de se opor às sanções impostas contra o Irã e tentou intermediar um acordo para solucionar a questão nuclear em Teerã. O processo fracassou e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou a alertar o Brasil de que estava sendo usado por Ahmadinejad.
Uma nova negociação começa a ser organizada. Mas Teerã insiste que o Brasil deve fazer parte do processo. A Casa Branca não vê isso com bons olhos. "A cooperação entre a República Islâmica do Irã e o Brasil foi muito boa sob a presidência de Lula e trouxe benefícios apreciáveis a nível bilateral, regional e internacional", destacou Ahmadinejad.
O presidente da Comissão de Segurança Nacional e Relações Exteriores do Parlamento Iraniano, Alaedin Boroujerdi, foi além. "A vitória de Dilma Rousseff é uma boa notícia para o Iraque [SIC!; deve ter sido engano do debiloide do tradutor], já que fortalece o bloco antiamericano", disse. "A América Latina entrou em uma corrente de oposição aos Estados Unidos", afirmou à agência Irna. "O mundo será testemunha, em breve, de uma ampliação e expansão das relações entre o Irã e os estados da América Latina", disse.
Nos últimos anos, o governo brasileiro tem ampliado sua estratégia de impedir que países sejam isolados da comunidade internacional por conta de acusações de violações de direitos humanos.
Na ONU, delegações de países africanos e de outros em desenvolvimento não escondem o alívio com a vitória de Dilma. "A África está aberta a investimentos de todo o mundo. Mas a realidade é que o Brasil entende melhor como funciona nossa cultura, nossas realidades", afirmou ao Estado a ministra de Justiça da Libéria, Christiana Tah.
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Governo chinês espera que ‘parceria estratégica’ com o Brasil continue no governo Dilma

Cláudia Trevisan, correspondente do Estadão em Pequim
02.novembro.2010 14:19:52


O governo chinês afirmou ontem esperar que a “parceria estratégica” com o Brasil continue a se desenvolver sob o governo de Dilma Rousseff, a quem o presidente Hu Jintao cumprimentou pela eleição de domingo. “Atualmente, as relações sino-brasileiras mantêm uma boa dinâmica”, declarou ontem o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hong Lei, em briefing regular com a imprensa em Pequim. O cumprimento de Hu Jintao foi transmitido a Dilma por meio da embaixada chinesa em Brasília.
A China se transformou neste ano no principal parceiro comercial do Brasil, à frente dos Estados Unidos, e caminha para se tornar um dos principais investidores estrangeiros no país. Mas o maior peso econômico é acompanhado da preocupação de parte da indústria nacional, que vê no câmbio desvalorizado da China uma vantagem desleal na competição por mercados dentro e fora do Brasil.
A questão cambial ganhou peso adicional com a recente desvalorização do dólar, ao qual a moeda chinesa está atrelada. Depois de dois anos de “congelamento”, Pequim voltou a permitir a apreciação do yuan em junho, mas desde então o ganho foi inferior a 3%. Muitos economistas sustentam que seria necessária uma valorização de pelo menos 20% para levar a moeda chinesa ao patamar que deveria alcançar caso seu valor fosse definido por forças de mercado e não pela intervenção do banco central.
Dilma assumirá a Presidência em um momento de fortalecimento institucional da relação entre os dois países, que passou a ser moldada pelo Plano de Ação Conjunto assinado pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao em abril.
O documento traça as metas e princípios que vão reger a relação bilateral pelo período de 2010 a 2014. Entre os itens do programa está a necessidade de diversificação das exportações do Brasil para a China, formadas hoje principalmente por produtos primários – 80% das vendas são de soja, minério de ferro e petróleo. Porém não está claro no plano como esse objetivo poderá ser alcançado.

By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at novembro 03, 2010 Um comentário:
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Labels: China, Cuba, Dilma Rousseff, Dissidentes, Fidel Castro, Iran

Delirios cambiais e as indefinicoes de sempre: o "primeiro" debate economico da era Dilma

Ainda ouviremos falar muito na tal de "guerra cambial" -- muito mais exercida, aliás, pelos EUA, com sua política de desvalorização controlada, do que pela China, com sua política de estabilidade na paridade com o dólar, mas moderadamente deslizante -- e dessas "manipulações" -- aqui a referência indireta é claramente a China, mas os dirigentes brasileiros têm medo de pronunciar o nome do país -- e ouviremos ainda mais reclamações desses empresários, mal acostumados durante muito tempo com a política de desvalorizações constantes, automáticas, que empobrecia o povo mas encobria todas as suas ineficiiencias competitivas.
Se o governo, ou suas mais altas autoridades quiserem mesmo cuidar da "defasagem" cambial, eles não precisam nem controlar os fluxos de capitais, nem passar a "manipular" o câmbio, o que eles não farão pois não têm NENHUMA política alternativa para colocar no lugar do câmbio flutuante. Se ele é flutuante, ele deve subir ou baixar, em função dos demais dados do cenário interno, entre eles o nível da taxa de juros.
Se o governo quiser mesmo combater o câmbio alto, só tem uma solução: controlar as despesas públicas, diminuir o nível de financiamento que o Estado "obtém" da sociedade -- e ele só consegue o dinheiro prometendo juros altos, justamente -- e entrar num regime de emagrecimento fiscal.
Qualquer outra solução "milagre" seria bobagem e de curto efeito, como esse aumento no IOF, que não serviu para absolutamente nada.
Acho que continuaremos ouvindo bobagens pelo futuro próximo...
Paulo Roberto de Almeida

Dilma e as batatadas sobre o câmbio no Jornal Nacional
Reinaldo Azevedo, 3.11.2010

O Jornal Nacional acaba de reapresentar, agora acompanhada da repercussão, a declaração de ontem de Dilma Rousseff sobre o câmbio, a saber:

“Eu tenho um compromisso forte com a questão dos pilares da estabilidade macroeconômica, um câmbio flutuante. E nós temos hoje uma quantidade de reservas que permite que a gente inclusive se proteja em relação a qualquer tipo de guerra ou de manipulação internacional.”

Bem, vamos ver. Não sou economista, claro!  Mas sou economista o bastante para tratar das bobagens múltiplas contidas em trecho tão curto;

1 - O nível de reservas do Brasil nada tem a ver com câmbio flutuante. Um país pode ter reservas altas ou baixas com câmbio flutuante ou fixo. Existe no máximo uma correlação entre elas porque, bem, nos dois casos, estamos falando sobre dólares.

2 - Segundo a presidente eleita, as reservas brasileiras nos protegem de ataques especulativos? É mesmo? Assim seria se o ataque se desse na forma de fuga de dólares. Só que o movimento, hoje, é contrário: o que se tem e uma entrada excessiva: com os juros americanos no chão, os investidores vêm aproveitar a nossa taxa, digamos, exuberante! Assim, as vistosas reservas, longe de uma garantia contra o problema em curso, são parte do problema.

3 - A China, cujo câmbio é flutuante só em teoria, é que mantém reservas altíssimas. Pra quê? Justamente para decidir artificialmente o valor da sua moeda, mantida desvalorizada porque isso lhe permite provocar os estragos que provoca nas economias mundo afora.

Eu não estou defendendo câmbio fixo, flutuante, mais ou menos fixo ou mais ou menos flutuante. Só estou deixando claro que a equação da presidente eleita está errada. Os “especialistas” que comentaram a questão preferiram ignorar a salada teórica e falar sobre a tal guerra cambial no mundo. Estamos na fase de preservar Dilma de si mesma.

[fim de transcrição]
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Termino por aqui [PRA]:
O que precisa ser dito, também, é que essa política insana de acumular reservas, em níveis exageradamente altos, muito mais altos do que a prudência com a balança de transações correntes recomendaria (três meses de importações, quando já estamos com mais de dois anos de importações de cobertura cambial), essa política nos leva a um CUSTO FISCAL ALTISSIMO, na faixa de 25 a 30 bilhões de dólares por ano, que é a diferença entre os juros internos (aos quais o governo remunera os títulos da dívida pública com cujos recursos ele compra dólares) e os juros externos, que remuneram nossas divisas (tipicamente, Treasury bonds americanos, que estão, como vocês sabem, com os juros no piso mínimo).
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at novembro 03, 2010 Nenhum comentário:
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Labels: cambio, politica cambial confusa, Reinaldo Azevedo

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Portunhol: a lingua oficial de certo bloco...

¡Portuñol!
Antonio Prata
O Estado de S.Paulo, 01 de novembro de 2010

Muy estimado lector: le pido permisión para escribir esa columna interamiente en portuñol. ¡Tranquilito! ¡No te assustes! No es la rebolución bolivariana de Chávez que se instala en Brasil, con la reciente victória de Dueña Dilma Jusef, ni tampoco la pribatización de nuestro país, vendido a una empresa española, después de Don Sierra ganar. (Escribo ese texto siexta, de muedo que estoy preso en el pasado y no tengo como saber el resultado de las elecciónes.)

Si me exprieso en ese gracioso idioma - hijo bastardo de Cervantes con Camones, nascido del encuentro de la fraternidad con la necesidad, en los arrabaldes verdejantes de la tríplice frontera - es porque al veinte y nueve de octubre se comemoró el dia mundial del portuñol y aprovecho la data para hacer um pedido al dirigiente máximo de nuestra nación, recién electo por el voto del pueblo. Que desde la hora inicial del prime ro de enero de dos mil y once implante, en todas las escuelas brasileñas, el ensino de ese Esperanto orgánico, latin vulgar de los siglos vindouros: el portuñol.

Tengo que admitir, con toda la humildad, que no soy uno de los pioneros del portuñol. Esa lengua ya es hablada hace siglos por indígenas y bandeirantes, gauchos y jugadores de fútbol, madres y padres brasileños en Disney y Bariloche, travestis y políticos de Latino América y Caribe en cumbres y fandángos mundo afuera. La lengua es tan difundida que ya fue incluso imortalizada en libro, por Douglas Diegues, en O Astronauta Paraguayo - huebra que está para el portuñol como La Divina Comédia para el italiano.

Mi modesto texto no es ni mismo la primera vez que el portuñol desabrocha en las hojas del Estadón. En el diez de octubre del año de la grácia de 2008, el escriba Ronaldo Bressane elaboró un artículo para el Aliás, todo en este hermoso dialecto. Xico Sá, Jueca Terrón y otros tantos escritore s también vienem haciendo un gran trabajo a níbel de divulgación. Soy un diletante tardío, pero no por eso poco empeñado. Mi esfuerzo nasce de la certidumbre de que el dia en que los EUA si estrumbicaren en su papiel de poténcia mundial y Brasil tomar su sítio natural de luminar de los pueblos, no será el português la lengua oficial, pero el portuñol.

Nosotros brasileños deglutiremos antropofagicamiente la ene com tio (Ñ) y la divulgaremos a los cuatro cantos, asi como a los romanos quedó espajar la cultura helénica desde las islas del mare nostrum hasta la imensidón del mare magnum. Si, la geopolítica es importante, pero no son apenas los dictámes de la eficiéncia que me insuflan en direción a la portuñolidad. ¡No! Es que, además de ser útil, carísimo lector, el portuñol es lindo. Para nosotros, brasileños y latinoamericanos en general, él es menos una lengua que una actitud. Para hablarlo, como para bailar, no hace falta más que quererlo.

Una vez que si pierde la verguenza, ya está, baila-se, charla-se, se hace la comuñón entre los pueblos y todo se queda dibino, marabilloso. Bamos, intentalo. ¿No sabes? ¡Seguro que si! Basta pegar las palabras en portugués y poner ito en el fin. Copo es copito. Amor es amorzito. Garfo es garfito. ¡Listo, ya estás portuñolando cojonudamiente! Daí para empezar a poner unas palabritas en castellano en medio de la frasis es un salto. O mejor: un saltito.

Pueden decir que soy un soñador, apenas una gota en el oceáno, pero de que es hecho el océano, sino de gotas? Crea-me, amigo lector, hay cada vez más agua por ahí, formando la enorme hola de nuestra pan-latinidad, que en breve estallará en las playas del globo. En Estadón, estoy yo. En Abril, el supracitado Ronaldo Bressane. En La Hoja de San Pablo tuvimos una pérdida inestimable con la temprana ida de Glauco, uno de Los três amigos (primero HQ en portuñol, en todo el mundo), pero aun tenemos Pablo Werneck, El Flaco, y MAG (Marcos Augusto Gonzalves), portuñol hablante y divulgador de los churros (la comida oficial de la comunidad portuñólica).

En Argentina, la multiartista Ivana Vollaro hace años propaga nuestra pacífica y gregária causa. Hasta Arnaldo Antuñes, el músico, hay ya puesto su cucharita en esa sopa lúdico-latina. Amigos, los días de la asepsia anglo-saxã están llegando al fin. Es la hora del sol, de la melanina, de los tambores y de la pimienta ganaren el globo. Ya se puede oir los rumores, por las calles del viejo y del nuevo mundo. ¿Es portugués? ¡No! ¿Es castellano? No, es el portuñol, la empanada multilatina que bino para agraciar las papilas escutativas del mundo con su riquísimo relleno.

¡Bienvenido sea!
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at novembro 02, 2010 Nenhum comentário:
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Labels: Portunhol

Como as economias crescem (nao recomendavel para os que acham o Bolsa-Familia a maior invencao da humanidade)

Sim, repito: o texto abaixo, que consiste numa explanação muito simples de como uma economia pode crescer e prosperar, não deve ser lido por todos aqueles que acham que nada do que existia antes de 2003 prestava, "nestepaiz", e que tudo o que ocorreu de bom, só veio depois do "nunca antes", ou seja, depois de 2003, com o Bolsa-Família e todas essas bolsas que pululam por aí.
Portanto, estão avisados: almas sensíveis, NÃO LEIAM este texto. Ele pode dar más ideias...
Paulo Roberto de Almeida

How an Economy Grows
by George F. Smith
Von Mises Daily, November 2, 2010

Since World War II, most economists have been apologists for government growth.[1] Now the "experts" who never see a crisis coming tell us that we must once again abandon free-market principles to save the free-market system.

But there's always the possibility that people not seated at the government's table will finally wise up. Who or what could help them understand what's going on? People need someone to draw a clear picture of what makes an economy thrive — briefly, without jargon, and, most importantly for today's readers, in an entertaining fashion.

Going Hungry for a Day to Eat Better Later
A strong candidate for this task is Peter Schiff and his illustrated book, How an Economy Grows and Why It Crashes, which he coauthored with his brother, Andrew Schiff. Other elementary texts will continue to be effective in conveying economic basics, but the Schiffs have a story to tell, an extension of a tale first developed by their father, Irwin Schiff. There's nothing quite like a story to get people turning the pages. And in this case, the story is made more enjoyable by the creative work of illustrator Brendan Leach.

The authors waste no time getting to the root of economic growth. In the opening chapter, we find three men on an island — Able, Baker, and Charlie — fishing by hand, catching one fish per day each, enough to sustain them until the following day when they head into the surf again. Able gets an idea for an invention that might enable him to catch more than one fish, but when will he have time to build it? He spends all his waking hours working. Nor has he any assurance his invention will work.

One day Able decides to take a chance. He tells the others he will forego fishing for a day to fashion a device he calls a net. They tell him he's crazy, but he goes hungry and succeeds. Using his net, he's able to catch two fish a day, saving one and eating the other. This allows him to spend half as much time fishing and more time working on other ways to improve his life. (In this story, fish don't spoil.)

Schiff augments this narrative with the first of many sidebars he calls a Reality Check. In this one, he points out that Able, in progressing beyond hand-to-mouth existence, was underconsuming and taking a risk.

At the end of this and every other chapter he has a section called Takeaway. What lesson should the reader take from the opening chapter? "By using our natural faculties we can create tools to improve our lives … and to create an economy." No tools, no economy.

Not surprisingly, the other two men want nets but are unwilling to go hungry while they build them. They ask to borrow Able's net on days when he isn't using it. He turns them down. They ask him to loan them fish while they build their nets. He tells them he has no assurance they will succeed. Finally, they propose to borrow fish and pay him back at interest — for every fish he lends them they will pay him back two. If they succeed, everyone will profit. Able accepts their proposal.

The men build their nets, and their economy grows from three fish a day to six, a 100 percent increase.

In another Reality Check, Schiff points out that "the economy didn't grow because they consumed more. They consumed more because the economy grew."

From Barter to Money
As their savings grow, they have more time to undertake other projects. They pool their savings and build a trap that catches 30 fish a week. They never have to fish again. Able starts a clothing company. Baker builds a canoe and a cart, while Charlie constructs a surfboard.

Savings, ingenuity, hard work, risk taking, and prudent lending move the economy upward. The island's prosperity attracts and is able to support immigrants seeking a better life. Some of them borrow fish to clear land for farming. People start offering services, such as cooking and fish-trap maintenance. The economy becomes more diversified.

And as it does, they discover they need a better way to trade their goods or services. A spear maker may want the services of a chef, but the chef may not want any spears. What they need is something that can be traded for anything and that is acceptable to everyone. They need money.

They settle on fish. Not only do fish serve to facilitate trade, they can also be saved for old age and emergencies. Money also allows people to specialize in what they do best. Duffy, for example, can build a canoe with eight fish in savings rather than the ten fish that others require. By charging nine fish per canoe, he makes a profit and his customers save money. Over time, Duffy buys specialty tools with his savings that allow him to build a canoe with only four fish. Duffy doubles his production, and by charging six fish, doubles his profit margin and sells canoes at a more affordable price (six fish instead of nine). A luxury becomes an everyday commodity.

As productivity increased, prices fell, benefiting the producer as well as his customers. Falling prices induce people to save, which swells the amount of capital available for loans. The Keynesian fear of falling prices was yet unknown.

A Middleman between Saver and Borrower
Not everyone on the island is willing to work for a better life. Some of them turn to stealing fish. Seeing an opportunity, an entrepreneur named Max Goodbank decides to open a bank and charge a storage fee for safeguarding people's savings.

With profits scarce from such a service, Max decides to loan out the savings. To entice people to deposit their fish he pays them interest. He charges borrowers a higher rate of interest so he can pay his expenses and earn a profit. Max calls his enterprise the Goodbank Savings and Loan.

"We can either return to gold or we can pursue the fiat path and return to barter."
Murray Rothbard

Max knows that a prosperous economy would increase fish deposits. Interest on loans would then drop, but so would interest paid to depositors. As savings diminished, Max would charge borrowers a higher interest rate. He would also pay depositors a higher rate to encourage more savings, and eventually the loan rate would come down.

The safety and convenience of the bank attracts depositors, and Max is able to finance a huge waterworks project to bring water inland. New pipelines mean previously infertile land can be made into productive farmland. The steady flow of water can be used to harness machines, giving birth to new industries.

The Birth of Government

To settle disagreements and protect themselves from violence, the islanders decide to form a limited government. They elect 12 senators and a senator-in-chief with executive authority. The senate would create a court system to settle disputes and a police squad to enforce the decrees of judges. It would also create and regulate a navy of spear-packing war canoes.

The islanders agree to pay a yearly fish tax to finance the government. To keep the government confined to its assigned responsibilities, they draft a constitution to spell out what it can and cannot do. The constitution protects people from the government and protects minorities from the tyrannies of majorities.

It is widely understood that government could only function because it taxed producers. Government spending therefore was really taxpayer spending, and only taxpayers could vote. The new country is called Usonia.

As generations pass, the island's economy continues to flourish. Then one day some creative senators decide the original constitution was undemocratic in allowing only taxpayer suffrage. The restriction is removed, and on election day the polls are crowded with people who don't care much for government austerity.

The Birth of the Free Lunch
It isn't long before an ambitious senator named Franky Deep comes along with a radical idea. Franky loves power, and the way to get it in politics is to promise voters free stuff. But how could he carry it off? Government can only give by first taking.

After breezing into office as senator-in-chief, he comes up with an idea for giving away more than government has. To pay for his spending plans, Franky decides to issue government paper money — Fish Reserve Notes — that can be redeemed for actual fish stored at the Goodbank. Citizens could now use either the fish or the notes in trade.

The island's chief judge points out that the Constitution didn't authorize Franky to issue paper notes for fish. Franky solves the problem by firing the judge. In his place he puts one of his political buddies, who views the Constitution as "a living document" subject to reinterpretation at the discretion of the chief judge.

Though uncomfortable with paper money at first, the citizens begin to like it because it is more convenient to carry. Those who redeem their notes for fish suspect they are not as big as the original fish deposited, but comparing them is outlawed, so no one knows for sure.

With a more progressive judge in office, Franky's people find more spending projects for the government to undertake. All they need is enough support from potential voters. The new notes were the miracle solution.

"Once the savers on the island realize that there is really no safety in bank deposits, they'll stop saving! … Our whole economy could collapse!"
Max Goodbank VII

Taxpayers are pleased because the spending doesn't require tax hikes, progressives love it because government is showing it "cares," and politicians feel relieved because they don't have to balance their budgets. The only potential problem is economists, who might see the subtle theft taking place, but that is solved by cutting them in on the deal with research grants and jobs.

Eventually, bank president Max Goodbank VII starts making noise about government legerdemain. Franky replaces him with Ally Greenfin, and Goodbank Savings and Loan becomes the Fish Reserve Bank. The modern world is born.

The Fate of Usonia
The Schiffs are only getting started, and to see how the former laissez-faire economy of Usonia ends up you will find no better source than the book itself. Though the story illustrates critical economic fundamentals, the authors carry it off with elegant infusions of humor. Some examples: Franky Deep, Jim W. Bass, and Barry Ocuda as chief executives, the "Carp for Carts" program, Finnie Mae and Fishy Mac, Hank Plankton as the head fish accountant, and my favorite, Brent Barnacle, who becomes Ally Greenfin's replacement and promises to drop notes from palm trees if needed. Peter Schiff even pokes fun at himself, making reference to Piker Skiff, TV's comic relief man, who warns of the pending hut collapse.

The Schiffs add a touch of satire when Barnacle tells a conference that Usonia's policy of sending Fish Reserve Notes to the island of Sinopia in exchange for fish and goods is merely the latest development in economic specialization. With their voracious appetites, Usonians "had a comparative advantage in consuming," while Sinopians were tops in the areas of savings and manufacturing things.

Many otherwise-good stories founder with forgettable endings. But I suspect the final two lines of this story will stay with you forever.

Given the critical role of money in an economy, including the economy of Usonia, I would've preferred to see a more detailed development of how the island economy moved from barter to money. The authors tell us on page 52 that because "everyone on this island ate fish, it was decided that fish would serve as money." Though I'm aware of the authors' free-market convictions, the wording left me wondering if the decision was done by a committee rather than the market.

People who find anything related to economics tedious will find the Schiff book an exciting discovery. It should have special appeal to Austrians at all levels of expertise, while the Keynesian wizards who laughed at Peter Schiff when he predicted the housing collapse will likely disdain it.

It might be the only economics book ever written that could be read aloud to one's family without putting them to sleep. The narrative never once lags or becomes academic. The authors manage to convey the critical concepts without straying from their "Connecticut straight-talk" approach.

The Schiffs' tale of Usonia would make an excellent text for a "pre-economics" course, as a way of burning in the basics and of showing how they apply to the US history of the past 100 years. Precalculus is a requirement for premed, as one of my daughters has discovered. A "pre-econ" class featuring How an Economy Works and Why It Crashes would make it clear how government interventions operate in diametric opposition to the medical principle of primum non nocere ("first, do no harm"), with predictable results.

The Schiffs have hit one out of the park. I'm already introducing parts of their book to my five-year-old grandson — who enjoys fishing.

George F. Smith is the author of The Flight of the Barbarous Relic, a novel about a renegade Fed chairman, and Eyes of Fire: Thomas Paine and the American Revolution, a script about Paine's impact on the early stages of the Revolution. Visit his website. Send him mail. See George F. Smith's article archives.

Notes
[1] See also, "Economists Opposing Fed Audit Have Undisclosed Fed Ties" by Ryan Grim, and "The Gold Standard in Contemporary Economic Principles Textbooks: A Survey" by James Kimball. See the list of prominent economists who signed the petition opposing the Fed audit
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at novembro 02, 2010 Nenhum comentário:
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Labels: crescimento econômico

Bolsas para se preparar para a diplomacia (mas apenas para negros)

É o que diz o edital: "O benefício é voltado para candidatos negros".
Sorry, brancos "pobres", vocês vão ter de esperar um outro governo, uma outra época...
Quem sabe um outro Brasil é possível?
Paulo Roberto de Almeida

Evento – Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco – MRE
Posted: 01 Nov 2010 11:53 AM PDT
O Instituto Rio Branco (IRBr) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriram processo seletivo para o Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco – Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia. O benefício é voltado para candidatos negros, que tenham concluído ou irão concluir curso superior em 2011. Os selecionados receberão uma bolsa de estudos no valor de R$ 25 mil, pago em parcelas de março a dezembro de 2011, que deverão ser investidos na compra de material didático e pagamento de cursos preparatórios para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, realizado anualmente.

As inscrições poderão ser feitas entre os dias 8 e 26 de novembro, por meio do endereço eletrônico www.cespe.unb.br/concursos/irbrbolsa2010. A participação é gratuita. O candidato também deverá remeter, via Sedex, cópias dos documentos exigidos pelo edital para o “Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco – Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia”, Central de Atendimento do CESPE/UnB, Caixa Postal 4488, CEP 70904-970, Brasília/DF.

O processo seletivo contará com prova objetiva, prevista para o dia 11 de dezembro, e prova de redação em Língua Portuguesa e Língua Inglesa, prevista para o dia 12 de dezembro. As provas serão aplicadas nas cidades de Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Boa Vista/RR, Brasília/DF, Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Goiânia/GO, Macapá/AP, Manaus/AM, Natal/RN, Palmas/TO, Porto Alegre/RS, Porto Velho/RO, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, São Luís/MA, São Paulo/SP, Teresina/PI e Vitória/ES.

Os candidatos também passarão por Análise de Documentação enviada pelo candidato no momento da inscrição e de Entrevista Técnica, a cargo de Comissão Interministerial reunida para esse fim. Essa etapa ocorrerá em Brasília/DF.

SERVIÇO
Concurso: Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco – Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia
Inscrições: de 8 a 26 de novembro
Inscrição: gratuita
Remuneração: Bolsa de estudos no valor de R$ 25 mil
Prova objetiva e de redação: previstas para 11 e 12 de dezembro

CONTATO
Outras informações no site www.cespe.unb.br/concursos/irbrbolsa2010 ou na Central de Atendimento do Cespe/UnB, de segunda a sexta, das 8h às 19h – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do Cespe/UnB – telefone (61) 3448 0100.
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at novembro 02, 2010 5 comentários:
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Labels: Apartheid racial, programas racialistas

Preservando o emprego, submetendo-se a chantagem...

World Briefing | UNITED NATIONS

Secretary General Ignores Pleas to Ask China to Free Nobel Peace Prize Winner

By NEIL MacFARQUHAR
The New York Times, November 1, 2010  
Philippe Lopez/Agence France-Presse — Getty Images
United Nations Secretary General Ban Ki-moon.
Secretary General Ban Ki-moon on Monday ignored pleas from human rights activists to ask President Hu Jintao of China to release from jail the new Nobel Peace Prize laureate, Liu Xiaobo. Despite Mr. Ban’s statements that he considers human rights a priority, his spokesman, Martin Nesirky, said the secretary general avoided the subject when he met the Chinese leader in Beijing. Mr. Ban, above, also did not congratulate Mr. Liu. As a permanent Security Council member, China can veto a second term as secretary general for Mr. Ban.
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at novembro 02, 2010 2 comentários:
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Labels: Ban Ki-moon, Nacoes Unidas

Uma visao otimista sobre o Brasil pos-Lula

El Brasil post Lula

Por Mauricio Claverí

Opinión,  1/11/2010

http://america.infobae.com/notas/12859-El-Brasil-post-Lula

Las elecciones presidenciales en Brasil dejaron un extraño sabor para la nueva presidenta, Dilma Rousseff. Si bien es cierto que logró superar al candidato opositor por una holgada diferencia en el balotaje, la realidad es que previamente nada hacía suponer una segunda vuelta para definir los comicios, sobre todo cuando la candidata oficialista contaba con el padrinazgo de Lula da Silva, quien completó su mandato con una imagen positiva superior al 80 por ciento.

A partir de ahora deberá demostrar al pueblo que la eligió sus principales armas para llevar adelante un país que aún tiene algunas deudas por saldar. Según un estudio local, las principales demandas de la población brasileña para el próximo gobierno estarán asentadas en la necesidad de mejorar el sistema de salud, educación, empleo y seguridad.

No debe olvidarse que a pesar del extraordinario desarrollo que experimentó en los últimos años, Brasil continúa padeciendo las principales problemáticas que aquejan a los países emergentes. Por otro lado, paralelamente al crecimiento del país ha crecido la presión del electorado para que los números sorprendentes de la economía comiencen a concretarse en mejoras visibles en la calidad de vida de la población.
 
Durante el mandato de Lula se produjo una importante reducción de la pobreza y la indigencia, y hubo una gran expansión de la clase media, lo que permitió impulsar fuertemente el consumo interno. Sin embargo, todavía queda mucho por hacer para reducir la desigualdad y mejorar las condiciones sociales.
 
 La nueva administración cuenta con mejores herramientas para hacer frente a los desafíos que asoman en el horizonte, pero el futuro exige resolver una ecuación complicada, que implicará dar respuestas contundentes tanto hacia el interior del país, como hacia afuera. La población espera mejores condiciones de trabajo y de vida en general. Las expectativas desde el exterior por su parte están centradas en que Brasil  siga creciendo con fuerza, traccione la demanda mundial y continúe consolidando su institucionalidad y las reformas estructurales.

Por lo tanto Dilma deberá afrontar un escenario muy diferente al que le tocó asumir a Lula en su momento. Será la presidente de un país global, con un peso relevante en el escenario mundial y con la no poco significativa función de constituirse en uno de los motores de la demanda mundial frente a la notoria debilidad de las economías tradicionales. Un panorama que en nada se asemeja al que debió enfrentarse Lula en los comienzos de su gestión. Cuando Brasil apenas se distinguía del resto de los países emergentes, contaba con problemas de crecimiento y un atraso social marcado.
 
Estas diferencias constituyen ventajas y desventajas para el nuevo gobierno. Del lado de las ventajas, la opinión de Brasil es muy escuchada en el mundo, y el relacionamiento con las grandes potencias se dará desde un pie de igualdad. A su vez, interiormente, la estructura productiva brasileña es hoy más compleja y avanzada y sólo necesita encarar la etapa final de su desarrollo, que implica insertarse completamente en el mercado mundial de bienes y servicios. Desde el Gobierno existe hoy una elevada capacidad de acción a partir del orden de las cuentas fiscales y la alta disponibilidad de capitales para asistir a los sectores productivo y social.

Pero también es cierto que hoy las expectativas respecto de la economía brasileña son muy elevadas, por lo que las metas que deberán autoimponerse las autoridades seguramente serán muy exigentes, y un pequeño traspié será amplificado por el mercado global, pudiendo repercutir sobre las inversiones y el empleo.

Entre los principales desafíos que deberán ser afrontados está el de lograr que la competitividad no se vea seriamente resentida por el súper real, afectando a la producción industrial, el empleo y el saldo de la balanza comercial. Hay una elevada presión desde la poderosa Federación de Industrias del Estado de San Pablo (FIESP) contra lo que consideran tensiones demasiado altas sobre la producción interna de bienes de alto valor agregado.

El gobierno saliente de Lula ya ha mostrado señales de acción ante la preocupación de una sobreapreciación de la moneda brasilera. A diferencia de Japón u Europa, Brasil no tiene la capacidad como para devaluar más su moneda frente al dólar sino sólo frenar la caída del tipo de cambio.

Dilma tendrá entonces la dura tarea de lidiar con una más que probable burbuja financiera, producto de los atractivos rendimientos que ofrecen los activos locales. Será fundamental para la continuidad de la gestión económica de los últimos años el tratamiento de una problemática creciente cómo la especulación financiera, la cual podría amenazar el crecimiento de la economía real.

Por último, de aquí en adelante será una condición indispensable evitar que los reclamos sindicales por mejoras en las condiciones laborales e incrementos de los niveles salariales contribuyan a reducir aún más la competitividad del sector industrial, en un momento en que las necesidades son hacia una apertura y una internalización mayor de la producción local. Y más aún cuando se advierte que Rousseff carece de la capacidad de su antecesor para controlar a los sindicatos y mantener el desarrollo de la producción en un ambiente de tranquilidad. Por ello  será necesario un esfuerzo de negociación más importante.

Mauricio Claverí es un economista argentino, analista de comercio exterior de Abeceb.com

===========
 
Mis comentarios sobre puntos especificos del articulo "El Brasil post-Lula" de Mauricio Claveri

1) "continúe consolidando su institucionalidad y las reformas estructurales."
PRA: Precisamente, dos areas donde hubo retrocesos palpables: hubo un sensible deterioro de la institucionalidad en Brasil, por la acción carismatico-desagregadora del presidente Lula (quien "compró" a parlamentares y a partidos enteros en el Congreso, y criticó fuertemente a las agencias independientes del Estado), y no hubo casi ninguna reforma estructural de las que necesita Brasil: continua la estructura impositiva irracional y pesada, legislación laboral vieja y anti-empleo, casi nada en la educación y no reforma política.

2) "Desde el Gobierno existe hoy una elevada capacidad de acción a partir del orden de las cuentas fiscales y la alta disponibilidad de capitales para asistir a los sectores productivo y social."
PRA: Al contrario: casi todo el presupuesto está comprometido con gastos corrientes, con poca disponibilidad inversionista; las aportaciones de capital a Petrobras, al BNDES y otras companias son hechas con maquillaje fiscal, comprometiendo el equilibrio de las cuentas publicas, aumentando la deuda domestica, financiada a intereses muy altos.

3) "...la opinión de Brasil es muy escuchada en el mundo, y el relacionamiento con las grandes potencias se dará desde un pie de igualdad."
PRA: exceso de optimismo, vision oficial de la influencia de Brasil en el mundo. Pie de igualdad? No kidding...
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at novembro 02, 2010 2 comentários:
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Labels: Brasil pos-Lula

Timothy Power sobre a politica externa brasileira

Política externa deve perder caráter 'presidencialista'

Leia entrevista com o brasilianista Timothy Power, professor da Universidade de Oxford, na Inglaterra

Lucas de Abreu Maia/SÃO PAULO
O Estado de S.Paulo, 30 de outubro de 2010

O protagonismo brasileiro no cenário internacional está consolidado e não será muito afetado independentemente do pleito de hoje, opina Timothy Power, professor de estudos brasileiros na Universidade de Oxford e considerado um dos principais especialistas em política brasileira no exterior. "Na verdade, 90% da política externa é burocrática e a identidade do presidente não importa muito", afirma. Ele admite, porém, que falta carisma aos presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) e que inevitavelmente haverá, nos próximos quatro anos, uma "despresidencialização" da diplomacia brasileira. Em um balanço dos últimos oito anos, Power avalia que o lulismo consolidou uma forte base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que, contudo, não se estende ao PT. "O partido cresceu pouco nos últimos oito anos", diz o pesquisador, acrescentando que há uma "esquizofrenia" no modelo partidário brasileiro. Leia abaixo a entrevista concedida ao Estado por telefone, na última terça-feira.
Na política externa - assunto mal mencionado durante a campanha - Dilma representa a continuidade da atual linha do governo, mais próxima de Hugo Chávez e do bolivarianismo continental. Serra deverá ter uma relação mais harmônica com os EUA e hostil a regimes autoritários, como Irã e Cuba. O que poderia haver de positivo e negativo em cada uma delas?
Tradicionalmente, a política externa tem pouco valor nas eleições brasileiras - não rende votos. Temos sinais muito frouxos, como você mencionou. Imagina-se que a Dilma vai continuar com uma orientação mais terceiro mundista, começada pelo Lula; e acredita-se que o Serra seguiria mais o molde de Fernando Henrique Cardoso, com relações mais estreitas com a Europa e principalmente com os Estados Unidos. Na verdade, 90% da política externa é burocrática, guiada pelo Itamaraty, e a identidade do presidente não importa muito. A gente vê o Lula abraçando o Ahmadinejad (Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã), ou falando com o Morales (Evo Morales, presidente da Bolívia), e isso mostra sinais de orientações abstratas. Mas as consequências diretas destas atitudes não são muito fortes para o eleitorado.
Lula intensificou uma diplomacia presidencialista, que Fernando Henrique praticava de modo mais discreto. No caso de Lula, porém, há quem diga que é mais pelo individualismo com que faz política que por um projeto nacional. O sr. concorda?
Não diria isso da mesma maneira. Acho que o Lula é um chefe de Estado e não se interessa tanto em ser um chefe de governo - ele delegava os detalhes da política doméstica para a Dilma e para outros ministros. O presidente gosta mais de cuidar da imagem do Brasil no exterior, mas não acho que seja personalista. O Lula sabe - como o Marco Aurélio Garcia, o Samuel Pinheiro Guimarães, o Celso Amorim também sabem - que ele encarna muito bem o tipo de poder intermediador do Brasil. Este poder deriva não só do tamanho do País, mas também da diversidade étnica, da inclusão social, da posição pacífica do Brasil nos conflitos internacionais Etc.. Mas sem dúvida o Lula faz uma diplomacia presidencialista, que começou com o Fernando Henrique. Foi o Fernando Henrique quem quebrou com a tradição brasileira de discrição presidencial. Mas o Lula intensificou muito esse processo, justamente porque gosta - como o Reagan (Ronald Reagan, ex-presidente americano) também gostava - do aspecto cerimonial do cargo. A bagagem pessoal do Lula é uma coisa bastante interessante, porque ele mostra uma nova cara do Brasil, por ser uma pessoa que veio de origem humilde - e isso contribui para vender a história do País no exterior. Principalmente na África. Os africanos realmente adoram o Lula, porque ele encarna a esperança de mudança social, que no Brasil está começando, mas que na África é mais distante.
O Brasil pode perder prestígio com a eleição de um presidente sem carisma - caso tanto de Dilma quanto de Serra?
Eu chamo o Lula de Bono (vocalista da banda U2) de barba. Ele é uma estrela de roque. Quando sair de cena, o Brasil perde um pouco dessa áurea de estrela que o Lula carrega. Nem Serra nem Dilma têm isso. Ganhe ele, ganhe ela, vai haver uma "despresidencialização" da política externa. Saindo o Lula, perde-se isso, mas sobram os aspectos de poder moderado do Brasil. As conquistas recentes da Olimpíada e da Copa representam essa estabilidade do Brasil no cenário internacional. Há vitórias - como a do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC)a respeito do algodão - que não têm nada a ver com o carisma ou o personalismo do Lula. Têm a ver com o suor e o trabalho dos diplomatas brasileiros, que são muito talentosos.
Como EUA, União Europeia e América Latina receberão a eleição de Serra ou Dilma?
Os observadores econômicos vêem poucas diferenças entre os dois candidatos, porque ambos são 100% comprometidos com as linhas gerais da política macroeconômica. É o que importa para os observadores estrangeiros. Obviamente que, se o Serra ganhasse, haveria pouco entusiasmo em Quito, Caracas ou La Paz. Mas acho que nos outros países não faz diferença. O Serra já morou na América Espânica por muito tempo, fala espanhol perfeitamente - tem outras vantagens para compensar a falta de afinidade ideológica. O Lula tem relações pessoais muito calorosas com os vizinhos mais controversos, tipo Morales , Chávez e Correa (Rafael Correa, do Equador). Ele pode até ser chamado pela Dilma para mediar essas relações com os vizinhos de vez em quando. Se a Dilma for eleita, ela precisaria do Lula mais com esses vizinhos que com Paris, Londres e Washington.
Parte do sucesso do Brasil no G20 durante a recente crise financeira se deveu aos bons fundamentos do País e a sua rápida recuperação econômica. É um sucesso fácil de ser preservado? Ou o Brasil, como os Brics, tende a perder espaço à medida que as grandes potências se recuperarem?
Naturalmente, o espaço do Brasil pode se contrair um pouco com a recuperação econômica (dos países ricos). Mas mesmo assim, as grandes potências vão ter aprendido com o Brasil. O País manteve, por exemplo, fortes bancos estatais durante a crise, que permitiram aumentar o investimento interno. o Brasil também não precisou de um plano de estímulo, porque as políticas sociais já exerciam a mesma função, de modo que durante a crise ainda havia crédito popular e gastos familiares muito fortes. O mundo descongelou um pouco com essa crise e não vai poder recongelar da mesma forma.
Muitos analistas entendem que os Brics são um grupo díspar e pouco coeso. Na opinião do sr., as relações do Brasil com China, Índia e Rússia avançarão ou sofrerão recuos?
Falando em descongelamento da ordem internacional, todos estes países têm esta agenda em comum. Então, existe uma aliança estratégica que pode durar no curto e médio prazo. Mas, ao longo do tempo, um desses países - a China - vai assumir um papel que deixará os outros à sombra.
Esta é a quinta eleição em que PT e PSDB se enfrentam diretamente. Muitos entendem que se consolida um modelo de bipartidarismo no Brasil. O sr. concorda?
Concordo que há uma esquizofrenia no sistema partidário brasileiro. PT e PSDB praticamente têm o duopólio dos votos presidenciais. É irônico que ao longo do ano a Marina Silva (PV) tenha prometido acabar com essa bipolaridade, mas seu próprio sucesso garantiu que o Brasil repita a mesma escolha binária. Se a disputa tivesse se encerrado no 1.o turno, as pessoas se lembrariam de que a Dilma teria vencido dois candidatos. Mas agora, se ela ganhar, a lembrança será de que enfrentou o PSDB. Contudo, o interessante é que no parlamento não se tem uma lógica bipartidária. Ao contrário: tem-se uma fragmentação muito forte. O que há são duas coalizões, uma capitaneada pelo PT e outra pelo PSDB. O PMDB é um partido promíscuo, ambivalente no sentido literal - as pessoas quase não se lembram de que a legenda ocupou a vice na chapa do Serra em 2002 e de que o Temer apoiou o Alckmin em 2006. Mas, tirando o PMDB, você pode enxergar facilmente essas duas coalizões, com aliados permanentes - o PT ligado aos pequenos partidos de esquerda e o PSDB junto ao DEM. Mas os partidos que oferecem as propostas e ideias são dois. O problema interno do DEM e do PMDB é que não têm presidenciáveis. Os grandes nomes destes dois partidos - Jader Barbalho, Renan Calheiros - têm peso político muito forte, mas não como candidatos a presidente.
É quase consenso de que haverá uma reorganização partidária em 2011. Diz-se que PSDB e DEM se unificariam e foi noticiado que o Lula estaria tentando fortalecer as pequenas legendas de esquerda. Como ficará o quadro partidário a partir do ano que vem?
Esta é uma conversa que se repete muito no Brasil depois de cada eleição - e nunca se concretiza. Dificilmente PSDB e DEM se tornarão um partido único, porque há máquinas estaduais e municipais nas duas legendas que irão resistir. Mas é muito provável que haja um declínio na importância dos paulistas dentro do PSDB. Todo o PSDB moderno vem da mesma experiência: o governo de Franco Montoro em São Paulo, nos anos 80. Este foi o ensaio geral do PSDB. Mário Covas, Fernando Henrique, Geraldo Alckmin e Serra, todos estavam nesse governo e depois formaram o PSDB. E este grupo pode perder três eleições consecutivas. Simultaneamente, surgiu outra máquina muito importante em Minas, com o Aécio Neves em 2002. O PSDB vai ter que se refundar a partir deste modelo. Acho que, ou o Aécio consegue levar adiante essa reformulação do PSDB, ou buscará outro caminho fora do partido.
O cientista político André Singer defende a tese de que o governo Lula teria funcionado no Brasil como o governo de Franklin Roosevelt nos EUA, na década de 30, com o New Deal, ao criar um novo consenso no eleitorado em torno da questão social. O sr. concorda?
Em parte. A tese ganhará força se o PT confirmar o favoritismo. Se a Dilma ganhar em 2010, a gente vai reinterpretar o resultado de 2002, porque este terá sido o grande ponto de inflexão. O New Deal construiu uma base partidária para os Democratas. Já o lulismo está consolidando uma base mais personalista do Lula, transferida para a Dilma, e não uma base partidária do PT. O partido não teve grandes ganhos nesses oito anos - elegeu mais ou menos a mesma quantidade de deputados nas três eleições. Mas houve uma expansão enorme da base pessoal de votos do Lula.
São apenas 25 anos de democracia no Brasil, num continente democraticamente ainda frágil e exposto a receitas autoritárias. Como a eleição deste ano se coloca, no que se refere ao fortalecimento das instituições brasileiras?
A consolidação da democracia ficou evidente muito antes desta eleição. A alternância entre Fernando Henrique e Lula foi muito importante, porque, a partir de 2002, é possível afirmar que todas as tendências políticas importantes tiveram chance de governar o Brasil. políticas importantes tiveram chance de governar o Brasil. Muita gente agora fala de alternância no poder. EU particularmente acho que, para que exista democracia, não é preciso alternância. É preciso que haja a possibilidade de alternância. Tem gente na oposição que fala em "mexicanização" do País, com a centralização do poder pelo PT. Não acho que o argumento tenha muito fundamento. Não existe um governo do PT no Brasil; existe um governo de coalizão, liderado pelo PT. E deve continuar assim em 2011, com dois partidos grandes e de oito a dez partidos médios e pequenos. Não há, hoje, nenhum forte ator antidemocrático no País. Se compararmos com 1989 - uma eleição muito apertada no 2.o turno entre Collor e Lula - dizia-se que, se o Lula ganhasse, talvez não tomasse posse, porque você tinha atores interferindo no jogo democrático de forma não muito democrática. Mas não se vê isso em 2010. Hoje as Forças Armadas não têm força praticamente nenhuma na política. E não tem nenhum eleitoreiro populista nessa campanha. Não se pode falar na erradicação do populismo na América Latina - não existe vacina contra o populismo. Sempre que houver uma brecha, um populista pode aparecer. Mas os países que têm menos espaço para isso são Chile, Uruguai e Brasil.
Mas o Lula poderia ter aproveitado uma dessas brecha, não?
Poderia, e não o fez. Não é correto chamar o Lula de populista. Populismo é uma postura intrinsecamente anti-institucional e o Lula não tem isso.
A campanha deste ano foi muito criticada por supostamente ter sido "despolitizada". Foi essa a sua impressão? Que grandes questões o Brasil devia estar discutindo e não discutiu?
Houve uma aproximação ideológica muito grande entre PT e PSDB na última década, e a população passou a perceber que as linhas gerais das políticas públicas não mudarão com a eleição. Toda a campanha do Serra foi uma aceitação da continuidade do Lula. O próprio slogan do Serra, "o Brasil pode mais", sinaliza que o País já está podendo. Ele simplesmente queria se posicionar como o melhor herdeiro do Lula - melhor que a Dilma. Quando as propostas são muito semelhantes, é natural que as campanhas comecem a focar em coisas irrelevantes. O aborto, por exemplo, nunca teve nenhuma importância nas eleições anteriores. Desta vez, o tema ganhou força porque tinha pouca coisa em jogo. Sei que os militantes tucanos e petistas discordariam fortemente de mim, mas acho que uma leitura mais fria mostrará que os candidatos não apresentam propostas muito diferentes. Acho, ainda, que a polarização na internet baixou um pouco o nível da campanha. Muitos dizem que isso ajuda a consolidar a democracia, porque as pessoas estariam opinando livremente. Mas a verdade é que não existe controle de qualidade.
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at novembro 02, 2010 Nenhum comentário:
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Labels: Dilma Rousseff, Eleições 2010, José Serra, Política Externa, PSDB, PT, Timothy Power

AInda falando de amizades: esta precisa mesmo, e nao só de palavras...

Na verdade, a realidade é muito simples: Cuba precisa desesperadamente de ajuda. Não por outra razão o ministro abaixo fala de "parceria com capital brasileiro". O que menos eles precisam, agora, é solidariedade internacionalista, comunhão de propósitos, união contra o imperialismo, essas coisas velhas que apenas um punhado de idealistas ainda parece acreditar.
Os cubanos querem mesmo, e tão somente, que os "amigos" os ajudem a sair do atoleiro em que se encontram, por responsabilidade única e exclusiva do sistema que criaram e não conseguem manter sem ajuda externa. Depois que acabou o "mensalão soviético", eles dependem dos amigos para sobreviver. Uma ditadura decrépita pode, assim, ser ajudada por ideias decrepitas. Mas o capital, este, tem de ser real...
Paulo Roberto de Almeida

Cuba saúda vitória de Dilma Rousseff
(AFP) 
HAVANA — O governo de Cuba saudou nesta segunda-feira a vitória de Dilma Rousseff nas eleições do Brasil e disse esperar que com a futura presidente cresçam as relações econômicas e políticas "muito boas" conquistadas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"As relações de Cuba com o Brasil são muito boas, tanto no aspecto político quanto no econômico. Esperamos que com a presidente Dilma, que aproveitamos para felicitá-la, continuem se desenvolvendo", disse o ministro de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Rodrigo Malmierca.
O ministro destacou que o Brasil investe em diversos projetos em Cuba, como a exploração de petróleo, e ambos os países colaboram na produção de fármacos, vacinas e energia renovável, além de ter um bom intercâmbio comercial.
"Temos parcerias com capital brasileiro, com isso as relações estão se desenvolvendo", explicou Malmierca, em declarações à imprensa na abertura da Feira Internacional de Havana, na qual neste ano as empresas brasileiras têm uma participação importante.
Durante o governo de Lula, velho amigo do ex-presidente Fidel Castro, o Brasil se converteu no segundo maior sócio de Cuba na América Latina, atrás da Venezuela. O comércio bilateral passou de 200 milhões de dólares em 2003 a 578 milhões em 2009.
Em sua última visita a Cuba, em fevereiro, Lula assinou 10 acordos de cooperação e os dois países criaram uma empresa mista para a modernização e ampliação do Porto de Mariel, 50 km a oeste de Havana, para o qual o Brasil concedeu um empréstimo de 300 milhões de dólares.
Com 56% dos votos, a economista Dilma Rousseff converteu-se no domingo na primeira mulher eleita para a presidência do Brasil.
Copyright © 2010 AFP.
By Paulo Roberto de Almeida Paulo Roberto de Almeida at novembro 02, 2010 Nenhum comentário:
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Labels: amizades, ditadura
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Dos Descobrimentos ao Final do Império (em breve)

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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Meus livros podem ser vistos nas páginas da Amazon. Outras opiniões rápidas podem ser encontradas no Facebook ou no Threads. Grande parte de meus ensaios e artigos, inclusive livros inteiros, estão disponíveis em Academia.edu: https://unb.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida

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Uma reflexão...

Recomendações aos cientistas, Karl Popper:
Extratos (adaptados) de Ciência: problemas, objetivos e responsabilidades (Popper falando a biólogos, em 1963, em plena Guerra Fria):
"A tarefa mais importante de um cientista é certamente contribuir para o avanço de sua área de conhecimento. A segunda tarefa mais importante é escapar da visão estreita de uma especialização excessiva, interessando-se ativamente por outros campos em busca do aperfeiçoamento pelo saber que é a missão cultural da ciência. A terceira tarefa é estender aos demais a compreensão de seus conhecimentos, reduzindo ao mínimo o jargão científico, do qual muitos de nós temos orgulho. Um orgulho desse tipo é compreensível. Mas ele é um erro. Deveria ser nosso orgulho ensinar a nós mesmos, da melhor forma possível, a sempre falar tão simplesmente, claramente e despretensiosamente quanto possível, evitando como uma praga a sugestão de que estamos de posse de um conhecimento que é muito profundo para ser expresso de maneira clara e simples.
Esta, é, eu acredito, uma das maiores e mais urgentes responsabilidades sociais dos cientistas. Talvez a maior. Porque esta tarefa está intimamente ligada à sobrevivência da sociedade aberta e da democracia.
Uma sociedade aberta (isto é, uma sociedade baseada na idéia de não apenas tolerar opiniões dissidentes mas de respeitá-las) e uma democracia (isto é, uma forma de governo devotado à proteção de uma sociedade aberta) não podem florescer se a ciência torna-se a propriedade exclusiva de um conjunto fechado de cientistas.
Eu acredito que o hábito de sempre declarar tão claramente quanto possível nosso problema, assim como o estado atual de discussão desse problema, faria muito em favor da tarefa importante de fazer a ciência -- isto é, as idéias científicas -- ser melhor e mais amplamente compreendida."

Karl R. Popper: The Myth of the Framework (in defence of science and rationality). Edited by M. A. Notturno. (London: Routledge, 1994), p. 109.

Uma recomendação...

Hayek recomenda aos mais jovens:
“Por favor, não se tornem hayekianos, pois cheguei à conclusão que os keynesianos são muito piores que Keynes e os marxistas bem piores que Marx”.
(Recomendação feita a jovens estudantes de economia, admiradores de sua obra, num jantar em Londres, em 1985)

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