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Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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Minha mensagem à ADB:
Falecimento do Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães: Seu depoimento na série Percursos Diplomáticos, em 2018
https://youtu.be/MchU9jRwJTw?feature=shared
Meu texto completo está referido abaixo:
3319. “Percursos Diplomáticos: uma reflexão necessária”, Brasília, 12-24 agosto 2018, 5 p. Introdução ao depoimento do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto, no quadro da série de depoimentos de diplomatas aposentados, que se acrescentam ao anteriores (link: http://www.funag.gov.br/index.php/pt-br/2015-02-12-19-38-42/2784-palestra-percursos-diplomaticos-com-o-embaixador-samuel-pinheiro-guimaraes). Revisto e lido em 24 de agosto de 2018, no auditório do Instituto Rio Branco. Divulgado no blog Diplomatizzando (24/08/2018; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2018/08/percursos-diplomaticos-samuel-pinheiro_24.html); Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/2066487373414702). Link para o vídeo no YouTube (pronunciamento pessoal nos primeiros 15 minutos do vídeo; link: https://youtu.be/6gPTjMtlfqE ou https://www.youtube.com/watch?v=6gPTjMtlfqE&feature=youtu.be).
Desenvolvimento industrial requer Estado, mas isso não significa subsídio, diz empresário Líder do B20
Morre em Brasília o embaixador Samuel Pinheiro, secretário do Itamaraty nos primeiros governos de Lula Embaixador tinha 84 anos e teve extensa carreira nas relações internacionais.
Receber o embaixador ez-SG Samuel Pinheiro Guimaraes foi uma bonita experiência minha no IPRI:
https://youtu.be/MchU9jRwJTw?feature=shared
3319. “Percursos Diplomáticos: uma reflexão necessária”, Brasília, 12-24 agosto 2018, 5 p. Introdução ao depoimento do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto, no quadro da série de depoimentos de diplomatas aposentados, que se acrescentam ao anteriores (link: http://www.funag.gov.br/index.php/pt-br/2015-02-12-19-38-42/2784-palestra-percursos-diplomaticos-com-o-embaixador-samuel-pinheiro-guimaraes). Revisto e lido em 24 de agosto de 2018, no auditório do Instituto Rio Branco. Divulgado no blog Diplomatizzando (24/08/2018; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2018/08/percursos-diplomaticos-samuel-pinheiro_24.html); Facebook (https://www.facebook.com/paulobooks/posts/2066487373414702). Link para o vídeo no YouTube (pronunciamento pessoal nos primeiros 15 minutos do vídeo; link: https://youtu.be/6gPTjMtlfqE ou https://www.youtube.com/watch?v=6gPTjMtlfqE&feature=youtu.be).
Era, sobretudo, um grande e devotado funcionário das relações exteriores, nacionalista e desenvolvimentista, ajustados aos tempos da diplomacia dos governos do PT. (PRA)
From @JakubJanda:
“THE MOST DANGEROUS EUROPEAN SCENARIO:
Jakub Janda
Jan 27, 20333
(based on my private talks with many European political and military leaders)
If the United States would end its material military support to Ukraine in short and mid-term, it could mean the following cascade of (worst case) events:
- since Europe is unable to deliver weapons & ammo Ukraine needs in near-close quality and quantity, Ukrainian defenders will have to first select to which attackers they shoot at, later this will become a strategic problem forcing Ukrainian leadership to search for any form of cease-fire
- why would terrorist Russia agree on any cease-fire or keep such promise if they would see their own strategic initiative and Ukraine desperately lacking defensive weps and ammo? Russia would keep attacking until Ukraine has to plead for capitulation, likely leading to internal political instability in Ukraine
- during this process, we can expect several million Ukrainians running West in panic, flooding Central and part of Western Europe, leading to natural rise of far-right (which is always a Russian fifth column), shaking internal stability of European NATO member states
- since most of Europe lacks large and modern air force able to deterring Russia, we will be (as always) dependent on the decisions of the American President. Those hundreds of F-35s ordered by European nations will be coming after like 2028/2030, so we have at least 4-5 year gap when much of Europe is really vulnerable.
- Even if brave countries like Poland, Sweden, Finland or Baltic republics spend as much as they urgently can, our strategic balance of (military and political) power to Russian terrorists is not favourable to Europeans, if we cannot be sure about American strategic decisions after January 2025
- we see a lot of symbolic actions by large European economies (Germany, France, Italy, Spain), but are they running their defense industry and spending to semi-war levels like Russia does? Not at all, because they are not scared by the most realistic change of Russian attack on EU/NATO countries in last four decades. Why? Because they are not in the first line and many within their economic establishments still hope to get back to “normal” business with Russia. We are facing the most dangerous split over strategic plans across European allies now.
So, supporting Ukrainian defenders with everything we have got is the only realistic change we have to keep this war from erupting in a geostrategic disaster for Europe.”
Quando o Brasil voltará a crescer?
Retomada do crescimento é inadiável e não há outra saída senão redefinir política econômica no curto prazo
Por André Nassif
O Globo, 26/01/2024
https://valor.globo.com/opiniao/coluna/quando-o-brasil-voltara-a-crescer.ghtml 2/11
Desde o início da década de 1980, o Brasil vem passando por processo de
estagnação, sem fim. Entre 1980 e 2023, a taxa de crescimento do PIB não superou os 2,3% ao ano, inferior ao crescimento mundial, de 2,8% ao ano. O crescimento médio da produtividade tem rodado próximo de zero em igual período. A retomada do crescimento, em ritmo mais expressivo e sustentável, é inadiável, porque dele depende a melhoria do padrão de vida dos brasileiros no futuro. A questão é: o Brasil voltará a crescer sobre bases sustentáveis?
Para responder à pergunta, recorro ao modelo de equilíbrio geral de James Meade, Prêmio Nobel de Economia em 1977, para quem o desafio dos policy-makers é adotar políticas consistentes que assegurem, simultaneamente, o equilíbrio interno (crescimento compatível com o pleno emprego e estabilidade de preços) e o equilíbrio externo (equilíbrio do balanço de pagamentos). Embora seja um modelo de curto prazo, concebido para o mundo de Bretton Woods, em que prevaleciam taxas de câmbio fixas (mas ajustáveis) e controle de capitais, ele pode não apenas ser adaptado para o mundo atual, com taxas de câmbio flutuantes e elevada abertura ao movimento de capitais, como também estendido ao longo prazo.
No modelo, o equilíbrio interno e o equilíbrio externo são determinados,
simultaneamente, pela taxa de câmbio real e pela absorção doméstica (consumo, investimento e gastos do governo). Enquanto as políticas monetária e fiscal afetam diretamente o nível da demanda doméstica e o equilíbrio interno, a política cambial, ao alterar a composição da demanda agregada destinada aos produtos domésticos e aos produtos importados, interfere diretamente no equilíbrio externo.
A taxa de câmbio real está associada negativamente ao equilíbrio interno, mas positivamente ao equilíbrio externo. Assim, uma taxa de câmbio real menor (moeda brasileira sobrevalorizada), por diminuir a absorção de bens domésticos em detrimento dos importados (que se tornam mais baratos) e causar desemprego, requer incremento da absorção doméstica (por exemplo, através de uma política fiscal expansionista) para levar a economia de volta ao equilíbrio interno; já uma taxa de câmbio real maior (moeda brasileira subvalorizada), ao ampliar a competitividade internacional, afeta positivamente as exportações líquidas e acarreta (tudo o mais constante) maior superávit do balanço de pagamentos.
Atualmente, a economia brasileira conta com equilíbrio externo, mas não interno, pois opera abaixo de seu potencial e com elevado desemprego. No mundo de Bretton Woods, havia maior autonomia no manejo da política macroeconômica. Uma política monetária expansionista poderia levar a economia ao pleno emprego e até mesmo provocar alguma inflação no médio prazo. Uma política de desvalorização cambial, acompanhada de ajustes finos de contração monetário-fiscal, poderia levá-la a alcançar a situação ótima de pleno emprego, estabilidade de preços e equilíbrio do balanço de pagamentos.
O modelo sugere que os instrumentos da política macroeconômica envolvem dilemas (trade-offs): em um mundo com taxas de câmbio fixas (mas ajustáveis) e controle de capitais, políticas monetárias e fiscais expansionistas aumentam a absorção doméstica e reduzem o desemprego, mas deterioram os resultados do balanço de pagamentos. Para contornar o trade off, uma política de desvalorização cambial seria capaz de reorientar a composição da demanda agregada para gastos em produtos e serviços domésticos em detrimento dos importados, propiciando uma melhoria dos resultados do balanço de pagamentos.
Acontece que no Brasil (e no mundo), atualmente, prevalecem regimes de câmbio flutuantes e elevada mobilidade dos fluxos de capitais externos. A autonomia para a execução de políticas macroeconômicas compatíveis com os interesses sociais de longo prazo é reduzida, mas não inexistente. O ideal é que os regimes de metas de inflação sejam razoavelmente flexíveis, com bancos centrais conferindo pesos iguais aos objetivos de manter a inflação na meta e alcançar o pleno emprego.
Infelizmente, diferentemente de outros países, este não tem sido o caso do Brasil. Na situação atual, por exemplo, tanto a política monetária quanto a política fiscal operam com vieses contracionistas. O novo arcabouço fiscal confere maior flexibilidade para que a política fiscal se desvie para o terreno expansionista, mas este dependerá da dinâmica das receitas do governo. Dada a desaceleração econômica em curso, se mantida a meta de déficit fiscal primário zero, será mínimo o potencial para incremento dos investimentos públicos, condição necessária para acionar o motor da recuperação econômica.
Qual seria a melhor solução agora? Mesmo com os cortes esperados da Selic, para 9% até o final do ano, ainda assim a taxa de juros real básica de curto prazo, de 4,9%, permanecerá com viés contracionista no final de 2024, considerando expectativas de inflação de 3,9% e taxa de juros real neutra de 4%, de acordo com as projeções do Banco Central. Logo, não há outra saída senão redefinir os contornos da política econômica no curto prazo, alterando a meta de déficit fiscal primário para 1% do PIB, de sorte que a expansão dos investimentos públicos programados proporcione o start inicial da recuperação econômica e impulsione, consequentemente, os investimentos privados.
Voltando ao modelo de equilíbrio interno-externo, com câmbio flutuante e livre
mobilidade de capitais, uma política fiscal expansionista, no momento, faria com que a economia brasileira aumentasse a absorção doméstica e reduzisse o desemprego. E, prevendo alguma incerteza no mercado financeiro, que sempre reage, de forma exagerada e, na maioria dos casos, injustificadamente, à expansão dos gastos públicos, esse impulso fiscal, ao gerar alguma turbulência temporária no mercado de câmbio, provocaria maior depreciação do real e equilíbrio externo às custas do equilíbrio interno. Porém, com o manejo dos instrumentos de política cambial vigentes (venda de reservas, swaps cambiais etc), o Banco Central do Brasil seria plenamente capaz de aliviar a pressão sobre a taxa de câmbio e trazer a economia brasileira ao equilíbrio “geral”, entre 2024 e 2025.
Evidentemente, as medidas sugeridas não respondem integralmente à pergunta que dá título a este artigo. Afinal, o crescimento da economia sobre bases sustentáveis depende de uma diversidade de fatores adicionais complementares, como o impacto da nova política industrial a ser lançada (a neoindustrialização) sobre a taxa de investimento, redução das taxas de juros reais para níveis internacionais, preservação de uma taxa de câmbio real competitiva e estável etc. Mas para que o novo arcabouço fiscal venha a funcionar de forma satisfatória, preservando investimentos públicos e gastos sociais em patamares que proporcionem aumento da produtividade da economia e redução das desigualdades, mas permitindo, ao mesmo tempo, ritmo de crescimento das receitas públicas superior ao das despesas primárias, é preciso que o motor da recuperação seja acionado pela política fiscal.
Do contrário, o Brasil contratará não apenas menor crescimento econômico, mas também maior dificuldade para colocar em prática o novo arcabouço fiscal vigente.
André Nassif é professor-visitante do King’s College London, Reino Unido, e autor de “Desenvolvimento e Estagnação: o Debate entre Desenvolvimentistas e Liberais Neoclássicos”.
E-mail: andre.nassif@kcl.ac.uk; andrenassif27@gmail.com
Nuclear Non-Proliferation Regime: success or failure?
Book Review: Jeffrey M. Kaplow. Signing Away the Bomb: The Surprising Success of the Nonproliferation Regime (2022)
Excerpt:
“NPT, which has now passed its 50th anniversary, has 191 states parties, more than any other arms control treaty. Five states that had already developed nuclear weapons (the United States, Russia, Britain, France, and China) were allowed to join the NPT as nuclear weapon states; all other members had to join as non-nuclear weapon states, meaning they legally foreswore the option of getting the bomb when they signed the treaty. Only five states are not members: India, Israel, North Korea, Pakistan, and South Sudan. The first four have nuclear arsenals but cannot legally be recognized under the NPT as nuclear weapon states, so they remain outside the treaty (North Korea was a signatory but withdrew a few years before it conducted its first nuclear test); South Sudan became independent relatively recently and its non-membership is not regarded as a signal of potential interest in a nuclear program.”
H-Diplo|RJISSF Roundtable Review 15-25 on Kaplow, _Signing Away the Bomb_
christopher ball
H-Diplo | Robert Jervis International Security Studies Forum
Roundtable Review 15-25
Jeffrey M. Kaplow. Signing Away the Bomb: The Surprising Success of the Nonproliferation Regime.Cambridge: Cambridge University Press, 2022. ISBN: 9781009216739 (hardcover, $110). DOI: https://doi.org/10.1017/9781009216746
26 January 2024 | PDF: https://issforum.org/to/jrt15-25 | Website: rjissf.org | Twitter: @HDiplo
Contents
Introduction by Jeffrey W. Knopf, Middlebury Institute of International Studies (MIIS) 2
Review by Naomi Egel, University of Georgia. 7
Review by Jeffrey S. Lantis, The College of Wooster. 11
Review by J. Luis Rodriguez, George Mason University. 14
Response by Jeffrey M. Kaplow, College of William & Mary. 18
(...)
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