quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Petralhas mentirosos (redundancia): salario minimo e preco da gasolina- Roberto Ellery

Enfim, não precisava, ao postar esta análise de Roberto Ellery sobre a valorização do salário mínimo e os preços da gasolina, começar chamando os petralhas (o que eles são) de mentirosos (o que eles também são, e compulsivamente), se não fosse por uma particularidade que justifica a Ouverture: desde várias semanas somos bombardeados por mais uma propaganda mentirosa dos petralhas que pretende afirmar que agora podemos comprar mais gasolina do que no passado graças às maravilhas da NEP da soberana.
Sabia que era um engodo, e uma mustificação, mas não dispunha dos dados primários e da capacidade analítica do Roberto Ellery para denunciar os mentirosos por meio de uma demonstração simples de retrospectiva e onômica como a que é feita aqui.
Pronto: vcs já dispõem de argumentos para calar os mentirosos e terão aprendido um pouco mais sobre a economia brasileira e sua história.
Paulo Roberto de Almeida

Salário Minimo e Preços da Gasolina
Roberto Ellery, 10/02/2015

Nas últimas semanas recebi vários pedidos para comentar a respeito de um meme que está circulando na internet mostrando que hoje um salário mínimo compra mais gasolina do que comprava em 2002. Meu comentário é que isto é mais uma forma de desviar o assunto do aumento do preço da gasolina e desviar a discussão para um outro assunto, qual seja, a valorização do salário mínimo. O fato é que o salário mínimo tem aumentado de forma quase constante desde 1995 quando ocorreu a estabilização, é natural que nos últimos dez anos seja possível a quantidade de gasolina que pode ser comprada com o salário mínimo tenha aumentado. Arrisco que o mesmo pode ser dito para a quantidade de Coca Cola ou de bacon que é possível comprar com o salário mínimo.

A figura abaixo mostra a evolução do salário mínimo desde 1995, considerei o último salário do ano (a data de reajuste mudou no período, ignorei este fato). A linha azul usa o IPCA, índice oficial de inflação, a linha laranja usa o INPC, um índice voltado para famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos (o IPCA pega até 40 salários mínimos) e a linha cinza mostra o salário mínimo em dólares, não vem muito ao caso, está aí porque já vi outros memes comparando salário mínimo em dólares. Note que pela linha azul, a que considera a inflação oficial, o processo de aumento real do salário mínimo começa em 1995, pela linha laranja começa em 1997.



Visto que o aumento do salário mínimo começa antes dos governos do PT é razoável supor que não foi uma consequência do petismo, na realidade a medida fundamental para permitir o aumento do salário mínimo foi a desvinculação do reajuste dos benefícios previdenciários do reajuste do salário mínimo. Quando todos os benefícios da previdência (regime geral) eram reajustados pelo salário mínimo o impacto do aumento do salário mínimo nas contas públicas era muito grande, isto quase forçava o governo a dar reajustes pequenos para o salário mínimo. A desvinculação em si é tema polêmico e não vão discutir aqui, quem sabe em outro post, mas é muito difícil negar que o fim da vinculação permitiu maiores aumentos para o salário mínimo.

Visto que a tendência de aumento do salário mínimo é anterior à chegada do PT ao poder resta outra pergunta: o crescimento ficou mais intenso nos governos petistas? A resposta é sim, mas deve ser qualificada. A primeira qualificação seria dizer que sim no governo Lula e não no governo Dilma. Usando a série corrigida pelo IPCA como referência o aumento médio do salário mínimo entre 1995 e 2002 foi de 3% ao ano, entre 2003 e 2010 foi de 6,4% e entre 2011 e 2014 foi de 2,9% ao ano, se consideramos o INPC o crescimento médio foi maior tanto com Lula quanto com Dilma, mas também ocorre uma queda no governo Dilma em relação aos governos Lula (os números são 1,9%, 5,3% e 2,9%, respectivamente).

A segunda qualificação diz respeito a natureza do momento econômico em cada governo. Como já falei várias vezes aqui no blog o governo FHC tem de ser analisado em um contexto de combate à inflação. Depois de décadas de inflação descontrolada e uma série de fracassos de combater a inflação via controle de preços o governo FHC era o primeiro a tentar combater a inflação por meios convencionais. Os meios convencionais de combater a inflação costumam funcionar, mas tem efeitos colaterais, entre eles aumento no desemprego e queda no salário real, é cruel, mas, como mostra a experiência brasileira, as técnicas alternativas não funcionam. Por sua vez Lula governou em um período de expansão e não teve de combater uma hiperinflação, a inflação alta de 2002 foi pontual e em menos de um ano foi controlada, os efeitos da retomada do crescimento (abortada em 2001 por conta do racionamento) e da recuperação dos salários depois do período de combate à inflação (um efeito que eu demorei para compreender, confesso) não podem ser ignorados na comparação dos dois governos. Já o governo Dilma conseguiu ter o ritmo de crescimento do salário mínimo real um pouco menor que o do governo FHC enquanto via a inflação aumentar, é um feito. Como eu já disse aqui, entre inflação e recessão o governo Dilma escolheu os dois.

A terceira qualificação diz respeito a definição dos períodos. Quem me acompanha aqui no blog ou no FB sabe que não considero adequada a divisão por governos, prefiro dividir por políticas econômicas. Pensando assim trato o período 1995 a 2005 como o período das reformas, 2006 como o início da transição que foi comprometida pela crise de 2008 de forma que o período das contra reformas começa mesmo com Dilma em 2011 e dura até hoje. Por esta classificação o salário mínimo real cresceu a uma taxa de 4,1% ao ano no período das reformas, 6,2% ao ano durante a transição (5% se tiramos o reajuste excepcional de 2006) e 2,9% durante o período de contra reformas. Os contra reformistas de Dilma prometeram reduzir juros na marra para reduzir os ganhos do rentistas e entregaram redução no crescimento do salário mínimo real, a vida é dura.

Uma quarta qualificação seria quanto a sustentabilidade do aumento do salário mínimo e da renda do trabalho como um todo. Participei de um estudo junto com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR) a respeito do tema (link aqui), grosso modo a conclusão é que o aumento da renda do trabalho só será sustentável se ocorrer um aumento na produtividade do trabalho. Particularmente (é redundante, mas ressalto que o que segue é conclusão minha e não da SAE/PR) acredito que os ganhos de produtividade necessários para manter o crescimento da renda do trabalho só virão com a retomada da agenda reformista, mas isto é outra conversa.


E a gasolina? A esta altura espero que tenha percebido que uma questão não tem relação com a outra, o problema da gasolina é que o governo quase quebrou a Petrobras tentando controlar o preço para abaixo e agora vai quase quebrar um monte de gente controlando o preço para cima. Como assim? O governo erra quando coloca o preço para baixo e quando coloca o preço para cima?! Não tem um pouco de má vontade aí? Não. O erro do governo não é colocar o preço para cima ou para baixo, o erro é tentar determinar o preço, o resto é consequência.



Um comentário:

  1. Utilize a serie histórica disponível na ANP para o preço da gasolina e faça a analise completa. Coloque no seu gráfico o preço da gasolina. Não é difícil fazer? É? http://www.anp.gov.br/?pg=66510

Dia da Dignidade Nacional? Assim parece, em todo caso, de tentativa de recuperacao da dignidade...

Recebido, numa dessas correntes típicas da internet.
Não vou participar, pelo menos não fisicamente.
Mas creio que é válido.
O que não é válido, provavelmente, será a provocação que os mercenários mafiosos não deixarão de fazer nos meios de comunicação, reclamando, obviamente contra o PIG, o partido da mída golpista.
Conhecem o PIG, caros leitores?
Vcs provavelmente a leem todos os dias...
Paulo Roberto de Almeida

ATENÇÃO BRASILEIROS!
Dia 15 de março de 2015, domingo, que chamaremos o Dia da Dignidade do Brasil, nós nos reuniremos e sairemos pelas ruas de todo Brasil pelo Impeachment Democrátido da Presidente Dilma Rousseff como fizemos em 1.989 com Collor de Mello.
Nosso protesto é pacífico contra o golpe que o Brasil está sendo vítima e contra a corrupção generalizada dos golpistas no poder.
Pedimos que todos usem roupas verde e amarela, levem a bandeira do Brasil, porem não admitamos bandeiras de partidos políticos. É de se esperar que as autoridades e corruptos prejudicados pelo nosso protesto voltem a contratar os “Black Blocks” e outros baderneiros para desvirtuar o nosso protesto patriótico contra a baderna reinante no país. Portanto, não aceitem provocações, não participem de atos de violência ou vandalismo que é o que desejam os corruptos governamentais.
Por amor ao Brasil e ao nosso futuro, repassem esta mensagem à sua lista de e-mails, do whatsapp, do face-book e todas redes sociais que fizerem parte.
Antes de dois anos de mandato, terá que haver novas eleições. Não podemos assistir inertes a tanto escracho com o nosso pais e nosso futuro.
VAMOS PARA AS RUAS DEMONSTRAR NOSSO NOJO POR TUDO ISSO!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Impeachment (ou impedimento) da presidente: a hipotese comeca a ganhar terreno - Peticao aberta

Meus cumprimentos ao advogado Pedro Lagomarcino, de Porto Alegre, pela iniciativa.
Um bravo resolve elevar a sua voz contra os candidatos a tiranos.
Podem até não ser tiranos, mas são ladrões e incompetentes.
Só por isso, merecem ser impedidos.
Todo o meu apoio.
Paulo Roberto de Almeida
Aos que desejarem aderir, podem fazê-lo neste link:
http://www.citizengo.org/pt-pt/13481-impeachment-da-presidenta-dilma-rousseff?m=5&tcid=10236315

Petição dirigida a: Exmo. Sr. Presidente da Câmara dos Deputados
 
Exmo. Sr. Presidente da Câmara dos Deputados

OS SIGNATÁRIOS da presente petição vêm a presença de Vossa Excelência formalizar a presente
DENÚNCIA DE "IMPEACHMENT", contra a atual Presidenta da República, Sra. Dilma Roussef,  
conforme dispõem os arts. 51, I e 85, V, da CRFB/88, c/c art. 2º, 4º, 7º, 8º, 9º, 10 e 11º, da Lei nº. 1.079/50, pelas considerações de fato e de direito que passamos a expor: 

CONSIDERANDO que o governo da Presidenta Dilma Rousseff é, notadamente, marcado por diversos escândalos de malversação de verbas públicas e compras de votos, a fim de se obter apoio político de diversos partidos, fatos estes de imensuráveis proporções que maculam eternamente a história do Brasil, como por exemplo, o julgamnto do escândalo do “mensalão”, em que os seguintes políticos do mais alto escalão do PT (partido que é integrado pela referida Presidenta), receberam as seguintes condenações:
  • José Dirceu (ex-Ministro da Casa Civil e integrante do PT). Condenado a 7 anos e 11 meses. Ficou preso apenas 11 meses e 20 dias
  • João Paulo Cunha (Deputado Federal do PT, ex-Presidente da Câmara dos Deputados, que deveria ser a Casa do Povo). Condenado a 6 anos e 4 meses.
  • José Genuíno (ex-Presidente do PT). Condenado a 4 anos e 8 meses. Ficou preso apenas 9 meses.
  • Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT). Condenado a 6 anos e 8 meses. Ficou preso apenas 10 meses e meio.
CONSIDERANDO que além destes políticos acima mencionados, outros ainda foram condenados, por integrarem com suas práticas o chamado “mensalão”:
  • Pedro Henry (Deputado Federal do PP). Condenado a 7 anos e 2 meses. Ficou preso apenas 10 meses.
  • Carlos Rodrigues, vulgo, “Bispo Rodrigues” (Deputado Federal do PL). Condenado a 6 anos e 3 meses. Ficou preso apenas 9 meses e 18 dias.
  •  Jacinto Lamas (ex-Tesoureiro do PL e hoje no PR). Condenado a 5 anos. Ficou preso apenas 9 meses.
  • Pedro Corrêa (ex-Deputado Federal do PP). Condenado a 7 anos e 2 meses.
  • Rogério Tolentino (advogado). Condenado a 6 anos e 2 meses.
  • Valdemar da Costa Neto (Deputado Federal do PL). Condenado a 7 anos e 10 meses. Ficou preso apenas 10 meses e 18 dias.
  • Roberto Jefferson (Deputado Federal do PTB). Condenado a 7 anos e 14 dias.
  •  Romeu Queiroz (Deputado do PTB). Condenado a 6 anos e 6 meses.
CONSIDERANDO que além do escândalo acima referido, o governo da Presidenta Dilma Rousseff também foi marcado por outros escândalos a saber:
  • Caso do "petrolão" descoberto na operação "lava-jato", em que se constatou que o grupo político capitaneado pelo PT dilapidou a maior empresa do Brasil (Petrobrás), através de práticas criminosas como corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, violação das normas de Licitações (Lei nº. 8.666/93) e de crime de Improbidade Administrativa (Lei nº. 8.429/92), com quantias iniciais, destaco, iniciais R$10 BILHÕES. 
Isso, sem considerar os prejuízos que irão suportar os acionistas da empresa e o povo brasileiro.
Fontes das afirmações:
http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/infografico.html
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/entenda-a-operacao-lava-jato-da-policia-federal 
http://oglobo.globo.com/brasil/desvio-no-petrolao-seis-vezes-maior-que-identificado-no-mensalao-14829290
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/12/funcionaria-alertou-presidente-da-petrobras-sobre-irregularidades.html
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/12/1561415-diretoria-da-petrobras-foi-alertada-sobre-desvios-diz-jornal.shtml
CONSIDERANDO, que a Sra. Graça Foster, Presidenta da Petrobrás, bem como os Diretores e Gerentes Executivos da Estatal, Sr. Paulo Roberto Costa, José Raimundo Brandão Pereira, Abílio Paulo Pinheiro Ramos, José Carlos Consenza, Sérgio Gabrielli, destacamos, todos sabiam das irregularidades existentes, segundo a declaração da Sra. Venina Velosa da Fonseca, Gerente da Estatal, em rede nacional de televisão, em 21-12-2014.
As menores irregularidades foram detectadas em contratos de pequenos serviços somavam mais de R$ 133 milhões e contratos de comunicação, com serviços não realizados, cujos valores alcançavam R$ 58 milhões.
As maiores irregularidades foram detectadas no superfaturamento de obras e serviços de engenharia, especificamente atrelados a construção de refinarias da estatal, cujo orçamento inicial era de US$ 2 bilhões, sendo que as obras foram superfaturadas e alcançaram o montante de US$ 20 BILHÕES, destacamos, VINTE BILHÕES de DÓLARES. Apenas para exemplificar, referido valor representa mais de 5 (CINCO) VEZES o valor gasto na construção e reforma dos 12 (DOZE) estádios da Copa do Mundo realizada no Brasil.
Fonte da afirmação:
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/12/ex-gerente-da-petrobras-diz-ter-alertado-pessoalmente-graca-foster-sobre-corrupcao.html
CONSIDERANDO o fato da Presidenta Dilma Rousseff se omitir, ser conivente e não tomar nenhuma providência efetiva para que fosse publicado o balanço do 3º trimestre de 2014, contrariando o disposto no art. 7, VII, "b", § 4º e art. 32, da Lei nº 12.527/11 (Lei de acesso à informação), fazendo com que no período em que Graça Foster era Diretora da empresa, o valor de mercado da empresa, tivesse uma perda de 80% (oitenta por cento).
  • Caso da violação da Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO-,  no qual o PT engendrou a "flexibilização da LDO" de forma ardilosa e inconstitucional, exatamente, como medida para "esquentar" gastos e aportes ilegais de campanha, bem como os desvios de recursos públicos, de forma ilícita, constatados no "petrolão". 
Fontes da afirmação:
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/12/apos-18-horas-congresso-aprova-texto-principal-da-nova-regra-fiscal-4655864.html
Destaque especial, como votou cada Deputado Federal:
http://www.camara.leg.br/internet/votacao/mostraVotacao.asp?ideVotacao=6030&numLegislatura=54&codCasa=4&numSessaoLegislativa=4&indTipoSessaoLegislativa=O&numSessao=31&indTipoSessao=O&tipo=uf
Destaque especial, como votou cada Senador:
http://www.camara.leg.br/internet/votacao/mostraVotacao.asp?ideVotacao=6031&numLegislatura=54&codCasa=4&numSessaoLegislativa=4&indTipoSessaoLegislativa=O&numSessao=31&indTipoSessao=O&tipo=uf
  • Caso "mau negócio" da Petrobrás e financiameto ilegal de campanha de Dilma Rousseff, em que a Presidenta da Petrobrás, Graça Foster, declarou publicamente que a compra da refinaria de Pasadena, à época, foi um “mau negócio” e, com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada, constatou-se, com a delação premiada do ex-Diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, que a campanha de reeleição da Presidenta Dilma Rousseff foi realizada com verbas públicas, advindas de contratos superfaturados da Petrobrás, sendo que que a propina era repassada, integralmente, ou seja, 100% (cem por cento) para o PT, destacamos, partido este da Presidenta que postulava a reeleição.
Fonte da matéria contendo da afirmação de Graça Foster:
Fonte da matéria contendo a afirmação da afirmação premiada do ex-Diretor Paulo Roberto Costa: 
  • Caso do "maridão Foster",  no qual se constata que Graça Foster aumentou seu patrimônio em R$ 614 milhões, através de contratos que seu marido Colin Vaughan Foster mantém com a Petrobrás.
Primeiramente, Graça Foster mentiu ao negar que seu marido tivesse contratos com a Petrobrás:
Fonte da afirmação: 
Depois a imprensa divulgou que o "maridão Foster" tem, e muito, vínculo com a Petrobrás.
Fontes da afirmação:
Ficam as perguntas: 
- Como Presidenta da Petrobrás, poderia Graça Foster permitir que seu marido mantenha contratos de tamanho vulto com a Estatal?
- Isso não violaria os Princípios Constitucionais da Administração Pública, constantes no art. 37, da CF?
- Isso não violaria a Lei de Improbidade Administrativa?
  • Caso do repasse de créditos "podres" pela CEF, no qual se constata que a Caixa Econômica Federal, no mês de setembro, ou seja, um mês antes do 1º turno das eleições, "coincidentemente", repassou R$ 5 BILHÕES em "créditos podres", através de mais de 2 milhões de contratos, para uma empresa pública criada pelo governo, para absorver prejuízos de bancos oficiais, com clientes "VIP" inadimplentes.
Fonte da afirmação:
  • Repasse ilegal de um milhão de reais pelo doleiro Alberto Youssef, para a Senadora Gleisi Hoffmann, integrante do PT, partido este da Presidenta Dilma Rousseff, a qual postulava a reeleição.
Fontes da afirmação:
  • Caso da Usina Hidrelétrica Itaipu, em que integrante do Conselho de Administração da referida Usina, João Vaccari Neto, atual tesoureiro do PT, citado na delação premiada pelo ex-Diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, como um dos operadores do esquema de distribuição de propinas da Estatal. Não bastasse isso, após revelado o esquema, João Vacari Neto pediu seu afastamento e em vez de ocorrer a exoneração a bem do serviço público pelo Conselho de Administração da Itaipu, ainda foi concedido o afastamento fazendo menção que João Vaccari realizou relevantes serviços prestados à nação. Destacamos que João Vaccari é integrante do PT, partido este da Presidenta Dilma Rousseff, a qual postulava a reeleição.
Fontes da afirmação:
  • Caso do apoio dos Correios de Minas Gerais, em que o Deputado Estadual Durval Ângelo declarou que a Presidenta Dilma Rousseff só chegou aos 40% de intenções de voto no Estado de MG, porque, “tem dedo forte dos PTistas nos Correios”. Destacamos que o referido Deputado, integrante do PT, partido este da Presidenta Dilma Rousseff, a qual postulava a reeleição.
Fontes da afirmação: 
  • Escândalo do PRONATEC, em que se afronta o art. 70, da Constituição da República Federativa do brasil (CRFB/88), na medida em que não há uma fiscalização efetiva, nem prestação de contas das instituições que foram beneficiadas pelas verbas públicas para realizar os cursos do programa. Além disso, sequer se tem precisão de quais alunos estão ou não estão realizando o curso em que se matricularam, mas há pagamento de verbas públicas, por aluno, às instituições que realizam tais cursos, o que viola o art. 37, da CRFB/88, especificamente, os Princípios da Administração Pública, da Legalidade, da Impessoalidade, da Moralidade, da Publicidade e da Eficiência.
Fontes da afirmação: 
  • Escândalo na construção dos Estádios da Copa do Mundo, no qual a FIFA exigia como necessário para o evento, apenas 8 (oito) estádios, ao passo que Brasil acabou por disponibilizar 12 (doze) estádios, entre construídos e reformados. Ou seja, foram 4 estádios ou construídos ou reformados além do necessário com verbas públicas. Somado a isso, todos, exatamente, todos, os orçamentos iniciais dos estádios foram superados a ordem de, no mínimo, R$ 2 milhões, sendo digno de registro o Estádio Mané Garrincha e o Estádio Maracanã, onde se verifica que foram ultrapassados, respectivamente, R$ 700 milhões e R$ 555 milhões, destacamos, do orçamento inicialmente proposto, fatos que respectivamente, no mínimo caracterizam malversação de dinheiro público e improbidade administrativa.
Fonte da afirmação:
  • Caso Rosemary, ex-Chefe de Gabinete da Presidência de Dilma Rousseff, a qual é apontada por ser responsável de tráfico de influência e por um esquema de venda de pareceres técnicos de órgãos públicos federais.
Fonte da afirmação: 
  • Envolvimento do Sr. Antônio Palocci que em 2010, ano eleitoral, prestava os serviços de consultoria que lhe renderam 20 milhões de reais, metade dos quais paga nos dois meses que se sucederam à vitória de Dilma. Documentos obtidos pela Revista Veja indicam que executivos da construtora Camargo Corrêa negociaram com Palocci ajuda para vender ao fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, o Petros, sua participação acionária na holding Itaúsa em troca de doações à campa de Dilma. O negócio - de R$ 3 bilhões - foi concretizado em dezembro de 2010, após a vitória da petista. VEJA revelou também que o dono do apartamento que Palocci alugava em São Paulo - por 15 mil reais - estava registrado em nome de um laranja. Ressaltamos que Antônio Palocci era à época Ministro do governo Dilma, e é integrante do PT, partido este da Presidenta Dilma Rousseff, a qual postulava a reeleição.
Fonte da afirmação:
CONSIDERANDO que o sistema eleitoral brasileiro é completamente obsoleto, sem transparência e credibilidade, a qual é agravada pelas urnas eletrônicas serem desenvolvidas pela empresa SMARTMATIC, uma empresa Cubana, com sede na Venezuela, cujo resultado, não seria outro, que não o de “chancelar” a vitória da candidata que envia, ilegalmente, dinheiro para o governo Cubano, através de um programa completamente escuso, para trazer médicos cubanos para trabalhar no Brasil, cuja aptidão técnica e capacidade, sequer se conhece a veracidade ou se pode se atestar, bem como pela Presidenta Dilma Rousseff manter relações de estreita simetria com o governo Venezuelano e com as FARC.
Fontes da afirmação sobre a fragilidade das urnas eletrônicas no Brasil:
Fontes da afirmação sobre os vínculos do PT, com a Venezuela e as FARC:
CONSIDERANDO que a recontagem dos votos das eleições não restabelecerá qualquer segurança nem a paz social ao Brasil, na medida em que está caracterizada centenas de fraudes e crimes eleitorais que ocorreram e foram divulgados pela imprensa e pelas mídias sociais, a exemplo de votos que foram computados, sendo que os cidadãos detentores dos respectivos títulos eleitorais que tiveram votos computados, ou não votaram, ou justificaram o voto em outras sessões eleitorais. Ademais, não bastasse a ululante evidência de o sistema eleitoral brasileiro ser completamente falho, nem o Paraguai aceitou a modalidade de urnas eletrônicas adotadas pelo Brasil, em razão da falta de credibilidade e transparência, conforme constou na matéria acima citada e, que tal sistema, prometido e divulgado no Brasil, a todos os eleitores, como seguro, nem de longe se pode dizer que se aproxima de possuir alguma segurança.
CONSIDERANDO que a Presidenta Dilma Rousseff, ao pleitear a reeleição, utilizou dados deturpados em seus posicionamentos, contrariamente aos dados oficiais, que deveria como Presidenta não deturpar, a exemplo da diminuição da miséria no Brasil, a qual segundo o IPEA não diminuiu e sim aumentou.
Fonte da afirmação:
CONSIDERANDO que a Presidenta Dilma Rousseff, ao pleitear a reeleição, omitiu-se quanto ao real percentual do desmatamento da Floresta Amazônica, o qual aumentou mais de 122% (cento e vinte e dois por cento) segundo o IPEA.
Fonte da afirmação:
CONSIDERANDO que o PT, partido da Presidenta Reeleita, tenta dar um verdadeiro golpe na democracia brasileira, através no Decreto nº. 8.243/2014, no qual se criou a tentativa de um neologismo palatável de aceitação popular, de modo a se tentar causar um efeito encantador na população brasileira, com os termos PNPS - Política Nacional de Participação Social, bem como SNPS - o Sistema Nacional de Participação Social, os quais ferem a legitimidade de Instituições brasileiras já constitucionalmente reconhecidas.
CONSIDERANDO que através do Decreto acima referido, a exemplo do que ocorre na Venezuela ou na Bolívia, a Presidenta Dilma, a qual firmou o Decreto, para fins práticos, pretendia implantar os chamados “Conselhos Populares”, os quais seriam integrados por pessoas da sociedade civil, com destaque para os "movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados", gênero este, que engloba qualquer coisa, sem que se saibam as capacitações e os vínculos (se políticos ou técnicos) de quem venha a integrá-los, somado à ausência de divulgação de qualquer critério para as escolhas dos “Conselheiros Populares”.
CONSIDERANDO que no Decreto viola frontalmente a Constituição da República CRFB/88, na medida em que esta é regida pela democracia representativa, ou seja, com eleições livres, nas quais o povo escolhe seus representantes, sendo que o Decreto cria um novo sistema de representação, a fim de se apoderar, de forma inconstitucional e seletivamente de pessoas e movimentos sem que a população os tenha eleito.
Link para acesso ao Decreto nº. 8.243/2014: 
CONSIDERANDO que os fatos, detalhadamente, acima mencionados, são considerados como CRIMES DE RESPONSABILIDADE QUE ATENTAM CONTRA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL, conforme consta no art. 2º, da Lei nº. 1.079/50, a qual contém dispositivos acrescentados pela Lei nº. 10.028/00, a seguir detalhados:
·  A existência da União;
·  O livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e dos Poderes constitucionais dos Estados;
·  O exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
·  A segurança interna do país;
·  A probidade na administração;
·  A lei orçamentária;
·  A guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos.
CONSIDERANDO que os fatos, detalhadamente, acima mencionados, são considerados como CRIMES CONTRA O EXERCÍCIO DOS DIREITOS POLÍTICOS, INDIVIDUAIS E SOCIAIS, conforme consta no art. 7º, da Lei nº. 1.079/50, a saber:
·  Impedir por ameaça ou corrupção, o livre exercício do voto;
·  Obstar ao livre exercício das funções dos mesários eleitorais;
·  Violar o escrutínio de seção eleitoral ou inquinar de nulidade o seu resultado pela subtração, desvio ou inutilização do respectivo material;
·  Utilizar o poder federal para impedir a livre execução da lei eleitoral;
·  Servir-se das autoridades sob sua subordinação imediata para praticar abuso do poder, ou tolerar que essas autoridades o pratiquem sem repressão sua;
·  Subverter ou tentar subverter por meios violentos a ordem política e social;
·  Provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis;
· Violar patentemente direitos ou garantias individuais, bem assim os direitos sociais assegurados na Constituição.
CONSIDERANDO que os fatos, detalhadamente, acima mencionados, são considerados como crimes CONTRA A SEGURANÇA INTERNA DO PAÍS, conforme consta no art. 8º, da Lei nº. 1.079/50, a saber:
·  Não dar as providências de sua competência para impedir ou frustrar a execução de crimes definidos na legislação penal (ex: crime de corrupção, crimes eleitorais);
·  Permitir, de forma expressa ou tácita, a infração de lei federal de ordem pública.
CONSIDERANDO que os fatos, detalhadamente, acima mencionados, são considerados como crimes CONTRA A PROBIDADE NA ADMINISTRAÇÃO, conforme consta no art. 9º, da Lei nº. 1.079/50, a saber:
·  Não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição;
· Expedir ordens ou fazer requisição de forma contrária às disposições expressas da Constituição;
·  Infringir no provimento dos cargos públicos, as normas legais;
·  Proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo.
CONSIDERANDO que os fatos, detalhadamente, acima mencionados, são considerados como crimes CONTRA A LEI ORÇAMENTÁRIA DO PAÍS, conforme consta no art. 10º, da Lei nº. 1.079/50, a saber:
·  Ordenar ou autorizar, em desacordo com a lei, a realização de operação de crédito com qualquer um dos demais entes da Federação, inclusive suas entidades da administração indireta;
· Realizar ou receber transferência voluntária em desacordo com limite ou condição estabelecida em lei.
CONSIDERANDO que os fatos, detalhadamente, acima mencionados, são considerados como crimes CONTRA A GUARDA E LEGAL EMPREGO DOS DINHEIROS PÚBLICOS, conforme consta no art. 11, da Lei nº. 1.079/50, a saber:
·  Ordenar despesas não autorizadas por lei ou sem observância das prescrições legais relativas às mesmas;
·  Abrir crédito sem fundamento em lei ou sem as formalidades legais;
· Negligenciar a arrecadação das rendas, impostos e taxas, bem como a conservação do patrimônio nacional.
CONSIDERANDO que não defendemos, nem somos favoráveis a qualquer tipo de ditadura militar ou qualquer espécie de governo totalitário, pois somos a favor da existência da democracia e das instituições livres.
CONSIDERANDO que o homem criou o Estado. Concebeu-o como se uma fonte inesgotável para suprir suas necessidades. E nisso divinizou-o. Supervalorizou-o. Esqueceu-se, que para desenvolver tão bem, esta formidável tarefa, este Estado depende apenas da capacidade e da probidade daqueles que o governam. Não vamos ficar esperando, como faziam os que atribuíam o (in)sucesso de seus projetos ao sol ou a chuva. "Ser contra algo", simplesmente, "por ser contra", não cria, nem torna um país melhor. Vamos assinar nossos nomes, para que algo, efetivamente, possa ocorrer. Assim, no dia da prestação de contas com as nossas consciências, tenho certeza: não iremos nos acusar, da covardia... de emudecer.
ANTE O EXPOSTO, tendo em conta que os fatos acima descritos, estes sim, são considerados verdadeiramente “estarrecedores” na história do Brasil e do sistema democrático brasileiro, em consonância com o disposto no art. 14, da Lei nº. 1.079/50, a qual faculta a qualquer cidadão, denunciar o(a) Presidente(a) da República, por crime de responsabilidade, perante a Câmara dos Deputados, os brasileiros abaixo-assinados REQUEREM SUCESSIVAMENTE:
a) seja recebido e protocolizado na Câmara dos Deputados Federais a presente DENÚNCIA DE CRIME DE RESPONSABILIDADE DA PRESIDENTA DA REPÚBLICA, para que se proceda a instauração de pedido de “IMPEACHMENT”, contra a Presidenta Dilma Rousseff;
b)  após tomadas as providências do item “a”, seja realizado o juízo de admissibilidade, mediante tramitação e votação do respectivo pedido na Câmara dos Deputados Federais, com aprovação de 2/3, conforme determina o art. 51, I, da CRFB/88; 
c) após tomadas as providências dos itens “a” e “b”, e aceita a presente acusação, seja suspenso o exercício das funções da Presidenta da República, bem como metade do subsídio ou do vencimento, até sentença final, conforme dispõe o art. 23, §5º, da Lei nº. 1.079/50;
d) após tomadas as providências dos itens “a, b e c”, tome as respectivas Casas do Congresso Nacional as devidas cautelas, no sentido da celeridade e da segurança da votação, para que não se ultrapasse o prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados da data da declaração da procedência da acusação, conforme dispõe o art. 82, da Lei nº. 1.079/50;
e)  após tomadas as providências dos itens “a, b, c e d”, seja dada a devida tramitação ao processo de “IMPEACHMENT”, com o julgamento no Senado Federal, viabilizado pelo encaminhado à votação da referida Casa Legislativa, com aprovação de 2/3, conforme determina o art. 52, I e seu respectivo parágrafo único, ambos da CRFB/88;
f) após tomadas as providências dos itens “a, b, c, d e e”, seja declarado pelo Senado Federal o “IMPEACHMENT” da Presidenta Dilma Rousseff, destituindo-a do cargo, condenando-a também, a inelegibilidade e a inabilitação para o exercício de qualquer função pública, por 8 (oito) anos, conforme determina o art. 52, I e seu respectivo parágrafo único, ambos da CRFB/88;
g) após o "impeachment", sejam oficiadas as autoridades competentes, para promover ação de restituição de valores ilegalmente auferidos e da apuração de ilícitos penais comuns que tenha praticado, ao se fazer um cotejo rigoroso entre todos os bens existentes antes e depois do exercício do mandato, bem como de detalhada auditoria de evolução patrimonial, a ser realizada em ação integrada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério Público Federal (MPF), Receita Federal e Polícia Federal (PF).
Pela ética, pela retidão e, acima de tudo pela justiça.
Nestes termos,
pedem deferimento, juntamente com o autor
todos os signatários que firmam a presente petição on-line.
Porto Alegre, 22 de dezembro de 2014.
Dr. Pedro Lagomarcino
 OAB/RS 63.784
Atenciosamente,
[Seu nome]

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Imperfeições dos mercados ou ‘perfeições’ dos governos?: escolha as suas - Paulo Roberto de Almeida


Meu mais recente artigo publicado:
Imperfeições dos mercados ou ‘perfeições’ dos governos?: estabeleça quais são as suas preferências
Hartford, 9 fevereiro 2015, 5 p. Artigo de comentários sobre a atualidade. 
Publicado em Mundorama (10/02/2015; link: http://wp.me/p79nz-40s). 
Relação de Originais n. 2767;  Publicados n. 1163.


 Imperfeições dos mercados ou “perfeições” dos governos?:
estabeleça quais são as suas preferências

Paulo Roberto de Almeida

 Como ocorre toda semana, o The New York Times publicou, em 8 de fevereiro de 2015, na coluna Economic View do suplemento dominical dedicado a Business, um artigo sobre “Ansiedade e taxas de juros”, do famoso economista de Yale Robert Shiller – autor do não menos famoso Irrational Exuberance, já em sua terceira edição – no qual ele argumenta, em determinada passagem, que os mercados não são de fato eficientes, uma vez que tendem a amplificar as reações emocionais das pessoas. A intenção dele não era exatamente a de lançar invectivas contra uma tal de “lógica do mercado”, como fazem certos neófitos por aqui (e em diversas outras partes do mundo também), ou de sequer fornecer argumentos aos que se revoltam contra a “ditadura dos mercados”, como também fazem muito frequentemente todos aqueles que não entendem nada de mercados. Shiller estava apenas chamando a atenção para a reação exagerada das pessoas em face de determinadas inversões de tendência dos mercados, o que parece absolutamente normal (“Anxiety and Interest Rates: How Uncertainty Is Weighing on Us”: http://www.nytimes.com/2015/02/08/upshot/anxiety-and-interest-rates-how-uncertainty-is-weighing-on-us.html?emc=edit_tnt_20150207&nlid=13125452&tntemail0=y&_r=0&abt=0002&abg=1).
Nem os agentes tradicionais de mercado nem os simples cidadãos – que entram e saem dos mercados para conduzir uma operação qualquer – dispõem de todas as informações em volume e na qualidade necessários para tomar suas decisões da melhor forma possível, com total domínio sobre os fatos e amplo conhecimento de causa. Sempre persistem zonas de sombra, quando não áreas inteiras cinzentas, e até territórios obscuros, que induzem esses agentes e os particulares a tomarem decisões erradas, a enveredar por caminhos perigosos, abrindo assim a janela para a formação de bolhas especulativas, ou à simples depreciação de seus ativos, apostando nas ações ou nas moedas “erradas”. Tais fatos, ou movimentos, acontecem, e seria incongruente colocar a culpa nos mercados, que apenas se movimentam sob o impulso de nossas próprias decisões, individuais ou coletivas.
Desde quando comecei a aprender um pouco de economia – bem mais nos cadernos especializados dos grandes jornais do que na leitura dos manuais acadêmicos, justamente – sempre desconfiei das alegações sobre as “falhas de mercado”, que figuram em praticamente todos os livros de micro e macro, com alguns exemplos das principais, para, a partir daí, legitimar as medidas corretivas que os governos tomam para tornar os mercados mais “funcionais”. Os próprios dirigentes políticos, quando não seus assessores econômicos, recorrem a essas figuras de estilo – falhas ou imperfeições de mercado –, para implementar medidas que parecem “racionais”, numa primeira abordagem, mas que depois podem causar mais problemas do que soluções.
Sinto discordar desse tipo de visão, e provavelmente de 90% dos acadêmicos envolvidos nesse tipo de debate, mas discordo frontalmente desse tipo de alegação. Não é que eu não acredite nas “imperfeições” do mercado, pois minha discordância vai bem mais além: eu não acredito é que existam “imperfeições” de mercado, uma vez que esse é o estado natural de existência e de funcionamento dos mercados. Ora, sendo isso natural, não há porque falar em “imperfeições”, como se estas fosse anomalias passíveis de correção pela ação de algum grupo de sábios, ou videntes, como se o mercado, ou os mercados mais precisamente, pudessem funcionar de outra forma como o fazem, com todos os seus movimentos erráticos, esses altos e baixos, essas ondas de otimismo e os vagalhões de pessimismo que o caracterizam sempre e em qualquer circunstância. Volto a repetir: não existem imperfeições de mercado, existem mercados, simplesmente. Tal tipo de afirmação me parece tão evidente que dispensaria qualquer explicação, mas vamos tornar explícito o que acabo de argumentar implicitamente.
O que é o mercado, ou o que são os mercados? Não existe um único mercado, obviamente, mas dezenas, centenas, milhares deles, sempre à disposição de qualquer agente ou um simples trabalhador, sem esquecer os famosos rentistas, que vivem, ao que parece, de especulações nos mercados; todos eles são prontamente atendidos em suas intenções de satisfazer seus desejos ou necessidades, de maneira perfeitamente legal, ou até ilegal e clandestina (para drogas, por exemplo). Os mercados são simples espaços de encontro para trocas bilaterais ou “multilaterais”, e eles existem tanto virtualmente quanto fisicamente, desde que duas ou mais pessoas se disponham a trocar seus ativos por outros, detidos pela outra parte interveniente nesse tipo de “escambo”. Pode ser uma maçã contra uma banana no pátio da escola, ou milhões de dólares numa bolsa qualquer, num agente de câmbio de divisas, ou na compra de bônus governamental de alguma economia emergente. Quaisquer bens ou serviços que sejam objeto de alguma preferência subjetiva quanto ao seu valor são facilmente integrados e integráveis a um mercado qualquer, formal ou informal, de qualquer tipo, dimensão ou “perfeição”. Mercados são perfeitamente ubíquos, mesmo quando invisíveis.
O professor Shiller afirma isto em seu artigo: “porque os mercados não são realmente muito eficientes, o efeito desses variados fatores [níveis extremos de juros e preços devido à confluência de múltiplos fatores precipitantes, entre eles a ansiedade] tende a ser amplificado pela realimentação emocional. Por exemplo, quando as pessoas começam a ver taxas e preços mudando, algumas delas decidem agir: elas são atraídas ao mercado quando os preços estão subindo, e frequentemente o deixam quando os preços caem. Nós então [suponho que ele esteja falando dos economistas] ficamos surpresos pela extensão da aparente sobre-reação do mercado aos fatores precipitantes que não pensávamos que estivessem realmente na mente de todo mundo.”
Ora, não é preciso ser prêmio Nobel de economia (2013) para descobrir que existem fatores precipitantes, ou que as pessoas reagem de tal e tal modo ao ver os preços subindo ou descendo nos mercados de valores. Sinto muito dizer isso, mas a afirmação do professor Shiller não faz nenhum sentido, ou então ela expressa exatamente o comportamento das pessoas nos mercados. Por que estes seriam pouco eficientes, então, quando eles estão atuando exatamente como as pessoas o fizeram se movimentar? Para a alta nos momentos otimistas, quando os preços estão subindo, e para a baixa quando há percepção, ou movimento real, de queda. Não é preciso nenhuma exuberância racional para explicar isso, embora as pessoas se comportem exatamente assim, com toda a irracionalidade que permeia qualquer ação humana em face de incertezas, zonas de sombra ou simples desconhecimento das dinâmicas da vida (sejam elas as forças da natureza, ou as forças igualmente imponderáveis da economia).
Tenho para mim que os mercados são perfeitamente eficientes e altamente perfeitos, uma vez que eles reagem exatamente em função de como as pessoas atuam neles, ou seja, investindo ou se retirando, trocando ativos ou permanecendo paradas, e tudo isso é feito de maneira perfeitamente descoordenada, anárquica mesma, como devem ser mercados altamente funcionais. Agora, se você pretende que o mercado funcione de uma determinada maneira, e não possa refletir os movimentos das pessoas, então coloque alguns burocratas de governo para vigiá-lo, para corrigi-lo, para discipliná-lo de algumas “imperfeições” detectadas por esses mesmos burocratas. O mais provável é que eles estejam atuando a mando de “gestores” mais poderosos, que por sua vez decidiram empreender alguma ação corretiva porque alguns agentes de mercado decidiram que ele só poderia se movimentar numa direção, e não em outra: geralmente mantendo o câmbio em determinado patamar, determinadas ações imunes aos resultados efetivos da empresa, mercadorias em certo nível de preços do que a sua oferta mais abundante, ou escassa, o determinaria, pelo livre movimento de produtores e de compradores nesses mercados específicos, etc.; escolha qualquer um dos casos.
A legitimação é sempre a mesma: como os mercados não são “eficientes”, os sábios do governo (com seus conselheiros econômicos por trás) resolvem “ajudá-los” impondo certas regras, ou limitando o ingresso de outros participantes. Barreiras ao ingresso de novos competidores é sempre uma maneira “eficiente” de preservar os ganhos dos poucos participantes de algum cartel qualquer, e isso é feito não apenas nos mercados “livres”, mas também em regime de concessões públicas (transportes, por exemplo) ou no comércio exterior (pelas tarifas ou mediante normas técnicas, que se tornam regulações compulsórias, como as nossas famosas tomadas “jabuticabas”). O resultado de tudo isso é que sempre haverá ganhos para alguns – até que o dinheiro do regulador acabe, pelo menos – e perdas para os demais, pelo menos enquanto durar a festa, ou seja, enquanto a dinâmica do mercado não se vingar de seus “corretores” (o que ele sempre acaba fazendo, mais cedo ou mais tarde). O exemplo mais patente dessa realidade é o câmbio: a Venezuela e a Argentina que o digam.
O fato singelo é o seguinte: mercados livres, perfeitamente funcionais – ainda que causando perdas para uns e outros –, sempre serão infinitamente mais eficientes do que qualquer comitê de salvação pública econômica, e isto por uma razão muito simples. Os mercados reagem imediatamente à entrada e saída de pessoas – ou de bens e serviços – em seus espaços de intercâmbios, permitindo assim que alguns realizem ganhos, que outros contabilizem suas perdas, e todos procuram se ajustar rapidamente, o que torna o sistema sempre muito eficiente e quase “perfeito”, ao sinalizar pelos preços quais são as expectativas de ganhos (oxalá) ou induzindo à redução das perdas. Quando o comitê de sábios intervêm, ele não pode fazê-lo de maneira dirigida, ou pessoal, mas estabelecendo regras genéricas, digamos assim, contemplando toda uma categoria de transações, e não a movimentação individual dos agentes. Eles ainda precisam fazê-lo por via legislativa ou mediante resoluções administrativas, que sempre são muito lentas a serem implementadas, e mais lentas ainda a serem modificadas.
Resulta de tudo isso que medidas governamentais de “correção” dos mercados sempre serão imperfeitas, limitadas, parciais, insuficientes e, no limite, estúpidas, para tratar da diversidade de situações que emerge das interações dinâmicas, racionais ou irracionais, entre pessoas e corporações transacionando nos mercados. Quanto mais livres forem estes últimos, todos buscarão o seu benefício individual – como aliás dizia Adam Smith por meio de sua famosa alegoria da “mão invisível”, que não é uma teoria e sim uma simples constatação de bom senso – e ninguém supostamente será punido pela ineficiência ou imperfeição de qualquer mercado, uma vez que todos permanecem perfeitamente livres para entrar e sair de algum deles quando assim o desejarem. De resto, quaisquer que sejam as eventuais “imperfeições” ou a ineficiência dos mercados, elas sempre serão infinitamente mais benignas, e menos prejudiciais, do que as ações dos governos, que tendem a criar camisas de força nos mercados o que só acaba ou sufocando-os ou produzindo o conhecido fenômeno dos “contraventores de regras”.
Pense bem: qual das situações você prefere? Portanto, quando alguém vier lhe falar numa tal de “lógica de mercado”, ou de que é preciso corrigir alguma imperfeição detectada, responda logo: “Tudo bem: o mercado não possui nenhuma lógica, mas ela sempre será superior à de qualquer governo; no mais, não mexa com o meu mercado, está bem assim?”. O mundo seria bem simples sem os arquitetos da vontade alheia e sem todos esses engenheiros sociais tentando tornar a nossa vida mais “simples”...

Paulo Roberto de Almeida
Hartford, 2767: 8-9/02/2015

América Latina: por que existem noticias tao bizarras?

Eu percorro os boletins de notícias, e encontro as tragédias de sempre, ou alta diplomacia.
Não sei porque a América Latina me dá certa sensação de cansaço...
Paulo Roberto de Almeida

A team of Argentine forensics experts sent to investigate the disappearance of 43 students in southern Mexico say that the Mexican government should not be allowed to continue investigating the crime.

•  Colombia’s rebel group the FARC invited Paulina Vega, a Colombian and the recent winner of the Miss Universe competition, to assist in peace negotiations with the government...

Petrolao-Petralhabras: a conta da bandalha cada vez aumenta mais US$ 450 MILHOES para fundos americanos

Parece que essa brincadeira dos mafiosos petralhas vai sair cara para a Petralhabras: não bastasse 1 (UM) BILHÃO de DÓLARES com PadaDilma, não bastasse todas as falcatruas em contratos -- só um companheiro levou 200 MILHÕES de dólares --, não bastasse tudo aquilo que ainda não sabemos, ainda vem mais essa: fundos americanos não costumam deixar barato...
Paulo Roberto de Almeida

Dia da vergonha

O Antagonista, 9/02/2015

Hoje, foi dia de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, passar vergonha. Ele esteve no Departamento de Justiça americano e no FBI, em Washington, para falar sobre o processo do Petrolão. Ainda terá de ir também à Sec. Hoje, foi dia de nós passarmos vergonha. A ação coletiva que corre nos Estados Unidos incorporou nove grandes fundos de investimento. Juntos, eles reclamam um ressarcimento de 450 milhões de dólares da Petrobras, quantia que alegam ter perdido com a corrupção na empresa brasileira.
A lambança do PT tem preço; o vexame que ela nos causa não tem preço

Siete Tesis Equivocadas sobre America Latina, de Rodolfo Stavenhagen, a los 50 anos: seminario del Colegio de Mexico


Seminario Internacional: Nuevas miradas tras medio siglo de la publicación Siete tesis equivocadas sobre América Latina de Rodolfo Stavenhagen

Ciudad de México
25 y 26 de junio de 2015

 

CONVOCATORIA


Se convoca a investigadores y estudiantes de las ciencias sociales de América Latina, así como de otros países interesados, a discutir en torno de este ensayo y de sus repercusiones a 50 años de su publicación. 
El seminario tiene como propósito evaluar los procesos de cambio ocurridos en el transcurso del último medio siglo, a la luz de los planteamientos expuestos en 1965 en el célebre ensayo “Siete tesis equivocadas sobre América Latina” de Rodolfo Stavenhagen, mismo que cuestionó numerosos análisis e interpretaciones presentados como moneda corriente en las ciencias sociales de la época, y que se albergaron en la base del pensamiento desarrollista ampliamente difundido.

Requisitos

Los interesados en participar deberán cumplir con los siguientes requisitos:
a) Enviar una solicitud, antes del 27 de febrero de 2015, en la que se exponga el interés en el Seminario, y se incluya un resumen (abstract) del artículo y de la exposición previstas, además de un síntesis curricular que no exceda de una página.

b) En caso de ser aceptado/a, se deberá enviar la ponencia escrita antes del 30 de abril de 2015.
c) El abstract será de un máximo de 2500 caracteres.
d) La extensión del CV es de media cuartilla a lo que se le suma la exposición de motivos de otra media cuartilla.
e) El documento deberá tener formato de artículo y lo que se presenta es una exposición del mismo pensado para un tiempo de exposición de 15-20 min. (aprox. 8-10 cuartillas con formato estándar -tipografía times o arial, tamaño 12 a espacio y medio).
Enviar las propuestas al correo: seminario7tesis@colmex.mx

Notas

La sede del seminario será en las instalaciones de El Colegio de México
El seminario no tiene costo
Los apoyos para la asistencia al seminario están a cargo del comité evaluador.
Las agencias convocantes procurarán obtener recursos para facilitar la asistencia de un número seleccionado de participantes del extranjero

Los siguientes artículo y ensayo estan disponibles para ser consultados en las siguientes ligas:
“Siete tesis equivocadas sobre América Latina” Rodolfo Stavenhagen
“Rodolfo Stavenhagen, Siete Tesis equivocadas sobre América latina (1965)” - Francisco Zapata

 

Informes

Para mayor información contactar con:
Serena Chew - schewp@colmex.mx
Centro de Estudios Sociológicos de El Colegio de México

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Politica Externa: Unasul com uma agenda carregada

Carregada de coisas importantes para o futuro do continente, mas a mídia golpista não liga para ela. A única matéria que achei estava nesse site desrespeitoso, gozador e contrarianista, que por acaso se chama O Antagonista. Sorry pelas más palavras people. 
Paulo Roberto de Almeida 

A ofensiva golpista midiática

A Unasul está reunida no Uruguai para defender a Venezuela das sanções impostas pelos Estados Unidos. O Brasil é representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

A reunião não servirá apenas para defender a ditadura venezuelana. De acordo com o Twitter da Unasul, os governos latino-americanos vão discutir também a "ofensiva golpista midiática no Brasil e na Argentina".

É bom saber que os 200 milhões de dólares roubados pelo PT, segundo a denúncia de Pedro Barusco, estão na pauta de discussões bolivarianas. 

Unasul em defesa dos mochileiros

Economia de livres mercados: dez mitos persistentes - Institute of Economic Affairs

Primeiro: quem desejar filminhos sugestivos, melhor ir diretamente ao link original, pois não pretendo reproduzi-los aqui, contentando-me apenas em transcrever o texto:
http://www.buzzfeed.com/cgoodwin/10-persistent-myths-about-free-market-economics-18ka3
Segundo, vou adaptar esse texto inglês, como já prometi em relação ao texto de Alberto Montaner sobre o liberalismo, às circunstâncias especiais do Brasil, mas ainda não tive tempo de fazê-lo. Fica no meu pipeline de working papers, portanto.
Em todo caso, aproveitem...
Paulo Roberto de Almeida

10 Persistent Myths About Free Market Economics

Free markets, capitalism and economics are often surrounded by misconceptions. Here are 10 myths about economics that either don’t stand up to further scrutiny or are just downright wrong, but which continue to dominate discussions surrounding the topic.

1. Greed is all economists care about, right?

Wrong. Supporters of free markets are often accused of believing that ‘greed is good’. Greed is not good, and economists do not believe that greed is necessary for capitalism to flourish. What economists do believe is that self-interest is a powerful motivator when it comes to financial transactions. No one denies the wide range of feelings that motivate us to act in certain ways, nor does anyone deny that people often make sacrifices for others and are altruistic. The beauty of free markets is that they work, regardless of whether people are greedy or selfless.

2. Oh, and economic growth

“Addicted to growth”, “GDP fetishism” and “the crack-cocaine of economic indicators”, are just some of the phrases used to convey society’s supposedly unhealthy fixation with Gross Domestic product (GDP). But no politician or economist has ever expressed support for the ‘growth at all costs’ mantra that is alleged to be central to ‘neo-liberalism’. Far from the be all and end all, GDP is an economic indicator just like employment and inflation. If governments aimed to maximise GDP alone, we would have a much smaller state, huge tax cuts, no planning system, no carbon-reduction targets, legalised drugs, no immigration controls whatsoever and extremely limited regulation.

3. The rich get richer while the poor get poorer

The concern that the rich are getting richer while the poor become poorer is a myth that has been around for many years but is false - or at least only half-true. The rich certainly get richer, but so do the poor. Over a century’s worth of growth has led to a steady rise in wages across the board and government figures show that between 1977 and 2012, the incomes of the poorest fifth of Britons rose by 93 per cent (adjusted for inflation). Much of this is made up of benefits, but wages have also risen significantly. Since 1986, the hourly wages of the poorest fifth of workers has risen by 49 per cent (adjusted for inflation).

4. We are working longer and longer hours

 We are working longer and longer hours

stats.oecd.org / Via OECD stats
In 1900, British workers spent roughly 3,000 hours a year on the job. Compare this to the present day, when individuals in most of the world’s developed societies each work fewer than 1,800 hours a year. It is a common misconception that we are all working longer, but average working hours for British employees continues to fall. According to OECD figures, over half UK employees work less than 40 hours a week and fewer than 12% work more than 50 hours a week. Some people on high incomes have seen their working week increase but this is not the norm.

5. Inequality is on the rise…

Inequality is on the rise...
ONS (2014a) The effects of taxes and benefits on household income, 2012/13. 26 June.
From Russell Brand to Thomas Piketty, commentators love to remind us that the UK suffers from spiralling inequality, which, if we’re not careful, will revert us back to Victorian extremes. Claims such as these are misleading at best. By any conventional measure, income inequality peaked in Britain in 1990 and has been flat or falling ever since. It is currently lower than it has been for nearly 30 years.

6. …while social mobility is falling

The majority of those born poor swiftly move up the income ladder and almost all become wealthier than their parents, contrary to the beliefs of the Polly Toynbees of this world. Far from grinding to a halt, social mobility in the UK is better than it has ever been before and, as a recent study from Oxford University concluded, ‘with relative just as with absolute rates, there is no evidence at all to support the idea of mobility in decline.’

7. We’ve got all we can from economic growth, so let’s focus on th

Sceptics of further economic growth should bear in mind the benefits to be had from ongoing prosperity. Not only does money allow us to pursue our goals and enjoy the fruits of our labour but it is also a consequence of human ingenuity and ambition. What’s more, the ever widening welfare state isn’t going to pay for itself. So perhaps we can afford a little more optimism.

8. Money doesn’t buy happiness after all

Surely the failure of aggregate happiness to rise as everyone gets wealthier is proof that pursing growth is pointless? Not necessarily, no. A number of studies have shown not only that rich people are happier than poorer people, but that countries tend to become happier as they become richer. Of course, people’s aspirations rise as they and the people around them achieve better living standards, and this is a good thing. Most, though not all, happen to think that having a better income allows them to do what they want to do. So money isn’t an obstacle to a good life – it facilitates it!

9. Inequality is bad for your health, literally

It is sometimes claimed that high rates of income inequality are associated with a number of negative social outcomes, including lower life expectancy. This claim was first made by the sociologist Richard Wilkinson in the early 1990s but subsequent research contradicted it. Wilkinson later co-authored a book - The Spirit Level - which popularised the theory while ignoring all the evidence to the contrary. The Spirit Level includes a graph which appears to show a negative correlation between inequality and life expectancy, but the graph uses old data and excludes a number of countries which don’t fit the pattern. If up-to-date data are used - or if the full complement of countries is shown - the correlation (funnily enough) disappears.

10. We’re heading back to the 1930s

We are far richer today than we were in the 1930s and GDP is many times higher, so it is meaningless to compare government spending today with that in the 30s. Even if the government meets its target, it will still be spending eight times more than the government of 1935 (adjusted for inflation). And, as a proportion of GDP, the figure will only be slightly lower than it was in 2001 - hardly The Road to Wigan Pier. And with a growing economy, why shouldn’t spending as a proportion of GDP fall? Demonstrating fiscal responsibility is a far cry from condemning us all to a life of poverty and destitution.

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Agricultura: China subsidia mais do que EUA e UE; quais são nossos aliados no Brics e no G-20 comercial?

Pois é: eu sempre achei o tal de G-20 comercial, gloriosamente apresentado pelos promotores da tal de diplomacia "ativa e altiva", um tremendo grupo esquizofrênico, ao juntar exportadores agrícolas competivos e não subvencionistas, a outros países importadores, protecionistas, subvencionistas e desejosos de preservar tal condição, como a China e a Índia, por exemplo.
Ou seja, o Brasil patrocinava um grupo que continha países "aliados" que faziam o exato contrário do que ele pregava, e tinha que fazer malabarismos em suas posições diplomáticas para acomodar os interesses desses sócios anti-sócios. Essa era a diplomacia dos velhos tempos, talvez ainda seja...
Vamos ver como ficamos daqui para a frente...
Paulo Roberto de Almeida

Pouca ambição na OMC

Editorial O Estado de S.Paulo, 9 Fevereiro 2015 

A constatação de que a China já concede mais subsídios para seus agricultores do que os Estados Unidos e a Europa - invariavelmente apontados pelos países produtores como os responsáveis pelas maiores distorções no comércio mundial de alimentos - torna mais remota a possibilidade de o governo brasileiro conseguir impor sua agenda durante o esforço da Organização Mundial do Comércio (OMC) para concluir, ainda neste ano, a Rodada Doha de liberalização comercial que se arrasta desde 2001.
O governo brasileiro não aceita uma negociação no âmbito da OMC que não tenha como foco a liberalização do comércio de produtos agrícolas. Países industrializados que subsidiam pesadamente a produção local têm resistido a essa discussão. A política agrícola do governo de Pequim, caracterizada por subsídios crescentes, indica que a China se juntará a esses países para tentar reduzir os limites de uma eventual negociação sobre o tema conduzida pela OMC.
Como mostrou o Estado (4/2), levantamento realizado por um grupo liderado pelos governos da Austrália, Chile, Canadá, Paraguai e Uruguai - preocupados com o efeito dos subsídios sobre os preços internacionais e sobre a competitividade de cada país produtor - constatou que a China distribuiu a seus agricultores subsídios no valor de US$ 15,3 bilhões por ano, valor superior ao distribuído pelos governos europeus (US$ 12,6 bilhões) e americano (US$ 12,1 bilhões).
São cifras bem menores do que as apuradas pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mas igualmente mostram como a China vem puxando o aumento mundial de subsídios. Em sua defesa, o governo de Pequim alega que o estímulo à atividade agrícola é essencial para assegurar o abastecimento doméstico e evitar o êxodo do campo para as cidades.
Numa manobra para dividir os países em desenvolvimento, entre os quais estão os mais interessados na liberalização do comércio agrícola, o governo americano quer excluir dessa classificação países como China, Brasil e Índia. Isso porque quanto mais economicamente avançado for classificado um país, mais concessões deverá fazer nas negociações - ou seja, tem de cortar mais fortemente barreiras tarifárias ou subsídios. Se a nova classificação for adotada, o Brasil ganhará menos numa eventual liberalização do comércio agrícola.
Nas negociações na OMC sobre agricultura, a China já deixou claro que o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) não passa de uma sigla engenhosa. Seus interesses nesse campo em nada se assemelham aos do governo brasileiro. Grande importadora de alimentos, a China se mostra muito pouco disposta a fazer concessões nessa área. Ao contrário, pretende não só manter os atuais subsídios, como até ampliá-los ou criar novas medidas de proteção à produção local. O governo de Pequim considera que já fez mais concessões do que deveria ter feito.
Apesar das dificuldades cada vez maiores para fazer avançar essa discussão no sentido que pretende, o governo da presidente Dilma Rousseff mantém a ideia fixa de condicionar qualquer avanço nas negociações da Rodada Doha à abertura do comércio agrícola.
Temendo que a nova iniciativa da direção da OMC - à frente da qual está o brasileiro Roberto Azevêdo - de aceleração das negociações da Rodada Doha se concentre no comércio de bens industriais e de serviços, o governo brasileiro já manifestou sua contrariedade.
"Nós certamente não aceitaremos um jogo de faz de conta na OMC em que, por falta de ambição ou ausência de vontade política, se abandone o objetivo de ampliar o acesso a mercados para a agricultura", disse ao jornal Valor o subsecretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, embaixador Ênio Cordeiro.
O governo do PT boicotou a criação da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca), que abriria mercados para os nossos produtos industrializados. Ao fugir novamente da discussão sobre o comércio desses bens, parece contentar-se em fazer do Brasil um exportador de produtos primários.

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