quinta-feira, 6 de maio de 2021

Itamaraty, em um mês, já mudou - Pedro Luiz Rodrigues (Diário do Poder)

 Itamaraty, em um mês, já mudou

Pedro Luiz Rodrigues  
Diário do Poder, 05/05/2021 às 16:18

Há pouco mais de um mês na chefia do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Alberto França exorcizou de nossa diplomacia os discursos e as condutas excêntricas que muitos danos vinham causando ao País no cenário internacional.

Nesse curto espaço de tempo, França conseguiu reconduzir nossa política externa ao curso seguro do pragmatismo, do equilíbrio e do bom-senso. É conquista a ser comemorada, em particular por estar tendo lugar num governo ideologizado, propenso a excessos, inclusive verbais, contra países e dirigentes estrangeiros.

É o Brasil que ganha quando o comando do Itamaraty não é entregue a cabos eleitorais de alas ideologizadas dos extremos de nosso espectro político-partidário, cuja conduta não raramente é lesiva ao verdadeiro interesse nacional.

Nos governos do PT, poder desmesurado foi concedido a Marco Aurélio Garcia – para alguns, o chanceler “de fato” no período –  que desmantelou relacionamentos tradicionais e estabeleceu alianças capengas com governos ideologicamente afins, em alguma medida às custas do escancaramento dos cofres públicos.

Nos primeiros dois anos e três meses do Governo Bolsonaro, a condução da política externa foi também dividida com o Palácio do Planalto, no caso com Felipe Martins, o especialista internacional do PSL. O chanceler Ernesto Araújo foi um “yes-man”. Adepto fervoroso do olavismo, mais será lembrado pelos discursos obscuros que proferiu do que por seja lá pelo que tenha feito.

Nesta quinta-feira (6) o novo Chanceler fará exposição na Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal. Deverá reforçar as posições de equilíbrio e sensatez que foram as características de sua recente apresentação na Câmara dos Deputados. A conferir.

Pedro Luiz Rodrigues, diplomata e jornalista. Foi porta-voz do Itamaraty e diretor da sucursal de Brasília do jornal O Estado de S. Paulo.

https://diariodopoder.com.br/opiniao/itamaraty-em-um-mes-ja-mudou

O governo Bolsonaro está desmoronando - Celso Rocha de Barros (FSP, 3/05/2021)

Não tenho tanta certeza de que o governo esteja desmoronando. Pensei isso quando Sergio Moro pulou fora do barco, mas os bolsonaristas saíram rapidamente chamando o ex-juiz de "comunista", e se recompondo e continuando a atuar de forma quase normal.

Concordo com a maior parte do artigo, mas talvez não com este trecho: 
"O extremista Ernesto Araújo perdeu o Itamaraty e agora xinga o governo no Twitter."
Não tenho certeza de que o patético ex-chanceler acidental era um extremista, o que seria um pouco redutor para personalidade tão problemática. Para mim era um ultra-ideológico desequilibrado, incapaz de fazer de outra forma; talvez desesperado para ser aceito pelo bando de loucos, ignorantes, aloprados, e ele tinha de se rebaixar ao nível deles, para não demonstrar que os que mandavam nele eram idiotas terminais e cretinos fundamentais.
Paulo Roberto de Almeida

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Celso Rocha de Barros – O governo Bolsonaro está desmoronando

- Folha de S. Paulo

Resta-nos confiar no que ainda temos de burocracia profissional no país

No sábado (1º), velhos vacinados pelo Doria foram às ruas em apoio a Bolsonaro. Parabéns para os chineses: os manifestantes pareciam bem fisicamente, e seus evidentes problemas mentais eram claramente preexistentes.

Mesmo a maior manifestação, no Rio de Janeiro, não reuniu mais do que quatro ou cinco dias de brasileiros mortos durante a pandemia por culpa do governo Bolsonaro. Se a ideia era dizer “se tentarem derrubar Bolsonaro, terão de se ver conosco”, ninguém ficou assustado.

A demonstração de força dos bolsonaristas fracassou, mas o que interessa é que precisaram tentá-la. Eles sabem que Bolsonaro está perdendo.

O governo dos extremistas se desfaz a olhos vistos. Pela primeira vez na história, os chefes das Forças Armadas renunciaram conjuntamente em protesto contra o presidente da República. Logo depois, o Supremo Tribunal Federal tomou coragem e cumpriu seu dever constitucional obrigando o Senado a abrir a CPI do assassinato em massa. Bolsonaro manobrou para barrar a CPI, fracassou; manobrou para tirar Renan Calheiros da relatoria da CPI, fracassou.

A equipe econômica está se desintegrando em plena luz do dia, com demissão após demissão, uma fila puxada pelos melhores que só não termina em Guedes porque existe o inacreditável Adolfo Sachsida. O extremista Ernesto Araújo perdeu o Itamaraty e agora xinga o governo no Twitter. O vice-presidente Mourão deu uma entrevista ao jornal Valor Econômico em que declarou que não deve continuar na chapa na campanha da reeleição; defendeu, inclusive, a união em torno de uma terceira via para 2022.

Não há precedente para nada disso. Todo governo brasileiro que chegou perto desse ponto caiu antes de atingir esse grau de degeneração. E, no entanto, o governo Bolsonaro não cai.

No fundo, quem sustenta o governo Bolsonaro no momento é a Covid-19. O vírus impede manifestações de rua dos 70% do eleitorado que rejeitam Bolsonaro. E a mortandade causada pelo governo está tão fora de controle que as forças que poderiam organizar o impeachment não querem assumir responsabilidade pelo número imenso de mortes que Bolsonaro já contratou.

Mas se a Covid-19 segura Bolsonaro no Planalto, também impede que seu governo seja funcional, o que, sejamos honestos, já não seria fácil de qualquer maneira. O Brasil tem um grande problema de cuja solução depende a solução dos outros, a pandemia. Foi justamente esse o problema que Jair Bolsonaro desistiu de solucionar, porque já não comprou a vacina, já sabotou o isolamento social, e, a esta altura, não saberia corrigir-se se o quisesse.

Daí em diante, não há mais governo, só a mímica da rotina administrativa, a máquina rodando no vazio. A grande realização de Bolsonaro em 2021 foi aprovar o orçamento antes de maio.

Não há mais governo, e ninguém se dispõe a derrubar quem já desistiu de governar.

Resta-nos confiar no que ainda temos de burocracia profissional, no SUS, na Anvisa, nos governos estaduais, no Butantã, na Fiocruz. Que o medo da CPI pelo menos impeça Bolsonaro de continuar atrapalhando essa gente.

Minha aposta é que, depois do governo Bolsonaro, alguma palavra do português brasileiro entrará para as outras línguas como sinônimo de desastre.

Celso Pinto: um grande jornalista econômico - Cristiano Romero

Uma singela homenagem a um grande jornalista econômico. Excelente artigo de Cristiano Romero. 

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Cristiano Romero - Celso Pinto 

- Valor Econômico

Jornalista foi crítico implacável do populismo cambal

Quando os grupos Globo e Folha anunciaram em 1999 parceria para criar um jornal de economia, o Brasil começava a sair do pesadelo que atormentava a todos desde o início daquele ano. Entre nós, jornalistas, havia apenas uma certeza quanto ao matutino, batizado mais tarde de "Valor Econômico" e lançado em 2 de maio do ano 2000: o projeto editorial seria concebido e comandado por Celso Pinto..

O Valor começou a circular num desses momentos de otimismo da economia. Mas, não foi sempre assim. Primeiro plano a realmente suceder no combate à inflação crônica que nos assolava desde o fim da década de 1970, o Real viveu sua primeira grande crise no começo de 1999, após acentuada e desorganizada desvalorização da moeda nacional, lançada havia apenas cinco anos, em relação ao dólar.

Fracassos seguidos dos planos de estabilização de preços forjaram nos brasileiros a sensação de que jamais teríamos inflação baixa. Cidadãos com menos de 40 anos não sabem o que é viver num país onde a inflação de apenas um mês chegou a 82,39% (IPCA em março de 1990) e, num ano, a 2.477,15% (1993). Depois dos reveses dos planos Cruzado I e II (1986), Bresser (1987), Verão (1989) e Collor I e II (1990 e 1991), o Real, lançado em 1º de julho de 1994, quando começou a circular a nova moeda, tornou-se um sopro de esperança.]

Evidentemente, nada acontece por acaso. Como já foi revelado neste espaço, o plano Real se beneficiou em boa medida de iniciativas que a última equipe econômica do governo Collor, sob a liderança do então ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, vinha tomando como parte da formulação de um novo plano de estabilização.

Um dos legados deixados à turma que formulou o Real foi a acumulação de um montante razoável de reservas cambiais, necessárias para proteger o valor da futura moeda de flutuações excessivas, que prejudicassem o controle da inflação. De outra forma, pode-se dizer que as reservas se constituíam instrumento crucial para conter ataques especulativos à moeda, expediente muito em voga, na ocasião, devido à liberalização da conta de capitais, processo ao qual o Brasil aderiu em 1991.

A liberalização da conta de capitais não tem duas faces, como pode parecer neste raciocínio. Trata-se de algo necessário, ponto. Sem isso, não acumularíamos reservas cambiais, que adiante se mostraram decisivas para o controle da inflação, e só teríamos acesso novamente a investimentos financeiros e produtivos se recorrêssemos a limitadas fontes multilaterais e bilaterais de crédito.

O sucesso do Plano Real se deve ao engenho de três economistas que participaram do Cruzado em 1986 - Persio Arida, André Lara Resende e Edmar Bacha - e de Gustavo Franco, então um jovem professor da PUC-Rio. Não se deve menosprezar, de forma alguma, o papel dos ex-ministros da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, Rubens Ricupero e Ciro Gomes, assim como o de profissionais como Murilo Portugal e Clóvis Carvalho.

Ainda assim, como disse Nelson Rodrigues, "toda unanimidade é burra". Diretor do BC responsável pela política cambial nos primeiros meses de circulação do real, Gustavo Franco constatou que a queda da abrupta da inflação melhorou radicalmente o humor de investidores em relação ao Brasil. Isso se traduziu num forte fluxo de capitais para o país.

Por essa razão, o real chegou a valer, no início de sua existência, "mais" que o dólar. Essa valorização teve dois efeitos: como os empresários fixavam seus preços com base no comportamento do dólar, a apreciação do câmbio "quebrou" a lógica da indexação existente na economia; o dólar barato, por sua vez, estimulou as importações, processo que também concorreu para moderar a alta dos preços internamente.

No entanto, em apenas cinco meses, o país voltou a ter saldos negativos significativos na balança comercial, reacendendo uma velha polêmica - a de que o Brasil, por não produzir poupança, está sempre fadado a sofrer crises cambiais.

Dentro da equipe econômica, o que se viu entre 1995 e 1999 foi intenso debate sobre os riscos de manutenção do real apreciado. A taxa de câmbio, que nos primeiros meses era flutuante, tornou-se quase-fixa em 1995, variando muito pouco nos anos seguintes. Consolidou a queda da inflação a patamares jamais vistos _ 1,37% em 1998 _, mas gerou rombos insustentáveis nas contas externas e públicas (num dado momento, para dar aos investidores a garantia de que o real seguiria valorizado, o governo emitiu centenas de bilhões de reais em papéis atrelados ao câmbio).

Em 1994, como revelou Persio Arida, Celso Pinto foi convidado a trabalhar na equipe econômica, não como assessor de imprensa, mas como uma testemunha de todo o processo de formulação do plano, em seu nascedouro, e durante os primeiros anos da nova experiência de estabilização. O compromisso era que, adiante, Celso escrevesse um livro.

Celso recusou a oferta porque, como relata Persio na apresentação de "Os Desafios do Crescimento: dos Militares a Lula" (Letras & Lucros, Publifolha e Valor Econômico, 2007), livro com colunas escritas pelo jornalista, optou por preservar sua independência e "ser percebido como um jornalista desvinculado de qualquer projeto político, por melhor que fosse".

Foi melhor assim. Do lado de cá da trincheira, Celso se tornou nos primeiros anos do Real um crítico implacável da política cambial que, amparada por juros estratosféricos, foi usada como âncora da estabilização de preços. Em janeiro de 1999, após rodada de crises na Ásia pouco mais de um ano antes e da moratória da Rússia em agosto de 1998, a realidade se impôs e o mercado derrubou as proteções do real, provocando desvalorização que fez os brasileiros acreditarem, mais uma vez, que a inflação não era apenas uma questão macroeconômica a ser enfrentada, mas uma maldição.

Celso era apaixonado por notícias de qualquer área. Para ele, não havia conversa jogada fora, em tempo algum. "Apure isso", "por que você não escreve isso?", indagava a seus repórteres. Apaixonado pelo que fazia, curiosamente, não devotava paixões por escolas de pensamento econômico. Dele não podia se dizer "é liberal" ou "é heterodoxo" ou "é nacional-desenvolvimentista".

O que guiava o jornalismo do Celso era a racionalidade e o respeito à aritmética, à Sua Excelência, o Fato, e à inteligência própria e alheia. Ao criar o "Centro Celso Pinto", o Insper deu grande contribuição ao debate de ideias num país tão carente de discussões sérias e racionais em prol do bem comum. Mais: homenageou o jornalismo econômico feito por aqui e saudou a liberdade de expressão, pilar da democracia.


quarta-feira, 5 de maio de 2021

Aviso aos navegantes: alerta contra um empreendimento OPORTUNISTA: Brazilian Journal of Development, máquina de sugar dinheiro de incautos

Recebi a mensagem abaixo (em itálico, in fine) em meu e-mail pessoal, convidando-me a publicar nessa revista um texto meu, que nem é artigo, como eles anunciam, e sim mera apresentação de Grupo de Pesquisas no Uniceub, onde sou professor.

Se eu concordar em "publicar" o meu texto, que já está disponível neste link: 

3823. “Desafios a um Brasil Global: reflexões do Grupo de Pesquisas no UniCEUB”, Brasília, 16 dezembro 2020; Apresentação oral e via transmissão online disponível no formato do YouTube, com respostas a questões enunciadas da audiência (link: https://www.youtube.com/watch?v=umLfEQSS0Oc&feature=youtu.be). Disponível na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/44721231/3823_Desafios_a_um_Brasil_Global_reflexoes_do_Grupo_de_Pesquisas_no_UniCEUB_2020_).

eu ainda TERIA DE PAGAR R$ 490,00, pelo "privilégio" duvidoso de ter meu nome associado a um EMPREENDIMENTO OPORTUNISTA.

O pior é que junto com esse texto meu – que eles dizem que avaliaram e se tratava de um bom artigo – eles me mandaram mais dois e-mails semelhantes, para artigos que NÃO SÃO MEUS: 

1) Parabenizo pelo excelente artigo: “A EFICIÊNCIA DAS MEDIDAS DA POLÍTICA PÚBLICA FEDERAL DE INCENTIVO À MANUTENÇÃO E À CRIAÇÃO DE POSTOS DE TRABALHO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19”...

2) Parabenizo pelo excelente artigo: “A REFORMA INCOMPLETA DO DIREITO SINDICAL BRASILEIRO: O ESTRANGULAMENTO DO SINDICATO BRASILEIRO”, ...

     Minha recomendação: APAGUEM e DENUNCIEM essas mensagens oportunistas, destinadas a arrancar dinheiro de acadêmicos incautos.

Paulo Roberto de Almeida

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Prezados autores,

Parabenizo pelo excelente artigo: “DESAFIOS A UM BRASIL GLOBAL: REFLEXÕES DE UM GRUPO DE PESQUISAS NO UniCEUB”, publicado no “III Simpósio Internacional d e Pesquisa e XVIII Encontro de Iniciação Cienti¬fica do UniCEUB 2020”

Neste sentido, convidamos você a publicar seu artigo na revista Brazilian Journal of Development, revista avaliada pelo novo Qualis Capes único como B2, em 2019, e indexada em diversas bases como Latindex e Clase. O novo qualis ainda não foi atualizado na plataforma sucupira, mas você pode obter a listagem completa em: ou http://www.ppc.uem.br/qualis-2019 ou no aplicativo Chrome Qualis: 

Nossa revista pode ser acessada em seu site: 
https://www.brazilianjournals.com/index.php/BRJD. Todos os artigos publicados recebem o seu identificador DOI. Nossa empresa é a Brazilian Journals Publicações de Periódicos e Editora Ltda., CNPJ n. 32.432.868/0001-57, e nossa revista está vinculada a Faculdade da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), além de ser a revista de divulgação oficial de trabalhos acadêmicos da Associação Comercial de São José dos Pinhais (ACIAP).

O critério de seleção de seu artigo, que já foi analisado e considerado como aprovado pelo nosso conselho editorial, baseou-se na relevância do seu trabalho e na contribuição que ele tem no campo de estudo abordado.
Em função do corte de recursos para a pesquisa nos últimos anos, a revista não possui apoio financeiro público. Assim, optou-se em solicitar a contribuição financeira de R$ 490,00 por artigo a ser publicado, destinada aos custos de diagramação, formatação, registro do DOI e manutenção da revista, contribuição a qual deve ser feita por meio de depósito bancário ou Paypal (cartão de crédito).

Aceitando o convite, basta responder este e-mail informando o interesse e o tipo de pagamento escolhido. As demais informações serão enviadas na sequência. Não há necessidade de formatar o artigo, a revista possui editores responsáveis para este fim. A revista é de fluxo contínuo para recebimento e publicação dos artigos, portanto, assim que os artigos são formatados e diagramados, estarão disponíveis online.
Em caso de dúvidas, estamos à disposição pelos telefones: (41) 3534-7401 ou
(41) 99591-3404 (trabalhamos com WhatsApp neste número).

Prof. Dr. Edilson Antonio Catapan
Editor-Chefe
Brazilian Journal of Development


US Dollar Share of Global Foreign Exchange Reserves Drops to 25-Year Low - Serkan Arslanalp and Chima Simpson-Bell (FMI)

 US Dollar Share of Global Foreign Exchange Reserves Drops to 25-Year Low

By Serkan Arslanalp and Chima Simpson-Bell

The share of US dollar reserves held by central banks fell to 59 percent—its lowest level in 25 years—during the fourth quarter of 2020, according to the IMF’s Currency Composition of Official Foreign Exchange Reserves (COFER) survey. Some analysts say this partly reflects the declining role of the US dollar in the global economy, in the face of competition from other currencies used by central banks for international transactions. If the shifts in central bank reserves are large enough, they can affect currency and bond markets.

Our Chart of the Week looks at the recent data release from a longer-term perspective. It shows that the share of US dollar assets in central bank reserves dropped by 12 percentage points—from 71 to 59 percent—since the euro was launched in 1999 (top panel), although with notable fluctuations in between (blue line). Meanwhile, the share of the euro has fluctuated around 20 percent, while the share of other currencies including the Australian dollar, Canadian dollar, and Chinese renminbi climbed to 9 percent in the fourth quarter (green line).

chart

 

Exchange rate fluctuations can have a major impact on the currency composition of central bank reserve portfolios. Changes in the relative values of different government securities can also have an impact, although this effect would tend to be smaller since major currency bond yields usually move together. During periods of US dollar weakness against major currencies, the US dollar’s share of global reserves generally declines since the US dollar value of reserves denominated in other currencies increases (and vice versa in times of US dollar strength). In turn, US dollar exchange rates can be influenced by several factors, including diverging economic paths between the United States and other economies, differences in monetary and fiscal policies, as well as foreign exchange sales and purchases by central banks.

The bottom panel shows that the value of the US dollar against major currencies (black line) has remained broadly unchanged over the past two decades. However, there have been significant fluctuations in the interim, which can explain about 80 percent of the short-term (quarterly) variance in the US dollar’s share of global reserves since 1999. The remaining 20 percent of the short-term variance can be explained mainly by active buying and selling decisions of central banks to support their own currencies.

Turning to this past year, once we account for the impact of exchange rate movements (orange line), we see that the US dollar’s share in reserves held broadly steady. However, taking a longer view, the fact that the value of the US dollar has been broadly unchanged, while the US dollar’s share of global reserves has declined, indicates that central banks have indeed been shifting gradually away from the US dollar.

Some expect that the US dollar’s share of global reserves will continue to fall as emerging market and developing economy central banks seek further diversification of the currency composition of their reserves. A few countries, such as Russia, have already announced their intention to do so.

Despite major structural shifts in the international monetary system over the past six decades, the US dollar remains the dominant international reserve currency. As our Chart of the Week shows, any changes to the US dollar’s status are likely to emerge in the long run.

Serkan Arslanalp is Deputy Division Chief in the Balance of Payments Division of the IMF’s Statistics Department. 

Chima Simpson-Bell is an Economist in the IMF’s Statistics Department.

Centro de Estudos Globais do IRel-UnB, mini-cursos e palestra de Paulo Roberto de Almeida

 

Centro de Estudos Globais - Universidade de Brasília

enviou uma mensagem sobre o evento:
Organizado por: Centro de Estudos Globais - Universidade de Brasília
Data: segunda, 26 de abril de 2021, 16h00 - 18h00
Local: Videoconferência via Sympla Streaming

Olá,

Nós agradecemos o seu interesse pela palestra "Relações econômicas externas e inserção econômica internacional do Brasil", proferida pelo Embaixador Paulo Roberto de Almeida em 26/04. O objetivo da mensagem é apresentar as nossas atividades, por meio do nosso website (http://www.estudosglobais.net). 


Palestra neste linkhttps://www.youtube.com/watch?v=_6HyhBtmkNc

Aproveitamos também para informar que há poucas vagas disponíveis para o curso "Escrever e Publicar um Artigo Científico - técnicas, roteiros e dicas para a publicação competitiva" (https://bit.ly/31Tdowh). O curso é uma iniciativa da nossa Revista Brasileira de Política Internacional, tem 20 horas de duração e se iniciará no próximo dia 24/05.



O Ocidente inseguro e a China em ascensão - Paulo Roberto de Almeida

 Uma reflexão sobre as incertezas ocidentais quanto à postura da China no sistema internacional numa conjuntura de alteração dos equilíbrios econômicos existentes nos últimos séculos 

Paulo Roberto de Almeida

É simplesmente FALSO que a China represente uma AMEAÇA a princípios e valores das democracias de mercado e às instituições do multilateralismo contemporâneo, como se o governo autocrático do PCC quisesse demolir as democracias existentes atualmente, ou como se a China estivesse desmantelando a ordem mundial criada por elas desde Bretton Woods. 

É uma grande HIPOCRISIA dos EUA transformar sua arrogância (hubris) e paranoia por motivos de um declinio relativo (ou perda de preeminência hegemônica absoluta) em mobilização de outras democracias avançadas num esforço coletivo para se CONTRAPOR aos progressos econômicos e tecnológicos da China. 

Quanto aos avanços militares da China, eles não se destinam a implantar o comunismo no mundo, mas a evitar que a nação chinesa seja novamente humilhada, como foi no passado, por outras potências dominantes.

O mundo ganharia muito, em especial os países em desenvolvimento, se houvesse total abertura econômica, liberalização comercial, disposição para a complementaridade real das grandes economias na divisão mundial do trabalho e no reforço das instituições multilaterais em prol de investimentos em capital humano nos países mais pobres (que são os que estão na origem das “exportações” indesejadas de seus excentes demográficos miseráveis para os países ricos).

É um EQUÍVOCO dos EUA e de outros parceiros avançados essa atitude confrontacionista vis-à-vis a China, quando ela não é uma potência “revisionista”, como foram os militarismos fascistas expansionistas da primeira metade do século XX, ao prosseguir em sua estratégia de plena inserção no status quo atual, que foi justamente criado pelas grandes potências democráticas de mercado ao favorecerem o multilateralismo, a globalização, o livre comércio e a exportação de capitais. 

Trata-se também de uma arrogância típica de países ocidentais seguros de seus valores e princípios fundamentados em regimes democráticos e nos direitos humanos achar que a China deva ter um sistema político que seja um reflexo dos seus.

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 5 de maio de 2021


Postura anti-China dos ideólogos bolsonaristas dificultou combate à pandemia: ex-ministro Mandetta

 Mandetta responsabiliza Eduardo Bolsonaro e Itamaraty por dificuldade em negociar insumos com a China

Na época, o chanceler brasileiro era Ernesto Araújo, que pertencia à ala ideológica do governo
Por Renan Truffi e Vandson Lima, Valor — Brasília
Valor Econômico, 04/05/2021 

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) responsabilizou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República, e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) pelas dificuldades do governo brasileiro em negociar insumos com a China, durante a primeira onda do coronavírus.

Mandetta falou sobre o assunto hoje em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Na época, o chanceler brasileiro era Ernesto Araújo, que pertencia à ala ideológica do governo.

"Eu tinha dificuldades, por exemplo, nas relações com a China. Eu tinha um Ministério de Relações Exteriores que eu precisava muito porque eu era dependente de insumos que estavam na China, insumos que eu tinha que trazer para dentro do Brasil. Então, era mais do que necessário que nós tivéssemos um bom diálogo com a China. Tinha dificuldade com o ministro de Relações Exteriores. O outro filho do Presidente que é deputado, o Eduardo, tinha rotas de colisão com a China, através do Twitter, mal-estar", contou.

Segundo Mandetta, os filhos do presidente impediram que ele se reunisse com o embaixador da China, Yang Wanming, no Palácio o Planalto. "Eu fui até certo dia ao Palácio do Planalto, e eles estavam todos lá, os três filhos do presidente, e mais assessores que são assessores de comunicação. Disse a eles: 'Olha, eu preciso conversar com o embaixador da China, eu preciso que ele nos ajude, pedir uma reunião com ele. Posso trazer aqui?'. 'Não, aqui não'. Acabei fazendo por telefone. Eu ia fazer essa reunião na Opas, que é um mecanismo internacional. Isso era difícil", explicou.

Após essa afirmação, o ex-ministro foi questionado pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), se existia uma "oposição" ao diálogo com os chineses. "Existia uma dificuldade de superar essas questões", respondeu Mandetta. Ele deu a entender que essa "dificuldade" foi motivada por influência do ex-presidente norte-americano Donald Trump.

"No início [da pandemia], há uma viagem do presidente para a Flórida, e ele encontra o presidente Trump. Era um momento em que o Trump chamava o vírus de vírus chinês, havia um mal-estar da China com os Estados Unidos, e aqui, de alguma maneira, fazia-se esse tipo de conflitos com a China, que eu achava, naquele momento, que dificultava muito a boa vontade. Por isso eu fui até a Embaixada [da China], por isso eu liguei pedindo pessoalmente que eles ajudassem", complementou.

https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/noticia/2021/05/04/mandetta-responsabiliza-eduardo-bolsonaro-e-itamaraty-por-dificuldade-em-negociar-insumos-com-a-china.ghtml

Marcelo de Paiva Abreu: professor emérito da PUC-Rio - História econômica do Brasil


 Por 37 anos de carreira acadêmica exemplar, foi concedido a MARCELO DE PAIVA ABREU o título de Professor Emérito da PUC-Rio.

Marcelo de Paiva Abreu é doutor em Economia pela Universidade de Cambridge e, desde o início da década de 1990, detentor de bolsa de produtividade em pesquisa nível 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Além de professor titular da PUC-Rio, foi professor ou pesquisador visitante nas universidades de Cambridge, Columbia (Rio Branco Chair, 1998), Illinois, em Urbana-Champaign, Modena, Oxford e Veneza. Em 2003-2004 foi Senior Expert in Trade and Integration no Banco Inter-americano de Desenvolvimento em Washington, D.C. Entre 1966 e 1981 trabalhou no IPEA e na Finep, instituição da qual foi diretor para a área científica. Foi membro do Grupo de Pessoas Eminentes da UNCTAD, Genebra, para tratar de assuntos relacionados a barreiras ao comércio. É membro do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais e do Conselho Consultivo do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento, ambos no Rio de Janeiro, e do Editorial Advisory Panel da Financial History Review. Foi representante do Brasil no Comitê Assessor da Comissão de Comércio, Organização de Estados Americanos, 1994-1996. É Comendador da Ordem de Rio Branco.  

Na PUC-Rio, o professor teve papel fundamental no processo de construção institucional do Departamento de Economia e da Universidade como um todo. Entre as muitas funções de administração acadêmica por ele desempenhadas, merecem destaque a de Diretor do Departamento de Economia, por sete anos, de 1990 a 1997, e a de membro da Comissão Central de Carreira Docente, em dois períodos relativamente longos: de 1987 a 1994 e de 2005 a 2011. Nos últimos anos, suas atividades letivas regulares concentraram-se em disciplinas de História Econômica, na pós-graduação, e de Economia Brasileira, na graduação. 

O professor tem extensa lista de publicações, envolvendo livros, capítulos de livros e artigos, no Brasil e no exterior, relativos a políticas comerciais e finanças brasileiras, latino-americanas e britânicas, tanto contemporâneas como em perspectiva histórica. 

Entre suas publicações, merecem especial destaque “Britain as a debtor: Indian Sterling Balances”, The Economic History Review, 70 (2), maio de 2017; “A ´blank cheque´? Portuguese Second World War sterling balances”, 1940-73, The Economic History Review, 67 (2), maio 2014; “O processo econômico” in A. de C. Gomes (org.), Olhando para dentro 1930-1964, volume 4 de L. M. Schwarcz (dir.), História do Brasil Nação: 1808-2010, Rio de Janeiro: Objetiva/Mapfre, 2013; “Brazil: The resilience of the Brazilian insurance market”, com Felipe Tâmega Fernandes, in P. Borscheid e N.V. Haueter (orgs.), World Insurance: the evolution of a global risk network, Oxford: Oxford University Press, 2012;“The Brazilian economy, 1930-1980”, “The Brazilian economy, 1980-1994” e, com R.L.F. Werneck, “The Brazilian economy form Cardoso to Lula: an interim view” in L. Bethell (org.), The Cambridge History of Latin America, Cambridge: Cambridge University Press, 2008; Comércio Exterior: Interesses do Brasil, Rio de Janeiro: Elsevier, 2007; “Brazil as a debtor, 1824-1931”, The Economic History Review, novembro 2006; “The external context” in V. Bulmer-Thomas, J. H. Coatsworth e R. Cortés-Conde (orgs.), The Cambridge Economic History of Latin America, Volume II. The Long 20th Century, Cambridge: Cambridge University Press, 2006; “The political economy of economic integration in the Americas: Latin American interests” in A. Estevadeordal, D. Rodrik, A. Taylor e A. Velasco (orgs.), The FTAA and beyond: prospects for integration in the Americas, Cambridge (Mass.): Harvard University Press, 2004.

Outras publicações selecionadas incluem: O Brasil e a economia mundial, 1930-1945, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999; “Trade in manufactures: the outcome of the Uruguay Round and developing country interests” in W. Martin e A. Winters (orgs.), The Uruguay Round and the developing countries, Cambridge: Cambridge University Press, 1996; Brazilian Long-term Economic Growth 1930-1994, com Dorte Verner, Paris: OCDE, 1997; ‘Brazil as a Creditor: Sterling Balances, 1940-1952’, The Economic History Review, agosto 1990; ‘Developing countries and the Uruguay Round of trade negotiations’, Proceedings of the World Bank Annual Conference on Development Economics, 1989; A Ordem do Progresso. Cem anos de política econômica republicana, 1889-1989, Rio de Janeiro: Campus, 1990 (org.). Esta última obra, que continua tendo enorme impacto entre estudantes de economia no País, foi objeto de edição revista e aumentada com o título, A Ordem do Progresso. Dois séculos de política econômica no Brasil, Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2014, incluindo novo capítulo de autoria do organizador em colaboração com Luiz Corrêa do Lago: “A economia brasileira no Império: 1822-1889”.

Há ainda publicações mais recentes, que não podem deixar de ser mencionadas: o livro eletrônico Da Gávea - Ensaios sobre o Brasil e a economia mundial, 1995-2016, Rio de Janeiro: Departamento de Economia, PUC-Rio, 2017, em que foram reunidos quase 500 artigos publicados pelo professor, desde 1995, no jornal O Estado de São Paulo; os capítulos de livro “Obsessão autárquica: visão a longo prazo do Brasil na economia mundial”, em José Carlos Carvalho, Luiz Chrysostomo de Oliveira Filho, Pedro S. Malan e Regis Bonelli (orgs.), De Belíndia ao Real: Ensaios em homenagem a Edmar Bacha, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018; “Autarquia e novo papel do Estado”, em Edmar Bacha, José Murilo de Carvalho, Joaquim Falcão, Marcelo Trindade, Pedro Malan e Simon Schwartzman (orgs), 130 anos: Em busca da República, Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2019; “De Vargas a Vargas” (em coautoria com Pedro Malan). em Edmar Bacha, José Murilo de Carvalho, Joaquim Falcão, Marcelo Trindade, Pedro Malan e Simon Schwartzman (orgs), 130 anos: Em busca da República, Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2019.

A fertilidade do programa de pesquisa do professor continua evidenciada por vários Textos para Discussão mais recentes circulados pelo Departamento de Economia como “A dívida externa dos estados brasileiros, 1881-1943” TD n. 663, 27/12/2017 e “O Brasil Império e a economia mundial” TD n. 662, 12/12/2017. 

Especialmente importante é “Whose ‘pound of flesh’? Egyptian sterling balances, 1939-1958”, TD n. 661, 11/12/2017, que dá seguimento a uma linha de pesquisa na qual o professor vem persistindo há muitos anos. E que, ao complementar a tríade de seus artigos sobre sterling balances acumulados no Reino Unido por distintos países durante a Segunda Guerra Mundial, propicia rica contraposição dos diferentes formatos que a liquidação desses passivos externos britânicos assumiu em cada caso. Como mencionado acima, três desses artigos – “Brazil as a Creditor: Sterling balances, 1940-1952”, “A ´blank cheque´? Portuguese Second World War sterling balances, 1940-73” e “Britain as a debtor: Indian Sterling Balances, 1940-1953” – já mereceram publicação na conceituada The Economic History Review, em 1990, 2014 e 2017.

Por fim, é importante mencionar Brasil: patrimonialismo e autarquia. Rio de Janeiro: Editora Águas Férreas, 2020, em dois volumes, livro recente de ensaios, diversos deles inéditos em português, que reúne publicações diversas do professor em revistas nacionais e internacionais, bem como em capítulos de livros. No primeiro volume estão incluídos artigos gerais sobre a economia brasileira e suas relações com a economia mundial. No segundo, ensaios com foco em temas financeiros e comerciais.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Tocqueville revisitado, sobre os dois grandes impérios - Alexis (para os íntimos), Paulo Roberto de Almeida

 Adaptando Tocqueville para o século XXI

Paulo Roberto de Almeida


No capítulo final da primeira parte de sua mais famosa obra, De la Démocratie en Amérique, o grande pensador liberal antecipa (ele escrevia em meados dos 1830) um desenvolvimento que só tomaria sentido a partir de 1946, ou seja mais de um século depois:

“Il y a aujourd’hui sur la terre deux grands peuples qui, partis de points différents, s’avancent vers le même but: ce sont les Russes et les Anglo-Américains. (...)

L’Américain lutte contre les obstacles que lui oppose la nature; le Russe est aux prises avec les hommes. L’un combat le désert et la barbarie, l’autre la civilisation revêtue de toutes ses armes. (...) 

Leur point de départ est différent, leurs voies diverses, mais néanmoins chacun d’eux semble appelé par un desseinnsecret de la Providence à tenir un jour dans ses mains les destinées de la moitié du monde.”


Quando Tocqueville escreveu estas linhas, a Rússia começava a se mover, e a China já enfrentava desde um século antes uma decadência que se arrastaria ainda por um século mais. 

Um Tocqueville revisitado — o que costumo fazer nos meus clássicos revisitados —, a partir dos anos 1990, colocaria a China no lugar da Rússia, sem dúvida alguma.

Pela releitura:

Paulo Roberto de Almeida 

Brasília, 4/05/2021

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